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domingo, 23 de novembro de 2014

REMOVENDO AS HONRAS TERRENAS



Da minha honra me despojou e tirou-me da cabeça a coroa” (Jó 19:9)
         Caro leitor, eis aí a mais preciosa lição que os santos precisam aprender. Jó foi um santo do passado que estava sem saber cursando na faculdade da graça. Todos, amigos, parentes e até mesmo seus servos aproveitaram da situação, e como hienas famintas riam e zombavam dele, tentando aproveitar da situação. Seus três amigos foram consolá-lo, mas ao invés de levarem bálsamo do amor, derramaram “vinagre” da heresia sobre suas feridas físicas e emocionais. Para Jó, aquele momento era ele e Deus; ele não tinha outra escolha a não ser subir em súplica e perante o Invisível lançar suas piedosas palavras.
         Quem foi Jó, um príncipe entre seu povo; um homem de respeito perante a sociedade; um homem cheio do temor do Senhor, mas que agora está, como que lixo, atirado ao lado, sendo motivo de escárnio e motejo de todos. O Senhor chegou e sem aviso prévio “removeu sua coroa”. O que significa isso? Ninguém mais entendia; seus amigos tinham uma visão religiosa extremamente defeituosa, pois acreditavam que os sofrimentos eram resultantes de pecado. Mas no meio de tanta aflição Jó entendia, mas queria compreender melhor o real significado da soberania. Quem é esse Deus que eleva e que abate? Quem é esse Deus que tira e dá? Quem é esse Deus que simplesmente faz o que bem quer, porque é sábio, justo e santo? Quem é esse Deus que arranca a prosperidade de seus filhos e imediatamente os coloca perante desesperos e aflições? Esse é o Deus da Bíblia, esse é o Deus de Jó e é Ele mesmo o Deus de todos os crentes em todo tempo e para sempre! Quem é esse Deus, afinal, tão diferente do deus moderno? Ora, esse Deus de Jó tomando decisões conforme Ele bem quer? Nem sequer considerando o sofrimento de um pai de família.
         Mas para Jó agora todas essas lições fazem parte da misteriosa escola, na qual todos os filhos de Deus têm que passar. A lição mais pesada de Jó foi que repentinamente Deus chegou e removeu-lhe a coroa da cabeça. Inimigos terríveis não tiveram dó e o Senhor permitiu que isso acontecesse com um servo tão fiel e zeloso. Por que não fez com ímpios e perversos? Por que não ordenou tal castigo contra aqueles que vivem por caminhos tortuosos? Ora, essas lições são preparadas, a não ser para verdadeiros crentes, porque assim que o Senhor passa e lhe remove a coroa, o santo imediatamente procura entender o porquê isso ocorreu.
         Caro leitor, isso acontece nesta vida, porque estamos neste mundo. Tudo aqui parece belo, afortunado, com muito sucesso e cheio de regozijo. Deus nos cerca de tantos privilégios e bênçãos materiais e de carinhos e amizades. Mas com o Senhor está a decisão de dar e de tomar. Para muitos crentes o Senhor avisa de antemão que sua coroa será tirada. Ele avisou a Ezequiel, a fim de que seu servo se preparasse para morrer. Mas não foi assim com Jó, pois o Senhor agiu de forma violenta com Seu servo, arrancando-lhe a coroa da posição tão honrosa e tão cheia de prestígio, indo embora e nada lhe falando. Mas o Senhor faz o que bem lhe apraz; o Senhor soberano sabe perfeitamente o que faz, porque sendo Ele justo, santo e reto, sempre tem o melhor para seus servos, mesmo que no momento tudo parece estar escuro ao derredor. Por que o Senhor levou os filhos? Por que o Senhor arrancou-lhe os bens? Por que o Senhor removeu a saúde? Por que o Senhor transformou o ambiente antes tão seguro, num cerco de bestas-feras humanas?
         Meu caro leitor, a um coração santificado pela graça a resposta vem simples e decisiva, pois o crente sabe que aquilo que Deus está fazendo, Ele o faz porque é perfeito em sabedoria e graça. Aquilo que parece ser juízo, não passa de atuação da Sua graça nas vidas de Seus servos. O Senhor está arrancando essa coroa de riquezas, prazeres e confortos mundanos, a fim de conceder aos Seus santos a verdadeira e eterna coroa. Por isso tudo deve ser motivo de glórias e graças; tudo deve ser motivo de adoração ao Senhor! Ele dá e Ele toma! Ele está removendo de Seus santos aquilo que com o tempo de fato será removido de uma vez para sempre!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

