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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

DESPREZANDO O EXCELENTE (11 de 11)




“A alma farta pisa o favo de mel, mas para o faminto todo amargo é doce” Provérbios 27:7
                                                       A ALMA FAMINTA
        É claro que a palavra de Deus é amarga para a natureza corrompida do homem. Muitos crentes pensam que sentirão continuamente o sabor desse favo de mel, mas a verdade é que se não houver uma atividade firme em buscar a palavra de Deus diariamente, logo a carne ganha vantagens e começa a apagar o amor pela verdade escrita. A palavra de Deus é realmente amarga para a natureza adâmica, porque ela reflete a glória de Deus. Sabemos que a principal função do pecado é anular a glória de Deus na vida. Assim, quem despreza as maravilhas do Senhor, sua perfeição, santidade, amor, justiça, poder e graça, sem dúvidas vai desprezar o livro de Deus em sua vida diária.
        Uma das funções da bíblia é mexer com o coração arrogante do homem. A bíblia não lida com meras externalidades; ela vai diretamente ao âmago, assim como a lagartinha atinge o meio da maçã. Se a bíblia for usada apenas para satisfação carnal e egoísta da pessoa, ela será recebida por pessoas cegas, que enxergam apenas a vida aqui. Muitos hoje têm a bíblia como um instrumento de sorte e não como a palavra de Deus,  assim ela passa a ser um objeto de idolatria e não os avisos, instruções e advertências de Deus no que concerne aos perigos e bênçãos eternas.
        A palavra de Deus também é amarga para os que vivem uma vida carnal. O mundo e a palavra de Deus não combinam; o mundo é checado pelas Escrituras como sendo do diabo, como o lugar idealizado pelo pai da mentira, como um lugar de aflições e desespero, em função do trabalho da morte e do diabo. Os mundanos veem o mundo como sendo seu paraíso, por isso eles tratam a bíblia com desprezo, porquanto em nada receberão qualquer incentivo para continuar satisfazendo suas paixões e pensamentos terrenos. A palavra de Deus há de exibir a glória de Deus. Nada tem ali para impressionar uma alma incrédula. Suas histórias serão sem qualquer graça e suas mensagens serão sem qualquer valor.
        Mas por outro lado vale a pena meditar na doçura da palavra. Enquanto o mundo mostra que há doçura no pecado, a fim de alimentar os anseios carnais, a palavra de Deus eleva a alma, fortifica o homem no coração. Aquele que ama a palavra de normalmente é uma pessoa esclarecida. O crente não é uma pessoa levada pelos enganos daqui. Ele funciona como uma pedra, ele tem peso, enquanto o não crente funciona como uma pena, sendo levada por todos os ventos de mentiras que aparecem. Mesmo sendo uma pessoa sem qualquer instrução aqui, o crente é sábio e forte aqui. Percebemos essa diferença na vida dos sinceros, os quais não se afastam daquilo que está escrito. A palavra de Deus tem o poder de enriquecer a alma, de fazê-lo forte, destemido, cheio coragem para enfrentar os desafios, confiando apenas nas promessas.
        E para dar o ponto final nesse assunto, o salvo dá total valor à palavra. Aliás, ele recebeu a sua fé através da palavra (Romanos 10:17). Seus ouvidos foram abertos por Deus e assim ele pode entender acerca dessa tão grande salvação. A palavra de Deus tem poder para ressuscitar mortos, então pode esperar que Deus há de atuar no meio dos homens por meio da sua palavra pregada. O salvo também ouve a palavra de Deus. Ele quer estar na igreja e ambiciona se enriquecer na palavra. Ele considera a verdade escrita como sua vitamina, sais minerais, enfim tudo o que sua alma e até mesmo seu corpo precisam. Ele entende que tanto, fisicamente como espiritualmente veio da palavra.
        Também, é certo que o salvo se alimenta da palavra. A bíblia não é um livro isolado em sua vida. Ele a carrega para os cultos, mas também a carrega no coração para o serviço. O seu lar é abastecido com os santos ensinos e seus filhos são guiados na verdade conforme foi revelada. E você meu amigo, tem a palavra de Deus como sendo mais doce do que o mel em sua vida?

