quarta-feira, 7 de agosto de 2013

"Os retos te amam.” (Cantares 1:4)




C. H. Spurgeon
       Os crentes amam a Jesus mais intensamente do que a qualquer outro ser. Prefeririam antes perder pai e mãe a apartar-se de Cristo. Eles olham os bens terrestres com certa indiferença, mas, em troca, carregam a Jesus fortemente trancado em seus peitos. Eles voluntariamente se negam a si mesmos por causa Dele, contudo não podem ser forçados a negá-Lo. Tem de ser muito pobre o amor que pode ser esgotado pelo fogo da perseguição. O amor do verdadeiro crente é um rio mais caudaloso. Os homens esforçaram-se por apartar o fiel do lado do seu Mestre, mas os seus intentos sempre resultaram infrutíferos. Nem as coroas de honra, nem o rigor da ira desataram este nó mais perfeito do que o nó górdio.
       Esta não é uma união comum que, a longo prazo, o poder do mundo romperá. Nem o homem, nem o demônio têm podido achar uma chave que abra esta fechadura. A astúcia de Satã nunca se achou mais perplexa que quando ele a utilizou para partir ao meio este vínculo de dois corações divinamente unidos. Está escrito e nada poderá apagar esta sentença: “Os retos Te amam”.
       A intensidade do amor dos retos não deve ser julgada tanto pelo que aparece ser, mas sim pelo que os retos anseiam que seja. Diariamente nos lamentamos de que não amamos o suficiente. Quereríamos que os nossos corações pudessem ter mais, e alcançar mais. À semelhança de Samuel Rutherford suspiramos e clamamos: “Em busca de tanto amor como eu quereria ter, rodearia a Terra e iria ao céu; sim, ao céu dos céus, e a dez mil mundos, para, depois, tudo pôr sobre o formoso, imaculado e perfeito Jesus”.
       Tudo o que podemos alcançar representa só um palmo de amor. Se medirmos o nosso amor pelo que quereríamos que fosse, resultaria ser elevado, na verdade; e cremos que assim o julga o Senhor. Oh se pudéssemos reunir o amor de todos os corações num grande montão e dá-lo a Jesus, que é de todo cobiçável!
Tradução de Carlos Antônio da Rocha

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