C. H. Spurgeon
Os crentes amam a Jesus mais intensamente
do que a qualquer outro ser. Prefeririam antes perder pai e mãe a apartar-se de
Cristo. Eles olham os bens terrestres com certa indiferença, mas, em troca,
carregam a Jesus fortemente trancado em seus peitos. Eles voluntariamente se
negam a si mesmos por causa Dele, contudo não podem ser forçados a negá-Lo. Tem
de ser muito pobre o amor que pode ser esgotado pelo fogo da perseguição. O
amor do verdadeiro crente é um rio mais caudaloso. Os homens esforçaram-se por
apartar o fiel do lado do seu Mestre, mas os seus intentos sempre resultaram
infrutíferos. Nem as coroas de honra, nem o rigor da ira desataram este nó mais
perfeito do que o nó górdio.
Esta
não é uma união comum que, a longo prazo, o poder do mundo romperá. Nem o
homem, nem o demônio têm podido achar uma chave que abra esta fechadura. A
astúcia de Satã nunca se achou mais perplexa que quando ele a utilizou para
partir ao meio este vínculo de dois corações divinamente unidos. Está escrito e
nada poderá apagar esta sentença: “Os retos Te amam”.
A
intensidade do amor dos retos não deve ser julgada tanto pelo que aparece ser,
mas sim pelo que os retos anseiam que seja. Diariamente nos lamentamos de que
não amamos o suficiente. Quereríamos que os nossos corações pudessem ter mais,
e alcançar mais. À semelhança de Samuel Rutherford suspiramos e clamamos: “Em
busca de tanto amor como eu quereria ter, rodearia a Terra e iria ao céu; sim,
ao céu dos céus, e a dez mil mundos, para, depois, tudo pôr sobre o formoso,
imaculado e perfeito Jesus”.
Tudo
o que podemos alcançar representa só um palmo de amor. Se medirmos o nosso amor
pelo que quereríamos que fosse, resultaria ser elevado, na verdade; e cremos
que assim o julga o Senhor. Oh se pudéssemos reunir o amor de todos os corações
num grande montão e dá-lo a Jesus, que é de todo cobiçável!
Tradução de Carlos Antônio da
Rocha
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