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

DESPREZANDO O EXCELENTE (10 de 11)



                       
“A alma farta pisa o favo de mel, mas para o faminto todo amargo é doce” Provérbios 27:7
                                                       A ALMA FAMINTA
        A alma faminta por justiça e santidade há de buscar os favos de mel da palavra. As multidões hoje não correm para isso, elas estão em busca de prosperidade, conforto no pecado e festas religiosas, e o mundo de hoje oferece tudo isso e muito mais. Mas é triste ver o quanto a vaidade aumenta e um orgulho fantasiado de religiosidade externa encobre a realidade dos corações. A bíblia fala da justiça perfeita de Deus em Cristo. No que tange à justiça dos homens, ela é tomada e exposta como suja e chamada de trapo. Paulo diz em Tito que não fomos salvos por obras de justiça que praticamos, mas sim por causa da misericórdia do Senhor, a qual surgiu por meio de Cristo, a fim de nos lavar e purificar de toda essa imundície na qual o pecado nos atolou.
        Mas a alma faminta percebe sua horrível condição e corre à busca dessa justiça. Ela quer encher seu coração de Jesus; ela quer estar certa que foi salva, perdoada e purificada pelo sangue remidor do Cordeiro de Deus. Ela quer entrar por essa porta da justiça; ela já abominou todos os ensinos errados e deu às costas para tudo aquilo que tanto satanás tinha lhe mostrado. O favo de mel da palavra traz aos homens essas maravilhosas notícias. É o evangelho em sua essência; são as boas novas que chega, trazendo notícias do céu à terra; é o motivo de riqueza para a alma mendiga; é a água pura para o sedento e o pão para o faminto. A justiça de Deus em Cristo mostra a vestimenta branquíssima que desce do céu para aqueles que se apresentam completamente despidos de seu orgulho, obras mortas e que estão diante de Deus em confissão de fé.
        Também, o favo de mel não para aí, pois mostra o caminho de santidade pelo qual o homem em Cristo pode andar. Antes andava pelos ímpios caminhos deste mundo, mas agora a salvação lhe faz visualizar o belo caminho de pureza, santidade, graça e amor. Essa é a vereda que os crentes amam e desejam trilhar durante a vida aqui. O caminho estreito não motivo de horror para os que amam a palavra de Deus, pelo contrário, eles agora têm verdadeira saúde espiritual para subir as alturas e marchar vitoriosamente para a cidade celestial. Vejo hoje em dia tantos falsos crentes, porque foram contaminados pela falsa fé apregoada pelos falsos mestres. Eles parecem camelos, pois com suas bocas ruminam, mas seus pés não têm o casco dividido, por isso são considerados imundos. O desejo por agradar ao Senhor faz parte daqueles que amam o favo de mel. Os crentes amam a bíblia porque a nova natureza faz com que eles busquem fugir do mal e andar pelo caminho do dever cristão.
        Como precisamos ver essas evidências em nossos dias! Mesmo que haja escassez de crentes verdadeiros, ainda têm aqueles que seguem o Senhor com vontade e determinação. A palavra de Deus não mudou, porque o puro mel mantem sua qualidade. O que os santos de Deus receberam duzentos anos atrás é o mesmo que temos em mãos hoje. Os falsos mestres tendem a pregar novidades; eles procuram na bíblia aquilo que mais interessa aos ouvidos moucos dos ímpios. Mas os profetas do Senhor e santos pastores querem falar a verdade porque os santos amam a verdade.
        Que um verdadeiro avivamento se irrompa em nossos dias! Que homens e mulheres sejam despertados pelo Senhor, a fim de buscar a palavra de Deus. Não interessamos em ver multidões atrás de novidades; não interessamos por barulhos e gritos. Desejamos sim, ver almas contritas e humilhadas, querendo ouvir a história da cruz e como caminhar pelo caminho que leva ao céu. Todo cenário é mostrado nas Escrituras e até mesmo a fé é vinda do próprio Senhor. Sendo assim, somos motivados à orar, invadindo o céu em súplicas e intercessões em favor da manifestação graciosa de Deus por este mundo vil e maduro para ser ceifado para o castigo eterno.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

