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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A FALSA E A GENUINA CONFISSÃO (12de 12)




“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7:21)
         Caro leitor, não esqueçamos que o Senhor conhece os que Lhe pertencem, por essa razão há necessidade de temor nesse momento quando o mundo está inundado desse espírito de engano. No texto o Senhor deixa bem claro que há de entrar no reino dos céus aquele que faz a vontade do Seu Pai. Podemos notar quanto é soberano o trabalho da graça neste mundo, porquanto está sendo realizada a vontade de Deus, não a do homem. Que verso incrível! Quanto somos nós atirados ao desespero e humilhados, para que reconheçamos que nada o homem pode fazer, que tudo é feito soberanamente por Deus e que o Filho de Deus veio ao mundo e submeteu-Se à essa vontade do Seu Pai.
         Preciso mostrar aos meus leitores o firme e inabalável alicerce dessa verdade eterna, porquanto nosso Senhor conheceu e conhece todos os que Lhe pertencem. Em João 10 Ele deixou essa verdade bem esclarecida perante os judeus, pois estes estavam em constante resistência à Sua mensagem. Ao confrontá-los com a verdade nosso Senhor mostrou que em nada estava precisando deles; que absolutamente em nada estava aguardando uma decisão deles; que em nada estava necessitado da fé deles. A soberba incredulidade deles foi abatida com estas palavras: “Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas” (João 10:26), e no verso 27 Ele esclarece: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem”.           Caro leitor devemos saber que mesmo se humilhando para se tornar homem e morrer no lugar dos perdidos, nosso Senhor não perdeu Seus poderes da divindade. Ele é Oniciente, por isso já conheceu de antemão todos os Seus eleitos e os tem todos em Suas mãos. O Jesus moderno da nova era é que precisa ser lisonjeado e cultuado por levianos, carnais e mundanos, porquanto é um cristo produzido pela idolatria reinante nos corações daqueles que jamais foram transformados pelo poder da graça. O Jesus moderno realmente produz essa falsa adoração, uma falsa piedade e uma disposição religiosa que contrasta com o verdadeiro cristianismo do coração.
         Caro leitor, quando os homens conhecem a verdadeira base teológica, na qual está firmado o fundamento da fé cristã, então não há lugar para os erros e abusos que tanto aparecem em nossos dias. Está faltando a verdadeira luz, por isso não ficamos espantados diante de tantas maldades travestidas de evangélicas. Mas, mesmo assim é bom que saibamos que Senhor permanece o mesmo; jamais Ele há de prostrar-Se diante desse “tão grande poderio religioso” de nossos dias. Nosso Senhor é revelado nas Escrituras. Homens como Isaías, Ezequiel e Daniel não puderam suporta sequer o brilho dos Seus olhos; João na Ilha de Patmos caiu prostrado ante a majestade Daquele que aparece em Apocalipse como o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o último.
         Então, qualquer Jesus inventado para ser adaptado aos cultos mundanos em nada alterará a secreta corrupção do coração. Mesmo dizendo: “Senhor, Senhor”, os homens permanecem sendo os mesmos ingratos, carnais e pervertidos; mesmo com bíblia na mão, mesmo cheios de toda emoção religiosa; mesmo sabedor de doutrinas e de histórias bíblicas.
         Caro leitor, o Senhor jamais foi nem será atraído por manipulações. Nosso Senhor comprou um povo para Si e é Ele mesmo o grande edificador da Sua igreja (Mateus 16:18. Além disso é Ele soberano em atrair os pecadores para Si e cuidar individualmente de cada uma das milhares de ovelhas que foram salvas e resgatadas pelo Seu sangue. Convido meus leitores à humilhação! Convoco agora os pecadores ao exame de seus corações à luz da verdade revelada, para que saibam se foram salvos da penalidade do pecado, a fim de que não sejam levados pelo engano desse presente século perverso!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A FALSA E A GENUINA CONFISSÃO (11)




