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quinta-feira, 15 de abril de 2021

VIVENDO À LUZ DA ESPERANÇA (7)

                        

“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (1 JOÃO 3:3)

O PROCESSO DA PURIFICAÇÃO:        “A si mesmo se purifica...”

        Na página anterior pude mostrar o quanto o farisaísmo entra para interpelar os propósitos santos dos crentes em Cristo no processo da purificação, conforme o que aprendemos em 1 João 3:3. Hoje quero ocupar-me com outro perigo que considero ameaçador a uma vida cristã comprometida em assumir sua responsabilidade diária em ter como escopo o querer ser igual a Cristo. É óbvio que o bom senso nos mostra que é impossível alcançar essa perfeição nesta vida, porque ainda habitamos nesta casa feita de barro, nosso corpo enfraquecido e mortalizado devido a presença do pecado.

        O perigo que aparece agora é chamado de “inativismo”. Realmente existe isso? Claro! O inativismo age ao contrário do farisaísmo no sentido de que este é ativo em sustentar um modo religioso externo de vida, enquanto aquele simplesmente nada faz. Foi por causa dessa fé sem qualquer empenho de vida cristã que Tiago escreveu sua carta. Ele não estava em absolutamente nada atacando a fé mostrada por Paulo em Romanos. Tiago estava apenas mostrando que a mesma fé que faz o homem buscar sua salvação em Cristo é a fé ativa, atuante, forte e que se move no viver, caso contrário a fé é morta e tudo o que é morto que valor tem para Deus? Tiago, inclusive mostra a poderosa fé que os demônios têm, pois creem e tremem.

        O inativismo foi vitalizado, creio eu pelo frágil e barato evangelho que tem sido pregado por muitos anos, o evangelho da fé simples. Os propagadores dessa fé creem que o homem tem nele mesmo o potencial para crer em Cristo para sua salvação, por isso vemos como espalham essa ideia de que basta uma “decisão de fé” e a pessoa é salva. Posso lembrar da experiência de evangelismo contada por um pregador, o qual abordou um homem, mostrou-lhe os passos da salvação, ele fez uma decisão e, segundo ele, o homem foi salvo ali. Definidamente pronto! Minha experiência é que tais decisões normalmente não permanecem, elas aparecem nítidas como fumaça, mas que logo se dissipa.

        Já conheci muitos que se assentaram e descansaram nesse “colchão” confortável, dizendo que são salvos, sem que jamais foram examinados no íntimo. Esse evangelho que considero frágil não tem procedência de um exame claro na bíblia sobre o significado da verdadeira fé. A fé comumente pregada em nossos dias atinge a mente e as emoções e não o coração do indivíduo. Ela é somente objetiva, mas sem qualquer vínculo com o homem interior. Quando a fé é apenas algo da mente e das emoções, ela não terá forças para transitar pela vereda da justiça e pelo caminho da consagração por amor ao Senhor.

        O que o inativismo faz? A explicação é que a pessoa se torna obviamente inativa. Ela não tem ação de agir, enquanto o Deus da bíblia ordena aos crentes que entrem em constante ação e progresso na vida cristã. Muitos são aqueles que creem ter recebido o “ingresso” para entrar no céu e assim se assentaram para “deixar tudo com Deus. Ele está contente, tranquilo porque vai para o céu, mas continua mundano e sem qualquer disposição de luta no viver. Ele está super feliz pela “certeza da sua salvação”, mas fica irritado com a mensagem que tende a por em dúvida tal “certeza”.

        Esse inativismo normalmente se manifesta com a disposição de entregar a Deus. Até parece alguém deita em sua esteira e deixa Deus puxa-la. Entretanto, nossa atividade aparece com firmes ordenanças na palavra de Deus; somos exortados a estar despertados num mundo de escuridão. Somos exortados a tomar a espada para a luta contra os poderes das trevas; somos ordenados a entregar nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Romanos 12:1), e assim por diante.


quarta-feira, 14 de abril de 2021

VIVENDO À LUZ DA ESPERANÇA (6)


“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (1 JOÃO 3:3)

O PROCESSO DA PURIFICAÇÃO:        “A si mesmo se purifica...”

        Seguindo o ensino que o Espírito Santo que comunicar a nós, precisamos saber à luz de toda Escritura o que realmente significa o trabalho de purificação. Precisamos saber quais são os perigos que envolvem, antes de saber realmente a lição positiva. Cuidemos com o farisaísmo. Nosso Senhor sempre confrontou com o sistema criado pelos fariseus em sua religião que amplamente dominava o povo de Israel naqueles dias. Nem todos os fariseus eram elementos hipócritas, mas a maior parte sim, pois traziam consigo uma aparência de piedosos, puros e espirituais, quando por dentro eram elementos perigosíssimos. Não pensemos que o farisaísmo morreu, porque é algo que advém do coração corrompido do homem no pecado. O farisaísmo consiste em mostrar por fora uma espiritualidade que não existe no coração. Nosso Senhor comparou os fariseus com o sepulcro caiado, pois por fora está belo, mas por dentro só há imundície e ossos.

        O mundo está cheio de religiões fabricadas por elementos que se ocupam com essa purificação da aparência e os líderes são espertos em dominar as pessoas, mantendo-as sob controle deles. Também, tais sistemas são extremamente atraentes à natureza carnal, pois dá impressão de que a pessoa realmente agrada a Deus, quando realmente está agradando a si mesma. Vemos com clareza que os religiosos judeus normalmente viviam da aparência do farisaísmo e quando nosso Senhor arrancava a “capa religiosa” deles, o resultado era um ódio extremo que irrompia dos seus corações pervertidos. Já lidei com isso e devemos saber o quanto o evangelho moderno cria essa capa. É mais fácil lidar com os homens do mundo, os quais nada têm com religiões, do que com elementos cheios desse espírito dos fariseus. Eles normalmente são zelosos, mas esse zelo não tem em vista a glória de Deus nem o bem do próximo, mas sim seus interesses carnais.

        Cuidemos com esse aparato de espiritualidade forjado pela natureza enganosa dos homens. Nosso Senhor sempre entrou em confronto com elementos assim e por não ser sua hora ele não foi assassinado. Embora fosse um homem com motivações sinceras em sua religião dos fariseus, Saulo de Tarso mostrava o que realmente é um fariseu no íntimo e como estava disposto a encontrar o Nazareno com seus discípulos, a fim de silencia-los com a prisão ou mesmo com a morte. Quando ele se converteu, então a capa de espiritualidade foi tirada dos seus antigos colegas e prontamente estavam prontos a jurar Saulo de morte, assim como fez com Estêvão. Todo pastor sincero sabe o quanto o farisaísmo é perigoso em sua igreja. Aqueles que querem viver a viver para agradar o Senhor no coração prefere a compreensão das santas doutrinas da graça no viver. O farisaísmo sempre procurou e procura se alicerçar em passagens bíblicas. Os fariseus naquele tempo fundamentavam seus ensinos na lei de Moisés, mas o faziam de forma errada e com motivações perversas contra a população. O farisaísmo sempre há de produzir hipócritas, fujamos disso. Nosso Senhor mostrou que o serviço daqueles homens ao ensinar os homens redundava em elementos herdeiros do inferno duas vezes.

        Nosso trabalho consiste em buscar a purificação no coração e quando fazemos isso, tudo por fora toma seu devido lugar. O crente que se purifica no coração à cada dia, há de mostrar o quanto é puro por fora. Cuidemos para que não vivamos mumificados neste. O mundano e incrédulo vive da aparência, os crentes não. Queremos lidar com o homem do coração, porque é ali que está o que Deus realmente vê. Se tentarmos reger nossa vida cristã na aparência, seremos críticos e sempre censuraremos os outros pela visão externa das pessoas, para nosso prejuízo e o prejuízo do nosso próximo.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

A VIDA DE VAIDADE DOS ÍMPIOS (11 de 11)



“Isto, portanto digo, e no Senhor testifico, que não andeis mais como os gentios, na vaidade do seu próprio entendimento” (Efésios 4:17)
O QUE DEVEMOS FAZER CONTRA AS VAIDADES DOS GENTIOS  
        7.     Posso também afirmar que a vida de vaidade dos ímpios faz com que a alma prossiga assim, para influenciar outros pelos mesmos caminhos: “Onde está o vosso tesouro, aí estará o vosso coração”. Estas palavras ditas pelo nosso Senhor mostram o quanto os ímpios podem afetar o viver, conforme o que aprendemos no Salmo 1. O mundo tem seus conselheiros e suas portas estão sempre abertas para a entrada no progresso da maldade. Crentes em Cristo jamais devem ser influenciados pela maneira como os ímpios vivem aqui. Devemos ser atraídos pela forma de vida que a Bíblia apresenta ao crente, pois somos do céu e representamos um padrão de comportamento completamente diferente daquilo que é visto aqui. Conforme Paulo, somos cidadãos do céu e nosso nome está escrito lá, por isso andemos de conformidade com o que somos em Cristo e com o que haveremos de ser.
        Assim chego à parte final dessa pregação e creio que é de grande valor que eu fale sobre nossa atitude contra a vida de vaidade dos gentios. Estou certo que esse assunto é tão útil em nossos dias, porque a igreja moderna tem recebido a influência dos gentios no meio dela e assim ela está plenamente adaptada para ter o estilo religioso que o mundo tanto aprecia. Nem podemos avaliar o impacto que isso tem causado nos crentes; o quanto estão cada vez mais se afastando da verdade e dispostos a andar como o mundo anda. Eles não percebem a sutileza de satanás, por isso muitos se tornaram insensíveis às exortações bíblicas.
        A primeira lição é que devemos considerar a obediência ao que a Palavra de Deus nos ordena no próprio texto: “...não andeis como andam...”. Deus sempre dá ordens aos Seus filhos, porque eles são capazes de obedecê-las. Se alguém afirma que não pode escapar desse sistema inútil de vida dos ímpios, provavelmente jamais conheceu a real salvação que Cristo dá. Se o mundo é apreciável para alguém que afirma ser crente, a ponto de não lutar contra aquilo que envolve sua carne, é porque não conheceu a verdade no íntimo. João mostra isso com clareza em sua primeira carta: “Não ameis o mundo...se alguém amar o mundo o amor do Pai não está nele” (1 João 2:15). Muitos crentes trazem consigo alguns sintomas do velho homem os quais ficam marcados em sua carne. Mas a verdade que há uma batalha nele para enfrenta-las e mata-las. O desejo de crescer em Cristo e de trilhar o caminho santo habita no coração do salvo fazendo com que seja cheio desse santo fervor no espírito.
        Tendo isso em vista devo afirmar aqui que o crente deve pautar uma vida de consagração e santidade e isso exige sacrifício: “Rogo-vos, pois irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus...” (Romanos 12:1). Parece que os crentes modernos querem anular o termo “sacrifício” dos ensinos sagrados. Para eles a obra da graça exclui qualquer dificuldade no andar. Muitos entendem “graça” como algo gratuito e que por isso os crentes são livres para andar como bem quiserem andar. Posso assegurar aqui que esse é o mais terrível erro que avassala a igreja em nossos dias. No ensino da graça não existe liberdade que me leva ao envolvimento com o mundo. Uma locomotiva só pode ser livre se percorrer pelos trilhos. Nossa liberdade jamais deverá ser impulsionada a seguir o ritmo dos ímpios; nós fazíamos isso quando éramos do mundo, agora não mais.
        A nossa liberdade consiste no fato que a graça me dará poder para fazer o que é impossível para o mundo fazer. Costumamos dizer que “para descer todo santo ajuda”. Para andar conforme a vida de vaidade dos gentios não precisa de poder, basta descer, assim como um carro sem combustível pode facilmente descer uma ladeira. A estrada que os crentes percorrem para o céu é o caminho estreito, íngreme caminho, jamais percorrido pelos que são estranhos à aliança da graça. Por essa razão os crentes devem estar dispostos a uma vida de oração e de contínua meditação na palavra. Quem abandona o livro de Deus não estará apto para trilhar o caminho de consagração ao Senhor; quem não se alimenta da verdade está pronto para se alimentar daquilo que o mundo tanto aprecia.
        Não é o momento exato para que voltemos para a palavra? Não é o momento para que venhamos a enriquecer nossos pensamentos e emoções de coisas puras e santas? Não é o momento para que ambicionemos as riquezas eternas e desprezarmos as coisas desta vida passageira? Cuidemos com o mundo, especialmente agora quando tudo vem facilmente às nossas mãos; quando toda tecnologia faz o mundo tão belo, acessível e cheio de paixões tão atraentes? As maldades e transgressões ultimamente têm chegado a nós com belas roupagens e bem enfeitada de flores religiosas.
        Que os santos sejam transformados no coração, dia a dia pelo poder da graça, a fim de influenciar os não salvos e exortar os mais fracos no andar rumo ao lar celestial.
       






terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

A VIDA DE VAIDADE DOS ÍMPIOS (10)


                               
“Isto, portanto digo, e no Senhor testifico, que não andeis mais como os gentios, na vaidade do seu próprio entendimento” (Efésios 4:17)
QUAIS SÃO OS PERIGOS RESULTANTES DA VAIDADE DOS GENTIOS
        3.     A vida de vaidade dos ímpios apaga o amor e o viver do crente se torna egoísta, ocupado consigo mesmo. Não é exatamente isso o que está acontecendo em nossos dias? A mentalidade mundana equipou a igreja com um estilo de vida completamente oposto aos ensinos santos e altruístas que aprendemos, vindos do nosso Senhor. O cristianismo atual não passa de uma caricatura do cristianismo de antigamente, quando homens e mulheres levavam a sério o viver que agrada a Deus. Hoje o mundo chegou e saudou os chamados crentes e eles se tornaram semelhantes aos ímpios no viver. Eles têm dinheiro para passear, ir ao restaurando, cinema e comprar tudo o que é de bom para ter aquilo que agrada a carne dentro de sua própria casa. Não há nenhuma ocupação em agradar a Deus em nossos; não há qualquer sinal de pessoas que querem levar a cruz, lutar contra o mal, negar a carne e dispor a vida para orar, suplicar, interceder e buscar em compaixão a salvação dos perdidos.
        Até mesmo nas igrejas a ocupação se volta para aquilo que cada um gosta. Se tiverem as músicas que me agradam, é ali que eles querem estar. Se tiver o pregador que prega a mensagem que eles gostam de ouvir, é exatamente ali que eles querem assentar para ouvir. Não há mais o espírito de sofrer com o povo de Deus e de buscar a glória de Deus. Com essa terrível ausência dos valores santos e piedosos presenciamos o mal entrando na igreja e nas famílias, tudo porque o estilo carnal e mundano de vida dos ímpios foi abraçado por aqueles que se intitulam de “evangélicos”.
        4.     A vaidade faz o crente desvencilhar-se da luta em oração, busca de santidade e de um bom testemunho. Basta que um pouco do fermento do mal penetre nas igrejas e no viver individual dos crentes para que o testemunho cristão caia por terra. Tenho presenciado como muitos começam a defender as vidas tortuosas; como passam a dar mal testemunho no meio dos incrédulos e por isso não há mais a presença do Espírito Santo em trazer convicções de pecado na vida. Com isso boa parte dos incrédulos atualmente entraram no mesmo modismo cristão. Eles falam a mesma linguagem, cantam as mesmas músicas e fazem as mesmas orações que os chamados crentes fazem. Assim, satanás pintou tudo com a mistura da cor cristã com a cor que o mundo tanto gosta. Não há mais diferença e com isso satanás com fervor tenta fazer de tudo para que determinadas maldades se tornem como se fossem coisas normais na vida: “Ai dos que puxam a iniquidade com cordas de vaidade, e o pecado com tirantes de carro” (Isaías 5:18).
        5.     O viver de vaidade dos gentios faz com que os crentes vejam os verdadeiros valores como vaidades e passe a perseguir esses valores. Qualquer tema hoje que trate de santidade de vida, afastamento do mundo e aplicar os princípios bíblicos no viver e na família é rejeitado abruptamente. Os ensinos das Escrituras vão abruptamente contra o sistema de vaidade deste mundo. O mundo está sempre mudando para pior. Vemos isso nos lares, pois tudo satanás tem feito para inverter os valores criados por Deus para o bem de um casal, dos filhos e assim trazer proteção à sociedade. Aos homens a ordem é que eles sustentem o lar, ame a esposa e que traga os ensinos à família, como verdadeiros sacerdotes. À mulher a ordem é que ela respeite o marido e lhe submeta. Mas a vaidade dos gentios tem colocado tremendos obstáculos contra essa prática santa e tão sadia. Com isso as mulheres têm saído posição que Deus lhes deu e entrado no ambiente perigosíssimo do mercado de trabalho deste mundo. Assim os filhos foram entregues para a terceirização da criação e trazido assim vidas carregadas de problemas e misérias, por causa de separação ou mesmo dos maus exemplos dos pais no ambiente familiar.
        6.     A vaidade faz a pessoa criar seu próprio sistema religioso com pensamentos humanistas, desprezando a Palavra e buscando apoio dos homens e até mesmo de Deus. Ao expor essa situação não posso me esquecer do povo de Israel, porque deixado entregue a si mesmo se ajuntou para criar seu sistema religioso como queria e estabelecer o deus conforme imaginava no coração. A vaidade dos gentios proclama o homem como o centro de tudo e que se há um Deus, esse Deus deve trabalhar para o homem. É exatamente o que está acontecendo em nossos dias. Pastores são como que coagidos a fazer o culto da carne, que agrade bem os que frequentam a igreja. As coisas antigas, os belos hinos, a pregação contra o pecado e a necessidade de arrependimento e conversão a Cristo, essas coisas são tidas como antigas e cheias de problemas.
        Encerro esta página mostrando o quanto o verso de Efésios deve ser levado a sério pelos crentes. Se não afastarmos de viver como vivem os gentios, certamente eles nos influenciarão. Se não houver um desejo santo em agradar a Deus, haverá um desejo maligno, poderoso para agradar satanás. Que fujamos disso, antes que venha a mão do Senhor para nos açoitar, ou mesmo para declarar que muitos nem crentes são, porque nunca se converteram.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

A VIDA DE VAIDADE DOS ÍMPIOS (9)



“Isto, portanto digo, e no Senhor testifico, que não andeis mais como os gentios, na vaidade do seu próprio entendimento” (Efésios 4:17)
QUAIS SÃO OS PERIGOS RESULTANTES DA VAIDADE DOS GENTIOS
        Eu sei que não sou capaz de expor aqui todas as dramáticas consequências das vaidades dos gentios, quando atingem os crentes. Os santos de Deus são os alvos diretos de satanás, por meio de pessoas que não pertencem à fé. Normalmente pensamos em casos terríveis, envolvendo adultérios, fornicações, vícios e outras notórias atividades dos incrédulos. Mas a verdade é que satanás em sua esperteza sabe como usar diferentes meios para destruir os crentes. O que importa para ele é que o crente se envolva com aquilo que é vaidade. O Salmo primeiro nos mostra que o mundo age por meio de três grupos, e a meu ver um atrai o outro. O conselho dos ímpios leva ao caminho dos pecadores e finalmente à roda dos escarnecedores (Salmo 1:1)
        Minha esperança é que os crentes sejam acordados para os graves perigos que chegam para derrubar a fé e apagar o amor e santidade. Segue aqui, segundo o meu parecer alguns itens, na esperança de poder ajudar o povo de Deus.
        1.     Apaga toda e qualquer intenção de avançar em piedade e santidade. O mundo vive daquilo que vai resultar em absolutamente nada. Os crentes devem perceber essas coisas e devem fugir de ilusões. No Velho Testamento vemos como Deus adverte Israel sobre o perigo de envolver-se com as nações pagãs, porque elas, sem qualquer dúvida, afastariam o povo do seu Deus. Notamos que quando aquilo que o mundo oferece, mesmo sendo coisas aparentemente sem maldade, completamente inocentes, mas ali está impregnado desse sistema que resulta em absolutamente nada. O propósito de Deus para os salvos é que eles andem em santidade e amor; que avancem em conhecimento da verdade, caminhando em plena luz para o céu.
        Por favor, não estou dizendo que tudo o que os gentios fazem é vaidade. Vaidade é aquilo que ocupa seus pensamentos. Não é vaidade para os crentes um passeio, férias, jogar bola, pescar e outras atividades que servem como descanso. É vaidade quando me envolvo com essas coisas, quando deixo as coisas do Senhor e passo a me ocupar com aquilo que passa e que me levam a perigos maiores sem que eu percebo. Paulo nos coloca diante dessas verdades, quando afirma: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm...” (1 Coríntios 10:23). O apóstolo mostrou que o caminho dos salvos é livre; não somos um povo escravizado, como são os não crentes. Mas para ele o perigo de envolver-se em escravidão estava em ocupar-se com o que não era conveniente.
        2.     A vaidade dos gentios pode manter a alma aprisionada, sem o suprimento de nutrientes espirituais. Muitos crentes não avançam em nada na vida espiritual; eles ficam crianças e não alcançam maturidade no desempenho da vida espiritual. Por que isso? A razão é que estão ocupados com as mesmas vaidades dos gentios. Eles não têm tempo para a leitura e meditação na palavra, mas sempre têm dinheiro e tempo para cinemas e outros entretenimentos. Facilmente eles sacrificam os cultos por qualquer coisa. Assim, muitos buscam entretenimentos até mesmo na igreja onde frequentam. Isso traz grande satisfação para o tentador e ele prepara um “lanchinho” venenoso bem caprichado para derrubar os crentes num pecado ainda maior. Que o Senhor venha nos livrar de tantos perigos.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

A VIDA DE VAIDADE DOS ÍMPIOS (8)


                        
“Isto, portanto digo, e no Senhor testifico, que não andeis mais como os gentios, na vaidade do seu próprio entendimento” (Efésios 4:17)
QUAIS SÃO OS PERIGOS RESULTANTES DA VAIDADE DOS GENTIOS
        Na tentativa de ajudar os crentes em Cristo e alertá-los contra o perigo de envolver-se com os ímpios, creio que agora é o momento para isso. O que a vaidade dos gentios pode produzir nos crentes. É óbvio que a vaidade não há de produzir bênção e enriquecimento espiritual. O que podemos nós receber deste mundo? O que um mundo sem Deus pode nos dar? À medida que avançarmos na fé e no conhecimento do nosso Deus, sem dúvida estaremos despertados para ver as coisas do ponto de vista bíblico. Realmente não sei se serei completo na lista de problemas gerados pela vaidade dos gentios no andar dos crentes aqui, mas espero que o que segue seja de utilidade na vida de sinceros irmãos em Cristo.
        1.     A vaidade dos gentios apaga toda e qualquer intenção do crente avançar em piedade, santidade e amor. Ela anula os interesses santos, despertados pelo Espírito Santo no coração. Posso perceber que quando os crentes começam a interessar pelo que os ímpios amam e buscam, não demora em que eles desviem da verdade bíblica. Os trabalhos do pai da mentira são feitos sigilosa e paulatinamente, a fim de derrubar os fieis. Desarmando os santos de Deus, eis que satanás caminhou longo caminho em seus projetos em expandir seu reino de ódio, maldade e terror neste mundo. Os crentes são as “pedras no sapato” de satanás, pois militam pela verdade e contra a mentira.
        2.     Mantem o coração vazio, porque por fora está ocupado com entretenimentos. Esse é o segredinho do esperto pai da mentira neste mundo. Se ele puder há de envolver todos com suas ocupações aparentemente belas e inocentes, e muitos são os crentes que não estão caindo nos ardis do diabo. Aquilo que parece ser tão bom e sem aparência de maldade, torna-se a mais poderosa arma do diabo, tirando o crente da palavra, da oração, do culto, da santidade e da caminhada rumo ao lar celestial. Muitos gentios são pessoas boas, educadas e que não gostam de muitas maldades praticadas no mundo. Mas eles não são crentes em Cristo, por isso são estranhos à aliança de Deus com Seu povo e vivem sem Deus no mundo. Foi o envolvimento com o perigoso rei Acabe que fez com que Josafá não percebesse sérios perigos, os quais afetaram sua família após a sua morte (2 Crônicas 20 e 21).
        3.     Apaga o amor e o viver se torna egoísta, ocupado consigo mesmo. Quando envolvemos com os mundanos, o mundo também passa a ser nossa atração. Quando vemos a alegria e euforia dos incrédulos com aquilo que o mundo lhes oferece, sabemos o quão perigoso é para o crente. Foi amando o presente século que alguns companheiros de Paulo o abandonaram; foi olhando o conforto que os mundanos têm que Pedro mostrou ser um covarde, a ponto de negar seu Senhor. Os incrédulos buscam seus interesses e nós os crentes devemos ser altruístas, corajosos em servir uns aos outros. Se não cuidamos logo assemelharemos a este conceito de vida sem compaixão e tão vazio que o mundo oferece. Se crentes vivem gastando dinheiro com os entretenimentos mundanos, que prazer terão para estar com o sofrido povo de Deus na igreja? Que alegria e coragem terão para orar?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

A VIDA DE VAIDADE DOS ÍMPIOS (7)


