terça-feira, 21 de maio de 2013

MEDITAÇÃO DE SPURGEON



“E voltaram os pastores glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes havia sido dito.” (Lucas 2:20)
         QUAL era o motivo do seu louvor? Eles louvam a Deus pelo que tinham ouvido — pelas boas novas de grande alegria de que um Salvador lhes havia nascido. Imitemo-los; entoemos nós também um cântico de ação de graças por termos ouvido de Jesus e da Sua salvação. Eles também louvavam a Deus pelo que tinham visto. Há uma música mais melodiosa — o que temos experimentado, o que temos sentido em nós, do que nos temos apropriado — “as coisas que temos feito referente ao Rei.”          Não é suficiente ouvir a respeito de Jesus. O mero ato de ouvir pode afinar a harpa, mas são os dedos da fé viva os que produzem a música. Se tens visto Jesus com a visão da fé que Deus dá, não consintas que as teias de aranha estejam entre as cordas da harpa, porém, em alta voz, para louvor da soberana graça, acorda o teu saltério e a tua harpa. Um motivo pelo qual eles louvavam a Deus era a concordância que havia entre o que tinham ouvido e o que tinham visto.
         Observa a última proposição: “Como lhes havia sido dito.” Tens achado que o Evangelho não tem sido para ti o que a Bíblia diz que ele devia ter sido? Jesus disse que te daria descanso. Não tens gozado Nele, a paz mais graciosa? Ele disse que terias gozo, bem-estar e vida, crendo Nele. Não tens recebido todas estas coisas? Não são os Seus caminhos, caminhos de gozo e os Seus passos, passos de paz? Sem dúvida, tu podes dizer com a rainha de Sabá: “E eis que me não disseram a metade.” Tenho achado Cristo mais gracioso do que me disseram os Seus servos que Ele era.
         Contemplei o Seu parecer enquanto O descreviam, mas isso era uma mera pintura tosca e grosseira comparada com Ele em pessoa; porquanto o Rei na Sua formosura eclipsa toda a beleza imaginável. De fato, o que temos visto acompanha não somente isto, mas até excede o que temos ouvido. Então, glorifiquemos e louvemos a Deus por um Salvador tão precioso e que tanto satisfaz.

Tradução de Carlos António da Rocha

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