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segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

A INDESTRUTÍVEL UNIDADE DA IGREJA (10 de 10)



“Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim e eu em ti; que também eles sejam um em nós para que o mundo creia que tu me enviaste” (JOÃO 17:21-23:)
CONHECENDO A UNIDADE NA PRÁTICA.
        Quando nosso Senhor fala acerca da unidade da igreja no texto, Ele refere-se a toda igreja, a composição de todos os remidos. É claro que no texto os discípulos que estavam ali em Sua presença representavam a totalidade do Seu povo. Posso afirmar aqui que é essa unidade é vista na unidade da fé. Não existe um crente sequer que creu de modo diferença, que recebeu outra justiça fora de Cristo, que foi aceito por Deus mediante outro mediador. Assim, a linguagem dos crentes no que tange à salvação de suas almas é uma só. Todos podem dizer juntos que Cristo morreu por eles. Pode haver diferença em estilos de cultos. Não podemos comparar um culto numa tribo de índios com um culto feito numa igreja americana. Mas, se unirmos os crentes americanos com os crentes indígenas, veremos que a fé é a mesma, a alegria é a mesma, a confissão é a mesma, a esperança e o amor são os mesmos.
        Quero dar ênfase ao fato que satanás utiliza o mundo na tentativa de destruir a unidade da igreja. Tudo ele faz para apagar a força dessa brilhante luz da fé cristã que brilha no coração do salvo. O que ele faz é o que acontece com as nuvens quando encobrem o sol, mas é por pouco tempo. De forma esperta satanás procura confundir tudo com imitações religiosas e ultimamente isso tem acontecimento (pelo menos aqui no Brasil). Impressionante como ele espalhou a fé para todos; como ele conseguiu levar a todos a ter a mesma linguagem “cristã”, usando os mesmos vocábulos bíblicos, como louvor, interseção, oração, adoração, etc. na tentativa em fazer com que os pecadores sintam que Deus é o Deus de todos.
        Satanás também procura imitar com falsas conversões. Facilmente todos hoje sentem que pertencem a Jesus; parece que há um avivamento, mas claramente vemos que não é obra do Espírito Santo e da Palavra. É apenas uma euforia emocional sem qualquer resultado de temor a Deus e vida piedosa no viver. Enquanto isso a sociedade tem prazer em usar palavreados religiosos em suas festas e em suas maldades. O falso crente não conhece unidade do espírito, porque não é a mesma fé, a mesma esperança e o verdadeiro amor.
        Satanás também tenta imitar a unidade da igreja utilizando falsos pastores. Elementos que jamais conheceram a salvação em Cristo e que jamais tiveram suas vidas transformadas pelo poder da graça passaram a liderar a igreja do Senhor, trazendo trágicos problemas. Pastores homossexuais têm tomado a frente de igrejas; mulheres passaram a ocupar o cargo que Deus entregou apenas a homens chamados por Ele para esse serviço santo. Assim vemos escândalos e mais escândalos envolvendo a igreja em nossos dias, de tal maneira que o cristianismo passou a ser motivo de chacota da parte dos infiéis. O que podemos dizer sobre pastores amantes de dinheiro? Não são mais novidades os escândalos que ocorrem em casos de adultérios envolvendo pastores e até mesmo assassinatos como queima de arquivos para encobrir maldades.
        Mas a unidade é mantida por Deus. O Senhor conhece os que Lhe pertencem. Podemos conhecer os verdadeiros crentes, pois são conhecidos pelo amor que têm pela palavra de Deus. Os santos são todos assim em qualquer lugar deste planeta. Eles amam a Cristo, são verdadeiros discípulos e seguem ao Senhor. Em muitas nações eles são perseguidos cruelmente e mortos, porque ousam confessar a fé em Cristo Jesus. Não importa se há heresias, os santos não toleram a mentira e são capazes de discernir a mentira. O Senhor guarda o Seu povo; livra suas ovelhas das garras dos lobos devoradores e retira Seus santos dos ambientes mundanos e ímpios. Deus está à frente do Seu rebanho. Se os pastores falham, o Senhor não falha, porque Ele ama e deu Sua vida para ter consigo o pequenino rebanho. Ninguém, nem mesmo a apostasia reinante pode apagar a força da luz que emana do povo de Deus aqui na terra e um dia o universo inteiro será tomado pelo fulgor da beleza e formosura de Cristo, vistas na igreja.






quinta-feira, 28 de novembro de 2019

A INDESTRUTÍVEL UNIDADE DA IGREJA (9)


     
“Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim e eu em ti; que também eles sejam um em nós para que o mundo creia que tu me enviaste” (JOÃO 17:21-23:)
CONHECENDO A UNIDADE NA PRÁTICA.
        A unidade da igreja é vista na santíssima fé que foi entregue aos santos de uma vez por todas. Vivemos numa época de frouxidão doutrinária e consequentemente frouxidão no amor e noutros detalhes da vida cristã. O espírito da época é de covardia espiritual, de busca por conforto e amizades humanas. Com isso os homens ignoram o que significa a verdade pela qual podemos doar nossa própria vida. Em nome de uma paz tosca milhares não percebem a cilada do diabo na área religiosa. A unidade da igreja indica que santos de Deus pensam e creem na mesma coisa. Eles estão estribados na história da cruz e as outras doutrinas, do céu, do inferno, da segurança eterna, da igreja, de Deus, do Espírito Santo, do Senhor Jesus, Deus-Homem eles carregam no coração como armas de defesa e ataque na batalha contra o mal.
        A unidade é vista na demonstração de firme amor que se manifesta em buscar o bem do próprio em todos os detalhes da vida. Os verdadeiros crentes realmente amam, com amor sincero. O amor bíblico não é cego, não vive de meras emoções; não engole o mal, mas tem consigo as armas da fé para ajudar, consolar, edificar e fundamentar uns aos outros. Os sinceros crentes querem estar na igreja, nos cultos, adorando a Deus juntamente com outros irmãos. A unidade da igreja é vista num viver de santidade, mostrando individualmente que pertencemos ao Senhor. Uma vida mundana e carnal só evidencia o fato que a pessoa não pertence à igreja do Senhor. Sincero desejo de pureza no viver, a fim de agradar ao Senhor é prova clara que a pessoa pertence à noiva de Cristo.
        A unidade da igreja é vista num viver de justiça. Aliás, justiça é santidade na prática. Os que conheceram a perfeita justiça de Cristo na salvação, realmente querem andar na justiça prática. Esse é o ensino de Romanos 6, onde Paulo diz que os que foram justificados passam a servir a justiça. Não vemos isso em nossos dias. O que vemos são homens e mulheres que afirmam serem crentes, mas que desconhecem o real significado de justiça. A mulher crente que não se submete ao seu marido, realmente nada conheceu da justiça de Cristo. O marido que não lidera com amor a vida de sua esposa, desconhece a justiça; filhos que não respeitam seus pais, nada sabe de justiça prática, e é assim o que acontece na sociedade, onde a igreja brilha a glória de Cristo num mundo de escuridão. A igreja é submissa a Cristo e na vida individual essa submissão deve ser vista. Jesus é o Senhor da igreja; Jesus é o Senhor de homens e mulheres que foram salvos e libertos da morte para a vida. A igreja pertence a um reino – o reino de Deus, portanto devemos entender que há um Rei a quem devemos submissão, respeito e obediência.
        Também, a unidade é vista pela fé. Não servimos ao Senhor tendo os princípios da carne e do mundo como base. Os verdadeiros crentes recusam sentimentos e costumes desta vida passageira. Os verdadeiros crentes são conhecidos como os que creem naquilo que está escrito e pronto. Nem todos têm profundos conhecimentos teológicos, mas todos carregam a sublime verdade em seus corações; eles amam o Senhor e a fé deles tem sido provada e aprovada no fogo das dificuldades achadas aqui neste mundo. A unidade da igreja tem as Escrituras como o livro onde os santos puseram sua confiança; é o pão e a agua da vida dos fieis. Os que não são do Senhor podem ser conhecido até mesmo numa igreja, como odeiam a verdade; como pessoas que não se interessam pela palavra de Deus. Pertencem eles a uma igreja, mas não à igreja do Senhor. Não são ovelhas, mas sim bodes, porque dão trabalho para o pastor.
Que o Senhor tenha misericórdia de muitos que vivem enganados!

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

A INDESTRUTÍVEL UNIDADE DA IGREJA (8)



“Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim e eu em ti; que também eles sejam um em nós para que o mundo creia que tu me enviaste” (JOÃO 17:21-23:)
CONHECENDO A UNIDADE NA PRÁTICA.
        Posso ir mais longe ao afirma que a unidade da igreja não é vista numa aproximação de comunhão em torno de uma organização religiosa. É claro que devemos esforçar por ter comunhão com nossa denominação. Eu mesmo sou batista e amo o movimento, pois desde meu nascimento era levado à igreja por minha mãe. Estou filiado a essa denominação a muitos anos e amo essa comunhão batista. Mas esse ajuntamento em torno de nossa denominação não significa unidade da igreja. Ela nos fortalece, anima e nos encoraja a lutar pela causa. Quando estamos juntos percebemos o quanto os verdadeiros crentes amam ao Senhor e edificam uns aos outros. Mas não significa a unidade da igreja, porque muitos dentro de uma denominação não são realmente crentes e outros buscam mais os interesses da denominação do que da causa da verdade.
         Digo mais, que a unidade da igreja não é algo que se fundamenta em alegria tosca e atividades, como churrascos, baladas evangélicas, programações sociais, e coisas do gênero. Tudo isso pode trazer alegria carnal, formar amizades e ajuntar o pessoal para que compareçam mais na igreja. Essas coisas em si mesmas não são erradas, mas elas não mostram a real unidade da igreja. Ultimamente tem sido dada muita ênfase a essas coisas, como se elas fossem essenciais para o bem da igreja. Muitos até mesmo deixam a igreja e vão à procura de outras, porque não têm essas atividades. Acontece que muitos faltam em alguns cultos, não levam a sério o culto de oração, a edificação mútua, nem tampouco dão apoio aos cultos onde é destacada a pregação do evangelho.
        Olhando de forma mais positiva, posso afirmar que a unidade da igreja é vista numa vida de fé. Percebe-se hoje que não há isso em muitas igrejas, pois não há o mesmo espírito de fé. Alguns compartilham do culto porque gostam do pastor, do ambiente, ou mesmo por causa de algumas atividades citadas, ou mesmo dos chamados louvores. Mas a fé que eles têm não é bíblica. Eles não compartilham da confissão santa vinda de uma conversão genuína. Alguns desconhecem a verdade da cruz, porque jamais experimentaram a realidade do novo nascimento. Alguns jamais pegam na bíblia para ler durante a semana, não interessam por uma vida piedosa no lar e na sociedade, por isso não se ocupam em servir, exortar, consolar e ajudar uns aos outros.
        A unidade verdade é vista nos resultados produzidos pelo evangelho. É exatamente isso o que vemos em Atos 2, porque após a conversão de mais de três mil almas, a igreja se  uniu em comunhão mostrada no temor ao Senhor e estar juntos na adoração, no partir do pão e nas orações. O evangelho é poderoso e suficiente para operar a viva fé nos corações e essa fé é igual, comum a todos os santos. Todos os crentes creem no mesmo Senhor e estão ligados a Ele no que se refere ao ocorrido na morte, sepultamento e na ressurreição do Senhor. Todos os santos podem dizer que Cristo morreu no lugar deles e é isso que mostra a unidade na fé. É óbvio que se cem crentes de uma igreja tiverem a mesma fé no Salvador que foi morto, sepultado e ressuscitado, então a unidade será vista naquela igreja.
        Essa unidade produzida pelo evangelho é mostrada no mundo inteiro. Se eu for visitar outro país, lá verei crentes com a mesma fé. A linguagem deles não interrompe a confissão que envolve a vida de todos os santos. Todos têm a mesma alegria, o mesmo sentimento e o mesmo prazer pela palavra. A unidade não discrimina a raça, a cor, a cultura, etc. Ela é igualmente preciosa na Pessoa do nosso Senhor.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

A INDESTRUTÍVEL UNIDADE DA IGREJA (7)



“Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim e eu em ti; que também eles sejam um em nós para que o mundo creia que tu me enviaste” (JOÃO 17:21-23:)
CONHECENDO A UNIDADE NA PRÁTICA.
        Veremos agora o que realmente significa essa verdade na prática. Primeiramente mostrarei isso no aspecto negativo. Sabendo como o mundo pensa de forma enganosa, necessário é que mostremos o que não é, a fim de sabermos a verdade positiva. Posso afirmar com segurança que a unidade da igreja não é vista num ajuntamento ecumênico, porque tal ajuntamento pode agradar ao mundo, mas não a Deus. A igreja veio da verdade, enquanto as religiões fabricadas aqui no mundo são resultados de mentiras, mesmo aquelas que parecem ser verdadeiras; mesmo aquelas que foram erigidas tendo algumas verdades como base. Se não for toda verdade, conforme o evangelho de Cristo, então o ajuntamento torna-se um verdadeiro perigo.
        Onde há qualquer elemento de mentira, tal mentira irá lutar para que a verdade seja tirada. Nunca houve nem haverá qualquer possibilidade de unir a luz com as trevas. Ora qualquer mentira não é luz, mas sim treva. Em atos 15 vemos como simples costumes da lei queria entrar para desfazer a obra da graça no meio dos gentios, e foi por isso que foi necessária a reunião dos apóstolos e pastores para tratar do assunto, trazendo a vitória da verdade. O Senhor, o Deus de toda verdade não está presente num ajuntamento ecumênico, mesmo que estejam fora terríveis seitas. Satanás cria um ajuntamento mentiroso normalmente chegando mansamente, trazendo ideias aparentemente bíblicas e que na aparência trarão bons resultados.
        O pai da mentira se apresenta neste mundo como um anjo de luz, a fim de enganar pastores e igrejas, convidando-os para uma suposta comunhão. Os que não estão na fileira dos fieis à verdade do evangelho não são dignos de confiança; normalmente são simpáticos por fora, mas cruéis por dentro. Custou caríssimo para o rei Josafá a tentativa de se unir com o perverso rei Acabe (2 Crônicas 18). Percebe-se que ele queria ajudar o rei do norte. Mas quase foi morto e depois da sua morte houve consequências funestas para sua família (2 Crônicas 21). O movimento moderno luta incessantemente para unir a fé do mundo à fé dos verdadeiros crentes. Quanto perigo! O resultado tem sido visto com satanás conseguindo desarmar os fieis. Muitos pastores ficaram calados e não pregam a verdade como deve ser pregada; muitos crentes se associaram à fé dos ímpios e a igreja deixou de brilhar num mundo perigoso e odiador de Deus.
        Os servos do Senhor devem estar munidos de toda verdade e com real discernimento, se realmente querem o bem espiritual da igreja e a glória de Deus no mundo. Muitas vezes queremos ignorar o que dizemos ser “picuinhas” evangélicas. De fato têm tais “picuinhas”, pois tratam de coisas sem qualquer valor, como roupas e costumes. Mas às vezes caímos no laço de não levar a sério poderosas doutrinas, deixando-as de lado, como se fossem coisas sem importância. Para Golias, a pequena pedra que Davi pegou não tinha valor, comparada com a espada e sua armadura. Mas foi a pequena pedra que lhe tirou a vida. O que é importante deve gravado no coração, como algo da nossa fé. Nossa espada deve ser mantida limpa e amolada para os momentos de guerra. Devemos cuidar, porque uma pequena abertura nas nossas convicções santas é que satanás causa um rombo.
        Quando vemos um cristianismo apagado, mundano, sem profundidade nas convicções é que notamos onde satanás chega e ganha vitória. O ecumenismo atual vibra com as canções mundanas de um povo chamado evangélico, que foi derrotado pelo trabalho sutil do pai da mentira, que disfarçado de anjo de luz conseguiu fazer a cabeça de muitos.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

A INDESTRUTÍVEL UNIDADE DA IGREJA (6)

                        
“Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim e eu em ti; que também eles sejam um em nós para que o mundo creia que tu me enviaste” (JOÃO 17:21-23:)
A INDESTRUTIVEL UNIDADE: “E eu lhes dei a glória...”
        Quando nosso Senhor declara: “E eu lhes dei a glória...” Ele refere-se à glória que lhe foi dada pelo Pai desde que entrou no mundo. Trata-se daquela glória santificadora, quando Deus separa alguém para si e a protege, assim como fez com Seu Filho enquanto aqui esteve. Foi a glória que preservou o Filho em santidade, protegendo de todo mal e das atividades do mundo e dos poderes das trevas aqui. É também a glória do amor do Pai pelo Filho: “Este é meu Filho Amado...”. O prazer do Pai pelo Filho não foi desfeita na humilhação; nada foi alterado e Deus comunicou essa verdade ao homens neste mundo. Também, posso afirmar que foi a glória da verdade, para que o Filho fosse cercado, envolvido pela luz da verdade no viver, no andar e no propósito para o qual Ele veio ao mundo. Foi essa glória dada pelo Pai que preservou o Senhor da maldade e da contaminação de um mundo maligno e sujo. Mesmo carregando em Seu corpo de humilhação os pecados do Seu povo, nosso Senhor foi guardado como o Cordeiro puro e livre de qualquer mácula, mantido assim para a obra da redenção que seria efetuada de uma vez por todas ali na cruz.
        Foi essa a glória que Cristo passou para Sua igreja; assim como um homem que ama sua noiva passa sua proteção, carinho, amor e cuidado para ela, envolvendo-a por completo. Notamos essa linguagem acerca dessa envolvente glória que reveste a igreja aqui na terra de várias maneiras mostrada nas Escrituras. Em Efésios 5 Paulo afirma que “Cristo amou a igreja...”. O verbo usado no tempo passado em nada altera o amor do Senhor, porque é amor eterno. E esse amor envolve a igreja aqui na contínua proteção do Senhor, não importa onde os santos estão; se moram distantes uns dos outros; se são pobres aqui ou ricos ali, etc. o amor é o mesmo do Senhor em relação a todo rebanho de ovelhas.
        Na linguagem ilustrada do Senhor Ele declara que conhece Suas ovelhas (João 10). Significa que Ele não perde nenhuma de vista. Neste mundo somos tão limitados e mesmo que eu ame meus filhos e minha esposa, eu fatalmente os perco de vista. Quando estão longe eu fico incapaz de ajudar numa difícil situação. Mas não é o caso do Senhor em relação ao Seu povo, pois conhece individualmente seu povo eleito e não perde nenhum deles de vista; está sempre presente (Salmo 46:1), cuidando, guardando e protegendo de todo ódio de satanás usado seu sistema mundano. Em Mateus a linguagem do Senhor é de um filho mais velho cuidando dos seus irmãos. Era costume dos judeus que o primogênito envolvesse seus irmãos mais novos de segurança, caso o pai não estivesse por perto. Em Mateus Ele chama Seu povo de “Meus pequeninos”, como se estivesse lidando com crianças.
        Assim, vemos que a igreja é uma unidade. Pode não aparecer essa unidade numa igreja, devido ao fato que muitos que participam do rol de membros de uma igreja não são genuínos crentes. E mesmo que todos sejam sinceros crentes, há uma unidade sim, mesmo sendo diferentes como pessoas. A unidade é vista em que todos têm a mesma fé e lutam juntos pela mesma causa do evangelho, como se fossem um só corpo. A igreja é indestrutível. O fato que há diferentes igrejas, não significa que desunião. O que vemos é discordância em doutrinas e outras coisas que são importantes. Mas a verdade é que há uma unidade sim. Se eu encontrar um crente de outra igreja no centro da cidade, por exemplo, mostraremos nossa unidade de fé na alegria que temos de pertencer a Cristo. Essa é a prova da unidade. Há uma ligação inquebrável feita pela obra da cruz na vida de todos os genuínos crentes, mesmo que sejam de igrejas diferentes

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

A INDESTRUTÍVEL UNIDADE DA IGREJA (5)



“Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim e eu em ti; que também eles sejam um em nós para que o mundo creia que tu me enviaste” (JOÃO 17:21-23:)
A INDESTRUTIVEL UNIDADE: “E eu lhes dei a glória...”
        Outra impressionante lição aparece na oração do Senhor em João 17, quando Ele afirma que deu aos Seus a mesma glória que o Pai lhe havia dado. Creio que será de grande utilidade para nós a compreensão dessas palavras ditas pelo nosso Senhor, em Sua oração ao Pai. Será que Ele passou para a igreja a mesma glória que Ele, como Filho sempre teve? Nosso Senhor claramente não está referindo à glória que é atribuída a Deus, que pertence somente a Deus e que jamais será dada a qualquer pessoa entre os homens, ou mesmo entre os anjos.
        O Senhor estava ciente dessa glória que Ele mesmo colocou de lado, por assim dizer, a fim de ser humilhado ao baixar-Se aqui neste mundo. Ele não perdeu essa glória, apenas não a usou, conforme vemos em Filipenses 2:5. Ele anelava estar de volta à mesma posição ao lado do Pai, uma vez cumprido Seu ministério aqui. A glória que estamos vendo em Sua oração trata-se da glória que o Pai lhe deu assim que o Filho entrou no mundo. Essa glória Ele a passa para a igreja. Creio que será de grande valor para nossas vidas, se obtivermos o conhecimento dessa glória, passada pelo Senhor para Seus discípulos aqui. Já sabemos que a glória pertencente à divindade jamais será dada à igreja. A igreja nunca terá as atribuições que pertencem a Deus. A igreja nunca será onipotente, onisciente ou onipresente; a igreja nunca terá o atributo de ser eterna. Ela habitará a eternidade, mas ela sempre entenderá sua história que teve inicio na queda. A igreja é santa, mas ela terá o atributo de santidade que eternamente pertencia a Deus. E assim por diante.
        A glória que o Senhor passa para Seu povo é a glória que Deus deu ao Filho, a fim de que o mundo soubesse que era Ele o eleito de Deus, separado por Deus e para Deus. Essa glória jamais o mundo conhecerá, porque o mundo jaz no maligno. A glória da igreja no mundo é a mesma glória que preservou o Filho em santidade, amor e verdade, por ser Ele distintamente do Pai. Essa é a glória dada pelo Senhor à igreja aqui. Ela é a igreja do Deus vivo; ela brilha a glória de Deus aqui, como uma cidade construída sobre um alto monte (Mateus 5:14). É a glória que preserva a igreja em santidade aqui, pois foi ela comprada com sangue e amada desde a eternidade. Essa santidade distingue a igreja do mundo, como sendo propriedade exclusiva do Senhor, assim como um jovem separa a moça que ama, sendo ela distinta de qualquer outra. Não importa se a igreja sofre, passa por escuridão, sente o ódio opressivo do mundo, a igreja é santa e trabalhada pelo Espírito para ser apresentada ao Filho naquele grande dia.
        Também, pensamos como a igreja é gloriosamente amada: “...Cristo amou a igreja e a Si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5:25). Pensamos num homem que ama sua esposa, ou noiva e a cerca dessa proteção, de tal maneira que ela se vê segura, amparada e confiante. Assim é a igreja do Senhor. O amor de Cristo funciona como paredes e tetos de proteção sobre Seu povo, de tal maneira que não há quem possa deturpar e manchar a igreja. É fato que há muitos falsos crentes, mas isso não afeta o povo salvo, porque o Senhor conhece os que Lhe pertencem.
        Outro fato importante, que mostra a glória do Senhor, passada para os eleitos é que a igreja é coberta da verdade. A verdade é luz. Enquanto o mundo é coberto de trevas, a igreja é coberta desse brilho de glória, proveniente da verdade que nos foi revelada. O Senhor não é um Deus que se ocultou, em tudo o que a igreja precisa saber já foi revelado a ela, por meio da palavra escrita.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

A INDESTRUTÍVEL UNIDADE DA IGREJA (4)


                   
“Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim e eu em ti; que também eles sejam um em nós para que o mundo creia que tu me enviaste” (JOÃO 17:21-23:)
O QUE SIGNIFICA UNIDADE
        Na página anterior procurei mostrar através da própria bíblia o que significa unidade. Nosso Senhor está lidando com Seu povo eleito, o povo por quem Ele se entregou na cruz, pela igreja que Ele amou e a comprou com Seu sangue. A igreja forma uma unidade, como é um corpo, por isso que Paulo usou essa figura de linguagem em 1 Coríntios, a fim de tratar sobre esse assunto. O fato é que, embora no mundo a igreja de Deus não mostra unidade, parecendo dispersa e separada, realmente a igreja de Deus é uma verdadeira unidade ligada a Cristo. Paulo fala de Cristo como cabeça e a igreja como Seu corpo. Ora, isso é unidade.
        Não esqueçamos que a igreja toda, no mundo inteiro participa igualmente das maravilhas dessa união mística, resultante do amor do Senhor pelo Seu povo. Em Romanos 6 Paulo diz que a igreja, de forma intrínseca foi ligada a Cristo em Sua morte, sepultamento e ressurreição, a fim de que a confissão de fé de cada crente possa ser igual: “Cristo morreu pelo meu pecado”, ou “Cristo morreu pelos nossos pecados”. Mencionei um pouco sobre justiça. Mas quero enfatizar o quanto esse assunto envolve unidade. Não há um crente sequer que foi aceito na salvação mediante seus méritos, como bondade, religião, etc. Todos foram igualmente justificados e vestidos da justiça perfeita do Filho de Deus. Assim, todos os crentes podem dizer, como diz um antigo hino: “Entrarei no céu enfim, pelo Seu precioso sangue”.
        A unidade da igreja é provada na forma como os verdadeiros crentes mostram santidade, porque habita neles o Espírito Santo. Todos os crentes amam a justiça e odeiam a iniquidade; todos os crentes lutam por crescer e agradar a Deus, vivendo para Ele, separando do mundo e vivendo para Sua glória aqui. Ser crente e não ser santo no viver é ser pior do que o mundo. Em Sua Palavra Deus ordena os seus que todos devem crescer em santidade (1 Pedro 1:15). É claro que nem todos os crentes desenvolveram maturidade em santidade, mas todos lutam por isso; todos carregam em seus corpos mortais os desejos malignos e vis do pecado, mas todos lutam no poder do Espírito para conquistar as grandes conquistas da fé, numa vida cristã separada para Deus. Assim vemos que há esse mesmo Espírito de santidade, amor, justiça e disposição de andar para o céu na vida de todos os sinceros crentes, e isso prova o quanto a igreja é uma unidade.
        Preciso avançar um pouco nesse assunto em pauta. A ligação que a igreja de Deus no mundo inteiro tem com o Senhor prova a unidade dela. As expressões: “Vós em mim”, e “Eu em vós” aparecem para fortificar ainda mais esse ensino. Foi isso o que Senhor quis dizer na oração em João 17: “Eu neles...”. Ainda em Romanos 8:1: “Não há condenação para os que estão em Cristo Jesus”. Essas palavras mostram que a igreja não é mera organização, mas sim um organismo vivo e eterno. Pelo batismo do Espírito Santo cada crente foi tirado da ligação que tinha em Adão para ser posto no segundo Adão. Assim como uma mulher passa a estar ligada ao marido num matrimônio, assim também a igreja está unida, ligada para sempre a Cristo Jesus.
        Que ênfase bendita é dada quanto a esse tema! Cristo amou um povo e se entregou por esse povo; Cristo amou um povo com amor eterno. Cristo amou um povo e todas as bênçãos espirituais pertencem a esse povo, devido a ligação que tem com esse Senhor (Efésios 1:3). Essa unidade é impossível ser desmanchada, pois todos os santos, em toda história e para sempre fazem parte dessa ligação que foi instituída na eternidade. Os crentes podem juntos cantar o coro de um antigo hino: “Eu sou de Jesus, aleluia! De Cristo Jesus meu Senhor!”

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

A INDESTRUTÍVEL UNIDADE DA IGREJA (3)



“Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim e eu em ti; que também eles sejam um em nós para que o mundo creia que tu me enviaste” (JOÃO 17:21-23:)
O QUE SIGNIFICA UNIDADE
        Devemos saber que não estamos tratando de união, mas sim de unidade. Pode haver união sem unidade. A união exige apenas o grupo, mas a unidade exige mais do que um grupo; na unidade há um só pensamento e um só objetivo. Na unidade tudo funciona como um corpo. Há diferentes membros no corpo humano, mas tudo funciona com uma perfeita unidade, de modo tal que se um membro do corpo estiver fraco ou doente, todo resto do corpo sente. É assim a unidade da igreja. Eu sei que a igreja no mundo parece ser dividida e é necessário que seja assim, mas na mente de Cristo Ele não via Seu povo como nós vemos no mundo. Nosso Senhor refere-se ao Seu povo, Sua noiva que Ele compraria com Seu sangue. Ela possui unidade. Essa unidade aparece no sentido de formar uma coisa só, de maneira que jamais será destruído.
        Como estamos tratando de coisas espirituais e eternas, feitas por Deus é mister que nos envolvamos com pensamentos da unidade divina. Nós cremos na existência de um Deus triuno; não cremos em 3 deuses, mas sim em 3 Pessoas que formam uma unidade chamada de Deus. É disso que entendemos o real significado de unidade. São 3 Pessoas, mas elas são co-iguais, possuindo os mesmos poderes da divindade, de tal maneira que as obras feitas têm em vista a glória de Deus. A unidade divina envolve todos os aspectos, na alegria, felicidade, comunhão, respeito, etc. Essas coisas todas pertencem a Deus de forma perfeita e as 3 Pessoas participam delas. Há em Deus alegria, felicidade, riquezas, emoções, comunhão, etc. e tudo de modo perfeito. Notamos isso nas palavras do Senhor (João 17): “...tu, ó Pai, és em mim, e eu em Ti, para que eles sejam um em nós”. Eis aí o real significado de unidade.
        Aprendemos isso também num casamento. Com profunda tristeza vemos hoje como o casamento está sendo paulatinamente destruído, para a ruina da sociedade. Mas quero ignorar isso, porque devemos lembrar que casamento mostra ser uma unidade. Embora são duas pessoas, elas se tornam de forma mística uma só carne. Há uma ligação incrível de dependência um do outro em todos os aspectos da vida e essa unidade é vista nos filhos, porque trazem consigo os traços do papai e da mamãe. Voltando às palavras do Senhor em Sua ligação com o Pai, vemos essa unidade porque Ele usa termos que nós usamos aqui, como “pai”  e “filho”.
        Na unidade há elementos que lidam nessa ligação incrível. Por exemplo, nosso Senhor fala do amor existente entre Ele e o Pai. Na unidade o que liga é o amor, como sangue que circula em toda essa ligação, mantendo tudo vivo. Podemos pensar na igreja como sendo ela assim, pois nela passa o sangue do amor do Senhor: “Cristo amou a igreja...” . E esse amor indica que há unidade, que não pode haver divisão na igreja do Deus vivo, mesmo que aqui neste mundo vemos separação e até mesmo contendas. Além do amor há a perfeita justiça que une o povo de Deus, formando uma família só. Nenhum crente foi salvo por obras; todos foram alcançados da mesma forma; todos foram justificados e aceitos por Deus mediante o sangue.
        A unidade também é vista pela presença do Espírito Santo. Coletivamente Ele veio habitar na igreja, mas essa verdade é vista individualmente em cada crente. Cada crente, individual prova a unidade da igreja vista coletivamente, porque o Espírito Santo veio habitar em cada crente. Não há crente com mais do Espírito Santo que outro. Alguns podem manifestar mais poder e maturidade, mas não significa que tenha mais do Espírito que outro.
        Que essas verdades venham encher nossos corações de alegria e prazer. A igreja é composta de milhões e milhões de crentes, mas há uma unidade nela. Com a graça de Deus continuaremos a examinar isso à luz das Escrituras.

sábado, 16 de novembro de 2019

A INDESTRUTÍVEL UNIDADE DA IGREJA (2)


     
“Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim e eu em ti; que também eles sejam um em nós para que o mundo creia que tu me enviaste” (JOÃO 17:21-23:)
INTRODUÇÃO:      
        Devo continuar um pouco mais na introdução, tento em vista a necessidade de compreendermos o que nosso Senhor está falando em João 17, sobre a unidade da igreja. É claro que ainda Ele não foi à cruz; que não foi rasgado o véu do templo, dando um ponto final ao período da lei, a fim de que o evangelho pudesse alcançar judeus e gentios no muno inteiro. Retomemos onde finalizamos a página anterior.
        No capítulo 14 de João Ele mostra que Sua subida ao céu era para preparar o lar deles. O Espírito Santo desceria para habitar neles e glorificar o Nome do Senhor.
        No capítulo 15 o Senhor mostra a razão porque eles seriam deixados aqui neste mundo – para produzir fruto. O Senhor acrescenta o fato que Seus discípulos também encontrariam ferrenha      oposição do mundo contra eles, por causa do ódio que o mundo tem contra Cristo.
        No capítulo 16. Ele continua a mostrar a intensidade da perseguição do    mundo contra os santos. O Espírito Santo estaria aqui também para         convencer o mundo do pecado, justiça e juízo. Ele estaria guiando os santos na verdade. Então Ele mostra que o mundo seria o instrumento do ódio de satanás contra os santos de Deus. Percebemos que nosso Senhor não deixou Seus servos sem esclarecimento daquilo que eles precisavam saber. Eles foram advertidos do perigo que enfrentariam, mas por outro lado foram consolados com o fato que o Senhor, mediante o Espírito Santo viria para habitar neles. E no final o Senhor declara, então, a sublime vitória: “...eu venci o mundo!”
        3.     É nesse cenário de glória, de poder e da exuberante verdade eterna que começa o capítulo 17. Nesse capítulo os discípulos contemplam o Filho de Deus erguer sua cabeça e fazer essa impressionante oração de suplica ao Pai. Que majestoso momento! Ali não estava Moisés nem outro santo eminente, mas sim o próprio Senhor perante o santuário, falando com o Pai. O mundo estava do lado de fora planejando seus intentos perversos, mas ali no cenáculo havia as belezas ocultas do mundo mas cheias de glória e graça para os santos. Vale a pena meditar um pouco sobre essa oração do Filho.
        a)     Ele afirma que seu o trabalho mais glorioso estava chegando e logo estaria ao lado do Pai. O trabalho que Ele veio fazer terminaria com Sua morte e ressurreição e era anelo do Filho voltar à comunhão de glória que tinha com o Pai antes que houvesse mundo.
        b)     Ele faz um breve relatório daquilo que fora incumbido pelo Pai – dar vida eterna aos eleitos. Que ministério fiel! Estava chegando a parte final; era o momento do Cordeiro ser entregue pelo Seu povo. Não há medo Nele; há sim alegria e gozo. Logo estaria deixando este lugar transitório e agora seus pensamentos e palavras fixam nas realidades eternas. Aqueles que Ele veio buscar seriam envolvidos também na glória eterna.
        c)     Que Ele deixaria este mundo, mas que eles ficariam aqui, por isso Ele pede pelos Seus, não pede pelo mundo. Não é maravilhoso? Seus discípulos ficariam aqui para serem Suas testemunhas e expandir o reino de Deus pelo mundo. Eles seriam deixados como ovelhas no meio dos lobos; um mundo cruel, sob a liderança de satanás lhes esperava.
        d)     Pelo fato que eles ficariam aqui no mundo, certamente sofreriam os    ataques mais insidiosos e maliciosos do mundo. Por isso Ele pede pela unidade da igreja. Fui breve nesses comentários, apenas para mostrar que é exatamente aqui que desejo falar sobre a unidade da igreja de Deus. Minha esperança é que eu possa edificar os santos nesse assunto que agora devo tratar.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

A INDESTRUTÍVEL UNIDADE DA IGREJA (1)


                
“Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim e eu em ti; que também eles sejam um em nós para que o mundo creia que tu me enviaste” (JOÃO 17:21-23:)
INTRODUÇÃO:      
        Amado leitor estou introduzindo outro tema, na tentativa de ver o povo de Deus no mundo inteiro crescendo no pleno conhecimento da verdade. Sei que não sei acerca da verdade total, porque a cada dia aprendo mais. Mas o fato é que a igreja só será unida se conhecer toda verdade, especialmente naquilo que embasa nossa convicção de fé. Confesso que enfrento o maior desafio na pregação ao tomar um tema como esse. Já ouvi muito sobre a unidade da igreja e já presenciei programações feitas, sem dúvidas por homens sinceros, os quais buscaram com intensidade e oração o bem do povo de Deus. Mas a minha conclusão é que todo aquele esforço resultou em maior confusão. O que eles pensavam em unidade era a união das igrejas evangélicas, mesmo com diferenças de credos e costumes. Mas foi justamente aí que entrou a falácia total.
        A razão é que ninguém pode unir a igreja, porque ela já uma unidade indestrutível. Quando nosso Senhor orou em João 17, Ele estava falando ao Pai sobre o que aconteceria entre as nações; que após a sua morte não teria apenas o rebanho de Israel, mas sim de pessoas do mundo inteiro que viria a crer, a fim de tornar um só rebanho e um só Pastor. Para mim, eis aí a unidade, porque a igreja é um rebanho e um pastor. A unidade da igreja da igreja não é vista num ajuntamento solene de todas as igrejas evangélicas, porque acarretará em prejuízo e não benefício, caindo no inevitável buraco ecumênico.
        Tomo o cap. 17 de João para falar sobre esse assunto tão especial. Creio que para entendermos melhor o texto devo atrair a atenção de todos para o contexto. O que aconteceu que levou o Senhor não somente a essa oração impressionante, como também à declaração: “... para que todos sejam um...”, a fim de que possa edificar a vida dos que amam de fato a palavra da verdade..
1.     A partir do cap. 13 desse incrível livro de João, vemos que nosso Senhor deixa de lado as multidões, para estar a sós com Seus discípulos. Ele está caminhando rumo à cruz, por isso deixa sua atenção dada ao povo lá fora, a fim de exortar, instruir e consolar Seus perplexos discípulos. Preste atenção porque até Judas deve sair de cena, porque ele não fazia parte dessa comunhão e dos ensinos de amor que seriam dados.
2.     Ele passa a transmitir os ensinos para aqueles que ficariam neste mundo. Aqueles homens simples logo ficariam sem a presença física do Senhor, por isso precisavam de orientação. Ele iria deixá-los num mundo perigoso; eles não foram chamados para seguir ao Senhor apenas enquanto o Mestre estivesse vivo. Eles pertenciam ao reino de Deus para sempre; eles não eram mais do mundo; eles não voltariam a ter a vida que tiveram mais, já tinham jogado fora seus apetrechos de serviço, a fim de seguir o Senhor. Muitas coisas aqueles homens simples não sabiam por que ainda não haviam recebido neles o Espírito Santo. Eles receberia o poder para testemunhar sobre a ressurreição do Senhor, como acontece na narrativa de Atos 2.
        Logo no capítulo13 Ele mostra como Seus discípulos devem se tornar servos uns dos outros. Nosso Senhor dá uma lição bem prática sobre isso quando pega uma bacia e sai a lavar os pés de cada um deles. Essa é a primeira lição que mostra como o reino de Deus funciona diferente da forma como funciona o mundo. Nosso Senhor é o perfeito modelo de um servo, por isso Seus discípulos trabalhariam assim também.
        Vou encerrar por hoje esta página, para prosseguir na página 2 na introdução. Minha esperança é que o assunto redunde em bênção na vida de todos e que nosso Senhor seja glorificado na vida de cada um dos santos.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A MARAVILHOSA IGREJA DE CRISTO III (4)

                        

                                       A SUA PERFEIÇÃO

“Quem é essa que aparece...brilhante como o sol...?  (Cantares 6:10)
CRISTO – O SOL DA JUSTIÇA.
        Que em santa humildade encaremos seriamente a glória do Senhor Jesus, porquanto a igreja está ligada a ele em sua glória; a igreja foi ligada à sua perfeição e somos aceitos nessa eterna e graciosa posição. Então, lutemos com ardor para conhecer nosso Senhor, porquanto a luta deste mundo é para anular a glória do Senhor. Cristo é perfeito porquanto em todos os aspectos sua perfeição foi mantida, mesmo tendo ele se humilhado e assumido a condição de homem. Em nada mesmo a miséria do pecado contaminou nosso Senhor; em nada ele foi afetado pelas nossas imperfeições.
        Nosso Senhor é perfeito em santidade e isso foi mantido aqui no mundo, porque ele amou a justiça e odiou a iniquidade (Hebreus 1:9). O seu corpo marcado pela humilhação não destruiu sua glória, pois na transfiguração seu corpo mostrou ser apenas uma casca que escondia sua grandeza, a mesma que foi transmitida parcialmente a homens como Moisés, Isaías, Daniel e outros. Seus atos mostraram o quanto nosso Senhor podia se identificar com os pecadores, mas ao mesmo tempo podia mostrar seu completo ódio contra qualquer injustiça. Sua santidade mostrou que ele era o mesmo, o grande EU SOU; mostrou que os inimigos nada podiam fazer contra ele; que os demônios, bem como os anjos reconheciam isso, pois caíam perante ele em confissão de que era ele o Filho de Deus.
        Também, nosso Senhor, mesmo após sua ressurreição, mostrou ser ele o  glorioso Verbo divino e completamente isento de qualquer pecado, por isso os salvos viviam carregados de temor e de santa obediência a Ele. Sua presença fazia com que o mal e a hipocrisia fossem dissipados, como ocorreu com Ananias e Safira (Atos 5) e sua mensagem abalava os reinos e revelava o quanto seus servos em nada eram subordinados às perversidades e exigências de elementos abomináveis. A igreja primitiva sempre foi e mostrou ser submissa ao Senhor; seus ensinos mostraram o quanto seus santos devem ser obedientes a ele, separados do mundo e de todas as suas contaminações. Além disso, os ensinos e exortações entregues ao povo salvo mostram com clareza a santidade do Senhor, pois a igreja é exortada a buscar pureza no coração, nas palavras e no trato uns com os outros. Realmente é impossível estudar e praticar seus ensinos sem ter coração tomado de temor e de santidade, pois ele mesmo ordena aos crentes: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1:15).
        Também nosso Senhor é visto em sua perfeita justiça. Em absolutamente nada nosso Senhor manchou seu viver e quando Deus apresenta seu Servo no Velho Testamento, ele o intitula de o Justo. Sabemos que qualquer iniquidade, mesmo o menor pecado mancha tudo e marca a todos como injusto. Todos os homens em Adão são vistos por Deus como injustos, por isso são condenados. Mas no tocante ao Senhor, mesmo tendo nascido de mulher, eis que ele é chamado de Filho de Deus e não filho de Adão. Deus o Pai preservou a pureza do Filho, a fim de que todos pudessem saber que ele era o Filho amado.

