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segunda-feira, 8 de maio de 2017

ADORANDO A DEUS (8)


                                               Salmo 96:1-6
AS RAZÕES DA ADORAÇÃO A DEUS (vs. 4-6)
        O fato é que somente a fé verdadeira pode vislumbrar a grandeza de Deus: “Porque grande é o Senhor...”. Ninguém mais pode entrar nesse santo recinto da glória de Deus, manifestada aos salvos. Não esqueçamos que o pecado arrancou o pobre pecador da glória de Deus (Romanos 3:23) e essa foi a maior tragédia ocorrida em decorrência da desobediência dos homens em Adão. Na salvação tudo muda, porque os salvos foram trazido à glória de Deus; seus olhos espirituais foram abertos; os ouvidos da alma agora podem escutar e toda mente pode funcionar em relação a Deus.
        Outro detalhe é que a salvação bíblica resulta em glória para Deus no viver, quando não há isso então é certo que a alma ainda habita nas trevas. Sendo assim nossas músicas devem estar cheias de louvores somente ao Senhor. Falo isso porque, muito tempo atrás ouvi um grupo de pastores cantando uma nova música que celebrava Barnabé, aquele homem de Deus que tanto foi usado em benefício das igrejas nos dias dos apóstolos. Confesso que fiquei indignado ao ouvir aquela canção, porque no meio do povo de Deus não há lugar para celebrar nomes de apóstolos e outras celebridades evangélicas. Se fizermos isso certamente estaremos envolvidos em idolatria. A glória é do grande autor da salvação.
        Devo enfatizar isso porque satanás, usando o mundo tentar infiltrar-se no meio do povo de Deus para manipular os louvores ali. Ultimamente temos sentido de perto os perigos do humanismo, trazendo consigo o cheiro da soberba diabólica. Não salvos dentro da igreja hão de promover a glória dos homens e lutarão para modificar o sistema da verdadeira adoração. Mas o fato é que o evangelho puro e simples proclama a adoração ao Senhor, reconhecendo ser ele o grande Deus: “Porque grande é o Senhor...”. Essa é a luz da glória que deve estar acesa em nossos corações e consequentemente em nossos cultos. A adoração verdadeira causa ódio ao diabo; afasta os iníquos e enche o ambiente de temor. Só tem um nome a ser exaltado e celebrado; a glória pertence única e exclusivamente a Deus. Portanto, recusemos a entrada da vaidade deste sistema mundano, porque é isso o que o inimigo quer semear e a iniquidade quer perverter no meio do povo de Deus.
        Outro detalhe, a salvação bíblica nos santificou de tal maneira, que tudo o que há em e ao nosso derredor proclama a grandeza de Deus. O que acontece na salvação é que o cenário é aberto e agora passamos a ver as coisas como elas realmente são. Foi assim com os crentes em Tessalônica quando se converteram (1 Tessalonicenses 1:10). Os crentes percebem logo que o autor da salvação foi somente Deus; que nada houve neles; que em nada contribuíram; que antes eram inimigos, adoradores no coração de outros deuses. Mas agora eles olham para cima; agora seus corações estão cheios de temor e assim declaram em suas canções a suprema vitória da graça e a história da redenção. Eles foram arrancados das trevas e das prisões diabólicas assim que conheceram a verdade (João 8:32).

        Essa teologia habita no salvo e não importa se é rico ou pobre, se é culto ou ignorante, a fé é igual e suas bocas entoam a mesma canção: “Na redenção firmado estou, meu cativeiro já findou”. Que linda essa antiga história de amor contada a nós pelo Espírito Santo!

sexta-feira, 5 de maio de 2017

ADORANDO A DEUS (7)

                                               Salmo 96:1-6
AS RAZÕES DA ADORAÇÃO A DEUS (vs. 4-6)
        O Salmo 96 nos faz avançar ainda mais no conhecimento da verdadeira adoração a Deus em forma de cânticos. A partir do verso 4 deparamo-nos com os motivos pelos quais Deus nos ordenou que nossos cânticos sejam verdadeiros, cheios da mensagem da salvação e anunciando o fato aos homens no mundo inteiro. Sem as motivações corretas, santas, puras e bíblicas, certamente recuaremos ante ao sistema de louvores empregado por este mundo. Os mundanos cantam motivados pela emoção de cantar apenas; eles funcionam sem entendimento, sem uma motivação racional, bem fundamentada.
        Mas não assim com os santos de Deus, porque a razão suprema aparece e é dinamizada com fatos que nos elevam à supremacia da glória e da grandeza de Deus (versos 4-6). O mundo é a casa dos ídolos e satanás promove a si mesmo por meio de um sistema paganizado, mentiroso e deturpador. Se nossos cânticos forem frases mentirosas, certamente estaremos adorando satanás, o pai da mentira e não a Deus. Outro detalhe, se nossas canções forem mentirosas é certo que estaremos promovendo nosso orgulho próprio e enaltecendo nossas vaidades. Deus falou a Israel por meio de Amós que não ouviria as melodias das liras, porque suas canções, mesmo falando de Deus não passavam de mentiras. Por meio de Isaías Deus falou ao povo judeu que eles adoravam com a ele com os lábios, mas seus corações estavam longe. Tudo isso, por mais belo que seja e mais gostoso de ouvir, não passa de mentiras.
        Creio que devemos estar envolvidos com a verdade bíblica, com os fatos da redenção, da grandeza de Deus, de sua soberania, das maravilhas da redenção e da glória que há de vir, se quisermos cantar os verdadeiros hinos de louvores a ele. Neste mundo estamos cercados pela vaidade, pelas paixões e pelas mentiras de um mundo cheio de seduções. Vemos hoje o quanto a música mundana não passa de ecos do inferno, cheia de vileza, perversidades e motivações monstruosas. O meio evangélico em suas músicas badala a fé espúria e emoções inúteis. Ora, essas mediocridades nos envolvem e tentam cortejar nossos anseios por espiritualidade falsificada. Não podemos esquecer que a iniquidade traz consigo veneno que cega os olhos espirituais; que suas mentiras entorpecem a mente e nos tornam pessoas adaptadas àquilo que o mundo tanto anseia ter.
        Mas ao voltar para os versos 4 a 6 percebemos o quanto nosso Deus quer nos envolver com as verdades acerca dele: “Porque grande é o Senhor e mui digno de ser louvado...”. É exatamente essa verdade tão vital à adoração verdadeira que satanás quer apagar de nossos corações. Ele quer que nossos cânticos façam barulho apenas; que as luzes venham das emoções e não da verdade revelada a nós na Palavra. Sem humildade e dependência da palavra de Deus, certamente tiraremos nossos olhos do foco – a glória de Deus. Ele é grandioso! Foi ele quem nos fez, dele somos; ele é nosso maravilhoso e soberano salvador! Fomos achados por sua misericórdia e foi seu Filho que veio até à cruz para nos conquistar com maravilhosa salvação. Então, nossos cânticos devem enfatizar sua glória, honra, majestade e soberania. Sem que façamos isso seremos débeis, entoando canções à vaidade. É num lugar desse que satanás entra e transforma tudo num ambiente agradável às nossas miseráveis paixões.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

ADORANDO A DEUS (6)

                                              Salmo 96:1-6
A ADORAÇÃO DEVE SER CONFORME A VERDADE (vs 3,4)
        Cantar louvores a Deus sem conhecimento equivale a cantar mentiras. Não há motivos para isso, porque Deus comunicou a verdade a nós e o Espírito Santo a registrou em nosso coração, porquanto é ele o Espírito da verdade. Mentiras encobertas nos lábios equivalem a maldades no coração, além de ser um caminho traçado para heresias perniciosas no meio do povo de Deus. Que a verdade do evangelho seja a marca em tudo o que acontece em nosso meio, mas especialmente em nossos cânticos ao Senhor.
        Também, o conteúdo dos cânticos deve estar carregado daquilo que Deus faz na salvação dos pecadores: “...proclamai a sua salvação”. Impressionante, mas o fato é que nossos cânticos devem relatar a salvação gloriosa e seus efeitos no viver e na esperança. Qual é o trabalho de Cristo neste mundo? Ele veio salvar perdidos; veio arrancá-los da eterna condenação, a fim de fazer deles herdeiros do céu. Essa é a velha história que pregamos; é o fato mais glorioso a ser anunciado neste mundo. Tudo tem sido feito por satanás ultimamente, a fim de que a mensagem da tão grande salvação seja ignorada e desprezada; poucos são os pregadores que têm visto essa necessidade e muitos são os que têm se associado a um evangelho social, pigmentado de argumentos bíblicos. Quando o púlpito nega a mensagem certa, então os cânticos verdadeiros serão desprezados, entrando assim cânticos estranhos à verdade da redenção. Isso vemos em nossos dias com músicas que enfatizam o amor do homem por Deus e da disposição dos homens em viver louvando a ele.
        Nosso Senhor não aceita bajulação, mesmo em cânticos. Deus não carece de nosso amor emotivo. Não somos capazes de amá-lo, porque o que se espera dos crentes é que eles vivam em temor e tremor. Foi assim com os crentes na igreja primitiva e no transcorrer da história. Eles não se reuniam a fim de dizer o quanto eram apaixonados por Deus, nem que estavam ali para mostrar seus louvores. O ajuntamento dos santos era motivado pelo temor, reverência, e quando abriam suas bocas anunciavam que foram resgatados pelo sangue do Filho de Deus; suas canções sempre enfatizavam que eles eram fracos, portanto necessitados da graça no viver; que este mundo era um lugar perigoso e que careciam da presença do Senhor para conduzi-los à glória eterna. Nossa adoração humilde e verdadeira deve mobilizar a mensagem mais importante de toda Escritura: “A velha história do grande salvador, de Cristo e sua glória!”.
        Onde a verdade não está presente, não demora em que entre o louvor aos homens, a idolatria e paixões carnais se destacam. Quando Israel fez o bezerro de ouro para adorar do jeito que eles queriam, eis que as paixões foram acesas e a carne ocupou a razão: “assentaram para comer e levantaram para divertir”. Por isso, nossos cânticos devem ser entoados pelos salvos; nossos cânticos devem fazer tremer este mundo e paralisar o inferno. Deus enviou salvação aos pecadores e eles agora celebram juntos essa maravilhosa história. Será assim no céu, porque os remidos vão cantar a verdade da redenção: “...com teu sangue compraste para Deus...”.
        Portanto, silenciemos o falso evangelho moderno; enalteçamos a mensagem da cruz e assim Cristo será glorificado; nossa humilhação trará o verdadeiro louvor de lábios que confessam o seu nome.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