O PERSEGUIDOR IMPLACÁVEL (32 de 32)




Mas se não fizerdes assim, estareis pecando contra o Senhor; e estai certos de que o vosso pecado vos há de achar” (Número 32:23).
                                                        CONCLUSÃO
         Prezado leitor, como podemos concluir um assunto tão vasto? As Escrituras mostram o terror do pecado no viver do homem a fim de fazer brilhar a glória da cruz: “...Cristo morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras” (1Coríntios 15:3). Quem desconhece a miséria do pecado no íntimo jamais terá qualquer interesse na morte expiatória de Cristo. A lei de Deus foi dada para escancarar esse assunto, ela continuamente brada acerca do horror e da maldição do pecado. A maior parte das Escrituras funciona como raios-X, mostrando o que o homem é por dentro, a fim de que a mensagem solene do evangelho convide os pecadores ao conhecimento da tão grande salvação.
         Pretendo encerrar o inesgotável tema elucidando o texto de Números 32:23: “Mas se não fizerdes assim, estareis pecando contra o Senhor; e estai certos de que o vosso pecado vos há de achar”. Moisés, já no final da sua vida terrena está perante os representantes das duas tribos e meia. Eles chegam perante aquele grande líder solicitando a herança deles aquém do rio Jordão. Moisés, entretanto, encarou o pedido deles como uma atitude de rebelião. Por que eles não queriam morar em Canaã? Estariam recusando entrar na terra prometida? A atitude deles foi encarada seriamente por Moisés. Quarenta anos antes um grupo de israelitas havia recusado entrar na terra por medo, desconfiança de Deus, promovendo uma rebelião entre todo povo. A atitude hostil e rebelde deles resultou em que toda nação ficasse rodeando o deserto por quarenta anos como castigo de Deus, até que os rebeldes fossem mortos.
         O pecado deles visitou-os terrivelmente; a mão de Deus foi sobre eles esmagando-os até que nenhum sobrou, por causa da tremenda fúria do Senhor contra a maldade praticada por eles, quando desonraram a Deus com desobediência. Quarenta anos depois Moisés julga estar perante um grupo de rebeldes. Será que a nação vai sofrer duros golpes da Ira de Deus contra o pecado? Será que um grupo de homens presunçosos vai prejudicar a nação inteira? A reação daquele homem de Deus foi justa, a fim de que fosse punida qualquer atitude arrogante, num momento tão importante como aquele, quando a liderança da nação passaria para Josué. Mais tarde Josué enfrentaria a resistência de Deus contra toda nação por causa do pecado de um homem só – Acã, conforme o cap. 7 do livro de Josué. Sem a presença do Senhor a nação de Israel inteira não passava de minhocas ante o poderio daquelas nações armadas no território de Canaã. O pecado de um homem só representava o pecado de toda nação. Acã pecou, Israel pecou! A maldade de um homem foi como uma epidemia que contagiou toda nação: “Israel pecou; eles transgrediram o meu pacto que lhes tinha ordenado...” (Josué 7:11).
         Prezado leitor, é assim o pecado. Os representantes das duas tribos e meia deram provas a Moisés que seu pedido não era fruto de rebelião contra Deus, por isso receberam a terra aquém do Jordão. Aqueles homens estavam cheios do temor de Deus porque experimentaram durante os quarenta anos peregrinando pelo deserto, o que significam as conseqüências do pecado.
         Os homens precisam saber que não tem poder nenhum neste mundo contra o pecado. Você pode pegar um pau e matar uma víbora que foi achada em sua casa. Uma vacina pode erradicar uma enfermidade contagiosa, mas não há meio de combater o pecado e seus efeitos malignos. A ira de Deus paira sobre todo e qualquer pecado e o tormento eterno é a prova do furor de Deus contra o pecado. Somente o sangue do Cordeiro para tratar definitivamente contra todo e qualquer pecado. Somente Cristo levanta o caído, dá vida ao quebrantado de coração. Esta mensagem tem como meta chamar os pecadores ao arrependimento.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

