“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a
vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” Romanos 6:23.
OS RESULTADOS ETERNOS
DA GRAÇA (continuação):
Amigo leitor creio que nesta meditação
encerrarei o assunto inesgotável da superabundante graça (Romanos 5:21). Minha
esperança e oração é que meus esforços resultem numa volta de coração do povo
salvo à realidade do ministério da graça de Deus. Amigo leitor, você que é
crente deve saber que foi o Deus de toda graça que, em Cristo nos chamou à Sua
eterna glória (1Pedro 5:10). Nossa participação deve ser de gratidão, rendendo
graças ao Senhor por Sua bondade e por Suas maravilhas feitas em nosso favor
(Salmo 107:8).
Na meditação anterior pudemos ver que a
graça continua seu livre exercício na vida dos salvos, e que esses salvos
provam que pertencem ao Senhor pela maneira santa de viver. Os verdadeiros
crentes são fracos, débeis, mas suas fraquezas provam que vivem pela graça,
mostrando que pertencem ao Senhor no amor que têm a Palavra de Deus e no pleno
interesse em agradar ao Senhor em toda maneira de viver. (1Pedro 1:15).
Tem outro assunto radiante no exercício
da graça. Uma vez que fomos tirados da morte para a vida (João 5:24), deduzimos
que habitávamos entre os mortos. Quem é salvo está vivo, quem não é salvo está
morto. Não há meio termo na linguagem bíblica. Deus é Deus dos vivos e não dos
mortos. Se foi chamado pela mensagem do evangelho, a palavra da verdade (1Pedro
1:25), então está vivo, possui a vida que há no filho. O contrário disso
significa que ainda habita entre os mortos. A lição preciosa e prática que nos
advém dessa preciosa verdade é que os verdadeiros crentes devem estar
conscientizados desse fato, que habitam no meio dos mortos.
Que diferença entre a graça e a lei!
Lembra quando morreu o filho de Davi, resultado do seu relacionamento ilícito
com Bate-Seba? (2Samuel 12). Quando Natã anunciou que a criança morreria, o rei
passou a noite inteira clamando pela misericórdia de Deus em favor do menino.
Quando o rei soube que a criança estava morta, simplesmente parou de clamar. Na
graça não funciona assim, porquanto Deus opera por milagre. O povo salvo é um
povo de oração, de súplica, de intercessão, por quê? Ora, a multidão que está
ao seu derredor não está doente, mas sim está morta. Deu para o leitor atento
perceber em que situação estamos neste mundo? Compreendeu que em relação aos
homens no pecado nada podemos fazer? Que estamos no meio de um “vale de ossos
secos”? Eles não vêm a Cristo por meio das nossas músicas, nem dos shows
promovidos nas igrejas; eles nada querem saber do Filho de Deus, mesmo que
sejam cercados de qualquer programa social; nada querem com o Rei da Glória,
mesmo que passem por aflições ou estejam radiantes dos prazeres desta vida.
Estão mortos! Não podem respirar o fôlego celestial; nada possuem da natureza
santa e justa que somente os salvos têm, mediante o novo nascimento.
O que fazer diante desta tremenda
verdade? A igreja de Deus deve ser o povo de oração e clamor para que o Senhor
venha dar vida aos mortos. É na solicitação da igreja que Deus levanta homens
que pregam o evangelho com poder! Um povo consciente que foi achado pela
riquíssima misericórdia há de clamar que o Deus tão carregado de compaixão
venha e use de compaixão, chamando os mortos por meio da pregação do santo e
bendito evangelho.
Ó quanto satanás tem aproveitado da
ignorância do povo de Deus! Como o astuto pai da mentira é habilidoso em
colocar seus mortos no meio dos vivos! Satanás faz com que mortos pareçam estar
vivos! Ele faz com que os seus imitem louvor, oração, adoração, fervor,
piedade, etc. O quanto isso é prejudicial à igreja do Senhor! A esperança está
num retorno firme e sincero à Palavra da verdade que traz temor e solidifica os
corações dos verdadeiros crentes na verdade eterna.
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