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terça-feira, 29 de julho de 2014

JUIZO E MISERICORDIA




“Agora, pois, deixa-me, para que o meu furor se acenda contra eles e os consuma. Então eu farei de ti uma grande nação” (Êxodo 32:10)
        O povo de Israel em festa lá em baixo nem sequer imaginava o que estava acontecendo no cume do Monte Sinai. O grande líder Moisés estava como que tentando interceptar a ação punitiva de Deus contra o Seu povo que acabara de fazer um bezerro de ouro para adorar blasfemando assim do Nome Glorioso do Deus de Israel.
                O fato é que nunca saberemos o que realmente significa “os atos de Misericórdia de Deus” enquanto não entendermos o que significa “os atos de Juízo de Deus”. Tem que haver o “ afiado machado” da lei apontado para cortar a raiz do mal; deve haver a “enxada” aterrorizante da justiça de Deus para exterminar toda iniqüidade; deve haver o “raio x” da aterrorizante lei de Deus para mostrar a maldição do pecado oculta no coração do pecador. A pregação moderna omite o Juízo, então, nunca haverá razão para a exibição da Misericórdia. Eles tentam cavar um túnel por debaixo do Monte Sinai a fim de não enxergarem a Santa Lei que amaldiçoa o melhor entre os homens. Mas a verdade permanece que não existem atalhos para chegar ao Monte do Calvário. Tem que passar pela lei para chegar lá.
                A trágica verdade é que retiraram o Juízo de Deus dos púlpitos. Os pecadores hoje desconhecem os reais estados de seus corações enganosos e corrompidos, por isso nem sabem o que significa as maravilhas de um Deus que é “Riquíssimo em Misericórdia”. Convém que entendamos isso. Moisés foi triunfante em conquistar o coração compassivo de Deus por meio de intercessão em favor do seu Povo porquanto viu o terror do Juízo de Deus marchando em direção ao arraial.
        Os irmãos de José puderam conhecer a face misericordiosa de José somente depois de chorarem em face do ambiente de Juízo que foram colocados para serem testados em humilhação. Os três amigos de Jó seriam executados pelo terror da Ira divina não fossem as súplicas de Jó perante Deus em favor deles. Nunca teríamos o Salmo 51 onde relata o coração arrasado de Davi perante Deus em face de sua tão terrível culpa, se não fosse a coragem de Natã perante o rei para apontar a gravidade de seu pecado de adultério e assassinato.
                Deve, sim, haver juízo. Dentro da igreja, dentro de nossas casas, dentro de nossos corações. Encaremos isso seriamente. Se não houver juízo encararemos a desgraça causada pelo pecado. Sem um ambiente de juízo o pecado chega bem disfarçado e lisonjeador. A mentira chega encoberta com o glacê da verdade; a fornicação vem adocicada de direitos humanos; o adultério vem adornado de piedade, etc. O pior é que depois o juízo chega sem misericórdia como ocorreu com Sodoma e Gomorra.
               

