“Ninguém
pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no
último dia” (João 6:44).
SEGURANÇA
ETERNA: “... e eu o ressuscitarei no último dia”.
Querido leitor voltemos ao texto,
porquanto as riquezas desta frase: “...e
eu o ressuscitarei no último dia” são inesgotáveis. Preciso conduzir meus
leitores à compreensão real do viver do crente à luz dessa verdade. Observe que na passagem nosso Senhor
enfatiza tanto isso que a frase é repetida quatro vezes:
Na primeira (verso 39), nosso Senhor
liga a ressurreição com a segurança eterna dos eleitos. Na segunda vez (verso
40), nosso Senhor associa a ressurreição dos santos com a vida que eles recebem
aqui por ocasião da salvação. Na terceira vez (verso 44), Ele mostra a prova do
trabalho eficaz do Pai com a ressurreição futura, e na quarta vez (verso 54), o
Senhor relaciona a ressurreição dos santos com o fato que eles se apossaram
Dele ao alimentarem e beberem Dele. Diante dessa ênfase dada por nosso Senhor à
ressurreição dos santos, creio que preciso mergulhar nessa verdade e descobrir
o que nosso Senhor quer nos mostrar, a fim de que os verdadeiros crentes sejam
edificados na verdade.
Para que a seja vista amplamente a
dinâmica da ressurreição, preciso mostrar os terrores do pecado à luz da
ressurreição. Em primeiro lugar, quando nosso Senhor assegura no texto que em
relação ao salvo: “...eu o ressuscitarei no último dia”, Ele expõe Seu glorioso
propósito ao vir ao mundo. Destrói completamente todas as ansiedades e
expectativas mundanas. Nessa declaração do nosso Senhor, todo programa
religioso deste mundo é desmoronado; todo planejamento ecumênico é mostrado
como sendo falso, diabólico e destruidor. Por quê? Simplesmente nosso Senhor
mostra quem Ele tinha em mira alvos eternos e não transitórios, mundanos e
ligados à natureza carnal do homem.
Em segundo lugar, com a declaração do
Senhor: “...e eu o ressuscitarei no último dia”, Ele mostra quais são os
inimigos mais aterrorizantes dos homens. Somos iludidos quando pensamos que
nossos problemas reais são de natureza material. E estaremos ainda mais
enganados quando buscamos um Jesus que solucione esses problemas.
Em terceiro lugar, com a declaração do
Senhor: “...e eu o ressuscitarei no último dia”, nosso Senhor está mostrando
que se há necessidade de ressurreição, então, o problema mais crucial que
envolve toda raça humana é a morte. Veja bem que a Palavra de Deus está mostra
que a presença da morte é exposta a fragilidade desta vida e seu fim em toda e
qualquer situação. Nosso Senhor mostra que esse sistema de terror que invadiu o
universo precisa ser destruído, e que não há poder humano, nem angelical que
possa por um ponto final em toda essa tragédia.
Em quarto lugar, com a declaração do
nosso Senhor: “...e eu o ressuscitarei no último dia”, aprendemos que, se há
necessidade da ressurreição, então o viver confiante na carne é a mais
miserável forma de vida entre todas as criaturas. Sem a ressurreição todos os
nossos atos e intentos por uma vida melhor aqui, de mais conforto, de mais
recursos financeiros, de mais saúde, etc. não passam de completa falácia. Todas
as obras dos homens são barradas pela morte; todos os planos por um mundo
melhor, por um ambiente de mais segurança e mais recursos que possam ajudar a
humanidade findam-se com o golpe final da morte. A história passada revela o
quanto as nações, reis, estadistas, generais ficaram para sempre no
esquecimento e que todas as suas obras foram transformadas em cinzas.
Querido amigo, se você um dia foi aceito
em Cristo pela graça, então você é um filho da ressurreição. O horizonte da
eternidade foi desbravado pelo Filho de Deus e você pode mirar as maravilhas
que hão de vir. Se não houve isso, sua alma é inundada da vaidade deste mundo e
você sabe que um dia a morte chegará para declarar sua tolice em viver na
vaidade.
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