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sábado, 4 de maio de 2013

A BANDEIRA DO SENHOR SOBRE SEU POVO




“Levou-me à sala do banquete, Sua bandeira sobre mim é o amor” Cantares 2:5
Que segurança a esposa podia ter no amor de seu esposo! Sua alma era imensamente feliz. O impressionante é que ela compara o amor do marido sobre ela como uma bandeira: “Sua bandeira sobre mim é o amor”! Afinal, que lição o Espírito de Deus nos traz? O que isso tem a ver com o amor de Cristo pelo Seu povo? Quatro lições podemos extrair dessa preciosa declaração da esposa em relação ao amor do seu marido por ela:
A primeira é que a bandeira de Cristo sobre o Seu povo é algo para ser visto. O mundo precisa ver que o povo de Deus é remido, comprado e separado para a Glória de Deus. Não pertencemos a este país terreno. Nosso lugar é lá no céu, nossa pátria está lá, nossa família eterna nos espera lá. O mundo sabe disso, e por esta razão o mundo tanto odeia o povo de Deus e o persegue.
                Em segundo lugar, é uma declaração de aceitação eterna: “Sua bandeira sobre mim é o amor”. Somos um povo amado. Amado pelo Pai, Ele nos amou em Cristo e nos aceitou no Amado. Mais do que isso, o amor é eterno: “Com amor eterno Eu te amei” (Jeremias 31:3). Isso significa tanto para o genuíno crente! Isso traz tanto conforto para uma alma redimida! Tal verdade faz o verdadeiro crente descansar pela fé nos braços eternais do seu Senhor que ali na cruz provou Seu amor se entregando a Si mesmo em favor de pecadores indignos.
                Em terceiro lugar, “sua bandeira sobre mim é o amor”, é uma declaração de que liderança firme Ele tem continuamente na vida de cada crente. O amor não abandona o objeto amado. O amor do Senhor sobre os santos Dele é um amor zeloso, que cuida, protege, defende, guia, ensina, disciplina, sustenta, consola, enfim, nossa linguagem é paupérrima para descrever o que significa Amor Eterno sobre nós.
                Em quarto e último lugar, “sua bandeira sobre mim é o amor”, é uma declaração de plena segurança em meu viver durante a peregrinação terrena. O povo de Deus foi tirado da maldição da lei e posto debaixo da portentosa força da Graça. Nunca, jamais, o Senhor dará as costas para Seu povo; nunca Seu povo será censurado; nunca Seu povo será desprezado. Suas ovelhinhas fracas, cansadas e fatigadas Elas as tomará em Suas mãos e as levará. Todas chegarão ao portal de acesso à Nova Jerusalém. Nenhuma ficará para trás; nenhum dos Seus se perderá.
                Que sua alegria, caro leitor seja motivada pela verdade do eterno e contínuo amor de Cristo em favor dos Seus eleitos! Que sua caminhada seja firme e decidida sob o comando e liderança do bem-amado de nossa alma!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O AMOR DE CRISTO PELA SUA NOIVA (10)




“Debaixo da macieira te despertei; ali esteve tua mãe com dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz. Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é forte como a morte; o ciúme é cruel como o Seol; a sua chama é chama de fogo, verdadeira labareda do Senhor. As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Se alguém oferecesse todos os bens de sua casa pelo amor, seria de todo desprezado” (Cantares 8:5-7).
A NOSSA ORIGEM NO PECADO (continuação)
         Caro leitor, preciosas palavras de advertências o esposa transmite à sua amada. Ele não está dependendo do amor dela, mas ela precisa se abrigar urgentemente nesse amor, a fim de estar protegida e abrigada. Assim também é a igreja em relação ao amor do Senhor. Cristo não é persuadido pelo amor do Seu povo; nada altera seu glorioso e conquistador amor pela igreja gloriosa, comprada com Seu sangue. Os crentes precisam conhecer de onde vieram, precisamos estar constantemente humilhados perante esse oceano de amor; precisamos saber que nosso Amado requer dos Seus santos obediência e submissão a Ele, do contrário o amor providenciará severa disciplina.
         Na frase: “Debaixo da macieira te despertei...”, temos perante nossos olhos a poderosa doutrina da nossa origem em Adão. Enquanto satanás tenta abafar esse ensino, a Palavra de Deus abre sua boca e pela santa lei denuncia a triste condição do homem no pecado. O espírito desta época proclama a bondade humana; exalta a dignidade e os direitos humanos; caprichosamente afirmam que Deus é mentiroso e que é culpado da situação tão problemática na qual os homens se encontram. Porém, a verdade revelada brilha de forma refulgente nessa escuridão de mentiras, afirmando a origem do homem no pecado. Veja a confissão de Davi: “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51:5). Enquanto satanás lisonjeia de forma trapaceira as multidões, a bíblia declara: “Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, proferindo mentiras”.
         Prezado amigo, nossa natureza carnal, arrogante e egoísta gosta de ouvir esse ensino? Uma igreja será bem visitada e buscada onde essa verdade tão poderosa é ensinada e pregada com zelo? Jamais! O mercado religioso tem muitas ofertas aparentemente belas para os que querem viver iludidos. Para aqueles cuja fé é feita de plástico, o fogo da verdade é insuportável. Mas a verdade solene e gloriosa está perante nossos olhos. Como fugir? Somente a verdade pode libertar nada mais! A mentira, por mais bela e encantadora que seja adornada e pulverizada de gotas da verdade, não passa de mentira, e é ainda mais perigosa. A verdadeira fé suporta o fogo purificador da verdade revelada.
         O que vem a significar essa romântica, mas misteriosa frase: “Debaixo da macieira te despertei...”? Eis aí a impressionante verdade da queda da raça em Adão: “Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:21). Poderia encher o restante desta página de versos bíblicos que tratam desse assunto, mas a verdade está perante aqueles que recebem a Palavra de Deus com alegria. Voltemos à figura de linguagem usada pelo Amado em relação à sua noiva: “Debaixo da macieira te despertei...”. Deu para perceber que somos levados de volta ao Éden? Que a nossa história é contada na queda em Adão?
         Quanto engano vemos sendo apresentado nesse cenário religioso moderno! Quanta busca por superstições! Amigo, pisemos firmemente o solo puro e santo da verdade bíblica! Caminhemos sem vacilação pelas vias iluminadas da revelação divina! Deixemos as fantasias e sonhos promovidos por satanás! O Deus da bíblia não sonha, pelo contrário Ele não dorme nem tosqueneja (Salmo 121). Encaremos firmemente nossa culpa e condenação merecida! Curvemo-nos perante a gloriosa verdade de que ali no Éden tombamos e decidimos em nossos pais obedecer a voz da serpente. Foi ali que recebemos o golpe fatídico do pecado! Foi ali que a morte passou a ter o domínio constante de nossas pobres almas.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O AMOR DE CRISTO PELA SUA NOIVA (9)




“Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada ao seu amado? Debaixo da macieira te despertei; ali esteve tua mãe com dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz. Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é forte como a morte; o ciúme é cruel como o Seol; a sua chama é chama de fogo, verdadeira labareda do Senhor. As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Se alguém oferecesse todos os bens de sua casa pelo amor, seria de todo desprezado” (Cantares 8:5-7).
A NOSSA ORIGEM NO PECADO:
            Prezado leitor estamos diante da infalível e inerrante Palavra inspirada, por isso todo nosso orgulho e vaidades são postos no pó. Corações envaidecidos pelo orgulho do pecado tomam a Bíblia como um amuleto de sortes, procurando aqui e ali alguma coisa que lhes faça bem e desprezam toda verdade revelada. Recebamos a Palavra inspirada com nossas almas humilhadas e profundamente dispostas a sentir o golpe da verdade. Ela é a espada do Espírito (Hebreus 4:12), por isso ela chega e golpeia nosso arrogante coração.
         O assunto que segue em nosso texto é profundamente revelador e humilhante. O cristianismo moderno, tão enganador e apóstata tem escondido a verdade, tem encoberto o coração com aparência de piedade. Como médicos mentirosos, falsos mestres têm dado paliativos ao povo e encobrindo a ferida mortal, a chaga maligna do coração. Eles espalharam às almas uma paz perigosa, paz letal (Jeremias 23:17), transformando pecadores em herdeiros do inferno duas vezes (Mateus 23:15).
         O assunto que vem a seguir mostra o amor genuíno, protetor e santificador do Noivo pela Sua noiva. No verso anterior vimos como ela foi achada, como Ele amou pecadores e provou isso vindo ao mundo para arrancá-los da masmorra cruel e enganadora deste mundo liderado pelo pai da mentira. Agora vemos como o Noivo amado comunica-se com Sua noiva e nessa comunicação Ele tem em vista o seguinte: Primeiramente quer mostrar-lhe onde foi achada, que ela está debaixo de grande perigo. É exatamente isso o que a Palavra de Deus comunica com os crentes, exortando-nos para que vivamos uma vida separada deste mundo e dependente do Senhor. Em segundo lugar o Noivo amado comunica seu amor de forma bem positiva. Ele avisa à noiva que Seu amor não parou e que ela não foi abandonada, entregue a si mesma. Seu amor está plenamente aceso e ativo em relação ao objeto amado.
         Ora, isso é de grande significado para nossas vidas práticas. Através do amor do marido pela sua esposa mostrado em Cantares somos advertidos a conhecer o amor provado do Senhor Jesus por nós. Todos os crentes genuínos, todos os que foram chamados pela verdade e santificados para Deus, todos os que foram selados pelo Espírito (Efésios 1:13), jovens, homens, mulheres comprados pelo sangue, não importa a idade, a condição social, todos são convocados a conhecer o real significado do amor do Senhor pelo Seu povo – a noiva amada. Milhares de crentes desconhecem a verdade do amor de Deus, nada sabem da atividade santificadora e disciplinadora desse amor de Deus. Que nossos olhos de santidade sejam abertos! Que sejamos capazes de enxergar as veredas pelas quais os justos devem andar! Que cuidemos com os perigos que assaltam nossa fé e mutilam a verdadeira vida cristã prática! Satanás sabe como anular a influência santa dos crentes; ele sabe como iludir corações com falsificações religiosas.
         Os crentes foram chamados não para mudarem o mundo, mas para separarem do mundo! Fomos convocados pela graça para avançar, seguir com persistência o caminho rumo à cidade santa. Estamos caminhando para o encontro com o Noivo amado, por essa razão sua comunicação é clara, a fim de que dependamos Dele. Somos como ovelhas no meio de ferozes leões; somos os santos no meio de uma multidão que odeia santidade; somos faróis que reluzem nessa escuridão tenebrosa de um mundo dominado pela mentira; somos cidadãos do reino de Deus num império onde satanás, a morte e o inferno cercam as multidões com tirania e domínio.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O AMOR DE CRISTO PELA SUA NOIVA (7)




