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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (10 de 10)


“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

A MENSAGEM DO EVANGELHO COMUNICA PAZ E SEGURANÇA EM CRISTO

        Oh! Que possamos entender o que o mundo pensa, sente e fala, tudo à luz da verdade que nos foi entregue. O mundo inteiro quer sentir “paz e segurança”, mas não naquilo que Deus oferece aos perdidos em Cristo Jesus. Cuidemos, porque satanás tudo fará para que a mensagem de “paz e segurança” que ele oferece pareça igual àquilo que em Cristo Deus dá aos salvos. Que não brinquemos com essas aparências do pai da mentira; que não confundamos o ouro bíblico com mera bijuteria entregue aos perdidos. Que não confundamos a mensagem que veio do céu aos nossos corações, com a mensagem que vem desta atmosfera terrestre, tão envenenada pelo pela morte.

        Cuidemos, porque a “paz e segurança” que o mundo oferece explode nas mãos dos ímpios, trazendo indizível sofrimento. Ter “paz e segurança” aqui, sem ter a paz com Deus é a grande e letal mentira de satanás, a fim de que os pecadores não percebem os perigos que lhes cercam e que pairam sobre suas cabeças. Para Judas, a “paz e segurança” estava em obter as riquezas terrenas e seu coração palpitou de alegria ao receber as trinta moedas de prata. Mas logo o peso de uma consciência culpada por ter traído o Filho de Deus lhe arrastou para o abismo como toneladas. Para Herodes, ouvir o povo lhe chamar de deus era confortante, mas logo ele sentiu o fuzilar da flecha de Deus lhe atirando ao chão e a ordem divina ordenando aos vermes que o devorassem.

        Meu amigo leitor, a mensagem afirma que há verdadeira e permanente “paz e segurança” que vem da cruz. É a paz que os santos de Deus não somente experimentam dia a dia, como também confessam: “Que segurança, sou de Jesus!”. Eles não acharam segurança no homem aqui, ou numa igreja, ou numa benção material recebida. Eles acharam tão somente no Cordeiro que foi entregue na cruz para morrer por perdidos. Foi essa a mensagem que Paulo pregava e que sabia que era suficiente para encher os corações dos santos de fervor e contentamento: “Seguro estou não tenho temor do mal, sim guardado pela fé em meu Jesus”.

        Também, venho avisar que os pecadores que querem a salvação estão aflitos à procura da genuína “paz e segurança”. Eles são como a mulher sozinha narrada em Cantares 3, que procura Seu Amado, mas não o acha, então ela sai à procura dele, até achar. Os que buscam a “paz e segurança” que vem do Deus de toda compaixão não hesitam em procurar a verdade até achar, porque já estão cansados de ouvir as mentiras inventadas pelos falsos mestres.

        A mensagem do evangelho arranca os falsos fundamentos postos por aqueles que se tranquilizam no pecado. O evangelho bíblico mostra o caminho certo, aniquila a falsa paz e mostra que não há qualquer lugar de segurança neste mundo. O evangelho bíblico mostra que o pecador é realmente culpado e grande inimigo de Deus e que somente pelo Cordeiro da cruz que Seus pecados podem ser cancelados com o arrependimento.

 

 

 


quinta-feira, 26 de novembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (8)


“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

“PAZ E SEGURANÇA” À LUZ DAS NAÇÕES

        Uma vez que as nações desconhecem o fato que é Deus em Sua bondade que lhes concede dias de paz, prosperidade e segurança, que bênçãos terrenas vêm de Deus e não dos homens, então é certo que as nações não vão perceber que “paz e segurança” aparecerá como algo potencialmente perigo, assim como um campo minado, aparentemente parece ser um lugar de paz e segurança. O que para o mundo parece muitas vezes ser algo maravilhoso e próspero, na realidade é um lugar de real perigo para todos. Ora, presenciamos isso continuamente na terra, porque, quando todos pensam que as coisas estão indo bem, de repente tudo é transformado em tragédia, dor mortes e desespero.

        O problema é que as nações querem essa “paz e segurança” sem qualquer participação de     Deus. As nações querem fazer do mundo o seu lugar paradisíaco e realmente é impossível neste sistema mundano. Voltemos novamente ao livro de Jó para vermos que quando Deus ordenou que satanás maltratasse Jó, imediatamente o diabo abriu seus arsenais de guerra. Ele abriu o depósito de vento, de terroristas caldeus e de outros elementos. O deus deste século não tem qualquer coisa boa para dar aos homens, porquanto ele é chamado de homicida (João 8:44).

        Não pensemos que Israel era uma nação melhor que as outras. Eles se tornaram mais culpados, pois receberam de Deus o que as outras nações jamais haviam recebido. Mas mesmo assim, diante de tantas grandezas de Deus e de Sua mão de poder contra os inimigos do Seu povo, Israel ainda se levantou para pedir a Samuel um rei, conforme as nações tinham, o que foi um tapa na face de Deus. Todos nós sabemos o quanto as consequências foram nefastas para Israel durante o reinado de Saul.