O PERSEGUIDOR IMPLACÁVEL (31)




“Mas se não fizerdes assim, estareis pecando contra o Senhor; e estai certos de que o vosso pecado vos há de achar” (Número 32:23).
                                                        O JUIZO DE DEUS
         Querido leitor estou certo que a Palavra de Deus é suficiente para trazer aos corações atentos o verdadeiro entendimento do terror promovido pelo pecado nesta vida e na eternidade. Tenho envidado esforços para atrair aos corações dos leitores a bênção da humilhação, porque grassa neste mundo o orgulho do pecado, e o falso evangelho promove a soberba religiosa que parte de corações não regenerados. Que a doce misericórdia do Senhor venha alcançar milhares nesses dias de trevas e ignorância das realidades eternas.
         Davi experimentou o fel das obras infrutíferas resultantes do seu pecado. O prazer de tão pouco tempo resultou em aflição pelo resto da sua vida. Mesmo obtendo o perdão de Deus, viu quão amarga foi a colheita tempestuosa daquele vento que havia plantado. O último petardo da implacável perseguição do pecado foi quando sofreu a amarga e feroz perseguição de Absalão, seu filho, que a qualquer custo queria o reino.
         O amigo leitor pode perceber que onde a maldade é semeada, o pecado imediatamente faz cessar todo sentimento e amor natural. O amor paterno, materno e filial é como as pétalas de uma rosa, tão frágeis que um simples sopro são desprendidas e jogadas fora. A rosa é bela com suas pétalas, mas uma vez retiradas, toda sua beleza desaparece e os espinhos aparecem logo abaixo no galho. O amor natural não suporta a força impetuosa do pecado num ambiente. Um homem cujo viver é tortuoso destrói o ambiente seguro e agradável dentro da sua família. Tudo é transtornado e a insegurança aparece, trazendo sofrimento para os mais fracos.
         Amigo leitor, o pecado traz escuridão e desespero à sociedade; desmancha qualquer alicerce moral e afugenta os verdadeiros valores. No pecado um homem deixa de ser homem e age como um animal no seu relacionamento. No pecado a mulher perde seu conceito de mulher, fazendo com que desapareça sua graça e dignidade. Quando o pecado não é tratado como um verdadeiro inimigo e uma abominação, seu veneno vai destruindo e aviltando tudo, como um fogo que tudo consome. Tudo o que é belo ao derredor vai desaparecendo, fazendo com que a vida perca a graça da vida, mesmo com favores materiais.
         Ora, o rei Davi conseguiu viver e reinar o restante de sua vida por causa do seu temor ao Senhor. Encarou a morte de Absalão seu filho como culpa sua; sabia que toda aquela desgraça fora causada por ele e não pelo jovem que na guerra foi morto. Por isso a morte de Absalão pesou tanto na alma de um pai amoroso! Como não haveria de chorar? Seu choro foi porque aquele pai estaria disposto a morrer no lugar do filho. Foi uma experiência que dilacerou sua alma. Ora, aquele herói de guerra nunca fugira de uma batalha, mas na perseguição preferiu agir como agiu. Não estava segurando seu reino com unhas e dentes. O que restou foi um coração arrependido perante o seu Deus e pronto a sofrer as mais graves conseqüências de sua maldade. No Salmo 51 as palavras de Davi pintam em vívidas cores o significado de um coração arrependido. Deus é o Deus dos corações arrependidos. Normalmente o pecado endurece o homem e o torna violento e fugitivo. Mas não foi o caso daquele gigante que tombou ferido pelo seu egoísmo.
         Meu amigo, no meio de tanta desgraça causada pelo pecado, eis que as boas novas chegam para declarar que Cristo Jesus veio ao mundo para destruir as obras do diabo. O homem arrependido vai ao pó, ao desespero, mas o Senhor inclina-se para conversar com uma alma aflita. Cristo veio ao mundo para erguer o caído! Quem mais pode fazer isso? Amigo, tente se erguer da queda do pecado por si mesmo e você verá que está se atolando na areia movediça do mal. Confesse agora a Cristo e conheça Seu perdão, amor, purificação e novidade de vida.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O PERSEGUIDOR IMPLACÁVEL (30)




