sábado, 5 de outubro de 2013

ENRIQUECENDO-SE COM A BÍBLIA ( continuação) Pink




6. Tiramos real proveito da Palavra, quando nos mostramos constantes, em evitar os empecilhos, que entravam a alegria.
Por que razão, um tão grande número de crentes, goza de tão pouca alegria? Porventura, não nasceram todos eles filhos da luz, e filhos do dia? Esse termo, "luz", que é tão frequentemente utilizado nas Escrituras para descrever-nos a natureza de Deus, e as nossas relações com Ele, e nosso destino futuro, é extremamente sugestivo acerca da alegria, e do regozijo. Que outra coisa, existente na natureza, seria tão benéfica e bela como a luz? "Deus é luz, e não há Nele, treva nenhuma". (I João 1:5).
É somente quando andamos com Deus, na luz, que nossos corações podem ser realmente jubilosos. É quando permitimos deliberadamente a intervenção de coisas que atrapalham nossa comunhão com Ele, que a nossa alma se torna gélida, e obscurecida. É a indulgência da carne, a fraternização com o mundo, e o enveredar por sendas proibidas, que arruínam a nossa vida espiritual, tirando-nos toda a alegria. Davi precisou clamar: "Restitui-me a alegria da tua salvação, e sustenta-me com um espírito voluntário". (Salmo 51:12).
Davi se tornara lascivo, e autoindulgente. Quando as tentações o assaltavam, ele não tinha qualquer poder para resistir. Por isso, ele cedia às tentações, e um pecado o conduzia a outro. Estava desviado, fora do contato com Deus. O pecado não confessado pesava sobre a sua consciência. Oh, meu irmão e minha irmã em Cristo, se tivermos de ser resguardados de tal queda, se não quisermos perder nossa alegria espiritual, então precisamos negar ao próprio "eu", precisamos crucificar os afetos e as concupiscências da carne. Precisamos estar perenemente vigilantes contra a tentação. Devemos passar muito tempo de joelhos. Precisamos beber com frequência da Fonte de águas vivas. Precisamos estar cem por cento, dedicados ao Senhor.
7. Beneficiamo-nos da Palavra, quando preservamos diligentemente, o equilíbrio entre a tristeza e a alegria.
Se a fé cristã se adapta admiravelmente bem à produção da alegria, também tem uma tendência, e um desígnio quase idênticos para produzir a tristeza, – uma tristeza que é solene, máscula e nobre: "Entristecidos, mas sempre alegres...". (II Coríntios 6:10). Essa é a grande regra da vida cristã. Se a fé lançar a sua luz, sobre as nossas condições, sobre a nossa natureza, sobre os nossos pecados, então a tristeza será um dos efeitos desse fato.
Não existe algo mais desprezível em si mesmo, nem sinal mais certo de um caráter superficial, e de ocupações triviais, do que uma alegria sem variação, que não repouse nos alicerces profundos de uma tristeza calma e paciente, – tristeza, porque sei o que sou, e o que deveria ser; tristeza, porque contemplo o mundo, e vejo as chamas do inferno a rebrilhar por detrás do júbilo e das gargalhadas, sabendo bem na direção do que os homens se precipitam rapidamente. Aquele que foi ungido com o óleo da alegria, mais do que os seus companheiros (Salmos 45:7), também era, "Homem de dores e que sabe o que é padecer.". (Isaías 53:3). E ambos esses itens, (até certo ponto) se repetem nas operações do Seu Evangelho, em cada coração daqueles que verdadeiramente O acolhem.
Por um lado, pois, – devido aos temores que assim são removidos de nós, e às esperanças que são insufladas em nós, e ao companheirismo a que assim somos introduzidos, somos ungidos com o óleo da alegria.  Por outro lado, – devido ao senso de nossa própria vileza, que o Evangelho nos ensina, devido ao conflito entre a carne e o Espírito, também nos assoberba uma tristeza que encontra expressão na exclamação:  "Desventurado homem que sou!". (Romanos 7:24). Esses dois aspectos não se contradizem um ao outro, mas, se complementam. O Cordeiro precisava ser consumido juntamente com, "Ervas amargas". (Êxodo 12:8).

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