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domingo, 12 de outubro de 2014

O LOCAL DE EXECUÇÃO



“...Entretanto, não ouviram a voz de seu pai, porque o Senhor os queria matar” (1 Samuel 2:25)
                    Caro leitor, que os homens fiquem sabendo que da mesma forma como Deus atrai os pecadores à Sua poderosa, eterna e gloriosa salvação, também Ele atrai os orgulhosos para o local onde serão executados. Foi exatamente isso o que ocorreu com os perversos filhos do Sumo Sacerdote Eli, conforme vemos no texto acima. O que ocorreu? Ora, os passos foram dados para o lugar certo onde enfrentariam a severa punição de Deus.
         Creio que a passagem inteira elucida esse caminhar em direção ao patíbulo. Certamente Eli falhou, pois não puniu seus dois filhos; quando os advertiu, fê-lo tarde demais. Desde cedo eles deveriam receber toda orientação e disciplina, conforme os ensinos dados aos pais israelitas (Deuteronômio 6). Eli simplesmente descansou em seu serviço sacerdotal e achou que as atividades do templo dariam aos seus filhos o comportamento adequado. Mas quanto engano! Veja caro leitor, como Deus foi gradativamente puxando esses dois elementos para o local onde deveriam ser mortos. Primeiramente, eles se tornaram obstinados: “...não ouviram a voz de seu pai...”. Para os homens isso é sinal personalidade, de força e valentia. Mas, eles não sabiam que seus corações tão endurecidos pela vaidade e arrogância já tinha sido trancafiado por Deus. Lá dentro eles faziam a festa, no engano de achar que jamais seriam punidos e que assim podiam continuar vivendo em seus pecados.
         Em segundo lugar, aqueles dois moços foram entregues às paixões tão procuradas e buscadas por eles mesmos. Tudo era favorável, pois tinham uma invejável posição religiosa e aproveitaram dessa posição para praticaram seus atos de maldade e malícia. Nesses atos ambos simplesmente ignoraram a glória de Deus; eram eles elementos ímpios, profanos e amantes de si mesmos. Nada entendiam do verdadeiro significado dos sacrifícios e das ofertas feitas, pois aproveitavam daquilo para a satisfação própria. Também, como sempre a impiedade atrai as paixões carnais, pois é dito que deitavam com as mulheres, em completo desrespeito a Deus, ao ministério sacerdotal e ao povo.
         Em terceiro lugar, foram envolvidos na superstição religiosa, pois acharam que se levassem a arca da aliança para o local de combate contra os filisteus, os inimigos teriam absoluta derrota. Quando Deus chama homens e mulheres para a punição merecida, eles se tornam religiosamente supersticiosos e cheios de crendices, e até mesmo creem que Deus está com eles, que seus caminhos serão prósperos e abençoados. Muitos que caminham para o juízo se apegam aos seus ídolos, e até mesmo usam a bíblia como um livro de sorte; muitos se apegam aos pastores e missionários, como fontes de divinas bênçãos.
         Em quarto lugar, exatamente eles foram para o encontro da ira de Deus; caminharam para o lugar escorregadio. Naquele dia os filisteus seriam instrumentos de Deus contra eles; seriam os inimigos de Israel a espada vingadora de Deus e nada haveria para impedir isso. A presença da Arca da aliança de nada valeria, pois a guerra era do Senhor. E foi exatamente ali que os pervertidos e arrogantes filhos de Eli caíram mortos.
         Meu caro leitor, quantos homens e mulheres estão sendo atraídos para o local da sua execução, sem que eles mesmos saibam! Eles não percebem que quando o caminho está bom, está cheio de prosperidades mundanos, na realidade é o corredor certo para o local de juízo. Eles nada sabem, nem entendem que caminham para o encontro com o inimigo armado lá adiante. Milhares não sabem quem são os instrumentos que Deus utiliza para punir Seus inimigos! Seus ouvidos estarão surdos e até o fim nada poderão ouvir de conselhos e de advertência. Seus olhos verão somente um caminho de luz à frente e não percebem que antes do juízo o ambiente é de calma e de harmonia.
         Meu amigo, corra para Cristo agora mesmo! Corra para o Autor da salvação! Não confie em ninguém mais! Fuja da ira vindoura!