        Nosso viver em santidade e justiça é fruto de nossa ligação com ele. Por essa razão a igreja é perfeita nele numa posição eterna e inabalável. Nossas imperfeições aqui em nada desmancham nossa posição no Senhor e cada crente é trabalhado diariamente pelo Espírito Santo, a fim de que seja apresentado naquele grande dia perante o Noivo amado. Sabendo disso devemos ser firmes e fortes, determinados pela fé em agradar o Senhor em tudo, em cada detalhe de nosso viver enquanto estivermos nessa peregrinação.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A MARAVILHOSA IGREJA DE CRISTO III (3)

                  

                                       A SUA PERFEIÇÃO

“Quem é essa que aparece...brilhante como o sol...?  (Cantares 6:10)
CRISTO – O SOL DA JUSTIÇA.
                       Os crentes precisam conhecer a glória e grandeza do Senhor Jesus, porque é mediante esse conhecimento que podemos entender nossa gloriosa posição. Mais do que isso, se desconhecermos a glória de Cristo nada saberemos do temor que lhe é devido. Eu creio que a ausência de humildade e quebrantamento em nossos dias nas igrejas é causada pela falta de conhecimento do Senhor, conforme o ensino bíblico. Por essa razão procurarei agora destacar esse ensino, conforme o relato das Escrituras.
                       Em Tiago 2:1, eis que vemos como Cristo é visto por Tiago que foi meio irmão de Jesus:  “Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas”. Notemos bem como Tiago tinha no coração um santo temor e dependência do Salvador. Ele tinha Cristo como “nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória”. Seu ser foi invadido por essa verdade e ele percebeu que aquele que nasceu de sua mãe, Maria e que viveu por um tempo em sua casa como seu irmão, era o próprio Deus em carne. Foi essa verdade revelada que levou Tiago à conversão, especialmente após a ressurreição do Senhor. “Senhor da glória” indicava para Tiago que Jesus era o grande EU SOU; que era aquele que estava no Santo dos santos, tanto no templo de Salomão como no tabernáculo do deserto; que era aquele que apareceu para Abraão e manifestou-se a Moisés. Era esse o entendimento que aqueles líderes da igreja em Jerusalém tinham do Senhor e que os faziam homem cheios de temor e piedade no viver.
                       Mas podemos invadir esse terreno santo um pouco mais. Já mencionei tanto Saulo de Tarso aqui, mas sei o quanto é importante compreender aquela incrível experiência narrada em Atos 9. Aquele homem compreendeu que a voz que ele ouvira ali na entrada de Damasco era a voz do próprio Deus; que a luz que irradiou em sua presença era do próprio Senhor da glória, a mesma visão que Isaías teve (Isaías 6). Sua conversão resultou em saber que Jesus não era um mero homem, um mero nazareno, mas sim o próprio Jeová. Aquela visão tão gloriosa trouxe uma mudança completa em Saulo, de tal maneira que todo seu ser foi invadido de temor, de inaudita confiança e de um desejo santo por conhecê-lo ainda melhor, de tal maneira que a morte para ele seria uma viagem aprazível para estar com seu Senhor para sempre, conforme sua confissão em Filipenses 3.

                       Poderia passar muito tempo aqui mostrando as maravilhosas experiências de homens de Deus, os quais sabiam que o Jeová do Velho Testamento era o Senhor Jesus do Novo Testamento. Os santos do passado eram homens e mulheres carregados de santo temor, porque o Deus que eles conheceram se manifestou a eles pela Palavra. O Espírito Santo lhes assegurou dessa verdade no íntimo e a vida deles era de uma intimidade constante com esse poderoso, glorioso, soberano e santo Deus. E a verdade é que todos os verdadeiros crentes sabem disso. Não precisamos provar a glória de Cristo para os genuínos crentes, porque eles já sabem disso no íntimo. Todos os que se desviaram da fé se afastaram porque jamais tiveram esse conhecimento que os levou à humildade e contrição; se afastaram porque tiveram informações apenas externamente e não no coração; se afastaram porque vislumbraram a glória deste mundo e amaram este sistema maligno de vida. É impossível conhecer o Senhor da glória sem desejar viver por ele e para ele; é impossível conhecer sua salvação e ainda continuar arrogante aqui em seus caminhos tortuosos. 

terça-feira, 1 de novembro de 2016

A MARAVILHOSA IGREJA DE CRISTO III (2)

                        

                                               A SUA PERFEIÇÃO

“Quem é essa que aparece...brilhante como o sol...?  (Cantares 6:10)
CRISTO – O SOL DA JUSTIÇA.
        É claro que a ciência hoje tem provado que o nosso sol é minúsculo quando comparado com outros sóis. Mas isso não nos interessa, porque os outros não brilham para nós. O sol que nos serve com sua grandeza e sua luz é suficiente para nos ensinar que a igreja é perfeita e brilha como o sol. Cristo Jesus é o sol da justiça e um dia nosso Senhor vai mostrar sua grandeza e glória quando manifestar-se nas nuvens em sua segunda vinda. Mas a lição que nos traz o Espírito Santo em Cantares nos mostra o fato que a igreja está ligada a Cristo, portanto o que ele é, a igreja também é. Eu creio que agora será de grande significado para nós se pudermos compreender a grandeza de Cristo, conforme nos mostra a palavra de Deus.
        Realçar essa verdade é de grande valor para os crentes, porque, como já tenho falado muitas vezes, a maior luta do diabo neste mundo é passar a todos um ensino distorcido acerca de Cristo. Aliás, ele sempre fez isso, sempre lutou para anular a glória do Filho de Deus. Não precisamos ir muito longe, porque todas as mentiras religiosas tendem a desfigurar a glória do Senhor. Em plena jornada do ecumenismo em nossos dias, o nome Jesus é muito falado, mas é perceptível que não estão tratando do Senhor conforme o relato bíblico, mas sim do uso desse nome, a fim despertar os sentimentos supersticiosos e cheios de idolatria dos homens. Por essa razão, o que vemos em nossos dias não é um ambiente de temor nas igrejas, mas sim de uma busca constante por um poder que inspira os homens a viver e sentir confortados neste mundo.
        Ora, meus leitores já sabem bem disso, por essa razão não vou tratar dessa euforia da nova era, a qual tem encantado o coração de homens e mulheres. Quero ressaltar aqui que essa atividade de satanás é antiga, procurando arrancar a glória do Cordeiro de Deus, a fim de passar para outros. O movimento Russelita, por exemplo é hoje apenas uma manifestação de como mentiras não morrem neste mundo, elas hibernam como ursos por um determinado tempo e quando levantam do solo mostram mais vigorosas e dispostas. As testemunhas de Jeová trabalham hoje para erigir o arianismo que tanto se ergueu no início da igreja, como uma força tarefa do diabo, na tentativa de anular a glória do salvador e Senhor e eles têm ganhado forças em nossos dias, porque esse fortalecimento vem devido o fato que outras mentiras religiosas também têm enchido o mundo na tentativa de destruir a verdade.
        Não esqueçamos que qualquer mentirinha, por mais inocente que pareça ser, ela é o começo de um ataque sutil contra a glória do Filho de Deus. Notamos isso no evangelho tão açucarado que está sendo difundido em nossos dias. Qual tem sido o resultado disso? Tem trazido temor aos corações dos supostos convertidos? Claro que não! (claro que há exceções). Quando a igreja primitiva começou em Atos 2, vemos que a pregação enaltecia a glória do Filho de Deus; que aqueles homens anunciavam por meio da pregação autêntica o fato que Jesus era o glorioso Messias. Aquelas verdades abalaram o mundo daquele tempo e quando homens e mulheres convertiam suas almas enchiam de temor ao Senhor. Jesus não um nome isolado; não era um instrumento à parte usado por Deus, a fim de atrair o povo a uma divindade oculta. Jesus era visto como o Senhor da glória; era conhecido como o Deus que deixou o céu e veio a terra. Os apóstolos sabiam disso e enalteciam esse Nome bendito em cada pregação.

