“Mas
acontecerá que ao cair da tarde haverá luz.” (Zc 14:7, ACF)
Estas
palavras são surpreendentes, porque todas as coisas prenunciam que, vindo a
tarde, haverá escuridão. Deus está acostumado a operar tão por cima dos nossos
temores e tanto mais além das nossas esperanças, que ficamos grandemente
maravilhados e impulsionados a glorificar a Sua soberana graça. Não, a
obscuridade não estará connosco, como profetizam os nossos corações: ela não se
aprofundará, até chegar a ser como a noite, mas, de repente, clareará como o
dia. Jamais desesperaremos. Confiemos no Senhor nos piores tempos, pois Ele
muda a escuridão da sombra da morte na claridade da manhã. Quando Faraó exigiu
ao povo de Israel uma quantidade dobrada de tijolos, surgiu Moisés, e quando a
tribulação abunda, estamos mais perto do seu fim.
Esta
promessa deve ajudar-nos a ter paciência. Talvez que a luz da manhã não
resplandeça totalmente, enquanto as nossas esperanças não estiverem
completamente perdidas por termos aguardado todo o dia em vão. Para o malvado, o Sol põe-se quando ainda é de dia: para o justo, o Sol
nasce quando ainda é de noite.
Não poderemos esperar, com paciência, por aquela luz divina, que pode tardar em
vir, mas pela qual, seguramente, valerá a pena termos esperado?
Vem,
minha alma, segura a tua parábola e canta Àquele que te abençoará de tal
maneira na vida e na morte, de uma maneira inigualável a tudo o que o Universo
jamais tem visto e esperado, mesmo nas suas melhores horas.
Tradução de Carlos António da Rocha
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