ADORANDO A DEUS (5)

                                               Salmo 96:1-6
A ADORAÇÃO DEVE SER CONFORME A VERDADE (vs 3,4)
        A ordem dada pela graça é estendida à toda terra. A salvação em Cristo viria às nações do mundo inteiro, como foi a promessa na aliança feita com Abraão em Gênesis 12. Que luz gloriosa vem do céu à terra, porque a salvação aos pecadores é soberanamente certa e o alvo da graça é que os homens no mundo inteiro celebrem a glória de Deus. Essa verdade é um golpe de destruição ao reino deste mundo, porque anuncia a vitória da cruz e a derrota do diabo para sempre.
        Tem de ter um firme propósito de fé: “Cantai ao Senhor”. Não há lugar para corações divididos; na obra da graça não há convite para o culto ecumênico. Os mundanos adoram ao diabo, porque não é possível prestar adoração a Deus e a satanás ao mesmo tempo. As trevas não combinam com a luz, a mentira não se harmoniza com a verdade. A graça salvadora se manifestou na vitória do Cordeiro, a fim de destruir as obras do diabo, e assim no coração do homem erigir um altar de adoração somente a Deus. As vozes dos santos proclamam: “Digno é o Cordeiro!”. O louvor do céu desceu à terra, a fim de que os remidos ergam suas vozes em louvores; algo inaudito acontece na terra, porque antes era tudo escuridão; tudo era ruído do pecado; tudo era cântico de desprezíveis escravos e esses sons eram imediatamente sufocados pelos terrores da morte e da miséria. Como pode haver verdadeira canção onde não há justiça, santidade, verdade, esperança e amor?
        Agora tudo é diferente, porque para o terror de satanás e de seu mundo cruel, eis que os remidos prestam louvores a Deus. E eles fazem isso com santa convicção e entendimento: “Bendizei ao seu nome”. Os lábios impuros mentem, mas os lábios purificados falam e cantam a verdade. Deus não aceita louvores de impostores, dos falsos crentes. Tais louvores não chegam a ele com cheiro suave e sacrifício que lhe agrada. O Salmo 96 refere-se aos verdadeiros crentes, porque podem falar bem de Deus. Aliás, louvor verdadeiro é a fé narrando a glória de Deus, falando de seus grandes feitos e do seu grande nome. Por essa razão os crentes devem ter intenso cuidado com o cântico sem conhecimento, como vemos em nossos dias. Elementos sem qualquer base teológica e sem qualquer conhecimento da salvação no viver não estão habilitados nem para cantar nem para escrever seus cânticos, porque não são aceitáveis no céu. A mentira em forma de cântico não pode ser chamada de adoração, mas sim de profanação.
        Examinemos a música de perto, porque aquela que agrada a Deus deve estar carregada daquilo que Deus fez e faz pelos pecadores neste mundo: “...proclamai a sua salvação”. Nosso Senhor não aceita bajulação; ele não tolera lisonjas de corações maliciosos. A música religiosa pode ser um instrumento diabólico, a fim manipular mentes e emoções. O Deus da verdade nada aceita fora da verdade. Os três amigos de Jó teriam sido destruídos pela ira de Deus, porque não falaram acerca dele com a verdade. Eles escaparam porque Jó intercedeu diante do Senhor por eles. O Senhor não agirá de forma contrária com aqueles que ousam brincar, usando seu nome em vão, mesmo em forma de cânticos. Nossa adoração aqui é realizada em cânticos, proclamando sua salvação, louvando pela sua obra cheia de compaixão em nosso favor pelos méritos do seu Filho.

terça-feira, 2 de maio de 2017

ADORAÇÃO A DEUS (4)

                                              Salmo 96:1-6
ADORAÇÃO AO SENHOR EM FORMA DE CÂNTICOS (vs.1,2).
        Os verdadeiros crentes, salvos pela graça sabem bem o quanto usavam suas vozes para cantar as músicas que apenas mexiam com sentimentos, mas sem qualquer verdade expressa nelas. Mas agora tudo muda, porque a graça transforma tudo e ordena em poder: “Cantai ao Senhor...”. Agora o cântico é dirigido ao Senhor, não mais a satanás; não mais usando nossos lábios para profanação. Os santos têm seu Deus, eles o conhecem e sabem que foram amados por ele. Os crentes no mundo inteiro conhecem a história da cruz, do doce amor de Cristo por eles, por isso podem sim entoar louvores em forma de cânticos. 
        É claro que usamos nosso entendimento, porque a verdade veio a nós com clareza; na verdade lutamos para que nossos lábios não profiram qualquer mentira, pois nos atrevemos a adorar nosso Deus de todo coração e com toda verdade. Mas todo nosso ser pode ser cheio também de emoções, porque elas aparecem para enfeitar tudo com aromas suaves e sacrifícios agradáveis ao Senhor. Nossas emoções fazem com que nossos cânticos não sejam oferecidos a Deus de qualquer maneira. Por essa razão não usaremos qualquer substância mundana. Tudo deve ser espiritual, tudo deve ter aroma do céu e não da terra, tudo deve nos elevar até ao trono da graça, porque somos seus servos, por isso jamais profanaremos essa adoração usando manipulação da carne.
        É também um novo cântico: “...um cântico novo...”. Não significa que cada dia inventaremos uma nova canção, porque nem todos têm habilidade para isso. O novo cântico significa que não será a mesma música de antigamente; não será do gosto do mundo e da carne; não terá motivação carnal nem atrairá os mundanos, a fim de movê-los para suas festas sensuais. O que era mundano ficou distante, assim como o Egito foi ficando bem longe de Israel, enquanto o povo avança rumo à Canaã. É uma nova canção que veio ao coração sob a direção do Espírito Santo e da verdade. A tão grande salvação nos mostra abundância de material santificado. Temos à disposição os utensílios provenientes da soberana graça salvadora, a fim de que cantemos a redenção, o amor, o sofrimento do Senhor, sua ressurreição, sua santidade, seu domínio, sua coroação na glória, sua liderança diária, seu livramento, os nossos triunfos na jornada rumo ao céu e a glória que há de vir.
        Isso significa que os profanos não podem cantar essas coisas, porque a salvação não chegou a eles, por isso suas mentes continuam em trevas, suas bocas estão fechadas e seus sentimentos correm na direção errada. Ora, os mortos não podem louvar ao Senhor. No meio do povo de Deus eles podem abrir suas bocas, mas seus corações não estão ligados à graça pela fé. Se persistirmos em mantê-los ali, logo eles vão puxar suas profanações em forma de músicas para o meio do rebanho do Senhor. Outro detalhe é que Deus não aceita adoração a não ser do seu povo. O não salvo está fora disso, porque não há uma nova canção em seus lábios, eles não foram purificados pela graça.
        Satanás luta para imitar os cânticos dos santos de Deus, mas essa imitação é descoberta imediatamente pela verdade revelada. Chegou o momento para que os brados de louvores da redenção sejam ouvidos por meio de um povo que realmente entendeu a história da cruz, a fim de silenciar o mundo, a fim de que somente o Rei da glória seja adorado e amado pelo seu povo.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

ADORANDO A DEUS EM VERDADE (3)

                                    Salmo 96:1-6
ADORAÇÃO AO SENHOR EM FORMA DE CÂNTICOS (vs.1,2).
        Esse Salmo dá início mostrando o que os salvos no mundo inteiro fazem, adorando a Deus em forma de cântico: “Cantai ao Senhor um cântico novo...”. Convém que falemos com clareza a respeito disso, porquanto todos os crentes no mundo inteiro adoram e devem adorar a Deus com verdadeiros cânticos e com hinos espirituais, conforme Paulo ordena aos crentes em Efésios. No Velho Testamento esse serviço sacerdotal era feito pelos levitas e mais tarde Davi instituiu essa atividade no Templo de Salomão com os levitas filhos de Coré (1 Crônicas 15).
        Agora no Novo Testamento, visto que todos os crentes formam uma nação de sacerdotes (1 Pedro 2:9), eis que dos lábios dos santos há de brotar esse “cântico novo”. O que aprendemos nesse impressionante Salmo é que homens e mulheres salvos cantando louvores ao Senhor é uma forma de anunciar a todos a grande e maravilhosa salvação de Deus às nações. O verdadeiro cântico saindo dos lábios purificados pela graça, certamente há manifestar a todos que corações foram transformados; que homens e mulheres têm agora seus pensamentos e sentimentos modificados para Deus, porque os corações foram purificados e que agora servem a Deus. Se quisermos realmente saber o que ocorreu na vida de homens e mulheres, vejamos o que sai de seus lábios em forma de cântico, porque a canção não é somente uma mera melodia, é sim um poema que sai do coração, extravasando exteriormente uma devoção a alguém que ama, conforme nos mostra o início do Salmo 45. Se não há uma nova canção no coração é porque não há real e genuíno amor no coração. Um homem ou mulher normalmente expressa seu amor a seu amado em forma de música.
        Então o Salmo 96 inicia ordenando aos crentes em todos os lugares deste mundo: “Cantai ao Senhor”. Quando Deus dá ordem na graça, juntamente com a ordem vem o poder. Deus nunca, jamais dará ordem sem que a pessoa não possa realmente fazer aquilo que lhe fora ordenado. Outro detalhe é que tudo na vida cristã é feito pela obediente fé. Significa que eu posso sim, pelo ato de uma fé inteligente, bíblica, dar a Deus os louvores que só ele pode receber, porque é digno. A fé não atua sob a impulsão da carne, a fé opera numa atmosfera que foi envolvida pela verdade revelada. A fé bíblica atua tomando posse de todo ser e dominando a mente e as emoções, para que fiquem sob o domínio da verdade bíblica. Isso significa que não cantamos por meramente cantar, arrastados pela corrente das emoções momentâneas. Adoramos a Deus em “espírito e em verdade” (João 4:24).
        Ouçamos a canção do mundo, porque ele fala das emoções, do amor de um homem pela mulher, ou da mulher por um homem. As canções deste mundo são carregadas de mentiras, porque eles cantam declarando fidelidade, amor, devoção e fidelidade, mas o modo de viver nega isso. No caso dos crentes, nossas canções não estão estribadas em nosso amor e fidelidade a Deus, mas sim no fato que fomos amados de verdade por ele. A nossa adoração está firmada em fatos; está sustentada no amor que foi demonstrado na cruz e que por isso somos guiados dia a dia no poder desse Deus que leva seu povo ao céu. Então, é certo que os santos de Deus estão envolvidos em emoções, mas emoções caracterizadas pela verdade revelada, assim nossas músicas são verdadeiras e não mentirosas; elas têm como base o firme fundamento da fé na história de amor: “Cristo amou a igreja e se entregou por ela”. É firmado nesse amor que os santos se reúnem e num só coração erguem suas vozes para declarar a glória do daquele que um dia veio e provou seu amor por nós perdidos pecadores:
                “Aleluia! Aleluia” Quem triunfa é só Jesus”