        Procurei ser enfático acerca dessa verdade, a fim de que os meus leitores comigo fiquemos fascinados por esse nome do Filho de Deus, o qual deixou o céu e veio à terra com o intuito de salvar pecadores, pessoas do mundo inteiro, e assim formar a igreja gloriosa.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

A MARAVILHOSA IGREJA DE CRISTO III (1)


                                               A SUA PERFEIÇÃO

“Quem é essa que aparece...brilhante como o sol...?  (Cantares 6:10)
INTRODUÇÃO:
        Voltando ao maravilhoso texto de Cantares, eis que a igreja de Cristo é vista agora em sua perfeição: “Brilhante como o sol...”.  Dou glórias ao Senhor pela maneira como Ele descreve a perfeição da sua igreja, por meio do simbolismo dessa tão importante estrela que nos serve com sua luz. Se tivéssemos que escolher, sem dúvida seríamos incapazes. Aquele glorioso Criador do sol faz uso dessa fonte de luz, energia e calor para mostrar que todo seu povo comprado pelo sangue e chamado na salvação, mesmo sendo aqui carregado de imperfeições, é um povo perfeito em Cristo, conforme as palavras de Paulo em Colossenses 2:10: “E estais perfeitos nele...”. Que majestoso trabalho da graça? Quanto essa verdade enche os corações dos santos de alegria e prazer? Quão derrotado é satanás em tentar esmagar, destruir e anular a igreja? Não estamos lidando com homens; não estamos tratando aqui de conceitos religiosos nem de crenças humanas, mas sim daquilo que o Espírito de Deus nos passou em sua palavra ao referir a salvação e seus resultados maravilhosos e eternos.
        Creio que esse assunto é providencial para nossos dias, porque é com o avanço do ecumenismo que satanás insiste em denegrir a igreja e luta para que ela em nada seja diferente da grande meretriz, da incredulidade e aberrações que ele tem procurado encher este mundo atualmente envolvido em terríveis mentiras religiosas. Sem um discernimento bíblico, sem dúvida alguma seremos levados por essa onda de mentiras bem travestidas de espiritualidade. Por essa razão não deve faltar da parte dos pregadores uma luta intensa para manter o povo santo informado de que estão cercados de graves perigos; que há lobos devoradores dentro e fora da igreja, assim como Paulo admoestou os anciãos das igrejas em Éfeso (Atos 20).
        Além disso, bons pastores ultimamente não veem a necessidade de implantar firme alicerce de doutrinas em suas igrejas. Mas eu não vejo que há outro meio de nos livrar desses graves e eminentes erros que ameaçam a nossa santíssima fé, se não equiparmos o povo de Deus com a pura e excelentíssima verdade que nos foi entregue. É claro que ao firmar a verdade revelada em dias cheios de tantas armadilhas, certamente não teremos a multidão chegando para ouvir o que cremos, mas teremos sim os fieis conosco. Os que amam ao Senhor amam também sua palavra. É impossível amar a Cristo sem receber com humildade seus santos ensinos, mesmo que eles venham esmagar nosso ego. Lembramos bem que a fé verdadeira não volta atrás, não se sente envergonhada diante da verdade. Ora, precisamos de homens e mulheres forjados pela graça e cheios de coragem para engrandecer o nome do Senhor diante de uma geração corrompida como esta atual geração.

        Também, ao falar sobre a igreja como sendo perfeita em Cristo, é óbvio que vai exigir de nossa parte santa plena confiança no que a palavra de Deus nos ensina, porque essas verdades só podem ser recebidas por verdadeiros crentes. Outra razão é que a perfeição da igreja não nos retira de nossas devidas responsabilidades no viver, pelo contrário, nossa perfeição naquele que é perfeito há de nos constranger a viver em santidade de vida, nos fará lutar para agradar em tudo aquele que se entregou a si mesmo, com a finalidade de purificar sua igreja e fazê-la igreja gloriosa para sempre. Estamos diante de verdades eternas; estamos diante do sagrado professor – o Espírito da glória. Sem seus ensinos nada aprenderemos. Lembramos bem que ele veio nos guiar em toda verdade. Por essa razão convoco meus leitores a acompanhar essas descobertas em Cantares, porque se a igreja é perfeita, eu sou perfeito nele. A lição é bem prática em meu viver. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A MARAVILHOSA IGREJA DE CRISTO II (11)


                A IGREJA E A SUA POSIÇÃO:  “...formosa como a lua...”
 “Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, pura como o sol e formidável como um exército com bandeiras?”” (Cantares 6:10)
OS TRAÇOS DA BELEZA DE CRISTO NO SALVO.
        Os verdadeiros crentes foram vocacionados para brilhar neste mundo, conforme a linguagem do Senhor em Mateus 5: “Vós sois a luz do mundo”. Sendo assim é claro que devemos nos despertar e reconhecer que é essa a vontade de Deus e é esse o  trabalho que ele opera em nós continuamente. Não fomos deixados aqui para ficarmos ricos; não fomos deixados aqui para ganhar fama e receber glórias deste mundo. Somos os luzeiros deste mundo que está em trevas e sabemos que ninguém se interessa tanto pela lâmpada, mas sim pela luz. Devemos saber que há um preço a pagar por estamos ligados a Cristo nessa solene posição, e é sobre isso que quero tratar agora.
        Os santos de Deus devem ter uma séria disposição para buscar a paz. É claro que não estou referindo a paz que o mundo quer e busca, porque esta paz é venenosa e extremamente letal às almas. Especialmente em nossos dias, devido a multiplicidade da iniquidade e da mentira religiosa, os homens estão dispostos a pagar caro por essa paz diabólica. Eles estão lutando para dar as mãos em tudo o que é mentira religiosa; estão entregando seus bens aos falsos mestres, a fim de ouvir mensagens “amigas”; estão dizendo uns aos outros: “paz!” quando não há paz. Por que tudo isso? Por causa de suas consciências culpadas de tanta maldade praticada uns contra os outros e especialmente por causa de suas ofensas contra Deus. Eles estão querendo rir e brindar essa paz; estão louvando com seus louvores essa paz, mas por outro lado estão prontos a puxar suas armas contra aqueles que militam contra essas mentiras e que proclamam a verdadeira paz. Aliás, nosso Senhor advertiu seus discípulos contra esse perigo constante neste mundo, porque sempre foi assim que o mundo religioso agiu, em favor dos empreendedores da falsa paz e contra os mensageiros da paz celestial.
        Quando refiro a paz que deve emanar dos corações dos crentes genuínos, refiro-me à paz que o mundo precisa conhecer; refiro-me à mesma paz que foi ensinada por nosso Senhor, a paz que não busca vingança pessoal, a paz que mostra que somos um povo compassivo, perdoador e que não carrega consigo qualquer espírito de retaliação porque fomos ofendidos. Foi isso o que nosso Senhor quis ensinar nas Bem-aventuranças: “Bem-aventurados os pacificadores...”. Ora, o mundo é um palco de guerra e os homens mundanos não somente estão dispostos à guerra, como também estão prontos a derramar sangue. O mundo precisa saber o que é paz e é esse ensino prático que os crentes têm. Lembramos bem de Saulo de Tarso, como seu ser estava tomado de um insano desejo de perseguir e extinguir os crentes da face da terra. Mas quando Deus mudou seu coração, eis que de repente vemos como todas as suas armas foram atiradas fora e ele não tinha qualquer intenção pervertida e odiosa em seu coração. Agora, calmamente seguro na proteção do Senhor pode enfrentar as duras e terríveis perseguições que vieram para assolar sua vida e ministério.