“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7:21)
         Caro leitor, mais e mais precisamos da luz da revelação bíblica, a fim de que em plena escuridão dessa apostasia tão reinante em nossos dias possamos ver claramente a verdade conforme a Palavra. Paulo orou pelos crentes de Filipos, pedindo que eles tivessem pleno conhecimento e toda percepção (Filipenses 1:9).
         Estamos chegando ao fim dos comentários em torno desse verso tão maravilhoso e revelador. Seu final é realmente incrível, pois mostra que assim que o Juiz ocupar Sua posição de julgar haverá então, uma GRANDE DESCOBERTA: “...Então lhes direi explicitamente...”. Ó, quanto precisamos saber dessas coisas agora! Por enquanto vemos a multidão do lado de fora, estão saltitando da alegria mundana; estão eufóricos, rodeados de tantas promessas; não há qualquer sinal de juízo e tudo parece ser bênção derramada de Deus; parece que estão sentindo a aprovação de Deus, a fim de viverem em seus pecados. Eles não veem que estão curtindo essa aparente liberdade, justamente porque a maravilhosa longanimidade de Deus está em plena ação no meio dos homens. O Senhor em santa compaixão está realizando Sua obra de salvar perdidos no mundo inteiro. Mas, o momento chegará quando essa luz será apagada definitivamente. Para milhares que já partiram ela foi desligada; milhares agora, de uma vez por todas estão sendo atirados nas trevas eternais.
         Caro leitor, ó quanto a sabedoria da graça mostra quão passageiro é este mundo! Quanto mostra a todos os homens que eles estão iludidos ao pensar que estão longe da morte! Homens e mulheres, não importa a idade, a condição social e cultural, todos estão à beira do precipício e nem sabem que a qualquer momento ali cairão. Após a morte, segue-se o juízo! Ah! Eu sei o quanto o engano do pecado envolve seus corações! Milhares estão dormindo e sonhando, achando que esse sonho tão belo e encantador de um paraíso, de uma vida melhor, mais confortável e aprazível será transformado em realidade! A multidão não percebe que está sendo empurrada para o abismo e que hão de cair lá, caso não se arrependa e se converta de seus pecados. As multidões estão sendo atraídas para o matadouro por meio das paixões, como suínos atraídos por meio de milhos para o lugar de matança.
         Veja, caro leitor o que irá acontecer; o que o grande Juiz dirá naquele dia: “...apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. A primeira lição que desponta à nossa frente é que o Senhor conhece e distingue perfeitamente os que são Seus e os que não são. O Senhor não somente conhece os que Lhe pertencem, como também chama agora à salvação Suas ovelhas. A dureza, obstinação, rebelião e incredulidade dos homens revelam apenas o que acontece quando os homens são deixados para viver e agir conforme o coração deles quer. A obra salvadora do Senhor Jesus neste mundo é a realização da vontade do Pai. É da vontade do Pai que os eleitos sejam salvos; que as ovelhas do Senhor sejam chamadas, remidas e libertadas das mãos tiranas do diabo. Elas são conhecidas pela confissão de um coração humilhado e quebrantado e passam a viver na santa dependência de Deus.
         Então, do lado de cá o Senhor mostra o que acontecerá quando a cortina da eternidade for aberta para milhares que agora estão governados pelos seus corações endurecidos contra o Salvador bendito. Confissão superficial, belas orações e louvores artificiais não encantam nem atraem o Senhor. Por essa razão é que a mensagem do evangelho exorta os homens ao arrependimento, à humilhação. É importante que homens e mulheres deixem de lado toda tentativa de manipular Deus e isso acontece nas falsificações religiosas. As artimanhas de corações endurecidos levam os homens ao engano das falsas confissões “Senhor, Senhor!”. O momento agora é para que todos se calem diante da glória do Rei e do Rei da glória! Quem sabe, Ele poderá usar de compaixão e operar Sua salvação em milhares!
        

terça-feira, 12 de novembro de 2013

A FALSA E A GENUINA CONFISSÃO (10)




“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7:21)
         Caro leitor, o que realmente significa a verdadeira confissão? Como podemos fazer diferença entre a falsa e a genuína confissão? Se somos da verdade, certamente não ficaremos satisfeitos com aparências; buscaremos sim o conhecimento daquilo que é o puro ouro da graça. Estamos peregrinando nesse deserto mundano e vemos como satanás manipula as mentes com suas miragens religiosas, por isso os verdadeiros crentes não dizem “amém” para tudo; os verdadeiros santos de Deus examinam todas as coisas, a fim de reter o que é bom, assim como fazem aqueles que procuram ouro.
         Na tentativa de deixar bem claro sobre a verdadeira confissão, mostro que há uma confissão “Senhor, Senhor” a qual norteia o salvo onde ele estiver. Os santos de Deus tem seu refúgio e socorro “...bem presente na angústia” (Salmo 46:1), por essa razão Daniel pode achar mais descanso no meio dos leões, do que o rei Dario que passou a noite sem dormir, no palácio. Não vivemos da euforia do momento, nem das circunstâncias agradáveis; nosso culto é proveniente da fé e não das vertentes mundanas; nossa alegria tem sua base na consolidada obra da cruz e nosso navio tem sua âncora presa lá em cima, firmada nas promessas de um Deus que não pode mentir.
         Também há uma confissão “Senhor, Senhor”, a qual leva o justo da depender do Nome do Senhor em oração e petição secreta. Os crentes são os sacerdotes de Deus na terra; o templo deles é o coração, por isso oram sem cessar (1 Tessalonicenses 5:17) e faz isso muitas vezes secretamente. A voz dos santos não silencia, porque quem fala é o homem interior, como Ana que em pleno desejo de glorificar seu Deus, falava aquilo que Eli não compreendia. Seu balbuciar era entendido pelo Senhor, por isso obteve resposta (1 Samuel 1). Ah! Não há quem possa prender, nem amordaçar esse santo serviço! Eis aquela irmã simples e aparentemente frágil, ora lavando roupas, ora lavando os pratos, etc., mas as atividades não desarticulam suas orações em favor dos filhos, do marido, da igreja, dos vizinhos e outros. Veja aquele simples e frágil crente, o qual no serviço está sendo empurrado para pecar contra Deus. Mas, seus inimigos não percebem que no íntimo ele está em contato com seu Senhor e buscando Nele recursos infinitos da graça. Não foi assim com José no Egito? Como um jovem poderia escapar das mandíbulas da sedução sexual? O Senhor estava com José e este encontrou refúgio e proteção contra uma mulher perversa (Gênesis 39).
         Muitas vezes os crentes ficam assustados, porque são visitados por inesperadas provações! Mas eles são fortalecidos naquele momento para conhecer o Senhor que está tão perto! As marcas da verdadeira confissão estão nos corações dos santos de Deus e eles sabem que o Pastor está perto e que Ele é o perfeito Guia até a morte. Não há quem possa apagar a verdadeira confissão, porque ela tem as asas da fé e sobe as alturas da confiança em Deus.
         Digo e afirmo que nosso Senhor tornou-se o perfeito modelo da confissão dos santos, pois Ele mesmo foi tentado e em todas as circunstâncias sobremaneiras difíceis Ele jamais falhou. Nosso Senhor chegou à mais profunda humilhação e até mesmo sentiu-se como um verme ao ser levado à cruz (Salmo 22). Esse perfeito Homem soube ser “Homem de dores, que sabe o que é padecer”, por isso jamais ignora as lutas e o sofrimento de Seus santos. Além disso, o Espírito de Deus habita no crente e faz desse santuário móvel Seu lugar de incrível trabalho sacerdotal, pois carrega nossa fraqueza e se coloca no lugar do crente para sentir as dores e as humilhações que os santos de Deus sentem em seus corpos mortais (Romanos 8:26).
         Caro leitor, você agora pode dizer que conhece por experiência a verdadeira confissão: “Senhor, Senhor” em seu viver?

