segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

SALMO 90 (7a)



 Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Salmo 90:12)
        A pergunta que temos é a seguinte: Por qual razão Deus diminuiu tanto a idade humana? Por que muitos deixam sua existência terrena tão cedo, e muitos nem mesmo tem tempo suficiente para conhecer algumas coisas desta vida, coisas que os homens as consideram boas? Por que logo temos de perder nossos entes queridos, como nossos pais, nossos filhos e cônjuges? Porque temos de tomar o caminho da morte tão cedo? Porque somos como bois que caminham para o fatal local de matança? Essa resposta está claramente estampada diante de nosso face  nos versos 3 a 9 do salmo 90. Essa passagem mostra de modo aterrorizante a triste situação de todos os pecadores diante de Deus.
        Realmente, não é um trecho atraente; Ninguém tem prazer em colocar sua bíblia aberta no salmo 90 na sala de sua casa, porque não é um trecho que os homens naturalmente teriam vontade de apreciar sua leitura, não são versos bíblicos procurados para fazer parte do dia religioso do homem porque nesta passagem o Espírito Santo nos leva à profunda humilhação, quando vemos quais as consequências do pecado que vieram contra nós como um furacão para nos destruir. Vamos agora com nossos corações humilhados e contritos ouvir o que o Espírito Santo, por meio de Moisés está falando a respeito da atitude de Deus em relação aos homens como decorrência da queda em Adão.
        No verso 3 Moisés traz a lume o fato que a morte do homem não é algo que acontece por acaso; não é um desenrolar-se  que jaz no fortuito, como algo normal para esta vida como se a morte fizesse parte da perfeita criação de Deus. Não! O que Moisés diz para Deus? “Tu reduzes o homem ao pó” (verso 3). É uma declaração poderosa que mostra o fato de que Deus não está alheio ao que está acontecendo; Deus não abandonou tudo atirando ao desprezo e posicionando-se de longe para esperar ver o que acontece, pelo contrário, o verso traz a terrível verdade da ativa punição Divina contra o homem. Moisés vê a morte do pecador, não como um descanso, nem como se fosse uma bênção doada por Deus, mas sim como uma terrível punição, como uma ação julgadora de um Deus reto e justo que odeia o pecado, como um terrível resultado de uma ofensa contra um Deus Santo, Justo e bondoso. 
        Vamos encarar biblicamente o efeito do pecado no homem. O que o pecado fez do homem? O pecado faz com o pecador pense que tem asas para voar no mundo da ilusão. Fez dele exatamente um ser orgulhoso, vaidoso, arrogante, que entra neste mundo como se fosse um deus, e que pensa no íntimo que sua existência será eterna, e que assim poderá fazer o que bem quiser. O homem abre os olhos neste mundo e encara a criação de Deus como se fosse tudo pertencente a ele. O pecado opera nele a falta de temor a Deus: “...não há temor de Deus diante de seus olhos” (Salmo 36:1) e, e assim vai o homem seguindo naturalmente seu curso normal de vida, como se nunca houvesse um ponto final para sua débil existência.
        Essa habitação terrena é considerada por ele como se fosse o seu céu, o seu paraíso, por isso projeta meios de armazenar mais bens desta vida. Em seu coração ele está como que dizendo, “eu sou”, “eu farei”, “eu serei”, etc.
        Mas o que acontece com o pobre e enganado mortal? Ele transita em sua obstinada devoção em servir o pecado, sem, contudo perceber a punição que lhe acarretará, justamente porque o efeito natural do pecado é que tudo o que está ocorrendo com ele é algo normal. Porém, Moisés declara o que Deus faz: “Tu reduzes o homem ao pó”. O engano do pecado não permite que o homem veja isso; o orgulho e a rebelião do coração humano impede que o homem venha a atinar-se para a sua própria ruína. O relato descrito por Moisés no Salmo 90 verso 3 é alarmante. O verso claramente mostra aquilo que nós precisamos ver a respeito daquilo que acontece com o ser humano neste mundo. É a verdade bíblica; é o Espírito de Deus nos fazendo entrar para conhecer os mistérios revelados. São verdades estarrecedoras, mas que são salutares às nossas almas. 
        Precisamos aprender essas verdades a fim que possamos nos colocar em nosso lugar de seres humanos culpados e indignos. A falta da pregação autêntica que apresenta Deus no lugar de Soberano e que tira do homem sua soberba e que aponta seu lugar no monturo e no desespero, tem sido a ruína do cristianismo em nossos dias.   

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