quarta-feira, 27 de julho de 2016

CHAMADOS PARA ANDAR COM CRISTO (2)




“Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mateus 11:28-30)
AQUELE QUE CHAMA:
        A introdução foi breve porque quero entrar nesse assunto de tanta importância em nossos dias. Esse texto é tão conhecido quanto é o Salmo 23, mas o fato é que seus mistérios são profundos. Nosso Senhor não trata do céu, nem do juízo eterno, mas sim dessa jornada terrena com seus pequeninos irmãos. Por essa razão precisamos colocar todo nosso ser nessas solenes verdades; precisamos aprender a viver pela fé, a fim de que vejamos nosso invisível e perfeito amigo, guia fiel, o qual prometeu jamais nos abandonar enquanto trilharmos esse caminho estreito rumo ao nosso lar eterno. Isso significa que todos nós somos chamados a investigar bem e receber de coração humilde os ensinos que nosso Senhor passa a todos os crentes sem distinção.
        É óbvio que devo iniciar mostrando aquele que chama os pecadores para si mesmo, aquele que diz: “Vinde a mim”. Nosso Senhor é o tesouro da fé; é aquele que os salvos amam e que desejam segui-lo de todo coração. Nós somos suas ovelhas e sua liderança em nos conduzir é plenamente aceita por cada crente sincero. Nós somos seus pequeninos irmãos e ele é na família celestial o primogênito, o qual cuida e protege todos os que fazem parte dessa grande família chamada para fazer parte da glória. É claro que a fé verdadeira não se identifica com o Jesus moderno tão apregoado pela nova era, bem como tão bem aceito pela religiosidade sacramentada no ecumenismo mundial. Os santos não vivem da aparência, nem das promessas religiosas destes dias tão maus. Nosso mel é puro e incontaminado e sabemos discernir sim aquele que veio do céu, daquele que é terreno, animal e diabólico.
        Dou louvores ao Senhor porque o próprio texto vem nos auxiliar grandemente nessa descoberta, porque a partir do verso 25 vemos nosso Senhor deixando de lado esse cenário terreno, onde tudo parece ser inexplicável, a fim de nos transportar aos lugares celestiais (Efésios 1:3). O que ele faz? Ele simplesmente passa à santa admiração ao Pai eterno:”Graças te dou, ó Pai...”. Nos versos anteriores vemos Jesus como Homem em sua comunicação com os homens aqui, mas nesse verso eis que passamos a ver nosso Senhor como o próprio Deus; é Jeová falando com Jeová. E que linguagem profunda e cheia de intimidade! E como essas palavras comunicam paz, calma e sabedoria aos crentes! Entramos agora em lugares santos, num ambiente onde saímos do mundo para envolver nossas almas com aquilo que é eterno. E é nesse lugar onde aprendemos acerca da soberana atuação desse Deus e da harmonia que há entre as Pessoas que envolve a bendita triunidade.
        Ora, uma leitura completa e contínua do Velho Testamento nos mostrará esse relacionamento entre essas Pessoas. Sem esse conhecimento completo da divindade e das funções de cada Pessoa, eis que tudo se perde aqui, no emaranhado deste mundo insensato, louco e carregado de mentiras religiosas. Sem um exame da obra de salvação, como tudo foi planejado na eternidade; como tudo funciona perfeitamente, à luz da vontade soberana, eis que seremos derrotados com nossas ocas opiniões que usamos a fim de ensinar Deus, achando que Ele foi errado em operar a salvação como ele realmente faz.
        Mas nosso Senhor em nada titubeou vendo os homens agirem com indiferença, ingratidão e rebelião. Ele volta para o Pai eterno e rende-Lhe glórias e graças, por quê? “Ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos...”. Impressionante! A obra da salvação é algo de Deus e ele mesmo ordenou que os grandes e admirados deste mundo ficassem de fora.

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