“Mas se não fizerdes assim, estareis pecando contra o Senhor; e estai certos de que o vosso pecado vos há de achar” (Número 32:23).
                                                        O JUIZO DE DEUS
         Caro leitor, nossas palavras são tão débeis para expor a profundidade do poço da perdição onde o pecado faz o homem descer. Quando Isaías presenciou o trono da glória pode conhecer o maligno estado de seu coração e suas obras más. Foi ali perante a majestade santa que o profeta viu seu merecimento da perdição que estava escancarada à sua frente: “Ai de mim, estou perdido...” (Isaías 6). Deus tomou os homens mais santos da história, para que por meio deles, em amarga experiência, o pecado fosse conhecido como realmente é. Todas essas coisas foram escritas para que nós agora pudéssemos andar em santo temor ao Senhor, conforme o ensino de 1 Pedro cap. 1.
         Dentro do palácio ergueu-se o inimigo que tomou a família de Davi para mostrar seu terror, trazendo sofrimento e angústia, especialmente para os mais fracos.  O pecado quer reinar em lugar de Deus, e onde assume o trono todos sentirão seus bombardeios de destruição. Uma paixão sexual descontrolada levou um moço a agir com covardia com sua própria Irmã, estuprando-a; a vingança tomou conta de Absalão que planejou friamente o assassinato de Amnon, vingando assim seu ato sujo praticado contra Tamar. O pecado de Davi desmanchou sua autoridade e capacidade de julgar a maldade, tanto fora como dentro de sua própria casa. Essas conseqüências são inevitáveis onde a maldade penetra sem que haja arrependimento e confissão. Quando a luz da graça é retirada, as trevas tomam conta.
         Agora chegou a vez de o rei sofrer o mais amargo sofrimento, como prova de que o pecado é de fato um perseguidor implacável. Absalão, um criminoso frio e calculista chega de volta à Jerusalém, depois de bom tempo viver como fugitivo. Em seu retorno, astuto e perverso, percebe logo como seu pai agora age baseado nas emoções paternais e sem qualquer possibilidade de julgar. Quando o pecado não é julgado e punido, ele gera uma maldade extremamente maior. Do palácio foi retirado a santidade e o temor ao Senhor, não tinha alguém zeloso para promover o cumprimento das leis santas de Deus, por essa razão o pecado assume o controle para reinar e assumir a injustiça e promover a destruição.
         Amigo leitor, o mal não pode habitar com o bem, assim como o leão não pode conviver com o cordeiro em santa harmonia. Numa casa onde o chefe de família tem seu viver corrompido com qualquer maldade, certamente o mal ocupará todo espaço, não deixando qualquer lugar para o temor a Deus e para a prática de um viver piedoso e reto. Ou a maldade é extirpada de uma vez por todas, ou então funcionará como um câncer destruindo toda saúde espiritual. Agora a vida do rei e o reino de Israel estão em perigo. Absalão quer o reino para si; agora não somente o palácio, mas também toda Jerusalém sofrerá o castigo da maldade cometida por Davi. Deus retira sua misericórdia, a fim de revelar Sua Ira! Agora Deus está mostrando o quanto Ele permite que homens perversos ganhem forças, a fim de punir a maldade. Ele é Soberano Senhor, Seu Nome fora profanado e a vanglória humana fora elevada, então é o momento onde toda vaidade deve ser destruída e todo atrevimento humano deve ser posto no pó. A glória pertence tão somente ao Senhor que reina, por essa razão Deus permitiu que o rei sofresse a maior humilhação de sua vida, com uma revolta armada pelo seu próprio filho a fim de tomar o reino.
         Porém, foi nesses momentos trágicos que brilhou a força da graça na vida de fé de um homem de Deus. O brilhante e vitorioso general do exército do Senhor agora jogou fora toda sua força, toda habilidade e todo seu arsenal de guerra. Davi sabia que toda essa aflição era proveniente do Senhor, por isso ao fugir de Jerusalém pode dizer: “...se eu achar graça aos olhos do Senhor, ele me fará voltar para lá, e me deixará ver a arca e a sua habitação. Se ele, porém, disser: Não tenho prazer em ti; eis-me aqui, faça a mim o que bem lhe parecer”. (2Samuel 15:25,26)

terça-feira, 17 de junho de 2014

O PERSEGUIDOR IMPLACÁVEL (29)