       

 

sexta-feira, 28 de abril de 2017

ADORANDO A DEUS EM VERDADE (2)

                                               Salmo 96:1-6
ADORAÇÃO AO SENHOR EM FORMA DE CÂNTICOS (vs.1,2).
        Minha tarefa hoje é entrar na primeira lição do Salmo 96, envolvendo os versos 1 a 6. O que o Espírito de Deus nos mostra logo de início é que esse Salmo é incrivelmente profético, porque envolve o serviço sacerdotal à todas as nações: “Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor todas as terras”. O propósito da salvação vinda de Deus envolveu todos os povos, foi essa a promessa que ele fez a Abraão, de abençoar por meio dele todas as nações. Os verdadeiros crentes desde a época da lei sempre se alegraram com essa verdade. Somente os incrédulos e rebeldes judeus tinham intenso ódio dos povos e sempre resistiram a essa verdade, mesmo vendo um Salmo como esse que estamos presenciando agora em nosso estudo.     
        O propósito de Deus na salvação é fazer com que pessoas de todas as nações lhe conhecessem, o Deus da salvação. O serviço sacerdotal não era para ficar apenas com os levitas, mas sim com sinceros crentes, porque todos os salvos foram chamados para esse maravilhoso serviço de adoração ao Senhor. A salvação tem em vista mostrar a glória de Deus; mostrar o quanto ele é soberano e como opera transformação nas vidas de judeus e gentios. Deus é glorificado quando bocas são abertas e lábios purificados, mostrando através de cânticos que homens e mulheres tiveram seus corações transformados, por essa razão podem agora cantar hinos de louvores ao Senhor.
        A primeira lição que emerge do texto é que cantar ao Senhor revela um milagre na vida. Neste mundo a música faz parte do viver de todos, mas ela revela também o quanto o pecado desviou o homem do propósito principal – a glória de Deus (Romanos 3:23). Quando entramos num mercado, quando ligamos o rádio, a tv. Quando homens estão cantando em bares, boates e no carnaval presenciamos com tristeza o fato que o mundo adora a mentira, pois suas músicas são inúteis e revelam o quanto a mentira domina as mentes, corações e sentimentos. Que tristeza e vazio envolvem este mundo! Não há qualquer sentimento para Deus; não se espera que os homens vão celebrar o nome do Senhor, mas sim proclamar o nome do diabo e revelar suas paixões por meio daquilo que cantam dia a dia.
        Nós mesmos lembramos o quanto estávamos envolvidos neste sistema enganoso, como nossas emoções estavam sob o controle do diabo e como seguíamos a mentira. Quando eu era adolescente, minha paixão era pela música da jovem guarda e a todo instante abria a boca para proclamar mentira, mesmo frequentando a igreja batista e cantando os hinos ali. Meu coração não era transformado, meus lábios não foram purificados, por isso amava tanto aquilo que o mundo tanto gostava.
        É óbvio que Deus não está pedindo a qualquer pessoa que celebre e cante louvores a ele, porque somente os salvos podem fazer isso. Alguém pode sim, cantar hinos belos, músicas evangélicas e ao mesmo tempo cantar os louvores deste mundo. Seus lábios não foram purificados na salvação. Não é que eles amam a Deus e amam o mundo. Lábio dividido, na realidade ama apenas o mundo e seu sistema, porque não pode amar ao mundo e a Deus ao mesmo tempo. O Salmo está referindo aos verdadeiros crentes, aqueles cujos corações foram santificados e que agora amam ao Senhor; aqueles que compreenderam a salvação em Cristo e que carregam no íntimo o temor ao Senhor. Tudo neles foi santificado, para que tudo funcione apenas para a glória de Deus.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

ADORANDO A DEUS EM VERDADE (1)