        O que as nações querem? Elas caminham e trabalham por um mundo pacífico em seus pecados. Aliás sempre foi assim em toda história. Já vimos isso no Salmo 2 e hoje nós podemos ver os planos da globalização e as organizações que trabalham tendo em vista tirar Deus e Suas leis da face da terra. Sinceramente, não sou um estudioso desses assuntos internacionais, mas posso pelo menos ver o que está acontecendo à luz daquilo que a bíblia ensina. Claramente vemos que as nações lutam diariamente contra os fatos bíblicos, contra um Deus soberano em tudo. O mundo não pode sobreviver sem seus pecados; o mundo respira suas iniquidades, por isso aumenta a iniquidade e aquilo que é santo e puro aos poucos tendem a desaparecer.

        O que Deus faz? Ele sabe perfeitamente como lidar com as nações. Ele é misericordioso e nessa imensidão de compaixão o Senhor segura Sua ira. Para o mundo inteiro Ele derramará Seu furor naquele período chamado de “grande tribulação”, conforme a narrativa de Apocalipse, a partir do capítulo 6. O que Deus faz agora é conceder bênçãos de fartura, mas é comum que Deus retire essa fartura. Os planos perfeitos de Deus seguem rumo aos Seus propósitos estabelecidos na eternidade. Desconhecendo essas maravilhas advindas do trono soberano, eis que as nações são pegas de surpresa com os juízos de Deus, os quais caem aqui e ali, conforme vemos no caso do Egito naquele período de fartura e fome.


quarta-feira, 25 de novembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (7)


“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

“PAZ E SEGURANÇA” À LUZ DAS NAÇÕES

        Tomei o texto para mostrar o que realmente significa “paz e segurança” do ponto de vista dos crentes e dos não crentes e minha esperança é que eu tenha sido claro na explicação desse assunto tão importante. De fato preparei uma mensagem temática, o que não costumo fazer, mas espero que ela tenha sido útil para os que puderam ouvir. Os pregadores nem sempre mostram a composição de determinados alimentos e sua importância para a saúde espiritual daqueles que venham a se alimentar. O que eles fazem é simplesmente cozinhar e depois oferecer a todos quantos estão com fome.

        Vou chegando ao término desta mensagem, mas quero voltar ao texto de 1 Tessalonicenses 5:3, porque Paulo está ali tratando daquilo que todas as nações vão experimentar, antes que o Senhor apareça como ladrão da noite, sem que ninguém espera. Quem são e o que fazem as nações? Elas são basicamente aquilo que o mundo pode oferecer aos homens. No mundo inteiro, do ponto de vista bíblico presenciamos a mesma coisa: “O mundo inteiro jaz no maligno” (1 João 5:19). Esta verdade é matemática em todo lugar do planeta. Em qualquer nação, rica, pobre, raça, culta ou ignorante a verdade é todos os homens no pecado jazem nas mãos do diabo. Quem lidera essas nações? Quem encabeça tudo, para que tudo funcione conforme suas mentiras? Não é o pai da mentira? Em qualquer nação vemos o pecado e suas manifestações que aparecem em forma de maldades, violências, roubos, impureza, assassinatos, mentiras religiosas e corrupções generalizadas.

        As nações são formadas por indivíduos e cada ser humana pertence à raça caída; todos têm igualmente os mesmos pensamentos e intenções em relação a Deus e ao seu próximo. Eles jamais poderão amar a Deus, por isso não podem oferecer o amor devido ao seu próximo. As nações caminham a passos largos para o juízo eterno, assim como a descendência maligna de Caim caminhou para o dilúvio que veio e sepultou a todos. Assim como o homem, individualmente falando sente “paz e segurança” no pecado, as nações também sentem. O que elas fazem? Elas criam suas leis e nessas leis elas sentem “paz e segurança” sob o comando dos seus líderes.

        As nações no mundo inteiro não se importam nem se atinam com as tragédias e suas consequências; elas não param para analisar as coisas do ponto de vista de Deus, porque não creem no Deus da bíblia nem sabem que Ele reina no céu e na terra. O reino das nações sob a liderança do diabo é visto naquilo que o pai da mentira opera em oposição ao reino de Deus, que reina em misericórdia, verdade, justiça e juízo. Para o mundo o reino de Deus não tem qualquer valor. Eles veem as coisas do ponto de vista natural; morte e tragédias são contadas como coisas normais da vida, por isso eles buscam “paz e segurança” naquilo que eles mesmos acham que poderão conquistar através da liderança que escolheram. É exatamente isso o que Paulo fala em 1Tessalonicenses 5, porque no tempo do fim o mundo será mergulhado nessa aparente calma de que as coisas estão indo bem; que tudo funciona com eles querem e que não há qualquer sinal de perigo à vista, assim como foi a manhã daquele dia de juízo que destruiu as duas cidades da campina – Sodoma e Gomorra.


terça-feira, 24 de novembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (6)


“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

“PAZ E SEGURANÇA” À LUZ DA MENTALIDADE INCRÉDULA.

        Digo mais, que para o ímpio, “paz e segurança” envolve esta vida aqui. Os homens não salvos desconhecem outra vida fora a vida que eles adquiriram por meio do nascimento natural. Esperar que o ímpio entenda o reino espiritual é a mesma coisa que  esperar que um peixe sobreviva fora do seu habitat natural – a agua. Por essa razão os homens no pecado procurarão melhorar constantemente este mundo, para que tudo funcione em conformidade com o que eles gostam e querem. Os ímpios jamais vão tentar descobrir o que está por detrás deste véu que se finda com a morte. Os ímpios têm suas religiões, onde eles podem conjecturar acerca de assuntos relacionados a vida após a morte, mas tudo será visto a partir do que eles pensam e raciocinam segundo a natureza.

