“Ensina-nos
a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Salmo 90:12)
A pergunta que temos é a seguinte: Por
qual razão Deus diminuiu tanto a idade humana? Por que muitos deixam sua
existência terrena tão cedo, e muitos nem mesmo tem tempo suficiente para
conhecer algumas coisas desta vida, coisas que os homens as consideram boas?
Por que logo temos de perder nossos entes queridos, como nossos pais, nossos
filhos e cônjuges? Porque temos de tomar o caminho da morte tão cedo? Porque
somos como bois que caminham para o fatal local de matança? Essa resposta está
claramente estampada diante de nosso face
nos versos 3 a 9 do salmo 90. Essa passagem mostra de modo aterrorizante
a triste situação de todos os pecadores diante de Deus.
Realmente, não é um trecho atraente; Ninguém
tem prazer em colocar sua bíblia aberta no salmo 90 na sala de sua casa, porque
não é um trecho que os homens naturalmente teriam vontade de apreciar sua
leitura, não são versos bíblicos procurados para fazer parte do dia religioso
do homem porque nesta passagem o Espírito Santo nos leva à profunda humilhação,
quando vemos quais as consequências do pecado que vieram contra nós como um
furacão para nos destruir. Vamos agora com nossos corações humilhados e
contritos ouvir o que o Espírito Santo, por meio de Moisés está falando a
respeito da atitude de Deus em relação aos homens como decorrência da queda em
Adão.
No verso 3 Moisés traz a lume o fato que
a morte do homem não é algo que acontece por acaso; não é um desenrolar-se que jaz no fortuito, como algo normal para
esta vida como se a morte fizesse parte da perfeita criação de Deus. Não! O que
Moisés diz para Deus? “Tu reduzes o homem
ao pó” (verso 3). É uma declaração poderosa que mostra o fato de que Deus
não está alheio ao que está acontecendo; Deus não abandonou tudo atirando ao
desprezo e posicionando-se de longe para esperar ver o que acontece, pelo
contrário, o verso traz a terrível verdade da ativa punição Divina contra o
homem. Moisés vê a morte do pecador, não como um descanso, nem como se fosse
uma bênção doada por Deus, mas sim como uma terrível punição, como uma ação
julgadora de um Deus reto e justo que odeia o pecado, como um terrível
resultado de uma ofensa contra um Deus Santo, Justo e bondoso.
Vamos encarar biblicamente o efeito do
pecado no homem. O que o pecado fez do homem? O pecado faz com o pecador pense
que tem asas para voar no mundo da ilusão. Fez dele exatamente um ser
orgulhoso, vaidoso, arrogante, que entra neste mundo como se fosse um deus, e
que pensa no íntimo que sua existência será eterna, e que assim poderá fazer o
que bem quiser. O homem abre os olhos neste mundo e encara a criação de Deus
como se fosse tudo pertencente a ele. O pecado opera nele a falta de temor a
Deus: “...não há temor de Deus diante de
seus olhos” (Salmo 36:1) e, e assim vai o homem seguindo naturalmente seu
curso normal de vida, como se nunca houvesse um ponto final para sua débil
existência.
Essa habitação terrena é considerada por
ele como se fosse o seu céu, o seu paraíso, por isso projeta meios de armazenar
mais bens desta vida. Em seu coração ele está como que dizendo, “eu sou”, “eu
farei”, “eu serei”, etc.
Mas o que acontece com o pobre e
enganado mortal? Ele transita em sua obstinada devoção em servir o pecado, sem,
contudo perceber a punição que lhe acarretará, justamente porque o efeito
natural do pecado é que tudo o que está ocorrendo com ele é algo normal. Porém,
Moisés declara o que Deus faz: “Tu
reduzes o homem ao pó”. O engano do pecado não permite que o homem veja
isso; o orgulho e a rebelião do coração humano impede que o homem venha a
atinar-se para a sua própria ruína. O relato descrito por Moisés no Salmo 90
verso 3 é alarmante. O verso claramente mostra aquilo que nós precisamos ver a
respeito daquilo que acontece com o ser humano neste mundo. É a verdade
bíblica; é o Espírito de Deus nos fazendo entrar para conhecer os mistérios
revelados. São verdades estarrecedoras, mas que são salutares às nossas
almas.
Precisamos aprender essas verdades a fim
que possamos nos colocar em nosso lugar de seres humanos culpados e indignos. A
falta da pregação autêntica que apresenta Deus no lugar de Soberano e que tira
do homem sua soberba e que aponta seu lugar no monturo e no desespero, tem sido
a ruína do cristianismo em nossos dias.
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