                        
“Isto, portanto digo, e no Senhor testifico, que não andeis mais como os gentios, na vaidade do seu próprio entendimento” (Efésios 4:17)
QUAIS SÃO OS PERIGOS RESULTANTES DA VAIDADE DOS GENTIOS
        O propósito principal de satanás é levar vaidade aos corações; ele enche as almas de vento, daquilo que é nulidade e sem qualquer valor. Os crentes devem fugir dessas coisas e buscar socorro do Senhor em oração e na palavra. As vaidades servem de entretenimentos e retiram as mentes dos verdadeiros valores – os valores eternos. Os crentes estão no mundo, muitos mexem com negócios e ganham a vida trabalhando assim para o sustento de suas famílias. Isso não significa vaidade. A vaidade acontece no coração quando os mesmos interesses dos mundanos contagiam os corações dos santos e eles demonstram isso quando perdem interesse pelos cultos, pela oração, pela palavra e negligenciam suas responsabilidades com Deus.
        O que acontece é que as vaidades encobrem as realidades das coisas, não nos permitem ver a vontade soberana de Deus em tudo, corta de nós a visão do reino de Deus e tudo passa a ser visto à luz das coisas que acontecem aqui. Foi por causa disso que nosso Senhor instruiu seus discípulos em Lucas 6, acerca da preocupação com as coisas desta vida, como comer e vestir. Ele afirma ali que é assim que vivem os gentios. Então, à luz dessa passagem podemos perceber o quanto é perigoso gastar tempo com aquilo que os mundanos tanto amam, mesmo aquilo que é lícito e puro nesta vida. O fato é que satanás pulverizou a criação de Deus com o veneno da vaidade, por isso cuidemos para não sermos sócios desse programa pervertido que ele tem neste mundo e para este mundo.
        Agora é meu dever falar sobre o que a vaidade dos gentios pode produzir nos crentes. Primeiramente, as vaidades operam de tal maneira que o que é lícito e justo pode ser tornar pervertido e cruel. Muitos homens que se entregaram ao trabalho, mas esqueceram dos deveres para com Deus e para com suas famílias, logo caíram em terríveis pecados sexuais e até em atos desonestos, no afã de enriquecerem. Em nossos dias vemos como mulheres deixaram a ocupação dada por Deus a elas de edificarem suas casas, a fim de unir-se ao mercado de trabalho. Logo os resultados aparecem com prejuízos intermináveis e letais. Por quê? A razão é que foram tocados no coração pela vaidade dos gentios. O culto ao corpo é a solenidade deste mundo em nossos dias, e vemos crentes mais ocupados com a beleza física do que com adornos espirituais no viver. Enfeitam a aparência, mas nada há de beleza e santidade de Cristo no coração.
        Assim, a vaidade dos gentios consegue apagar toda e qualquer intenção de avançar em piedade e santidade. É mais fácil viver e gastar-se com a aparência do que com aquilo que somente a fé vê. É raro achar em nossos dias crentes maduros e prontos para ajudar adolescentes e jovens e muitos nem sequer querem buscar ajuda e conselho para um viver que agrada a Deus. A razão de tudo isso é porque o mundo que nos cerca tem revelado suas habilidades incríveis em gerar felicidade e conforto. O mundo inteiro está ao nosso dispor, é só apoderar dele.
        Quanto perigo cerca o crente em nossos  dias! Quanto prazer por estar na comunhão com os ímpios num cinema, num estádio de futebol, num churrasco ou festa de aniversário, do que estar nos cultos, aprendendo da palavra e conhecendo melhor acerca do Deus das Escrituras!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

A VIDA DE VAIDADE DOS ÍMPIOS (6)



“Isto, portanto digo, e no Senhor testifico, que não andeis mais como os gentios, na vaidade do seu próprio entendimento” (Efésios 4:17)
QUAIS SÃO OS PERIGOS RESULTANTES DA VAIDADE DOS GENTIOS
        Conforme os ensinos bíblicos, vemos que o pai da mentira leva vaidades aos corações dos homens. Satanás não tem outro objetivo; ele não tem como fundar um reino estabelecido na verdade. Por essa razão, desde o princípio o príncipe das trevas se ocupou em encher os corações dos homens com tremenda avidez por aquilo que lá na frente resultaria em fracasso e miséria. Ora, ele mesmo vive sob o farrapo dessa vaidade. O que ele é, também passa para a multidão que o segue. Em Efésios Paulo afirma que ele é o “espírito que opera nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2). Ele não mudou nem mudará seus planos. Onde habita o pecado, ali habita a vaidade, mesmo aparecendo em boas e sinceras intenções.
        Todo pensamento, intenção e serviço, quando não são feitos por Deus e para Deus são vaidades e resultarão em fracasso. Deus mostrou isso para Nabucodonosor, o arrogante ditador babilônico. Nada da verdade entrava em seu coração; nada sabia que estava sendo usado por Deus para punir as nações e que logo seria arrancado do seu trono. Ele só pode ver a realidade das coisas após aqueles sete anos vivendo como animal, e assim mesmo porque Deus lhe mostrou os fatos, segundo os propósitos do Altíssimo. Notamos como a vaidade tomou o coração de Belsazar, porque mesmo sabendo acerca dos perigos, conforme o que foi descrito na caiadura da parede, ainda assim achava que nada dos juízos de Deus chegariam.
        Dei esses exemplos porque as mesmas vaidades operantes no coração daqueles homens, são as vaidades que há nos corações dos homens de hoje. É a mesma coisa. O que aconteceu com Caim na antiguidade é o que acontece com qualquer pessoa em nossos dias, na face da terra. Também não há diferença, tanto faz o rico, o pobre, o culto ou ignorante, todos no pecado vivem sob esse efeito avassalador, chamado de “o engano do pecado”. Observemos bem que somente Deus operando no coração pode desviar o homem desse sistema que ludibria a alma. Às vezes os homens ímpios são despertados por Deus para agirem com bom senso, porque Deus os levantou para isso. A decisão deles, nesse caso não foi vaidade. Os propósitos de Labão em perseguir Jacó eram para acabar com ele. Foi Deus que em sonhos alertou aquele homem e assim seu comportamento mudou. Quando Ciro foi erguido por Deus, eis que toda vaidade foi tirada da sua mente e ele mesmo ordenou que os judeus voltassem para Jerusalém e construísse o templo (Esdras 1).
        Diante desses fatos biblicamente comprovados podemos nós os crentes fugir dos perigos que envolvem nossas vidas, caso busquemos comunhão com os que vivem nas trevas. Os crentes logo percebem o que significa “vaidade dos pensamentos” dos gentios. Seus corações transbordam dessa vaidade e eles expressam isso em suas palavras e obras. Que sejamos nós como Daniel, pois vivendo e trabalham no palácio da Babilônia não deixou ser levado pelos padrões imorais e idólatras daqueles homens ali. Mesmo sendo um ambiente apóstata e ecumênico, aquele moço não abandonou sua fé e foi agraciado por Deus para manter-se firme, educado e pronto para jamais negar o que cria, diante daquele ambiente carregado de incredulidade.                                                  

       


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

A VIDA DE VAIDADE DOS ÍMPIOS (5)