        Para o ímpio “paz e segurança” envolve o momento. Visto que tudo aqui passa, então os homens mundanos vão viver daquilo que experimentam agora e isso ocorre em todos os aspectos da vida. É claro que milhares têm planos para o futuro, por estudam e trabalham para isso, mas tudo tem em vista o viver no momento. Qualquer situação que vem tirar a “paz e segurança” do momento simplesmente desmancha o prazer e arranca os fundamentos da vida facilmente. Os ímpios querem paz e segurança a fim de usufruir no mundo a vida como bem     querem. Assim, os ímpios vão fazer de tudo para desmanchar o que pode ser a presença de algo que virá como praga.

        Devido ao pecado o ambiente neste mundo nunca estará funcionando como todos gostariam. Tudo pode acontecer agora mesmo para remover o estado de paz no qual os ímpios querem desfrutar. Eles vão estar cercados de todo tipo de divindade que eles possam imaginar, de todo tipo de superstição e de toda linguagem que possa manter a “paz e segurança” do momento. A luz que os mundanos têm vem daqui mesmo; suas esperanças estão naquilo que eles veem e ouvem; os ímpios não têm outra fonte de informações, a não ser naquilo que vem das próprias mentiras extraídas das trevas.

        Se algo ameaça a vida dos agora, eles tudo farão para que aquilo seja tirado. Eles querem viver, curtir a vida, ter amizades, ganhar a vida, porque querem sentir que têm essa paz e essa segurança. Para o rei Acabe, seus profetas eram tudo para ele, porque falavam e profetizavam do jeito que ele queria, porque trazia “paz e segurança” do ponto de vista dele para seu reino. Notemos bem que os ímpios se armam contra os que se levantam para mostrar a situação perigosa na qual eles se encontram. Para o rei Acabe, o profeta Micaías era um pesadelo, porque suas palavras vinham com torpedos, a fim de arrancar daquele rei perverso todo sentimento de “paz e segurança”.

        Mas mesmo assim, os homens no pecado estão sempre aflitos, porque qualquer sinal de perigo atordoa suas vidas. O cerco que o Acabe montou para trazer “paz e segurança” em seu reino não lhe dava fundamento, pois sempre estava querendo saber se tudo estava bem. Pobres almas, pois não há o firme fundamento da verdade debaixo dos seus pés; seus caminhos são de destruição e eles não sabem que na estrada por onde andam há perigos traiçoeiros que podem arrancar suas vidas a qualquer momento.


sexta-feira, 20 de novembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (5)

                               

“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

“PAZ E SEGURANÇA” À LUZ DO VIVER DO CRENTE

        Seguindo a mentalidade dos crentes com respeito à verdadeira “paz e segurança”, posso afirmar que os salvos não viram problemas meramente passageiros desta vida. A conversão traz o homem a contemplar a vida da maneira correta. Notemos a vida de Zaqueu, porque após a conversão, imediatamente os olhos foram abertos e passou ele encarar a vida como deve ser vivida; ele passou a conserta os caminhos tortuosos nos quais sempre andou. Os salvos viram que estavam longe de Deus e andando por caminhos tortuosos, por isso “paz e segurança” era vista na base das circunstâncias ou daquilo que o mundo podia oferecer.

        Posso afirmar também, que para os salvos, “paz e segurança” envolve suas vidas em todo sentido. Uma vez que a vida é vista agora de uma forma vertical; visto que agora há consciente paz com Deus, então não há mais perigo. O evangelho mostra o homem salvo andando com Deus, justamente porque a conversão mostra que sua vida estava impressionantemente exposta aos perigos. A vida natural em seu sentido normal é aparentemente bela e segura, mas quando os olhos da alma são abertos, o homem passa a enxergar perigos que jamais vira; que desde sua infância a pessoa estava ameaçada de ser lançada no fogo eterno. Na conversão a pessoa olha para seu passado e entende que está vivo porque foi a misericórdia de Deus que o conduziu.

        Para o crente, a paz com Deus resultou no fato que não há mais perigo. O perigo vinha de um Deus irado, mas que pela justiça essa ira foi arrancada dele. Antes sua visão era limitada apenas ao que via e entendia abaixo do sol. Ele via o mundo com seus sonhos, desejos e realizações. Até mesmo a morte era vista como uma participante comum na vida. Ele corria em busca de seus lauréis terrenos e era isso que lhe dava “paz e segurança”, mas agora não, pois a mensagem lhe abriu os olhos e o portal da eternidade foi aberto perante seus olhos. Ele viu que a caminhada neste mundo é muito mais do que aquilo que a visão terrena pode checar. Ele viu à luz da palavra de Deus que inimigos invisíveis chefiam este mundo e que ele não passava de uma ovelhinha sendo ameaçada de morte a qualquer momento.

        Também, a paz com Deus trouxe a segurança que há um Deus que me guia pelo caminho rumo ao céu. Veja bem que a vida cristã que não tem seu início com oração e confissão não é realmente vida cristã. Quem nunca conheceu arrependimento não levará a vida cristã como deve. Uma alma arrependida e convertida percebe logo que não pode andar sem Deus no mundo. Vejo muitos chamados crentes hoje como ovelhas sem pastor e demonstra isso diariamente em sua vida e em sua igreja. O salvo é cheio de defeitos e atitudes que evocam a disciplina de Deus. Mas o salvo sempre quer andar com o Senhor; o salvo entende oração dinâmica, que avança mais e mais.

        A segurança dos salvos está no fato que o Senhor está presente e não nas circunstâncias desta vida passageira. Para os salvos, “paz e segurança” resultam em poesia, triunfo e grandes conquistas num mundo marcado por perigos e enquanto o mundo contabiliza suas derrotas, os santos avançam em triunfo contra toda e qualquer circunstância adversa, tendo seu Deus com ele, até o fim da jornada terrena.


quinta-feira, 19 de novembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (4)

                              

“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

“PAZ E SEGURANÇA” À LUZ DO VIVER DO CRENTE.

        Para os salvos, “paz e segurança” são efeitos da justificação e reconciliação com Deus: “Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1). Notemos bem que a noção que o crente tem de “paz e segurança” é completamente diferente daquilo que o mundo pensa e sente. Para o crente tudo parte do relacionamento com Deus, tudo vem do céu e não de mera condição de tranquilidade e calma na terra. Várias religiões modernas surgiram ultimamente, partindo dos fundamentos espiritas, trazendo paz e certa segurança, num relacionamento com a natureza e com uma divindade diferente, fabricada na mente dos homens. Tudo isso nada tem de qualquer valor, pois tudo passa e é desfeito.

        Examinemos os crentes, pois eles entenderam que antes eram inimigos de Deus, mas que foram reconciliados por meio do sangue do Filho de Deus. Veja bem que tudo está ligado com o que está escrito. Eles não arrancaram textos da bíblia, a fim de alcançar suas supostas conquistas aqui, como fazem as religiões modernas. A fé bíblica é poderosa e eficaz em se fortalecer na verdade, porque só ela consegue vislumbrar as verdades da tão grande salvação que nos foi dada em Cristo. Se sairmos desse ambiente seguro e firme da palavra de Deus seremos empurrados fatalmente para buscar um sistema de “paz e segurança” conforme os homens pensam e buscam.

        Segue-se que “paz e segurança” que os crentes experimentam é resultado de um trabalho maravilhoso e perfeito realizado na cruz. Os crentes foram arrancados de um sistema enganador que faz os homens viverem do momento e das circunstâncias. A salvação iluminou tudo, enquanto o mundo vive de fachos de luz aparecem trazendo toscas emoções. Para os salvos, “paz e segurança” é um efeito vertical, porque agora estão livres da ira de Deus. É essa verdade que traz conforto, paz e segurança aos salvos.

        Os crentes foram arrancados dos sonhos e fantasias onde estavam; a fé bíblica, firmada na verdade trouxe consistência ao viver, assegurando a eles a realidade das coisas. Tem um sistema de vida cristã que parece ser verdade, mas não é. Esse sistema é fundamentado nas emoções criadas por uma fé antibíblica. É aquela que ignora a realidade das coisas e tenta pintar as circunstâncias da vida com uma super fé. É a fé que quer pensar positivamente em tudo e que declara que tudo vai dar certo. Não é esse o estilo de vida cristã. Nosso Senhor nunca estimulou seus santos a buscar uma fé que ignora a realidade da vida. Ele mostrou a verdade acerca de tudo o que está ao nosso derredor e sempre exortou a confiar em Deus, crendo em Suas promessas.

        Ao entrarem no reino de luz os santos não foram retirados da vida que levam aqui. Eles usam as verdades escritas acerca do reino de Deus, a fim de entenderem a verdade daquilo que presenciam e enfrentam aqui. Eles foram acordados dos sonhos e das fantasias deste mundo e estão aprendendo que “no mundo passais por aflições...”. O mundo se espanta com a atitude dos crentes enquanto os crentes agora entendem a razão porque os incrédulos agem como agem, como diz a mensagem de um antigo hino: “Bem longe de Deus eu andava, um pobre perdido fui eu”


terça-feira, 17 de novembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (3)

 

“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

“PAZ E SEGURANÇA” À LUZ DO VIVER DO CRENTE.

        Primeiramente quero examinar “paz e segurança” à luz do viver normal do crente, como ele entende isso e como é completamente oposto aos pensamentos deste mundo. (Vou colocar “paz e segurança” na linguagem aqui como se fosse uma coisa só) Para os não crentes, “paz e segurança” é visto nos sentimentos da incredulidade e não da fé bíblica; é vista sob o pensamento daquilo que eles esperam do ambiente onde vivem e das circunstâncias. Os incrédulos querem curtir a brisa da paz que para eles resulta em segurança. Depois quero tratar sobre isso com mais dedicação, porquanto agora, seguindo o roteiro, vou explicar o que é isso à luz da visão dos crentes em Cristo.

        Para os crentes, “paz e segurança” é vista dentro do contexto bíblico, onde a fé está firmada. A fé bíblica tem a palavra de Deus como poderoso e eficaz fundamento, fora disso nada tem valor permanente. Assim, para os crentes em Cristo há diferença nítida entre o que eles veem aqui e o que eles veem nas sagradas letras. Eles não ignoram a paz e segurança achadas aqui; eles veem isso como valor, mas não se firmam nisso, porque sabem que tudo aqui passa. A fé se prepara para os acontecimentos terrenos à luz do que eles veem nas Escrituras. Para os crentes têm dois reinos, o reino terreno, natural e transitório e tem o reino celestial, duradouro, perfeito e que permanece para sempre.

