terça-feira, 18 de julho de 2017

A DIFERENÇA ENTRE O JUSTO E O ÍMPIO (5)



             
“Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão” (1 João 3:10)
A DISTINÇÃO É VISTA NOS ATOS: “...todo aquele que não     pratica a justiça não procede de Deus”.
        A frase: “...todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus...” nos ensina o quanto é perigoso associar Deus às iniquidades. Milhares pensam que já são salvos por participarem de uma igreja, serem batizados, cantar músicas cristãs e terem atividades religiosas. Não esqueçamos que nossa culpa em Adão não é removida por essas coisas, nem nossos miseráveis pecados são apagados por sopros da carne. Por essa razão precisamos voltar às mensagens que foram, como que o sangue do ministério apostólico e dos grandes mensageiros da verdade durante os séculos.
        A lição que vem logo em seguida é que não há justiça na iniquidade. Em seus pecados o homem é chamado de ímpio, de injusto e não como mudar isso, a não ser pela sincera confissão de seus pecados e mediante o sangue purificador do Filho de Deus operando no coração. Atos da iniquidade brotam das iniquidades, enquanto os atos de justiça da justiça. É assim que Deus vê as coisas. Do lado de cá tentamos remediar a situação, tentamos fazer do jeito que queremos, com a finalidade de ajudar os homens. Estamos em plena época de vitimização do pecador e queremos ajuda-lo a encontrar um viver melhor aqui fazendo com que ele suba os degraus da religião. Mas a verdade é que só estaremos piorando tudo, porque estaremos como que pintando sobre a ferrugem. Por fora parecerá bonito, mas não vai demorar em que a ferrugem brote novamente.
        Não há como melhorar o homem, porque sem a salvação mediante o sangue vertido na cruz, eis que promoveremos uma festa pagã, suscitada pela carne. O homem natural não pode entender as coisas do Espírito de Deus, porque elas serão vistas como loucura (1 Coríntios 2:14). Os homens no pecado anseiam e buscam uma religião que por fora lhes fará bem, mas a injustiça continuará realizando sua obra perniciosa por dentro e manifestando por fora. Vida cristã não começa com festa, mas sim com humilhação, porque Deus implanta primeiramente o fundamento da fé e para isso o homem deve ir ao pó. O velho homem precisa morrer, caso contrário ele vai manifestar seu ódio a Deus, tanto dentro como fora de uma igreja. Se mergulhar o velho homem nas águas do batismo, é certo que ele vai escapar a nado. O homem natural, por onde for há de levar consigo suas armas de guerra contra Deus; elas não ficam guardadas em casa, mas sim no coração.
        O homem no pecado não é produto de justiça, mas sim de iniquidade. Mesmo seus atos mais brilhantes de amor, de bondade e de altruísmo. A natureza carnal produz tudo isso de forma maravilhosa. Já vi muitos chorando por causa de belas doutrinas que ouviram; já vi muitos se emocionarem por causa da doutrina da eleição e da chamada eficaz. Ora, o homem natural derrete-se como manteiga, ante o fogo do amor de Deus pelos eleitos. Mas eles jamais vão chorar ante a mensagem da cruz, ante o fato que o Cordeiro de Deus foi sacrificado ali por causa de nossas terríveis culpas.
        O homem natural quer ser elevado às alturas do sucesso celestial; quer ser coroado com a glória que os santos terão, mas aqui não deseja nem um pouco sofrer a coroa de espinhos que o mundo tem para encravar de sofrimento na cabeça dos servos do Senhor. O homem natural quer ser puxado para cima, mas é horrível para ele ter que encarar a caminhada rumo à cidade celestial pelo caminho estreito da santidade e do dever cristão.

Nenhum comentário: