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segunda-feira, 17 de junho de 2019

O CLAMOR DOS ELEITOS (11 de 11)



“Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança. Esperamos pela luz, e eis que há só trevas, esperamos pela claridade, mas andamos na escuridão” (Isaías 59:9-11)
O CLAMOR PELA AUSÊNCIA DE SOCORRO.
        Quero finalizar esta série de mensagens, tratando sobre o clamor dos eleitos. Na salvação o evangelho vem brilhar o caminho que o novo homem em Cristo tem pela frente. Enquanto estiver na escuridão, eis que nada o homem pode ver no que tange as coisas eternas; em todos os detalhes o homem no pecado é um cego; a única luz que  brilha perante seus olhos é vinda do pai da mentira, mostrando um mundo melhor, cheio de esperanças e de felicidades. Vemos essa perspectiva na multidão que nos cerca. Em Efésios Paulo trata sobre isso, chamando de “curso deste mundo”. Todos em Adão nasce nesse curso e são levados a acreditar que não há um paraíso melhor do que este sistema projetado por satanás.
        Na salvação tudo muda, pois o evangelho traz a luz do céu; o evangelho é a mensagem que diz: “Haja luz”! Quando isso ocorre o pecado passa a ver o que jamais viu; a lâmpada acesa da Palavra mostra agora o caminho certo, rumo ao destino certo. A visão do homem no pecado é apenas sonho; a visão da graça no homem salvo é a sólida Rocha onde ele pisa e pode andar. O mundo cria fantasias, vaidades e enche a alma de ilusão. O evangelho, entretanto enche a alma da realidade e sobriedade no viver. A luz do mundo é mentira; a luz do evangelho é realidade; o caminho para o céu é via certa, porque nosso Senhor abriu esse caminho para que os santos pudessem andar por ele.
        Quando brilha a luz do evangelho perante os olhos do perdido, eis que ele encontra a liberdade no andar no novo e vivo caminho. Que confiança há neste sistema mundano? Como podemos confiar no homem? Que divindade nos é mostrada neste sistema de vaidades? O mundo nos outorga documento para trilhar com certeza? O mundo apresenta uma divindade que se revelou? Claro que não! Na salvação é totalmente diferente, pois o caminho que o salvo trilha é de certeza, amor, liberdade, justiça, bondade, disciplina e poder da graça. É fácil trilhar o caminho ímpio deste mundo, porque ele é só descida; a multidão sente a facilidade e é apaixonada por essa avenida de sonhos. No caminho que sobe para o céu é difícil caminhar por ele, mas o crente sincero sabe onde obter graça para seguir firmemente rumo ao céu. O que o salvo não recebe nas orações? O que o salvo busca que não encontra na força da graça. Sempre vejo como os salvos em todo lugar clama ao Senhor dizendo: “Sê tu meu guia Cristo, sou medroso para andar sozinho pela escuridão!”
        No caminho largo rumo ao abismo, os homens não veem qualquer perigo. Mas é totalmente diferente o caminho que os salvos andam, porque agora eles veem que satanás se manifestou, aparecendo ele é, um inimigo de Deus e do povo de Deus. Agora os santos têm a espada do Espírito para ser empunhada no combate contra o mal; agora eles podem lutar pela verdade, justiça e santidade; agora eles se lançam na direção do Senhor em busca de força e poder.
        Finalmente, somente a mensagem do evangelho pode satisfazer os eleitos. Quando os homens são despertados para a verdade, é Deus quem está fazendo isso, ninguém mais pode. Só Deus pode fazer  um Saulo de Tarso cair, para ser erguido na graça; Só Deus pode abrir os olhos do cego, para que ele possa confessar perante os homens: “Eu era cego, mas agora vejo!”. A mentira será sempre mentira, mesmo que venha pintada de verdade. Os eleitos percebem a mentira e fogem dela; os eleitos clamam porque querem conhecer o Deus da salvação. É a solene mensagem da cruz que eles anseiam ouvir, porque sabem que Cristo veio buscar e salvar os perdidos!

quarta-feira, 12 de junho de 2019

O CLAMOR DOS ELEITOS (10 de 11)


                        
“Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança. Esperamos pela luz, e eis que há só trevas, esperamos pela claridade, mas andamos na escuridão” (Isaías 59:9-11)
O CLAMOR PELA AUSÊNCIA DE SOCORRO.
        Os eleitos hão de clamar por socorro: “...Esperamos pela luz, e eis que há só trevas...”. A mais terrível condição de cego é quando a alma não consegue enxergar a verdade. Os homens mundanos estão iludidos, porque fundamentam a vida naquilo que os olhos físicos conseguem enxergar aqui. O Senhor Jesus veio dar visão aos cegos e tal verdade chega em sua plenitude na salvação dos perdidos. Uma jovem senhora estava tomada pelas mentiras, porque por vinte anos frequentava uma seita, mas quando pode ouvir a verdade da tão grande redenção pelo sangue, eis que ela pode confessar que por 20 anos vivia como cega. Os homens realmente começam a ver quando a verdade lhes chega ao íntimo. Às vezes a verdade vem em radiante glória. Foi assim com Saulo de Tarso. Mas com outros pode chegar de forma gradativa. Muitos clamam e até mesmo choram porque querem saber da verdade. Até mesmo alguns crentes vão percebendo a glória da verdade brilhar de forma gradativa no viver. Foi isso o que ocorreu com Davi, após ser confrontado por Natã por causa do seu pecado com Bate-Seba: “Eu nasci na iniquidade e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51:5).
        Também, os eleitos estão à espera da direção certa: “...pelo resplendor, mas andamos em escuridão”. Eis o clamor daqueles que são despertados pelo poder da graça. Logo eles percebem que estão movendo dentro do sepulcro; veem que estão sem qualquer direção. O mundo está em densas trevas espirituais, mas, tais trevas só Deus pode mostrar aos perdidos. Quando a verdade da redenção chega, eis que a verdade chega com clareza e brilha alma. É Deus chegando aos eleitos, a fim de mostrar o amor eterno Dele. Foi assim que Ele se manifestou ao cego de nascença (João 9), porque ao abrir seus olhos físicos, também foram abertos os olhos da alma daquele moço. O texto deixa bem claro que ali estava um homem que queria ver além do véu; que seu interesse estava além desse mundo. Assim que o Senhor Jesus apareceu para ele, imediatamente aquela alma salva se ajoelhou perante o Senhor da glória para adorá-Lo.
        A verdade da cruz é o sublime fato que é entregue aos eleitos. Aos que estão cegos Deus lhes abre os olhos, a fim de que eles vejam, não os horrores das maldições da lei, mas sim o Amado Cordeiro, o qual foi entregue pela nossa redenção. Assim a alma salva pode cantar: “Na redenção firmado estou, meu cativeiro já findou, contente cantarei louvor ao meu glorioso redentor”. Deus revela à alma dos eleitos Seu perdão, purificação e aceitação do pecador em Cristo. Essas novas vêm encher os eleitos da satisfação e felicidade que há em Cristo.
        Meu amigo, é você a alma que agora clama? É você que lá dentro só vê trevas, sem qualquer direção, porque foi surpreendido em saber que estava enganado neste mundo? Eis a mensagem que chega à alma, a mensagem de um Deus compassivo; Ele na eternidade decidiu em Cristo amar um povo,  a fim de salvar esse povo dos seus pecados, por meio do Seu Cordeiro que Ele mesmo o enviou ao mundo. Os eleitos são pessoas achadas por Deus neste mundo. Os eleitos são as almas bem-aventuradas e é nesse desespero que os escolhidos são despertados. Cristo Jesus veio ao mundo lhe buscar, ó amigo! Não é uma notícia maravilhosa e riquíssima? Eis agora o momento tão oportuno para que você seja salvo! Assim, onde você está, confesse ao Senhor seus pecados e creia Nele agora. Ele é fiel e justo para dar o pleno e eterno perdão aos que vão a Ele de todo coração.

terça-feira, 11 de junho de 2019

O CLAMOR DOS ELEITOS (9)


