sexta-feira, 10 de abril de 2015

O SALVADOR CHAMANDO O PERDIDO (1)




“Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir, eu entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo” Apocalipse 3:20)
    INTRODUÇÃO:  
        Caro leitor, consideremos esse texto tão conhecido e tão rico de misericórdia, porque vemos nele o real ministério de Jesus o Salvador neste mundo. Não O vemos prometendo bênçãos materiais aos homens, mas sim mostrando Sua salvação e promessa de viver e reinar em suas vidas. Convido vocês à perscrutar comigo, e examinar a profundidade do ensino que esse verso transmite aos nossos corações, no propósito de que as almas aqui presentes venham conhecer no íntimo esse Senhor tão maravilhoso. Meu desejo sincero é levar a todos a mensagem mais importante anunciada em toda Escritura – a salvação em Cristo Jesus. Para mim este verso está permeado desse “aço celeste”; esse verso tem em suas “veias” o mesmo “sangue” que corre em toda Escritura; está perfeitamente combinado com todos os ensinos dos profetas, dos apóstolos e mui especialmente daquilo que nosso Senhor mostra em João.
        Para que haja maior quantidade de luz no texto, é mister que o examinemos à luz do contexto. Para isso quero que o leitor seja bem cuidadoso em examinar comigo. Note que o Senhor está dirigindo à igreja de Laodicéia, conforme os versos 14 ao 22 do cap. 3. A igreja de Laodicéia representa a igreja constituída de falsos crentes, daqueles cuja fé vem deles mesmo e não de Deus e da Palavra. Cristo chega à essa igreja como o AMÉM (verso 14), como aquele que é a própria verdade, que jamais pode mentir. Laodicéia é a igreja formada por aqueles que impõem sua opinião, que são humanistas e que querem curtir uma certeza que vão para o céu, quando jamais tiveram seus corações transformados pela graça. Nosso Senhor está Se dirigindo aos orgulhosos, aqueles que vivem tranquilos e calmos no pecado. Nosso Senhor mexe com essas almas envaidecidas e os desafia: “Aconselho que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas” (verso 18).
        Veja amigo como essas palavras que saem da boca do Senhor são enviadas não a pessoas humilhadas e contritas, mas sim a almas confinadas em sua própria soberba religiosa. Poderia mostrar no contexto de forma ainda mais profunda a condição tão perigosa dos falsos crentes. Mas peço que meus leitores contemplem comigo o verso 19: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te”. Note bem que nosso Senhor está fazendo distinção ao tratamento que Ele dá aos verdadeiros crente. Ele está afirmando que aos Seus amados Ele trata com repreensão e disciplina, o que jamais acontece com os falsos crentes. Tais palavras aparecem para mostrar a impressão que os falsos crentes têm de bem-estar e é exatamente isso o que lhes levará à perdição.
        Mas, mesmo assim, eis que o Senhor não fecha a porta, não esconde a forte luz da Sua misericórdia para os Laodiceanos. Imediatamente Ele apresenta o Seu serviço de salvação aos perdidos; mesmo assim Ele mostra que Seu toque continua e que Seu chamado é constante. Ele não está dirigindo uma mensagem à igreja, mas sim a pecadores individuais: “...se alguém ouvir...”. O ministério atual Dele é de salvação aos perdidos e é exatamente isso o que o verso 20 evoca. Por isso tal verso é tão momentoso, tão importante e tão axial para nossos dias impregnados de confusão.
        Mas, o motivo maior é trazer à lume a mensagem de salvação. Anelo pregá-la, quero que a mensagem do coração de um Deus compassivo seja ouvido por milhares em nossos dias. Por essa razão é que estou erguendo a minha voz para pregar aos meus leitores, porque bem pode ser que haja alguém que está procurando essa salvação. Pode ser que tenha alguém que está com intensa sede da verdade e faminto do pão da vida: “Eis agora o tempo sobremodo oportuno; eis agora o dia da salvação”.

         

Nenhum comentário: