terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A DESESPERADORA CONDIÇÃO DO HOMEM (13)



                       
“Ninguém há que clame pela justiça, ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam no que é nulo e andam falando mentiras, concebem o mal e dão à luz a iniquidade. Chocam ovos de áspide e tecem teias de aranha; o que comer os ovos dela morrerá; se um dos ovos é pisado, sai-lhe uma víbora” (Isaías 59:4,5)
VISTO INDIVIDUALMENTE NAQUILO QUE PRODUZ.
        Estou tentando expor o texto, a fim de explicar o que significa a frase: “...concebem o mal...”. Reitero o fato que o pecado opera através de nossos membros, a fim de “engravidá-los”, por assim dizer. Significa que cada membro dará à luz novas iniquidades. E não pensemos que o pecado é coisa simples, por isso faz muito bem que examinemos de perto os horrores dessa proliferação do mal. Na página anterior pude mostrar o quanto o amor ao dinheiro pode resultar em numerosos pecados que tratam disso, como torpe ganância, roubo encoberto e outras atividades semelhantes. Também mencionei o fato que um amor obcecado pelo sexo pode conceber luxúrias e outras ardentes paixões que destroem vidas.
        3.     Um mero ódio pode conceber assassinato, porque há de criar raízes de amargura, rancor, vingança e ofensas, mesmo que a pessoa não empunhe qualquer arma para matar fisicamente alguém. Poderia ampliar esse assunto, mas creio que dei o suficiente, a fim de que meus leitores saibam o quanto maligno, destruidor e envenenador é o pecado atuando por meio dos homens aqui.
        Mas o texto vai mais longe, porque agora veremos de perto o que nossos membros dão à luz: “...dão à luz a iniquidade...”. Não é verdade que acreditamos ao contrário daquilo que Deus tem falado? Qual é o resultado daquilo que o pecado concebe e que nossos membros dão à luz? Podemos nós esperar algo de bom do pecado? Há no pecado algo significativo? Algo que edifica almas? Algo que nos eleva a Deus? Há no pecado algo pode formar homens de caráter, cheios de temor ou de pureza? Claro que não! Mesmo aquilo que admiramos e achamos ser bom no homem, seu resultado, entretanto é nefando e perverso. Quando tomamos a “lupa bíblica”, logo percebemos que não há nada, absolutamente no pecado que seja puro e que glorifique a Deus. Por essa razão tudo há de envenenar o ambiente e estabelecer arrogância e independência de Deus.
        Sendo assim, eis que devemos esperar sofrimento, tristeza, dores, gemidos e decepções neste mundo. Os dias neste mundo estão talhados de incertezas, pois o que hoje é alegria, confiança e esperança, amanhã pode ser transformado em desespero. Por essa razão Paulo declara em Efésios que os dias são maus. Significa que onde o pecado reside; onde não existe a santidade de Deus, mesmo que seja com a presença de um só crente, então é certo que não haverá paz e que os homens hão de sofrer os efeitos desse ambiente que a tudo devasta.
        Talvez você esteja perguntando no íntimo se tudo isso que tenho dito é verdade. Minha resposta é que em tudo tenho mostrado à luz do que está escrito, e não à luz do meu próprio modo de pensar. Aliás, é impossível para um homem inventar isso, porque não condiz com sua própria natureza enganosa. Há algo de bom no homem? Se acharmos nele algo de bom é porque não há pecado ali. Porém, alguns homens manifestam coisas boas e úteis. Mas o fato que essas coisas boas não vêm dos homens, mas sim de Deus. Quando Faraó buscou a solução para enfrentar a fome no Egito, eis que Deus mesmo despertou aquele monarca, caso contrário seria ele mesmo, juntamente com todo seu país e o mundo mergulhados numa fome letal.
        Amado leitor, sabemos que toda boa dádiva e que todo dom perfeito vêm de Deus. Cristo Jesus prometeu salvar pecadores e purifica-los de tanta imundície, por meio do seu sangue purificador (1 João 1:7).

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