domingo, 26 de janeiro de 2014

meditação de Spurgeon

“Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes, estabelecemos a lei.” (Romanos 3:31)

QUANDO o crente é adotado na família de Deus, a sua relação com o velho Adão e com a lei cessa imediatamente; porquanto, então, está sob uma nova autoridade e um novo pacto. Crente, tu és um filho de Deus; o teu primeiro dever é obedecer ao teu Pai celestial. Não tens nada a ver com um espírito servil, não és um escravo, mas um filho, e agora, uma vez que és um filho amado, tu estás obrigado a obedecer ao mais insignificante desejo do teu Pai, à mais leve insinuação da Sua vontade. Ele manda-te cumprir uma ordenação sagrada? É perigoso para ti que O desatendas, porquanto desobedecerias ao teu Pai. Ele ordena-te que te pareças com Jesus? Não te alegras em fazeres isto? Diz-te Jesus: “Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus.” Então, não porque a lei o ordena, mas porque o teu Salvador to manda, deves esforçar-te por seres perfeito em santidade. Ele ordena aos Seus santos que se amem uns aos outros? Fá-lo, não porque a lei diga “Ama ao teu próximo”, mas porque Jesus diz: “Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos;” e este é o mandamento que Ele vos tem dado, “Que vos ameis uns aos outros.” Diz-te que distribuas pelos pobres? Fá-lo, não porque a caridade seja uma carga da qual não te atreves a esquivar-te, mas porque Jesus ensina “Dá a quem te pedir.” Diz a Bíblia “Ama a Deus com todo o teu coração”? Considera o mandamento e replica, “Ah!, mandamento, Cristo já te cumpriu, portanto, eu não tenho necessidade de te cumprir para a minha salvação, mas eu regozijo-me em obedecer-te porque Deus agora é meu Pai e tem um direito sobre mim, que eu não quero discutir.” Que o Espírito Santo faça o teu coração obediente ao constrangedor poder do amor de Cristo, para que a tua petição possa ser: “Faze-me andar na vereda dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer.” A graça é a mãe e a aia da santidade e não a defensora do pecado.
Tradução de Carlos António da Rocha

(extraído de NO CAMINHO DE JESUS)

MEDITAÇÃO DE SPURGEON




 Vosso Pai celestial.” (Mateus 6:26)
       Os que constituem o povo de Deus são Seus filhos em duplo sentido: por criação e por adoção em Cristo. Por isso têm o privilégio de chamar-Lhe “Pai nosso que estás nos Céus.” Pai! Oh, que preciosa é esta palavra! Nela há autoridade: “Se eu for Pai, onde está a Minha honra? Se vós fordes filhos, onde está a vossa obediência?”
       Nesta palavra há também afeto misturado com autoridade; uma autoridade que não provoca rebelião; uma obediência exigida que se presta com alegria, e que, mesmo que se pudesse, não podia ser negada. A obediência que os filhos de Deus Lhe rendem deve ser uma obediência amorosa. Não vás para o serviço de Deus como vai o escravo para o serviço que lhe atribui o seu capataz, porém, entra correndo no caminho dos Seus mandamentos, por causa de ser esse o caminho do teu Pai.       Apresenta o teu corpo como instrumento de justiça, porquanto a vontade de teu Pai é justa, e a Sua vontade deve ser a vontade dos Seus filhos. Pai! Há aqui um atributo régio, tão delicadamente coberto com amor, que a coroa do Rei passa inadvertida ao próprio Rei, e o Seu cetro transforma-se não numa vara de ferro, mas num prateado cetro de misericórdia. O cetro, de fato, passa como desapercebido na terna mão Daquele que o empunha. Pai!
       Nesta palavra há honra e amor. Que grande é o amor de um Pai para com os Seus filhos! O que a amizade não pode fazer nem a mera benevolência procurará obter, fá-lo para os seus filhos, o coração e a mão de um pai. Eles são a sua descendência, deve abençoá-los; eles são os seus filhos, deve, pois, defendê-los com todo o vigor. Se um pai terrestre zela por seus filhos com amor e cuidado incessantes, quanto mais o nosso Pai Celestial o faz? Abba, Pai!
       O que pode dizer isto, tem dado expressão a uma melodia que é melhor do que a que os querubins e serafins podem produzir. Há um céu na profundidade da palavra Pai! Há nela tudo o que posso pedir, tudo o que minhas necessidades podem demandar e tudo o que meus desejos podem desejar. Tenho tudo, em tudo, por toda a eternidade, quando posso dizer: Pai!
(extraído de NO CAMINHO DE JESUS)