Salmo 96:1-6
        INTRODUÇÃO:              
        Hoje o que mais falam no meio evangélico é sobre adoração a Deus. É muito raro ouvir de cultos de oração ou de cultos evangelísticos, como também de escola dominical. O que mais ouvimos hoje é sobre adoração, como se evangelismo, oração e ensino bíblico não fosse adoração a Deus. O fato é que inventaram nomes de “levitas, adoradores”, mas podemos perceber que os verdadeiros crentes não se adaptam a esse sistema porque não condiz com a natureza da verdadeira adoração. Em João 4:24 o Senhor diz que Deus procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Isso é de grande significado para nós. Não estou declarando com isso que nós aqui estamos adorando melhor do que vemos aí fora, porque é bem provável que muitos que afirmam serem crentes nem sequer sabem do que realmente significa adorar a Deus. Nós pensamos que adoração é sinônimo de cantar, mas o cantar faz parte da adoração, assim como ouvir a mensagem, testemunhos, oração e servir uns aos outros.
        Tomo este texto, a fim de poder expor o que realmente significa adoração a Deus. Posso assegurar de antemão que adoração é todo nosso ser envolvido em Deus; é todo nosso ser consagrado a Deus, para amá-lo, admirá-lo e exaltá-lo aqui e para todo sempre, porque para isso fomos criados e fomos salvos. Adoração é algo do coração, caso contrário não é aceita por Deus. Adoração é dar a Deus o lugar de Deus na vida e envolve todo viver na igreja, no lar, no serviço e na escola. Quando chegamos aos cultos em nossa igreja já vamos com nossos corações sintonizados em temor e na disposição de oferecer sacrifícios vivos santos e agradáveis a Deus (Romanos 12:1). Não chegamos à igreja carregando conosco o fogo da carne, a fim de incendiar o lugar. Foi na oração que os apóstolos adoraram e Deus sacudiu o lugar onde eles estavam reunidos. Foi na  prisão que Paulo e Silas adoraram a Deus, em meio ao sofrimento e dores físicas, e assim Deus trouxe aquele terremoto que resultou na conversão do carcereiro (Atos 16).
        O Salmo 96 nos instrui nessa real adoração. É claro que fala de cânticos: “Cantai ao Senhor” e estamos imbuídos dessa verdade, porque nos deu vozes para que entoemos hinos de louvores a ele. Não queremos ser levado pela maré desse movimento moderno, cuja intenção é arrastar o mundo com seu sistema iniquo para dentro da igreja. Não estamos ambicionando imitar o mundo nem oferecer aquilo que o mundo gosta, somente porque queremos ter a multidão conosco. Num país da Europa onde o comunismo ocupou, eis que alguns homens armados entraram numa igreja e disseram aos que ali estavam: “Quem não quiser morrer saia agora”. Vários saíram devido ao medo, mas alguns ficaram. Então aqueles homens entraram, fecharam a porta atrás de si e deixaram suas armas de lado, então se apresentaram aos que ficaram dizendo: “Nós também somos crentes, mas nós queremos ficar somente com os verdadeiros crentes aqui”. Isso é adoração verdadeira.
        Minha esperança é que eu possa ajudar meus leitores com a verdade tão preciosa sobre adoração a Deus, conforme o Espirito Santo nos ensina nesse texto do Salmo 96. Anseio que passemos um bom tempo juntos nesse lugar santíssimo; que nossos corações sejam ocupados de alegria, temor e de santa adoração. Queremos viver assim, agradando ao Senhor em tudo e não carregando conosco nenhuma munição mundana, mas somente aquilo que vem da palavra, a fim de oferecer ao Senhor os sacrifícios que lhe agradam.

 

 

