sábado, 3 de agosto de 2013

O CRISTÃO E A LEI



 É A LEI UMA «REGRA DE VIDA» PARA O CRISTÃO? (1)
MACKINTOSH
       Há três importantes pontos, relacionados entre si, que às vezes são tergiversados sobre os quais queríamos escrever umas palavras só com o fim de guardar a verdade de toda falsificação, e de remover, dentro das nossas capacidades, um tropeço do caminho dos Leitores honestamente interessados na verdade de Deus. Estes pontos são, o Sábado, a Lei e o Ministério Cristão. Nesta ocasião só vamos considerar o tema da Lei em relação com o Cristão, deixando para outra oportunidade os outros dois pontos.
       À Lei contemplamo-la erroneamente de duas maneiras: primeiro, como fundamento da Justificação, e segundo, como Regra de Vida do Cristão. Uma passagem ou duas da Escritura serão suficientes para resolver a questão tanto de uma como da outra. Quanto à Justificação: “Já que pelas obras da Lei nenhum ser humano será justificado diante Dele; porque por meio da Lei é o conhecimento do pecado” (Rm 3:20). “Concluímos, pois, que o homem é justificado por fé sem as obras da Lei” (Rm 3:28). “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da Lei, mas sim pela fé em Jesus Cristo, nós também cremos em Jesus Cristo, para ser justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei, por quanto pelas obras da Lei ninguém será justificado” (Gl 2:16).
       Quanto ao feito de ser uma Regra de Vida, lemos: “Assim também vós, meus irmãos, morrestes para a Lei mediante o corpo de Cristo, para que sejais de outro, do que ressuscitou dos mortos, a fim de que levemos fruto para Deus” (Rm 7:4). “Mas agora temos sido libertados da Lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.” (Rom 7:6)
       Observem-se duas coisas nesta última passagem citada: 1.º “Estamos livres da Lei” 2.º Não para fazer o que agrada à velha natureza, mas sim para que sirvamos “em novidade de espírito”.
       Ainda que fomos libertados da escravidão, é nosso privilégio “servir” em liberdade. Do mesmo modo, lemos também neste capítulo: “E achei que o mesmo mandamento que era para vida, me resultou para morte.” (v.10) Evidentemente, a Lei não demonstrou ser uma prova de vida para ele. “E eu sem a Lei vivia em um tempo; mas vindo o mandamento, o pecado reviveu e eu morri” (v. 9).
       Independentemente de quem represente o “eu” neste capítulo da Epístola aos Romanos, ele estava vivo até que veio a Lei, e então morreu. Desde aí, pois, que a Lei não podia ter sido uma Regra de Vida para ele; ela, na realidade, era justamente o contrário: uma regra de morte.

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