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quarta-feira, 31 de março de 2021

A ENCARNAÇÃO DO FILHO (10 de 10)


“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós cheio de graça e de verdade; e vimos a Sua glória, glória como a do Unigênito do Pai” (João 1:14)

SUA DIVINDADE. “E vimos a Sua glória”.

Não deve ser nossa expectativa mirar a glória do Filho de Deus e ser semelhantes a Ele? João diz em sua 1 Carta (3:3) que “a si mesmo se purifica o que nele tem esta esperança, assim como Ele é puro”. Essa santa aspiração celestial ocupou o coração de todos os santos que passaram por este mundo, pois viveram nessa santa esperança. Aqui viveram por Cristo e para Cristo, pois queriam um dia vê-Lo e ser semelhante a Ele. E nós devemos ser assim também, enfrentando um mundo hostil a Deus e com todas as mortíferas armas do pecado apontadas contra os santos. Você pode dizer que hoje, num mundo tão cercados de perversidades que chegam até nós e dentro das nossas casas, como podemos viver santamente? Mas o que venho dizer é que o mundo é o mesmo e suas intenções agora sempre foram as mesmas que santos no passado enfrentaram. O fato é que a nós foi nos dado o Espírito Santo, assim como foi dado a eles, para que nós pudéssemos ser tão vencedores quanto outros santos foram. O segredo não está em nós, mas sim em nossa obediência ao Senhor. Lembremos, caros irmãos, que fomos chamados para sermos partícipes da glória com Cristo e que por isso fomos salvos. Os santos estão em altíssima posição, mesmo vivendo cercados neste mundo. Um dia eles voarão para os lugares celestiais, para reinar com Cristo e ainda descer com Ele, revestidos de glória, a fim de julgar o mundo. Naquele dia o mundo inteiro verá a glória do Filho Unigênito de Deus. 

Chego agora à parte final, porque o texto tem muito mais para que aprendamos e conheçamos nosso Amado redentor. O que temos perante nossos olhos é o fato que no texto é qualificada a glória do Filho: “...glória como a do unigênito do Pai”. O que aprendemos com isso? Ah! Eu sei como a natureza humana despreza o tesouro celeste. Não gostamos por natureza de sentar nessa santa “sala”, a fim de aprender daquele que é o Verbo que se fez carne e habitou entre nós. O texto mostra que  Ele é Filho de Deus: “...Unigênito do Pai” e é o único Filho. Sendo Ele o Filho, Deus o trata como o Amado do Pai. Que linguagem tão inteligível a nós! Que veio do céu à terra para ser o nosso Salvador e Senhor não foi um ser que Deus criou. Ao dizer que o Verbo é o Filho, significa que tem Ele a mesma natureza do Pai. Os anjos são seres que foram  criados, mas não foi o caso do Filho. Outro detalhe é que essa linguagem vem a nós no  Novo Testamento, para que façamos distinção, entendendo que Ele não um mero homem, filho de Adão, assim como nós somos. Ele veio de Deus, pois sempre existiu com Deus. Essa santa harmonia sempre houve entre as Pessoas da divindade, de sorte que há nessas Pessoas perfeita alegria, comunhão, riquezas, prazer, riquezas e felicidade. 

Também podemos dizer que Ele é o Filho, e que mesmo assumindo a forma de homem, jamais perderá sua identidade de Filho de Deus. Deus pôs Nele o título de Filho, porque Ele veio ao mundo como o Unigênito, a fim de um dia ser o Primogênito. Será que podemos entender isso? Ele veio para levar muitos filhos à glória. Como fez isso? Sua morte e ressurreição teve em mira salvar perdidos, livrando-os da ira vindoura e os capacitando pelo novo nascimento a se tornarem filhos de Deus. Sua morte e ressurreição fê-Lo subir ao céu e se apresentando a Deus, não de mãos vazias,  mas sim declarando: “Eis-me aqui, e os filhos que me deste...”. De tal maneira que a Nova Jerusalém  estará lotada  de seres humanos, que um  dia se tornaram filhos de Deus pelo novo nascimento.

Que terrível horror  espera  as milhões de almas que em  seus pecados morrerão!


terça-feira, 30 de março de 2021

A ENCARNAÇÃO DO FILHO (9 de 10)


“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós cheio de graça e de verdade; e vimos a Sua glória, glória como a do Unigênito do Pai” (João 1:14)  

SUA DIVINDADE. “E vimos a Sua glória”.

        Essa glória do Verbo encarnado não é a glória dos anjos nem de qualquer homem, mas de Deus: “Como a do Unigênito do Pai”. Como tenho falado, é impossível descrever a glória do Filho de  Deus. O  que podemos fazer é  narrar as experiências  de homens que presenciaram um pouquinho só desse Ser glorioso. Bastou que brilhasse um pouco desse resplendor, para que Saulo de Tarso tombasse perante essa luz, a qual incidiu sobre um pecador com o propósito de leva-Lo ao conhecimento do Santo Salvador e Senhor. Também, nosso Senhor reservo essa visão para os três apóstolos, para que eles pudessem narrar e temer o grande nome daquele que se fez carne e habitou entre nós.

        E nós os santos que Nele cremos para sermos salvos? Fomos agraciados com a beleza  e poder da palavra. Para nós isso é suficiente, porque no momento precisamos ouvir e não ver. Nossos olhos terrenos não  podem vislumbrar a glória do Senhor, até que O vejamos face a face e para isso teremos que obter o corpo semelhante ao Dele. Note bem que veremos o Senhor que se fez carne  e tornou-Se homem.  Veremos a glória Dele em Seu corpo glorificado, porquanto os santos serão semelhantes a Ele naquele dia. Os santos que já partiram deste mundo aguardam a ressurreição, a fim de obterem o corpo de glória, semelhante ao do Senhor. Mas agora, aqui neste mundo, o que Deus fez e faz é usar os corpos de barro, a fim de fundir neles o novo homem em Cristo. O que somos por fora é apenas a forma, ou o formato externo. É o homem  espiritual que avança de força em força, até que a casa de  barro seja desfeita e receba o que Paulo chama de edifício.

        Amado irmão, nosso corpo frágil e mortal não  pode suportar a glória que há de vir. Então, toda nossa compreensão das realidades eternas está tremendamente distante de nossa pobre capacidade. O que haveremos de ser entendemos muito pouco agora. Neste mundo estamos na sala do abc e ficamos felizes por grandes conquistas  no saber acerca das coisas  referentes à glória que teremos no céu com Cristo. Não esperemos visões e revelações aqui, porque a  palavra é suficiente. A bíblia inteira narra acerca de Cristo e o que temos em mãos no livro nos faz avançar em felicidade, gozo e exultação, quando dispomos a conhecer nosso Senhor. Pisemos no solo da sobriedade bíblica, em santa obediência à palavra; desprezemos as fórmulas mágicas deste mundo religioso, o qual quer nos tirar da verdade revelada na palavra.

        O que precisamos mais? Não nos alegramos com a Palavra? Não é a palavra de Deus suficiente para nós, assim como o maná era suficiente para Israel no deserto? Ainda estamos revestidos dessa carne; ainda o que haveremos de ser não chegou; o  que somos em Cristo está  encoberto pela visão externa que a carne nos traz.  Que  fantástica história! Deus se revelou a nós de uma forma que jamais os homens mundanos hão de compreender.  A fé bíblica toma esses fatos no coração, porque a fé vive da palavra e se delicia nela. Mas até mesmo nossa fé, o Verbo encarnado a conquistou para Seu povo, a fim de que nosso ser tivesse constante contato  com ele.  O que vemos agora pela fé é tão valioso quanto o os  santos presenciaram. Ele é nosso  e somos Dele para sempre!

         O que devemos fazer agora? Devemos sim manter nosso ser em pureza, mediante constante oração e humilde obediência a Ele. Quanto mais perto Dele, mais e mais conheceremos. Ó amor glorioso! Como o Senhor atentou  para nós  pobres pecadores, a fim de  que  fôssemos dele para  sempre,  privilégio  inaudito do amor  que  veio da  eternidade, para a eternidade.


sexta-feira, 26 de março de 2021

A ENCARNAÇÃO DO FILHO (8)


“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós cheio de graça e de verdade; e vimos a Sua glória, glória como a do Unigênito do Pai” (João 1:14)  

SUA DIVINDADE. “E vimos a Sua glória”.