                                     
“Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança. Esperamos pela luz, e eis que há só trevas, esperamos pela claridade, mas andamos na escuridão” (Isaías 59:9-11)
O CLAMOR PELA AUSÊNCIA DE SOCORRO.
        Os eleitos clamam à espera da verdade; suas almas gritam pela verdadeira luz, pois ainda estão em trevas, sem qualquer discernimento. Um missionário conheceu uma tribo na Venezuela, e após anos de aceitação e conhecimento de costumes e língua, ele percebeu que aquele povo vivia anos esperando alguém para falar-lhes a verdade. Notamos isso na vida de Raabe, pois por longos anos aquele mulher esperou consciente de que Deus enviaria alguém para que ela pudesse falar da sua confiança no Deus de Israel e de que ela era uma convertida (Josué 2). Deus preparou o caminho para a chegada até aqueles que clamam pela Sua salvação. Deus mesmo envia Seus emissários para alcançar os perdidos em lugares longínquos.
        Os eleitos sentem a alegria pela chegada da luz; eles reconhecem os que são realmente enviados do céu. Os eleitos percebem quem são os enviados da mentira. Quando Paulo e Silas chegaram a Tessalônica, logo os eleitos foram se convertendo, deixando os seus ídolos, para servir ao Deus vivo e verdadeiro (1 Tessalonicenses 1:9 e 10). Como os homens pregarão a verdade, se não forem enviados? Os falsos mensageiros só trarão maior confusão, pois não levarão a luz aos que estão em trevas. Às vezes o custo é alto para muitos mensageiros do Senhor; alguns chegam para preparar o caminho para a vinda de outros; alguns santos de Deus têm suas vidas sacrificadas, mas o sangue deles serve de tapete vermelho, para a chegada de outros, trazendo grande avivamento. Alguns chegam e, ao acender a lâmpada da verdade, causam grande ira da parte das trevas. O sangue de Estêvão foi derramado; Paulo quase morreu apedrejado e outros enfrentaram prisões, espancamentos e morte, mas o fato é que a verdade prevaleceu e a luz expulsou as trevas.
        Às vezes os mensageiros do Senhor não compreendem o que está acontecendo. Muitos como Elias ficam desanimados em face da reação do povo, porque não há conversões. Mas como o trabalho é do Senhor, muitos frutos não são vistos pelos homens, mas sim por Deus, porque este sabe como separar 7 mil que não se curvam perante baal. Às vezes a realidade da escuridão e do pecado vem com oração e jejum. Muitos cegos não percebem seu estado de cegueira enquanto o Senhor não vem abrir seus olhos (João 9). Às vezes o avivamento tem um alto custo, com muito tempo de luta, jejuns, oração, intercessão e súplica por parte dos fieis. Satanás não se afasta facilmente.
        Nem sempre a luz vem com uma mensagem pregada. Quando o mundo está impregnado de mentiras, essa falsa luz do diabo só é desfeita com persistência e definida posição dos servos do Senhor. Não pode haver timidez no santo encargo de pregar o evangelho. Aquele que desanima facilmente não serve para enfrentar o horroroso exército inimigo. Faraó não há de soltar os escravos dele, a não ser que Deus entre para lidar com esse tirano. Às vezes leva muito tempo, mas é Deus agindo, para que a vitória seja manifestadamente Dele e não dos homens. Qualquer tentativa de nossa parte resultará em confusão e fracasso. Satanás ri de nossos intentos e zomba de nossas invenções. Ele só foge quando o Senhor entra para expulsá-lo.
        Os eleitos continuam a clamar e enquanto a porta da graça estiver aberta, nós que fomos arrancados das trevas, devemos invadir o território de satanás. Fazemos isso com oração, com bom testemunho; outros entrar com a  pregação e por aqueles que Deus abriu a boca para que eles preguem, necessário é que ajuntemos em oração, para que eles sejam destemidos e corajosos na entrega da verdade.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

O CLAMOR DOS ELEITOS (8)


                           
“Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança. Esperamos pela luz, e eis que há só trevas, esperamos pela claridade, mas andamos na escuridão” (Isaías 59:9-11)
O CLAMOR PELA SUA CONDIÇÃO DE POBREZA ESPIRITUAL: “Pelo que a justiça está longe de nós, e a retidão não nos alcança”
        Humildade, sinceridade e confissão fazem parte dos eleitos. Quando tombou ante o fulgor da luz que se emanou da glória de Cristo, eis que o velho Saulo de Tarso tombou; seu ego foi atingido em cheio e o velho inimigo, o velho Adão morreu ali. O poderoso chamado da irresistível graça resulta num viver humilde; a glória da salvação é dada somente a Cristo e o salvo há de compreender que fora chamado da miséria para o alto posto de herdeiro de Deus. Homens que jamais viram sua condição miserável, a ponto de clamar: “...a justiça está longe de nós e a retidão não nos alcança”, realmente desconhecem o real significado da salvação bíblica. Na salvação bíblica toda justiça própria tem que ser queimada, pois ela tem um cheiro abominável perante Deus. Quando Deus implanta justiça perfeita, o que é imperfeito tem que ser arrancado.
        Quando um eleito é salvo, ele passa a viver como um santo vive, mesmo consciente de suas imperfeições vistas ainda na carne. O arrogante não consegue viver em santidade. Ele pode operar estilo de vida firmado em regras de homens; ele poderá ser zeloso quanto aos costumes de sua religião, mas não consegue ser santo, conforme a santidade de Deus vista nos salvos. O que é santidade? Não passa de ser a glória da tão grande salvação, mostrada no viver simples, humilde e obediente do crente enquanto aqui vive. Falsa salvação resulta em falsa paz e falsa paz resulta em hipocrisia no viver. Em Romanos 8 Paulo afirma categoricamente que a natureza carnal não pode agradar a Deus e toda tentativa é vã. A natureza carnal é corrompida, e aliada ao mundo ela se mostrará completamente inimiga de Deus. Os crentes sinceros sabem disso, por essa razão lutam, clamam e combatem contra essa infame atividade carnal que opera neles. Na natureza carnal todas as infâmias do pecado aparecem, como se fossem leões ansiando por carne, por isso os crentes devem ficar prevenidos; seus corações devem estar abarrotados da palavra de Deus, a fim de vencer a batalha diária e conquistarem plena vitória contra o mal.
        Os eleitos, aqueles que estão à procura da verdade salvadora, eles sabem disso no íntimo. Eles reconhecem a derrota deles; eles sabem o quanto são escravos do pecado; eles estão cheios dessa confissão de que nada são aqui; confessam no coração que quebraram a lei de Deus, que ofenderam ao Senhor no viver; confessam que realmente são dignos do inferno e da poderosa ira de Deus. Os eleitos não querem brincar de religião; não querem ser domados pela infâmia e mentira dos falsos mestres; eles não tentam manobrar Deus com argumentos de sofismas. Na alma eles clamam a Deus, vendo o quanto são imperfeitos aqui e que não há quem possa tirar-lhes dessa vil condição onde o pecado lhes colocou.
        Os eleitos são assim. São eles os pecadores pelos quais Cristo morreu. Muitos estão lendo suas bíblias em casa, mas não há quem possa lhes explicar. O eunuco não podia entender a passagem de Isaías 53, até que Filipe assentou-se ao seu lado e pode mostrar-lhe Jesus o Salvador e foi ali que ele creu de coração (Atos 8). Muitos eleitos são cravejados instantaneamente pela mensagem do evangelho, e logo eles caem em si, reconhecendo a pura idiotice do viver. Eles estão cercados pela radiante luz da misericórdia; a poderosa mão de Deus está estendida, para alcançar Seu povo escolhido e o Senhor não perde nenhum deles.
        Talvez tenha alguém que está lendo esses escritos meus e tenha seu coração agora tocado pela maravilhosa graça. Pode ser este o momento de uma tão grande salvação!

quinta-feira, 6 de junho de 2019

O CLAMOR DOS ELEITOS (7)