        Assim, os salvos não dizem: “paz e segurança” só por falar. Os momentos agradáveis desta vida são fatores importantes, mas eles consideram que tudo está sob o controle de um Deus que tudo rege, tendo em vista a glória Dele e o bem-estar do Seu povo. Nota-se que os salvos sempre põem os acontecimentos terrenos à luz do que está escrito, pois não estão fiados na história terrena, nem nas circunstâncias. Para Pedro, sua “paz e segurança” não estava num ambiente de segurança entre os irmãos, por isso pode dormir tranquilo na prisão, tendo dois guardas lhe cercando (Atos 12). O que importa para a fé é o que Deus diz e os santos operam nesta vida assim, sob bonança ou na tempestade.

        Então vemos que a fé difere completamente da visão que os incrédulos têm. Não significa que a fé não enfrenta perturbações e temores aqui. O que Deus manda em Sua ira para os incrédulos, os santos também enfrentam, pois eles estão debaixo do mesmo teto da casa de Deus. Os santos enfrentam medo? Claro! Mas eles transformam o medo como matéria usada por Deus para ampliar a fé: “Em me vindo o temor, hei de confiar em Ti!”. A fé dos santos está sendo aperfeiçoada neste vale de provações, por isso vemos os crentes muitas vezes chorando, clamando e suplicando ao seu Deus. A fé sente os tufões da vida e transforma tudo num palco de louvor e adoração ao Senhor.

        Vejamos bem como a situação é diferente aqui, porque quando tudo está indo bem aqui, para os incrédulos a vida é maravilhosa, porque querem curtir o momento. Mas não assim com os crentes. Para eles há entendimento do que está acontecendo. Eles caminham bem pelo caminho estreito e entende o que é o caminhos ímpios e veem que não vai demorar para que os ímpios venham a escorregar, enquanto isso a vereda do justo vai brilhando mais e mais, até ser dia perfeito.


sexta-feira, 13 de novembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (2)

 

                                

“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

.“PAZ E SEGURANÇA” À LUZ DO VIVER DO CRENTE.

        Ontem pude introduzir o assunto e creio que foi suficiente para servir como ponte de acesso à mensagem propriamente dita. Quero tratar sobre esse tópico olhando do ponto de vista dos crentes, porque todos os salvos têm essa confissão no coração. Quero também tratar de “paz e segurança” olhando do ponto de vista da incredulidade dos homens, porque é sobre isso o que Paulo está tratando no texto. Vou tratar da “paz e segurança” olhando coletivamente na história das nações, como Deus agiu com isso e como será no final, conforme Paulo relata no texto de 1 Tessalonicenses 5. Por fim falarei sobre como o evangelho apresenta verdadeira “paz e segurança” aos pecadores.

        Seguindo nossa rota veremos como funciona essa verdade na vida dos que foram resgatados do pecado, a fim de se tornarem salvos e pertencentes a Deus, por meio de Cristo Jesus. É claro que nossa linguagem é completamente estranha para este mundo, porque o grupo dos salvos trata-se daqueles que se tornaram participantes de uma tão grande salvação. Não podemos combinar equacionar a paz e a segurança que os crentes têm em Cristo, com a paz e segurança que o mundo afirma ter. Toda vez que os crentes tentam harmonizar essas coisas, elas vão trazer confusão. O mundo vê paz e segurança de modo completamente mundano e carnal, enquanto os crentes veem paz e segurança do ponto de vista das Escrituras Sagradas. Não tentemos harmonizá-las, porque elas não andarão juntas.

        Outro detalhe importantíssimo é que se olharmos do ponto de vista bíblico, à luz da experiência da fé cristã, em nada vai parecer que os crentes possuem paz e segurança no viver. Sem entrar nos detalhes, os crentes são pessoas que enfrentam contínua guerra aqui no mundo e na caminhada deles rumo ao lar celestial. É impossível ler as Escrituras tanto do Novo, quanto do Velho Testamento, veremos que os verdadeiros crentes, de fato sofrem contínuas perseguições e aflições no mundo. E isso parece contradizer as verdades relacionadas à paz e segurança.

        Sem querer aprofundar no assunto agora, digo e asseguro que essa diferença é de grande importância no entendimento das coisas, do ponto de vista de Deus. Deus nos mostra tudo à luz daquilo que pertence ao reino Dele e que vai diretamente às nossas almas. O mundo mostra tudo do ponto de vista terreno e transitório, nada relacionado à alma e ao bem eterno dos homens. Olhando de outro ângulo vemos no mundo a vida natural, relacionada com a sabedoria terrena e que tem seu ponto final com a morte. No tocante aos crentes as coisas são diferentes.