        Ó como estamos longe de compreender a glória de Cristo! O mundo odeia qualquer ensino sobre esse glorioso ser, porque sem dúvida, Satanás odeia. Toda atividade religiosa, proveniente do próprio mundo e dos mundanos, tendem a negar a glória do Verbo que se fez carne e habitou entre nós. Mas eis aí João, lembrando da experiência dele, de Pedro e de Tiago: “E vimos a Sua glória...”. Isso indica Sua grandeza, poder, majestade e sublimidade do Filho de Deus. Não ficaríamos deslumbrado com a glória do rei Salomão? Foi assim que ficou a rainha de Sabá, quando veio de longe e contemplou de perto a majestade daquele rei que Deus tanto exaltou em sabedoria e riqueza. Mas veja o que o Senhor disse aos judeus, quando usou a ilustração da rainha de Sabá: “Aqui está quem é maior que Salomão”.

        Aquela visão que deixou os três discípulos aterrados, foi uma demonstração passageira do que realmente a glória do nosso Senhor. De fato, tudo o que homens aqui na terra puderam contemplar e que os levou a pensar que iriam morrer, era a glória do Senhor Jesus, antes da Sua encarnação. Foi o que Isaías, Moisés, Daniel e outros viram. Quanto aos judeus que puderam ver a face apenas de um pobre Nazareno, eles em sua incredulidade ficaram se contorcendo de ódio, porquanto desconheciam o Deus que o Velho Testamento, em sua completude descreve.

        Como nós podemos conhecer a glória do Verbo? É impossível para nós, ainda nesta carne ver a face maravilhosa do Senhor, porque jamais suportaríamos. Podemos conhece-lo como Deus-Homem, porque Ele se fez carne e tal verdade pode chegar, pela graça à nossa frágil compreensão de coisas eternas. Mas, o evangelho bíblico é chamado de “O evangelho da glória de Cristo”. É através que a alma sente perplexa ante os fatos narrados nas Escrituras. A mensagem de Sua glória é para chegar aos corações; tem em vista levar a luz até o homem interior, a fim de trazer-lhe temor.

        A espada do Espírito não foi feita de plástico, não é brinquedo para crianças. Ela é poderosa para atravessar o peito e varar a alma, a fim de que os pecadores vejam sua condição por dentro. Foi isso o que ocorreu quando Deus foi engrandecido com mensagens santamente bíblicas. Foi isso o que aconteceu em Jerusalém, após a firme pregação de Pedro, usando o livro do profeta Joel. Pois é, a espada penetrou nos corações, fazendo milhares de almas sentir a dor atroz de suas consciências culpadas. Foi assim que eles entenderam a verdade e passaram a temer ao Senhor. O Verbo encarnado nunca, jamais deixou de figurar Seu nome e Sua glória. Sempre lembrou Seus servos o custo de viver aqui e sofrer por causa do Seu nome. Isso mostra o quanto o mundo sente-se aterrorizado, porque a mensagem do evangelho silencia as trevas e faz os homens tremer diante do fato que o Verbo encarnado é cheio de glória.

        Amigo leitor, não estamos lidando com a glória dos anjos. Eles são gloriosos, sim, mas a glória deles lhes foi concedida na criação e eles estão acima dos homens em poder, pois são espíritos. Mas, quão diferente é a glória de Cristo! Ele não foi criado, mas sempre existiu. O Pai da eternidade domina sobre tudo: tempo, nomes e coisas. Ele diz: “Eu sou o Alfa e o Õmega” (nomes), “o princípio e o fim” (tempo) e “o primeiro e o último” (coisas). Por que não curvamos aos Seus pés para adorá-Lo? A salvação não quebrou nossos joelhos, nem fez nossas cabeças curvadas? Se não tivéssemos a bíblia, a revelação especial em nossas mãos, teríamos o céu acima de nossas cabeças, declarando que “Os céus proclamam a glória de Deus”. Ora, o firmamento deveria ter o peso de toneladas para quebrar nosso ego e esmigalhar nossa soberba no pó, ao contemplar a majestade e glória do Verbo que se fez carne.


quarta-feira, 24 de março de 2021

A ENCARNAÇÃO DO FILHO (7)


“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós cheio de graça e de verdade; e vimos a Sua glória, glória como a do Unigênito do Pai” (João 1:14)  

SUA INDENTIFICAÇÃO E PODER. “Cheio de graça e de verdade”

        Posso assegurar que nessa graça e verdade o Senhor jamais se afastou do Seu firme propósito em servir. O livro de Deus só registrou aquilo que precisávamos saber, mas é dito que Seus atos foram tantos que não há livro que possa descrever tudo. Maravilhoso Senhor, quanta compaixão tiveste de nós! Sua passagem por este mundo não foi de conforto carnal, pois seu conforto e alegria estavam voltados para alcançar Seu povo, o qual o Pai lhe confiou.

        Mas também seu ministério foi cheio de verdade também: “Cheio de graça e de verdade”. É bom destacar esse fato porque a graça fez que brilhasse a verdade em todos os detalhes. Sem a verdade, a graça seria agradável a todos sem exceção, mas a verdade trouxe a lume as coisas celestiais, os fatos que são chamados de boas novas do céu. Nosso Senhor fez com que todos pudessem ver que por detrás de toda Sua graciosidade estava a triunfante verdade que atrai os perdidos, mas que, por outro lado faz tremer o mundo, as hostes inimigas e o inferno. Toda sua vida foi pautada na verdade, e isso fez com que todos soubessem de onde Ele veio e a razão porque veio ao mundo. Maria e José ouviram dos Seus lábios ainda infantis que veio para cumprir a vontade do Seu pai celestial. Os religiosos, mas arrogantes judeus O odiaram porque Ele se igualou ao Pai e afirmou que veio do Pai. Ele jamais deixou que as perversidades assassinas dos judeus desfizessem Sua coragem. Ele avançou e passou por cima de todas as ameaças, para que todos soubessem quem era Ele, seu propósito de salvar Seu povo e quem era o homem no pecado.

        Esse foi Seu propósito ao vir ao mundo, pois se revestiu de graça e de verdade. Parecia que era somente graça, somente uma face de amor, bondade e compaixão. Mas o fato é que Suas palavras, Seu caminho por onde trilhou, indo até à cruz e Seus atos, em tudo isso brilhou a radiante verdade que glorificava Deus e que lançava luz às sagradas Escrituras do Velho Testamento. Por causa disso nosso Senhor foi cercado pelas hostes mundanas de judeus e gentios inimigos ferozes da verdade, e também pelas hostes das trevas. É perceptível isso desde Seu nascimento e que foi avolumando até chegar sozinho à cruz. Ora, é com isso que nosso Senhor organizou seu evangelho bendito e foi com graça e verdade que Ele encheu Seus discípulos do poder do Espírito, mostrando que era essa a verdade a ser vivida e pregada. Ele mostrou que era Ele o caminho ao céu, mas que esse caminho precisava da luz, por isso se apresentou como a verdade e a vida.

        O mundo terrível gosta de ouvir sobre “graça”, mas o fato é que sem a verdade o mundo não entenderá o que significa graça. A mensagem do evangelho vem bela e adornada de graça, mas essa mensagem é totalmente iluminada da verdade. O mundo quer um Jesus diferente, cheio de graça, mas sendo uma graça conforme os padrões do mundo. O mundo quer ouvir de um Jesus que lhe forneça tudo daqui mesmo, conforme seus desejos firmados num mundo melhor. Foi assim que os judeus se dispuseram a ter Jesus como rei, assim que presenciaram a multiplicação dos pães (João 6).

        Mas a doce face da amorável graça traz consigo a doce verdade celestial, que todos são culpados e condenados. A verdade traz a nova que Cristo, pela Sua graça veio buscar Suas ovelhas e que por elas o preço seria pago com a morte Dele na cruz. E assim, a graça faz iluminar o fato que homens e mulheres culpados precisam se arrepender e converter, para terem seus pecados perdoados de uma vez por todas, e que precisam invocar o nome do Senhor para serem salvos (Romanos 10:13)


terça-feira, 23 de março de 2021

A ENCARNAÇÃO DO FILHO (6)


“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós cheio de graça e de verdade; e vimos a Sua glória, glória como a do Unigênito do Pai” (João 1:14)                          

SUA INDENTIFICAÇÃO E PODER. “Cheio de graça e de verdade”

        Continuando, aprendemos que nosso Senhor se apresentou entre os homens, cheio de graça. Entendemos o quanto o Senhor da glória se  esvaziou de Seus atributos da divindade, não que ele as jogou fora, mas sim que Ele jamais os usou em detrimentos dos seres humanos. Em tudo o Senhor mostrou ser o Homem, no sentido de homem. Nós estamos acostumados com o pensamento pecaminoso de ser homem, por causa de nossa ligação com o velho Adão caído. Mas não é o caso do nosso segundo Adão, porque Ele veio para ser o cabeça de uma nova humanidade, criada Nele (Efésios 2:10).

