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segunda-feira, 18 de maio de 2020

A SINGELA CONFISSÃO DOS PECADORES (13 de 13)



“Todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, mas ele não aparece; esperamos a salvação, mas ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se multiplicam diante de Ti, e os nossos pecados testificam contra nós. As nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades. Temos sido infiéis e mentimos contra o Senhor; nós nos afastamos do nosso Deus; pregamos a opressão e a rebeldia; proferimos palavras de falsidade que concebemos em nosso coração. Por isso o direito se retirou e a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar”. ISAÍAS 59:11-14
A CONFISSÃO DESESPERADA DOS PECADORES
        Hoje encerro esta mensagem extraída de um texto tão impressionante que mostra quão extraordinária é a palavra de Deus. Estamos lidando com o Deus que conhece Seu povo mesmo aqueles que ainda não se converteram. Estamos presenciando como funciona onisciência de um Deus que, antes da fundação do mundo escolheu em Cristo aqueles que vão habitar na glória eterna, pela imensidão da tão grande salvação. Como essas almas sentem a necessidade dessa salvação?
        Percebemos o quanto almas arrependidas se desesperam ante o terror da condenação: “Pelo que o direito se tornou atrás...”. Enquanto os homens estão dormindo o sono gostoso em seus pecados, eles sempre acham que seus direitos vão à frente deles. O cenário deste mundo nos mostra onde os homens querem chegar; que no íntimo eles querem empurrar a divindade para longe; estão sempre dizendo que Deus atrapalha seus direitos e que eles não aceitam as ameaças de Deus quanto aos seus juízos. O que acontece é que eles estão prontos a ir longe em suas maldades, caso puderem afastar Deus deste cenário mundial. Mas as almas arrependidas têm sua visão aberta por obra do Espírito Santo, por isso no íntimo eles têm esse inaudito som de almas aflitas. Eles percebem que o juízo o juízo agora ficou por detrás. Enquanto os homens estão vendo que o caminho à frente parece bonito e que tudo promete trazer maravilhas, eis que eles não percebem que estão sendo empurrados pela força do juízo para o matadouro que lhes espera adiante.
        Também o veem com desespero o quanto a salvação parece longe deles: “...e a justiça se pôs longe...” É dessa forma que as almas por quem Cristo morreu veem sua condição, pois já olharam para todos os lados e não encontram nenhum salvador aqui; eles não encontram a justiça perfeita, porque sabem que não há justiça neles; eles se sentem presos num ambiente onde todos são vistos como perdidos. Foi assim que Isaías, viu sua penitente condição, assim que pode contemplar a glória do Deus de Israel: “Ai de mim, estou perdido, sou um homem de lábios impuros e habito com homens de impuros lábios...” (Isaías 6). Os pecadores arrependidos e confessos sabem sim que não poderão entrar no céu; que ficarão para sempre longe de Deus; que a dívida deles é imensa e que não a pode pagar e por isso clamam no íntimo buscando o Salvador e a salvação.
        Também, eles se deparam com o fato que habitam na escuridão: “...a verdade anda tropeçando pelas ruas...”. A ideia é que nada pode brilhar; nenhuma mensagem que traz a verdade eles a podem ouvir. Eles não veem nenhuma saída com clareza, pois estão numa caverna escura. Eles percebem que no mundo onde habitam nenhuma luz consegue ficar acesa: “...a verdade anda tropeçando...”, como acontece com uma tocha acesa na escuridão, mas que logo apaga. Os pecadores confessos e arrependidos querem luz, querem a verdade absoluta, querem a mensagem vinda do Deus de toda verdade.
        Finalmente, eles clamam ante a impossibilidade da retidão no viver, porque sem a verdade, eis que a escuridão domina e assim a equidade, um viver reto não pode prevalecer. Eis aí o clamor do povo eleito, daquelas almas que Cristo amou. Onde acha-las? Ah! Elas estão no mundo inteiro à espera que a mensagem da tão grande salvação chegue no dia do poder de Deus. Cristo veio buscar esses homens e mulheres que se encontram nessa triste condição e foi por elas que Ele se entregou na cruz.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

A SINGELA CONFISSÃO DOS PECADORES (12)



“Todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, mas ele não aparece; esperamos a salvação, mas ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se multiplicam diante de Ti, e os nossos pecados testificam contra nós. As nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades. Temos sido infiéis e mentimos contra o Senhor; nós nos afastamos do nosso Deus; pregamos a opressão e a rebeldia; proferimos palavras de falsidade que concebemos em nosso coração. Por isso o direito se retirou e a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar”. ISAÍAS 59:11-14
A CONFISSÃO DESESPERADA DOS PECADORES
        Estou chegando ao fim desta mensagem, mas ela continua enchendo nossos olhos com a precisão da confissão tão bela dos pecadores arrependidos. Todo meu esforço é para mostrar que é exatamente isso o que Deus faz com os que são atraídos pela graça salvadora. Não me canso de dizer o quanto precisamos de ver essa ação vivificadora do Espírito de Deus, despertando homens e mulheres para a tão grande, perfeita, segura e eterna salvação que há no Filho. As coisas daqui deste mundo, tão buscadas pela natureza corrompida, elas se perdem aqui mesmo. Nos planos da salvação Deus não lida com comida, casa, saúde, conforto terreno, etc. A salvação bíblica teve seu início na eternidade e seguirá eternidade à frente.
        Então, o que temos nas palavras daqueles que se arrependem e buscam a verdade é que eles buscam as soluções eternas e não temporárias. É o que vemos a seguir, que há neles um desespero por conhecer o Salvador: “...a salvação, e ela está longe de nós”. Será que podemos entender isso? Há um anelo no coração arrependido por conhecer Aquele que pode lhe tirar dessa vil condição na o pecado lhes colocou e de onde não poderão escapar, senão por mão forte e poderosa. É como alguém que está se afogando por não saber nada e que clama por alguém que lhe salve daquela situação. É como o aflito que sofre terríveis dores, e que clama pelo socorro médico.
        Mas o fato é que ninguém pode tirar o pecador dessa situação, senão um Salvador providenciado por Deus. Não há braço capaz de estender para romper os grilhões do pecado, tais grilhões são terríveis; não há força capaz de quebrar as barras de ferro que mantêm os pecadores aprisionados; não há força capaz de desbancar a poderosa morte, nem tapar a boca do abismo que espera os pecadores. Por esse fato é que os pecadores confessam essa verdade que está registrada em seus corações: “...esperamos a salvação, mas ela está longe de nós...”. Posso perceber como o forte humanismo que adentrou nas igrejas hoje tem feito tudo para abrandar a situação dos pecadores. Tudo hoje é feito de tal maneira que os pecadores acreditam que tudo está bem, somente porque aprenderam algumas lições doutrinárias, fazem parte de alguma igreja, etc.
        O que posso dizer acerca disso? Creio que tudo isso tem trazido ruina, ao invés de bênção. Qual a razão? É que não há mais pecadores à busca da salvação; não vemos qualquer disposição de pregar a mensagem da cruz e chamar os pecadores ao arrependimento. Quando os homens não veem sua condição terrível no pecado, então eles não verão qualquer necessidade de clamar por salvação. O que vemos como consequência é uma contínua busca por auto ajuda. Por mais religiosa que for; por mais conhecimento que o homem tiver acerca da bíblia, nada mudará o fato da sua condição tão vil diante de Deus. Por mais que Moisés amasse seus filhos, era necessário que ambos fossem circuncidados. Para Zípora, o Deus do seu marido era sangrento e cruel, mas a verdade é perpétua: “Sem derramamento de sangue não há remissão dos pecados”.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

A SINGELA CONFISSÃO DOS PECADORES (11)



“Todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, mas ele não aparece; esperamos a salvação, mas ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se multiplicam diante de Ti, e os nossos pecados testificam contra nós. As nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades. Temos sido infiéis e mentimos contra o Senhor; nós nos afastamos do nosso Deus; pregamos a opressão e a rebeldia; proferimos palavras de falsidade que concebemos em nosso coração. Por isso o direito se retirou e a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar”. ISAÍAS 59:11-14
A CONFISSÃO DESESPERADA DOS PECADORES
        Vejamos o quanto os pecadores arrependidos se desesperam em busca da verdade. O que está acontecendo? O fato é que desespero devido a ausência de pureza no coração: “esperamos a justiça, e ela não aparece...”. Os pecadores que anseiam a salvação não usam de desculpas, não encobrem seus pecados e sentem alarmados porque viram que são inadequados para entrar no céu e que merecem a punição eterna porquanto sabem que estão debaixo da ira de Deus. Nós já entendemos que o homem no pecado é visto por Deus no coração, enquanto nós o vemos por fora.
        Em nossa concepção superficial, o pecado é visto somente naquilo que afeta o indivíduo e a sociedade aqui, e realmente é verdade. Mas isso nos leva a fazer diferença entre os homens aqui, olhamos este como um grande pecador e aquele como menos pecador. Quando entregamos folhetos percebemos onde alguns que recebem a mensagem escrita dizem: “Dê um folheto para fulano, porque ele é o que mais precisa saber”. Nós entendemos erradamente a doutrina da depravação total, por isso devemos aprender com nosso Deus. Homens como Samuel também erraram nessa avaliação e Deus ensinou ao Seu servo a olhar para o coração e não para a aparência. Essas verdades têm trazido sérios problemas para dentro da igreja, bem como para o ministério pastoral.
        Os pecadores arrependidos eles veem seus corações sujos, imundos. Corrompidos e percebem com desespero que foram pesados na balança divina, sendo achados em falta pelo próprio Deus, por isso eles clamam: “esperamos a justiça, e ela não aparece...”. O que é que eles estão dizendo? Eles estão afirmando que não ouviram a mensagem certa ainda; que não ouviram acerca do grande e Justo Salvador; que não chegou aos seus corações a mensagem celestial, as boas novas vindas de Deus aos homens. Tomemos a vida de Raabe, pois percebemos que aquela mulher aguardava ansiosa, o momento quando poderia expressar sua confissão de fé no Deus de Israel e seu anseio pela salvação dela e da sua família (Josué 2).
        Também, há no coração dos pecadores arrependidos um anseio por purificação. Eles querem que o problema seja resolvido na alma deles. Muitos são cansados das mentiras religiosas, dos ensinos cheios de armadilhas dos falsos mestres. Eles querem saber como Deus pode destruir o poder do pecado no coração, purifica-lo totalmente, a fim de que sejam aceitos por Deus como inocentes, sem qualquer culpa legal perante o Deus Justo. E isso eles conseguem em Cristo Jesus. Largamente vemos em nossos dias como a mensagem do evangelho ficou corrompida pelo humanismo e pela rejeição à verdade da cruz. Aos poucos vemos como satanás conseguiu trocar a mensagem real por cultos sentimentais, ensinos sobre como ajudar a autoestima dos homens e outras falsidades.
        Mas quando a verdade da glória do Cordeiro desce do céu aos homens, eis que poderosa mão começa a rasgar os corações e abrir as bocas nessa santa confissão vista em Isaías 59.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

A SINGELA CONFISSÃO DOS PECADORES (10)



“Todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, mas ele não aparece; esperamos a salvação, mas ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se multiplicam diante de Ti, e os nossos pecados testificam contra nós. As nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades. Temos sido infiéis e mentimos contra o Senhor; nós nos afastamos do nosso Deus; pregamos a opressão e a rebeldia; proferimos palavras de falsidade que concebemos em nosso coração. Por isso o direito se retirou e a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar”. ISAÍAS 59:11-14
CONFESSANDO A MANEIRA CLARA COMO O PECADO DOMINA NO ÍNTIMO.
        Também o texto mostra na confissão dos pecadores a clara ausência de amor ao próximo: “a opressão” (a idéia de que tento persuadir os outros sobre meus direitos). O pecado produz egoísmo e se não houver uma intervenção de Deus, certamente virá sofrimento. A vida cristã é dirigida pelo amor e isso significa que meus direitos terminam onde começam os direitos do meu próximo. Com o avanço do terrorismo mundial presenciamos hoje o quanto esse espírito de egoísmo e amor próprio tem tomado conta da sociedade. Por essa razão tem aumentado tanto a separação no casamento e consequentes desgraças na vida de crianças, adolescentes e jovens. Aqui em Ribeirão Preto tem um shopping no centro da cidade que é o lugar próprio para jovens e adolescentes cometerem suicídio. Tudo isso revela a opressão que invade a sociedade, devido a força operante do pecado, pois cada um faz o que bem quiser. Na confissão a alma arrependida reconhece isso e na salvação essas mordaças do pecado são arrancadas e pecadores ficam libertos das prisões de satanás.
        Também vemos na confissão como a fonte do mal é descoberta: “... proferimos do coração palavras de falsidade”. Como realmente acontece isso no viver? Esse modo de vida são os traços de um coração rebelde, querendo manipular Deus, declarando que Ele é o culpado e que todo direito é nosso e não Dele. Uma alma não convertida há de mostrar que não aceita o estilo de vida do reino de Deus; que não aceita interferência divina no viver e que os atos soberanos de Deus não são benvindos. Sempre os homens estão inventando meios para desculpar os erros e perversidades. Vemos como isso vai se agravando mais e mais e o mundo busca na psicologia e psiquiatria tudo o que pode usar para dizer que o criminoso não é culpado dos seus crimes, que crianças não podem ser disciplinadas e que devem ser deixadas livres para fazer o que elas bem quiserem; que o jovem e o adolescentes devem ser livres para desfrutar de seus direitos sexuais.
        Isso é o que envolve o mundo inteiro com leis estabelecidas por elementos ateus e perversos. Mas esses pensamentos e manipulações são vistas na vida normal. Normalmente o homem é mentiroso e usa seus lábios sem qualquer temor, a fim de proferir suas mentiras. Essas inclinações vêm da corrupção do coração do homem. Também mostra isso se associando com os que tramam maldades. Foi assim com Amnon filho de Davi, pois quando quis estuprar sua meia irmã Tamar foi procurar seu primo, um elemento bem ardiloso, a fim de buscar aprovação e conselho.
        Na confissão essas maldades são denunciadas. O que vemos no texto de Isaías 59 é algo espantoso e não digo que o arrependido e confesso há de dizer tudo isso, mas o que importa é que a porta do coração fica escancarada e o que estava oculto aparece em seus lábios. O arrependimento faz o coração voltar-se totalmente para o Deus santo; faz o homem reconhecer não somente sua culpa, como também sua indignidade, vileza e que realmente é um réu digno do inferno. É esse o tipo de pecado que Cristo veio buscar para salvar com eterna salvação.

terça-feira, 12 de maio de 2020

A SINGELA CONFISSÃO DOS PECADORES (9)


         
“Todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, mas ele não aparece; esperamos a salvação, mas ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se multiplicam diante de Ti, e os nossos pecados testificam contra nós. As nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades. Temos sido infiéis e mentimos contra o Senhor; nós nos afastamos do nosso Deus; pregamos a opressão e a rebeldia; proferimos palavras de falsidade que concebemos em nosso coração. Por isso o direito se retirou e a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar”. ISAÍAS 59:11-14
CONFESSANDO A MANEIRA CLARA COMO O PECADO DOMINA NO ÍNTIMO.
        Também, na confissão de homens e mulheres arrependidos vemos o que o texto que há provas de ingratidão naquilo que fala: “... falamos a opressão e a rebelião...” Uma das terríveis provas da depravação total é a revolta, em lugar de satisfação. O pecado se manifesta num firme propósito de seguir nosso caminho em busca de nossos projetos; o pecado endeusa nosso ego e nos faz sentir fortalecidos em caminhar pelo caminho, sem importar as consequências. Para milhares de Israelitas que saíram do Egito, eles se sentiram que saíram do paraíso, não obstante seus sofrimentos na terrível escravidão. Aquela vida cheia de opressão, angústia e dor era compensada pelas panelas cheias de carne e de todo tipo de legume que comiam, a fim de serem mantidos fortes para o sofrimento diário nas fornalhas.
        Almas arrependidas reconhecem isso, que de seus lábios não saem contentamento, ações de graças nem louvores ao Senhor. Eis aí a natureza arrogante e apóstata do pecado. Se a vida estiver boa, com saúde, comodidade e confortos terrenos nem sequer há lembrança de que da mão de Deus essas coisas vêm. Deus anunciou a Israel as maldições que cairiam sobre a nação por causa da rebelião contra Ele, mesmo em face de tantos privilégios (Deuteronômio 28). Eles entrariam na terra prometida, teriam tudo de mãos beijadas por assim dizer, mas nem sequer eles lembrariam de adorar ao Senhor, servi-Lo com alegria e humildade.
        Quando não há conversão sincera essa disposição pervertida e ingrata é vista no viver. A ausência proposital aos cultos; a falta de gratidão vista nas horas da refeição; a ausência da glória vista numa festa de aniversário; a avareza quanto a fidelidade financeira, etc. Tudo isso é mostrado no estilo de vida. Mas é importante que saibamos que a ousadia de desafiar Deus acontece quando as coisas ficam difíceis. Os lábios pronunciam palavras torpes, xingamentos, o viver manifesta revolta e os sinais de brigas e discussões aparecem. Isso é antigo, porque começou na queda. Nós queremos luz, vida, alegria, prazer, amizades, sustento, tudo brilhando à nossa frente, mas não queremos a presença de um Deus que venha estorvar nossa festa. Por isso, quando a escuridão surge, a tendência é mostrar que o culto do pecado é chamado de culto da revolta.
        Encaremos o Salmo 106. Ali é a forma como o Espírito Santo conta como é que funciona a natureza humana, com profunda ingratidão, mesmo em face de tamanhas demonstrações da bondade, longanimidade e fidelidade de Deus em prover sustento para Seu povo. Quando homens e mulheres se convertem a Deus eles chegam ao Salvador cheios de humildade e disposição de ações de graças. Deus tem prazer em almas que chegam a Ele nesse estado de espírito, dizendo: : “... falamos a opressão e a rebelião...”. Que confissão! Que milagre da graça! Diante dessa exibição o mundo fica perplexo, porque não é algo natural visto aqui.
        Quanto amor demonstra o Senhor por pecadores que se achegam a Ele de todo coração. Essa confissão vista em Isaías 59 mostra que são esses os pecadores que Cristo jamais os lançará fora, porque são esses que o Pai entrega ao Filho.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

A SINGELA CONFISSÃO DOS PECADORES (8)



“Todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, mas ele não aparece; esperamos a salvação, mas ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se multiplicam diante de Ti, e os nossos pecados testificam contra nós. As nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades. Temos sido infiéis e mentimos contra o Senhor; nós nos afastamos do nosso Deus; pregamos a opressão e a rebeldia; proferimos palavras de falsidade que concebemos em nosso coração. Por isso o direito se retirou e a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar”. ISAÍAS 59:11-14
CONFESSANDO A MANEIRA CLARA COMO O PECADO DOMINA NO ÍNTIMO.
        O texto nos mostra também que há uma apostasia bem sigilosa no íntimo: “...e nos desviamos de seguir após o nosso Deus”. Impressionante! Gravíssimo é o efeito do pecado, porque a natureza do homem faz exatamente o oposto daquilo que a palavra de Deus nos mostra, no tocante a uma alma arrependida e convertida. A função do pecado é desviar de Deus e não de segui-Lo; o resultado do pecado diz que cada um segue seu próprio caminho e faz suas próprias veredas. Quando João Batista começou a pregar ele falou justamente da necessidade de mostrar uma conversão que endireita os caminhos do Senhor. O homem arrependido não fica inventando meios de conduzir sua vida conforme ele quer. Vemos isso em nossos dias e causa profunda tristeza, porque pessoas que jamais se converteram acham que são salvas, quando permanecem em seus próprios caminhos. Eles têm a salvação na mente, mas têm seus pés que trilham pelos caminhos errados deste mundo.
        As almas arrependidas percebem que se desviaram do Senhor pela falta de temor. Sempre tenho enfatizado esse assunto em minhas pregações, porque ausência de temor no íntimo é o que mais vemos em nossos dias, em decorrência desse evangelho tão espúrio. Qual foi a promessa do Senhor no Velho Testamento quando Ele faz a promessa da graça? Ele afirma que iria tirar o coração de pedra e dar ao homem um coração que Lhe temeria todos os dias. Se o evangelho não produzir homens e mulheres que temem ao Senhor, é sinal de que não temos conosco a mensagem que autenticamente vem do céu. Qual é o resultado da ausência de temor? É mostrado no viver que não há desejo santo pela liderança de Cristo na vida.
        Seguir a Cristo implica em que lutarei em oração e aprendizado da palavra, a fim de obedecer Suas ordens. Significa que estarei onde Ele manda que eu esteja, ou melhor, que estarei onde sei que Ele em Sua graça está presente. Eu sei que Deus está presente em todos os lugares, mas há lugar onde o Senhor está presente em Sua ira. Um crente jamais deseja estar na companhia dos malfeitores, em lugares onde os ímpios sentem prazer, onde praticam seus atos perversos e onde aprendem suas mentiras. Os verdadeiros crentes gostam de estar onde os santos estão, adorando a Deus e servindo uns aos outros.
        Veja bem que no texto acima os pecadores arrependidos confessam que se desviaram dessa atividade. Não é prazer seguir ao Senhor? Não é prazer ser conduzido nesta vida por Ele? Não é maravilhoso ter o comando Dele em nossos pensamentos, emoções e determinações? Não é real prazer obedecer suas ordens e realizar nossas tarefas em nossos lares, igreja, serviço e outros lugares? Certamente, distanciar Dele implicará em prejuízos terríveis no viver e acrescento que um sincero crente não deseja viver assim. Os salvos amam ao Senhor e mostram isso em sincera obediência. Ó! Que possamos ver almas arrependidas, desejosas de conhecer o Senhor em confissão e sincero coração.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

A SINGELA CONFISSÃO DOS PECADORES (7)


            
“Todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, mas ele não aparece/ esperamos a salvação, mas ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se multiplicam diante de Ti, e os nossos pecados testificam contra nós. As nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades. Temos sido infiéis e mentimos contra o Senhor; nós nos afastamos do nosso Deus; pregamos a opressão e a rebeldia; proferimos palavras de falsidade que concebemos em nosso coração. Por isso o direito se retirou e a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar”. ISAÍAS 59:11-14
CONFESSANDO A MANEIRA CLARA COMO O PECADO DOMINA NO ÍNTIMO.
        Os eleitos, os que realmente são descobertos por Deus acerca da sua condição pecaminosa, somente eles realmente confessam que negam ao Senhor. Aqueles que, mesmo sendo religiosos logo descobrem que jamais foram salvos, logo percebem que estão mentindo contra o Senhor nos cânticos. Muitos cantam por cantar, porque gostam da música e têm aquelas que mais preferem. Com a ênfase dada aos chamados louvorzão ultimamente, percebe-se que até as mais belas canções cristãs e cheias da verdade bíblica foram abandonadas, a fim de dar lugar às músicas novas, sem qualquer sentido bíblico e abarrotadas de sentimentalismo. Isso significa que as canções podem ser apenas atividade carnal e costumeira. Sempre foi assim com o povo, até mesmo com Israel nos dias de Isaías, quando Deus chama a atenção, dizendo que não ouvia as suaves melodias que eram entoadas por eles.
        Ora, o cântico sem adoração a Deus conforme a verdade revelada e no poder do Espírito, não passa de ser movimento de lábios mentirosos. Acontece também nas orações, porque os ímpios oram, e nosso Senhor diz em Mateus para não orar como fazem os pagãos. Veja bem, o quanto alguém dentro de uma igreja, com o nome de crente, participando dos cultos e até mesmo orando publicamente pode não passar de um ímpio. Na confissão, em sincero arrependimento e desejo por conhecer a verdade no íntimo a pessoa há de admitir que não passa de mentirosa. Oração sem um coração convertido é uma atividade vã e sem vida. Além disso, uma alma arrependida confessa sua frieza, indiferença no tocante a Deus. Ela sabe bem o quanto não tem qualquer prazer pela igreja, pelos cultos, por santidade e tem dado preferência aos programas deste mundo. No fundo a pessoa sabe bem que vive lutando para que os cultos da igreja não funcionem mais, porque não gosta. Já lidei com pessoas assim, porque assinam pelo fechamento da igreja.
        A alma arrependida confessa que há uma apostasia sigilosa no íntimo: “...e nos desviamos de seguir após o nosso Deus”. Triste situação que é tão vista em nossos dias. Seguir a Cristo é o sinal claro de uma alma convertida. O que vemos hoje são homens e mulheres decididos a tomar a frente de Deus e não seguir após Ele. O comando da carne e do mundo com seu programa pervertido tomou posse de muitos dentro da igreja. Não há desejos pelo senhorio de Cristo no viver; não há desejo de viver de forma sacrificial por ele e é grande a indiferença por coisas eternas. Num avivamento tudo isso é posto para fora em santa confissão. A alma confessa vai dizer ao Senhor que está vivendo dessa forma e que não deseja mais viver assim; vai mostrar que é fraco e que essa disposição de descer é constante e que não tem como mudar. É assim quando Deus começa a despertar as almas; quando Ele entra em ação para chamar pecadores da morte para a vida; quando a verdade brota nos lábios de corações sinceros. Não é verdade que aguardamos dias assim? Não é verdade que esperamos dias melhores, dias quando o Senhor realizará maravilhas em nosso meio, quando homens e mulheres mostrarão conversão genuína pelo modo de vida de autênticos piedosos.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

