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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

NÃO VERÁ A VIDA (11 de 11)


            
“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém permanece rebelde contra o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (JOÃO 3:36)
A TRISTE SENTENÇA – “...não verá a vida...”
        A condenação paira sobre a cabeça de homens e mulheres, os quais andam neste mundo, sem qualquer condição de entender os horrores da declaração de Deus contra eles: “...não verá a vida...”. Eles não sabem que os salvos já estão vendo a vida; eles não esperam ver a vida após a morte, mas sim agora, porque a vida está no Filho, quem tem o Filho tem a vida. Os olhos foram abertos, os ouvidos são capazes de ouvir maravilhas da graça, o caminho para o céu é trilhado por eles e seus corações estão firmados na esperança da glória. Além disso, os salvos veem agora a glória de Deus impressa na criação, por isso podem sim render graças ao Senhor. Eles agora entendem os Salmos e são partícipe das aulas da verdade, dadas pelo Espírito Santo que neles habita (João 14 e 16)
        Ó quão terrível é habitar na escuridão do pecado e não poder ver a glória de Deus! Sem a vida que há no Filho os homens são incapazes de enxergar a realidade das coisas. Explicar para eles é como tentar mostrar as cores para um cego; é tão inútil quanto falar aos ouvidos de um surdo. Não há vida dentro deles. Além disso, não há igreja que possa tirar o pecador dessa triste condição. Alguns passam a gostar de uma igreja, do ambiente e até das atividades, mas não foram tirados da morte para a vida. Na condição de mortos parecerão vivos naquilo que falam e fazem, mas logo, ao sair dali mostrarão que o mundo é seu lugar desejável, onde se sentirão bem. Não há pastor algum, nem padre, nem anjos que possam realizar o extraordinário milagre de dar vida aos mortos. O anseio por ter pessoas em sua igreja faz com que muitos promovam todos os meios que puderem para alcançar tal finalidade, mas isso não significa ter vida. Barulho, danças, orações, rezas e programas sociais agradam bem a natureza carnal do homem, aliás, os profetas de baal faziam barulho infernal para que seu ídolo os ouvisse (1 Reis 18)
        Ó meu amigo, sem vida o homem está, como um pássaro assentado numa mina, sem contudo perceber as riquezas. Mesmo que ganhe o mundo inteiro aqui, se torne um milionário, mas o fato é que diante de Deus não passa de um pobre, miserável, cego e nu. Sua alma está sozinha nele, abandonada, como uma viúva sozinha numa escura habitação. Para que serve as riquezas deste mundo? Em que elas servem a alma? O homem pode passear, visitar lindos lugares no mundo, ficar em hotéis de luxo, comprar carros e casas requintados, mas para que servem essas coisas com sua alma sozinha, sem a vida que há em Cristo? “Que adianta ao homem ganhar o mundo e perder sua alma?”
        Também, nosso Senhor acrescenta: “O que dará o homem em troca de sua alma?” Por acaso seus bens podem lhe tirar da condição de réu? Podem suas riquezas livrá-lo da ira implacável de Deus que paira sobre sua cabeça? O que a vida de luxo e de segurança resolveu para Herodes? (Atos 12) Quem pode contra o Senhor? Não há nada aqui que possa impedir que a ira de Deus, transformada em cólera venha arrancar uma alma deste mundo, a fim de lança-lo no inferno.
        Não há qualquer esperança aqui, porque a salvação vem de cima. A justiça de Deus e a paz se encontraram e se beijaram, porque o grande Salvador se apresentou aos homens. Ele trouxe vida eterna aos que nele creem: “...para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Ele atua em meio à tenebrosa escuridão, chamando pecadores e bendito é aquele que teve seus ouvidos abertos para ouvir o chamado dessa voz gentil. “Eis agora o tempo sobremodo oportuno; eis agora o dia da salvação”
          

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

NÃO VERÁ A VIDA (10)


                          
“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém permanece rebelde contra o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (JOÃO 3:36)
A TRISTE SENTENÇA – “...não verá a vida...”
        No texto vemos claramente o quanto a situação do homem no pecado é desesperadora, porque é uma declaração definida de Deus: “Não verá a vida”. Os homens acham que são fortes, inteligentes e felizes neste mundo, longe de Deus, mas a verdade é que eles não sabem nada das mais preciosas e eternas riquezas que envolvem a vida de um crente; eles estão longe, completamente distantes da realidade que envolve a vida que há no Filho. Posso assegurar que sem a vida eles não terão conhecimento de Deus e da glória de Deus por meio de Cristo. Afinal estão fora de Cristo, assim como um galho que foi arrancado de uma árvore e que resseca por falta do verdor da seiva que antes recebia do tronco. As maravilhas de Deus estão ocultas no Filho, assim fora Dele o que se espera do pobre homem morto em seus pecados?
        Também, a ausência da vida faz com que eles jamais terão capacidade de saber quem são os verdadeiros inimigos. Para os homens no pecado Deus é o real inimigo deles, por isso estão sempre armados e se ocultando das verdades reveladas. Visto que os inimigos se ocultam nas trevas, eis que eles não percebem as ciladas nem os perigos postos no caminho pelo homicida (João 8:44). A ligação que os não salvos têm com os poderes das trevas é profunda e dinâmica. Para eles a mentira é o prato delicioso que hão de comer diariamente, em especial aquela comida recheada com palavras bonitas, que eles acham que elas vêm de Deus.
        Eles são guiados por caminhos perigosos, mas eles não enxergam que estão marcados para serem lançados no abismo a qualquer momento. A voz da serpente ainda é e será sempre bem ouvida; eles acham que a voz do pai da mentira é a voz do próprio Deus. Nosso Senhor disse aos judeus que, porque Ele falava a verdade, eles não criam Nele (João 8:45). A vida em Adão é a vida mais preciosa que existe para quem não tem a vida que há no filho; aqui é o céu deles, o paraíso que eles tanto querem curtir e estão prontos até mesmo a morrer para que tudo aqui seja um palco de paz com o pecado. O que espera para eles? Enquanto buscam um caminho confortável e paradisíaco num mundo que está sob a ira de Deus, eles não veem que os suaves terroristas invisíveis serão vistos quando seus olhos forem abertos no inferno. Assim jamais eles terão capacidade de saber que se disfarçam na escuridão.
        Sem a vida que está no Filho, eles jamais conhecerão o amor de Cristo nos santos e o poder libertador da graça. Para os ímpios vida cristão é escravidão; para eles liberdade é descida, enquanto para os crentes liberdade é subida. Enquanto os salvos sobem rumo ao céu, homens e mulheres sem vida descem a ladeira, cujo final é o abismo. Uma vez que a vida é aqui mesmo, então tudo o que envolve felicidade, consiste naquilo que eles veem e sentem. Há uma felicidade humanista aqui e quanto mais o mundo entra nas profundezas do pecado, mais interesses os homens sentem pela simpatia entre os homens. Eles não toleram o amor de Deus em Cristo, porque não suportam o confronto com a verdade; eles odeiam a liberdade dos filhos de Deus, porque tal liberdade não os impele ao pecado, mas sim à santidade. Os homens destituídos da vida que há no Filho de Deus procuram às vezes imitar o cristianismo, mas o objetivo deles é derrubar os santos e apagar o testemunho deles. Sempre fizeram isso na história e agora fazem muito mais.
        Ó! Que maravilha quando vemos uma alma querendo conhecer o Senhor! É sinal de que Deus já tirou alguém da morte para a vida. É o primeiro ato na salvação – dar vida. Quando isso ocorre, eis que todo ser do homem funcionará na busca pela verdade e sua face brilhará de alegria ao ouvir pela fé o doce chamado do Salvador: “Vinde a mim!”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

NÃO VERÁ A VIDA (9)


                         
“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém permanece rebelde contra o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (JOÃO 3:36)
A TRISTE SENTENÇA – “...não verá a vida...”
        Asseguro também, que, o que não tem a vida que há no Filho, não verá a vida  em Cristo que os santos de Deus desfrutam aqui. Em Efésios Paulo fala que os ímpios são alheios às coisas de Deus e é assim no tocante aos não salvos, pois eles desconhecem completamente a vida que os crentes têm. A vida celestial é lá de cima, enquanto a vida natural é daqui da terra, por isso que eles são completamente ignorantes no tocante aos crentes, porque eles são o que são, o que desfrutam aqui e desfrutarão no céu para todo sempre.
        Por isso o que não tem a vida eterna jamais conhecer o que significa os termos da aliança salvadora pelo sangue. Não podem compreender que os crentes são vistos em Cristo e não por mera ligação que têm com alguma igreja, ou mesmo por alguma qualificação moral deles. A linguagem de Deus está infinitamente acima da maneira logicamente mundana do homem incrédulo. Ele não percebe o fato que os crentes foram aceitos em Cristo e é Deus que os vê perfeitos, santificados e justificados em Cristo. Por essa razão não há qualquer maldição ou encantamento contra os salvos. O rei de Moabe não podia entender a razão que Balaão não conseguia amaldiçoar o povo de Israel; ele não compreendia o fato que Deus não via culpa em Seu povo. Assim é o crente em Cristo, livre da maldição, do inferno e completamente aceito por Deus como purificados, justificados e santificados. Tudo isso que a bíblia fala acerca do povo salvo é a maneira como Deus vê os que têm a vida que há no Filho.
        Sem a vida que há no Filho, jamais o não salvo jamais conhecerá o significa de pertencer ao povo de Deus, como filho de Deus. Assim como foi para Nicodemos, a linguagem sobre o novo nascimento está infinitamente além da compreensão de uma mente não santificada. Ele dirá em forma de interrogação: “como nascer de novo? Como voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?” Fazer o homem morto entender as coisas pertencentes à vida é um trabalho completamente inútil. Saulo mesmo sendo um incrível e zeloso fariseu, mesmo assim o que concebia na mente era o desejo de acabar com o cristianismo e os seguidores do Nazareno. Os homens podem entender da lei, costumes religiosos, costumes ligados à maneira de vestir e outros padrões impostos por qualquer religião, mas acerca da vida que há no Filho eles estão completamente distantes.
        Posso ir mais longe ainda, a fim de dizer que sem a vida que há no Filho não terá o conhecimento de Deus e da glória Dele em Cristo. Conhecimento teológico de nada valerá, sem a vida que há no Filho. Satanás é um profundo conhecedor da bíblia, mas continua sendo ele o diabo e condenado. Deus revelou Sua graça, misericórdia, justiça, juízo, santidade e outros elementos dos Seus atributos eternos por meio de Jesus Cristo. Por isso que Jesus disse: “Quem vê a mim, vê o Pai”. Mas como entender esses mistérios? Nem mesmo aos homens mais cultos deste mundo essas tremendas verdades não serão percebidas. Na história da igreja, foram homem que tinham mais capacidade intelectual que satanás usou para erigir perigosos e letais heresias, como o caso de Ário, que basicamente foi o autor das ideias russelitas acerca da pessoa de Cristo.
        Sem a vida que há no Filho poderosas verdades chegam à mente, mas não ao coração. Um homem pode parecer um crente nos lábios, mas um demônio em casa e no viver. Pode se enfeitar das joias extraídas da graça, mas como um porco irá fuçar a lama deste mundo. A vida que há no Filho é dada aos homens e mulheres que se arrependem e confessam a Cristo como Senhor e Salvador. Que maravilha poder ver o quanto o Senhor está demonstrando Sua compaixão aos pecadores! Que esperança que vem encher os corações aflitos de alegria! O Deus da bíblia está salvando pecadores!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

NÃO VERÁ A VIDA (8)



“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém permanece rebelde contra o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (JOÃO 3:36)
A TRISTE SENTENÇA – “...não verá a vida...”
        A razão óbvia é que não verá a vida, porque ela está no Filho: “quem tem o Filho tem...”. Nada tem a ver com minha religião ou com outra religião. Nada tem a ver com minha família crente, ou mesmo o caráter e bons costumes. Deus não está lidando com coisas desta vida aqui. Também não está referindo à ligação com os poderes das trevas e o trabalho tão ardiloso do diabo. No pecado os homens estão ligados a Adão; nós caímos em Adão e pecamos nele. A bíblia está referindo a nossa ligação com o cabeça federal da raça: “Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo...”. O pecado fulminou a raça; o tombo foi da raça e a culpa é de todos. Deus não está vendo a idade, a aparência, a formação religiosa, a cor nem a condição social, porquanto a morte atingiu a todos.
        Não há, em nenhum lugar deste mundo uma pessoa sequer que não tenha sido atingindo pela morte e os cuidados contra a morte física ocupam a mente, emoções e trabalhos dos homens no mundo inteiro. Por onde andarmos vemos os cemitérios e a dor assumindo o controle de tudo e de todos. Por quê? Somos nós ligados a Deus? Temos algum parentesco com Jesus? Não! Nosso Senhor foi direto com a verdade aos corações soberbos dos judeus: “Vós tendes por pai ao diabo e quereis satisfazer-lhes aos desejos...” (João 8:44). Vemos como o pecado não tornou o mundo um lugar paradisíaco; não há como fazer daqui um ambiente de festas, porque tudo ao derredor está pronto para aniquilar as tentativas de felicidade. A festa de Belsazar foi transformada em terror (Daniel 5). De repente, o arrogante e blasfemo Herodes foi feito num apetitoso prato para os vermes (Atos 12). Onde a morte está não há vida e o que parece ser vida é apenas aparência; o que parece ser esperança é desmanchado num instante. Não precisamos ir longe, basta que encaremos o passado da história da raça, para que saibamos o que foi que a morte fez. A frente tudo parece lindo, como as lindas campinas de Sodoma, mas ao olhar para trás vemos como tudo é transformado em cinzas.
        Não verá a vida porque não há possibilidade de vê-la fora da determinação de Deus e Ele é o Autor da vida. Não há possibilidade de achar vida fora do Senhor. Sem Ele tudo é morte, trevas, dor, miséria, sofrimento, tristeza e angústia. Vemos como os homens são incapazes de ver as realidades das coisas e eles mesmos não conseguem vê-las. É satanás quem faz barulho no mundo; é o príncipe das trevas que movimenta o ambiente, a fim de criar sensação de felicidade. Mesmo num Egito de escravidão, a pobre raça ainda vê razão de achar vida ali, porque têm uma panela cheia de iguarias. Satanás faz com que os homens pensem que comer, beber e levantar para se divertir é que faz a vida ser de fato a vida. Há um Deus de compaixão; há um Deus que olha e vê o estado de miséria de uma raça culpada; há um Deus de quem procede a vida e é Ele quem pode prover vida aos perdidos.
        Nosso Senhor olhou para Jerusalém com tanta tristeza, pois tudo o que Ele fez por Israel, todo bem e extraordinárias manifestações de justiça, amor e juízo, nada disso acordou o povo. Ele estava mostrando que não há como mudar o homem; que não há como atrair uma raça caída para cima, a não ser pela chamada da graça irresistível. O homem sem a vida que há no Filho está morto! Que situação espantosa! O que fazer? Pode uma lei santa e justa mudar o homem? Podem os anjos atrair os homens para Deus? Podem as melhoras sociais e outras atividades terrenas e benéficas socorrer os homens? Não! Somente o Autor da vida pode dar vida. Se Ele não entrar no cemitério e chamar alguém dentre os mortos, eis que o defunto continuará em seu estado de defunto.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

NÃO VERÁ A VIDA (7)


“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém permanece rebelde contra o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (JOÃO 3:36)
UMA CONDIÇÃO PERMANENTE SEM VIDA.
        Sem a vida que há no Filho, os homens são estranho aos princípios de vida ligados aos crentes, por isso não podem compreender as atitudes de santidade, justiça e coragem da parte de crentes sinceros que brilham neste mundo. O que os homens na condição de mortos fazem é tentar desviar os santos de Deus, pois não podem suportar a luz. Nos anos de ministério tenho visto como os crentes fieis ao Senhor são realmente perseguidos, por não concordar com o comportamento sem temor dos mundanos. Algumas irmãs recebem o ódio mortal dos seus maridos incrédulos, os quais, sem qualquer receio, querem levar a maldade para seus lares. As orações e o fervor delas são decisivos para a derrota deles. Muitos são os crentes que são odiados no trabalho, porque não podem concordar com as injustiças dos colegas incrédulos, assim como ocorreu com Daniel e seus amigos naquele ambiente idólatra e perverso da Babilônia.
        Não há qualquer sinal de interesse por coisas eternas. Para os mundanos as coisas eternas não têm qualquer sentido; eles gostam do mundo, vibram e gastam seus bens pelo mundo. Eles condenam a vida de um crente que se esforça e vai à igreja, a fim de assistir um culto de no máximo duas horas, mas se sacrificam, vão longe e gastam seus recursos por um jogo de futebol. Eles queixam de que os crentes dão seus dízimos e ofertas, segundo eles para enriquecer os pastores (apesar que têm elementos que ficam ricos com suas mentiras religiosas), mas eles mesmos gastam muito com cervejas e pingas, buscando entre os amigos o que eles chamam de alegria e divertimentos. Mesmo na vida religiosa, podemos ver o quanto os mundanos são insensatos, pois quando querem sorte e “bênçãos” na vida financeira, estão prontos a gastar com elementos mentirosos. Conheci um senhor que perdeu as pernas, devido a diabete. Achando que a oração de um missionário lhe restauraria as pernas, foi lá pessoalmente e entregou uma quantia altíssima de dinheiro. O pobre homem, além de perder as pernas, não demorou para perder a própria vida.
        A vida que faz sentido para os homens deste mundo é a vida aqui. Há uma ligação de amor, afeto e determinação quanto às coisas passageiras, mesmo com os melhores homens. Aprendemos isso com Esaú, pois todo desejo dele pelas bênçãos do papai Isaque era para que ele pudesse ter prosperidade. E de fato teve, porque em Josué 24 diz que Deus elevou Esaú e fez com que por muitos anos a descendência daquele homem prosperasse muito, até que Deus em Sua ira enterrou tudo para esquecimento eterno (Malaquias 1). Além disso, os homens mundanos estão associados ao sistema mundano deste mundo e contribuem para o andamento deste sistema condenado à destruição (2 Pedro 3). O mundo vive sob o controle do dinheiro e é o amor às riquezas que faz este mundo ser o que é dia a dia. Não haverá um momento em que a multidão recuará, pois a cada dia os homens lutarão para ter mais e mais. Muitos que ficam ricos não conseguem descansar suas cabeças, porque temem perder o que têm e muitos se suicidam, quando a felicidade parece sumir como leite derramado ao chão.
        Religiosamente há um poder por detrás que sustenta crendices, superstições e mentiras. Qualquer religião que não esteja envolvida com a verdade pura e simples da palavra de Deus tende a ser marcada por superstições. Ora, a natureza sem a vida que há em Cristo tem grande apreciação por isso, é seu prato predileto em termos religiosos. Assim, não há qualquer esperança no homem; não há nele que gotícula de interesse por Deus; não brilha nele nem sequer uma esperança da glória, porque a glória dele está na terra e morrerá aqui mesmo

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

NÃO VERÁ A VIDA (6)


                
“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém permanece rebelde contra o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (JOÃO 3:36)
UMA CONDIÇÃO PERMANENTE SEM VIDA.
        Que saibamos que a ausência de vida é mostrada na inútil maneira de viver, assim como Pedro fala em sua primeira carta (1:18). Quão desnecessária é a forma de vida que leva o ímpio neste mundo! Todos os seus esforços são gastos para aquilo que finda aqui; todos os seus sonhos giram em torno de uma felicidade aqui. Se ajuntam dinheiro para viajar, passear, conhecer pontos turísticos, logo aquilo passa e ferrenhos desejos por felicidades os impulsionam a lutar por tudo o que a bíblia chama de vaidade. Não significa que essas coisas em si mesmas são erradas, mas suas finalidades e perigos que cercam não são perceptíveis, por falta da vida que é realmente eterna, por ausência de uma visão além deste véu. Somente quando os homens são salvos e assim recebem a vida é que eles conseguem entender e avaliar tudo à luz da glória de Deus.
        Assim, os homens sem a vida servem não a Deus, mas ao pecado. Eis aí a real diferença entre a forma como os que têm vida eterna observam as coisas. Eles vêem a vida do ponto de vista bíblico e se desfrutam das belezas desta vida, eles o fazem para adorar a Deus e não para os meros caprichos da carne. Sem a vida que há no Filho, a razão de tudo está aqui mesmo, pois eles não conseguem ver além desta visão horizontal. Não foi assim com o homem rico? Ele ajuntou seus bens a fim de usá-los na velhice. Do ponto de vista dos homens ele estava certo, porém ele esqueceu de sua alma, porque se apegou aos desejos sensuais.
        Além de tudo, os seres humanos foram criados para servir. Não há o que chamam de livre arbítrio. Somos escravos daquele a quem obedecemos. Só há um que é livre e que não há de prestar contas a ninguém e essa pessoa é Deus. Mas a ausência da vida que há em Cristo anula esse fato, pois no pecado cada ser humano quer sentir-se como um deus: “Cada um se desviava pelo caminho...”. Sem a vida os homens não veem que são escravos; para eles o que vale é a liberdade, mas uma liberdade que lhes leva a expressar seus insanos desejos por viver no pecado. Eles não percebem que não são livres coisa alguma; não veem que são pobres e miseráveis escravos, que há poderes terríveis que estão acima deles, dominando todo seu viver. Foi exatamente isso o que o Senhor falou aos judeus em João 8:34: “...todo o que comete pecado é escravo do pecado”. A liberdade que os homens sem a vida pensam que têm, parece com a liberdade que o peixe tem na água, porém, quando são puxados para foram começam a debater para voltar ao seu habitat.
        Há também nos homens sem a vida eterna que há no Filho uma insensibilidade a tudo o que se refere a Deus. Eles podem falar de Deus, mas não tem qualquer ligação com o Deus da revelação bíblica. A vida natural cria sua própria divindade, mas o fato é que eles desenham no coração um estilo de divindade diferente, inferior a eles mesmos e destituído de poder. Quando eles desenham ou fabricam seus deuses eles logo são vistos como seres horríveis, ou mesmo como a figura de uma mulher sombria. Isso porque a natureza sem a vida eterna não pode admitir alguém superior; não admite uma divindade que venha a mexer com sua vida cheia de pecado.
        E mesmo se lidar com a bíblia, o homem sem a vida eterna não consegue entender a linguagem bíblica, por isso lidará com a palavra de Deus de forma supersticiosa. Há no homem sem a vida eterna uma insensibilidade a tudo aquilo que se refere a Deus. Sua mente é cheia de trevas e seus sentimentos são levados para festejar suas mentiras. A mente deles está ligada à terra, enquanto a dos crentes está ligada ao céu (Colossenses 3:1). Tentar elevá-los às coisas celestiais é tentativa inútil, pois só entenderão as verdades eternas quando receberem a vida que há no Filho.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

NÃO VERÁ A VIDA (5)


                             
“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que porém permanece rebelde contra o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (JOÃO 3:36)
UMA CONDIÇÃO PERMANENTE SEM VIDA.
        Quero continuar lançando esse alicerce doutrinário, mostrando aos meus leitores o quanto os homens no pecado não têm vida e não verão a vida, caso forem deixados sem uma visitação misericordiosa da parte de Deus. Notemos bem que a bíblia não mostra essa condição dos homens a partir de alguma ocasião posterior à queda. Lembremos bem que Deus mostra a raça caída em Adão desde a decisão que ocorreu ali. Todos em Adão, então todos pecaram em Adão, conforme a verdade mostrada em Romanos 5:12. Visto que nasci no pecado, então Deus me vê como um morto espiritual e não como alguém quase morto ou apenas enfermado. Todo nosso problema consiste em não ver a vida do ponto de vista de Deus. Não cremos que a bíblia é Deus falando. Nossa incredulidade vil nos empurra à tanta desilusão e derrota.
                Assim todo crente poderá entender a diferença entre a vida natural e a vida eterna se apenas voltar seu antigo estilo de vida antes da conversão. Minha expectativa é que meus leitores crentes não pensam que nasceram crentes. Já mencionei algumas vezes em meus escritos acerca de minha vida, antes da minha conversão. Minha mãe era uma mulher crente sincera e me levava à igreja e assim eu aprendi os costumes e os hinos cantados ali. Claro que todo esse aparato religioso serviu muito para o serviço de Deus agora. Mas eu era um homem morto! Mesmo sendo livre de sérios e grosseiros pecados. Mesmo assim em nada diferia dos padrões deste mundo, pois eu não tinha qualquer interesse por Deus, não conhecia o Senhor e Ele não habitava em meu coração.
        Quando tratamos de vida eterna, certamente devemos distinguir essa vida da vida natural. Eu nasci um dia, cresci tendo o nome que meus pais me deram; aprendi a falar, andar, ler, ter amigos, decidi casar e assim por diante. Essa é a vida que todos têm – a vida natural, mas ela nada tem a ver com a vida eterna. Aquela passa com a morte, esta é permanente. Assim precisamos discernir os sinais claros e inequívocos de vida eterna, a fim de fazer diferença da vida natural que todos têm. Quando lemos o livro de Eclesiastes é fácil ver ali que o escritor está mostrando a vida natural e não a vida espiritual. Todo estilo de vida rica, confortável, saudável é vista abaixo do sol, nada acima dele. Até mesmo a linguagem religiosa em Eclesiastes é usada falando de Deus, como todo homem natural fala, mas não de Deus como o Senhor. Até o final do livro mostra exortações referentes à vida natural: “Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade”. Não há uma visão da eternidade e não é mostrada uma necessidade urgente de salvação ali. O que acontecia comigo? Por que não tinha a vida que há no Filho? Afinal, não era chamado de crente? O que a bíblia fala é que eu estava morto para Deus, mas vivo para o mundo; eu era completamente estranhos às realidades eternas, nada sabia dos meus pecados e da minha condição de condenado. Quando meditava na volta de Cristo e tinha medo, pois não tinha qualquer segurança concernente a salvação de minha alma, conforme diz um antigo hino: “Bem longe de Deus eu andava, um pobre perdido fui eu; pensava que fosse impossível entrar a minha alma no céu”
        Será que podemos entender isso? A vida natural morre aqui; a vida eterna é para sempre. Quando a pessoa recebe a vida eterna por ocasião de sua salvação, logo percebe-se que a vida eterna passa a dominar a vida natural; os desejos da carne são superados e vencidos pelos desejos espirituais; logo é visto que há um homem novo no coração, o qual vai crescendo e renovando mais e mais em poder, fé e genuíno amor. Enquanto isso, o homem natural segue no mesmo estado dia a dia; não há sinais de mudanças; não há interesses por realidades eternas, porque seu coração está no mundo e morrerá com tudo isso.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

NÃO VERÁ A VIDA (4)


                  
“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que porém permanece rebelde contra o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (JOÃO 3:36)
MOSTRA A CONDIÇÃO NA QUAL ESTÃO OS HOMENS NO PECADO.
        Tomemos a vida de Saulo de Tarso, porque sabemos o quanto era um homem incrivelmente sério e zeloso em sua religião. Não era ele um hipócrita, porque cria que tudo o que fazia estava certo; que todo seu esforço redundaria numa ressurreição final e que um dia iria morar no Paraíso celestial com Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, etc. Paulo era um morto espiritual; a luz da verdade revelada não havia entrado em seu coração e tudo que recebera não passava de mentiras e para aquelas mentiras ele havia se dedicado e consagrado, assim como acontece com os mulçumanos. Dentro do seu coração Saulo nutria um tremendo ódio contra o Senhor e respirava nele um sangrento desejo de ver mortos os seguidores desse Nazareno.
        Tenho passado essas coisas, a fim de mostrar o que significa o que o texto diz: “Não verá a vida...”. Nós estamos acostumados a olhar o homem e ver boas qualidades nele; observamos cuidadosamente boas coisas que achamos que podem leva-lo a Deus. Mas, que valor tem um morto? Será que entendemos que o pecado trouxe a morte? Será que entendemos que não há qualquer sinal de vida no homem? No que tange a vida aqui ele tem, mas quando se trata de coisas eternas ele está morto. Sendo assim devemos entender que a existência do homem no pecado é completamente sem valor para Deus. Pode ser os grandes como Herodes, Pilatos, Félix ou Faraó. Não passam de mera fumaça que aparece agora e logo se dissipa. Pode ser os ricos, os cultos, os fortes e grandes nomes que surgem na religião mundana. Não passam de meros cadáveres inúteis para Deus.
        Mas você pode retrucar, dizendo que morte, conforme o texto, não significa morte, mas sim num estado como se estivesse sem vida. Ora, para que Deus usaria o termo morto? Além disso, por causa desse termo é que Deus usa a palavra “ressurreição”, a fim de dizer que Ele nos deu vida. Se tirarmos a palavra “vida” ou “morte” do seu significado literal, teremos que dizer que Jesus não morreu na cruz; que Ele estava semimorto e que a ressurreição era realmente uma mentira. Fujamos desse perigo! Para nós os homens estão vivos, porque podem falar, caminhar, trabalhar, pensar, sentir e tomar suas decisões neste mundo. Mas isso é o que vemos. Porém, quando se trata de coisas espirituais eles estão mortos, são defuntos andantes; estão surdos, mudos, paralisados, com a mente e emoções em trevas. Notemos que quando trata-se de coisas desta vida eles estão bem vivos, mas quando se trata de Deus, da glória de Deus e de coisas eternas, eles ficam em absoluto silêncio ou procuram sair.
        O Senhor e seus apóstolos jamais mudaram a mensagem. É verdade que eles lidaram com os homens como seres vivos, responsáveis perante Deus. Quando Deus lida com os homens é sempre assim, pois Ele os convoca a entender que a culpa do pecado é deles; que é insana a vida que eles levam em suas idolatrias e práticas perversas. Deus lida com os homens no fato que eles vão enfrentar o juízo, que terão de prestar contas perante o grande Juiz e que no final o juízo de Deus será um juízo justo e santo. Devido ao pecado os homens estão mortos e carecem de uma intervenção vivificadora de Deus, assim como Lázaro precisou para voltar à vida. Mas os homens, como seres responsáveis são chamados à responsabilidade deles. Eles são culpados pelos seus pecados, por não darem a Deus a glória que lhe é devida; por usar da criação e ainda viver em suas maldades.
        O evangelho convoca os homens ao arrependimento, porque quando os homens se arrependem é sinal que eles estão no lugar certo, onde Deus usará ou não de compaixão para com eles.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

NÃO VERÁ A VIDA (3)


