terça-feira, 14 de abril de 2015

“OS DIREITOS ABSOLUTOS DE DEUS” (3)




“Então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se  em terra e adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1:21)
CONHECIDOS PELA FÉ QUE CONFESSA A VACUIDADE DA EXISTÊNCIA HUMANA. “...nu saí do ventre da minha mãe e nu voltarei”.
        Caro leitor, pelas palavras de Jó podemos ver que os direitos pertencem absolutamente a Deus e não aos homens. Jó pela fé pode perceber isso e foi imediatamente fortalecido pela graça para proclamar tal verdade em tom de louvor quando se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra para adorar a Deus.
        Como essa atitude de um homem de Deus, visitado repentinamente pelas mais terríveis aflições deste mundo, é tão diferente daquilo que usualmente vemos pregado e praticado pelo evangelho moderno. Em nossos dias tudo funciona ao contrário, porque o Deus que os homens modernos apregoam é um deus popular, feito para ser adaptado aos gostos e ambições de mentes carnais, mundanas e completamente voltada aos desejos de ter o mundo inteiro aos seus pés. Esse deus moderno não passa de um ídolo enfeitado de versos bíblicos e aparelhado para entrar em todos os segmentos evangélicos. É triste sim, mas é pura verdade o que estamos presenciando aqui no Brasil.
        Mas devemos voltar às palavras de louvor e adoração que saíram da boca de um homem crente. Nós podemos aprender pela fé e da fé; nós podemos extrair tesouros eternos da inspiração bíblica e não do lixo mundano. Por essa razão creio que devemos por todo nosso ser nessas Palavras, porque Jó falou inspiradamente; que o nosso Sumo Professor nos ensine como viver e agradar a Deus e não aos homens; que sejamos elevados às alturas de uma confissão viva, santa e que realmente adora a Deus. Que sejamos livres dessa descida sutil e macabra que a carne tanto busca aqui neste vale da sombra da morte.
        Veja amigo, primeiramente o nosso acesso a esta existência: “Nu sai...”. Como o pecado é tão enganoso! Como no íntimo pensamos que somos donos do mundo, que somos as verdadeiras estrelas do universo! Como foi que entramos neste mundo? “Nu...”. Será que esse retrocesso ao nosso nascimento não nos faz pensar com profunda humildade? Veja o que exibimos quando foi avisado a todos que nascemos: nossa nudez. Não trouxemos conosco nem mesmo nossas vestes. Pobres criaturas! Indignas, vis e cheias de vãs pretensões! Quão imbecis somos nós que pensamos ter nascidos, já trazendo em mãos um talão de cheques, um baú carregado de riquezas, e documentos de casas com tudo à disposição. É certo que nossos queridos aqui nos receberam com alegria, que houve festas, que nossos pais queridos e amáveis nos consideraram como verdadeiros tesouros e que até mesmo tudo foi preparado em nossa casa para que fôssemos recebidos com honras e glórias.
        Mas tudo isso que tenho falado mostra o ponto de vista daqui, da terra. Mas nem todos têm a mesma sorte. Quantos nascem e morrem imediatamente, lançando choro e desespero ao derredor; quantos nascem em meio a tanta pobreza, para sentir a miséria na qual vivem seus pais; quantos nascem em períodos de escravidão, enfrentando a maldade dos homens; quantos nascem carregando em seus corpos as marcas de um sofrimento que apenas começou e que vai perpetuar até à morte.
        Meu caro amigo, o Salvador bendito veio ao mundo e nasceu na mais completa pobreza. Ele conheceu o que realmente significa “nudez” humana, porque experimentou sofrimento até à morte. Desceu do céu em completa humilhação. E nós somos melhores? Achamos que nascemos para herdar essa glória daqui? Ousamos abrir nossas bocas para falar o que? Exigir o que de Deus?

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