“Mas se não fizerdes assim, estareis pecando contra o Senhor; e estai certos de que o vosso pecado vos há de achar” (Número 32:23).
                                                        O JUIZO DE DEUS
         Prezado amigo, se os homens soubessem quanta desgraça o pecado traz, jamais buscariam seus prazeres momentâneos. Mas estou certo que, mesmo que toda miséria ocasionada pela iniqüidade seja contemplada; mesmo que os terrores aqui e no inferno pudessem ser presenciados, em nada alteraria a disposição do coração em partir rumo ao pecado com voracidade. Como uma fera que busca a presa, assim é o coração disposto a pecar. Às vezes os homens fogem assustados como uma gazela em face de um perigo mortal, mas logo o medo desaparece e reinicia sua busca pelas paixões. Você pode espantar um pernilongo que lhe cerca na tentativa de chupar seu sangue, mas não vai demorar em que ele retorne. É assim o homem no pecado. Somente o poder de Deus é capaz de refrear o mal incontido no coração enganoso e enganado da raça caída em Adão (Jeremias 17:9).
         Amnon conseguiu o intento maligno e terrorista contra sua própria Irmã, porém como sempre acontece, o pecado é odioso e odiado, cercando o ambiente de ódio, contenda e vingança. O mal floresceu dentro da família real, foi retirado o ambiente de temor, de respeito mútuo, de segurança e tranqüilidade. Não tendo um padrão de punir o culpado segundo a lei, consequentemente o mal criará raízes e atrairá outros males ainda maiores.
         Não podemos passar por cima da iniqüidade. O pecado deve ser punido imediatamente, senão o ambiente será infestado de fermento da maldade; um falso sentimento de amor crescerá; uma aparência de bondade permissiva cercará o ambiente, a justiça e juízo desaparecerão e a maldade há de explodir como uma dinamite. Ninguém consegue estabelecer sua vida, seu lar, seus negócios, sua religiosidade, tendo como base a iniqüidade. É como construir uma casa sem qualquer alicerce, logo ruirá. Amnon estava agora cercado de ódio por causa de sua atitude infame; o espírito de vingança estava perto dele e não demoraria em que sua maldade fosse visitada pela fúria tempestuosa de Absalão, seu irmão. Absalão era um assassino frio e calculista, por isso conseguiu atrair Amnon para longe do palácio, num lugar adequado onde pode por um ponto final a vida de Amnon (2 Samuel 13).
         Prezado amigo, compensa a prática do pecado? Compensa ver filhos destruídos, filhas abandonadas à insegurança deste mundo? Compensa ver os verdadeiros valores atirados fora de nossas vidas como se fossem lixos, porque simplesmente trocamos o bem pelo mal, porque preferimos que a maldade viesse habitar em nossa casa e ser nosso bichinho de estimação? Quanta tristeza e angústia para um coração de um pai! Uma filha estuprada, um filho assassinado pelo próprio irmão! Quanta dor para um coração paterno! Davi estava consciente que todo esse mal que chegava à sua vida e sua casa como águas de enchente, era culpa sua. A colheita do mal veio como sempre amarga.
         Agora me dirijo a você, querido leitor. Almejo que essas verdades cheguem aos corações para um grande quebrantamento. Quando os homens são humilhados, Deus é exaltado! Mas é na humilhação que corações são visitados e erguidos por esse maravilhoso Senhor. A mão Dele é forte para socorrer os aflitos e abatidos de espírito (Isaías 66:2). Não tenho outra intenção, senão ajudar meus leitores no conhecimento da doce verdade salvadora. Enquanto o pecado não for descoberto e sua face de terror manifestada, ninguém vai querer saber de Cristo Jesus. Os homens no pecado querem uma igreja, querem um ingresso para o céu, mas nada querem da glória do Filho de Deus. Quando homens e mulheres vão ao pó, então o Rei da Glória está pronto para entrar e tomar lugar em seus corações: “levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória (Salmo 24:9).
         Que momento precioso para que homens e mulheres conheçam o maravilhoso amor de Cristo que perdoa o culpado e purifica o sujo coração! (1João 1:9).