Tradução de Carlos António da Rocha

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

SACRIFICIO OU OBEDIÊNCIA?




“...Visto que rejeitaste a Palavra do Senhor, Ele também te rejeitou a ti....” 1 Samuel 15:23

                   Que verdades terríveis para os ouvidos do orgulhoso rei Saul! As palavras do profeta chegaram como golpes de espada em seu coração duro. Ora, ele havia chegado de uma vitória aparentemente marcante. Afinal, ele não havia feito o que Deus mandara? Matou os Amalequitas e trouxe consigo as provas claras de seu triunfo – os animais para que cada soldado pudesse oferecer sacrifício e o Rei Agague. Mas Saul mostrou ser tão rebelde e cruel quanto os próprios Amalequitas. Em sua rebelião rejeitou submissão às ordens Soberanas do Deus de Israel. Ultrapassou as ordens de Deus ao trazer consigo o amaldiçoado rei Agague. Queria mostrar ser demais religioso ao trazer consigo os animais para oferecer holocausto. Nada daquilo era a vontade de Deus.
                   Deus não tem prazer a não ser em corações que se submetem a Ele. Desses corações emana o verdadeiro sacrifício. Por detrás da atitude de Saul estava o querer se aparecer. Mostrar para Israel que ele era o tal, o poderoso conquistador. Vemos isto pelo fato que ao chegar ele logo mandou levantar para si um monumento (15:12). Também, em sua rebelião quis manipular Deus emocionalmente ao trazer os animais querendo dizer com isso que tinha intenção de oferecer holocaustos, mas é claro que o objetivo era enriquecer a si mesmo com aquilo que Deus considerou maldito.
                   O cristianismo atual traz consigo a marca registrada de Saul. A natureza maligna do homem tem o maior prazer de ostentar sacrifícios. Querem manipular Deus com atividades e mais atividades, porque elas manifestam justiça própria e encobrem as corrupções de um coração rebelde e profano contra Deus e contra Sua Palavra Inspirada. O rebelde religioso odeia o Reino de Deus e como Saul quer ser honrado e apreciado pelo povo. Note a súplica de Saul quando se viu descoberto pelo profeta: “Honra-me, porém, agora, diante dos anciãos do meu povo e diante de Israel” (15:30).
                   Amados irmãos, o genuíno crente é obediente à Palavra de Deus. Hoje precisamos de um povo que acima de tudo honra a Deus e a Sua Palavra custe o que custar. Que não brinca com a verdade; que é zeloso pelo evangelho e pela pureza da igreja. Precisamos de um povo cujo coração foi gravada a lei do Senhor e que não fica querendo inventar meios religiosos para trazer o mundo para dentro da igreja. Precisamos de um povo que teme ao Senhor e que manifeste esse temor num viver de santidade e justiça num mundo tão carregado de impiedade como estamos vendo ultimamente.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

PREPARO ADEQUADO




Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós” Josué 3:5.

