quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

“À PROCURA DE UM MORTO” (2)




“Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gálatas 2:19,20)
INTRODUÇÃO:      
        Caro leitor, que lição preciosa da graciosa operação da graça! No texto vemos que Paulo se considera crucificado, não passa de alguém que juntamente com Cristo foi crucificado. É claro que a lição é para todos os verdadeiros crentes; é a lição que realmente necessitamos para agora, a fim de que pela fé vivamos conforme a graça operou em nossas vidas quando fomos salvos. Na introdução já vimos como Paulo se considera morto em relação às exigência da lei; que nada tem ele a ver com a lei, que não vive mais para carregar esse pesado fardo, porque foi unido a Cristo em Sua crucificação.
        2.     Paulo se posiciona como alguém que morreu em relação ao mundo com suas exigências: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gálatas 6:14). Antes, não somente vivia debaixo dos pesadíssimos jugos da lei, como também de coração servia ao mundo e amava ao mundo. Agora Paulo se considera morto para esse amante sedutor, perigoso e odiador de Deus.
        3.     Paulo se posiciona como morto em relação à carne e suas exigências: “E os que são de Cristo crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências” (Gálatas 5:24). Mesmo parecendo religioso porque servia à exigente lei, Paulo não somente era um mundano, como também um pobre escravo da carne com suas paixões. Sua religião era algo da aparência, porque no íntimo curtia o mundo com a finalidade de encobertamente agradar a carne.
        Caro leitor, ao tratar sobre o crente como alguém que já morreu, a lição é que não há maneira de morrer verdadeiramente para a lei, o mundo e a carne, a não ser pela crucificação com Cristo. Isso significa que não há meios de morrer através de religião, tradição e costumes. Qualquer religiosidade externa será apenas uma capa para encobrir um coração submetido aos ditames do pecado. Paulo experimentou isso em seu viver na incredulidade perversa e foi a mesma experiência de cada crente, mesmo que não tenha passado pelas mesmas circunstâncias experimentadas por Paulo. A verdade é que a situação é a mesma, que não há possibilidade de uma mudança no viver, se não houve a crucificação com Cristo.
        Mas você pode estar perguntando como pode isso ter acontecido? É claro que não estávamos lá na cruz fisicamente. Mas pela fé entendemos isso e na confissão da nossa salvação fomos como que envolvidos por esse acontecimento Daquele que na cruz morreu em nosso lugar. Na salvação o homem se humilha perante essa verdade e sabe que a morte Cristo foi em seu lugar, que Cristo Jesus foi o Cordeiro substitutivo, dado pelo Pai, a fim de conquistar nossa tão grande salvação.
        Meu caro amigo leitor, tendo dado a introdução trago agora estas perguntas: Você de fato morreu para a lei, para a carne e para o mundo? O velho homem arrogante morreu? Houve um dia em sua confissão esse entendimento que você morreu com Cristo e que de agora em diante nada tem mais a ver com as exigências da lei, querendo viver submetido a ela? Que nada mais tem a ver com o mundo maligno e sua tirania? Que nada mais deve às exigências da carne? Quando esses três valentes lhe procuram eis que encontram um morto?


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