                                   
“Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança. Esperamos pela luz, e eis que há só trevas, esperamos pela claridade, mas andamos na escuridão” (Isaías 59:9-11)
O CLAMOR PELA SUA CONDIÇÃO DE POBREZA ESPIRITUAL: “Pelo que a justiça está longe de nós, e a retidão não nos alcança”
        Outra lição aparece no tocante ao clamor dos eleitos, é que eles veem a vida de retidão aqui como algo impossível: “...e a retidão não nos alcança”. A alma que clama por salvação, que se vê perdida, nada vê de justiça em si mesma; ela olha para si e só sua própria tortuosidade e incapacidade de alcançar as perfeições de Deus. Ela tenta de todos os meios, chega a frequentar religiões, coloca-se sob as instruções dos homens, mas sempre se depara com a impossibilidade da retidão. Sua alma é vista sempre direcionada por caminhos tortos. Ela olha a lei de Deus como sendo perfeita lei e declara-se a si mesma como maldita, porque quebrou a lei. Todos os esforços religiosos e toda tentativa para moralizar seu viver aqui não passam de pretensões inúteis. Por essa razão os perdidos clamam, dizendo que é impossível.
        Os eleitos (ou perdidos) não estão procurando viver em santidade; eles não querem ser hipócritas; não querem agir com falsidade. Na visão dos eleitos só há escuridão, pois não veem qualquer escape. Foi assim com Abel, porque ao ter consciência de sua condição, eis que a tristeza ocupou seu viver e não descansou até que achou o caminho de escape, mediante o sangue do cordeiro (Gênesis 4). Os eleitos não tentam “empurrar com a barriga”. Quando eles são despertados pelo poder da graça, logo eles se asseguram que estavam enganados, iludidos pelas artimanhas dos homens, por aqueles que são usados por satanás no propósito de prender as almas em seus embustes religiosos. Os não eleitos tentam ser o que não podem ser; fazem de tudo para serem, religiosamente falando, os melhores aqui. Eles utilizam um tipo de vestes religiosas, costumes religiosos, linguagem religiosa, etc. na tentativa de encobrir a situação agravante de seus corações, mas é inútil, porque a vida é tortuosa. O mundo está lá dentro, os vícios lhes convidam; os prazeres lhes chamam, o amor às riquezas lhes e seus ídolos lhes fascinam com promessas ilusórias.
        As almas que são despertadas por Deus logo veem que diante do Senhor são pobres e miseráveis. Mesmo que por foram sejam ricas, com todo conforto material aqui, os eleitos reconhecem que diante de Deus são mendigos espirituais. Eles são chamados pelo Senhor de “Pobres de espírito” (Mateus 5:2). Esse é o verdadeiro estado de pobreza, visto por Deus. Essa é a verdadeira humildade que Deus exalta; essa é a mão que realmente está vazia, solicitando da parte de Deus aquilo que de fato vale a pena ter. Humildade, sinceridade e confissão fazem parte dos eleitos. Com seus olhos abertos pela graça eles veem realidades eternas. Debaixo dos seus pés eles percebem que o abismo está escancarado e que facilmente poderão cair no terror eterno. Acima deles está a glória celestial e eles não acham ninguém aqui neste mundo que poderá lhes levar a Deus. Por essa razão os eleitos clamam por salvação.
        Já mencionei tanto Saulo de Tarso, mas vale a pena usar a vida desse homem como ilustração daquilo que aqui tento mostrar aos meus leitores. Saulo foi esmagado, por assim dizer, diante da luz que veio da glória de Cristo. A luz do sol não passou de lamparina ante o facho de luz que partiu do santuário celestial. Os eleitos perguntarão com Saulo: “Quem és tu Senhor?”. Os perdidos dirão com Isaías: “Ai de mim, vou perecer!”. A alegria da salvação vem quando os eleitos percebem a glória do Salvador; quando eles sabem acerca Daquele que veio ao mundo buscar pecadores. Eles são descobertos pelo evangelho. Quando Jesus deixou a casa de Zaqueu, um coração ficou ali tomado de prazer, porque o Senhor passou a habitar na vida de alguém que Ele mesmo salvou.

terça-feira, 4 de junho de 2019

O CLAMOR DOS ELEITOS (6)


                         
“Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança. Esperamos pela luz, e eis que há só trevas, esperamos pela claridade, mas andamos na escuridão” (Isaías 59:9-11)
O CLAMOR PELA SUA CONDIÇÃO DE POBREZA ESPIRITUAL: “Pelo que a justiça está longe de nós, e a retidão não nos alcança”
        Os eleitos clamam, devido sua condição de pobreza espiritual. Eles veem que estão em falta em relação a Deus; eles sabem o quanto é imensamente grande a dívida que têm contra Deus e a falta de paz traz terrível aridez em suas almas. Quando devemos a alguém, a falta de paz vai manifestar-se em relação àquela pessoa. É triste ver como a multidão acha que está tudo bem! Satanás disseminou mentiras religiosas na mente e nas emoções todos em relação a Deus e tais mentiras resultaram numa miserável falsa paz. Mas não é assim com os eleitos, porque quando são despertados para buscar a salvação, eles logo veem a condição individual na balança de justiça divina. Por mais religioso que for, o homem despertado por Deus tem seu coração rasgado perante o Santo e Sublime Senhor. Não foi assim com Isaías? Tudo ia aparentemente bem com aquele moço, mas quando pode ver a glória de Deus, imediatamente seu conceito de vida foi desmoronado, e quando viu sua miséria e culpa, eis que pode presenciar o inferno aberto perante ele: “Ai de mim! Vou perecer”
        Os eleitos clamam porque percebem que não há paz sem justiça. E onde achar tal justiça? Não é achada neles! Eles veem que não pode pagar a Deus o resgate de suas almas; eles sabem que se morrer, certamente cairão no castigo eterno. Por essa razão os eleitos clamam; eles sentem seus pecados, veem sua perdição e o merecido castigo escancarado perante seus olhos. Os pecadores por quem Cristo morreu são pessoas humilhadas diante da verdade. Eles dizem: “...a justiça está longe de nós...”. Eles já olharam para todos os lados e não viram qualquer lugar de escape, por isso clamam: “Quem nos poderá salvar?”. A luta do homem no pecado é para provar que Deus está errado; eles argumentam em palavras e em obras que há justiça neles; que são bondosos, fazem caridade, têm Deus no coração e que merecem um lugar de descanso após a morte. O que a palavra de Deus diz não tem qualquer valor na mente do homem no pecado, pois no íntimo declaram que Deus é mentiroso e que eles têm a verdade.
        Desconhecendo a Deus, eis que os homens no pecado acham que seus pensamentos, suas ideias e palavras superam tudo o que Deus diz. As Escrituras não têm valor de documento, porque para eles, suas mentiras são vistas como reais documentos. O Deus santo, entretanto vê as obras deles como trapos; declara que os pensamentos deles não são Seus pensamentos. Eles seguem seus caminhos achando que estão limpos, quando Deus os intitulam de “imundos”; acham que detêm a verdade, enquanto Deus os chama de “mentirosos”; seguem arrogantes, pensando que estão indo na direção da felicidade, quando realmente estão sendo levados ao matadouro. É triste ver a situação dos homens, na tentativa de exibir a justiça própria, mas o que eles fazem é usar uma balança errada. Ao invés de pesar na balança divina, eles utilizam as balanças dos homens aqui.
        Quanta diferença com o que passa no íntimo dos eleitos! O chamado da graça eficaz faz com que eles passem a ver. Eram cegos, mas agora veem que estão perdidos. Por essa razão eles clamam e confessam a condição deles, exatamente de acordo com o que a Bíblia diz. Quando o ladrão na cruz foi despertado, não demorou para que ele mesmo condenasse a si mesmo, dizendo que merecia o castigo; ele viu sua perdição, mas pode contemplar o escape, porque o Salvador bendito estava ali perante ele. Era o momento certo para escapar da condenação. Ele não olhava o mundo, ele via o inferno aceso lá embaixo, mas viu a esperança do Paraíso, por isso clamou para o Braço forte do Redentor.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

O CLAMOR DOS ELEITOS (5)


                      
“Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança. Esperamos pela luz, e eis que há só trevas, esperamos pela claridade, mas andamos na escuridão” (Isaías 59:9-11)
O CLAMOR PELA SUA CONDIÇÃO DE POBREZA ESPIRITUAL: “Pelo que a justiça está longe de nós, e a retidão não nos alcança”
       Quando os eleitos clamam é porque eles veem a si mesmos sem a justiça perfeita de Deus. A balança daqui não tem validade para eles; eles podem ser pessoas boas, honestas, trabalhadoras e até mesmo admiradas no mundo; podem até mesmo ser pessoas religiosas, educadas, cultas, etc. Mas nada disso terá qualquer valor quando elas se veem perante a perfeição da justiça divina. O mundo avalia tudo pelo sistema de justiça humana, mas tal justiça se ergue num movimento de perseguição quando está diante da justiça de Cristo. Quando condenaram Barrabás, o mundo estava mostrando sua justiça, mas ao deparar com o Justo Filho de Deus, rapidamente livraram um criminoso e incriminaram um inocente.
       O mundo age assim, mas quando os eleitos são despertados, eles logo percebem que o problema deles está no coração e não por fora; o problema deles é visto por Deus e não por vizinho, amigos, parentes ou religiosos. O mundo premia o melhor que o mundo pode produzir, mas há de atacar aquilo que Deus exibe através dos salvos. Os salvos não atacam a justiça do mundo, eles simplesmente a ignoram, porque sabem que não tem qualquer valor perante os olhos de Deus. O melhor daqui está sob total fracasso e é envenenado pelo pecado. O mundo não consegue segurar o que acha ser melhor. A corrupção aparece para destruir tudo, porque o fundamento é errado e não pode suportar as pressões que surgem.
       Os eleitos também percebem que a ausência de justiça há de produzir falta de paz no íntimo. A equação é esta: Falta de justiça é igual falta de paz. Não há como edificar a vida nesse ambiente de guerra no coração. Sem a paz que vem numa alma reconciliada com Deus, ali há ausência de “chuvas de bênçãos”. Um homem sem paz tem sua alma ressequida, devido a ausência de fruto ali. Um homem que ainda não foi justificado está em constante tiroteio contra Deus, porque ele luta para tentar inutilmente implantar sua vida aqui num clima infernal, num ambiente sem um alicerce sólido. Ele está como que, querendo dizer que pode fazer tudo aqui sem Deus; que pode prevalecer, cuidar da família, viver bem, ter alegria, ser feliz, tudo isso sem a liderança de Deus e de Sua Palavra no viver.
       No caso dos eleitos, eles percebem essas coisas no íntimo, por isso dar-se o início ao clamor em seus corações; por isso eles sentem a infelicidade no íntimo; por isso nada mais satisfaz seus pobres corações; por isso eles contemplam a si mesmos como sendo pessoas que foram pesadas na perfeita balança divina, e foram achadas em falta. Eles não estão buscando paz consigo mesmo; não estão interessados naquilo que o mundo pensa. Eles querem achar a paz com Deus. Eles se veem culpados, merecedores do castigo eterno; eles se veem incapazes de pagar o terrível débito, por isso se humilham, como que clamando: “Quem me poderá salvar?”; “Quem pode tirar minhas culpas e perdoar meus terríveis débitos?”
       Ora, nós sabemos sim, que quando devemos a alguém, seremos considerados devedores, até que paguemos. A dívida dos eleitos eles sabem bem que não é mera dívida, como temos aqui quando devemos aos homens. A dívida dos eleitos é contra Deus. Eles percebem que tal dívida é tanta, que não tem como pagá-la. Se forem atirados à prisão eterna a sentença deles será eterna. Essas verdades vêm aos corações daquelas almas que neste mundo são despertadas por Deus, a fim de achar a salvação que há somente no Justo Filho de Deus.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

O CLAMOR DOS ELEITOS (4)



“Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança. Esperamos pela luz, e eis que há só trevas, esperamos pela claridade, mas andamos na escuridão” (Isaías 59:9-11)
O CLAMOR PELA SUA CONDIÇÃO DE POBREZA ESPIRITUAL: “Pelo que a justiça está longe de nós, e a retidão não nos alcança”
        Examinemos de perto o texto de Isaías, a fim de sabermos o que realmente significa o clamor dos eleitos. Se não houver uma chamada irresistível da parte de Deus, é impossível para que os homens no pecado queiram a salvação. A atitude dos eleitos é algo maravilhoso realizado pela graça; são homens e mulheres despertados do estado de morte e vendo que a situação deles é grave. Quero enfatizar o estado pecaminoso do homem, a fim de mostrar as maravilhas que acontecem naqueles que pela graça são despertados.
        A tortuosidade é vista na alma: Quando a alma é torta, a maneira de viver será torta. Não esperamos que uma religião há de mudar o homem. Pode aparecer uma mudança na aparência, em alguns costumes, etc. mas não no coração. A hostilidade do homem é contra Deus, e não contra uma religião. Saulo se sentia bem entre os fariseus e foi longe em tudo o que um homem pode religiosamente fazer. Mas seus esforços foram vistos como pleno fracasso após sua conversão. Nicodemos podia ser um mestre em Israel, mas não passava de ignorante no tocante às realidades eternas. Não há poder aqui que consiga endireitar uma alma torta em relação a Deus. Os bons costumes aqui podem ser uteis para o mundo, mas em nada servem para serem aceitos por Deus.
        Os homens manifestam a tortuosidade da alma por fora, numa atitude de soberba e em plena disposição de guerra contra Deus. O texto de Habacuque deixa isso claro: “Eis o soberbo...”. O ódio de alguém contra Deus é mostrado na atitude mais terrível em relação a Deus – na soberba. A soberba é a atitude de andar sem Deus aqui; é o homem declarando que não precisa do Senhor, da Sua palavra, de Sua liderança e pastoreio. A soberba é o homem mostrando ser um leão em suas atitude; achando no íntimo que há de andar em seus pecados, sem nada temer.
        Notemos bem que no caso dos eleitos, eles percebem logo o engano do pecado no íntimo; que a situação deles é miseravelmente digna de dó, por isso clamam por um livramento. Notamos isso no caso dos dois ladrões. Um deles sentia os horrores da crucificação, via o Salvador presente ali, mas permaneceu no mesmo estado que estava quando sentia liberdade para roubar. O outro – um eleito – quando percebeu pela graça que o Salvador estava ali presente, pode então clamar pela sua salvação e entrada no reino.
        Sabemos também, que os homens vivem tentando se justificar. A maior luta do evangelho bendito é despir o homem de toda justiça própria. No pecado os homens não percebem que toda sua justiça é vista por Deus com trapo de imundície. Para eles suas obras são cheias de perfumes e dos encantos fabricados pela religião da carne. Mas não é o caso dos eleitos, porque estes estão dizendo no íntimo: “...a justiça não nos alcança”. Quando Deus faz a cirurgia da graça, abrindo os olhos dos pecadores, a reação deles é imediata, porque desconhecem que nada têm, que nada podem fazer para Deus, que são culpados e indignos perante o Deus santo.
        Que o Senhor em Sua compaixão venha em Sua graça derramar favores maravilhosos a esta geração tão arrogante e corrompida. A nova era que não passa de ser plano destruidor de satanás tem fomentado ainda mais a soberba do homem. Nossa geração precisa conhecer o Deus da Bíblia, a glória Dele, quem é o Salvador enviado do céu. Que novos pregadores sejam erguidos, a fim de falar das grandezas dessa tão grande salvação enviada aos pecadores no mundo inteiro.

terça-feira, 28 de maio de 2019

O CLAMOR DOS ELEITOS (3)



“Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança. Esperamos pela luz, e eis que há só trevas, esperamos pela claridade, mas andamos na escuridão” (Isaías 59:9-11)
O CLAMOR PELA SUA CONDIÇÃO DE POBREZA ESPIRITUAL: “Pelo que a justiça está longe de nós, e a retidão não nos alcança”
        Estou me esforçando em mostrar nessa incrível revelação de Deus o quanto os eleitos são mostrados por Deus em sua condição miserável. Deus tem em mira alcançar os pecadores - Seu povo eleito - e eles são vistos na visão de Deus dessa forma, conforme descreve o Espírito Santo em Isaías 59. Veremos agora o quanto eles clamam pela condição de pobreza espiritual. É bom destacar essa verdade, porque em toda Escritura vemos Deus mostrando a condição do homem sempre no coração e não na aparência, conforme o mundo gosta e aprecia. No texto acima não vemos os pecadores gritando e invocando a Deus por causa de bens mundanos, de comida, roupa e outras coisas. Eles estão afirmando que há ausência de juízo e de justiça.
        O que é o pecado? É injustiça! Todo e qualquer ato pecaminoso é a clara manifestação de injustiça contra Deus e contra o próximo. Tudo o que se volta contra Deus, Sua santidade e Sua glória, fatalmente acarretará em prejuízo ao próximo. É impossível desonrar a Deus, sem desonrar os seres humanos que estão ao nosso derredor. Então, é necessário que olhemos os homens do ponto de vista de Deus e não do nosso ponto de vista. É necessário que esse véu da aparência seja rasgado, para que, pela fé vejamos como Deus encara o homem. Tomemos por exemplo o conhecido texto de Habacuque 2:4: “Eis o soberbo, sua alma não é reta nele...”. É um texto conhecido porque sempre o menciono aqui em minhas mensagens. Notemos bem como Deus vê o homem. Ele o vê na alma: “Eis o soberbo, sua alma não é reta nele...”. Os homens no pecado são mostrados na alma, como Deus colocou Seu prumo e viu-a como torta: “...sua alma não é reta...”.
        O que é que falta no homem? Falta comida, casa, roupa, saúde, dinheiro e outras coisas tão buscadas aqui? Claro que não! Essas coisas são vistas do nosso ponto de vista humano e terreno. Mas quando considerarmos o que Deus fala, logo veremos como a visão de Deus toca exatamente naquilo que é eterno – na alma. Ora, os homens jamais verão sua condição conforme Deus a mostra. Eles seguirão até à morte, seguindo as esperanças de um mundo melhor aqui, e mesmo que a morte chegue, ele ainda espera que haverá um descanso melhor para si. Mas os eleitos não veem as coisas dessa maneira. Os eleitos são almas descobertas por Deus; são pessoas que sentem sua miséria no coração; a luz do céu entrou no coração e está movendo suas vidas numa terrível falta de paz; eles veem a realidade da vida, como Deus mostra; a luz que brilha em torno dele é a luz que emana da compaixão de Deus.
        Outro detalhe na vida dos eleitos é que eles não veem nenhum socorro aqui; para eles não há esperança neste mundo. Os eleitos estão realmente perdidos; para eles a luz do mundo não serve; o serviço terreno não tem qualquer valia; as respostas daqui são atiradas ao desprezo. Eles não buscam solução na comida, na festa, na religião, na convivência, no conforto mundano, etc. O mundo luta por essas coisas; todo esforço deste mundo visa o conforto terreno e do corpo. Mas os eleitos querem Deus! Eles buscam um socorro que não é achado aqui. Eles realmente sentem a verdadeira miséria.
        Pode bem ser que haja almas nessa condição; que haja pecadores nessa incessante busca por coisas eternas. É sinal que a porta da misericórdia está aberta; que os olhos do Senhor e Salvador está chamando pecadores ao arrependimento e que Sua graça está vivificando pecadores, a fim de trazê-las à salvação eterna. “No céu, na terra, que maravilha! Está operando o poder do Senhor!”     


sexta-feira, 24 de maio de 2019

O CLAMOR DOS ELEITOS (2)


         
“Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança. Esperamos pela luz, e eis que há só trevas, esperamos pela claridade, mas andamos na escuridão” (Isaías 59:9-11)
O CLAMOR PELA SUA CONDIÇÃO DE POBREZA ESPIRITUAL: “Pelo que a justiça está longe de nós, e a retidão não nos alcança”
        A verdade mais significativa a respeito desse povo eleito é que eles aparecem nas Escrituras, todos juntos, numa linguagem só, mesmo antes da conversão. É o que vemos neste impressionante cap. 59 de Isaías. Deus está mostrando a nós que é impossível haver pecadores arrependidos se não for pela eleição divina. Mas também o texto é de particular elucidação a respeito do que significa o arrependimento genuíno, visto somente em corações tocados pelo Espírito de Deus. Então, é meu serviço ajudar meus leitores no conhecimento dessa verdade. Notemos bem no texto que essa disposição dos eleitos é vista coletivamente. Todos eles confessam a mesma coisa e anelam a mesma salvação, e isso é visto nos pronomes possessivos “nossos” e pessoais “nós”. Notemos que em Isaías 53 os eleitos juntos confessam que a situação deles é a mesma e que a morte de Cristo foi para salvá-los. Sigamos agora os ensinos que aparecem perante nossos olhos nessa maravilhosa passagem.
         A primeira lição nos mostra a triste condição de injustiça interior: “...pela justiça e ela está longe de nós, e a retidão não nos alcança...”. Eis a situação dos perdidos, mostrada por Deus. Os eleitos de Deus, os que ainda não foram chamados pela graça da salvação estão nessa real condição. Cristo veio buscar os perdidos (Lucas 19:10) e Isaías 59 está apresentando esses perdidos. Os perdidos são diferentes ao contemplar a situação deles aqui. Eles veem a condição deles à luz da justiça perfeita de Deus; eles percebem que estão longe da justiça e que a justiça está longe deles. Tal verdade mostra a diferença com os outros, porque os homens erigidos pelo orgulho do pecado sempre estão vendo a eles mesmos carregados de justiça própria; eles sempre estão erigindo um altar religioso, em prol deles mesmos. Mas não é esse o caso dos eleitos de Deus, pois eles olham para si e encaram ao derredor e tudo é visto sem qualquer sinal de perfeita justiça. Por isso que eles são chamados de “perdidos”.
        Ora, o que é o pecado? É injustiça tanto horizontal como vertical. Pecado é não dar a Deus a glória devida somente a Ele e como resultado, não dará aos homens o tratamento conforme a justiça perfeita de Deus exige. O mundo vive de bondade, mas não de justiça, mas fora da justiça perfeita, eis que tudo aqui é manchado do pecado. Os eleitos percebem isso e não se contenta mais com o mundo; vê escuridão ao derredor e busca saída. É claro que essa condição só é vista pelos eleitos quando Deus lhes mostra. O alvo do pecado é manter Deus do lado de fora; o pecado cancela a visão da alma, enche a mente de escuridão e transtorna as emoções. Sem a justiça perfeita de Deus no homem, nada consegue funcionar direito e até mesmo os atos de aparente bondade, humanidade e fraternidade estão sujeitos à ruina, vergonha e decepção.
        O que quero dizer é que se a alma estiver torta, tudo por fora será tortuoso; tudo por fora se torna inconfiável; o mundo será sempre mutável em todos os aspectos, porque é impossível confiar no homem, enquanto ele estiver no pecado. O ambiente que parece realçar felicidade, logo é manchado com vergonha e dor; a felicidade é transformada em tristeza e decepção; a segurança é dissipada, dando lugar ao medo e angústia. Não há como estabelecer a vida onde não existe alicerce firme e seguro da justiça. E quando tudo parece indicar que há vitória no pecado, logo tudo é dissipado pela presença da verdade do evangelho. Tudo para Saulo de Tarso era belo, bonito e certo, mas quando despontou a glória do Cristo ressuscitado, por meio da pregação, eis que tudo foi mudado em ódio e implacável perseguição contra Deus: “E sereis perseguidos por causa da justiça”.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

O CLAMOR DOS ELEITOS (1)


                                      
“Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança. Esperamos pela luz, e eis que há só trevas, esperamos pela claridade, mas andamos na escuridão” (Isaías 59:9-11)
INTRODUÇÃO:      
        Prezado leitor, mais uma vez posso entrar nesse capítulo tão cheio de emoções e mistério. Minha intenção é mostrar a todos o verdadeiro significado da salvação bíblica. A bíblia inteira é uma exposição dessa mensagem dirigida aos homens, por isso não podemos distanciar desse assunto. Cada vez mais estou convencido que a maior luta do diabo neste mundo é manter os homens distanciados desse tema; à cada dia vejo como o meio evangélico tem inventado novos meios para apresentar a mensagem ao mundo. O resultado está aí, perante nossos olhos, a tremenda apostasia e ausência do temor do Senhor. A bíblia não mudou e Deus jamais há de mudar aquilo que Ele mesmo planejou e documentou, para que a mensagem de salvação fosse enviada ao mundo.
        Não é meu interesse mostrar o que está acontecendo no mundo atualmente. Quero voltar-me à Palavra de Deus; quero que aqueles que amam ao Senhor se deliciem com a verdade já registrada e entregue a nós. Devemos saber que Deus já sabe de tudo; que Ele não é pego de surpresa com o que acontece neste mundo e que todos os Seus eleitos já são conhecidos Dele, desde a eternidade. Em Isaías Ele mesmo disse que chamaria as gerações à existência e assim alcançaria Seus eleitos durante os séculos, porque eles estão perante Seus olhos. Para isso temos o livro de Isaías em nossas mãos e temos sim especialmente o capítulo 59. Nesta série de mensagens desejo mostrar o que está realmente acontecendo neste mundo, e como os eleitos estão por todos os lados.
        Voltemos um pouco mais ao capítulo inteiro. Já pude escrever um anteriormente sobre os versos de 1 a 8. Eles mostram o que podemos esperar dos homens no pecado. Na realidade temos em Isaías uma exposição da depravação total, um tema tão importante, porque é ele que vai exaltar a soberania de Deus na salvação dos perdidos. Em Isaías os eleitos são vistos assim; não são eles em nada diferentes dos outros; são todos caídos em Adão, sem qualquer justiça que possa leva-los a escapar da punição eterna e sem qualquer possibilidade neles mesmos de ir para o céu. O texto não deixa de mostrar o que eles são no íntimo o que não podem produzir nada de bom, nada que agrada a Deus nem tampouco útil ao seu próximo.
        Certamente, nada há no texto que chame a atenção de mais leitores. Não é algo em nada atrativo à natureza pecaminosa, mas é a pura realidade a nosso respeito, vista e mostrada por Deus a meu respeito e a respeito de todos os homens em Adão. Sabemos que Deus tem Seu povo, Suas ovelhas, o remanescente, os pequeninos, etc. Mas onde eles estão? Os eleitos não têm essa marca na testa, nem nas costas, nem nas mãos. Só podemos descobri-los mediante a  pregação do evangelho. E quando olhamos Isaías 59, é como se Deus estivesse passando o filme a respeito deles. É numa situação dessa de desespero que Deus traz a lume a verdade acerca daqueles que Ele em Cristo os amou, antes da fundação do mundo. Aliás, em toda extensão das Escrituras vemos Deus comunicando a nós o fato que Ele tem um povo escolhido, um povo conhecido de antemão.
        Notemos bem a linguagem bíblica, especialmente no Velho Testamento: Eles são chamados de “O remanescente” (Isaías 1), de “O toco” Isaías 6, de “Meus eleitos” (Isaías 65), de “Meu particular tesouro (Malaquias 4), etc. Claro que tem muito mais acerca desse povo tão amado na eternidade e buscado durante os anos. Tudo foi criado no mundo para que Deus mostre o espetáculo da graça na tão grande salvação. Que amemos esse tema; que nossos corações venham a encher de júbilo, porque nós éramos assim, mas a graça nos alcançou.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A MARAVILHOSA IGREJA DE CRISTO IV (11 de 11)