domingo, 27 de abril de 2014

O QUE SIGNIFICA PARTICIPAR DO CORDEIRO




Não comereis dele nada cru, nem cozido em água, senão assado ao fogo; a cabeça com os pés e a fressura” (Êxodo 12:8).
A CABEÇA
         Caro leitor sei que ao escrever-lhes essas maravilhas da graça tiradas do simbolismo do Velho Testamento, somente aqueles que realmente amam a verdade vão entender essas lições dirigidas à fé cristã. Todo meu esforço tem em mira ajudar os leitores crentes que realmente amam e desejam a Palavra de Deus como ela realmente é. A visão de fé dos crentes é como a visão de uma águia, pois a fé enxerga aquilo que o homem natural jamais pode ver, mesmo sendo ele dotado de habilidade e de grande intelecto. Sei também, que essas lições vão ajudar meus leitores a discernir bem o espírito desta época tão prevalecente em superstições e orgulho. É dever dos pastores buscar mais luz na verdade que nos foi revelada e assim fazer brilhar as maravilhas de Cristo, para que o povo santo seja forte e ativo na batalha contra as trevas.
         Voltando ao texto de Êxodo 12:8, vemos ali que era exigido daquela família israelita, que participasse do cordeiro, alimentando de 3 partes: da cabeça, dos pés e da fressura. Afinal, o que o Autor sagrado quer nos ensinar nessas três partes do cordeiro? Por que esses detalhes? Ora, nós devemos saber que toda Escritura é proveitosa e que tudo o que foi escrito, para nosso ensino foi escrito. A Palavra de Deus é o lugar aonde a fé chega e encontra pleno repouso e sua fonte de alimento. É claro que todo propósito da Bíblia é nos mostrar a pessoa gloriosa de Cristo – nosso Cordeiro amado. Então, busquemos o ensino Daquele em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento (Colossenses 2:3).
         Vejamos bem como essas três partes do cordeiro simbolizam Cristo em Seu conhecimento – cabeça, em Sua obediência – pés e em Seu amor – fressura. Devemos entender esses detalhes, justamente porque ignorando essas coisas tornamo-nos presas fáceis desse evangelho débil e destituído do sangue da cruz. Devemos cuidar porque qualquer culto ao Senhor que não nos tornar participantes do Senhor nesses três aspectos apresentados: Seu conhecimento, Sua obediência e Seu amor, tornar-se um ambiente de fácil acesso às mentiras religiosas de satanás, exatamente como vemos acontecendo em nossos dias.
         Primeiramente, ao participar da cabeça do cordeiro, saberemos quem é esse que foi entregue pelos nossos pecados. Ele é o Senhor da glória! Ele não veio ao mundo numa debilitada disposição; não veio sem rumo; não veio para tentar realizar algo. Todo plano da redenção teve um alvo em mira: “...com o Seu conhecimento, o meu servo justificará a muitos...” (Isaías 53:11). Satanás sempre tentou nocautear o Filho de Deus, buscando Nele uma fraqueza. Mas o fato foi que aquilo que parecia frágil e indefeso, na realidade era revestido de plena força, pleno poder de sabedoria, conhecimento e certeza.
         Caro leitor, o Senhor se revelou ao Seu povo e essa gloriosa e bendita revelação foi nos dada em Sua Palavra. Fujamos dos sonhos e revelações carnes providenciados pela religião moderna, porquanto esse culto cheio de aparatos da carne só serve para encobrir as falsificações do coração enganoso e enganado do homem (Malaquias 2:13). Quando aprendemos de Cristo e em Cristo, conforme a sã doutrina, certamente tornamo-nos um povo forte, ativo e de uma fé robusta e inabalável. Satanás não tem nenhuma intenção de atacar a ignorância, porque esta já é presa fácil. O crente desprovido do real conhecimento do Senhor é como uma ave que tem uma asa ferida, ou como um soldado desprovido de capacete em plena batalha.
         Meu caro amigo, você conheceu o verdadeiro Salvador? Você conheceu o Cordeiro enviado pelo Pai, a fim de remir os pecadores? Ou você não passa de um religioso desnorteado? Volte agora para o Rei da Glória! Veja pela fé Aquele que veio ao mundo tendo objetivo certo de salvar perdidos e que realmente está salvando.


A COMUNHÃO COM O CORDEIRO




E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães asmos; com ervas amargosas a comerão” (Êxodo 12:8).
         Caro leitor, quão grandiosa é a mensagem do evangelho que nos é transmitida por esse evento simbólico e histórico. Toda história da redenção daquele povo escravo estava no cordeiro morto. O sangue no lado de fora, marcando os três lugares na porta dava a proteção contra a Ira do Anjo da morte; o primogênito daquela família estaria completamente livre do golpe da morte. Então, temos nas três marcas do sangue do cordeiro no lado de fora a história da salvação, da redenção do pecador pelo sangue da cruz. Aquele símbolo sangrento é a doutrina da justificação, provando que o crente está para sempre salvo da Ira de Deus (João 3:36).
         Mas a história dos salvos não para no sangue do lado de fora, pois a família tinha o cordeiro morto dentro de casa. O sangue lá fora – redenção! O cordeiro morto lá dentro – comunhão! No sangue do cordeiro visto do lado de fora, temos a paz com Deus (Romanos 5:1). No cordeiro morto dentro da casa temos a paz de Deus. Que festa diferente! Era completamente estranha aos pensamentos dos mundanos egípcios. Assim é a festa dos crentes, porque mediante a paz com Deus obtida na salvação, eles podem usufruir de Cristo. Percebamos que naquela participação segura do cordeiro, a comunhão que eles teriam ali estava explicada tudo no próprio cordeiro.
         Caro leitor, que lição preciosa podemos tirar para nossas vidas! Estamos vendo que a festa cristã promovida em nossos dias revela que nada tem a ver com a comunhão em torno da cruz. Se a mensagem é retirada, então a comunhão que surge é falsificada. Se Cristo não for pregado como o Cordeiro puro e sem mácula, entregue para salvar o culpado da penalidade eterna, então outro cristo entrará na comunhão e o mundo será coparticipante dessa festa.
         Tomemos o texto acima e vejamos ali que lições notáveis a graça maravilha nos envia. A primeira é que a comunhão foi na noite: “E naquela noite...”. Estava perto daquele momento terrível da visitação da Ira de Deus; todo Egito estava dormindo, mas a família de judeus deveria estar acordada num verdadeiro culto e na expectativa para deixar a escravidão egípcia. Assim também a comunhão dos verdadeiros crentes difere da comunhão mundana. Os santos de Deus estão vivendo as altas horas da noite. Os crentes devem estar espiritualmente preparados para o momento glorioso da volta do Senhor, ou da chamada individual mediante a morte, para o reino de glória.
         Outra lição preciosa emerge do texto, é que a comunhão deveria estar em torno do cordeiro morto: “E naquela noite comerão a carne assada no fogo...”. Eis aí o verdadeiro culto prestado pelos santos ao Senhor. Tudo é racional, nada de barulho, nada de frágeis emoções, nada de providências mundanas. O mundo deve estar longe do culto do crente, porque tudo está em torno do nosso Cordeiro. Devemos lembrar que somos o que somos porque Ele foi entregue pelos nossos pecados. Em torno da mensagem da cruz temos uma só fé, um só cântico e um só pensamento.
         Caro leitor, não esqueça que a mensagem não mudou; que Cristo Jesus morreu pelos nossos pecados; que não há outra mensagem. Homens e mulheres devem correr dessa mensagem fantasiosa de nossos dias, pois é perceptível que é a presença aterrorizante do anti cristo.
         Venha amigo ao Salvador bendito! Venha conhecer o Cordeiro de Deus! Venha para o recinto de segurança eterna! Venha buscar o conforto eterno para Sua alma! O Cordeiro que foi morto está vivo, mas a mensagem da Sua morte na cruz é para direcionar o pobre pecador ao lugar certo e assim escapar da Ira vindoura!