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A FALSA E A GENUINA CONFISSÃO (9)




“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7:21)
         Caro leitor estamos vendo o significado da verdadeira confissão “Senhor, Senhor”. Certamente todos os salvos conheceram essa confissão; todos eles entenderam a mensagem da cruz e foram a Cristo em humildade e santo temor; todos eles passaram a viver diariamente nessa santa dependência desse Nome para viver dia a dia, enfrentando este mundo hostil, vencendo a carne e esmagando o poderio de satanás. Sim, habita nos corações dos verdadeiros santos de Deus esse culto de adoração, essa solene atitude de contínua invocação.
         Prossigo afirmando que essa confissão “Senhor, Senhor” resulta em alegria e força. Os santos de Deus não semeiam vento, não celebram vaidades; os santos de Deus conquistam suas bênçãos eternas em plena sequidão desse deserto mundano; lutam pela fé e no meio dos inimigos celebram suas vitórias. As alegrias banais e passageiras deste mundo são desconhecidas nos corações daqueles que sabem o quem têm crido e para onde estão sendo conduzidos nesta peregrinação. Ninguém pode explicar o verdadeiro significado da vida daqueles que foram visitados de forma salvadora pela graça; são mistérios de Deus que envolvem apenas Sua família. Paulo e Silas na prisão arrancaram alegria e júbilo numa masmorra e triunfaram erguendo a glória de Cristo, como se estivessem sendo retirados da sepultura (Atos 16).
         Há também um poder no Nome que triunfará sobre toda perseguição, por essa razão os verdadeiros crentes realmente invocam “Senhor, Senhor!”. Lembremos o que nosso Senhor disse aos Seus discípulos: “...sereis perseguidos por causa do meu Nome” (Mateus 24:9). O que marca o viver dos crentes neste mundo é que eles carregam o bom Nome em Seus corações; é a bandeira dos santos, erguida no testemunho de um caminho de justiça e retidão. Ora, o mundo não odeia as diferenças religiosas, este mundo que jaz no maligno odeia sim o Nome glorioso e esse Nome está estampado no viver de cada crente, por essa razão eles são perseguidos. O mundo quer um Cristo morto; o mundo quer ostentar a cruz com um defunto; ousa festejar essa memorável morte; não quer nem pensar na glória da Sua ressurreição.
         Ó, que pensemos seriamente nisso! Mentes e sentimentos renovados pela graça são lâmpadas que brilham continuamente nessa escuridão mundana, atraindo o ódio mortal dos inimigos do Senhor. Levou alguns dias para que a população religiosa de Jerusalém realmente acreditasse que Saulo de Tarso tinha se convertido; eles não estavam acreditando; podia ser que ele não estivesse sonhando e que logo acordaria para a realidade. Mas, quando presenciaram os fatos, viram a realidade da transformação efetuada na vida dele e que estava lançando a semente santa do evangelho em Jerusalém, então foram mobilizados a tomar a drástica medida de matá-lo (Atos 9).
         Caro leitor, você entende essas verdades? Noutras palavras nosso Senhor está mostrando no texto lido de Mateus 7 que Ele requer a verdade no íntimo (Salmo 51:6). Por fora os homens são especialistas na arte religiosa. Por fora os homens fazem barulho e gritam em torno de tudo o que podem usar como instrumentos de superstição, inclusive o nome “Senhor”. Mas a verdade prevalece, o Senhor conhece os que Lhe pertencem; o Senhor lida com aqueles que O invocam de todo coração.
         Veja os santos! Veja aqueles cujos lábios foram purificados pela graça, porque seus corações foram transformados (Sofonias 3:9); é o Senhor que pela graça faz isso! O cenário da verdadeira adoração já foi planejado na eternidade e é montado por Ele com o perfeito trabalho da nova criação (2 Coríntios 5:17). Homens mundanos e perversos vão odiá-Lo; homens não santificados vão rejeitar Sua Palavra no viver, porque são desobedientes. Mas, Sua obra gloriosa consiste em salvar perdidos e fazer Deles Seu povo salvo, para adorá-Lo e exaltá-Lo enquanto aqui vivem.