                                                        IGREJA TRIUNFANTE
“Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, pura como o sol e formidável como o exército com bandeiras?” (Cantares 6:10).
ELA É TRIUFANTE  EM SUA IDENTIFICAÇÃO “...como um exército com bandeiras”.
        A igreja também, como um exército com bandeiras mostra o quanto ela está revestida de segurança neste mundo. Em Cantares 2:4 ela declara: “Sua bandeira sobre mim é o amor”. Isso mostra o quanto a igreja está sob a proteção daquele que um dia veio ao mundo por causa da sua igreja. A igreja nunca será deixada e abandonada; ela está coberta para sempre de um amor eterno. A igreja não teme mais o inferno, porque ela está livre desse destino aterrorizante para sempre. Muitos são aqueles que creem que há pecado que pode levar um crente a abandonar Deus, ou mesmo fazer com que Deus o abandone. Mas quanta mentira! Em Romanos 8 Paulo deixa claro que nada há que possa nos afastar do amor de Deus que está em Cristo Jesus.
        É fato que são muitos os enganados, os falsos crentes. Esses não pertencem à igreja, porque jamais foram salvos. O fato que alguém tem nome no rol de membros de uma igreja, não significa que pertence a igreja de Deus. Posição, trabalhos religiosos, etc. nada disso dá direito ao reino dos céus. É somente pelo sangue remidor que um pecador pode ser aceito, caso contrário está perdido e será banido da presença de Deus para sempre. Os verdadeiros crentes são humildes e reconhecem que foram abraçados pela misericórdia de Deus. Os salvos sabem bem que estão cobertos e seguros no amor de Cristo porque Deus usou de compaixão com suas vidas, por essa razão estão sempre em oração e na santa dependência de Deus.
        Também, esse “exército com bandeiras” indica que está envolvido em guerra neste mundo. A igreja não está aqui para descanso; não peregrina neste mundo buscando repouso aqui mesmo. A igreja sabe o quanto é feroz a batalha contra a carne, o mundo e o diabo. O cristianismo moderno desconhece essa verdade, porque nada dos distintivos da graça. A igreja moderna pertence ao mundo, por isso vive buscando sucesso aqui. A igreja do Senhor, entretanto está envolvida na verdade, luta em santidade e busca a glória do Senhor aqui. O traje dos santos é rubricado com o nome de “justos”, por essa razão o mundo persegue a igreja incansavelmente. E quanto mais os dias vão passando, mais cercada a igreja será. Satanás anela varrer deste mundo toda verdade revelada. Ele quer estabelecer seu reinado antiDeus; ele quer alcançar seu ideal de ser igual a Deus. Certamente ele está iludido no coração, porque o próprio pecado o ilude.
        Para encerrar meus breves comentários, surge a pergunta do próprio texto: “Quem é esta?”. É a maravilhosa igreja de Cristo. Ela é forte, mas sua força é diferente daquilo que o mundo pensa. Ela é forte especialmente quando ela é fraca. Ela é vitoriosa, mas essa vitória transparece numa aparente derrota. Ela é rica, mas sua riqueza aqui manifesta quando ela está sofrendo pobreza. Ela é feliz, mas sua felicidade brilha quando ela está sendo perseguida e ultrajada. Ela sobe às alturas, mas isso acontece somente quando ela desce em oração e humilhação. Ela ganha, mas só quando parece que está perdendo e ela é aperfeiçoada na experiência da morte.
        Eis aí a santa igreja do Senhor! Quem pode descrevê-la? Bem-aventurados aqueles que fazem parte dela, porque ela é formada por genuínos e sinceros crentes. E a verdade é que ela está em formação aqui. Ainda o Senhor pela graça está chamando pecadores ao arrependimento; ainda a mensagem do evangelho está sendo pregada e o Espírito Santo tem derramado sua obra de arrependimento e vivificação. Mas um dia a porta da graça fechará e então a igreja subirá: bela, imponente e gloriosa! Um dia acontecerá o mais maravilhosa festa  que abalará todo universo, quando Deus há de apresentar aquela que foi comprada com o sangue do Filho.













quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A MARAVILHOSA IGREJA DE CRISTO IV (10)


                                                        IGREJA TRIUNFANTE
“Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, pura como o sol e formidável como o exército com bandeiras?” (Cantares 6:10).
ELA É TRIUFANTE  EM SUA IDENTIFICAÇÃO “...como um exército com bandeiras”.
        A igreja como um exército com bandeiras, também mostra a mensagem que para anunciar ao mundo. A igreja é detentora da pura e verdadeira mensagem de salvação. O mundo cheio de mentiras proclama outras mensagens religiosas, e muitas delas parecem com o evangelho, mas quando são comparadas à luz das Escrituras, logo percebe que não são iguais à mensagem pregada por Paulo e por outros servos fieis. A mensagem que a igreja tem é testada e aprovada; a verdade proclama especialmente a glória de um Deus soberano, o qual faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade. A mensagem santa anuncia que Deus tudo planejou na eternidade e que agora no tempo está realizando aquilo que já foi predeterminado, sendo a igreja e seus os mensageiros apenas instrumentos escolhidos para a divulgação dessas verdades santas e eternas.
        Esse exército com bandeiras também anuncia o evangelho da justiça perfeita de Deus. Eis aí o que faz nítida a diferença entre o evangelho dos homens e o evangelho de Deus. Eis aí a marca registrada no céu, a qual mostra que o evangelho verdadeiro desfaz todo orgulho, desmancha toda obra da carne e põe o homem em seu devido lugar – no pó. Eis aí o evangelho que lança toda justiça humana longe, como se faz com farrapos imundos, a fim de que os pecadores arrependidos possam ser vestidos da pura veste branca, que é a justiça perfeita daquele que foi enviado do céu ao mundo para resgatar perdidos e levá-los para Deus.
        Também, esse exército com bandeiras anuncia que a suficiência desse evangelho, porque ele em si mesmo é poderoso (Romanos 1:16). Deus tem comprovado esse fato em toda história, mostrando o quanto a mensagem faz, transformando homens e enchendo o mundo de criaturas nascidas do alto, conforme o que vemos em 1 Tessalonicenses cap. 1. Paulo ali dá testemunho daquilo que Deus fez naquela cidade, quando por meio do evangelho salvou homens e mulheres, tirando-os da idolatria e maldades, para que de coração dedicassem a servir ao Deus vivo e verdadeiro (1 Tessalonicenses 1:9).A igreja carrega essas bandeiras, porque a graça é multiforme em seus atos. O evangelho atua mostrando o quanto tem um efeito pluralístico nas vidas de homens e mulheres, assinalando o poder transformador da graça. Mas a finalidade suprema desse exército com bandeiras é declarar que o evangelho proclama a glória de Deus. No meio de tantas bandeiras, essa é a  bandeira que destaca.
        Eis aí a igreja com essa mensagem. Esse exército carrega consigo a munição da compaixão, do amor, da bondade e da graça. A igreja é o exército que sente compaixão pelos perdidos; é o exército que jamais há de batalhar contra seres humanos, mas sim contra o pecado em todas as suas manifestações. A igreja nada tem a ver com os planos do mundo; nada tem com as organizações das nações unidas. A igreja é um exército desconhecido dos planos deste sistema satânico. Por isso ela é separada da política, da religião mundana e de todo sistema antiDeus. Sendo um exército é claro que ela terá inimigos posicionados contra ela. Satanás e seus anjos são os reais adversários, mas o fato é que essas entidades invisíveis hão de usar o mundo como instrumentos contra a igreja do Senhor.

