quinta-feira, 29 de setembro de 2016

DEUS QUER O BEM DO HOMEM? (1)



                               
“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram  enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintainhos debaixo das asas, e vós não quisestes! (MATEUS 23:37)
      INTRODUÇÃO:
        É claro que estamos diante de um verso que tem trazido grande dúvidas a muitos corações sinceros, porque é bem notável que nosso Senhor fala com Jerusalém que ele sempre quis fazer o bem àquele povo, mas eles não quiseram. Trata-se do assunto que envolve a vontade de Deus e a vontade do homem. Mas o verso deixa bem claro a todos, mostrando a definida vontade de Deus: “Quantas vezes quis eu...” e a definida vontade do homem: “...mas vós não quisestes”. Não há o que discutir, mas sendo os homens tão endurecidos e convencidos de que estão certos quando realmente estão errados, vou procurar expor o que a bíblia ensina acerca do assunto.
        A vontade de Deus e a vontade do homem. No parecer de muitos parece que as duas vontades se combinam e se entrelaçam. Já ouvi pregações quando homens deixaram o assunto sem resposta conclusiva para os corações dos santos. Muitos pensam que Deus está esperando a boa vontade dos homens para a salvação, e talvez seja a mensagem mais apregoada nos últimos cento e cinquenta anos. Já nos dias de Spurgeon, esse servo de Deus lutou muito para combater essa heresia que hoje tem invadido corações e trazido tantas heresias destruídoras. Mas preciso explicar a real diferença entre a boa vontade de Deus e a má vontade do homem. Não o farei como se estivesse entrando numa arena para brigar, mas sim para ajudar aqueles que anseiam saber a verdade conforme as Escrituras. É claro que não sei quantas páginas serão enchidas com meus argumentos, por essa razão quem for ler apenas algumas delas não chegará à conclusão precisa do assunto. Temos um caminho a percorrer e um final a alcançar, por essa razão a paciência e um julgamento segundo a verdade revelada ajudarão os que estão dispostos a encarar as maravilhas da santíssima fé.
        No texto de Mateus nosso Senhor está lidando com a religião mais popular entre os judeus naquela época – a religião dos fariseus. Nosso Senhor ataca veementemente aqueles elementos perversos e descobre toda hipocrisia deles. O fato é que a religião falsa, especialmente aquela que parecem ser bíblicas e corretas, realmente são resultados daquilo que o povo quer ter. Nosso Senhor deixa isso bem claro, porque ele toma a cidade de Jerusalém como a culpada: “Jerusalém, Jerusalém...”. Ele coloca toda população, juntamente com os fariseus no mesmo lugar de juízo. Nosso Senhor mostra o quanto seus servos foram perseguidos e mortos pelos judeus religiosos e em poucas palavras mostra a forma com que ele tratou Jerusalém com imensa bondade durante centenas de anos: “Quantas vezes quis... mas tu não quiseste”.
        Outro detalhe é que nós os que defendemos as doutrinas da graça e que por vezes somos cognominados de “calvinistas” somos tachados de indiferentes, sem amor aos pecadores e que, não raro não evangelizamos. Mas quanto engano! Para mim ninguém pode ser um evangelista eficaz se não conhecer e defender com poder os cincos pontos das doutrinas da graça. A história mostra que os mais poderosos evangelistas criam, defendiam e aplicavam esse evangelho poderoso. Nosso alvo é a glória de Deus! O objetivo real do ministério é a fidelidade a Deus naquilo que cremos e pregamos aos homens. Se haverá grande avivamento, é com o Senhor. O que cabe a nós é o cumprimento da nossa missão. A mentira, mesmo que venha revestida de versos bíblicos, não passa de mentiras e seus resultados estão por toda parte.

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