DESPREZANDO O EXCELENTE (9)




“A alma farta pisa o favo de mel, mas para o faminto todo amargo é doce” Provérbios 27:7
                                                       A ALMA FAMINTA
        Já pude mostrar em poucas palavras o que acontece quando homens e mulheres pisam o favo de mel. Mas o verso não encerra ali, porque tem a parte mais importante que enche nossos corações de alegria. O texto nos mostra que para a alma faminta todo amargo é doce. A natureza pecaminosa do homem não consegue digerir a palavra de Deus; os homens no pecado simplesmente odeiam aquilo que para os verdadeiros crentes é o prato mais apetitoso que existe – a palavra de Deus. Por essa razão os ensinos da verdade que nos foi revelada chegam como favo de mel para a alma faminta. Homens e mulheres arrependidos, chamados para o conhecimento de Deus, certamente querem conhecer os santos ensinos; mesmo que sejam amargos como fel para a natureza corrompida pelo pecado, mas para o novo homem em Cristo é mais doce do que o mel e o destilar dos favos.
        A alma faminta deseja a verdade revelada no que tange a todas as necessidades da vida. Quando a alma é despertada por Deus, logo a pessoa percebe o quanto vivia neste mundo, envolta em escuridão. Para os mundanos há luz aqui; para eles a vida aqui é maravilhosa e cheia de promessas de prosperidades, alegrias, riquezas, saúde, prazeres e de ambiciosos sonhos de uma vida ainda melhor. A luz que este mundo faz brilhar para os mundanos é vinda de satanás, mas ela apaga logo e a própria morte cuida em deixar a alma em plena escuridão. Na conversão o homem passa a ver a realidade das coisas, porque a palavra de Deus tem essa função de abrir os olhos. Esse favo de mel tem o poder de fazer a alma enxergar a coisas que estão além deste véu; o convertido percebe que a luz de antigamente era treva e que agora a verdadeira luz brilha. Notemos as palavras de testemunho narrada pelo autor de um antigo hino:
                Eu nas trevas vagueava sem a luz da retidão
                A minha alma estava morta e eu sem fé no coração.
        Essa é a principal função da palavra de Deus, quando ela é recebida com prazer no coração. Mesmo os crentes precisam saber que à medida que abandonam a palavra de Deus suas vidas entram em ruina e os cultos passam a serem desprezados. O mundo arrasta os crentes descuidados para longe da palavra de Deus.
        A alma faminta deseja esse favo de mel porque deseja justiça e santidade. Na salvação vemos o homem pegando seus velhos trapos imundos e lançando-os fora, porque não prestam. A palavra de Deus faz o homem perceber que sem a justiça perfeita de Cristo, sua alma está em perigo que lhe ameaça a atirar-lhe na punição eterna. A bíblia mostra como Deus abriu a porta da justiça para os pecadores; a bíblia mostra como foi que Jesus abriu o caminho para o céu e que é ele mesmo o mediador entre Deus e o homem. A alma arrependida toma esse favo de mel para obter santo conhecimento dessa maravilhosa e esplêndida verdade.
        É triste ver o quanto satanás semeou tantas mentiras acerca de Jesus em nossos dias. Os homens se tornaram “evangélicos”, sem, contudo despojar de seus imundos trajes. Por essa razão eles correm da verdade do evangelho da glória de Cristo. Na mensagem da cruz os homens arrependidos conseguem ver o portal do paraíso aberto; conseguem ver em humildade o quanto o Salvador foi bondoso e compassivo em chama-los à essa maravilhosa salvação. Como os homens podem saber disso? Somente a alma faminta deseja experimentar essa verdade, porque é realmente doce.
        Oh! Quão terrível é arrancar esse traje imundo dos homens! Eles ficam irritados quando são descobertos no íntimo; eles querem viver disfarçados em sua religiosidade externa; eles querem estar cercados de falsos mestres, os quais enchem seus corações de uma perigosa paz desconhecida por Deus.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