        Mas o mundo já tem experimentado seu completo fracasso na luta contra esse “exército com bandeiras”. Ninguém pode contra a igreja e mesmo que muitos venham a ser assassinados, esse exército é impossível de ser exterminado. Os que compõem a igreja são pessoas que possuem vida eterna, que podem morrer fisicamente, mas jamais eternamente.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A MARAVILHOSA IGREJA DE CRISTO IV (9)

                   

                                                        IGREJA TRIUNFANTE
“Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, pura como o sol e formidável como o exército com bandeiras?” (Cantares 6:10).
ELA É TRIUFANTE  EM SUA IDENTIFICAÇÃO “...como um exército com bandeiras”.
        A igreja também se identifica como sendo um povo que representa o Rei. Ela funciona no mundo como uma embaixatriz vinda do céu. O reino da igreja é o reino do céu, sua forma de vida é celestial e não terreno; seu modo de viver é do céu, seus pensamentos e sentimentos estão ligados aos padrões dos céus e não da terra (Colossenses 3:1,2). Também ela deve obediência e submissão ao Senhor e em nada se submete aos caprichos deste mundo. É claro que a igreja está em pleno acordo aqui com tudo aquilo que é justo, puro, honesto e vinculado à lei de Deus. A igreja facilmente se harmoniza àquilo que não estiver ligado à corrupção, e vai mais além, porque faz com que a luz celestial brilhe de forma mais intensa, não permitindo que as mentiras venham apagar a verdade, nem que a corrupção venha apodrecer o manchar aquilo que é proveitoso aos homens.
        Também posso assegurar que os recursos da igreja são de lá. Os santos de Deus não são autorizados a ajuntar tesouros da vaidade aqui na terra, e mesmo que eles adquiram essas coisas, eles estão prontos a perdê-las. A igreja sempre está subindo às alturas, à busca das bênçãos celestiais, a fim de obter o que precisa para viver aqui. O Senhor da igreja prometeu cuidar de cada um (Hebreus 13:5) e até mesmo realizar coisas que vão além de qualquer entendimento, se isso for necessário. A igreja não vive à busca de milagres espetaculares, porque ela sabe que tudo o que temos vem das mãos milagrosas do Senhor, mas às vezes milagres acontecem em formas de curas e de outros acontecimentos que os homens não conseguem explicar. Crentes obedientes têm testemunhado de grandes coisas que o Senhor tem feito em suas vidas, tudo porque pediram, esperaram e assim receberam. A fé que a igreja tem não lhe foi conferida para fazer espetáculos, mas sim para viver normalmente aqui.
        Também acrescento aqui que o padrão de vida da igreja é elevadíssimo. Enquanto o mundo se apodrece no pecado, eis que a igreja vem mostrar como os crentes são diferentes no viver. Os homens crentes devem ser cavalheiros em seu comportamento diante das mulheres, agindo com todo respeito. De suas bocas palavras imundas jamais devem sair, porque representam o céu na terra. As mulheres crentes devem fugir daquela disposição carnal de querer avançar, a fim de conquistar a chamada liberdade feminina. Elas sabem bem que a verdadeira liberdade consiste em agir da maneira correta, conforme Deus estabeleceu, a fim de que elas sejam belas, segundo a beleza do coração e que sejam seguras num mundo onde os homens são perversos. Mulheres e homens crentes são ousados em estabelecer o verdadeiro significado de família na terra, e os jovens crentes lutam para seguir o exemplo de homens e mulheres crentes.
        A igreja é assim na terra, pois o padrão de vida é realmente elevado, mostrando isso na linguagem, na forma de andar, de vestir, nas amizades, na criação de filhos, no trabalho, etc. São os crentes que conseguem vencer a ira, a inveja, a amargura, a vingança, etc. e que vão além a desenvolver gentileza, amabilidade e afetos no trato, sem deixar a coragem e franqueza. A igreja vive da verdade, por essa razão é transparente em todo seu estilo de vida, enquanto representa o céu na terra.

        Sei que o assunto é profundo, mas o que tenho dado até agora é suficiente para saber o real significado desse “...exército com bandeiras”. É claro que toda essa verdade traz sobre os crentes uma imensa responsabilidade de agir como crentes sinceros devem agir. 

terça-feira, 29 de novembro de 2016

A MARAVILHOSA IGREJA DE CRISTO IV (8)

                

                                                        IGREJA TRIUNFANTE
“Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, pura como o sol e formidável como o exército com bandeiras?” (Cantares 6:10).
ELA É TRIUFANTE  EM SUA IDENTIFICAÇÃO “...como um exército com bandeiras”.
        Quando examinamos de perto o texto veremos que a lição vai mais longe, porque a igreja carrega consigo sua identificação: “...com bandeiras”. A bandeira de uma nação aparece sempre mostrando de onde um exército vem e que está pronto para representar seu país. Creio que é de imensa importância que saibamos que a igreja representa o céu na terra, porque somos um povo celestial: “Pois a nossa pátria está no céu...” (Filipenses 3:20). A igreja não carrega a bandeira de uma denominação, nem de qualquer país aqui na terra, mesmo que seja uma nação considerada cristã, conforme muitos pensam e afirmam, a igreja verdadeira nada tem a ver com o sistema mundano de vida aqui; a igreja não mira lutar com os homens, derramando sangue e vencendo exércitos estrangeiros. A igreja do Senhor é formada por pessoas de todas as nações e tribos conforme vemos em Apocalipse 5:9,10, por isso não há qualquer razão para que suas batalhas tenham qualquer conotação terrena.
        Mas vale a pena considerarmos esse assunto, porque muitas vezes crentes são levados a pensar e lutar conforme as normas terrenas. Observemos bem que todas as instruções dadas aos crentes para um viver aqui requerem que nossas armas e poder sejam do alto e não da terra. A igreja é chamada a não vingar, odiar, maltratar e ofender os homens. Os ensinos do reino do céu são diametralmente opostos aos ensinos da terra. Quando Pedro puxou sua espada para golpear alguém que estava entre os que prenderam a Jesus, imediatamente nosso Senhor ordenou que Pedro guardasse sua espada. Qual a razão? A igreja carrega consigo as características do céu e é completamente diferente da mentalidade terrena.
        A igreja representa seu Rei – o Senhor da glória. A igreja está subordinada àquele que viveu e morreu sendo manso e humilde de coração; a igreja pertence àquele cujo reino é espiritual e com padrões opostos aos nossos costumes. Aqui o que comanda tudo é a força e a esperteza. No reino de Deus o que comanda é a humildade e disposição de servir. No reino de Deus, o mais forte é o mais fraco; o mais forte é aquele que se humilha e obedece de coração às ordens do Senhor, conforme ele ordena em sua palavra.
        Outro detalhe, é que os recursos da igreja estão lá no céu e não aqui. A igreja continuamente sobe às alturas em oração, súplica e rogos, a fim de buscar suprimento de força, vigor, poder, misericórdia, etc. a fim de conquistar o que precisa. A igreja em Jerusalém conquistou a libertação miraculosa de Pedro apenas com oração (Atos 12). A igreja tem vencido batalhas incríveis pelo poder do evangelho; a igreja tem obtido a destruição de heresias, de mentiras, maldades e crimes, apenas no poder da oração e da pregação do evangelho. Forças do mal têm marchado contra a igreja, no anseio de destruí-la, mas tem sido no poder do Espírito de Deus que essas forças têm sido massacradas e destruídas. Nações e tribos foram conquistadas; idolatrias banidas, crimes desfeitos e lares refeitos, apenas com o poder que a igreja tem na sua comissão em orar e pregar a mensagem santa, num mundo dominado pelas forças das trevas.