        Foi assim que aquele que não conheceu pecado se apresentou entre nós como o maravilhoso Senhor. Foi assim que Ele comunicou com os homens, com Seu semblante, não de um homem triste e sofredor, mas sim de uma face que jamais se ocultou, a fim de não ver a miséria. Ele olhou para os homens com santa aceitação em todos os detalhes e fixou Sua atenção em ovelhas sem pastor. Ele mirou pecadores, assentou-se com eles, conversou e apresentou sua graça salvadora. Mesmos os mais rebeldes e criminosos, os quais queriam sua morte, Ele não os deixou, mas enfrentou com a sublime verdade, deixando claro os perigos que eles iriam enfrentar. Nunca o Senhor estendeu Suas  palavras de maldição contra os mais perversos. Mesmo Judas o traindo, Ele o tratou bem e aos discípulos sempre procurou estar com eles, a fim de assegurar conforto, consolo e confiança, antes que fosse à cruz. Perante Seus algozes, jamais o Senhor erguem a voz, nem sequer lhes ameaçou, mesmo no meio das dores e cercado pela hostilidade e crueldade inimiga, não deixou de chamar o ladrão para ser participante da tão grande salvação.

        Foi assim que o Senhor se comportou “cheio de graça” diante dos homens caídos. Por graça, significa que havia no Senhor um espírito de aceitação. Não esquecemos de como entrou na casa de Zaqueu, ignorando o espírito crítico de uma multidão de elementos hipócritas. Sua tarefa de buscar os perdidos jamais foi recusada. Ele jamais se manchou ao comunicar-Se com pecadores. Ao sair da casa de Zaqueu esse Sumo-Sacerdote deixou atrás de si um homem purificado de tudo o que o pecado lhe tornou imundo (Isaías 64:6). O rico que foi ao Senhor querendo herdar a vida eterna, simplesmente deu às costas para o Senhor e foi embora, mas mesmo assim, o Senhor em profunda tristeza o amou. Nota-se que o Senhor não trouxe consigo a força imprecatória das maldições da lei. Sua face foi de plena graça que compreendia o ser humano em sua miséria.

        Também, o Senhor não mostrou Sua graça, como que forçando essa aceitação.

O perfeito homem tinha seu todo seu revestido de misericórdia, toda sua emoção era de entranhável compaixão. Era o Cordeiro puro e sem mácula, mostrando como seu ser estava partido de tanto desejo de ver uma raça caída voltada para Deus. Não havia no Senhor nada de hipocrisia, como ocorre no homem caído. Ele não forçava Sua atuação, a fim de que o tempo logo passasse. Ele se envolveu com pecadores porque veio no objetivo de busca-los.

        Havia Nele um espírito de aceitação e de perdão para pecadores. No meio de um povo levado pelo orgulho religioso e que fazia terríveis discriminações dos pecadores, nosso Senhor sempre mostrou Sua cordialidade, nunca rejeitou ninguém; Sua vida era de plena aceitação e assim levava Seu perdão aos arrependidos. Sua face de amor sempre foi notável, mesmo mostrando a verdade com vigor, a fim de que todos se arrependessem e cressem Nele, como sendo o enviado de Deus ao mundo.


quinta-feira, 18 de março de 2021

A ENCARNAÇÃO DO FILHO (5)

                       

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós cheio de graça e de verdade; e vimos a Sua glória, glória como a do Unigênito do Pai” (João 1:14)                          

SUA INDENTIFICAÇÃO E PODER. “Cheio de graça e de verdade”

        Conhecendo a Sua obediência: “habitou entre nós” Pode ter uma notícia mais preciosa do que esta? “Alegra-te ó terra!” Veja a mensagem deste antigo hino: “Alegre nova nos chegou, o grande Deus assim amou a todo mundo pecador, que deu Seu Filho benfeitor em sua redenção”. Veja como o mundo se alegra com os grandes nomes. Se o papa vier ao Brasil ele é exclamado e admirado pela multidão. Grandes homens que prometem melhoras para o povo são tratados como heróis e mitos por todos. E quanto a esta verdade: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós...”? Será que entendemos isso? Não estamos tratando de mero nome, mas sim Daquele que criou todas as coisas com Sua poderosa palavra; Aquele que fez o que aprouve Ele fazer no céu e na terra. Triste notícia: “Veio para o que era Seu, mas os Seus não o receberam”. Deveria ser a notícia mais extraordinária a ser recebida pelo mundo; todas as nações e gerações deveriam ouvir esse fato; o mundo inteiro deveria tornar-se o palco de temor, adoração e obediência.

        Mas a verdade é que não é assim para milhares. Ele se revestiu de nossa carne humilhante e se apresentou aos judeus, pois era um judeu por nascimento. Mas como foi a recepção? Calorosa? Toda nação se dispôs a ouvi-Lo e subordinar-se ao grande Profeta? A nação voluntariamente curvou-se ante o Rei dos reis? A nação buscou nele a resposta de como servir a Deus, sendo Ele o grande Sumo-Sacerdote celestial? Claro que não! Curvaram para adorá-Lo aqueles que foram atraídos pelo poder da graciosa visitação de Deus. Magos vieram de uma região longínqua para serem os primeiros humanos a santa adoração e oferta de um reverente amor ao Senhor. A reação de reis e sacerdotes em Jerusalém foi de um ódio assassino e de uma disposição cruel para resisti-Lo e rejeitá-lo nas Suas funções de Rei, Profeta e Sacerdote.

        Ó, que mundo ingrato e terrivelmente mau! Mas, conhecendo nossos terríveis corações e sabedores que toda atração pelo Verbo encarnado foi algo que Deus mesmo fez e faz naqueles que Ele aprouve salvar, ignoremos a atitude hostil deste mundo, a fim de dedicarmos a contemplar Sua identificação e poder: “...cheio de graça e de verdade...”. O que significa “cheio de graça”? Isso faz a real diferença entre o Deus do Monte Sinai e o Deus do monte do Calvário. No primeiro ira, no segundo amor. No primeiro Deus, como que carecendo da intercessão de um Moisés, a fim de não destruir um povo rebelde e idólatra. No segundo, Deus mesmo desce do céu, não com Sua face de ódio, mas de um amor inefável, de aceitação, de simpatia e empatia por homens perdidos. Lembramos bem o que Ele falou com Seus discípulos, que não veio destruir as almas dos homens, mas sim salvá-la. Graça significa que Ele se despiu de Suas prerrogativas da divindade, a fim de ser um Servo submisso ao Pai e um Homem perfeito e maravilhoso.

        Que impressionante segundo Adão! O primeiro não assumiu sua postura de obediência, porque submeteu-se ao pai da desobediência – o diabo. O segundo, em tudo foi obediente e foi assim até enfrentar a morte de cruz. Então, em Sua graça Ele mostrou Sua face de amor, de ternura, compaixão e empatia por seres humanos, porquanto Ele se tornou um ser humano e viveu entre os homens. Quanta oportunidade teve de mostrar Sua santa ira, mas pelo contrário, mostrou completa compaixão pelos homens cruéis e assassinos. Quantas vezes simplesmente retirou deles, escapando da morte, mediante Seu poder. Por que tudo isso? Ele adentrou neste império de trevas, cheio de graça. Entendemos isso?


terça-feira, 16 de março de 2021

A ENCARNAÇÃO DO FILHO (4)

                        A ENCARNAÇÃO DO FILHO (4)

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós cheio de graça e de verdade; e vimos a Sua glória, glória como a do Unigênito do Pai” (João 1:14)

SUA HUMILHAÇÃO:       “E o verbo se fez carne...“

        Conheçamos o grande amor de Cristo, porque foi por esse eterno e ativo amor que Ele desceu até nossa miséria e vestiu-Se da nossa insignificância, tudo para que conquistasse tão grande número de filhos, nascidos de Deus. Por incrível que pareça, o Deus é autossuficiente Nele mesmo teve como objetivo ter esse gozo em ter consigo tais filhos na glória (Hebreus 2). Além disso, Ele comunicou Seu amor sempre ao Seu povo. É impossível passar por toda Escritura sem conhecer Seu devotado amor; Seus servos fieis, profetas e apóstolos foram conscientes que estavam servindo ao Senhor e que não podiam ultrapassar Suas ordens em relação ao Seu povo. Moisés enfrentou o castigo de não entrar na terra prometida, porque avançou o sinal; João Batista, humildemente deixou claro que ele era o amigo do Noivo e os apóstolos receberam o Espírito para que pregassem o que lhes fora ordenado do céu.