“Quem é esta que sobe do deserto, e vem encostada ao seu amado? Debaixo da macieira te despertei; ali esteve tua mãe com dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz. Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é forte como a morte; o ciúme é cruel como o Seol; a sua chama é chama de fogo, verdadeira labareda do Senhor. As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Se alguém oferecesse todos os bens de sua casa pelo amor, seria de todo desprezado” (Cantares 8:5-7).
DESCOBERTA PELO AMADO (continuação):
         Prezado amigo, Cristo veio ao mundo em busca dos perdidos. Obviamente nem todos estão perdidos; nem todos têm seus olhos espirituais abertos para enxergar a vacuidade desta vida, como estão sendo iludidos e tratados como escravos neste mundo. Aquele homem, conforme a narrativa de Lucas 18 foi a Cristo em busca de certeza de vida eterna. Queria ir para a morada eterna na Nova Jerusalém, queria estar com o pai Abraão na cidade santa. Mas nosso Senhor foi diretamente ao santuário oculto em seu coração. Por fora era visto como um autêntico religioso que procurava guardar todos os preceitos da lei de Moisés. Ele se justificava na religiosidade externa e veio perante o Mestre com essa fachada caiada. Mas toda sua casa religiosa desmoronou quando o Senhor invadiu o lugar onde ninguém havia entrado, para descobrir onde o pecado reinava e controlava toda mente, emoção e determinação de sua vida: “...Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens e reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me” (Lucas 18:22).
         Perante o Senhor estava uma alma contente no pecado, satisfeita com este céu terreno, jamais querendo que qualquer religioso chegasse para destruir o império construído no coração. Ele era feliz aqui, queria garantir um lugar no céu porque tinha dinheiro para assegurar que lá tivesse tudo quanto tinha aqui. O portão de acesso estava trancado, mas a penetrante luz da verdade  trouxe a lume toda sua idolatria, perversidade, e iniqüidade oculta. Seu amor às riquezas era o deus mamon escondido. Era preciso destruir esse inimigo oculto, demolir esse castelo de ilusão, porquanto ele jamais poderia servir a dois senhores. Onde o Rei da glória entra, o reino do pecado chega ao fim.
         Mas ali estava uma alma por quem Cristo não morreu. Ele jamais se viu perdido, jamais compreendeu sua triste condição de culpado e de um amaldiçoado perante a lei. Quando se deparou perante a glória de Cristo e sua humilhante condição; quando percebeu que toda sua religiosidade de nada valia, que toda sua estrutura externa era como papel, e que era muito humilhante seguir a Cristo e caminhar com o povo de Deus para o reino eterno, sua decisão era exatamente a decisão que se espera de uma alma que jamais viu seu estado de perdição. Ora, Cristo na posição de homem mostrou seu amor por aquele moço que dera as costas à Sua misericórdia, preferindo voltar e estender seus braços para seu ídolo – sua riqueza.
         Hoje vemos milhares que jamais entenderam sua condição de perdidos no pecado querendo um cristo que possa levar-lhes ao céu, porém sem qualquer mudança em suas vidas. Continuam com suas idolatrias, mentiras no coração contra Deus e amando ao mundo. Jamais conheceram arrependimento, nem conversão. Jamais receberam novo coração que teme a Deus e que se dispõe a caminhar rumo ao céu com obediência, santidade e temor.
         Ora, Cristo não veio buscar essas almas.  Ele foi preciso em dizer que veio buscar perdidos. Sua noiva amada, Seu povo escolhido foi achada no deserto deste mundo, errante ali, com intensa sede na alma, buscando o lar verdadeiro, sem amor, sem amparo, na escuridão sem rumo. Cristo veio buscar pecadores que clamam a Ele, que invocam Seu nome para serem salvos. Ele veio buscar pecadores que nada mais querem com este mundo enganador; almas que encaram o Cordeiro que foi morto no lugar deles tendo em vista libertá-los da destruição eterna. Essas almas têm seus olhos agora abertos e seus ouvidos apurados para escutar o doce “vinde a mim”!