segunda-feira, 28 de julho de 2014

TROPEÇANDO EM CRISTO




“São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos” 1 Pedro 2:8
                Que triste situação para aqueles que endurecem seus corações contra a Palavra de Deus. Acham que podem desafiar os escritos divinos e trilhar o caminho desta vida como bem querem, sem ter que enfrentar o juízo vindo da própria Palavra de Deus. Não querem submissão às ordens do Senhor; não querem o senhorio de Cristo no viver. Milhares vivem assim hoje, especialmente dentro das igrejas. Fabricam uma vida cristã segundo aquilo que acham e gostam, mas no coração dizem a respeito de Cristo: “Não queremos que Ele reine sobre nós”.
                Maravilhosa e doce é a Palavra de Deus para os corações que amam ao Senhor e Sua bendita revelação. Ele é a riqueza do genuíno crente. Mas ela é uma arma letal apontada contra aqueles que querem viver por caminhos tortuosos e seguindo seus próprios pensamentos. A Palavra de Deus é a própria pessoa de Cristo. Toda Sua história, poesia, profecia, tipos, símbolos, etc, é a linguagem gloriosa do Espírito Santo apresentando aos homens a pessoa bendita do Filho de Deus, aquele que se humilhou e veio a este mundo para buscar e salvar perdidos pecadores. Rebelião contra a autoridade das Escrituras no viver é rebelião contra o Rei da Glória cujo Nome foi exaltado pelo Pai.
                Homens que usam da bíblia para enganar as pessoas como faziam os falsos profetas no Velho Testamento, tais homens tropeçam na Palavra. A Bíblia fala a respeito deles e do triste destino de vergonha eterna que lhes aguarda: “Porei sobre vós perpétuo opróbrio, e eterna vergonha que jamais será esquecida” (Jeremias 23:40). Homens que se disfarçam e aproveitam de alguns versos da bíblia para dizer que são salvos barateando a Graça de Deus por viver uma vida mundana e carnal, eles tropeçam na própria palavra porque ela se volta contra eles dizendo: “... Deus não se deixa escarnecer, pois tudo aquilo que o homem semear isso também ceifará”. (Gálatas 6:7). A Palavra de Deus é um livro revelador que descobre o homem mostrando o que ele é no coração dele.
                Cristo é a Pedra de tropeço para milhares. A verdade é esta. Não querem humilhação, não querem a salvação conquistada na cruz, mas querem continua seguindo o caminho largo em direção à perdição eterna, por isso tropeçam na própria Palavra. Mas a verdade é que milhares têm experimentado a misericórdia de Deus e têm sido erguidos do desespero para achar o doce perdão do Senhor e receber da Graça a força para seguir ao Senhor pelo Caminho estreito que conduz à vida.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

O DEUS DOS HUMILHADOS




“Quando Acabe ouviu estas palavras, rasgou as suas vestes, cobriu-se de pano de saco, e jejuou. Dormia em sacos, e andava humildemente” 1Reis 21:27.

        Inacreditável! Era realmente Acabe? Sim! Ali estava um dos mais perversos reis de Israel em completa humilhação. O anúncio de juízo que viria sobre ele e sobre sua casa levou-o a um estado tal de penúria que chamou a atenção de Deus. Ele havia se associado à sua perversa mulher, Jezabel para cometer um verdadeiro latrocínio, ao ordenar a morte de Nabote e tomar-lhe sua vinha.
        Óbvio, aquela humilhação não significava sua salvação. Aquilo foi momentâneo, porque não demorou muito para que Acabe se erguesse novamente e agisse como faz uma víbora. Foi morto na guerra contra os siros (1Reis 22). Um homem sob um profundo senso de humilhação em nada significa que é uma pessoa salva porque se humilhou. É claro que o caminho para a salvação é o caminho da humilhação, mas a lição que importa para nós no momento é que diante daquela atitude de Acabe Deus prova que é o Deus dos humilhados.
        A primeira verdade a ser aprendida e apreendida é que em toda Escritura Deus revela tal fato aos homens. No caso de Acabe, a fúria de Deus estava sobre aquele homem; a espada da ira de Deus estava pronta para dar-lhe o golpe fatal, mas quando Acabe prostrou-se ao pó perante a mensagem dada pelo profeta Elias a respeito do juízo de Deus, simplesmente Deus retirou sua espada e mostrou Sua terna compaixão em favor daquele homem.
A Sua fúria santa deu lugar à demonstração de um coração terno e compassivo desse Grande Deus. Eis que Ele pergunta para Elias: “Não viste que Acabe se humilha perante mim?...” (verso 29). Aí está o coração de Deus em relação aos homens. Eu vejo hoje os chamados “Shows da fé” em plena exibição no mercado religioso de nossos dias. Mas o espetáculo no meio dos homens que deixa Deus impressionado é o “espetáculo” da humilhação. Deus é o Deus dos humilhados! Davi sabia disso, e quando estava sob sua intensa culpa de pecado buscou e achou esse Deus tão rico em misericórdia (Salmo 51).
A outra lição é que os homens deveriam aproveitar dessa tão sublime e gloriosa verdade. Um só instante de humilhação vale mais do que a vida inteira em rebelião porque pode ser instante de esperança salvadora! Deus salva os quebrantados de coração! Ele está perto de todo aquele que O invoca em verdade!
Homens e mulheres parem de brincar de religião! Parem de viver na tentativa vã de manipular Deus! Aproveitem, caiam ao pó, em desespero! Quem são os homens? Barro! Quem é Deus? O Oleiro! Quão facilmente Ele pode esmigalhar vasos de barro que acham que podem viver continuamente desafiando o Reino dos céus!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