        Os salvos veem a vida espiritual, eterna, cheia da sabedoria de Deus e isso faz uma diferença incomparável. Notamos essa verdade nas palavras do Senhor: “No mundo passais por aflições...”. Nós sabemos que “aflições” não trazem “paz e segurança”, quando vistas do ponto de vista mundano. Mas Ele também disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou, não dou como o mundo a dá...”. Assim percebemos a notável diferença naquilo que quero tratar aqui. E minha esperança é que meus leitores sejam ricos das promessas dadas aos crentes enquanto eles transitam na peregrinação rumo ao lar.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

“PAZ E SEGURANÇA” (1)

 

“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

INTRODUÇÃO:      

        Amado leitor, como me sinto honrado em pregar a palavra de Deus e isso sinceramente não me cansa. Quando andamos pelas “avenidas e ruas” da palavra percebemos que tudo é ouro e pedras preciosas que a graça tem para dar aos santos os ornamentos que eles precisam no viver, e eu sei que todos os crentes sentem profunda alegria quando deparam com a verdade que lhes foi dada na revelação escrita. Mas também a palavra de Deus mostra as poderosas armas de juízo que Deus tem em Sua palavra, e essas armas foram destinadas a todos quantos não se arrependem. Assim a bíblia é um livro que abre suas portas e nos mostra as maravilhas da graça, como também as armas de justiça de Deus. As duas coisas andam juntas, conforme o que vemos na palavra – Misericórdia e juízo, por isso devem os pregadores pregar tanto o juízo como a misericórdia.

        Com sinceridade não sou muito capaz para pregar assuntos que envolve escatologia. No meu blog vocês não vão perceber que lido com esse tema facilmente. Não que eu seja ignorante do assunto, mas sim porque creio que a mensagem mais poderosa e importante a ser pregada trata-se do evangelho da glória de Cristo. Para mim os pecadores devem saber qual é a situação deles agora, hoje, porque o amanhã se tornará perigosíssimo, caso não houver arrependimento e conversão a Cristo. A conversão hoje liquida o juízo de amanhã. Aliás, se examinarmos o livro de Atos veremos que aqueles homens que foram enviados a pregar sempre trataram com os pecadores assim. Assim será a forma como manejarei com o verso 3 do capítulo 5 de 1 Tessalonicenses.

        Espero poder, pela graça de Deus pregar nesse texto, porque sei que é rico em seus ensinos, como também está carregado de advertência aos homens nestes dias que marcam o fim dos tempos. Paulo citou esse verso no final de sua tão amada carta de 1 Tessalonicenses e o tema central dessa carta é a volta do Senhor e ele alude a isso muito mais nos últimos dois capítulos. Paulo está falando no contexto, como será surpreendente a vinda do Senhor, porque ele pegará de surpresa milhões e milhares e no texto Paulo mostra que tudo ocorrerá nos momentos mais tranquilos que os homens do mundo gostam de desfrutar, tempo de “paz e segurança”. Tomo esse texto para mostrar como isso envolve a vida dos salvos no mundo, visto no formato da salvação e como envolve a vida de milhões no mundo, no formato da perdição.

        Minha oração é que Deus tome Sua palavra e venha despertar os corações dos crentes contra os perigos dessas “altas horas da noite” deste mundo, a fim de acordar os santos para estarem vigiando e orando, até que o Senhor volte. Mas quero também poder alertar a todos acerca dos perigos que envolvem a “paz e segurança” que toma o coração de muitos hoje e será assim coletivamente quando estiver chegando o momento final para a manifestação da ira de Deus sobre este mundo.

        Louvamos ao Senhor pela forma como Ele, em Sua palavra tem trazido para nós essas maravilhosas informações que nos alertam e nos enchem da verdadeira paz e da real segurança que somente os crentes usufruem neste mundo perverso.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

A FÉ QUE NOS FOI ENTREGUE (10 de 10)



“Amados, procurando eu escrever-vos com toda diligência  acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos” (JUDAS 3)
O CORPO DA VERDADE PELA QUAL BATALHAMOS
        É gravíssima a ausência e o desinteresse crescente pelo conhecimento do Deus da revelação bíblica em nossos dias. Aliás, o desprezo pelas Escrituras prova o quanto os homens, até mesmo os chamados crentes nem sequer se ocupam em conhecer o verdadeiro Deus. Vejo os russelitas ocupados em passar informações tão mentirosas e venenosas de casa em casa; eles nem sequer compreendem o que dizem acerca do “Jeová” deles, porque nada há de fundamento verdadeiro e inabalável em seus ensinos. Mas no tocante aos crentes, como poderão defender a fé se não conhecerem um pouco acerca do seu Deus?
        A noção da divindade que o mundo religioso tem é até mesmo bizarra. O mundo quer uma divindade que é criada em suas fantasias e superstições. Veio um casal num culto em nossa igreja e no final fui conversar com ele e ele mostrou que era importante frequentar uma igreja, a fim de tirar todo “olho perverso”, toda “pomba gíria”, coisas assim inventadas pelos corações corrompidos e enganosos dos homens. Vi escrito o seguinte numa camiseta de uma jovem: “Jesus é lindão”. Coisas dessa invencionice têm tomado conta dos sistemas evangélicos tão corrompidos em nossos dias.
        Mostro esses fatos porque eu sei onde o homem pode chegar em suas concepções naturais acerca de Deus. Mas vejo que essa trágica situação é resultado de um evangelho pobre e miserável tão apregoado em nossos dias. O que está acontecendo? É simples, pois o Deus da revelação bíblica não é conhecido, nem sequer temido! A preocupação hoje está em ter uma igreja cheia e não um povo cheio do temor ao Senhor. Queremos conhecer o Deus da bíblia? É fato que jamais teremos um conhecimento completo e perfeito acerca dele, porque nós somos tão pequenos e não cabe em nós a imensidão desse saber.
        Porém, aquilo que precisamos para nosso viver hoje nos foi entregue na palavra de Deus. Tudo o que precisamos conhecer sobre nosso Deus está na Pessoa de Cristo. Quando homens e mulheres são atraídos em temor ao Salvador, eis que eles passam a conhecer o Deus da revelação através de Cristo. O Senhor afirmou para Filipe: “Quem vê a mim, vê o Pai”. O caminho do conhecimento de Deus começa pela atração da cruz; é quando pecadores veem seus pecados e corre para Aquele que ali foi entregue, a fim de destruir o poder condenador e escravizador do pecado. “Foi ali pela fé que meus olhos abriu!”. Faz sentido essa frase do antigo e conhecido hino.
        Tal verdade vem nos dizer que quanto mais o evangelho da glória de Cristo for pregado, eis que os homens conhecerão quem é o Deus que se revelou na Pessoa do Filho. Homens e mulheres quando se arrependem e buscam a tão grande salvação, sem dúvida passam a amar as Escrituras; passam a andar pelo caminho estreito e passam a conhecer em santo temor o Deus que lhes salvou. A ausência do evangelho puro tem trazido essa ignorância ao povo de Deus, por isso não temos homens nem mulheres crentes dispostos a defender sua fé, como antigamente era visto pelos verdadeiros crentes.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

