“Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi, que Cristo morreu
pelos nossos pecados segundo as Escrituras” (1 Coríntios 15:3)
A ORIGEM DA MENSAGEM DO EVANGELHO: “...vos entreguei...o que recebi...”
Caro leitor estou
introduzindo esta mensagem mostrando a todos que a mensagem do evangelho não é
assunto trivial, motivo da leviandade e chacota dos homens. Quão perigoso é
para alguém sair anunciando paz aos homens, sem, contudo saber o que está
falando. Quando Deus chama um homem, esse chamado é particularmente algo
especial, de Deus. Não pode nem deve uma iniciativa natural, porque é algo
extremamente sério. A Palavra de Deus está cheia de ameaças divinas contra homens
que abriram e abrem suas bocas para anunciar algo que Deus não lhes ordenou que
pregassem.
Mas quero prosseguir
expondo esse assunto eminentemente importante. Precisamos conhecer um pouco
acerca do caráter daqueles que são chamados. Têm bons materiais escritos acerca
desse assunto e creio que meus leitores têm tido acesso algures. Charles
Spurgeon, mestre na pregação da verdade escreveu um livreto que trata sobre a
chamada de Deus. Um material de grande importância para quem quer saber se foi
chamado ou não. Mas, vou aqui expor um pouco mais a respeito desse assunto,
porque durante os anos de ministério tenho presenciado muito fracasso na causa
da verdade, justamente porque pessoas que não foram chamadas foram instruídas
tomar essa decisão. Creio que a liberdade do Espírito de Deus deve permanecer
na igreja, como ocorreu em Antioquia: “...Separai-me, agora, Barnabé e Saulo, para a
obra que os tenho chamado” (Atos 13:2).
Então, sem embargo
devo afirmar aqui o homem chamado por Deus deve estar preparado por Deus para
essa causa de pregar o evangelho. Afirmo que quando Deus chama Deus mesmo
habilita Seu servo para carregar esse “peso da verdade” sobre seus ombros. Deve
estar consciente dessa honrosa, mas altíssima responsabilidade. Deve ser alguém
que realmente ama a Palavra de Deus; que tem essa Palavra no coração; nele deve
habitar a verdade; deve lutar para conservar-se na verdade eternal revelada.
Também, deve estar
ciente de que a pregação desse evangelho lhe introduz pelo resto da sua vida
num verdadeiro campo de combate. Ele é um soldado de Deus em pleno território
inimigo, no meio de “filisteus” espirituais, armados da cabeça aos pés para
lutar contra Deus e contra a verdade de Deus. Mas para o pregador chamado para
pregar esse santo evangelho, esse é o “bom combate”. Ele deve saber que o campo
de atuação dele é terrivelmente minado de heresias perniciosas, de “Jeroboões”
mentirosos e de poderes infernais disfarçados pelo caminho.
Digo também aos meus
leitores, que para esse santo encargo não há lugar quem deseja as honras deste mundo;
para quem almeja fama, respeito e privilégio tão tentadores. A pregação do
evangelho é expor ao mundo a glória de Cristo e quanto mais brilha essa glória
na mensagem santa, mais oculto fica o mensageiro. Muitas vezes o “Jonas” há de
ficar guardado no estômago de um peixe, para que o Senhor apareça no navio
trazendo salvação aos tripulantes e passageiros. Caro leitor, o mundo jamais há
de honrar os servos do Senhor. Um João Batista há de estar morando no deserto,
alimentando-se de gafanhotos e de mel silvestres, e quando é retirado de lá, a
prisão o espera e um servo de Herodes tem a bandeja pronta na mão para carregar
a cabeça do profeta.
Caro leitor, aprouve o Senhor de entregar aos servos Dele a
mensagem santa; o pacote das boas novas chega aos homens por meio de homens, a
fim de que o Senhor seja exaltado e glorificado no meio dos homens. E assim
nessas trevas do pecado homens e mulheres são acordados e despertados para o
fato que eles estão indo para o abismo, mas que Cristo salva pecadores.
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