DUAS PODEROSAS PERGUNTAS




“Que homem há, que viva e não veja a morte? Ou que livre a sua alma das garras do sepulcro?”
        O mundo de hoje parece crer que tem obtido resposta para tudo, mas quando depara com a morte e a eternidade a perplexidade entra em cena afirmando a ignorância e inútil labutar do homem neste mundo passageiro.
        A primeira pergunta é como pode o homem escapar da morte? “Que homem há que viva e não veja a morte?...”. Aí está a morte. Ela é a mais poderosa força inimiga dos homens. Ela não olha idade, nem cultura, nem condição social, nem raça. A morte não é comprada, nem tampouco ludibriada, pois está realizando neste mundo seu macabro trabalho de servir ao inferno.
        Outro detalhe, a morte é a mais tangente resposta quanto ao pecado. O salário do pecado é a morte, e quem neste mundo não foi atingido por ela? Não há e nem pode haver alguém que viva e não veja a morte. Por meio do pecado ela atingiu a todos. Ela ri e zomba de todas as tentativas de sobrevivência, ela faz com que tudo nesta vida seja avaliado à luz da eternidade. Após a sua partida deste mundo que diferença fará se você teve carro, ou não; se teve uma bela casa, ou morou num casebre; se comeu filet mignon todos os dias ou apenas arroz e ovo frito.
        O único poder capaz de vencer a morte é a vida, assim como as trevas só podem ser derrotadas com a entrada da luz. Então, a resposta é que não há quem viva e não veja a morte. O que acontece com nossa tão breve existência? Somos aqui ludibriados com os entretenimentos mundanos a fim de que jamais vejamos os perigos eternais que rondam nossa alma. Nossos esforços aqui visam alcançar aquilo que aqui ficará, porquanto nada levaremos.
        A segunda pergunta é como escapar do sepulcro: “... Ou que livre a sua alma das garras do sepulcro?”. A palavra “sepulcro” na linguagem hebraica nem sempre se refere ao lugar onde é depositado o corpo, mas sim o lugar para vai a alma. Deus se ocupa com o destino da alma e não do corpo. E o lugar de uma alma não salva é o Sheol, o terror eterno do inferno (Marcos 9:42-48). Não há poder, nem humano nem angelical capaz de livrar o homem desse destino tão horrendo. Não há oração, dinheiro, penitência, rogo, ou qualquer outra tentativa.
        Damos glória a Deus pelo tão grandioso vencedor, Cristo Jesus. Ele se tornou homem para que provasse a morte por todo homem (Hebreus 2:9). Todos os grandes heróis deste mundo morreram, mas Cristo venceu triunfante e eternamente a morte (Atos 2:23, 24). A morte não pôde reter o Autor da Vida no sepulcro. Também venceu aquele que tinha o poder da morte, o diabo (Hebreus 2:14) e arrancou da horripilante morte sua arma de vitória (1Coríntios 15:54), a fim de que os salvos pudessem ser livres para sempre da tirania da morte eterna.
        Cristo venceu a morte para que aqueles que Ele salva jamais caiam no inferno: “para que não pereçam” (João 3:16). E você, meu amigo, sua esperança está no Filho de Deus agora, arrependendo de seus pecados e crendo Nele como seu Senhor e Salvador. Sendo assim você jamais verá a morte para sempre.