A FÉ QUE NOS FOI ENTREGUE (9)


                             
“Amados, procurando eu escrever-vos com toda diligência  acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos” (JUDAS 3)
O CORPO DA VERDADE PELA QUAL BATALHAMOS
        O conhecimento de Deus é a mais santa e poderosa doutrina que todos os crentes precisam obter, caso contrário sucumbirão na fé. Satanás sempre há de nos embaraçar nesse assunto; ele há de colocar elementos de dúvidas no conhecimento do Senhor, porque se fizer isso os crentes tropeçarão. A religião mundana não tem a doutrina da divindade dele, porque nada tem de qualquer documento escrito. Pergunte sobre a doutrina da virgem Maria e os que creem nela nada poderão responder. Pergunte sobre o deus Alá dos muçulmanos e eles nada terão de resposta firme, santa e verdadeira. O nosso Deus se revelou a Si mesmo; Ele não nos deixou sem luz a Seu respeito. Onde havia trevas Ele fez resplandecer a luz e damos louvores a Ele porque são muitos livros escritos acerca da doutrina gloriosa e tão bendita do nosso Deus.
        Quanto a esse assunto nenhum crente deve ter desculpa de não ter tempo para ler a bíblia e envolver-se no conhecimento do Senhor. A bíblia é um livro simples, porque Deus a deixou para seu povo simples. Seus ensinos são educativos, transmitem temor e nos eleva até à presença de um Deus maravilhoso. Não podemos ficar sem esse conhecimento; não podemos viver na ignorância. O mundo ao derredor está lotado de ensinos contra nosso Deus e satanás não para, desde o ateísmo até aqueles ensinos que parecem bonitos e atraentes sobre a divindade. Foi assim desde o princípio, pois ali no Éden a serpente lançou aquele veneno da dúvida na mente de nossos pais: “Foi assim que Deus disse?”. Nós não somos mais espertos; nós somos seres caídos e mesmo sendo crentes estamos susceptíveis a abraçar uma mentira atraentemente bela acerca de Deus. Já vi muitos, até mesmo pastores tombarem, porque faltou conhecimento unido com temor.
        Um exemplo comum em nossos dias é a doutrina venenosíssima dos russelitas. Poucos são os crentes que sabem defender a fé diante desses elementos que sorrateiramente invadem casas e descobrem os incautos para implantar suas mais pervertidas mentiras acerca da divindade. Eles não brincam em serviço; eles não param, pois estão sempre dispostos e dedicados a servir o “Jeová” diabólico deles. Muitos são consagrados e prontos até mesmo a morrer por essa causa tão maligna. Enquanto eles enchem as ruas e praças, eis que os crentes nem sequer buscam conhecer melhor seu Deus. O resultado é que vemos crentes fracos, incapazes e até mesmo vemos certo deboche da parte dos russelitas, rindo e zombando dos crentes.
        Mas, eu creio que a luta mais insana de satanás ultimamente é implantar um jesus diferente. Se ele puder negar a glória de Cristo, então ele conseguirá alcançar muitos quilômetros à frente. Um cristianismo frouxo, indolente e cheio de ignorância tem dado lugar ao frenesi das emoções religiosas. Satanás não fica sem seu sistema religioso no mundo, pois o alvo dele é ser adorado. Por essa razão o cristianismo atual é um ambiente mundano, cheio de atrações à carne com shows. Isso faz com que os corações não santificados fiquem ainda mais dominados pelo engano. Tudo hoje baseia-se no que eu sinto e acho e não no que está escrito.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

A FÉ QUE NOS FOI ENTREGUE (8)