        Em Seu amor o Senhor vela pelo Seu povo amado e ao expressar esse amor Ele ajunta todo Seu povo, num só grupo e o intitula de “igreja” ou “noiva”. Assim podemos entender o quanto Ele provou Seu amor ao vir e se tornar carne. Precisava fazer isso? Claro! Como poderia nos entender se não viesse, tomasse nossa forma humana pelo nascimento físico? (claro, obra do Espírito Santo). Como aprenderia se não seguisse os rumos normais de um ser humano, pois nasceu, cresceu numa família como qualquer outro e incrivelmente aprender obediência pelas coisas que sofreu? Não é uma história maravilhosa? Deus não precisa aprender, porque é Deus, mas o Filho, ao se tornar homem, entrou nessa escola da vida presente ao se identificar conosco, com nossa miséria e assim pudesse ir à cruz, como um Cordeiro mudo sim, mas sobretudo como sendo o Homem, o valente, o Herói da noiva (Salmo 45). Agora, o grande Homem, perfeito e maravilhoso pode dizer que, usando ilustração, pode conceber os filhos e apresenta-los ao Pai: “Eis-me aqui e os filhos que me deste”.

        Também, o nosso Senhor conheceu o que é o homem em todos os seus aspectos, menos no que tange ao pecado. Como poderia Ele ser o Justo, se trouxesse consigo alguma mancha de iniquidade? Nosso Senhor é o único Homem que causa completa estranheza ao mundo. Por quê? Porque nasceu sem pecado, sem qualquer contaminação. A razão óbvia está marcada em 2 Coríntios 5:21: “Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós, para que Nele fôssemos feitos justiça de Deus”. Aquele que veio para justificar entrou no mundo completa e perfeitamente justificado pelo Pai, para ser Ele o grande justificados dos que Nele hão de crer. Que história estranha para o mundo! Há um Homem perfeitamente justo, por isso o mundo pergunta: “Que é este? Onde Ele está?” O mundo não pode tolerar alguém assim, pois prefere, (como ocorreu na crucificação) matar o Justo e livrar um homicida. Mas, o mundo pode ver o Justo no viver dos salvos, por essa razão é que os salvos são perseguidos por causa da justiça Dele.

        Digo mais, que a humilhação Dele não O deixou preso ao sistema deste mundo. O primeiro Adão era terreno, o segundo Adão é celestial. Por essa razão Sua vida é um mistério jamais compreendido pelo mundo. Ele mesmo disse: “Vim do Pai e entrei no mundo, todavia, deixo o mundo e vou para o Pai”. Vindo do céu Ele é o único e exclusivo Homem que trouxe e traz bênçãos ao mundo. Sua presença na terra foi marcada por atos incríveis, trazendo à lume as perfeições do reino de Deus, pois mostrou capaz de destruir as doenças e marcas claras do pecado no corpo humano, além de provar Seu poder em destruir o poder da morte, quando ressuscitou mortos. E enfim foi à cruz para dar o golpe fatal em todos os inimigos, para trazer a salvação eterna a todos os que de coração crerem Nele.


sexta-feira, 12 de março de 2021

A ENCARNAÇÃO DO FILHO (3)


“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós cheio de graça e de verdade; e vimos a Sua glória, glória como a do Unigênito do Pai” (João 1:14)

SUA HUMILHAÇÃO:       “E o verbo se fez carne...“

        Conheçamos hoje o amor do Senhor demonstrado em Sua encarnação. Ele não veio sem antes comunicar isso ao Seu povo, e é óbvio que vemos essa comunicação Dele em todo Velho Testamento. Ele jamais deixou que Seus santos em toda história do Velho Testamento ficasse sem as informações claras do Seu imenso amor. É fato que Ele apareceu em forma visível e essa aparição sempre encheu os santos de coragem e vigor. Mas o fato é que ainda não tinha nascido entre os homens. Sua mensagem foi para avisar que um dia o Cordeiro desceria à terra e aqui se tornaria semelhante a nós. Ó que linda história!

        Sua comunicação durante toda história do Velho Testamento, de certa forma foi humilhação sim, porque, quem disse que Deus precisa de nós? Quem é o homem para que Dele te lembres? Mas o que aconteceu foi que do céu o Senhor Ele viu nossa miséria e se apiedou de nós; do céu Ele traçou seu caminho, subindo e descendo, a fim de envolver com os homens, mostrando que estava sim, cumprindo a missão de preparar a história da redenção ao mundo. E não fez Ele de modo perfeito? Não foi Ele tão adorado, admirado e temido? Claro! Os santos, em toda história cantam e contam a mesma redenção.

        Mas, por que a encarnação? Por que o Verbo se fez carne e habitou entre nós? Precisava? Não podia ser o mesmo desenrolar da história que envolveu séculos e milênios? Claro que não! A encarnação não seria completa se Ele não baixasse até nós e tornasse semelhante a nós (sem pecado) pelo nascimento? Como cumpriria os planos de Deus? Como Deus enviaria ao mundo Seu cordeiro, o qual apareceu aos antigos apenas em figura? Como os santos veriam e entenderiam a linguagem toda das Escrituras do Velho Testamento, se não contemplassem sua face de tanta humilhação, a fim de ser o Cordeiro que seria levado à cruz? Como aplicaria as profecias contidas na parte histórica, poética e profética? Como um eunuco entenderia Isaías 53, se Ele não tivesse vindo, a fim de que Filipe pudesse explicar e levar aquele homem à salvação? Olha o que Simeão disse a Deus em oração de louvor: “Senhor, tu podes me levar, pois meus olhos já viram a tua salvação” (linguagem minha).

        Ainda, como as nações veriam a salvação de Deus, conforme a promessa em Isaías? Não é verdade que a história da cruz é tão sublime e gloriosa que bastou essa história para que milhares de judeus e gentios entendessem a verdade. Com Sua encarnação Deus expôs Seu perfeito Mediador entre Deus e os homens. Seu Nome Jesus também trouxe a baila essa humanização do Senhor. Ele é apresentado com um nome que todos entender: “E será chamado Jesus porque Ele salvará o Seu povo dos seus pecados”. Além disso, como seria apresentado por João Batista como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo?

        Também, como poderia nosso Senhor provar Seu amor, sentindo o sofrimento, as dores e as agonias atrozes dos sofrimentos da cruz? Num cordeiro, puro animal do Velho Testamento, bastava uma punhalada e o fim chegava. Mas no tocante ao Senhor, não foi mera punhalada; Ele foi cercado por cima e por todos os lados, recebendo golpes, afrontas, cuspes, bofetadas, palavrões e açoites. Eis aí, em rápidas palavras os resultados tremendos da encarnação. Mas isso não conta tudo, porque não chegamos ainda a compreender tudo do Senhor, especialmente no fato que Ele se agregou a nós; Ele simplesmente se aproximou para nos tocar em nossa miséria e atrair pecadores sujos, maculados e vis, a fim de purifica-los. Ele veio para entrar no meio dos pecadores tomando o nome de Filho do Homem, a fim de sentir de perto o que significa a miséria humana.


quinta-feira, 11 de março de 2021

A ENCARNAÇÃO DO FILHO (2)


“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós cheio de graça e de verdade; e vimos a Sua glória, glória como a do Unigênito do Pai” (João 1:14)

SUA HUMILHAÇÃO:       “E o verbo se fez carne...   

        Procurei abrir o cenário desse assunto na página anterior e minha esperança é que todos os meus leitores tenham visto “a porta aberta”, a fim de entrarmos e saudarmos nosso Senhor, tendo aprendido um pouco mais a respeito daquele que nos amou e que por Ele devemos viver. A história da Sua humilhação deve ser a mais encantadora de todas as histórias; que sejamos solícitos em receber essas lições solenes e santas em nossas vidas. Aliás, Deus preparou o cenário durante todos os milênios que antecederam esse vibrante acontecimento, o qual mexeu com o céu e que por isso deve mexer conosco. Que meu Senhor me faça capaz em expor essas lições, na esperança que os santos sejam edificados e o Nome dele engrandecido.