        A nossa paz deve ser aquela que mostra o quanto somos pessoas dispostas a perdoar uns aos outros, a vencer o mal usando o bem e sempre mostrar em nossa face que não há em nós amargura, chateação, raiva e rancor. Os homens mundanos devem ver em nós que há receptividade em nossas palavras e em nosso rosto, porque foi assim que Deus nos tratou, quando realmente merecíamos ser lançados no fogo eterno.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

A MARAVILHOSA IGREJA DE CRISTO II (10)


                A IGREJA E A SUA POSIÇÃO:  “...formosa como a lua...”
 “Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, pura como o sol e formidável como um exército com bandeiras?”” (Cantares 6:10)
OS TRAÇOS DA BELEZA DE CRISTO NO SALVO.
        Creio que é de grande proveito aos que são sinceros crentes saber quais são os traços da beleza de Cristo naqueles que um dia foram achados pela graça e que foram salvos. É claro que a lua não resplandece como sol, porque se fosse assim não teríamos noite. Assim também a igreja ainda parece apagada e sua luz parece ofuscada; o mundo ainda está mergulhado em escuridão e muitas vezes, acontece que a igreja nem sequer aparece com sua fulgurante luz. Mas o fato é que os  traços perfeitos da perfeição de Cristo serão vistos na eternidade, porque somente e tão somente após a ressurreição que a igreja será vista na semelhança do Senhor.
        Mas os traços da beleza de Cristo são espirituais e não naturais, por esse fato esses traços o mundo não as verão, porque o mundo se interessa por aparência, por aquilo que é meramente físico, assim como Israel se interessou pela beleza de natural de Saul e desejou tê-lo como rei (1 Samuel 9). Mas estou dirigindo-me aos crentes e eles realmente querem saber o que Deus fala acerca deles; eles querem e devem conhecer os tesouros da graça e como a salvação ligou-os eternamente a Cristo. O que o mundo pensa dos crentes não interessa, porque não tem valor, mas importa para nós o que Deus fala a nosso respeito, devido a nossa posição em seu Filho. Por essa razão me empenharei para dar aquilo que foi passado a nós pelo Espírito da glória.
        A posição da igreja é vista no modo como vivem os crentes, como eles estão ligados no coração ao Senhor. Ora, é isso o que a Palavra transmite a nós: “Vós em Cristo”. Quando estamos ligados a alguém então seu viver passa a ser nosso viver, assim como acontece num viver conjugal, quando o casal passa a pensar juntos como se fosse uma só pessoa. A ligação dos crentes com Cristo é um mistério completamente insondável para o mundo, mas os crentes entendem isso no íntimo, porque o mundo torna-se um lugar para que essa ligação eterna manifeste. Os crentes querem e anelam que Cristo seja glorificado no viver deles, e às vezes isso custa sofrimento, angústia, tristeza e solidão.
        Quem pensa que ser crente é ter a multidão consigo e o mundo lhe apreciando, está redondamente enganado. Não têm pessoas mais isoladas e abandonadas pela sociedade mundana do que os crentes. Eles pensam diferentes e seus sentimentos são opostos ao mundo. Os crentes estão ligados ao céu, enquanto o mundo está ligado à terra; o deus dos mundanos são seus ídolos feitos por mãos ou aqueles que são criados em suas mentes enganadas. Normalmente o mundo está perguntando aos crentes: “Onde está o vosso Deus?” (Salmo 115:2), porque o Deus dos crentes é invisível, enquanto seus deuses são feitos por eles e vistos por eles. Mesmo as pessoas mais chegadas aos crentes, como um cônjuge, filho, mãe, pai, amigo ou parente, não importa, o fato é que eles ficam distanciados e passam a odiar os crentes.

        É claro que essa situação pode trazer sérias provas à nossa fé. Muitos crentes tendem a afastar-se porque não querem ficar sozinhos e tachados como anacoretas. Mas a verdade é nossa ligação com os crentes nos faz pessoas que amam o Senhor e que não conformam com o estilo de vida deste mundo. Nosso Deus nos chamou para que fôssemos santamente dele; nosso Senhor nos ensina como o mundo é corrompido e inimigo de Deus. Por essa razão sofremos o que sofremos porque queremos obedecer ao Senhor e não aos homens; andamos para cima e não para baixo; nossa pátria é o céu e não a terra.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A MARAVILHOSA IGREJA DE CRISTO II (9)

               

                A IGREJA E A SUA POSIÇÃO:  “...formosa como a lua...”
 “Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, pura como o sol e formidável como um exército com bandeiras?”” (Cantares 6:10)
BUSCANDO A BELEZA DE CRISTO.
        Quão importante é que a igreja saiba da sua posição em Cristo! Estamos vivenciando um profundo avanço do humanismo em nossos dias, por isso são poucos os que realmente se interessam pela verdade do evangelho bíblico. Mas a igreja do Senhor, os verdadeiros crentes devem conhecer quem é o Senhor e como a glória dele brilha nesta escuridão mundana.
        Mas tem outro importante detalhe, é que a busca pela beleza de Cristo em nós deve ser feita pela fé. Enfatizo isso porque sei o quanto as emoções e superstições têm tomado o lugar das Escrituras em nossos dias. Hoje, o que eu sinto, eu acho, eu penso, etc. tem mais importância do que o documento de Deus. A Bíblia hoje é usada apenas para realçar a força da carne; versos bíblicos tão admirados e buscando são utilizados para mecanizar a sorte e enfatizar os anseios dos homens por “bênçãos” desta vida. Notemos como os cultos modernos tendem a enfatizar isso. Não são cultos que mobilizam homens e mulheres a pensar biblicamente, porque tudo o que envolve o ambiente  cristão em nossos dias é dominado pela música e pela emoções controlando a capacidade de pensar conforme Deus nos leva a pensar.
        Mas o fato é que os cultos devem ser enfatizados pela pregação da verdade e não por um ambiente onde as emoções venham a encobrir o coração maligno e enganoso do homem. A pregação deve ser a sirene de Deus; deve ser a trombeta sendo tocada pelos fieis homens de Deus, anunciando aos homens o fato que todos devem prostrar em santa humilhação perante o Rei da glória. Assim o que prevalece é a fé bíblica, quando homens humildemente se voltam para a autoridade do livro de Deus. A fé bíblica está sempre atrelada à palavra da verdade; a fé bíblica nunca foge com medo, mas encara o fato que Deus está falando e nós os homens devemos nos calar perante ele. Quando isso acontece, então Deus está presente ali, salvando perdidos e instruindo seu povo em como deve andar. Assim, alguns passos são importantes na busca pela glória de Cristo no viver.
        Coloco em primeiro lugar um vigoroso apego à palavra da verdade. O ter a bíblia na mão não significa que a tem no santuário do coração. Homens normalmente se apegam à bíblia porque ela traz uma sensação de poder e de espiritualidade. Mas isso é puramente engano da carne. O apego à palavra é demonstrado por um humilde desejo de ouvir e obedecer a voz do Senhor. Hoje estamos precisando de homens e mulheres apegados à verdade, que estejam dispostos a pagar o preço de andar com o Senhor e obedecer suas ordens no viver. A fé se agarra à palavra para que ela seja sua arma de combate contra o mundo, a carne e o diabo. Qualquer disposição de aprender doutrina e outros ensinos apenas para ter uma “mente de ouro” no conhecimento da bíblia é uma atitude rebelde. O Senhor toma sua palavra para nos tornar soldados na peleja e não meros alunos.

        Em segundo lugar, digo e afirmo que o desejo por conhecer a Cristo deve ser mostrado numa contínua disposição de oração. Uma vida sem oração é orgulho; é querer andar sozinho aqui e sendo assim nenhuma diferença faz daqueles que são confessadamente incrédulos. A oração é indicação de humildade e que sua mão está segura pela mão do glorioso Guia. Significa que a todo instante o crente está correndo em busca do socorro e provisão do seu Senhor; que a todo momento ele percebe o quanto é um fracasso, o qual precisa urgentemente da força da graça para viver neste mundo.