                                             
“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que porém permanece rebelde contra o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (JOÃO 3:36)
MOSTRA A CONDIÇÃO NA QUAL ESTÃO OS HOMENS NO PECADO.
         Avancemos um pouco mais no exame do termo “vida”. Lembremos bem que a vida que recebemos de nossos pais nada tem de valor para Deus, pois com a queda fomos postos como condenados perante Ele. Além disso, a bíblia deixa claro que o homem natural está completamente distante e alheio à vida que há no Filho. Não importa a condição de vida aqui; pode ser um famoso Herodes, um poderoso Faraó ou o mais simples lavrador, todos estão na mesma condição. Digo mais que até o mais religioso da face da terra, sendo considerado por todos como alguém santo e digno do céu, não passa de um homem natural bem emplumado como uma ave, sem qualquer discernimento das verdades eternas. Vida natural é completamente oposta à vida espiritual. A existência da primeira está condicionada apenas à este mundo, enquanto a existência da outra é para sempre – eterna.
         Examinemos essa verdade, vendo a vida do religioso Nicodemos. Quando ele foi ter de noite com Jesus (João 3), certamente ele pensava que estava certo, que sua religião era a verdadeira e que era um mestre no conhecimento das coisas de Deus. Porém aquele homem foi surpreendido pelas palavras do Senhor: “Necessário vos é nascer de novo”. Notemos que Jesus colocou Nicodemos juntamente com todos em Israel e em sua religião dos fariseus: “...vos é...”. Nicodemos pensava que tudo estava bem entre ele e Deus, mas foi surpreendido com uma linguagem que ele jamais ouvira; até aquele dia ele ouviu apenas sobre as letras da lei e jamais conhecera o espírito da lei. Nicodemos não passava de um homem natural, nascido de Adão, sem qualquer ligação com a fé de Abraão de outros homens de Deus.
         É essa a condição de todos os homens, não importa a raça, a cor, a religião, os pais, etc. todos nasceram no pecado e essa vida nada tem de valor para Deus. Sem a vida que há no Filho, quem é o pobre ser humano? Não passa de um peregrino, sem pátria aqui e sem lugar no céu, marcado para ser atirado no abismo eterno. Como podemos nós mudar essa situação? Tem alguma esperança de que as coisas melhorem para os homens aqui? Claro que não! Podemos nós chegar ao cemitério e chamar os mortos à existência? Olhemos tudo na visão bíblica e vejamos como o pecado trouxe a morte em todos os aspectos.
         Outrossim, olhemos os homens no pecado, em suas vidas como naturalmente vivem. Não é verdade que eles são contentes na vida natural? Eles veem a vida aqui como a coisa mais bela e charmosa; o mundo para a vida natural é encantadora e cheia de atração, porque é a vida natural. Fale do céu para o homem natural; fale das glórias eternas, do fato que lá não há dor, nem morte e que lá é o verdadeiro Paraíso. O homem natural ignora tudo isso, porque soa estranho aos seus ouvidos. Para o homem natural a vida aqui é melhor, porque tudo é visto à luz daquilo que eles veem e ouvem. Para eles a esperança está aqui e até as dores, morte, lutas, maldades e acontecimentos trágicos fazem parte desta vida natural.
         Tentar fazer da vida natural uma vida espiritual é tão inútil quanto fazer um animal ser participante da vida humana. A condição do homem perante Deus é de morto. Ora, não estamos lidando com esta ou aquela religião; não estamos tratando aqui de coisas inventadas por homens religiosos. A linguagem de João 3:36 é do próprio Deus: “...não verá a vida...”. É uma terrível sentença de morte eterna que paira sobre a cabeça de homens e mulheres que permanecem impenitentes em seus pecados. É como se Jesus entrasse no cemitério e dissesse: “Vou chamar Lázaro, mas aquele que está noutro sepulcro não”. Deus dá a sentença eterna aos pecadores e isso é algo que deve nos aterrorizar, porque muitos que aqui vivem, jamais verão a vida.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

NÃO VERÁ A VIDA (2)


                        
“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que porém permanece rebelde contra o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (JOÃO 3:36)
MOSTRA A CONDIÇÃO NA QUAL ESTÃO OS HOMENS NO PECADO.
        Uma vez dada a introdução procurarei entrar nos detalhes do texto. Lidemos com a preciosa palavra de Deus; chequemos a linguagem santa, examinando-a à luz da mentalidade divina, conforme Ele nos transmite em toda Escritura. Nunca devemos esquecer que a Palavra de Deus há de trazer contradição naquilo que ela mesmo ensina. O que parece ser contradição é devido nossa visão errada. Os erros doutrinários aparecem justamente porque ensinos são extraídos, não à luz da verdade conforme Deus fala em toda Palavra, mas sim porque elementos colocam seus raciocínios falazes, a fim de tentar fazer com que a Bíblia fale o que eles querem. Os judeus, por exemplo, viam apenas a letra das Escrituras e não o espírito que que as envolviam, por isso manifestavam ira e até mesmo disposição assassina contra o Senhor.
        “...quem crê no Filho tem a vida eterna...”. Quero que analisemos a palavra “vida”, a qual aparece no texto duas vezes. No Novo Testamento 3 palavras gregas aparecem traduzidas “vida”. A primeira que aparece em 1 João é a palavra “bios”, a qual trata-se do aspecto físico ou aparente da vida. O outro termo é “psique” e normalmente trata-se da alma. Esta palavra foi usada por Cristo para falar sobre esta vida que envolve a alma em sua ligação como corpo. Por exemplo, quando Ele fala do homem louco que ajuntou riquezas e disse para sua alma: “Come, bebe, folga e regala-te”. Ele usa o termo psique para referir a essa vida que termina aqui com a morte. Mas o termo usado em João 3:36 e em todo livro de João é a palavra grega “Zwê” que é usada para referir à vida que está acima de psique e bios; é a vida por excelência, a vida que há no Filho.
        Quando nascemos viemos ao mundo com “bios” e “psique”, a vida física e a vida da alma. Não trouxemos a vida que há no Filho. A entrada do pecado nos tornou homens naturais, homens físicos ligados à alma. Não trouxemos a vida que há no Filho, mas sim a vida que há em Adão. Noutras palavras, esta vida natural nos tornou daqui, da terrena e não do céu. Sem a vida que há no Filho, a vida verdadeira e eterna, para Deus o homem é um morto. A vida natural é fruto do pecado e em toda Escritura Deus mostra nosso estado de imundície, com o qual entramos neste mundo. Vejo como o movimento evangélico moderno tem feito de tudo para que todos sintam que são filhos de Deus, que podem orar, adorar e outras atividades religiosas. Mas quanto engano! O texto de João 3:36 deixa claro que “quem temo Filho, tem a vida...”. Significa que há diferença, que têm os que receberam a vida que há no Filho e os condenados. O texto afirma categoricamente que muitos não verão a vida.
        Para falar um pouco mais sobre nosso estado natural de imundos, precisamos ver alguns textos bíblicos que vão nos ajudar. Davi, quando se conscientizou do seu pecado e chegou em confissão perante Deus, ele pode compreender a realidade da imundície do pecado: “Eu nasci na iniquidade e em pecado me concebeu minha mãe”. Imediatamente ele pediu ao Senhor que o limpasse e o purificasse usando os rituais de purificação, conforme a lei (Salmo 51. Leia todo esse Salmo). Além disso vemos essa verdade claramente estampada em Isaías 64:6: “Mas, todos nós somos como o imundo...”. O Velho Testamento usa muita figura física de imundície, como o leproso e como a mulher no período da menstruação, a fim de enfatizar o estado no qual deixou o homem no pecado.
        Passei bem rápido por esses textos somente para lembrar meus leitores, que não há no homem a vida aceitável a Deus. Para Israel em Isaías 1 Ele ordena: “Purificai-vos!”. Para os discípulos em João 15 o Senhor diz: “Mas vós estais limpos pela palavra que vos tenho pregado”. Tudo isso e muito mais é para que saibamos que não há naturalmente em nós nada que atrai a simpatia de Deus.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

