terça-feira, 6 de dezembro de 2016

RIQUEZAS OU JUSTIÇA? (2)


“As riquezas de nada aproveitam no dia da ira, mas a justiça livra da morte” (Provérbios 11:4)
O QUE REALMENTE SIGNIFICA RIQUEZAS.
        Tendo dado a introdução, espero que pela graça possamos entender esses maravilhosos ensinos, conforme aquilo que nos passa nosso Sumo professor – o Espírito Santo. É claro que se colocarmos as riquezas e a justiça para a escolha de homens mundanos é lógico e claro que eles vão agarrar as riquezas, assim como hienas preferem carne. Mas não significa que não podemos deixar de apresentar os perigos dessa escolha tão insensata; não podemos deixar de mostrar que essa foi a decisão precipitada de Geazi, o servo de Eliseu, e quão dolorosa foi a consequência advinda sobre seu corpo (2 Reis 5).
        Mas espero mostrar de uma forma tal que nos fará ver que não há nada de errado nas riquezas, desde que nossa visão acerca delas seja santa, pura, à luz da visão de Deus. Que não esqueçamos que riquezas e honras vêm das mãos de Deus; que entendamos sempre que ele é o absoluto dono da prata e do ouro e que os crentes sabem disso, e que nessa santa sabedoria e temor podem eles desfrutar das riquezas vindas das dadivosas mãos. As riquezas são belas, atraentes e carregam consigo alegria e prazer, quando elas aparecem adornadas de justiça; quando as mãos avarentas não as mancharam; quando satanás não as toma para suas finalidades corrompidas, nem se tornam terreno de inspiração para idolatria, vaidades e fantasias.
        Os crentes sabem o quanto os bens terrenos são de tremenda utilidade, porque eles podem ser motivo de nossa humildade, gratidão, adoração a Deus e reconhecimento que o Senhor nos emprestou essas coisas por pouco tempo, e que vai chegar o momento que aqui elas ficarão, enquanto nós mesmos deixaremos este mundo. As riquezas se encaixam bem em corações transformados, como o de Jó, o qual sempre olhava para seus semelhantes, não com desdém, não com menosprezo, mas sempre considerando que eles foram feitos também por Deus, e que diante desses fatos as riquezas seriam usadas para servi-los de forma justa e pura.
        Então é certo que podemos vislumbrar as riquezas com olhar de santidade, na moldura certa da verdade, vendo-as como derivadas das riquezas espirituais. Vemos as riquezas sim, que elas são tão admiráveis como devemos admirar a pobreza, porquanto, à luz da eternidade elas desfeitas um dia. Vemos as riquezas como instrumentos para que o amor de Cristo seja expresso por nossas vidas; vemos assim quando temos nossos corações carregados de compaixão num insaciável desejo de servir, especialmente aos domésticos da fé. Vemos as riquezas como santas e puras, quando elas são conservadas em seu devido lugar, separadas de qualquer oferta deste mundo, de qualquer interesse em ajuntar mais, conforme os mundanos se ocupam com isso. Vemos as riquezas à luz das riquezas eternas como sombras daquilo que vai perdurar para sempre.

        Ah! Será que podemos ser tão imbecis, a ponto de desprezar as riquezas, quando elas chegam a nós procedentes das mãos do Senhor? Não iremos segurá-las numa mão e esperar com a outra que satanás venha adicionar mais. Não vamos sair do caminho da justiça, do dever, da santidade, do contentamento e da disciplina. Se estivermos trilhando esses caminhos, certamente as riquezas nos acompanharão como instrumentos preciosos em nossas atividades. Não trilharemos o caminho da avareza, da ausência de amor cristão e forma de beneficência. As nossas obras santas devem ser acumuladas mais e mais aqui, porque elas serão transformadas em galardões lá no céu. 

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