quinta-feira, 16 de abril de 2015

“OS DIREITOS ABSOLUTOS DE DEUS” (4)




“Então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se  em terra e adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1:21)
CONHECIDOS PELA FÉ QUE CONFESSA A VACUIDADE DA EXISTÊNCIA HUMANA. “...nu saí do ventre da minha mãe e nu voltarei”.
        Caro leitor, no texto vemos a fé verdadeira brotada no coração daquele justo e piedoso crente podendo expressar o que realmente significa os direitos absolutos de Deus. E isso Jó fez segundo aquilo que Ele mesmo, em dura experiência passou em sua vida. Vemos que esses direitos pertencem absolutamente a Deus, expressadas em lições que nos levam à humilhação; lições que rasgam nossos corações, que subjugam toda tentativa do pecado em manifestar suas características de soberba em nossas vidas.
        Já pudemos introduzir a primeira lição que trata do nosso acesso à esta vã existência aqui: “Nu saí do ventre...”. Creio que precisamos aprofundar um pouco nesse assunto, porque o pecado labuta constantemente para exaltar o homem, para dizer-lhe sempre que ele é grande, que ele tem direitos soberanos na vida aqui. Realmente, a atividade do pecado no homem em nada é diferente daquilo que operou e opera em satanás: o desejo infame de querer ser igual a Deus. Até mesmo os crentes carregam esse dispositivo carnal até à morte e contra os quais precisam lutar em feroz batalha. Extrair uma confissão como essa de Jó em nossos lábios, jamais acontecerá sem que a fé genuína, a fé operada em nossos corações por obra do Espírito Santo possa atuar.
        Mas eis o que a fé proferiu: “Nu saí do ventre de minha mãe...”. Que declaração tão humilhante! Os homens não querem jamais retroceder à sua origem, de onde vieram, bem como não desejam pensar no seu destino. O pecado os enclausura nas paixões do momento e na esperança de que essas paixões serão mais apimentadas pelo sucesso material. Mas o que Jó fez foi exibir sua vergonhosa entrada aqui, imediatamente ele lembrou-se de como entrou neste mundo; que não entrou com riquezas, mas sim completamente nu, carregado nos braços e precisando urgentemente ser amamentado para não morrer. Ali estavam os pais, os parentes e os amigos vendo um ser completamente despido, exibindo ali sua completa pobreza e miséria.
        Mais do que isso, Jó lembrou-se do fato que nasceu como qualquer outro, que em nada era melhor do que qualquer ser humano, não obstante ser ele um homem cheio de riqueza. Naquele momento de adoração Jó em nada considerou seus bens, seus troféus, sua fama e sua felicidade, porque ao lembrar-se de como entrou neste mundo, pode assim render glórias e graças ao seu Senhor. Que lição impressionante! Veja caro leitor onde somente a fé pode alcançar, como ela volta ao passado e à luz da eternidade considera seu viver aqui, por isso o que ele possuiu, seus bens, seus filhos e todo conforto, tudo isso perdeu o brilho diante da majestade celestial.
        Mas, deixemos de considerar isso de uma maneira tão negativa, porque Jó naquele momento tomou tudo, ajuntou toda perda e considerou um grande ganho, pois pode oferecer tudo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Veja bem que as emoções não suplantaram a razão, porque tudo foi erguido na força da genuína fé e elevado às alturas, a fim de oferecer a Deus o culto que realmente agrada a Ele. Que incrível vitória da graça! Como satanás foi pego em plena derrota, quando tudo parecia vitória das trevas! Como o Senhor foi glorificado quando um dos Seus santos estava passando por trevas naqueles momentos tão dramáticos!
        Meu amigo, você já pensou nisso? Já meditou na brevidade de sua existência aqui? Já meditou em sua pobreza material e espiritual? Já se atinou para o fato que nada lhe pertence e que um dia tudo o que você pensa que é seu, até mesmo sua saúde, será definitivamente arrancada, para saber que “nu saiu do ventre...”

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