“Isto, portanto digo, e no Senhor testifico, que não andeis mais como os gentios, na vaidade do seu próprio entendimento” (Efésios 4:17)
O PERIGOSO ENVOLVIMENTO COM OS GENTIOS: “...na vaidade...”
        Tenho feito tudo para esclarecer aos meus leitores sobre os perigos que envolvem os crentes, quando se associam com os gentios. Todo esse perigo está localizado na “vaidade do seu próprio entendimento”. Já pude mostrar que toda luz que os ímpios têm é externa e não interna; vem do mundo e não do Espírito Santo e nada eles possuem de qualquer documento divino que lhes mostre o caminho certo. Toda luz externa tem em vista apenas fazê-los sentir a emoção do viver aqui, das aparências de um mundo trabalhado pela arte do pai da mentira. Dentro deles nada há, senão escuridão. Todo pensamento deles, no que tange as coisas eternas e vindas de Deus está mergulhado em densas trevas; seus sentimentos são envolvidos pela mentira daqui, nada há de bom senso, quando comparado àquilo que a bíblia nos ensina.
        Percebemos isso com clareza quando lemos o livro de Eclesiastes, aliás um livro que mostra palavras ditas pelo melhor homem que o mundo pode produzir. Ali vemos que a luz que Salomão tem é a luz que vem do sol e o discernimento dele está naquilo que se espera do seu trabalho, vida conjugal e outras atividades terrenas. Mas tudo morre aqui e até mesmo a noção que tem de Deus é de um criador e de alguém que os homens devem lembrar antes da velhice. Esse é o propósito desse livro. Os crentes devem saber que os ímpios buscam alegria, prazer, festa e até mesmo religião e tudo isso eles acham essas coisas aqui.
        Nós os crentes temos tudo isso em Cristo e aguardamos nossa cidade celeste para a festa eterna que lá teremos. Mas a diferença é que os gentios não têm esse discernimento. Para eles a vida é aqui e devem gozar de tudo o que esta vida presente oferece. Eles trabalham para isso e se dedicam para construir um sistema cada vez mais, (segundo eles) melhor. Pelo esclarecimento da palavra de Deus os crentes podem entrar nesse recinto obscuro dos incrédulos. Sem esse exame usando a luz divina não entenderemos a mente dos gentios. Eles vivem o mundo deles; eles não entendem o modo de vida dos crentes e nem podem entender, porque são estranhos a este estilo de vida dos crentes, chamado de vida espiritual. Notemos bem que os crentes não ficam de foram de determinadas festa. Vamos a um aniversário, participamos de casamento e de outras atividades aqui. Não é proibido. O que os crentes devem ter é o discernimento correto das coisas.
        Tudo nós fazemos para agradar a Deus e naquilo que é pecaminoso nós nos afastamos. Os crentes sabem o momento quando devem fugir do mal, enquanto os ímpios não. Para eles a maldade faz parte da festa também. Sem o temor ao Senhor, para eles não existe o fugir do mal. Para Abraão, quando os reis de Sodoma quiseram dar-lhe bens em troca das pessoas, ele imediatamente rejeitou, porque não queria que ninguém dissesse que tinha enriquecido Abraão. Para aquele homem de fé, agradar a Deus era normal em sua vida. Para os mundanos era loucura. Então, vemos a terrível diferença. Foi assim também com José na casa de Potifar. Para o ímpio deitar com a mulher do seu próximo é coisa normal e (segundo ele) é seu direito. Mas para José o certo foi fugir do mal. Eis aí outro exemplo do que significa não andar como andam os gentios.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

A VIDA DE VAIDADE DOS ÍMPIOS (4)



“Isto, portanto digo, e no Senhor testifico, que não andeis mais como os gentios, na vaidade do seu próprio entendimento” (Efésios 4:17)
O PERIGOSO ENVOLVIMENTO COM OS GENTIOS: “...na vaidade...”
        As principais advertências de Deus ao Seu povo no Velho Testamento foram dadas para que a nação se desviasse dos costumes dos gentios. O livro de Levítico, capítulos 18 a 20 é Deus mostrando os perigos daquelas nações que iriam ser punidas por Deus, devido às práticas de suas maldades. A principal atividade deles em relação ao povo de Deus seria desviar o povo de Deus, a fim de que adorassem e servissem seus ídolos. Ora, os crentes devem saber que os ímpios são os principais instrumentos de satanás, a fim de desviar os crentes do Senhor e fazê-los amar o mundo. Em todos os anos do meu ministério sempre percebi que os crentes facilmente se corrompiam quando se uniam com incrédulos. Não demorava muito para que eles inventassem desculpas e assim afastassem de Deus e de Sua Palavra.
        Foi por causa disso que Paulo exortou os crentes, a fim de que não se amoldassem aos princípios deste presente século pervertido. As vaidades mundanas têm forte poder para amoldar nossos corações, criar idolatria e afastar-nos do caminho de fé, disciplina e santidade. Os crentes mais experientes sabem o quanto Deus utiliza disciplina para tirar de nós aqueles hábitos antigos que tanto nos induziam às maldades. Satanás nunca para em suas manobras para derrubar os crentes. Quando ele não o faz diretamente, ele utiliza meios indiretos. Quando não fez com que Balaão amaldiçoasse o povo de Israel, não demorou muito para usar o mesmo Balaão para levar os homens de Israel à queda com as midianitas (Números 5).
        Os mundanos são terríveis em suas práticas; não há mudança neles, a não ser para pior. Os só param um pouco em suas práticas de vaidades quando os crentes por perto vivem em santidade e influenciam suas vidas. Caso contrário eles prosseguirão perturbando os santos e armando ciladas para que eles venham a cair ao longo do caminho. Por essa razão Paulo exorta para que não tenhamos comunhão com eles; para que fujamos dessa união entre as trevas e além, porque não há como comungar com eles. Em 1 João é dito que estamos no mundo, mas que não somos do mundo. Podemos à distância brilhar, assim como o sol fica distante da terra, mas tem poder para iluminar o planeta inteiro. Mais perto do Senhor, mais comunhão com Ele, mais ligado à palavra fiel, melhor para nós e até mesmo para o bem de parentes, amigos e vizinhos incrédulos.
        Muitos se afastam tanto da palavra de tal maneira que se afastam do Senhor. Muitos não são crentes de coração, porque se desviam de tal maneira que são levados pela poderosa influência ímpia e pervertida deste mundo. Conheci alguns que davam impressão de que eram crentes, mas a força brutal do mundo dominou suas vidas e eles voltaram para brindar as festas dos prazeres com os perversos. Estavam com os crentes anteriormente, mas não eram sinceros crentes em Cristo, por isso voltaram para o lugar que tanto amavam. Ninguém pode segurar um ímpio como ovelha, porque não é ovelha. Ninguém pode prender um mundano num ambiente santificado pela graça, a não ser que o ambiente venha a se corromper com práticas mundanas.


