quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O FALSO E O VERDADEIRO (3)




“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus...”   (Mateus 7:21-23)

CONHECENDO O QUE É FALSO: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor!”

        Caro leitor, já passei pela introdução e agora é o momento para investigar os detalhes dessa passagem que considero de grande proveito para nossas vidas agora, devido o fato que estamos vivendo nesse nevoeiro de mentiras religiosas, bem manipuladas por satanás, a fim de manter as multidões iludidas. Também creio que há grande necessidade de investigar os que hoje se intitulam de “evangélicos”, porquanto bem vemos falsos mestres distribuindo salvação, paz e amor a todos. Deixemos toda essa euforia e tudo o que parece sentimentalmente bonito, belo e abençoado, a fim de colocar nossos corações exatamente naquilo que nosso Senhor nos ensina nesse texto onde Ele finaliza o Seu maravilhoso sermão.

        A primeira lição com a qual vamos nos deparar no momento é que precisamos conhecer o que é falso: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor...”. Em nossos dias vejo que o discernimento bíblico tem sido descartado. Vivemos numa época em que o relativismo é visto como benção, e o que é absoluto é tido como maldição. Em geral vemos que aqueles que procuram analisar as coisas e examinar tudo à luz da verdade bíblica são considerados cruéis e sem amor. É nesse ambiente sem luz que as pragas religiosas mais se multiplicam, tornando o ambiente bem sustentável para o trabalho tão deturpador dos falsos mestres. Nestes dias nossa tendência é acomodar ao que é mais aceitável, ao que dá certo e àquilo que a multidão mais aceita. Envolvidos em trevas assim, nossa tendência é procurar uma “poltrona” a fim de assentar e sentir acomodado e não incomodado.

        Porém, a Palavra de Deus vem nos dá “beliscões”, a fim de nos tirar de qualquer comodismo deste presente século perverso. Somos chamados a investigar tudo e fazer com que a luz brilhe nas trevas. Essa é a função dos agentes celestiais neste mundo. Nosso Senhor afirma no início do Sermão do Monte que os crentes são a luz do mundo (Mateus 5:14). Sempre foi essa a função dos profetas, evangelistas e apóstolos enviados ao mundo; sempre foi essa a função da igreja: fazer a luz brilhar. Então, quando examinamos o texto vemos que o nosso Senhor está fazendo com Seus ensinos é mostrando exatamente o que é falso e o que verdadeiro: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor...”. Ora, hoje para milhares que afirmam ser evangélicos basta dizer: “Senhor, Senhor” que é tido como crente e certamente vai morar no céu. Você pode pegar um anel feito de imitação de ouro, na aparência parece ser de ouro, mas não é. O que nosso Senhor está afirmando no texto é que lábios podem proferir qualquer confissão que não vem do coração. Lábios podem se tornar ardentes, quando o ambiente fica emocionalmente escaldante, e assim qualquer um pode confessar com esses lábios: “Senhor, Senhor!”.

        Caro leitor, o que nosso Senhor tem em vista é nos mostrar que dos lábios dos homens pode sair essa declaração: “Senhor, Senhor!”, sem que sejam lábios inflamados da convicção de um coração transformado pela graça. Homens avarentos, malignos, ímpios, etc. podem falar com muita ternura e deixando grande impressão de verdade, que eles são evangélicos, servos de Deus, pastores, missionários, crentes, etc. Nosso Senhor está afirmando que homens podem ensaiar espetáculos evangélicos; que homens podem proferir maravilhosas pregações e orações bem espirituais; podem brilhar por fora com aparência de piedade, mas não são crentes, não são herdeiros do reino de Deus. Em nossos dias os crentes precisam desse discernimento bíblico, dessa santa prudência. Lembremos bem que é a falsificação evangélica que vai produzir mais falsos crentes, e contra isso satanás não levanta sua mão.

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