        Na primeira lição devemos saber acerca dessa Sua humilhação e isso deve nos chamar a encarar isso com humilhação e adoração ao Rei, assim como os magos vieram de longe adorá-Lo. Afinal, não estamos lidando com o nascimento de um homem qualquer. Mesmo nascendo alguém de alguma família imperial, alguém importante no conceito mundano, é certo que aquele que nasceu não passa de um ser humano, como qualquer outro. Intrinsecamente não há diferença entre o nascimento de um príncipe ou alguém pobre, pois somos descendentes do mesmo Adão caído e as diferenças achadas e cortejadas pelo mundo logo desaparecem com a morte.

        Mas a verdade é que foi o Verbo que se encarnou e isso significa algo eternamente grandioso. Em poucos versos, desde o começo do capítulo 1 vemos a grandeza do nosso Deus; vemos Sua glória com o Pai e Seu poder como o Verbo, nome que recebeu por ser Ele o Agente da criação, o grande EU SOU. É isso o que Paulo mostra em Colossenses 1, ali nosso Senhor é visto como o grande Autor de toda criação. Repudiamos o ensino de Ário (posteriormente da seita russelita “Testemunhas de Jeová”), porquanto nega a divindade do Verbo com o Pai em Sua glória que nunca teve início e nunca terá fim. Em João é que aparece o termo “Verbo”, mais tarde João repetiu o mesmo termo em Apocalipse. Mas o que importa é que “Verbo” transmite a ideia de ação. O termo “logos” no grego é mais do que palavra. É palavra que transmite algo que se pode ver; “Verbo” mostra algo que é documentado, e o termo era usado na Grécia (não sei se é ainda hoje) para documentos.

        Notemos isso nos atos do Senhor, pois em Suas ações, fazendo o bem, curando, ressuscitando, multiplicando pães, etc. nosso Senhor estava exemplificando o fato que Ele é o Verbo de Deus. Deus mesmo intitula o Senhor de Seu braço em Isaías. Suas palavras também nos leva a reverencia-Lo como sendo o Verbo, porque Ele transmitia mais que meras palavras. Os discípulos reconheceram isso em João 6 quando disse a Ele: “Tu tens as palavras de vida eterna”. Ora, não aprendemos essa verdade na criação? O que temos ao nosso derredor? Não é o milagre do Verbo que apenas ordenou e tudo passou a existir? Claro! O Verbo não silenciou perante os homens, pois tem comunicado Sua mensagem de a criação até agora. Como os santos são bem-aventurados com as palavras que saem da boca do nosso Fiel Pastor!

        Aliás, Ele comunica a todos! Ninguém pode ficar fora, escapando do grande Verbo divino. Toda criação opera segundo a imensidão da Sua voz; tudo na criação funciona perfeitamente, devido o poder glorioso desse que tudo fez para Sua glória. E os ímpios que fiquem atentos, que se arrependam, humilhando aos Seus pés. Se eles fogem da voz do Verbo de Deus, chamando-os ao arrependimento, certamente não vão escapar da fúria do Todo-Poderoso naquele dia final. Glórias pois a Ele nosso Salvador e bendito Senhor.


quarta-feira, 10 de março de 2021

A ENCARNAÇÃO DO FILHO (1)

 

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós cheio de graça e verdade, e vimos a Sua glória, glória como do Unigênito do Pai” (João 1:14)

INTRODUÇÃO:

        Amado leitor, o quanto nós pudermos ler e ouvir de Cristo, melhor para nós. A história do Amado de nossas almas deve ser nossa ambição ouvir sempre, porque é a história eterna daquele que nos amou e que provou isso vindo para nos servir. Que amigo incomparável! Aliás, ao abrirmos nossas bíblias, o que vemos ali? Não é Ele mesmo falando? Curvemo-nos diante Dele! Ouçamos pela fé Sua bondosa voz; conheçamos o fato que Ele é digno das mais altas expressões de nossos sentimentos, porque todo Velho Testamento é um caminhar na excelência do conhecimento desse maravilhoso Santo de Israel e da igreja.

        E ao abrirmos o primeiro capítulo de João? Não é verdade que Ele se sobressai como o Verbo? Impressionante! Fixemos nosso olhar nessas palavras benditas do verso 14, porquanto partimos da grandeza de Sua divindade na glória da criação, para chegarmos até à glória da Sua humanização: “E o Verbo se fez carne...”. Por que ressaltei glória na Sua humilhação aqui? Por que os santos ficam pasmados ao ver o que os discípulos, Pedro, Tiago e João viram na transfiguração. E João relata isso em admiração e adoração: “...e vimos a Sua glória...”. Ora o mundo não pode nem quer ver a glória do Verbo encarnado. O mundo inteiro sucumbiria, caso a glória Dele fosse manifestada. Aliás, o mundo nem sequer tolera ouvir de Sua humilhante encarnação: “E o Verbo se fez carne...”, porque não suporta uma religião verdadeira, a qual honra o filho de Deus que se fez carne e veio habitar entre nós. Isso para o mundo é horrível, porque a religião que eles buscam é emendada de superstições e falsa humildade.

        Se pusermos nossos corações em conhecer nosso Senhor estaremos no caminho certo de uma fé que descansa em fatos eternos, mas muito mais na glória de conhecermos o Senhor. Quem não se deleita nele é porque não o conheceu na salvação, porquanto a salvação do perdido é o encontro dele com o Senhor. Se nossos interesses visam apenas uma salvação que me garante o céu, pelo fato que fiz uma suposta decisão, é porque não O conhecemos realmente, a refulgente glória do evangelho não perfurou meu coração, a fim de quebrar minha arrogância e por terra minha soberba.

        Outro detalhe que marca a importância desse verso de João 1:14 é o fato que naturalmente não poderemos conhecer nosso Senhor melhor. A fé genuína é o único aluno que tem permissão a entrar na sala de aula da graça. Fora disso ninguém terá qualquer noção da glória do Filho de Deus. O mundo falará arrogantemente sobre um Jesus inventado pelo mundo, mas é tudo mentira e nova fórmula usada pelo pai da mentira para manter os homens ainda mais prisioneiros em suas próprias crendices. Os crentes em Cristo, somente eles são convocados a conhecer João 1:14, mas não é aquele conhecimento superficial que nos leva a decorar o verso apenas. Somos chamados a entrar nesse recinto sagrado. João 1:14 é um santuário, porque trata da glória do Filho Unigênito. Tiremos nosso calçado para entrar ali, porque é lugar santo.

        Minha esperança é que eu possa ser útil aos meus leitores em expor o texto com clareza. Me vejo indigno e incapaz de lidar com tantas maravilhas, mas na força da graça poderei trabalhar bem. É claro que têm muitos santos de Deus que gastaram tempo num texto como esse e deixaram relevante explicação. Em tudo podemos aprender, porque grande é o reino do Senhor! Caminhemos juntos nessa maravilhosa jornada, cheios da alegria e felicidade em poder conhecer melhor nosso grande amigo.

        “Graça real, sem fim, mostra Jesus por mim, gozo me dá alegria sem par, que prazer, prazer!”

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

“ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU” (10 de 10)


“Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu...(Mateus 6:9 e10)

OS CÉUS SENDO VISTOS NA TERRA DE FORMA PRÁTICA: “assim na terra, como no céu”

        Nesta última página quero intensificar o fato que ao entrar no mundo, nosso Senhor sempre mostrar Sua impressionante misericórdia em favor dos homens, no supremo desejo de ver o reino do céu sendo feito na terra. Nosso Senhor, sendo Ele Deus, sabia o quanto este mundo estava mergulhado nas mentiras e crueldades do diabo, do pecado e nos anseios da morte em enterrar todos no inferno. Nunca o Senhor procurou fazer a vontade dos homens em mudar o mundo. Várias vezes provou isso ante a insistência dos mundanos judeus. Duas vezes multiplicou os pães, mas seu intuito era mostrar que Ele era o pão da vida; suas manifestações terrenas tinham como meta mostrar as realidades eternas a todos.

        A primeira e notável lição é que o Senhor sempre puxou para as mentes mundanas e passageiras a vontade de Deus. Ora, Ele provou isso com o diabo, pois se colocou humildemente submisso ao Espírito de Deus, quando no deserto ficou aqueles quarenta dias e noites sem comer nem beber e ainda tentado pelo diabo. Mas notemos o quanto o Senhor venceu a tentação simplesmente usando o poder da palavra da verdade para golpear satanás e sair em plena vitória ali. Foi essa a visão que nosso Senhor tinha, pois em tudo lutou para trazer do céu a vontade maravilhosa de Deus aqui na terra e o fez durante todo seu trajeto terreno e culminou tudo ali na cruz e na ressurreição. O que temos hoje no mundo? Ao ver que durante milênios as nações vivem e em tremendos detalhes recebem provisões do alto, porque vigorou as orações e intercessões do Senhor.

