quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A HUMILDADE E SUBLIMIDADE DO FILHO (3)

“Vim do pai e entrei no mundo, todavia, deixo o mundo e vou para o Pai” (João 16:28).
SUA ORIGEM: “Vim do Pai...”
       A primeira lição realmente nos traz profundos ensinos que nos revelam a gloriosa história da redenção, e somente os crentes em Cristo podem entender essas verdades que nos foram entregues. Vemos que o Filho exalta seu relacionamento com o Pai: “Vim do Pai...”. Isso significa que seus interesses eram eternos, que seu ser estava carregando da santa disposição em agradar o Pai, e isso o Filho sempre mostrou que veio fazer neste mundo. Mesmo se tornando Homem à nossa semelhança; mesmo amando os seres humanos com santa compaixão; mesmo desejando o bem eterno de uma raça caída, mesmo assim nada mudou sua inteira dedicação e submissão ao Pai em vir ao mundo tendo em vista agradar-lhe.
       Também, essa declaração do Filho: “Vim do Pai...”, nos mostra que todo propósito da criação estava ligado a esse interesse. Tudo foi feito na criação pelo Filho, ele é o grande arquiteto dessa maravilhosa criação. Em Colossenses vemos como Paulo mostra isso, ao afirmar que tudo foi feito por ele e para ele. Cada item da criação exibe a glória do Filho de Deus; tudo foi feito, a fim de que tudo viesse a ser encaixado exatamente nos planos eternos da redenção, por isso que Paulo afirma: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, dos que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28). Isso significa que nada deste mundo, nem os anjos, nem o diabo e demônios poderão destruir os planos eternos mobilizados por Deus através do Filho, em sua vinda ao mundo.
       Também, meditemos no fato que a declaração do Senhor nos mostra o grande amor de afeto existente entre as duas pessoas. Como Deus deixa isso tão claro, a fim de chamar a atenção do mundo, para que todos saibam que a humilhação do seu Filho não desvaneceu seu amor. A glória do Pai sempre manteve seu Filho sob sua proteção. Homens olharam para ele com desdém; perversos acharam que podiam estraçalhar sua vida, por isso quiseram mata-lo. Na cruz a multidão de covardes aproveitou do momento tão terrível, a fim de despejar a ira deles de forma brutal e perversa contra o inocente e humanamente indefeso Jesus. A sua crucificação foi o ápice do desprezo, da ingratidão e da disposição maldosa do mundo inteiro representado em volta da cruz. Mas o Pai deixou claro, quando três vezes declarou aos ouvidos dos homens: “Este é meu Filho amado”.
       Também, sua vinda e humilhação aqui no meio dos homens, jamais tirou do Senhor seu santo e intenso desejo de voltar a usufruir da glória do Pai. Ele disse isso em sua oração antes da cruz: “Pai...glorifica teu Filho...” (João 17:1). Seu ser celestial anelava por estar em seu lugar de onde veio. Sua missão estava sendo cumprida, porque veio para glorificar o Pai em tudo, e assim o fiz: “Eu te glorifiquei na terra...” (verso 4).  Esse amor eterno entre o Pai e o Filho é um amor que tem base no conhecimento perfeito existente na divindade. Onde há amor perfeito, significa que esse amor está cercado de todas as prerrogativas da divindade. Também, tudo é perfeito, de tal maneira que Deus, o Pai jamais amará qualquer ser criado fora do amor existente entre ele e seu Filho. Tudo o que existe fora disso é colocado como periférico e sem qualquer importância.
       Outro detalhe que deve servir de advertência, é que os homens só podem conhecer o real significado de amor se estiverem envolvidos nesse amor. Fora desse ambiente de ternura, graça, afeto, conforto, segurança, riqueza, etc. tudo é fantasia e vaidade. Fora do amor de Deus que há em Cristo tudo se perde e é digno do fogo. Nosso Senhor está declarando aos homens que eles só poderão conhecer Deus se forem achados nele – no Filho.

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