A SINGELA CONFISSÃO DOS PECADORES (6)


                    
“Todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, mas ele não aparece/ esperamos a salvação, mas ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se multiplicam diante de Ti, e os nossos pecados testificam contra nós. As nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades. Temos sido infiéis e mentimos contra o Senhor; nós nos afastamos do nosso Deus; pregamos a opressão e a rebeldia; proferimos palavras de falsidade que concebemos em nosso coração. Por isso o direito se retirou e a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar”. ISAÍAS 59:11-14
CONFESSANDO A MANEIRA CLARA COMO O PECADO DOMINA NO ÍNTIMO.
        Estou mostrando que com clareza o Espírito Santo nos mostra a real confissão que os eleitos, com singeleza de coração expõem perante Deus. É esse o milagre que vemos no mundo, quando Deus está atuando em dar convicção de pecado e atrai pecadores ao arrependimento e salvação. Notamos o quanto essa confissão revela um coração completamente descoberto. Quão diferente é o que vemos em nossos dias, quando milhares dizem que são crentes, que foram salvos, mas que nunca conheceram a realidade dos seus pecados. Por essa razão vemos quão fracassada a igreja se mostra em nossos dias, incapaz de enfrentar as hostes ecumênicas e socialistas que avançam poderosamente neste mundo.
        Os pecadores arrependidos também confessam a falsidade que têm nos lábios: “...negamos o Senhor...”. Esse é um dos efeitos mais terríveis do pecado visto no homem. Como negar a Deus? Por que negar esse Deus maravilhoso e bondoso? Mas é isso o que os homens fazem no pecado. Aliás, o mundo inteiro proclama a negação a Deus. Vemos no meio dos grandes, dos cultos, em especial os cientistas. Todos eles recusam dar glória a Deus, atribuindo a Ele a glória que Lhe é devida na criação e em todos os aspectos da vida. O dia expressa o fato que os homens no pecado negam a Deus. Os homens negam nos lábios, com suas músicas mentirosas, negam no que falam, até mesmo das coisas comuns da vida, como se Deus não existisse. Os homens negam a onipresença, porque acreditam que Ele não está vendo o que eles fazem na escuridão.
        Mas com os pecadores arrependidos, o que eles fazem é confessar isso que acontece no coração. Eles rasgam a alma e em palavras mostram a Deus o que está acontecendo. Eles dizem que estão sendo falsos Com: “...negamos o Senhor...” Creio que precisamos meditar um pouco mais sobre isso. Eles estão afirmando que negam a Deus, com medo do que os outros vão pensar e falar. Eis aí um fato que ocorre com muitos que não chegam a se converter a Cristo. Sabemos que seguir a Ele tem um alto custo; sabemos que andaremos no sentido contrário do curso deste mundo e que isso atrai perseguição até mesmo de pessoas mais próximas de nós. A conversão requer prontidão e obediência; a conversão requer que ouçamos o chamado e que nossos pés estejam prontos para trilhar o caminho tão rejeitado aqui. Ser crente, salvo por Cristo requer ousadia e testemunho franco, o que muitas vezes resulta em alcançar muitos, mas que noutras vezes resulta em perseguição e sofrimento.
        Assim, negamos porque não queremos perder os prazeres e o sorriso dos homens. Tenho lidado com muitos que afirmam ser crentes, mas que não se importam com a fé definida. Hoje o mundo vive dessa epidemia do humanismo; queremos ser simpático com todos e que nada de negativismo faça parte da vida.
        Mas tudo isso tem acarretado em prejuízos no testemunho cristão, porque a vida cristã exige separação. Os crentes sinceros devem ser diferentes no procedimento, mesmo que percam amizades e favores. Muitos se afastam quando percebem que alguém se tornou crente. Muitos agem assim porque estão com suas consciências culpadas e os crentes normalmente condenam o estilo de vida tão corrompida que muitos têm.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

A SINGELA CONFISSÃO DOS PECADORES (5)


         
“Todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, mas ele não aparece/ esperamos a salvação, mas ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se multiplicam diante de Ti, e os nossos pecados testificam contra nós. As nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades. Temos sido infiéis e mentimos contra o Senhor; nós nos afastamos do nosso Deus; pregamos a opressão e a rebeldia; proferimos palavras de falsidade que concebemos em nosso coração. Por isso o direito se retirou e a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar”. ISAÍAS 59:11-14
CONFESSANDO A MANEIRA CLARA COMO O PECADO DOMINA NO ÍNTIMO.
        Notamos no texto o quanto a experiência dos eleitos é dramática e amarga, pois eles passam a ver o pecado como ele realmente é. O mundo é um ambiente feito da mentira e toda verdade fica encoberta nesse ambiente agradável, onde até satanás se esconde de várias maneiras, a fim de se aparecer como ele quer. Quando a luz de Deus aparece, eis que logo os pecadores que hão de ser salvos se manifestam de uma forma ou de outra para confessar sua culpa perante Deus. Isso não acontece se não for por uma intervenção graciosa e compassiva de Deus.
        Ainda há a clara impiedade no íntimo: “transgredimos”. Hoje vivemos a era do amplo orgulho mundial, pois o rei dos orgulhosos infundiu esse espírito de arrogância no coração do homem. Eu sei que já nascemos orgulhosos e rebeldes contra Deus, mas é outro detalhe quando esse ambiente é tomado desse espírito que encoraja o homem a sentir-se livre e independente. Hoje nossa sociedade é vista assim e é raridade achar um pecador culpado. Até mesmo os cultos são feitos para o homem sentir-se bem e que suas culpas fiquem encobertas. É como tomar calmante, ou mesmo um comprimido que faça a dor passar provisoriamente. Preguei em uma ou mais igreja onde pude perceber que o ambiente não é feito para a pessoa sentir seus pecados, mas sim para sentir que Deus está abençoando a vida. O ambiente dos cultos moderno está carregado de superstições e de um véu que cobre a realidade da alma e da culpa do pecador.
        Notemos bem que as almas confessas no íntimo não estão tentando manipular Deus com meras atividades disfarçadas. Já tenho mostrado o quanto os homens modernos acham ambientes religiosos onde se sentem seguros para encobrir suas consciências culpadas. Não vemos mais pecadores; não vemos mais homens e mulheres sentindo sua miséria e culpa que os condenam ao inferno. Cristo veio buscar perdidos, mas hoje não vemos mais pessoas perdidas. A pregação da lei, da culpa do homem, da necessidade de arrependimento e da cruz não é mais ouvida nos púlpitos modernos. Tudo o que temos hoje são mensagens que visa a autoajuda dos chamados evangélicos. Mas os perdidos não querem isso, eles querem a verdade; eles querem ouvir da justiça de Deus e como há um Deus que pode salvá-los e arrancá-los não somente da condenação do inferno, como também venha salvá-los do poder que o pecado exerce em suas vidas diariamente.
        Veja que também que na confissão dos pecadores, eles denunciam o fato que viveram usando seus lábios com falsidade: “...negamos o Senhor...”. Quer ver o homem salvo? Veja o que sai da sua boca. Quer ver o homem em sua vida de impiedade? Veja o que sai dos seus lábios. A boca é o canal de onde sai o que vem do coração, assim como de um canal vem a agua que procede de um poço. Tiago em sua carta ataca fortemente os pecados da língua e afirma que a língua pode produzir um inferno. Foi essa a mesma confissão que Isaías teve: “Ai de mim, sou um homem de impuros lábios...” (Isaías 6).

terça-feira, 5 de maio de 2020

A SINGELA CONFISSÃO DOS PECADORES (4)


           
“Todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, mas ele não aparece/ esperamos a salvação, mas ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se multiplicam diante de Ti, e os nossos pecados testificam contra nós. As nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades. Temos sido infiéis e mentimos contra o Senhor; nós nos afastamos do nosso Deus; pregamos a opressão e a rebeldia; proferimos palavras de falsidade que concebemos em nosso coração. Por isso o direito se retirou e a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar”. ISAÍAS 59:11-14
CONFESSANDO A MANEIRA CLARA COMO O PECADO DOMINA NO ÍNTIMO.
        O texto de Isaías mostra a dramática experiência vivida pelos eleitos em sua confissão íntima, quando enxergam seus pecados no íntimo. Homens e mulheres quando são despertados por Deus logo percebem o quanto o pecado aparece em sua forma hedionda, vil, enganadora e perversa. O pecado é em essência injustiça e necessita ser julgado. Os eleitos querem saber como tratar com o mal de uma forma correta, por isso eles confessam: “...esperamos o juízo, mas ele não aparece. Sob o poder e escravidão não temos nenhuma arma capaz de lidar com o pecado para puni-lo; somos escravos dominados e eles exercem esse domínio no homem durante toda vida.
        É quando Deus nos abre os olhos que vemos o quanto o pecado nos impulsiona às más obras, que exige que nossos membros sejam santificados para as obras de injustiça e para promover a maldade contra outros. Foi essa verdade que nosso Senhor transmitiu aos judeus, naquele magnifico capítulo 8 de João. Ele afirma que aqueles elementos arrogantes e aparentemente espirituais não passavam de escravos do pecado (João 8:34). Paulo experimentou isso e usou sua experiência para expor o capítulo 7 de Romanos. Nota-se que Paulo já era um crente que agora percebia a realidade do poder do pecado em seu corpo mortal. Os eleitos confessam isso e com os olhos da alma abertos eles percebem esses inimigos agora como algozes, como criminosos rindo da miséria deles e aguardando que sejam empurrados para o abismo e sofrimento eterno: “...testificam contra nós”. Eis aí a triste realidade do pecado no viver dos homens e são milhões que nada veem dessa tão triste condição na qual o pecado lhes deixou.
        Os eleitos também veem o pecado como elementos que policiam suas vidas constantemente: “...estão conosco”. Um prisioneiro de guerra contou que foi mantido numa cela onde o único acesso de luz era um buraco na porta, onde um olho permanecia fixado nele dia e noite. Não é assim o pecado quando visto como pecado? Os homens pensam que suas maldades lhes abandonam e o que ficou para trás é como leite derramado. Mas quanto engano! Os eleitos, pela maravilhosa atuação da graça começam a revirar-se em seus túmulos; começam a ver que realmente não tem qualquer saída para eles e que os poderes do mal tomaram seus olhos, ouvidos, mãos, boca, pés, etc. que não são livres e que não podem subir para o céu. Por isso eles clamam contando a situação deles.
        Também, a experiência é dramática e amarga: “Conhecemos as nossas iniquidades”. Que confissão impressionante, porque não é algo comum no meio dos homens. Antes eles diziam que o pecado não era inimigo; que eles tinham direito do que faziam; que não eram transgressores e que podiam viver do jeito que bem queria, porque simplesmente se sentiam felizes. Mas agora eles veem seus pecados sem máscaras. Aquela face de amizade e de conselheiros desaparece e eles veem quem são os elementos que lhes colocaram como réus e dignos do inferno.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

A SINGELA CONFISSÃO DOS PECADORES (3)



“Todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, mas ele não aparece/ esperamos a salvação, mas ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se multiplicam diante de Ti, e os nossos pecados testificam contra nós. As nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades. Temos sido infiéis e mentimos contra o Senhor; nós nos afastamos do nosso Deus; pregamos a opressão e a rebeldia; proferimos palavras de falsidade que concebemos em nosso coração. Por isso o direito se retirou e a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar”. ISAÍAS 59:11-14
CONFESSANDO A MANEIRA CLARA COMO O PECADO DOMINA NO ÍNTIMO.
        A vida parece maravilhosa, monótona e cheia de sossego, até que o Espírito Santo abra os olhos e revele o que está cercando sua vida, quem são seus companheiros. Notamos essa verdade na vida de Isaías, pois quando foi tomado pela visão da glória de Deus, eis que imediatamente ele pode ver quem realmente era; ele viu o horror e podridão que produzia essa fábrica interior, fazendo de sua boca um instrumento da perversidade. Sem a luz da verdade revelada o pecado se ocultará e mostrará apenas aquilo que fica na superfície. Os homens veem e sentes aqui apenas a espuma do que é a realidade de suas maldades. Sempre compreendemos nossa culpa a partir daquilo que praticamos na sociedade, ou mesmo do conceito de uma religião sem bíblia que nos foi passada desde nossa infância. A ideia é que pelo fato que nunca roubei, matei ou pratiquei quaisquer coisas feias, então tudo está bem comigo.
        Mas não é assim que os eleitos percebem as coisas, pois eles sentem a miséria na alma: “Todos nós bramamos como urso e gememos como pombas...” Os pecadores arrependidos, os que buscam a verdade vinda de Deus, eles sentem que a multiplicidade de nossa culpa é vertical, não horizontal. Foi nesse sistema de medida vertical que Deus considerou que era o tempo certo de destruir as duas cidades de Sodoma e Gomorra. Os pecados delas se multiplicaram, chegando até o céu. Minha condição tão triste no pecado só pode ser vista quando Deus revela em Sua misericórdia. A lei traz a ficha criminal, a fim de expor perante meus olhos interiores. Assim meus pecados são realmente vistos por meio da revelação escrita, isto é, quando Deus, por meio do Seu Espírito mostra isso ao pecador. Posso tomar a vida de Raabe aqui, porque as notícias que ela teve acerca do Deus de Israel e do que Ele fez, abrindo o mar vermelho  e guiando Israel pelo deserto, foram suficientes para gerar nela a fé que é dada aos santos. Vemos que por muito tempo Raabe esperou, sabendo que Deus enviaria Seus emissários para ela falar de sua confissão de fé, como de fato aconteceu num ambiente perigoso em Jericó (Josué 2).
        Como os eleitos veem seus pecados? Examinemos o que o texto de Isaías 57 nos oferece, porque não vemos homens brincando, nem buscando coisas desta vida passageira. Eles estão encarando o céu; eles estão com seus corações voltados para Altíssimo, à busca de uma resposta, porquanto esse grupo de pecadores percebe que seus pecados aparecem como seus reais inimigos: “testificam contra nós”. Agora, sua consciência que antes permanecia tapada e obscurecida, agora é despertada pela luz celestial. Então, aqueles que antes pareciam amigos voltam suas faces de terror, mostrando que eles são culpados. Milhares de almas vivem em harmonia com suas maldades no íntimo; muitos pensam que seus pecados vão embora, que são como rastro na areia, mas quão enganados são, porque eles não percebem esses inimigos atrozes não vão embora, eles se multiplicam e enchem o aposento do coração e se multiplicam. O que o texto mostra é que os eleitos percebem que seus pecados estão continuamente ali a fim de alimentar ainda mais seus sofrimentos.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

A SINGELA CONFISSÃO DOS PECADORES (2)



“Todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, mas ele não aparece/ esperamos a salvação, mas ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se multiplicam diante de Ti, e os nossos pecados testificam contra nós. As nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades. Temos sido infiéis e mentimos contra o Senhor; nós nos afastamos do nosso Deus; pregamos a opressão e a rebeldia; proferimos palavras de falsidade que concebemos em nosso coração. Por isso o direito se retirou e a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar”. ISAÍAS 59:11-14
CONFESSANDO A MANEIRA CLARA COMO O PECADO DOMINA NO ÍNTIMO.
        Chegou o momento para que entremos no texto e descubramos as maravilhas da revelação de Deus em coisas que jamais o ser humano é capaz de entender nem explicar. A salvação bíblica é Deus lidando com o povo que Ele conhece de antemão. Lidamos com o Deus todo-poderoso e com Ele não há dificuldades com o tempo; Ele nos mostra o passado como se fossem acontecimentos presentes. O que ocorre é que Deus quer que saibamos quem são os pecadores que Ele há de salvar e o texto de Isaías 59 nos mostra isso com clareza. Noutra mensagem dentro desse capítulo já pude mostrar como os eleitos clamam pela real salvação. O que vemos acerca da singela confissão dos eleitos no texto?
        Primeiramente vemos uma visão clara da enormidade da culpa: “Porque as nossas transgressões se multiplicaram perante ti”. Ora, como os homens conseguem chegar a essa conclusão? Ninguém consegue ver quão grande é sua culpa, até que os olhos são abertos e nós os crentes sabemos desse fato em nossa própria experiência. A natureza enganosa do pecado sempre faz os homens pensar que são justos. Muitos são pessoas boas, excelentes, são como Nicodemos, religiosos e dedicados. Muitos são como Cornélio (Atos 10), praticantes de boas obras, mas jamais viram sua condição pecaminosa diante de Deus. No caso de Cornélio vemos que foi o Espírito Santo quem abriu os olhos dele para mostrar-lhe que seus atos vinham do próprio Deus.
        Tomemos o texto de forma mais acurada. Vejamos ali o fato que as transgressões se multiplicam. Essa é a consciência de uma vida que foi descoberta perante Deus. Os eleitos estão declarando que não há como barrar o avanço das transgressões no íntimo. Os nossos pecados, se não forem tratados pelo próprio Deus em nos livrar deles, a tendência é que a maldade se multiplica. Não pensemos que cultura, mera religiosidade externa e disciplinas mentais e físicas diminuirão esse frenesi do mal. A realidade do pecado é no coração do homem e dali que surgem novos projetos da maldade. Pequenas mentiras vão avançando em novas formas de mentir. O homem dominando pelo amor ao dinheiro há de gastar em novos projetos de como ganhar mais. Olhemos a vida de Labão (tio de Jacó, irmão de Rebeca). Desde quando o servo de Abraão foi buscar Rebeca para ser esposa de Isaque, Labão revelou seu coração em suas palavras. Na chegada do servo de Abraão levando consigo joias, logo Labão mostrou o quanto seu coração não resistia o amor pelas riquezas (Gênesis 24). Quais foram suas palavras? “Entre bendito do Senhor!”. Já velho, Labão expressou o que era na maneira como tratou Jacó seu sobrinho, com atitude de avareza e maldade (Gênesis 30 e 31)
        Os eleitos percebem que não têm poder algum para tratar com o mal em suas vidas. Eles descobrem com a visão de Deus que são pecadores, caídos e que não há nenhuma esperança neles mesmos, para viver como Deus quer. Uma visão da condição do coração depravado mostra o quanto pecadores arrependidos estão à busca do verdadeiro Salvador trazendo consigo tudo o que precisa para livrá-lo da escravidão do pecado.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

A SINGELA CONFISSÃO DOS PECADORES (1)


                       
“Todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, mas ele não aparece/ esperamos a salvação, mas ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se multiplicam diante de Ti, e os nossos pecados testificam contra nós. As nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades. Temos sido infiéis e mentimos contra o Senhor; nós nos afastamos do nosso Deus; pregamos a opressão e a rebeldia; proferimos palavras de falsidade que concebemos em nosso coração. Por isso o direito se retirou e a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar”. ISAÍAS 59:11-14
INTRODUÇÃO:      
        Caro leitor, impossível envolver com o capítulo 59 de Isaías sem emocionar com as maravilhas eternas relacionadas à salvação tão grandiosa e o conhecimento que temos de forma antecipada dos eleitos de Deus. Temos ali, em rápidas palavras um histórico de como foi e como é a vida daqueles por quem Cristo morreu. O leitor atento perceberá que as palavras ditas pelos eleitos vão se afunilando e tomando a direção certa. Agora as vozes chegam aos ouvidos de Deus, o clamor atinge o coração do Senhor. Que maravilha! Estamos presenciando a maneira como os pecadores por quem Cristo morreu buscam essa salvação. Precisamos saber que Deus salva pecadores assim; que Seus ouvidos estão apurados, prontos para ouvir almas cansadas e oprimidas. Precisamos saber que todo verdadeiro crente teve esse encontro com o Senhor, claro, em circunstâncias diferentes, mas a confissão é igual a todos.
        É minha tarefa analisar esta parte e considerá-la à luz da nossa maneira de viver. Também vai nos ajudar a descobrir onde estão os eleitos de Deus. Sem dúvidas percebemos hoje o quanto o evangelho moderno em nada parece com o verdadeiro evangelho e o modo de evangelizar hoje nem sequer merece nossa atenção. Deus sempre lidou com pecadores, com homens e mulheres que se humilharam perante Ele para receberem a salvação eterna. Deus sempre agiu soberanamente no meio dos homens, abrindo os ouvidos e olhos da alma, a fim de que homens ouvissem e vissem essas maravilhas. Essas coisas são sobrenaturais, estão infinitamente acima da compreensão natural. Não tem como mudar o evangelho e seu sistema eterno sem que soframos as gravíssimas consequências. Se forçarmos para alcançar os homens fora do método de Deus, certamente o Senhor não estará presente conosco. Já no final de seus dias aqui Spurgeon lidou com essa situação e suas palavras ressoaram como profecia. Aquele homem de Deus mostrou que as consequências de um evangelho humanista é como um caminhão sem freio descendo uma ladeira e que no final da descida a destruição seria total. Não será o que estamos vivenciando em nossos dias o fato que o caminhão da descrição já ficou destruído?
        Que nosso Senhor venha abrir nossos olhos através dos ensinos tão ricos acerca da condição dos eleitos, como mostra Isaías 59. Eu sei o quanto sou incapaz de mostrar em palavras os vivos ensinos transmitidos pelo Espírito Santo nessa passagem inspirada. Sou ser humano que veio da queda e além disso sei das minhas tremendas limitações. Às vezes sei que sou repetitivo e também estou certo que há muito mais material escrito por grandes homens de Deus acerca desse assunto. Mas de minha parte me esforçarei em servir ao povo de Deus, e quem sabe ainda ver um grande avivamento ocorrendo nestes dias conturbados, num mundo que marca as maldades dos homens em larga escala. A voz da serpente sibila e pode ser ouvida de longe pelos que compreendem o assunto. Mas a voz da misericórdia de Deus sobrepuja tudo e faz retirar toda maldade, a fim de que Deus, em pleno ambiente de Sua ira venha a lembrar-Se de Sua tão grande compaixão pelos homens.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

A VISÃO DO GRANDE SALVADOR (12 de 12)



“Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os moradores da terra!” Isaías 45:22
O PROPÓSITO DA GRANDE VISÃO: “...e sereis salvos...”
        Finalizo mostrando a todos que Ele, somente Ele é o tão grande Salvador! O mundo tenta obscurecer essa verdade, mas essa verdade aparece na Pessoa sublime do Senhor encarnado aqui e reflete nas mensagens pregadas pelos servos Dele, enviados ao mundo. Pedro afirmou: “...abaixo do céu não existe outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos: Cristo Jesus, Homem” (Atos 4:12). Paulo afirma: “Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens” (1 Timóteo 2:5). O nome Dele é louvado em Apocalipse: “Com teu sangue, compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação.” (Apocalipse 5:11). Assim vemos esse sangue puro e imaculado correndo em todas as veias bíblicas, passando pelos milhares de anos, atingindo nações, tapando a boca dos inimigos, fazendo o mundo recuar, transformando milhares e tombando milhares que recusaram tão grande verdade em suas vidas.
        Essa verdade nos mostra o quanto é angustiante e desesperadora a condição do homem aqui. O mundo luta para impedir que os homens vejam que eles se acham na mais terrível miséria; tudo satanás faz para que as multidões ignorem a voz que vem do céu, é a luta tremenda das trevas, a fim de manter os homens na terrível escravidão e marcados para o juízo eterno que engole cada alma que parte daqui sem conhecer o Senhor. Como escapar? O que os homens poderão fazer seguindo este caminho da perdição? Ah! Como vejo o quanto a natureza maligna e enganadora do pecado mantem os homens presumidos neles mesmos, achando que podem escapar do Senhor mediante a religião, batismo, obras e outras atividades! Ah! Quanto perigo o pecado envolve os homens com a falsa paz! Ela chega bem sedutora aos corações e ilumina uma esperança com uma luz que vem do mundo.
        Mas, quero envolver meus leitores com a verdade dessa tão grande salvação. O grande Salvador promete aos homens uma salvação segura e eterna. Ele não veio ao mundo para promover algo transitório. Ora, o mundo faz isso e até mesmo com incrível habilidade. Tudo aqui é feito de forma transitória e passageira. A religião mundana segue o mesmo caminho que acaba no abismo. Mas nosso Senhor assegura aos homens uma salvação conquistada com Justiça eterna, porque toda dívida dos perdidos Ele a pagou na cruz, nada ficou para Deus cobrar dos pecadores arrependidos. Que incrível e perfeita Justiça! De tal maneira que os pecadores podem erguer os olhos para o céu em sinal de temor e em manifestação de louvor.
        Além disso, a Justiça perfeita, resultante da obra feita na cruz conquistou paz perfeita aos perdidos. Quando homens olham pela fé, para esse maravilhoso Salvador, é porque suas almas estão desesperadas, a falsa paz deles foi tirada e agora eles buscam a verdadeira paz. Eles querem andar para o céu, mas como andarão sem paz? Eles querem ver a face de Deus, mas como a verão sem paz? Eles querem escapar da ira e cólera de Deus, mas como escaparão se não forem santificados nessa paz?
        O cabo de aço desce do céu, é para que os perdidos sejam puxados para o alto e assim escapar do inferno que agora está aceso debaixo dos seus pés.
“Cristo Jesus com amor divinal, chama por ti, que amor sem igual!”

quarta-feira, 15 de maio de 2019

A VISÃO DO GRANDE SALVADOR (11 de 12)



“Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os moradores da terra!” Isaías 45:22
O PROPÓSITO DA GRANDE VISÃO: “...e sereis salvos...”
        Chego agora à parte final e veremos o propósito da grande visão, e isso aparece nas palavras: “...e sereis salvos...”. O alvo do Salvador é salvar. Ele não tem outra intenção, senão mostrar a razão pela qual Ele desceu do céu e veio à terra. Ele comunica essa verdade desde o começo, até o final de toda Escritura. A entrada do pecado no mundo mostra que a condição do homem não mais ou menos ruím. Deus não tem qualquer plano de mudar este mundo, melhorar o sistema familiar e conceder uma vida melhor num ambiente marcado para ser destruído completamente.
        O mundo é um vale de dor; é um ambiente onde reina a morte, o pecado e o diabo. Não há como estabelecer a vida aqui; não há como obter sucesso num imenso cemitério, onde os homens jazem nas mãos do maligno (1 João 5:19). Olhando de outro ângulo, não há como viver num império de trevas, onde o príncipe é extremamente pior do que o cruel Faraó. Aqui é um local de sofrimento, de dores, tristezas, angústias e por baixo arde o forno do fogo do inferno, aguardando as almas que continuamente são atiradas lá. Quão inútil é pintar esse cemitério! Quão inútil é melhorar essas aparências de vaidades! Por essa razão a ênfase do Senhor aparece com clareza: “...veio buscar e salvar o perdido”; “Deus enviou seu Filho ao mundo...para salvar o mundo”, e outras muitas passagens que revelam esse nítido propósito do Salvador.
        Além disso, nenhum pecador que Ele chama tem qualquer  desejo em permanecer aqui. Todos os santos viveram e vivem neste mundo como peregrinos e forasteiros. Os perdidos são aqueles que olharam para o passado, para o presente e para o futuro e viram que não há escape aqui; que a morte marcha em direção a eles e que o curso deste rio mundano termina com a morte. Os perdidos percebem que todos os seus esforços são inúteis e que não há como construir algo perpétuo aqui. Quando pecadores são despertados para a salvação, realmente eles são espiritualmente tirados deste mundo (Colossenses 1:13) e em todos os aspectos mostram que não são daqui e que caminham de fato para a cidade eterna. Percebemos o quanto nosso Senhor norteou Seus discípulos sobre esse assunto, quando afirmou que iria preparar lugar para eles na casa do Seu Pai. (João 14); Paulo assegurou aos crentes de Filipos que nossa cidade está no céu e não aqui (Filipenses 3).
        Em tudo percebemos o quanto nosso Senhor assegura aos pecadores que a salvação visa arrancá-los daqui e não mantê-los aqui. Ele não tem promessas mundanas; não visa um mundo melhor. Ao contrário, a salvação é radiante, maravilhosa, eterna e incrivelmente inexplicável às mentes mundanas; todo o plano do Salvador tirar os pecadores daqui, e transportá-los para o céu; toda promessa visa tirar os homens da imperfeição e conduzi-los para a perfeição eterna. O Salvador veio para arrancá-los da ferocidade do inferno, a fim de torna-los partícipes do reino de amor.
        Dei apenas um pouco daquilo que o grande Salvador oferece em Sua tão grande salvação. Que haja corações sedentos pela verdade, anelantes por joias eternas e que querem conhecer o Salvador e Sua tão grande salvação! É quase raro achar um perdido em nossos dias, é como buscar uma agulha num palheiro.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

A VISÃO DO GRANDE SALVADOR (10)


                              
“Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os moradores da terra!” Isaías 45:22
UMA APRESENTAÇÃO DO DEUS DESSA VISÃO: “...porque eu sou Deus e não há outro”.
        Oh! Que possamos entender no coração, em santo temor a grandeza desse Deus, o qual desprezou Sua glória e aqui desceu para nos buscar. Que tanto amor do Salvador! Aquele que foi desprezado por nós, devido a nossa vã maneira de viver em todos os detalhes do nosso comportamento; não hesitou em sangrar-se a Si mesmo, sofrer de forma inigualável, passar pela via dolorosa até chegar à cruz, não haveremos nós de conhecê-Lo? Não é o desejo santo de corações que foram santificados pela graça salvadora? “Perto de Ti almejo estar, perto, sim, bem perto! Tua presença desfrutar, perto sim, bem perto!”
        Basta um pouquinho da Sua revelação bíblica e será suficiente para que saibamos o quanto Ele se ocupou em comunicar conosco, por meio de Sua palavra escrita. Sua comunicação tão cheia de amor e graça é sempre a mesma, sempre atual, e todos os santos de todas as épocas desfrutaram, desfrutam e desfrutarão dessa voz tão meiga e doce do Salvador. Quanta tristeza ao ver como o mundo não percebe que vive sem comunicação! Os ídolos vão dizer o que? Os não crentes se apegarão aos seus ídolos, completamente destituídos de vida; eles se apegam àquilo que podem ver aqui, por isso confiam em seus deuses visíveis e suas perguntas inúteis serão sempre as mesmas, quando dirigidas aos crentes: “Onde está o vosso Deus?” (Salmo 115). Eles não sabem que satanás, encobertamente fazem com que eles confiam na nulidade e que todas as suas obras resultarão em cinzas, assim como seus ídolos. Os mundanos vivem como uma mulher sozinha, sem a comunicação de amor do marido que não está mais com ela. Os santos bebem sempre da Palavra e têm seu Deus presente, falando aos seus corações, mostrando a eles como são continuamente amados com amor eterno.
        Também, nosso Salvador comunica-Se conosco com uma linguagem acessível aos crentes. Aquele que desceu e se identificou com nossa miséria, mantém continuamente uma linguagem simples, amorosa e inteligível aos Seus amados. Ele não inventou uma linguagem estranha; Aquele que dividiu as línguas na torre de babel conhece bem nossa linguagem; Ele não teve que estudar para aprender nosso idioma e assim fala conosco em palavras claras, de tal maneira que os mais simples crentes entenderão.
        Mais do que isso, que temamos e tremamos ao saber que Ele é Aquele que soberanamente faz o que Ele bem quiser; que é livre em Sua atuação neste mundo; que não é empurrado pela oca e vã vontade humana. Aquele que é poderoso para punir e salvar; Aquele que destruiu o exército de Faraó, sepultando todos no mar vermelho, é Ele o mesmo Deus que chega com infinda compaixão aos pecadores no mundo inteiro, a fim de salva-los. Ei-lo agora mesmo a dizer aos pecadores: “Olhai para mim, e sereis salvos...!”. Todos os homens devem saber disso; todos os moradores da terra devem ouvir essa voz, porquanto Ele não está falando inutilmente. Essa voz de amor, chamando homens e mulheres à salvação é mais gloriosa do que a chuva, o sol, a saúde e outros bens desejáveis aqui, porquanto Ele chama os pecadores à salvação da penalidade e para tirar os pecadores da escravidão do pecado, e leva-los ao céu.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