                O povo de Israel havia chegado às margens do Jordão e todo exército estava animado e pronto para a guerra. Os dois espias já tinham chegado de Jericó e trouxeram animadoras notícias de que a cidade estava com medo do exército Israelita. Aqueles homens de guerra estavam armados e com coragem para enfrentar os inimigos que lhes eram desconhecidos. Porém, não era momento de pressa; não era a guerra da carne e da impetuosidade humana. A guerra era de Deus e até o próprio Josué ficaria convicto disso quando tivesse o encontro com o Príncipe do Exercito do Senhor. A batalha era de Deus, a causa era Dele. Suas promessas estavam nessa guerra. Seu Nome e Sua Glória deveriam envolvê-la completamente. Nesse caso a espada dos soldados de Israel não passaria de arma de plástico; toda competência humana, seria apenas farrapo e toda força acumulada daquele exército seria motivo de escárnio para os inimigos que eram humanamente falando muito mais superiores a eles.
                Deus opera de maneira diferente da nossa maneira. No trabalho Dele é Ele quem vai à frente e Ele requer de nós apenas obediência ao Seu comando. Ele há de exibir sua Glória perante as nações e perante os deuses desses povos ímpios. Nossos projetos seriam de imediato levar os soldados a atravessar o Jordão a nado e atacar Jericó com uma boa estratégia. Mas nada disso vale, por isso calemos perante o Senhor e ouçamos Suas ordens. O que Ele ordena aos Seus soldados? “Santificai-vos”. Disposição de obediência ao Rei. Nada da carne, do mundo, e da idolatria poderia estar ali. A Arca da Aliança estaria à frente, sinal de que Ele estaria no comando de toda situação e os soldados atrás a seguindo com humildade. Nada de confiança própria, nada de rebelião, nada de avareza, enfim, necessitava de completa submissão e disposição de agradar a Deus somente.
                Amado irmão, estamos envolvidos numa grande batalha neste mundo. Satanás tem cercado a igreja do Senhor com todo seu exército maligno. O ecumenismo já chegou e acena com sua bandeira de “paz”; a iniqüidade ultrapassou seus limites e ameaça nossas vidas e nossos cultos; a mentira vestiu-se adornada com trajes parecidos com a verdade. O que podemos fazer? Qualquer atitude carnal redundará em completa derrota. Muitos já sucumbiram.
                O Senhor não mudou Sua maneira de agir. É a mesma: “Santificai-vos”. Se quisermos a vitória e a triunfante manifestação da causa da verdade, cada um de nós deve se santificar. Um Acã custou a derrota de todo povo de Deus. Purifiquemo-nos de toda imundície da carne, do mundo e daquilo que atende aos apelos malignos dos homens.








“SEDE SANTOS”




Como está escrito: Sede santos porque eu sou Santo” (1 Pedro 1:16)

        Eis aí a mais importante ordenança de Deus nas Escrituras para Seu povo: “Sede Santos”. Todas as outras injunções, orientações, enfim, todas as outras ordenanças dirigidas aos crentes estão debaixo do teto da Santidade. A vida cristã segue a rota preparada por Deus, e Seu caminho estabelecido para os santos é o caminho SANTO (Isaías 35:8). Somente os que foram feitos santos na conversão podem trilhar tal caminho de santidade.
        É triste ver o quanto isso não é levado a sério em nossos dias. O povo com nome de crente sente-se bem em unir a iniqüidade com o culto a Deus; acham que podem associar a impiedade com a adoração; acham que Deus está impressionado com a modernidade deste mundo e que anjos foram mandados para apagar o fogo do inferno; que o diabo já se converteu e voltou a ser o inocente Lúcifer; que a segunda morte já foi aposentada; que não existe mais pecado com todas as suas formas de abominações existentes. Acham que podem justificar tudo com o que eles chamam de louvor e adoração entre outras atividades. Acham que podem comprar Deus com suas ofertas e dízimos e acalmar assim os “nervos da divindade”.
        Entretanto, o Deus Santo não mudou, pois Sua santidade é imutável e eterna. Não podemos afirmar pertencer a Deus e ao mesmo tempo pertencer a este mundo maligno e impiedoso. Não podemos estar associado ao Senhor e ao mesmo tempo estendendo as nossas mãos para que os adúlteros, prostitutos e gays entrem em nossos lares e sejam partícipes do nosso viver como aparecem nas novelas e filmes. A realidade triste é que o mundo entrou na igreja e a igreja está adornada com os enfeites do mundo.
        Ou voltemos para a Santidade de forma séria e proposital, ou não tardará para vir um tremendo juízo de Deus sobre o Seu povo. Não a tentemos encobrir a situação com atividades. Sejamos SANTOS consagrando todo nosso ser àquele que nos comprou com Seu sangue, e podemos ter certeza que o Senhor usará como Ele quer um povo assim.