NOSSA ORAÇÃO MODELO
LIÇÃO BÍBLICA:
Mateus 6:9-15
Texto Bíblico para
memorização: (toda oração citada por
nosso Senhor em Mateus 6:9-13)
INTRODUÇÃO:
“Nem todas as orações terão
respostas, mas se orarmos com sinceridade, seremos como a árvore que ergue os
braços para orar, e cada dia é mais bela e mais frutífera.” (H. E. Walhey.)
ORAÇÃO CONHECIDA
É bem provável que você já citou ou
já presenciou em alguma igreja toda congregação citando a chamada “oração
dominical”. Ela é bem conhecida em igrejas cristãs e até não cristãs. Sendo
entendida e aplicada nas vidas dos santos, é ela um verdadeiro instrumento de
adoração e petição, portanto, não há nada de errado a citação dessa oração quer
sozinho ou juntamente com outros irmãos. Entretanto, vendo o contexto,
entendemos que ela não foi deixada com
esse intuito de ser decorada e assim ser citada nos cultos ou na vida
particular. O mero falar essa oração não significa que realmente a pessoa
esteja orando.
O MOTIVO DA ORAÇÃO MODELO
Como em todo ensino do famoso Sermão do Monte,
o Senhor deixou essa oração, como um princípio de oração que contrasta com a
hipocrisia manifestada na religião dos fariseus naquele tempo. Esta oração traz
em seu bojo tudo aquilo que deve conter numa genuína oração pronunciada pelos
sinceros filhos de Deus. É, por assim dizer, um tipo esboçado de oração, e é
sobre o cerne desse esboço que os crentes realmente oram, como aqueles que
adoram o Pai em espírito e em verdade (João 4:24).
Afinal, o que podemos aprender
nessa forma de oração ensinada por nosso Senhor Jesus? Pela oração modelo
podemos perceber no mesmo capítulo 6 algumas lições importantes, naquilo que
Jesus estava querendo ensinar a respeito do que vem a ser uma oração
verdadeira:
l. Oração verdadeira jamais será uma
mera repetição como faz qualquer pessoa não salva (verso 7).
2. Oração verdadeira terá como
objetivo atrair o coração misericordioso e Gracioso de Deus e não dos homens
como fazem os hipócritas (verso 5).
3. Oração verdadeira pede e espera do
Alto a recompensa (Verso 6).
4. Oração verdadeira é algo do
coração, portanto, é um lugar tão secreto aos homens que somente Deus pode
ouvir (verso 6).
APRENDEMOS TUDO NA PALAVRA
Na
vida cristã, em tudo temos que aprender por meio da revelação escrita. Crentes
que não conhecem a Palavra de Deus são presas fáceis para os erros religiosos
que aparecem neste mundo. Aprendemos a
obedecer, a fugir das tentações, a amar nossos irmãos em Cristo, a evangelizar,
bem como outras práticas cristãs usando a autoridade da Bíblia, e também a orar
de maneira tal que chegaremos à presença de nosso Deus de uma maneira
inteligente, com bom senso, em adoração e em submissão à Soberana vontade dEle.
Precisamos
conhecer por meio da ORAÇÃO MODELO aquilo que deve formar como que o “corpo”
das nossas orações. Corações imbuídos de temor não chegarão perante a Divina
Presença de qualquer maneira. Quando temos de comparecer perante uma autoridade
neste mundo, normalmente revestimo-nos do melhor de nossos trajes e de nossas
palavras. É desnecessário dizer que é uma afronta e muito sinal de atrevimento
e prepotência chegar perante o Sublime Trono para gritar, exigir e querer
manipular Deus com palavras. Ele não ocupa o Trono de Glória porque foi eleito
pelos homens, e ali se encontra para cumprir a vontade do povo. Vamos aprender
como deve ser nossas orações conforme aquilo que nos ensina nosso Senhor.
1. HÁ
DE TER COMUNICAÇÃO DE NATUREZA FAMILIAR: “Pai nosso que estás no céu...” (verso
9)
A
primeira lição que temos na ORAÇÃO MODELO talhada por nosso Senhor no Sermão do
Monte, é que oração dos verdadeiros crentes é uma comunicação de NATUREZA
FAMILIAR. Na passagem lida o Senhor deixa bem claro tal verdade quando coloca
Deus como Pai: “Pai nosso” e “vosso Pai”. Ninguém pode orar verdadeiramente a
Deus sem que tenha nascido na família de Deus. A doutrina do Novo Nascimento
tem forte e firme fundamento em todo Novo Testamento.
Ela aparece na passagem como que dizendo: “você não pode falar com Deus a não
ser que seja filho de Deus, do modo contrário sua oração não passará de uma
mera repetição”. Estão procurando esconder essa verdade em nossos dias; estão
procurando enaltecer a natureza humana para prejuízo dos próprios homens. Mas a
verdade é relevante nas Escrituras que, se queremos chamar Deus de "Pai”,
“necessário vos é nascer de novo” (João 3:7).
QUEM OUVE A ORAÇÃO DO NÃO SALVO?
Quando
uma pessoa não salva está falando com uma divindade em oração, a verdade é que
há um deus, que é seu pai, e que lhe ouve (João 8:44). Damos graças ao nosso
Senhor porque pela salvação alcançada fomos feitos filhos de Deus (João 1:12),
e agora pela fé no Filho podemos falar com nosso Pai celestial, e Ele não
somente nos ama em Cristo, como tem prazer em ouvir as petições de Seus filhos.
Além do mais, nosso Pai é absoluto Dono de todas as coisas, Sábio, Santo, Justo
e que dentro de Seus beneplácitos tem o melhor para Seus filhos.
RESPEITO A DEUS
Quando estamos orando, sempre devemos estar
conscientizados acerca da natureza de nosso Pai. Cristo o Filho, sempre honrou
e respeitou Seu Pai, devemos nós também achegarmos a Ele nesse mesmo espírito.
Conheçamos mais a respeito de Seus atributos; mergulhemo-nos nesse amor eterno.
Ele não se acha trancado num escritório, nem distante ao ponto de não ouvir um
filho. Ele se acha agora assentado no trono de misericórdia e graça (Hebreus
4:16), à plena disposição para que acheguem ali na santa ousadia da fé cristã,
aqueles que fazem parte da “Vocação celestial” (Hebreus 3:1). Seu Nome é “Deus
Conosco”, portanto, está perto como “socorro bem presente na angústia” (Salmo
46:1).
2. ELA HÁ DE TER UM ESPÍRITO DE ADORAÇÃO:
“Santificado seja o teu Nome...” (verso 9)
A
segunda lição que podemos tirar para nosso bom proveito espiritual é o ESPÍRITO
DE ADORAÇÃO, que deve envolver uma genuína oração. Quantas vezes podemos ouvir
orações que claramente manifestam intenções carnais, ou mesmo que não passam de
meras repetições. Não há nenhum indício
de respeito, de honra e de temor ao Nome do Senhor. Especialmente em nossos
dias podemos perceber quanta disposição de pedir a Deus tendo em vista o
esbanjar nos prazeres (Tiago 4:3). Não é esta a situação atual no meio do
cristianismo moderno? Novas religiões aparecem no “mercado religioso” com intenções
de mercadejar a Palavra de Deus.
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