A VISÃO DO GRANDE SALVADOR (9)



“Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os moradores da terra!” Isaías 45:22
UMA APRESENTAÇÃO DO DEUS DESSA VISÃO: “...porque eu sou Deus e não há outro”.
        O texto também faz a apresentação desse grande Salvador. Ele se apresenta com o único Deus. É direito do Senhor se apresentar assim, para que os homens caídos no pecado, tendenciosos à perversa idolatria, possam saber que não estão lidando com deus, mas sim com o único Deus. Essa ênfase é para mostrar aos pecadores que só há um braço forte; só há um nome, um Redentor e que somente Ele pode reivindicar o direito de ser o Salvador. Ele fez assim com Israel, desde quando tirou o povo do Egito. Levou a população à solidão do deserto e ali fez questão de nocautear a idolatria natural; fez questão de exigir que a nação destruísse todo vestígio de adoração aos ídolos, assim que entrasse na terra prometida.
        Mas é interessante que nós mesmos conheçamos o Senhor, porque somos semelhantemente tendenciosos à idolatria. Quão profundo é o efeito do pecado! Quão longe estamos de uma compreensão pelo menos superficial de Deus! Mesmo que aprendamos a respeito dele; mesmo que passemos por salas de aulas para aprendermos teologia, ainda assim as verdades jamais chegarão aos nossos corações, caso Ele mesmo não nos ensine. Na verdade, o verdadeiro conhecimento do Senhor será revelado em temor que Lhe é devido.
        Assim, envolvamo-nos de confissão, humildade e santa dependência desse tão glorioso Deus. Lembremos que só Ele é Deus e que é terrivelmente perigoso confiar em qualquer outro braço aqui. Que a luz dessa singular presença permeie nosso ser e que sejamos tomados por essa verdade em nosso coração. Lembremos que Ele é o Criador. Foi Ele quem nos fez; olhemos para nós, vejamos as maravilhas do nosso corpo; vejamos as perfeições simétricas como fomos formados por Ele; vejamos como Ele tomou da massa pecaminosa, a fim de moldar uns para serem vasos de honra, enquanto moldou outros para serem vasos da Sua ira. Que impressionante obra! Será que esse fato não vem diretamente ao nosso ser como luz do céu? Oh! Como a insensatez do pecado roubou nossos pensamentos e encheu nossas emoções de trevas!
        Eis que Aquele que foi desprezado pelo homem na queda; Aquele que foi ofendido e desprezado por suas criaturas, Ele não as abandonou, porque ecoa Sua voz do céu, ordenando aos homens para que olhem para Ele, a fim de serem salvos! Aquele que na criação concentrou no Éden, agora se concentra no mundo inteiro. Aquele que expulsou o homem caído do jardim, Ele mesmo estende Seu olhar gracioso pelos quatro cantos da terra, chamando os perdidos. Como satanás caiu na própria rede armada por Ele! Quão enganoso é o coração, ao pensar que pode vencer o Senhor! Quem poderia contar com a graça? Quem entenderia acerca do braço forte do Senhor?
        Essa mensagem ecoa agora do céu aos corações aflitos e desesperados. A mão do Senhor está estendida para salvar; ele está declarando aos homens que Ele é o único poderoso para realizar a façanha de tirar os pecadores do pecado e da miséria eternal que lhes aguarda. Não é o momento, agora para que homens e mulheres confessem a Ele busquem Dele essa tão imensa salvação?

quinta-feira, 9 de maio de 2019

A VISÃO DO GRANDE SALVADOR (8)



                
“Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os moradores da terra!” Isaías 45:22
O ALCANCE DO CHAMADO A ESSA VISÃO: “...todos os moradores da terra”.
        Como é maravilhosa e encantadora a tão grande salvação! Aquele que envia chuva, que nos deu o sol, o ar e que dá a todos alimentos, entre outros milhares de bens, Ele mesmo chama os homens à salvação. Aquele que fornece ampla mesa de fartura aos homens em toda extensão deste planeta, Ele mesmo chama os pecadores a olhar para Ele, a fim de que todos vejam o escape da perdição eterna. Aquele que mostra a grandeza de Sua bondade em coisas terrenas, muito mais mostra Sua graça e compaixão quando chama os pecadores às maravilhas celestiais. O Criador que fez um Éden terreno, agora mostra ser Ele o Salvador que preparou o Paraíso celestial.
        O convite é dirigido a todos os homens e não há qualquer distinção, porque o pecado atingiu toda raça. Não foi enviada essa voz a um grupo seleto de homens; a voz vem do céu a todos quanto podem ouvir. Por acaso os homens estão surdos? Por acaso o criador não lhes concedeu ouvidos para ouvir? Por que temos de ignorar isso? Talvez alguém pode afirmar que a voz é dirigida aos que mais têm pecado. Mas onde há espaço no homem que não foi atingido por essa natureza maligna? Se jogarmos gotas de veneno numa caixa de agua de mil litros, toda aquela quantia de agua fica contaminada. A entrada do pecado não veio por medida; não afetou uns mais e outros menos. Ao tratar do pecado, não estamos lidando com uma mera moléstia que infeccionou os pés, ou a cabeça, ou outra parte do corpo. O pecado veio e afetou inteiramente todos. Não há, aos olhos de Deus pecadores mais afetados do que outros. Em Sua linguagem dirigida a Israel (Isaías 1), a infecção afetou da cabeça aos pés.
        O pecado envolveu a natureza total do homem. Atingiu os olhos, a mente, as emoções, a boca, as mãos e os pés. Todos os efeitos do pecado. são vistos no modo de falar, encheu a mente de escuridão, destruiu os sentimentos, contaminou o serviço e o andar, etc. de tal maneira que não há parte sã em nenhum ser humano. Olhemos também o mais horroroso resultado, trazendo aos homens a tragédia do pecado – a morte. Não morreu apenas a cabeça, ou os pés, ou as mãos, etc. Tudo foi atingido e mostrando agora seus horríveis e dramáticos efeitos. Onde no corpo não vemos os efeitos da morte? Onde a dor não aparece? Onde o desespero não pode tomar conta? Onde a vergonha não entrou? Onde a corrupção não surge para mostrar sua face cruel?
        Há alguma diferença? Por acaso há nos ricos um efeito menor do que nos pobres? Por acaso, os intelectuais estão em maior vantagem? Porventura, uma criança está livres desses dissabores da morte? Há alguma religião que promova que traga mais conforto e que elimine as aflições? Que diferença tem o judeu do gentio? Não são todos provenientes do mesmo Adão caído? Onde está a esperança do homem? Se olharmos para qualquer direção horizontal neste mundo, veremos que por todos os lugares o desespero habita ali.
        Então, podemos entender por que Deus está chamando todos os pecadores no mundo inteiro: “Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os moradores da terra”. Não é uma mensagem cheia da compaixão de Deus? Podemos nós ignorar essa voz? Que essa mensagem venha sacudir os corações; que venha tremer nossas consciências e que venha nos mostrar que a mais poderosa e urgente mensagem a ser pregada e que precisa ser ouvida por todos.