        Quem pode contra esse povo celestial? Quem pode contra aqueles que nasceram do alto? Quem pode contra o povo eleito, em quem habita o Espírito de Deus? Quem pode contra aqueles que estão para sempre seguros e cercados pelo eterno amor de Deus? Que mundo insensato! Como pode ignorar um povo que realmente quer o bem da humanidade? Não fica claro que essa hostilidade vem do pecado? Não está evidente que a liderança deste mundo cruel vem do maligno?  

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A MARAVILHOSA IGREJA DE CRISTO IV (7)


                                                        IGREJA TRIUNFANTE
“Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, pura como o sol e formidável como o exército com bandeiras?” (Cantares 6:10).
ELA É TRIUFANTE NA BATALHA: “...como um exército...”.
        A invencível igreja de Cristo é triunfante e suas armas são a verdade, a justiça e santidade. Quanto a arma da justiça, é bom que saibamos que a igreja nasceu na justiça e que trilha o santo e puro caminho da justiça. Ela foi elevada à condição de justa,  porque foi aceita na justiça do Senhor Jesus. Realmente o propósito principal da salvação é tornar homens culpados em inocentes, injustos em justos e aceitáveis aos olhos de Deus. A igreja é composta de milhões e milhões de homens e mulheres que foram vestidos (simbolicamente) com as vestes brancas da pureza de Cristo, conforme vemos em Romanos 5:1: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus...”.
        Mas a justiça de Cristo é algo mais do que uma posição. Ela é também uma forma de vida. Notemos bem que é a justiça de Cristo no salvo que o torna livre da condenação e que faz Deus declarar que o culpado está inocentado. Se alguém se converter na hora da sua morte, como o ladrão na cruz, ele estará tão livre da culpa e apto para herdar o paraíso celestial, da mesma forma que qualquer crente antigo. Mas a igreja aqui ela demonstra essa justiça na forma de viver: “E uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça” (Romanos 6:18). Por essa razão os crentes passam a odiar a iniquidade, e realmente toda e qualquer iniquidade é injustiça. Se alguém declara que é salvo, mas vive na prática de qualquer iniquidade, é evidente que tal pessoa jamais conheceu a salvação que torna uma pessoa justa.
        Então, o que acontece é que a jornada do crente é pelo caminho da justiça. O propósito da salvação que há em Cristo é que cada crente palmilhe pelas veredas que somente os crentes trilham. Ló, o sobrinho de Abraão, podia não ser um gigante espiritual, mas era justo e provou isso quando estava em Sodoma, vendo as perversidades daqueles homens e mulheres (2 Pedro 2:7,8). A justiça de Cristo é o modo de vida da igreja, por essa razão ela é odiada. O mundo aprecia e reverencia a justiça dos homens, mas tem um ódio mortal daqueles, cujas vestes espirituais revelam a pureza do seu Senhor. Mas é com essa justiça que a igreja brilha nos lares, nas vidas de filhos, esposas, maridos, empregados, patrões, etc. O mundo é um verdadeiro campo onde os justos podem brilhar e ensinar aos mundanos o verdadeiro sentido de vida, onde ninguém deve nada a ninguém, a não ser o amor. A ausência de justiça prática é a causa de Deus derramar sua ira contra a perversidade dos homens neste mundo.
        Também, a igreja dispõe da santidade como sua arma usada neste mundo. Enquanto a justiça revela o trato da igreja no viver social, a santidade de vida mostra que a igreja é piedosa e relaciona-se com Deus. É a santidade que revela que a igreja é do céu, que ela está aqui no mundo para agradar a Deus e não aos homens, que ela está separada de toda contaminação deste mundo. É a santidade que faz a igreja iluminar bênçãos dos céus e encher o mundo da fragrância da Nova Jerusalém. É a santidade que faz com que muitos mundanos passem a temer a Deus; que faz com que o mundo funcione da maneira correta e que traz bênçãos incontáveis dos céus à terra.
        Essas são as poderosas armas utilizadas pela igreja na face da terra: A verdade, a justiça e a santidade. E assim ela marcha vencedora, mesmo que o mundo atual está carregado de elementos aproveitadores, os quais afirmam que são apóstolos, enviados de Deus aos homens, quando realmente são ladrões e salteadores. Os falsos crentes tropeçam, caem e manifestam que jamais foram crentes, diante desse avanço implacável da mentira em nossos dias. A igreja apóstata há de revelar sua face de hipócrita, mas os verdadeiros santos avançam firmes e fieis até ao fim.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

A MARAVILHOSA IGREJA DE CRISTO IV (6)

                          

                                                        IGREJA TRIUNFANTE
“Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, pura como o sol e formidável como o exército com bandeiras?” (Cantares 6:10).
ELA É TRIUFANTE NA BATALHA: “...como um exército...”.
        A igreja marcha também de forma subordinada ao Senhor, porque ela está sujeita a Cristo em todos os aspectos. A igreja não funciona espiritual e biblicamente como uma organização democrática, mas sim teocrática. A igreja tem um só Senhor e está sempre subordinada a ele, aprendendo com ele e vivendo para ele. Na democracia cada um faz o que  bem quiser, mas na teocracia bíblica fazemos o que nosso Senhor ordena. Vivemos em amor, porque ele nos ordenou que amássemos uns aos outros; vivemos em santidade, porque ele é Santo e nos chamou, salvou e preparou para que andássemos no santo desejo de agradá-lo.
        Essa submissão é vista no viver de cada crente, no emprego, nos lares com o viver do marido cuidando da esposa e dos filhos exatamente como o Senhor quer; a esposa submetida respeitosamente ao seu marido e os filhos honrando seus pais. A igreja mostra essa submissão e ordem na sociedade, na forma como os crentes respeitam seus patrões, autoridades e vivem em justiça nos relacionamentos. Quando essas atitudes não aparecem naqueles que se denominam crentes, é porque não é o cristianismo verdadeiro.
        A igreja também marcha de forma vencedora. Muitos pensam que o cristianismo é visto num amor apagado e febril, conforme a mentalidade que o mundo tem de amor. Mas a igreja ama com o amor de Deus e esse amor é avança em luta contra o mal, conforme a ordem de Paulo em Romanos 12:9: “O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem”. Para o sistema evangélico tão antibíblico de hoje, amar significa amar e apegar ao mal e ao bem ao mesmo tempo. Mas vemos que a soma disso é hipocrisia. Quando os apóstolos foram instados pelos líderes religiosos a não pregar o que pregavam, eis que aqueles homens imediatamente responderam, dizendo-lhe que não era justo obedecer a eles em lugar de obedecer a Deus. Por causa dessa decidida confissão de fé eis que a igreja tem sofrido terríveis perseguições no transcorrer da história.
        Mas devemos aprender que a igreja vence de forma diferente, porque suas armas são as armas da verdade. A igreja foi arrancada da mentira, a fim de ser guiada na verdade, conforme faz o Espírito de Deus (João 16:13). A igreja sabe bem que a mentira em nada pode ser tolerada; sabe que satanás tenta fazer todo tipo de imitação, imitando fé, louvor, doutrina, amor, santidade, etc. Mas a igreja é capaz de discernir bem as coisas e saber distinguir entre o falso e o verdadeiro. A igreja ama a verdade, e todos os fieis lutam incansavelmente pela causa da verdade. E quanto mais a verdade chega em  profundidade, mais apreciada ela será por aqueles que nasceram da verdade. As mentiras religiosas, tão enfeitadas e adornadas de algumas verdades bíblicas, podem encher de satisfação os falsos crentes, os que seguem aos homens. Mas os crentes logo as rejeitam porque sabem que discerni entre o mel verdadeiro e o mel falsificado.

        Ultimamente satanás tem feito tudo para impedir que a mensagem cristalina e santa do evangelho chegue aos corações. Mas é na escuridão que a luz brilha mais. Por essa razão não podemos parar de expor a verdade como ela realmente é, mesmo que os homens não aceitem. Tenho visto que muitos fogem quando a verdade brilha perante seus olhos. Por que isso? A razão óbvia é que tais pessoas não são da verdade. A luz do santuário não vinha de fora, mas sim da presença do Senhor. A luz da verdade do evangelho é suficiente para atingir corações e mostrar as maldades que habitam nos corações de homens e mulheres, a fim de que acordem e se arrependam.