        Em todos os detalhes, as forças do mal tentaram impedir que o Senhor chegasse a atingir Seus alvos. Satanás e seu império de trevas não querem que o reino dos céus prevaleça na terra, porque é horror para eles. A luz do céu vem desnortear os inimigos e mostrar quem ele é. Ele sabe o quanto o Reino do Filho do amor do Pai vem arrancar pecadores das trevas para a maravilhosa luz. Satanás sabe do poder de Deus e em tudo ele opera para impedir que isso ocorra. O que temos como resultado das obras do Filho de Deus na terra? Observemos que a descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes anunciou as maravilhas de um Deus que age poderosamente na face da terra, cumprindo Sua vontade e fazendo com que a triunfante obra da justificação tenha seu efeito na vida de multidões. Como pode? Mas Deus está incrivelmente mudando tudo aqui na terra: “Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito...” (Isaías 53:11.

        O evangelho opera na terra com qual objetivo? Mudar o mundo? Fazer daqui um lugar melhor e mais aprazível para viver? Não! O Senhor está mostrando a força da vontade Deus na terra, salvando almas, tornando pecadores injustos e condenados em elementos justos e salvos, herdeiros agora do céu e não mais do inferno. Ainda mais, esses elementos que foram salvos estão compenetrados em trazer diariamente o reino de Deus na terra. Com assim? Eles oram, pedindo de Deus competência para viver, para receber provisão de Deus para seu sustento e querem aprender como lidar com os homens na base do perdão e demonstração do verdadeiro amor de Deus. Incrível! Que mudança na terra! Homens que viviam no pecado, agora vivem sob o poder e administração da graça. Os céus, por meio das orações são atraídos para trazer esse santo oxigênio à terra e assim o nome de Deus é glorificado em plena campo inimigo.

 

       

 

 

 

 

 

 


quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

“ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU” (9 de 10)


“Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu...(Mateus 6:9 e10)

OS CÉUS SENDO VISTOS NA TERRA DE FORMA PRÁTICA: “assim na terra, como no céu”

        Amado leitor que realmente preza pela palavra da verdade, nós somos o povo de Deus, o povo do céu na terra, emissários celestiais, representando nosso Deus num mundo onde reina satanás, a morte, o pecado, o mundo e as expectativas do inferno. A única forma de podermos ser úteis neste mundo é trazendo as maravilhas do céu na terra: “Seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu”. Isso requer luta, coragem e fé perseverante. O mundo não pode subsistir sem as bênçãos derivadas do céu. Aliás, tudo o que o mundo precisa para viver veio e vem de Deus, em todos os aspectos desta vida. O mundo não pode criar nada de bom; o mundo ingrato e vil não percebe as maravilhas da bondade de Deus e nem rende graças ao Senhor, por isso o mundo é o que é.

        O Senhor Jesus foi o principal modelo desse poder de incrível coragem. Todas as Suas obras foram demonstração do quanto a terra carece do céu. Ele olhou para os homens com coração consternado de compaixão; Ele viu o sofrimento e pode contemplar os homens e mulheres como ovelhas sem qualquer pastoreio. Nosso Senhor, de fato amou esse povo. De onde Ele extraiu tanto bem? Veio da terra? Claro que não! Ali estava o poderoso Criador trazendo para os homens Suas maravilhas, coisas que ninguém aqui pode fazer. Ele curava de forma surpreendente, ressuscitava os mortos e tratava até mesmo das necessidades materiais dos homens, quando multiplicou os pães e os peixes. Mesmo sendo Deus, nosso Senhor não hesitou em submeter-Se ao Pai, por isso passava tempo em oração. Mesmo sabendo que Seu destino era a cruz, nosso Senhor jamais deixou de prestar socorro aos homens, mesmo que eles O tratassem com indiferença, desdém e ingratidão, o Senhor jamais os abandonou. Ele sempre lutou em trazer a vontade do Pai na terra e esse foi o tema do Seu ministério e dos Seus ensinos

        Também, nosso Senhor enfrentou as forças do mal de forma contínua. Sabemos que satanás jamais fez o bem e nem tenciona fazer qualquer coisa boa aos homens. O trabalho do pai da mentira será sempre o de roubar, matar e destruir. É impossível extrair qualquer ato de bondade da parte do grande homicida. Nosso Senhor encarou satanás e rasgou a jornada pela frente fazendo o bem. Notemos como Ele encara Jerusalém. Herodes queria prendê-lo e o povo também queria prender e matar o Justo e bondoso Senhor que só havia feito o bem a todos. Mas Ele olhou para Jerusalém e com Seu coração consternado disse: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados...”. Nosso Senhor está como que, lembrando de tudo o que fez o povo em Jerusalém durante toda história desde sua fundação. A história toda foi de um Deus que só operou amor, cuidado, proteção, carinho e outras coisas. Enquanto da parte do povo só crueldade e perseguição contra os que eram enviados por Deus para fazer-lhes o bem.

        Caro irmãos, estamos peregrinando num mundo assim e nossa tarefa é lidar como pessoas cheias de misericórdias. Foi essa a história dos santos na face da terra, como foi que imitaram o Senhor, procurando em todos os aspectos fazer o bem.


terça-feira, 19 de janeiro de 2021

“ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU” (8)


“Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu...(Mateus 6:9 e10)

OS CÉUS SENDO VISTOS NA TERRA DE FORMA PRÁTICA: “assim na terra, como no céu”

        Dá para o leitor atento perceber que os crentes na terra são representantes do céu e que toda bênção que o mundo precisa, de certa forma depende deles. Foi sempre assim, porque Deus atua no mundo por meio dos que creem: “assim na terra, como no céu”. Do céu para a terra é inevitável que venha o juízo sobre os homens, porque os homens no pecado operam aqui em honrar a criatura em lugar do Criador, conforme o ensino de Romanos 1 a partir do verso18. Os santos na terra são elementos importantes nessa função. Notemos a ousadia de Elias, pois entrou na presença do perverso rei Acabe, a fim de dizer-lhe que não choveria sobre a terra, a não ser que ele ordenasse. Tudo o que Elias falou dá a entender que a fé exerce autoridade sobre a terra. Mas mesmo a fé daquele grande homem mostrou ser completamente dependente de Deus.

Foi quando ele orou incessantemente que a chuva voltou em abundância: “Seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu”.

        Deus sempre operou Sua misericórdia na terra usando elementos crentes. Ele manteve pelo menos quatro homens crentes no Corte babilônica, a fim de mostrar o quanto Ele longânimo, compassivo, mas que reina acima de qualquer rei terreno. Sempre foi Seu braço forte que levantou homens segundo Seu coração, a fim de realizar Seus grandes feitos na terra. Que fantástica história, pois Deus nunca, jamais abandonou os homens. Foi assim que Ele enviou os apóstolos, naqueles dias quando os perversos líderes religiosos de Jerusalém pareciam calmos e contentes, devido o fato que mataram o Senhor e acreditavam que não passava de um defunto. Notemos como aqueles homens de Deus puxaram os assuntos celestiais para a terra. Foi assim que grandes homens de Deus na história, enfrentaram a morte e desafiaram os poderes das trevas, a fim de levar a luz da glória de Cristo a milhares, em lugares ermos.

        O que a bíblia fala sobre isso? “Pela fé” e assim cita o nome de vários homens e seu número é incontável, porque prossegue até hoje. O que tem isso a ver conosco? O que o “Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” tem valor para nós neste momento? Não é um desafio à nossa fé? Não é para que entendamos que o mundo jaz no maligno e que nada há nele que possa trazer qualquer melhora. O mundo deixado entregue a si mesmo mostrará ser um poço de corrupção, cujas águas se agitam em lodo e podridão. O que temos de fazer? Voltemos ao texto e perguntemos: “Por que não podemos trazer a vontade do nosso Senhor à terra? Por que não podemos ver a glória do grande Deus aqui? Por que tudo ao derredor é corrupção, idolatrias, maldades e outras abominação que emergem desse poço?