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

A VIDA DE VAIDADE DOS ÍMPIOS (3)



“Isto, portanto digo, e no Senhor testifico, que não andeis mais como os gentios, na vaidade do seu próprio entendimento” (Efésios 4:17)
O PERIGOSO ENVOLVIMENTO COM OS GENTIOS: “...na vaidade...”
        Por que não podemos nos envolver com os ímpios? Por que não buscar meios, a fim de falar com eles sobre a salvação em Cristo? Notemos bem que a bíblia não trata da companhia e amizade, mas sim da perigosa comunhão com eles. Somos admoestados a não seguir os viver de vaidade dos ímpios. Não há, nem deve haver no crente a perigosa vaidade. Os crentes devem ter seus pensamentos e emoções controlados pela verdade; devem seguir o caminho para o céu; devem pisar o sólido terreno da sobriedade e vigiar sempre devido aos perigos que lhes cercam enquanto trilham no caminho da peregrinação.
        O que realmente significa o viver de vaidade dos ímpios? Significa que toda essa luz que mobiliza o sistema de vida dos gentios é luz externa e não interna. A multidão cega no pecado só consegue ver o mundo e a forma como que satanás encheu esta vida presente com seus brilhos de prazer, paixão e sentimentos de que não há outro lugar melhor do que este mundo para viver. Notemos bem que aí está o envolvente perigo. Tudo está do lado de fora, enquanto no coração dos ímpios só há escuridão, pois não conseguem ver outra coisa senão a vaidade.
        Quando tomamos a palavra da verdade, é com essa “tocha” iluminada que adentramos nessa “caverna” escura, nesse labirinto de trevas, a fim de descobrirmos o que há no coração do ímpio e o que o leva a viver como vivem aqui; porque agem nessa vaidade e sonham com uma esperança de um viver melhor aqui, sendo que o que lhes espera é a morte e o além. Devemos saber que não há diferença entre os homens. Por fora parece que alguns são melhores; que em alguns há bom senso e que pensam coisas boas. Mas quando tudo é posto diante da luz da glória de Deus, então realmente não há diferença alguma.
        Notemos bem a vida de Pilatos, porque havia nele certo senso de justiça. Ele viu que estavam condenando um homem inocente, por isso lutou para impedir que o Senhor fosse crucificado. Vejamos bem que na hora certa, quando foi confrontado com a verdade, ele nada sabia da verdade; seu coração estava longe, distanciado do verdadeiro sistema de justiça, por isso procurou meios supersticiosos para livrar da culpa em condenar um inocente, tomando uma bacia com agua e lavando suas mãos. Então, os homens podem chegar até certa altura da verdade, mas passou dali veremos que a escuridão aparece e ele se agarrará às vaidades dos seus pensamentos.
        Às vezes pensamos que alguém que tem o conhecimento da verdade bíblica há de ter luz suficiente nele para não viver na vaidade. Mas é engano, porque se a verdade não atingiu seu coração trazendo luz do céu, eis que ele será hipnotizado pela vaidade. Judas parecia ser um excelente apóstolo. Ele conhecia bem o Velho Testamento e se tornou seguidor de Cristo, mas não ardeu a luz da verdade no coração. Por essa razão a escuridão reinava ali e aquele homem era levado pela vaidade de um mundo melhor, de posição e riquezas terrenas, ambicionando lucros passageiros. Assim, não demorou em aproveitar a oportunidade e ganhar riquezas traindo o Filho de Deus. Sabemos o resultado trágico de tudo isso.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

A VIDA DE VAIDADE DOS ÍMPIOS (2)


                             
“Isto, portanto digo, e no Senhor testifico, que não andeis mais como os gentios, na vaidade do seu próprio entendimento” (Efésios 4:17)
O PERIGOSO ENVOLVIMENTO COM OS GENTIOS: “...na vaidade...”
        Na primeira página pude introduzir o assunto e espero que tenha sido bem-aventurado nessa introdução, a fim de chamar a atenção de meus leitores. Acredito que boa parte dos crentes esqueceu, ou nem mesmo examinou o assunto sobre o perigo que envolve o companheirismo e comunhão com os não crentes, chamados em Efésios de “gentios”. Em nossos dias (especialmente aqui no Brasil) vejo o quanto os ímpios, envolvidos em terríveis maldades, não cessam de empurrar os crentes, de uma forma ou de outra para que caiam como eles caíram. O mundo odeia o Senhor, a justiça Dele e santidade do povo de Deus. Por essa razão eles lutam perseguindo os crentes, a fim de que eles caiam, vivam como eles vivem e não perturbem o estilo de vida deles.
        Preciso agora mostrar os perigos que envolvem os laços de amizades. Reitero isso porque tenho acompanhado a queda de muitos. Conheci uma senhora que era muito ativa na igreja, na oração e na disposição para o trabalho de Deus. Mas aos poucos ela foi perdendo o interesse pelas coisas de Deus e assim foi sendo influenciada por más e perigosas amizades, até que a queda feia veio. As exortações bíblicas são constantes, para que não nos envolvamos com as trevas, para que não tenhamos comunhão com perversos, os quais tanto odeiam Deus. Não estou falando que devemos odiar as pessoas, ou desprezá-las. Quando estamos colocados em nosso lugar de obediência a Deus e cumprindo nosso dever, então podemos sim ser úteis na vida das pessoas que não conhecem o Senhor. No palácio da Babilônia, Daniel e seus três amigos foram extremamente úteis na vida de todos ali, porque se separaram para Deus.
        Quero tomar o texto de Efésios, a fim de mostrar o que passa no coração do ímpio. O coração do homem só pode ser desvendado pelas Escrituras, por isso a bíblia nos leva até a esse recinto oculto e obscuro. A palavra usada por Paulo no texto é “vaidade”: “...na vaidade dos seus pensamentos”. Este termo é muito usado em toda Bíblia, como por exemplo no Salmo 24: “...que não entrega sua alma à vaidade”. A bíblia está sempre mostrando que os gentios, os não salvos, incrédulos e odiadores de Deus vivem na vaidade. “Vaidade” significa que tudo o que eles fazem resultará em nada. Noutras palavras, pudéssemos abrir a mente do ímpio veríamos que ali tem nada. É como uma bola de futebol. O resultado do que eles pensam e põem em prática no viver resulta e resultará em nenhum proveito.
        Não sei se pude ser claro e prático na definição, mas creio que para um bom entendedor da verdade, meia explicação basta. A vida de milhares chamados crentes hoje tem produzido exatamente nada. Os crentes não foram chamados para isso; os crentes são plantações diletas de Deus e é para que eles produzam fruto (João 15). Se não houver fruto no viver, então para que servirá. O grande Deus há de arrancar toda árvore que não dá fruto no viver. Que o Senhor tenha compaixão de nós, seus filhos e servos, pois vivemos num mundo cheio desse fervor por paixões, práticas cruéis e somos chamados continuamente para o conforto dos mundanos. Enquanto isso o nome do Senhor tem sido motivo de escândalo e de desonra no meio dos gentios.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

A VIDA DE VAIDADE DOS ÍMPIOS (1)