NÃO VERÁ A VIDA (1)


                       

“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que porém permanece rebelde contra o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (JOÃO 3:36) INTRODUÇÃO:      
        Prezado leitor, creio que devo chamar sua atenção para este texto tão precioso e cheio de instruções. Preciso tomar cada palavra aqui e deixá-las bem esclarecidas em vossas mentes e emoções, pois eu sei que essa é a função de um pregador. O texto em si mesmo é profundamente esclarecedor e confrontador, além de mostrar o ensino glorioso da tão grande salvação e também do terrível estado do homem em seus pecados. Não há dúvida que para esta época tão cheia de armadilhas religiosas, tão bem preparadas pelo pai da mentira, os homens desta geração precisam saber o que a bíblia deixa tão claro à mente de todos. O texto ataca o programa ecumênico, humanista e socialista destes dias tão perigosos como uma leoa à espreita.
        O texto deixa claro que uma alma não salva não verá a vida e sobre isso que desejo tratar aqui. Essa declaração é terrível, porque mostra a condição tão espiritualmente aterradora, na qual vivem os homens no mundo, porque se eles não verão a vida é porque estão mortos. Olhando superficialmente, essa afirmação incrivelmente reveladora parece tão superficial que pode bem ser descartada como algo sem importância. Uma razão é que quando vemos uma frase como essa: “...não verá a vida...”, traduzimos no íntimo como algo que não fará diferença. Sem vida no nosso entendimento tão pobre é algo que não chama a atenção. Vida para nós é vivacidade, é ser alegre, jovial, ter o prazer de curtir o mundo, etc. Mas nós estamos lidando com a Palavra de Deus e na bíblia estar sem vida significa “estar morto”.
        Mas o texto é tão desafiador que vou mostrar-lhes o quanto a situação é aterrorizante para a alma que continua com seu coração em plena rebelião contra Cristo. A frase aparece como uma sentença que cai sobre homens e mulheres os quais ignoram a importância da salvação. É fato que o evangelho moderno nem mesmo quer saber desses detalhes tão impressionantes, porque tudo hoje é superficial, tudo é visto do ponto de vista humano, social e os homens são tratados como pessoas que sofrem e que precisam de nosso socorro. Olhamos tudo à luz da aparência, do sofrimento externo, mas a bíblia não vê as coisas assim. Deus vê a raça caída em Adão; que todos pecaram e que diante de Deus não quem possa estar em condição melhor. A bíblia afirma sobre o fato que a morte entrou e que os efeitos mortais do pecado estão por toda parte em forma de doenças, perversidades, pobrezas e mortes.
        Outro detalhe importante é que não estou trazendo um evangelho diferente, porque essa mensagem foi pregada pelos apóstolos e por grandes pregadores, homens de Deus que levavam a sério a verdade conforme está escrito. O que eles pregavam? Eles afirmavam que os homens estavam mortos em seus pecados e que nada tinham de desejo em ir para Deus, justamente como afirmou nosso Senhor aos judeus: “E não quereis vir a mim para terdes vida”. O antigo evangelho sempre buscou glorificar a Deus em Sua atuação soberana. O que diz o texto acima? Afirma que os homens em seu estado de rebelião contra o Filho não verão a vida. Que estado de condenação! Que estado lastimável! É como se o Autor da vida estivesse passando num cemitério e neste e naquele túmulo ele olhasse e dissesse: “Este e aquele não verão a vida”.
        Vejamos como tudo fica claro nas Escrituras; vejamos como Deus nunca mudou seus pensamentos. O mesmo Deus que disse: “Amei Jacó e aborreci de Esaú” é o Deus que fala a mesma coisa: “Este eu o chamo para a vida, aquele não”. Não é para nós temermos e tremermos diante do grande Senhor? Esse é o evangelho bíblico que soa como uma doce sinfonia aos corações santificados, enquanto para outros não passa de loucura.