domingo, 22 de setembro de 2013

SACRIFÍCIOS PACÍFICOS MODERNOS




“Sacrifícios pacíficos tinha eu de oferecer; paguei hoje os meus votos” (Provérbios 7:14).
         Caro leitor devemos perceber que o caminho pervertido da mulher adúltera é também sofisticadamente religioso e aparentemente espiritual. Notemos bem como ela é cuidadosa para engendrar meios, a fim de acobertar suas maldades, numa tentativa de afastar até mesmo a ira de Deus. Notemos bem o quanto ela cerca seu ambiente, a fim de que seu terrível pecado não seja visto e que ela e seu amante saiam sem qualquer culpa. Por essa razão ela apodera de toda formalidade religiosa. Vemos que quando ela tem o adúltero consigo em seu quarto ela se apresenta com aparatos espirituais e piedosos. Segundo ela, tudo já tinha sido feito, Deus estava contente com ela, pois seu sacrifício costumeiro já tinha sido realizado; ela foi religiosamente zelosa e cumpriu suas obrigações. Ela já tinha oferecido a Deus suas ofertas queimadas; preparou tudo muito bem e nada faltou. Tudo agora está pronto e ela está bem protegida, porquanto, segundo o engano do coração, Deus está satisfeito com ela, pois em nada ela faltou com seus votos.
         Caro leitor é exatamente isso o que acontece com aqueles que não foram convertidos em seu coração. Quando homens e mulheres desconhecem o arrependimento e a sincera conversão a Deus, todo seu sistema de vida religiosa é uma tentativa vã de oferecer a Deus seus   “sacrifícios pacíficos”. Ora, quando o homem se converte de todo coração, seus olhos vislumbram a glória do Cordeiro na cruz; seu coração repousa em perene paz, mediante a perfeita e poderosa conquista do perdão e da perfeita salvação mediante o sangue. Sem conversão o homem permanece em seus pecados. Mas, seu sistema religioso é incrivelmente ampliado; seu campo de ação em forma de sacrifícios é expandido, especialmente usando a Palavra de Deus para tecer meios aparentemente santos e assim encobrir seus pecados.
         Caro leitor, permita que eu possa explicar essas atividades ocultas num coração enganoso e enganado. Sem a verdadeira conversão a alma está aprisionada em seus laços; está de mãos dadas com o mal; vive continuamente flertando a carne e o mundo; sempre está jogando “beijinhos” para os prazeres pecaminosos. No pecado o homem utiliza seu sistema religioso, seus deuses são inventados no coração; seu cristo é fabricado pelo mundo; o espírito que opera nele é o espírito de engano e de mentiras. Ele continuamente recebe provisões para enfeitar sua vida com adereços religiosos, justamente porque quer ocultar seus pecados e assim escapar da ira de Deus.
         Muitos são aqueles que com carnal habilidade conseguem oferecer seus “sacrifícios pacíficos”; estão sempre dizendo “paz, paz” quando não há paz. Estão sempre dizendo no íntimo: “Já ofereci sacrifícios pacíficos hoje; já estou fiz a minha parte; já paguei os meus votos; já pude fazer o melhor de mim, por isso acho que Deus está satisfeito comigo; agora posso curtir o mundo; agora posso fazer o que eu gosto; posso ter meus amigos mundanos; posso seguir o caminho que quero, porquanto já cumpri meus deveres”. O sistema “evangélico” moderno fornece material em abundância para esse sistema de “sacrifícios pacíficos”, porque negam a verdade da cruz e todos são aceitos na igreja sem quebrantamento, arrependimento e conversão (Atos 3:19).
         Meu caro leitor, quanto perigo envolve um coração iludido! Mas, a conversão sincera desmancha tudo isso e leva a alma ao pé da cruz. O pecador quebrantado tem a visão correta da fé, pois encara o Cordeiro que foi morto. Cristo vem para chamar essas almas para Si; o Príncipe da paz chega e fala ao coração de um pecador arrependido; chega e transforma seu coração, implanta o temor e o leva a uma vida de santidade até o fim.
         Ó, que o Senhor em Sua compaixão venha visitar essa geração! Que as almas tão tomadas pelo engano da nova era possam conhecer o verdadeiro Deus, o Deus da revelação bíblica, a fim de que este mundo respire a presença de homens e mulheres piedosos e tementes ao Senhor (Salmo 12:1).
        

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