"Assim
diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas
antigas: qual é o bom caminho; andai por
ele e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: não
andaremos." Jeremias 6:16.
A TRISTE DECISÃO DO HOMEM (quarta)
Quão
insensata é a decisão do homem em relação ao bom caminho! “Não andaremos”, será sempre a resposta que sai dos seus lábios,
ou mesmo que fica escondida no recôndito de sua alma, mas revelando em seus
atos. Não há outro recurso, senão apelar para as misericórdias do Senhor e
assim apresentar aos homens a mensagem do evangelho, a qual mostra o Deus de
toda graça, que se aproxima para atrair o pecador ao Seu amor. Eis aí a
gloriosa e santa lei que mostra a triste condição do homem no pecado; que
revela a profundidade do poço da perdição, onde a alma se encontra atolada no
lamaçal da sua abominável escolha em Adão. Ah! Como os homens fazem festas e cantam
vitórias em sua ignóbil condição! Como os olhos do coração estão completamente
tapados! Eles nada sentem, senão o prazer do momento! E nessa perigosa situação
acham que Deus está perto e que Suas mãos de bênçãos estão estendidas sobre
eles. Desconhecem aquele que habita no Alto e Santo lugar e que tem o nome de
Santo (Isaías 57:15).
A
mensagem graciosa do evangelho é fundamentalmente a mensagem de um Deus
Soberano. Ela afirma que é Deus que faz com que o pecador se aproxime Dele, e o
faz na Sua livre misericórdia. Encaremos o que Ele mesmo fala em tom
desafiador:: “... Pois, quem de si mesmo ousaria aproximar-se de mim?...”
(Jeremias 30:21). Essas palavras mostram que a esperança do pobre pecador está
na decisão do coração compassivo e terno do Senhor, e não na decisão tomada pela
iniciativa humana. Sendo assim, como não apelar para o Redentor e Senhor? Como
não rasgar o coração perante Ele em atitude de humilhação? Como não confessar:
“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como o trapo da
imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um
vento nos arrebatam” (Isaías 64:6)?
Amigo
leitor, está bem claro que sem a atuação da livre compaixão de Deus o pecador
continua cercado pelo engano, suspenso pela soberba, amarrado em seus erros e
lisonjeado pelo deus deste século. O poder do pecado é arrebatador e o homem
não consegue livrar-se da sedução mundana. A mulher de Ló ficou enfeitiçada
pela euforia e amizades de Sodoma e Gomorra, e mesmo sendo puxada para fora da
cidade, seu coração estava aprisionado lá, até que a morte chegou para selar
seu compromisso com aquilo que tanto amou. Onde estava seu tesouro, ali estava
também seu coração. O mundo é o paraíso do pecado, e a alma não salva jamais
consegue desviar-se desses atrativos carnais. Sua glória está aqui; seus bens
são armazenados neste reino transitório; sua família é a sociedade amotinada
contra Deus, e sua esperança é que o império da mentira seja mais iluminado das
vanglórias provenientes do seu príncipe.
Preciso
levar o amigo leitor ao trono da misericórdia; almejo expor perante a verdade o
leitor que, de coração, deseja conhecer o Deus que dá vazão à Sua misericórdia.
Enquanto brilha essa compaixão de Deus não há outra alternativa, senão anunciar
ao pecador a tão grande salvação conquistada pelo Cordeiro de Deus na cruz do
calvário. Somente uma alma humilhada pode achegar pela fé ao único Redentor e
Senhor. Deus conversa com o pecador no território do arrependimento; Ele fala à
alma humilhada; Ele está perto daquele que O invoca de todo coração; Ele chega
com todos os tesouros da salvação eterna para o pecador desejoso de conhecê-Lo.
A água da vida Ele a dá para o que tem sede; é Ele o pão vivo para o que tem
fome. Eu não sei onde essa meditação tem chegado. Eu a envio na certeza que a
Palavra de Deus corre velozmente, alcançando corações e produzindo fruto para a
Glória desse Deus que se revelou aos pecadores.
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