DESPREZANDO O EXCELENTE (8)




“A alma farta pisa o favo de mel, mas para o faminto todo amargo é doce” Provérbios 27:7
A ALMA FARTA:  “pisa o favo de mel”.
        Como é que os homens pisam o favo de mel da palavra de Deus? Isso só pode acontecer quando a alma está farta: “A alma farta pisa...”. Foi sempre assim na história dos homens. Nos dias do Velho Testamento houve períodos de total desprezo por parte do povo em relação à mensagem de amor do Senhor. O livro de Oséias foi escrito para mostrar o amor de Deus pelo seu povo – o reino do norte que se apostatou a fim de adorar o deus baal. Nos dias do profeta Jeremias o reino do sul que tinha Jerusalém como capital o povo chegou a uma condição tal vil que eles desprezavam os profetas e até mesmo ridicularizavam a mensagem, e não houve outro remédio, senão o castigo terrível que veio por meio do povo caldeu.
        Normalmente os homens desprezam o “favo de mel” porque deitam e rolam nos deleites deste mundo. É comum ver dentro das igrejas homens e mulheres que realmente não têm um pingo de vontade em estar nos cultos de oração, nos cultos onde está sendo ensinada a palavra de Deus. Eles têm outros compromissos que não querem perder; eles já têm horário marcado com outras atividades e não querem sacrificá-las. Isso pode indicar com clareza que tais almas jamais foram vivificadas pela graça e que, por isso não carregam o temor ao Senhor. Muitos sentem cansados demais para estarem nos cultos, mas tal canseira acaba quando o mundo os chama para seus afazeres. Da mesma maneira que Israel desprezou o maná, intitulando-o de “pão vil e desprezível”, assim muitos tratam com desdém o maior tesouro, a mais poderosa riqueza que está em nossas mãos.
        Em nossos dias a situação é tal que não há mais busca por conselhos para o viver. Os homens querem um caminho fácil e agradável. Parece um estrondo do inferno quando eles ouvem a mensagem santa; parece que o desespero apodera de suas vidas quando estão diante de verdades profundas acerca do que é a realidade da vida cristã neste mundo. O ministério pastoral é visto como um meio de se apegar a um homem e não para buscar conselhos e orientação para o viver. O mundo hoje oferece variados modos de cultos e eles servem como paliativos para suas necessidades “espirituais”, então, o pastor que se cuide porque ele será rejeitado, caso se torne um “chato” e viva chamando a atenção.
        Também, o mundo religioso está cheio de elementos que parecem bons conselheiros. O mundo tem suas propostas para uma vida mais confortável e para uma fé que mais se adapta aos seus caminhos. O caminho para o céu é cheio de lutas, exige oração, santidade e é cheio de provação. Satanás se tornou um religioso incrível; seus conselheiros são admiráveis, bondosos e parecem mais “espirituais”. Então, tudo hoje se tornou a vida mais fácil e atraente, inclusive o ambiente evangélico. Também, muitos querem ouvir mensagens bíblicas que mais lhes agradam; eles querem saber que estão salvos, que são eleitos e que estão para sempre livres da ira de Deus. A graça barata é docemente recebida por elementos que ousam andar pelo caminho largo, sem qualquer temor ao Senhor.
        Assim desprezam o favo de mel. O livro de Deus não lhes serve e assim tratam como se fosse um “pão mofado”, uma comida não apetecível. Eles desprezam o favo de mel, colocando-o de lado, recusando ouvir a verdade e atacando os mensageiros de Deus que tanto querem servi-los. Tais pessoas estão sempre à busca de novidades; estão sempre impressionadas com frases lindas e que parecem mais espirituais. Elas não querem entrar numa igreja onde só tem esse santo mel. Seus corações não são de ovelhas, mesmo que por fora parecem ser ovelhas. Elas correm no caminho estreito; elas são procuradas no caminho largo, mas não são achadas. Que tristeza ao ver tanto desprezo assim.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

