sábado, 26 de maio de 2012

A TRISTE DECISÃO DO PECADOR (13)



"Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas: qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: não andaremos." Jeremias 6:16.
A BENÇÃO DAS ANTIGAS VEREDAS:
         Caro leitor, prossigo em mostrar o que significa a verdadeira paz achada no bom caminho por aqueles que marcham vitoriosamente rumo ao céu. Já pudemos ver que essa paz difere da paz com Deus, a qual é dada definitivamente na salvação do pecador, conforme vemos em Romanos 5:1 e Salmo 32:1e2. Meu propósito é mostrar a paz de Deus desfrutada ao longo do caminho rumo ao lar celestial. O grande Salvador e Senhor diz que essa é a preciosidade achada por aqueles que andam pelo caminho estreito.
         A verdadeira paz não é aquela que advém do programa enganoso deste mundo. Normalmente os homens sentem paz quando tudo ao seu derredor parece ser maravilhoso e confortável. Normalmente os homens consideram que é motivo de plena confiança quando sentem que há um muro de proteção ao seu derredor. Eles fabricam com suas mãos uma fortaleza de proteção contra as calamidades. Para eles essa muralha que cerca suas vidas é erguida com dinheiro, saúde, amizades, religião, descanso físico e outras coisas tão buscadas pela natureza corrompida. Nos dias do profeta Isaías Deus chamou a atenção do povo judeu contra essa inútil confiança. Ora, eles se afastaram do Senhor e se sentiam amparados em seus próprios meios de defesa. Mas eis que o Senhor os adverte para que eles encarassem seriamente a inutilidade das suas invenções. Em Isaías 22:8-11 podemos ver onde aquele povo punha sua confiança: Na fonte de defesa: as “armas de guerra” (verso 8); Na provisão diária: “o reservatório de água” (verso 11); Na fonte de proteção: “Os muros fortalecidos” (verso 10). Tudo parecia ser motivo de alegria, amém e aleluias! Porém, não passava de ser fruto de corações endurecidos, arrogantes e presunçosos. Veja a maneira como Deus chama a atenção ao pecado daquele povo: “... mas não cogitais de olhar para cima, para aquele que suscitou essas calamidades, nem considerais naquele que há muito as formou” (verso11).
         Quão iludido é o coração do homem! Quando pensa que está tudo em paz e segurança, eis que lhe sobrevém repentina destruição (1Tessalonicenses 5:3). Por quê? Simplesmente ignora a mão forte e poderosa lá do Alto e sublime trono (Isaías 57:15). Deus sabe como acabar com as festas mundanas; aquilo que parece ser paz aqui estoura facilmente como bexigas. Não se estabelece uma vida forte, salutar e confiante andando na iniqüidade. A verdadeira paz não é como gelo exposto ao sol, ou como a fumaça que logo se dissipa. Estava tudo muito bem, em paz e agradável para Belsazar na sua festa pagã, até que o Senhor fez com que toda algazarra e luxúria fossem transformadas em terror com aquelas três palavrinhas só, escritas sobrenaturalmente na parede (Daniel 5).
         Tendo essas verdades expostas perante nosso entendimento, resta que agora seja descrita em singelas palavras o que significa a paz de Deus que habita num coração de fato convertido. Meu espaço está terminando para os propósitos dessas meditações diárias, mas preciso chamar sua atenção para o fato que o mundo religioso de hoje ocupa-se em aumentar a dose da falsa paz nos corações com suas vãs promessas de uma vida melhor, confortável e próspera neste mundo. Eles estão fazendo isso até mesmo usando o nome de Deus.
Caro leitor, já pude mostrar que a paz achada no bom caminho é primeiramente o resultado da segura e eterna salvação que dá início a uma nova vida; que ergue o homem da condição tão triste de amaldiçoado, para ser doravante um alma bendita com toda sorte de bênção espiritual (Efésios 1:3). Antes era empurrado pelos ventos do mal no caminho largo, mas agora, tendo sido justificado e reconciliado com Deus, mediante o sangue remidor, pode andar seguro e confiante rumo ao céu, tendo a Palavra de Deus como lâmpada para seus pés e como luz nesse santo caminho (Salmo 119:105).
         O que um salvo encontra nesse caminho certo e seguro? Conforme o texto de Jeremias 6:16 ele acha ali descanso para sua alma. Exatamente aquilo que inutilmente buscou andando no pecado, como diz um antigo hino: “Bem longe de Deus eu andava; um pobre perdido fui eu”. Mais do que tudo, o Senhor derrama num coração santificado a sua preciosa paz, a paz de Deus que os santos tanto necessitam em face das dificuldades achadas durante sua peregrinação. Na mensagem de hoje vamos conhecer um pouco mais a respeito da manifestação dessa paz, que pela Sua graça o Senhor derrama com sabedoria à medida que os Seus santos vão precisando.
         Obviamente, ela é derramada de forma contínua em manifestações do amor de Deus pelo Seu povo: “... de maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei” (Hebreus 13:5). Nesta frase nosso Senhor expressa seu contínuo amor em forma de presença e cuidado para Seu povo. Por que Ele fala isso? Eis aí o mundo tentador procurando lançar sobre os santos preocupações e cuidados com bens, comida e conforto, Mas eis que o Senhor cerca o genuíno crente com seu contínuo amor o qual aparece na forma de presença, proteção e suprimento. Ora, isso dá continua paz ao coração que crê! O Senhor nunca concede ao Seu povo coisas além daquilo que eles precisam para o dia a dia. Quando Moisés diz acerca do tratamento de Deus com o povo de Israel, a frase: “Ele te humilhou e te deixou ter fome...” (Deuteronômio 8:3), dá a impressão de uma atitude cruel da parte do Senhor. Mas, pelo contrário, nosso Senhor manifesta Sua sábia liderança que disciplina aqueles que Ele toma como filhos (Hebreus 12:6). Aquela “fome” significa simplesmente, que Deus permitiu que durante os quarenta anos da passagem pelo deserto, o povo ficasse sem aquilo que tanto a natureza carnal acostumou a ter. A falta das ricas iguarias do Egito para eles era sinônimo de “passar fome”, mas eis que o Senhor lhes ensinava que a Sua provisão do maná era suficiente e que era para render-Lhe graças.
         Caro leitor, quanto precisamos saber dessa verdade na prática! Especialmente hoje, quando vemos a propagação de uma mensagem estranha àquilo que nos é ensinado nas Sagradas Letras. A mensagem de satanás sempre foi de “mais pão e mais riquezas”! O mundo sempre acha que a paz se encontra nas promessas ocas de prosperidades, as mesmas que satanás prometeu a Jesus por ocasião da tentação (Mateus 4:4 e 8). Entretanto, o contentamento do salvo está na presença amorosa do Senhor, que dia a dia leva nosso fardo; que arruma nossa mesa diária e põe ali nosso pão de cada dia. Nunca o justo há de mendigar pão! O mundo está sempre atormentado ante as armadilhas da economia mundial, mas, aquele que anda pelo bom caminho desfruta dessa ocupação diária de Deus em zelar pela provisão do Seu povo, enquanto eles estão dormindo (Salmo 127:3).

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