quinta-feira, 18 de junho de 2015

O PERIGO DE UMA ADORAÇÃO FALSA (4)




“Tem, porventura o Senhor, tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça a Palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender é melhor do que a gordura de carneiros”  (1 Samuel 15:22).
OS PROPÓSITOS DEFINIDOS DE DEUS EM RELAÇÃO A SAUL:
        Caro leitor, consideremos bem o que Deus exigia de Saul, para que entendamos os atos de justiça do Senhor. Certamente Saul precisava saber que o reino não era dele, mas sim de Deus. Quando os homens são postos em lugares de destaque e de autoridade, normalmente eles tendem a esquecer de Deus e que está subordinado ao reino celestial. Faz parte da natureza maligna e enganosa do pecado agir assim e querer usurpar a glória que pertence somente a Deus. Até mesmo homens santos tiveram momentos que tombaram no orgulho e na autoexaltação. Foi assim com o piedoso Ezequias que após grandes vitórias foi deixado sozinho e elevou seu coração (2 Crônicas 32:26). Todos os santos normalmente precisam de momentos de profundas dificuldades, a fim de que seus corações sejam mantidos humildes perante Deus.
        Mas não foi assim com Saul porque não era um crente, não tinha o temor do Senhor no coração. Sua posição de rei foi segundo o coração do povo e não de Deus. Por essa razão Saul sempre procurou a agir por si mesmo e fazer o que bem queria. Para a natureza carnal a honra de Deus e a glória Dele são coisas inadmissíveis, porque quer tudo para si. Foi assim com Saul e aquela oportunidade de vencer os amalequitas seria a porta aberta para seu sucesso em Israel. Por essa razão o rei sabia bem o que faria para que todos soubessem dessa suprema vitória. Reinar em Israel não era posição para insanos e débeis, pois o Deus de Israel exigia que a nação seguisse os padrões da Sua lei; era necessário que os reis reinassem com justiça, com juízo, alem de exercer misericórdia.
        As nações vizinhas deveriam saber que o Deus de Israel era o Deus vivo e que fazia nítida diferença entre os deuses que as nações tanto amavam e buscavam. Israel seria no mundo uma nação que se destacasse pelos atos de justiça e seus cultos deveriam ser manifestações de adoração séria e cheia de temor. Isso não era brincadeira; qualquer afastamento de Deus e da Sua lei era motivo de juízo e as punições divinas vinham sobre Israel de forma tal que as nações vizinhas soubessem que aquilo era ato de  Deus contra Seu povo.
        Saul foi colocado para servir a Deus e ao povo de Deus, e não a si mesmo. Enveredar-se por outro caminho era confronto direto contra Deus. No reino de Deus não há lugar para sentimentalismos e autojustiça. No reino de Deus, somente e tão somente a misericórdia Dele para livrar rebeldes. Mexer com a lei de Deus é desafiar o trono do Altíssimo. Se Saul não obedecesse a Deus, não haveria lugar para desculpas, não teria mediadores para lhe ajudar; não havia lugar para subornos, porque o Rei de Israel era o Senhor da glória que habitava entre os querubins. O sistema religioso deste mundo quer fazer o que quer; os evangélicos modernos querem suplantar a Palavra de Deus, assim como Saul fez. Quanto engano! O Deus de hoje é o mesmo Deus dos dias de Saul, é o Deus  imutável, que leva à sério a Sua Palavra.
        Para Saul não havia decisão democrática, não havia lugar para sua opinião, porque o Rei dos reis havia ordenado que ele fosse e destruísse todos os amalequitas, não era para ninguém deles sobreviver, nem mesmo os animais. A honra de Saul estava em obedecer integralmente, cem por cento a Deus, caso contrário não passaria de demonstrar ser um homem perigoso e idólatra. Deus quer completa obediência, caso contrário a adoração a Ele é falsa.

       

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