DESPREZANDO O EXCELENTE (7)




“A alma farta pisa o favo de mel, mas para o faminto todo amargo é doce” Provérbios 27:7
A ALMA FARTA:  “pisa o favo de mel”.
        Procurei tratar primeiramente da importância da palavra de Deus na vida de crente, justamente porque ela é pura; ela é de total confiança e por todos esses milênios a palavra de Deus jamais deixou sua pureza, excelência e valor, porquanto o tempo não pode mudar a verdade registrada: “Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão”. O mundo sempre vive à busca de novidades, mas não é o caso das Escrituras sagradas, porque o que foi valioso duzentos anos atrás tem o mesmo valor hoje.
        Mas, quanto perigo passa esta geração, porque tem desprezado a palavra de Deus! O mundo onde os valores se perderam; o mundo que condena os absolutos e prefere o relativismo, sem dúvida alguma sentirá enojado do livro de Deus, assim como Israel se enojou do Maná, a comida de Deus no deserto. A bíblia é o livro da verdade e toda verdade é absoluta e invencível. Mas esta geração despreza isso, porque gosta de um mundo frouxo e dos prazeres momentâneos. Mesmo dentro das igrejas há uma procura constante por festas, shows e outras atividades que atraem a atenção da multidão. Se houver preleção bíblica ela deve ser feita em pouco tempo e num linguajar agradável. A palavra de Deus ela será (segundo eles) de utilidade se for interpretada à luz do contexto social, porque somente assim ela será recebida por todos.
        Assim vemos o quanto as almas estão fartas e que por essa razão desprezam o favo de mel. Não é triste isso? Quantas provisões da bondade de Deus para os homens? Hoje temos tudo à vontade; hoje temos facilidade em nos locomover para grandes distâncias; hoje temos comida e conforto à mãos, etc. Será que essas facilidades despertou o interesse dos homens para procurar o favo de mel celestial? Claro que não! Minha mãe contava que quando ela era jovem, ela e outros crentes andavam da roça até à cidade, mais de seis quilômetros para assistirem a Escola dominical na igreja, e ficavam até à noite para o culto, voltando depois para casa no escuro caminho de retorno.
        Mas quão diferentes estão as coisas em nossos dias. A maior parte das famílias tem carro; muitos moram perto da igreja, mas mesmo assim seus corpos estão cheios de preguiça para acordar cedo no domingo para ir à Escola dominical; e quando vão não querem retornar para o culto à noite. Nem se fala do culto de oração no meio da semana, o que para muitos, tal culto constitui-se num verdadeiro peso. É claro que têm as exceções, porque alguns santos de Deus são realmente fieis e batalhadores, pois estão dispostos a servir ao Senhor com prazer.
        Talvez você leitor pense que estou sendo cruel em minhas considerações. Mas realmente não estou cometendo tal erro. É grande a preguiça e indisposição para ouvir a palavra e aplica-la no viver. Eles não têm preguiça para passear, ir a um clube, assistir aos seus jogos prediletos, ir ao cinema ou mesmo a um restaurante. Não há um verdadeiro desprezo à palavra de Deus? Veja se buscam a verdade revelada em suas casas; vejam se ensinam as maravilhas de Deus aos seus filhos; vejam se estão ocupados com coisas eternas, se fazem cultos familiares.
        O que está acontecendo em nossos dias? Não há um desprezo ao favo de mel? Não é verdade que no coração eles pertencem ao mundo e não ao Senhor? Olhe quanto tempo é gasto com o mundo e seus prazeres. Estão dispostos a gastar com o Senhor e seus santos ensinos? Por que tudo isso? A resposta pode massacrar nossos conceitos de vida cristã: Parece que tais almas jamais foram salvas; parece que jamais foram levadas ao temor do Senhor devido à convicção de pecado no íntimo.
        Podemos afirmar que são milhares os que estão fartos com os manjares do mundo; estão pesados devido à gula; estão ainda com seus olhos vendados e seus corações endurecidos. Que o Senhor nos conceda sua misericórdia diante dessa chocante realidade.