        Tudo isso vem nos inspirar coragem, vem nos tirar do nosso conforto e nos desafiar a oração intercessória. Se não tomarmos as asas da fé para subir até às alturas celestes, certamente não estaremos a cumprir nossa missão, enquanto aqui estivermos. Um dia os salvos deixarão este mundo, a fim de habitar eternamente na cidade celestial, de onde somos e para onde vamos. Que o Senhor nos inspire em zelo e coragem, diante das tremendas investidas de satanás contra o reino de Deus, especialmente nestes dias tão maus.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

“ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU” (7)


“Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu...(Mateus 6:9e10)

OS CÉUS SENDO VISTOS NA TERRA DE FORMA PRÁTICA: “assim na terra, como no céu”

        Minha esperança é que meus leitores estejam entendendo este assunto tão importante e oportuno, conforme nos ensina o Senhor na oração. O mundo é o palco dos severos juízos de Deus e isso Ele faz continuamente. Mas também o mundo é o palco dos maravilhosos trabalhos da graça misericordiosa do Senhor, por isso é que aparecem as orações dos crentes. Eles estão entre o céu e a terra e fazem esse serviço entre Deus e o homem: “Seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu...”. Sempre Deus operou por meio dos homens, desde a história antiga; sempre homens foram levantados para esse serviço de intercessão. Foi assim que Moisés conquistou o coração de Deus quando buscou o bem do seu povo. Foi assim Neemias, corajosamente orou e conseguiu do rei permissão para ir a Jerusalém, a fim de reconstruir o muro.

        Notemos bem que enquanto a vontade de Deus é feita normalmente no céu e tudo lá é júbilo e alegria, não é o que vemos neste mundo. O que vemos aqui é a atuação poderosa do pecado, onde satanás e os homens avançam em seus atos malignos, na tentativa de impedir que os céus reinem sobre a terra em forma de amor, justiça e santidade.

                -       O fato é que Deus instituiu os crentes, para que eles fossem os instrumentos de Deus em mexer com o coração de Deus. (Eles são os sacerdotes)

-       Foi esse o trabalho de Moisés. Significa que a força que luta pela vontade de Deus é a misericórdia Dele em nós. É Deus lidando com os homens por meio dos homens. Há no mundo uma ferrenha oposição ao reino de Deus e toda luta contínua é para impedir que reine o Senhor. Sempre foi a ousada fé que entrou em ação para trazer seus atos heroicos no mundo e este sistema iniquo jamais agradecerá. Quando Neemias chegou em Jerusalém percebeu que ali haviam elementos estranhos que tudo faziam para que Jerusalém continuassem do jeito que estava, com os muros caídos e o povo na miséria. Quando começou a construção do muro sob a liderança de Neemias, eis que os inimigos se levantaram com astúcia para tentar impedir.

        Notemos o modelo de Daniel, em sua insistente oração em favor de Jerusalém. Ali estava um homem rogando ao seu Deus que a vontade Dele, feita normalmente no céu, fosse feita na terra. Era o prazer do Senhor ouvir a oração intercessória do Seu servo. Notamos em Daniel o quanto forças do mal invisíveis operam neste mundo, usando os homens contra Deus. Não fosse a graça de Deus operando em usar o rei Josias, Deus já teria massacrado Jerusalém, por causa dos pecados de Manassés.

        Mudou a situação em nossos dias? Claro que não. Estamos vendo o progresso da corrupção e maldade em nossos dias. Se não houver uma disposição de orar: “Seja feita a tua vontade...” nada poderemos esperar de bom neste mundo atual. Enquanto a igreja dorme o sono perigoso deste mundo, eis que satanás atua para implantar seu reino homicida de forma avassaladora. Satanás está agitado com seu exército do mal. O momento agora é para que os santos reúnam em oração e clamem ao Senhor para o bem deste mundo.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

“ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU” (6)


“Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu...(Mateus 6:9e10)

AS FORÇAS DO MAL EM COMBATE COM A VONTADE SOBERANA: “Seja feita a tua vontade...”

        A submissão dos crentes à vontade do Pai é um exercício da fé que somente o crente pode experimentar. Tudo tem sido feito pela religião moderna para estabelecer um estilo de vida cristã estruturado em emoções e não na fé. A vida religiosa que se fundamenta em emoções é perceptivelmente enganadora, porque salienta a força da carne e alimenta um conceito de super espiritualidade. Podemos perceber isso nos cultos ultimamente, porque os estilos de música e as mensagens têm em vista fortalecer o ego. Ora, lutemos contra isso pois é contaminador. A vida dos salvos é pela fé e pela fé cultuamos a Deus, porque recebemos essa verdade conforme os ensinos bíblicos e foi assim que os santos irmãos do passado viveram e adoraram a Deus.

        A vida dos crentes deve ser um detalhe de conformar-se aos cuidados de Deus, em todos os aspectos. Quanto mais for fortalecida nossa fé na verdade revelada, maior será nossa coragem e empenho para agradar a Deus. Quando Lutero leu Romanos 1:17: “O justo viverá da fé”, foi suficiente para sua conversão e para encher sua vida de uma coragem descomunal para enfrentar o diabo que usava o papa naqueles dias. O mundo hoje se adaptou bem ao estilo de culto dos chamados evangélicos, porque se é assim então todos podem ser crentes também. Os mundanos não podem viver pela fé, não podem desafiar o mal neles mesmos nem fora deles, porque não habita neles o Espírito Santo. Outro detalhe é que o estilo de culto moderno é um convite para a natureza maligna participar também, porque encobre a natureza maligna e ele não vê sua necessidade de arrependimento e conversão a Cristo.

        Então, dá para perceber o quanto estamos envolvidos com um sistema religioso enganador e perigoso. Isso é muito sutil para os pastores, porque eles terão que garantir a presença do povo em seus cultos. Spurgeon já havia dito que se quisermos manter os bodes nos cultos teremos que manter os cultos que agradam os bodes. Enquanto os chamados “evangélicos” estão se sentindo felizes com os novos modelos de culto, eles não percebem os perigos que ameaçam a existência da igreja na face da terra; eles não terão percepção para ver as sutilezas e armadilhas do diabo, em sua incansável luta para destruir a verdade. A oração que nos foi ensinada pelo nosso Senhor é de um valor inestimável, porque vemos quão importante é puxar a vontade Deus do céu para a terra. Esse é o trabalho da igreja enquanto ela aqui estiver.

-       Amados irmãos, devemos cuidar para não imitar os mundanos, porque eles têm seus estilos de cultos no mundo inteiro e todos eles seguem o modelo do coração enganoso. Cuidemos para não afrontar Deus com nossas atitudes, pois jamais o Senhor há de afastar-Se do que está escrito. A vida cristã é pela fé desde Abel até o último que for salvo.  Nossos irmãos sempre cultuaram a Deus com convicção na verdade da redenção, pisaram seus pés firmes na realidade da vida, conforme as Escrituras e assim trilharam pela fé até que chegaram na glória. Não temos no mundo nem do mundo nada que possa ser útil para imitarmos. Não seguimos as ondas do mundo, a fim de termos mais pessoas conosco. Os que querem seguir a Cristo sentem atração pela firmeza da fé cristã e assim muitos se convertem.


terça-feira, 12 de janeiro de 2021

“ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU” (5)

                       

“Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu...(Mateus 6:9e10)

AS FORÇAS DO MAL EM COMBATE COM A VONTADE SOBERANA: “Seja feita a tua vontade...”

        Também sabemos que Deus em Suas atividades julga e repele o mal, a fim de alcançar a glória do Seu nome entre as nações. Podemos notar essa verdade em toda Escritura. Muitas vezes os atos do Senhor parecem ser cruéis aos nossos olhos, mas ao olharmos com os olhos da fé veremos que há sabedoria, justiça e juízo em Seus atos. Sem os atos justos, misericordiosos e santos de Deus na face da terra, tudo aqui seria verdadeira destruição. Satanás é chamado de deus deste século, mas essa posição, bem como qualquer posição dele é para suas práticas cruéis no meio dos homens.       Então, a posição dos crentes é uma postura da fé: “Seja feita a tua vontade...” A submissão dos crentes a Cristo é uma forma de combater as hostes inimigas, a fim de trazer bênçãos celestiais na terra. O que ocorreu com Israel no Velho Testamento foi que eles simplesmente se amoldaram aos costumes das nações e assim o Nome do Senhor foi desonrado. Vemos isso no livro de Ezequiel. Por essa razão veio a intervenção de Deus em punir terrivelmente a nação, sendo enviada para o cativeiro de setenta anos na Babilônia. Deus tem Suas obras de misericórdia na face da terra e normalmente Ele as faz usando os crentes.

