“Ensina-nos
a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Salmo 90:12)
No
verso 3 podemos ver Moisés espantado com a revelação a respeito daquilo que
acontece com os seres humanos neste mundo. O que Deus faz com os filhos dos
homens neste mundo? Será que é plano de Deus que os homens vivam mais e mais?
Será que faz parte da vontade do Deus Santo que os homens tenham aqui muito
mais anos de vida, saúde, prosperidade, riquezas, bem como outras coisas
materiais tão procuradas e benquistas pelos homens? Eis a resposta: “Tu reduzes
o homem ao pó”. Nós encaramos as coisas de maneira diferente. Nós olhamos para
o homem naquilo que ele é por fora. Nós vemos a aparência do homem, sua força
física, sua sabedoria terrena, sua esperteza e habilidade para adquirir coisas,
sua capacidade em cercar-se de segurança para proteger aquilo que tem, e ainda
sua ambição de alcançar altos ideais com seus adornos religiosos buscando um
deus que venha abençoar-lhe e assim lhe tornar bem sucedido em seus projetos.
Eis o que Deus faz com o homem: “Ele o reduz ao pó” Enquanto o homem tenta
subir e alcançar as “estrelas” em suas ambições materiais, em seus planos não
somente de armazenar mais bens desta vida, como também em tornar este mundo num
lugar melhor para a sociedade humana viver, o Grande Deus está puxando cada ser
humano para seu lugar – no pó: “Tu reduzes o homem ao pó”. Enquanto o engano do
pecado no coração procura elevar o ser humano para que ele venha a imaginar no
seu coração ser como uma árvore, ou como uma torre forte, Deus diz: “Tu és pó”.
Ainda
no verso 3 vemos o que Deus diz para os homens: “Tornai-vos, filhos dos
homens”. O efeito devastador do pecado no homem, é que o próprio pecado conduz
o homem numa tentativa vã de ser o que jamais poderá ser; de construir aquilo
que nunca poderá durar eternamente; de tentar alcançar aquilo que jamais poderá
alcançar. Tudo Deus fez para sua própria glória porque Ele é Deus, e
especialmente o ser humano, dentre as criaturas deste mundo, foi feito à imagem
e semelhança de Deus para louvar, adorar
e servir somente ao Santo e Soberano criador do céu e da terra.. A felicidade,
o bem-estar, a glória, etc, consistem em estar ligado às perfeições desse Deus.
O pecado, entretanto, inverteu todo objetivo da criação inteira, e a própria criação
geme (Romanos 8:22), como que sentindo o efeito desastroso do pecado, e
sofre por causa do homem que, deveria o
sacerdote da criação para proclamar louvores ao criador, mas que agora utiliza
dessa mesma criação a fim de servir e prestar culto ao pecado. O homem neste
mundo age como um ladrão, como um estranho dentro da grande casa de Deus. Deus
afirma que toda criação pertence a Ele. Ele afirma: “Conheço todas as aves dos
montes, e são meus todos animais que pululam no campo.” (Salmo 50:12. Ainda: “Ao
Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele
habitam” (Salmo 24:1), mas eis aí pervertido homem em seu caminho de iniqüidade
e transgressões apoderando e utilizando daquilo que jamais lhe pertenceu para
construir um império do pecado.
Porém,
o que vemos nessa declaração de Moisés a respeito do que Deus faz com o pecador
neste mundo: “...tornai, filhos dos homens”. O mesmo Deus que criou todas as
coisas mediante o poder de sua palavra, Ele simplesmente utiliza de Sua Palavra
a fim de puxar o pecador para seu lugar de ruína. O poder de Sua palavra é
suficiente para arrastar o rebelde ao pó. Podemos ver o progresso dos homens
perversos; podemos ver os malignos indo adiante com seus planos para construir
um reino anti-Deus; contemplamos os milhares correndo pelo largo caminho do
pecado à busca da ilusão, mas é tão simples para Deus tratar com eles. Uma
barata, um rato, uma mosca podem escapar de nossa perseguição, mas não há
nenhum homem no pecado que possa escapar de Deus. Ninguém pode ocultar de Seus
olhos, ninguém pode fugir do Seu alcance. Assim como Sua palavra é poderosa
para criar, ela também é poderosa para punir, e quando Ele ordena que os homens
voltem para seu lugar no pó, inevitavelmente eles caem. Analisemos a história,
façamos uma investigação às gerações que já partiram, e eu pergunto, não é
exatamente isso o que a história nos ensina? Caim serve como o modelo dos
homens que, fora do paraíso de Deus, procuram construir um paraíso terrestre.
Caim e milhões tombaram sob a Poderosa ordem do Grande Juiz do Universo:
“...tornai, filhos do homem”. E a cada
dia vemos que a história deste mundo prossegue da mesma maneira. Eis o que
ordena a palavra de Deus: “Cesse a malícia dos ímpios...” (Salmo 7:9).
Assombremo-nos com a linguagem do Todo Poderoso: “Ri-se aquele que habita nos
céus; o Senhor zomba deles” (salmo 1:4): “Digo aos soberbos: não sejais
arrogantes, e aos ímpios: não levanteis a vossa força” (Salmo 75:4); “Deus
é o Juiz; a um abate, a outro exalta”
(Salmo 75:7).
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