quarta-feira, 6 de julho de 2016

A FRAGILIDADE NATURAL DOS HOMENS (11 de 11)




“Mas todos nós somos como o imundo e todas as nossas justiças como trapo da imundície; todos nós murchamos como a folha e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam” (Isaías 64:6)
CONHECENDO AS BÊNÇÃOS DA MISERICÓRDIA
         É claro que os homens por natureza jamais compreenderão sua condição tal vil e seu estado de imundície, a não ser que Deus intervenha e lhes mostre. Foi essa a confissão daquele que por milagre de Deus obteve sua visão: “...eu era cego e agora vejo” (João 9:25). Todos os crentes sinceros têm essa confissão em seus lábios, porque agora realmente veem de onde foram tirados e em que miséria estavam no pecado. Devido o fato que ainda estão habitando em seus corpos de humilhação, eis que os crentes mantêm humilhados, em oração e na santa dependência de Deus para viverem nesta santa peregrinação.
        Também, nosso Senhor, o próprio Filho de Deus experimentou nossa ruína quando aqui veio e se encarnou para se tornar nosso Salvador. Sua decisão na eternidade custaria sim essa profunda e inexplicável humilhação, conforme vemos na linguagem inspirada de Paulo em Filipenses 2:6: “Pois Ele subsistindo em forma de Deus, não julgou com usurpação ser igual a Deus”. Foi tão profunda essa jornada humilhante do Senhor, que não havia possibilidade de se humilhar além daquilo que Ele ousadamente enfrentou. No Salmo 22 temos a profecia daquele momento angustiante que o Filho de Deus enfrentou na cruz; palavras que não vemos nos relatos dos 4 evangelhos, mas que revelam a solidão, o terror, o desamparo e o sofrimento enfrentados pelo Verbo divino que se fez carne e habitou entre nós. O Filho de Deus declarando que não era um homem, mas sim um verme? (verso 6). Sim!
        Tudo isso mostra a nós os seres humanos o quanto o pecado tende a esconder tudo; tende passar uma lição de mentira; tenta nos mover na vaidade e fazer sentir que o caminho pelo qual trilhamos é bonito e cheio de venturas. Homens e mulheres neste mundo nada enxergam, a não ser mentiras, até que Deus em Sua misericórdia mostre a verdade. Na salvação os homens conseguem ver o caminho pelo qual trilhou o Salvador; o caminho da cruz toma um significado incrível e salienta a profundidade do amor do Senhor pelo Seu povo. Na salvação homens e mulheres são levados à ao fundo do poço do pecado e eles veem que nada há debaixo de seus pés e que a queda foi realmente terrível.
        Foi o Filho de Deus quem realmente soube o que é ser homem. O pecado nos eleva à soberba; o pecado torna cada ser humano um diabo. Nosso Senhor expõe o caminho pelo qual trilhou, o desespero pelo qual passou, o corpo de humilhação que assumiu e a semelhança do próprio pecado ali na cruz. Tudo isso para que homens e mulheres vejam que nada valem; que neste mundo vivem da aparência e que sem a salvação estão perdidos e que merecem de fato a condenação eterna. Os homens modernos estão cheios de dó de si, porque os espertalhões “evangélicos” têm enchidos seus corações de mentiras. O evangelho da salvação saúda os homens, declarando que eles estão perdidos no pecado, que são filhos do diabo, que servem como escravos neste mundo e que partem para o desespero eterno.
        Não há esperança fora do Salvador enviado do céu, e devo afirmar que esse Senhor que desceu do céu e veio morrer em lugar dos perdidos em nada é comparável ao Jesus da nova era. Aquele que veio sofrer e levar o pecado do povo eleito, de fato desceu à mais profunda condição de humilhação, mas foi exaltado pelo Pai. Agora é o momento para que homens e mulheres tremam diante dessa santa mensagem. Agora é o momento para que homens e mulheres saibam que não há qualquer esperança fora Dele; que chorem, que clamem e sintam seus corações atribulados. Quando isso ocorre, eis que o Salvador se manifesta para trazer a todos uma tão grande salvação.


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