                                  
“Isto, portanto digo, e no Senhor testifico, que não andeis mais como os gentios, na vaidade do seu próprio entendimento” (Efésios 4:17)
INTRODUÇÃO:  
        Incrível como a bíblia mostra como o crente deve mostrar que seu viver neste mundo deve ser completamente diferente da forma como vivem os não crentes. Essa discriminação é feita por Deus e todo crente sabe disso. Obviamente, o Espírito Santo não tem como objetivo criar orgulho nessa discriminação; não tem em vista mostrar que os crentes são melhores, nem tratar os outros com indiferença e ódio. Os judeus, por falta da compreensão da verdade, não tendo a letra gravada no coração, não demorou em que seu nacionalismo superasse todo conceito de misericórdia, conforme Deus havia lhes tratado. Ignoraram que eles eram iguais a qualquer outro povo do mundo e que eram pecadores tanto quanto outros povos. Por isso odiavam as nações e as condenavam porque não eram judeus nem seguiam a religião judaica.
        Não é o caso da exortação vista em Efésios 4:18. Os crentes são diferentes e essa diferença deve transparecer no viver deles. Por duas razões Deus nos ordena isso. A primeira é a glória de Deus em nosso viver e a segunda aparece justamente por amor aos gentios. Se não houver diferença no viver, como eles acreditarão no Deus dos crentes? Muitos tropeçam no viver, dão mal testemunho e imitam as obras dos ímpios e assim trazem escândalos para a causa do evangelho. Isso tem acontecido em nossos dias e tem trazido motivos para zombaria e motejo dos perversos. Pedro fala sobre isso em sua primeira carta, para que nosso modo de viver fale alto, a fim de que os incrédulos nada tenham a dizer contra nós.
        Creio que é importante tratar disso porque precisamos urgentemente em nossos dias desse desafio de vida cristã. Quando multiplicam os falsos crentes, cresce assustadoramente as seitas e as multidões se gloriam em dizer que todos são evangélicos e que têm Deus no coração. Meu propósito é chamar os crentes verdadeiros à uma vida santa, pura e agradável ao Senhor, assim faremos diferença entre o puro e falso, entre a mentira e a verdade, entre o que é justo e o que é injusto. O falso evangelho quer misturar tudo; quer dizer que tudo é de Deus e que todos vão para o céu. É assim que as coisas caminham, para a ruina e para o culto ecumênico, como vemos ocorrendo em nossos dias.
        Foi dessa maneira que a igreja de Corinto foi entrando num total colapso espiritual, devido a pequenos erros que foram ali entrando e não foram tratados. No capítulo 6 Paulo afirma que os injustos não herdarão o reino de Deus e mostra terríveis pecados que vão entrando sorrateiramente na igreja e que logo são tratados com um benvindo da parte de irmão ingênuos. O que devemos fazer? A resposta é dada de forma bem simples no texto acima: “E não andeis como andam os gentios, na vaidade do seu próprio pensamento”.
        Essas palavras seriam suficientes para despertar muitos, mas ao pregar no poder do Espírito ele descortina as coisas perante nossos ouvidos muitas vezes tapados. Que o Senhor tenha misericórdia do Seu povo, especialmente nestes dias tão maus. Precisamos de verdadeiros crentes, ousados, amorosos, compassivos, fieis, que não são imitadores dos caminhos perversos dos mundanos, mas que sejam ousados em glorificar Cristo no viver.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O CHAMADO DO EVANGELHO (11 de 11)


      
“Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei...”. (Mateus 11:27)
A BÊNÇÃO DA CHAMADA
        Para encerrar quero mostrar o quanto as bênçãos vêm de forma abundante, como joias preciosas nessa chamada. O chamado aos pecadores não tem qualquer intenção, senão o de mostrar as maravilhas eternas de Deus e fazer com que homens e mulheres arrependidos participem dessas bênçãos. Deus não brinca com os homens; não há engano na mensagem, pois nosso Senhor é chamado de Fiel e Justo. Aquele que amou Seu povo antes da fundação, Ele mesmo criou todos esses meios graciosos para atrair pecadores para Si mesmo. Mesmo que muitos venham a sofrer ou chorar; mesmo que os caminhos sejam terríveis e dolorosos, o propósito é que os pecadores cheguem à glória.
        Não há dúvida que essa bênção da chamada é eterna. Nada há nos planos da redenção e do amor de Deus que não seja ligado à eternidade. Tudo o que este mundo oferece termina aqui mesmo; tudo fenece com o tempo e a morte põe ponto final no melhor que este mundo oferece e que a carne tanto almeja possuir. Mas não é o caso da chamada do evangelho, porque todo esse contato é feito por aquele que em Cristo nos amou: “Com amor eterno eu te amei...” (Jeremias 31:3). Que tristeza vemos como os homens se sentem inspirados por esses lampejos das promessas mundanas! Os homens no pecado preferem cacos de vidro daquilo que o mundo oferece, do que os diamantes das riquezas celestiais. Quando Deus chama os perdidos é porque tem em vista arrancá-los da vileza e enganosidade deste sistema mundano. Por essa razão a alma é chamada de “bem-aventurada” porque foi atraída para coisas grandiosas, maravilhosas da vida que há em Cristo.
        Também, posso afirmar que é uma bênção real. Ora, tudo o que o mundo oferece trata-se daquilo que é apenas físico. Não que não seja importante, mas tudo aqui passa porque tem em vista o bem físico. O mundo nada tem para a alma, a não ser manipulações. Nosso Senhor advertiu aqueles que queriam ganhar o mundo, mesmo sabendo o quanto trariam de prejuízo para suas almas. Quando o evangelho chama pecadores, certamente Deus há de invadir a alma e enchê-la de paz, satisfação, felicidade e amor. Não há um crente sincero que esteja em paz com Deus. Para que isso ocorra, então o engano da carne e do mundo precisa ser destruído e anulado. Um deve morrer para que outro viva. O velho homem em Adão precisa tombar, a fim de que o novo homem espiritual apareça.
        Digo mais que é bênção garantida. Os santos não vivem de emoções, porque sabem o quanto satanás transtorna tudo com a arte das emoções religiosas. Quando Deus abre os olhos do coração, eis que miramos o Deus que não pode mentir. Ele fez as promessas e nos garante que jamais há de falhar. É impossível Deus chamar alguém para o arrependimento e salvação sem que cumpra suas promessas! Quando Ele chama, eis que Ele mesmo enche o coração da Sua preciosa paz, para que os salvos caminhem pela jornada em santa calma. Ele também fixa suas verdades no coração para que aquilo jamais venha a sair. Ele sempre estará presente, mostrando Seu conforto, força e direção aos que são chamados. Ele se apresenta como o Pastor das ovelhas e é cuidadoso em cuidar de cada uma de Suas preciosas ovelhas.
        Finalmente, é uma bênção provada. Ele mesmo veio aqui e tomou nosso lugar; Ele mesmo nos amou tanto, a fim de conhecer nossa tragédia e o caminho aterrorizante que tomamos, devido a queda. Então ele nos conhece, por isso nos chama com amor divinal, com graça, com intenso desejo de que sejamos Dele para sempre. Que glória e que felicidade eterna aguardam os santos!