terça-feira, 10 de janeiro de 2017

BUSCANDO O VERDADEIRO PARAÍSO (6)

 
“...Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”  (Lucas 23:43)
O PARAISO ILUSÓRIO: Gênesis 3:23.
        Vejamos que o paraíso buscado por Caim era exatamente o oposto daquilo que Deus havia feito. Caim procurou edificar cidade, enquanto Deus fez um jardim: “Caim edificou uma cidade e lhe chamou Enoque, o nome do seu filho”. Cidade porque desde o pecado o homem procurou ajuntar os homens em motim contra Deus. Cidade porque eles ganham forças na tentativa de anular as leis de Deus, a fim de viver entregue às suas paixões. E foi exatamente isso o que ocorreu, pois não demorou em que Deus trouxesse o castigo do dilúvio sobre aquela raça perversa.
        Também, como resultado desastroso do pecado os homens se tornaram humanistas, porque essencialmente o pecado é a confiança do homem no próprio homem. Percebemos isso na vida de todo incrédulo. Não foi assim com o rei Saul? Pois logo que assumiu o reinado procurou ser o centro da atenção, fazendo o que queria fazer, não se submetendo a Deus. É o que vemos ocorrendo em nossos dias, quando satanás está usando as religiões, a fim de promover o homem como sendo o foco de tudo.
        Também o texto do capítulo 4 de Gênesis nos mostra que o objetivo de Caim era criar suas próprias leis, mas contrárias às leis de Deus. Não demorou muito para que Lameque, descendente de Caim revelasse as intenções perversas do seu coração: “E disse Lameque às suas esposas: Ada e Zilá, ouvi-me; Vós mulheres de Lameque, escutai o que passa a dizer-vos: Matei um homem porque ele me feriu; e um rapaz por me pisou. Sete vezes se tomará vingança de Caim, de Lameque, porém, setenta vezes sete” (4:23, 24). Nas cidades, a não ser que a mão de Deus interfira, os homens não estão nem um pouco dispostos a seguir as leis de Deus.
       Notemos Lameque com suas duas mulheres, enquanto na criação Deus estabelece que o homem deixasse pai e mãe, a fim de unir-se à sua mulher. Para os homens no pecado o sexo com muitas mulheres dá o verdadeiro sentido de paraíso. E a história bíblica a seguir, quanto às nações, sempre os homens foram cruéis com as mulheres, fazendo delas instrumentos de suas luxúrias. Será que os homens mudaram? Claro que não! O efeito do pecado é egoísmo, maldade, ganância, etc. Tudo isso faz deles elementos perversos, como está acontecendo em nossos dias.
        Finalmente, vemos que na cidade os homens queriam prosperidade derivada de uma perspectiva carnal: “Ada deu à luz a Jabal; este foi o pai dos que habitam em tendas e possuem gado” ( 4:20). A pecuária passou a ser desenvolvida a partir de Jabal. Eles queriam prover suas necessidades sem Deus; queriam crescer na vida, mas sem Deus. Tudo era a arrogância do homem mobilando as coisas e declarando que com sua força pode anular os efeitos do pecado. Também, no verso 21 temos o seguinte: “O nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta”. Sempre imaginamos que aqueles homens eram simples e sem qualquer aptidão. Eles aprenderam a arte da música e fabricaram instrumentos musicais.
   E por fim o verso 22 mostra outro avanço deles: “Zilá, por sua vez, deu à luz a Tubalcaim, artífice de todo instrumento cortante, de bronze e de ferro...”. O trabalho em nada foi condenável, mas o que transparecia era o homem em sua pretensão de viver sem Deus e prosperar. O pecado quer seu paraíso e os homens lutam para esse objetivo. O mundo é tão cheio de prazer para os homens no pecado, que eles nem sequer imaginam um paraíso perfeito. Aquela multidão olhava para os lados e não para cima; eles confiavam neles mesmos,  porque a função do pecado é remover Deus da frente. Em seu paraíso terreno os homens não percebem os perigos que os cercam; a divindade deles é eles mesmos, por isso avançam sem qualquer temor.   

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