        Satanás luta contra os crentes para impedir que eles avancem em viver em santidade e dependência de Deus. O “seja feita a tua vontade” é uma determinação da fé em agradar a Deus e resistir ao diabo. Se não houver esse peso de uma atitude corajosa e firme na face da terra, então Deus executará juízo. Foi essa a atitude de grandes homens que Deus levantou para avivamento. Foi assim que Ele notificou a Josué antes de tomar Jericó, como que dizendo: “A batalha é minha, por isso a posição de Israel deve ser de humildade e obediência a mim”. Foi essa a posição de homens como Ezequias, o qual com coragem pois em ordem a vida religiosa em Jerusalém em todos os aspectos, para que Deus voltasse para Seu povo. Foi essa a atitude de Josias, grandemente usado por Deus para um avivamento, pois viu que o juízo viria sobre a nação, devido os pecados cometidos pelos reis anteriores.

        Se atentarmos bem para os períodos de avivamentos, perceberemos que todos eles começaram assim, com homens e mulheres de fé ousadamente buscando a vontade de Deus na face da terra. Tudo hoje evoca homens e mulheres que creem; que se agradam em fazer a vontade de Deus. A vontade individual dos homens é a façanha do momento. O que eu gosto, o culto que aprecio, a música que me agrada, etc. Enquanto isso não percebem toda maldade se aprofundando para destruir toda sociedade. Se quisermos o bem dos homens temos que ignorar nossa própria vontade, a fim de agradar ao Senhor, deleitando na vontade soberana Dele.

        Diante desses fatos nos humilhemos agora. Que compreendamos nosso orgulho e disposição para seguir o mundo e fazer nossa própria vontade. Que sejamos soldados do Senhor, chamados para a guerra e conforme a oração ensinada por nosso Senhor, a vida cristã é guerra. Se quisermos ver a glória do Senhor, então veremos o bem dos homens na face da terra. “Ó Senhor, nos dê coragem para tomarmos santa decisão em te agradar!”


segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

“ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU” (4)

     

“Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu...(Mateus 6:9e10)

AS FORÇAS DO MAL EM COMBATE COM A VONTADE SOBERANA: “Seja feita a tua vontade...”

        Para um melhor entendimento daquilo que nosso Senhor quer nos ensinar no texto de Mateus 6, importa que entendamos bem acerca do trabalho de Deus na face da terra. Em Jeremias 9 Ele diz quão importante é conhecer a Ele e Seus feitos na face da terra, onde Ele opera misericórdia, justiça e juízo. Desde os dias da história de Israel no Velho Testamento vemos como sempre teve que lutar contra a oposição de satanás. O trabalha de Deus na face da terra sempre enfrentou a oposição da guerrilha inimiga, desde que o pecado entrou. Vemos que aqui na terra Deus sempre tem usado os homens justos e santos como instrumentos para o exercício da misericórdia. Noé era motivo de espanto num mundo que marchava para o juízo do dilúvio. Abraão e sua descendência foram usados de forma extraordinária pelo Senhor, na demonstração de Suas atividades compassivas no meio dos homens. Vemos como Deus usou Moisés como meio para interceder perante Ele em favor de um povo rebelde e idólatra.

        Satanás nunca descansou, pois sempre procurou interferir de uma forma ou de outra nos planos eternos de Deus. Por isso Deus sempre usou Seus instrumentos humanos para trazer Suas bênçãos da graça na face da terra. É exatamente isso o que estamos vendo em Mateus 6: “Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu...” É a coisa mais triste no meio do povo chamado crente ver o fato que, talvez a maior parte dos crentes desconhece o trabalho ardiloso do diabo. Posso assegurar que estamos presenciando em nossos dias o trabalho mais cruel do inimigo, em seus planos de imitar Deus. O fato é que estamos no momento certo para colocar em prática com vigor o ensino: “Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”. Este mundo, deixado solto, ele se aprofunda cada vez mais nas mais terríveis maldades do pecado. Nunca vimos tanto assassinato, crueldades bárbaras cometidas contra crianças e até mesmo bebês. Nem podemos imaginar até onde vai a profundidade do poço do pecado.

        Estamos vivenciando os dias quando prosperam o homossexualismo, o lesbianismo, o estupro e outras crueldades praticas à luz do dia, sem mencionar drogas, e assassinatos, como se o ser humano fosse uma barata que pode ser pisada e morta sem qualquer sentimento. Deus sempre interferiu na face da terra. Quando homens cruéis pareciam fortes, Deus mesmo levantou homens para destruí-los. Isso significa que a terra está sob o controle do céu. Nós sabemos que é Deus que ergue homens assim para a execução dos Seus planos. Deus está em Suas atividades graciosas na terra, em contraste com a crueldade do reino de satanás. Sabemos que por detrás das aparências, do que vemos nas ações dos homens nas nações, está aqui os atos de satanás, como o príncipe do terror neste mundo. Satanás nunca está contente com as atividades bondosas de Deus neste mundo. Ele sempre se opõe. É impossível para o deus deste século procurar o bem da humanidade, por seu trabalho trino prossegue: “roubar, matar e destruir”. São os crentes que agora veem as coisas do ponto de vista bíblico e são eles que vão interceder diante de Deus: “Seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu”.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

“ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU” (1)

 

“Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu...(Mateus6:9e10)

INTRODUÇÃO:

         A oração ensinada pelo Senhor em Mateus 6 é muito conhecido por todos os crentes, até mesmo pelos não crentes. Entendamos primeiramente à luz do contexto, onde nosso Senhor está ensinando Seus discípulos como viver na terra, em contraste com o sistema dos ímpios. Não esqueçamos que o Senhor está fazendo contraste entre o evangelho verdadeiro e sistema legalístico implantado pelos hipócritas fariseus. Se alguém, algum pastor ou mesmo alguma igreja gosta de recitar essa oração, eu pessoalmente nada vejo de errado.

O que nosso Senhor quer nos ensinar sobre essa parte da oração que Ele transmitiu aos Seus discípulos? Não vejo essa oração como sendo a oração que devo citar sempre, mas sim como o esboço, onde o Senhor trata de todos os assuntos que devem envolver a verdadeira oração. Notemos bem que em nenhum outro lugar no Novo Testamento os discípulos oraram assim. Realmente, toda essa oração brilha com fulgor e tem muito para nos ensinar. Não tenciono passar por toda essa oração nesta mensagem, mas sim tratar do tema exposto acima sobre a vontade de Deus.

         Como todos os ensinos do nosso Senhor, lembremos bem que esta oração está recheada de ensinos preciosíssimos para as vidas dos crentes. Notemos que toda oração genuína está carregada dessas verdades tremendas. Nessa oração os discípulos são exortados chamar Deus de Pai: “Pai nosso”. Em segundo lugar é uma oração humilhante, porque nos tira das realidades terrenas, para nos envolver com realidades ligadas ao reino de Deus, no céu. Então, percebe-se que os crentes têm um lugar infinitamente superior ao sistema terreno, onde eles vão buscar recursos jamais achados na terra. Eles têm um lugar onde chegam em espírito e têm um Pai que lhes ouve. Tudo isso se torna um frescor no viver do crente.

         Mas por outro lado isso essa oração mexe com as urdiduras de uma natureza corrompida e ligada orgulhosamente ao sistema mundano. Se formos deixados soltos, sem dúvidas cairemos na mesma disposição unida deste mundo em se voltar contra Deus. Precisamos ser um crente genuíno para colocar essa oração em prática, caso contrário ela será apenas decorada e citada, sem qualquer valor para o viver. Nosso Senhor inclusive adverte os discípulos sobre o perigo de imitar os pagãos que fazem aquelas repetidas rezas, achando que serão ouvidos. O Senhor está mostrando como o peso deste sistema mundano tende a vir sobre nós, a fim de esmagar nossa fé e fazer nosso testemunho desacreditado. Ele fala sobre nossas preocupações com comida, bebida e roupas e afirma que os gentios vivem assim.

         Enfim, nosso Senhor mostra que é nosso dever adorar e exaltar o nome do Senhor: “Santificado seja teu Nome”. Devemos tratar disso em nossas vidas com extremo cuidado. Não brinquemos, pois o nome do nosso pousa sobre nossas vidas. Tudo tem em vista a glória Dele, por isso devemos ser humildes crentes e devotados ao Senhor em nosso viver. Assim, pude dar a introdução, na esperança que esta mensagem digitada seja algo especial nas vidas de quantos amam a verdade e que querem vivencia-la enquanto viver neste mundo. Sugiro que leia o texto, para que possa acompanhar com discernimento.