quinta-feira, 20 de março de 2014

O CERTO FEITO DE FORMA ERRADA




Davi e todo o Israel alegravam-se perante Deus com todo o seu empenho” (1Crônicas 13:8). “temeu Davi ao Senhor” (1 Crônicas 13:12. “Foram Davi...para fazer subir com alegria a arca da aliança” (1Crônicas 15:25).
         Caro leitor, muitas vezes teremos que aprender com duras experiências que as coisas certas devem ser feitas corretamente, caso contrário tudo cairá por terra. Lições dolorosas desse tipo tenho experimentado no decorrer dos anos de ministério. Olhando o texto vemos o que Davi sentiu profundamente quando falhou no modo como conduziu a arca de Deus para a casa de Obede-Edom. Quem esperava que naquele solene trajeto aconteceria aquela tragédia que tirou a vida de Uzá? Mas Davi estava lidando com Deus; ele estava transportando a arca da aliança, lugar da presença santa do Senhor. Davi esqueceu que, não obstante ser ele o rei de Israel, não estava acima do Deus de Israel. Davi precisava saber que Deus não precisa de nosso sistema de culto; que Ele não carece de nossos meios para conduzir o que é santo.
         Primeiro: falha (1 Crônicas 13:8). Ali estava a multidão com cânticos, harpas, trombetas, etc., mas essas coisas não determinam benção de Deus, porque toda essa festa resultaria em tragédia. Havia muita energia, porque alegravam com todo empenho. Tudo indicava ser um culto brilhante e cheio de vida, mas tudo aquilo resultaria em fracasso, por quê? Não houve sacrifício. Como podemos servir ao Senhor sem sacrifício?
         Segundo: temor (1Crônicas 13:12). A morte de Uzá causou grande temor. Foi assim que Deus matou os dois filhos de Arão, Nadabe e Abiú, porque ofereceram fogo estranho. Então, Davi foi tomado por um senso de indignidade, para realizar um trabalho tão santo: “Como trarei a arca de Deus?”. Caro leitor, muitos fazem da santidade de Deus e da severidade da lei uma desculpa para suas pervertidas negligências. Outros se sentem esmagados de temor santo, por isso esperam até que fiquem bem preparados para o serviço santo.
         Terceiro: a alegria (1Crônicas 15:25). Lições preciosas aparecem em decorrência daquela tragédia. 1. Deus abençoou a casa de Obede-Edom. Lembremos bem que é quando nos humilhamos que aprendemos o quanto Deus habita com homens e mulheres humilhados (Isaías 57:15). 2. O rei Davi reconheceu seu erro e fez os preparativos certos. Precisamos muitas vezes aprender, a fim de voltarmos para a Palavra de Deus em santa obediência. 3. Aquilo que Deus havia determinado foi tomado em consideração. Precisamos saber que qualquer desobediência às Escrituras só resulta em prejuízo. 4. Os sacerdotes ocuparam seus lugares. Sem as normas santas de Deus os cultos transformarão em palco para o mundo e os demônios. 5. Ofereceram sacrifícios (verso 26). Duas lições prevalecem nesta lição. A primeira, o culto ao Senhor tem que ter como base o sacrifício de Cristo na cruz. Desviar dessa verdade implicará em terríveis prejuízos para a igreja. A segunda é que os crentes devem oferecer a si mesmos em sacrifício ao Senhor (Romanos 12:1).
         Ó, quanto a igreja do Senhor está sofrendo em nossos dias! O Senhor simplesmente se retira quando queremos realizar Sua obra conforme os padrões mundanos. A santidade da presença do Senhor deve ser motivo de nosso temor e obediência à Sua Palavra. Lembremos bem que o que importa é obediência a Ele e não à nossa vontade carnal.

(escrevi essa meditação tendo como base um esboço de Spurgeon)