“Não retarda o Senhor a Sua
promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para
convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao
arrependimento” (2 PEDRO 3:9)
A LONGANIMIDADE DE DEUS:
Caro
leitor estamos vendo as lições preciosas da paciência de Deus diante de um
mundo maligno, blasfemo e rebelde contra Deus. O termo grego “Macrothuméo”
expõe a grandeza e força dessa longanimidade do Senhor, capaz de segurar Sua
santa ira por anos e anos, numa contagem jamais pensada ou imaginada por homens
tão limitados. Temos visto que o tempo de Deus não pode ser comparado ao nosso
tempo. Temos visto pela história bíblica, como Ele cumpre Suas promessas no
tempo Dele e não nosso, mas que durante as centenas de anos, Ele está
executando Sua Ira, pondo cada inimigo debaixo dos pés do Senhor. Também vimos
que é durante esse prazo que o Senhor está expondo a grandeza e riqueza da Sua
compaixão em favor dos homens; que essa riquíssima misericórdia é que é forte
para segurar a ira de Deus.
Mas
voltemos ao texto, porquanto com os olhos da fé fitos ali, certamente veremos
como as lições preciosas da graça despontam perante nós. Se formos descuidados
perderemos de vista as riquezas da tão grande salvação e cairemos fatalmente
nos erros comuns, os quais têm levado muitos crentes às heresias perniciosas.
Veja bem caro leitor, que durante o macro prazo de Deus em Sua longanimidade é
que Ele direciona Sua misericórdia com firme e decidido objetivo: “...pelo
contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão
que todos cheguem ao arrependimento”. Note bem no texto como as lições
da graça salvadora estão claras. A longanimidade de Deus lança os fachos de luz
da compaixão de Deus sobre determinadas pessoas: “...Ele é longânimo para convosco...”.
Notemos bem que no texto Deus está falando com o grupo de pessoas: “...convosco...”;
vemos que Ele não está sendo longânimo para com o mundo inteiro, para com todos
os pecadores, mas sim “...para convosco...”.
Com
essa verdade perante nossos olhos espirituais, não percamos de vista as lições
preciosas que derivam do texto. Veja bem caro leitor, que todo esse longo
prazo, que ultrapassa nosso frágil entendimento e perpassa nosso brevíssimo
tempo aqui tem uma razão incrivelmente preciosa. Vemos que pecadores que o
Senhor há de salvar nascem durante o prazo da promessa. Passam oitocentos, mil,
mil e quinhentos anos, etc. é porque nesse período Deus não está dormindo; não
é porque o Senhor tem falhado; não é porque Ele está ocupado, mas sim, vemos o
glorioso, miraculoso e transbordante trabalho Dele para um grupo com quem Ele
está conversando no texto: “...para convosco...”. Veja caro
leitor como tal verdade está em plena concordância com a história, e com aquilo
que nosso Senhor fala em João 5:17: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho
também”. Vemos um Deus atuante na história dessa raça caída; vemos um
Deus Soberano, exibindo no universo inteiro as maravilhas da graça superabundante;
vemos que Ele está realizando isso em pleno território do pecado, no meio de
homens malignos, em pleno império das trevas.
Caro
leitor veja como esse ensino é tão prático no viver. Primeiramente traz aos
crentes um consolo que ultrapassa qualquer entendimento, pois os santos de Deus
descansam no poder de um Deus soberano, o qual no tempo certo, no prazo certo
chama pecadores ao arrependimento. Significa que nada Ele perde de vista; que
em nada Ele é surpreendido pelas circunstâncias e adversidades dessa vida.
Significa que tudo está sob o controle do Senhor e que Ele está cumprindo Seus
planos eternos em trazer homens e mulheres à glória.
Enfim,
tudo isso tem em vista mostrar o Seu magistral serviço de salvar perdidos e que
nada, nem mesmos as poderosas forças das trevas podem obstruir esse serviço.
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