terça-feira, 2 de junho de 2015

O CONSTANTE CHAMADO (10)




“O Espírito e a noiva dizem: vem! Aquele que ouve diga: vem! Aquele que tem sede: venha e receba de graça a água da vida” (Apocalipse 22:17).
A ATUAÇÃO INDIVIDUAL DA IGREJA: “Aquele que ouve diga...”
        Caro leitor, em tudo os verdadeiros crentes devem atuar como missionários neste mundo; a voz de Cristo chamando os pecadores: “vem” deve ser a voz dos Seus santos enquanto andam, trabalham, estudam, passeiam, cantam, oram, brincam, etc. A voz dos santos deve emitir graça, aceitação, compaixão, amor sincero e prontidão para servir. A vida cristã deve ter essa contínua disposição; o mundo ao seu derredor deve ver, sentir e presenciar essa luz do céu que envolve o viver dos santos, criando assim pontes de acesso a Deus.
        Também, fora da visão do mundo os crentes devem ter uma vida de oração, de súplicas e intercessão perante Deus. Devemos fazer como as baleias fazem, subindo sempre para buscar oxigênio. Devemos buscar no Senhor esse prazer, essa atmosfera da graça, a fim de que venhamos a ainda mais melhorar nosso testemunho no meio dos mundanos. Creio que muitos crentes estão tão preocupados com o que vão ganhar aqui em termos de dinheiro e de uma vida material bem sucedida, e assim esquecem a razão porque foram postos aqui, para serem luzeiros do mundo. Sua força espiritual é perdida em meio aos fascínios de Sodoma e as preocupações que agitam este sistema organizado. O Senhor prometeu cuidar de nós, prometeu que jamais nos deixaria. Quando estamos focados em Seu reino e no testemunho que devemos dar, o Senhor estará suprindo a cada dia nossas necessidades, dando-nos o emprego certo e assim os meios justos e honestos para que ganhemos nosso pão (Salmo 127).
        Também esse chamado deve ser dirigido a todos: “vem”. Ninguém deve ficar de fora. Olhemos o mundo, porque todos que estão ao nosso derredor são os filhos de Adão e enquanto aqui estivermos lembremos bem que somos iguais a eles, que intrinsecamente somos seus semelhantes. Que arranquemos de nosso ser mediante a graça qualquer preconceito, que sejamos revestidos do amor do Senhor por todos, ricos, pobres, cultos e ignorantes. Abracemos nossos semelhantes como o Senhor nos abraçou. É claro que eles estão em seus pecados, mas o amor de Cristo em nós passa por cima dessa situação e faz com que aceitemos essas almas, sem que jamais venhamos a ser participantes com eles. Cristo foi aqui o amigo dos pecadores, sem que jamais viesse a ser contaminado.
        Caro leitor, nós estamos firmados na Rocha da tão grande salvação, mas eles estão se afundando na lama do pecado. Veja nossa posição, pois estamos num lugar adequado, seguro e firme a fim de socorrê-los. Nem mesmo os sofrimentos da crucificação impediram o Senhor de estender Seu socorro e livramento ao ladrão; nem mesmo a multidão ficou fora do seu alcance de misericórdia: “perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Paulo fez da prisão um lugar próprio para pregar aos que ali estavam e nem mesmo presidentes e governadores escaparam do seu testemunho.
        Nosso chamado mostra a porta da graça constantemente chamando a todos para que venham à revelação bíblica. Mostre aos pecadores que o Deus da Bíblia dirige-se aos homens e que Sua Palavra é fiel e digna de inteira aceitação (1 Timóteo 1:15). Os pecadores se mantêm longe, com medo, com atitudes de fuga, tentando se esconder nas trevas e buscando aqui e ali meios de se defender. Eles não sabem que o Senhor é o Príncipe da paz e que acena essa Paz a todos, dizendo: “vem”. Há lugar no reino de Deus para pecadores arrependidos; a porta está aberta, ainda não foi fechada.
        Caro leitor, pode você entender isso? Você é um crente? A graça abriu sua boca para esse testemunho? Você um dia conheceu o amor de Cristo que excede todo entendimento? Então, é certo que você pode dar de graça a todos aquilo que você de graça recebeu.

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