    
“Amados, procurando eu escrever-vos com toda diligência  acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos” (JUDAS 3)
O CORPO DA VERDADE PELA QUAL BATALHAMOS
        Creio firmemente que as doutrinas da graça constituem uma unidade, de tal maneira que é impossível crer num ponto sem acreditar no outro. Para acreditar na eleição e entendê-la é preciso compreender nossa condição terrível e apavorante na depravação total; necessário é que entendamos que a morte de Cristo teve o santo e eterno objetivo de conquistar aqueles que Deus em Sua graça havia elegido; em seguida vemos como a eleição e a depravação total requer que aqueles por quem o Filho se entregou na cruz precisam ser atraídos pela misericordiosa ação da graça irresistível, porque eles estão na condição de mortos espirituais. Por fim vemos o quanto os eleitos são salvos mediante a fé em Cristo para sempre e provam isso numa fé perseverante.
        Passei os cinco pontos de forma superficial, só para que todos tenham uma noção do quanto essas verdades constituem não somente uma unidade, como essa unidade torna-se uma poderosa espada na batalha da nossa fé. Por essa razão admoesto a todos quantos estão estudando essas doutrinas, que não fiquem entusiasmados de repente. Uma razão é que essas verdades não nos foram entregues para satisfação de nosso orgulho religioso, ou mesmo para que nos ufanemos na eleição. Outro detalhe é que a maior parte dos religiosos vai fugir dessas verdades e vai combatê-las com forte indignação. Mas a razão maior é que essas doutrinas devem primeiramente atingir nosso ser. Quem jamais viu seu estado terrível em Adão e sua condição de um merecedor da condenação eterna, nunca entenderá o que realmente é eleição, ou estar em Cristo.
        Afirmo aqui que se o coração não for atingido pela verdade da nossa vil condição de caído, condenado e vil pecador diante de Deus, as santas doutrinas da graça jamais poderão ser usadas com a espada do Espírito. O humanismo a todos instante está nos empurrando no canto, a fim de que aceitemos a glória do homem e não a glória de Deus. Usar os cinco pontos na batalha pela fé, na santa coragem dada por Deus, significa ficar só e ser desprezado. Se os olhos não puderem ver pela fé o Filho na cruz, entregue ali por nossos pecados, então significa que não entendi e não entenderei jamais esse tão precioso. Quem foi chamado pela graça irresistível é quem se regozijará por essas verdades contadas por Deus em Sua Palavra.
        É óbvio que todos os crentes precisam conhecer essas verdades; elas devem ser pregadas com poder, porque é o evangelho em sua essência e glória e também porque revela a glória de Cristo. Quando essa mensagem chega à alma é certo que dará o descanso ao cansado e o alívio ao aflito diante de Deus. O falso convertido quer uma doutrina dessa para apegar-se ao seu conforto carnal e não para a grande batalha da fé que de uma vez nos foi entregue. Convido a todos para a história da cruz, porque é a luz que do calvário que nos faz ver nossa história contada por Deus na eternidade que nos mostra como será a glória eterna na eternidade que virá. Deus não escondeu a história da eleição; ele não a reservou para os eruditos teológicos, mas sim foi dada aos sinceros e fieis, porque são estes que são os heróis na batalha.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

A FÉ QUE NOS FOI ENTREGUE (7)


             
“Amados, procurando eu escrever-vos com toda diligência  acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos” (JUDAS 3)
O CORPO DA VERDADE PELA QUAL BATALHAMOS
        Quão grandiosa é a nossa salvação e abrange assuntos impressionantes, mostrando assim quantos privilégios têm os crentes e quão grande é nossa responsabilidade diante de Deus e dos homens! Devo entrar agora nas poderosas doutrinas da graça. Sei que elas são realmente desconhecidas de muitos crentes, mas os preciosos filhos de Deus carregam essas verdades em seus corações, mesmo que elas não sejam tão bem entendidas. O vale é quando a verdade é fixada no coração por obra do Espírito Santo. Conheço muitos que sabem as doutrinas da graça de cor e salteadas, mas não pode usá-las porque não as entenderam suas verdades que vão  infinitamente acima das letras e que devem ser gravadas no coração.
        Quando falo aqui das doutrinas da graça estou referindo aos cinco pontos, começando com eleição e passando para depravação total, depois vindo expiação limitada, em seguida aparecendo graça irresistível e por fim perseverança e segurança eterna dos salvos. Eu mesmo não estudei esses cinco pontos no instituto bíblico, mas fui conhecendo essas verdades ao longo do meu ministério. Por que peguei-as para mim? A razão clara foi que durante meus estudos no instituto chorava e orava sempre pedindo a Deus a graça de conhecer o verdadeiro evangelho. Queria pregar a verdade; queria saber o que significa a mensagem vinda do céu aos homens. A ausência desse conhecimento me fez errar muitas vezes na comunicação da verdade. Mas o Senhor teve compaixão de mim e foi iluminando meu coração, mente e emoções no conhecimento dessas verdades.
        Não tenho as doutrinas da graça para satisfazer as curiosidades, mas sim para mostrar quem sou eu e como foi que em Cristo o Senhor teve misericórdia de mim. Para mim esses cinco pontos refletem com clareza o puro e genuíno evangelho da glória de Cristo; para mim essa é a mensagem que deve ser pregada nos púlpitos e em todo lugar; essa é a mensagem que o mundo deve ouvir, especialmente quando vemos o quanto os erros do humanismo têm assolado as igrejas e trazido tantas mentiras religiosas. Também, é bom que saibamos que os grandes pregadores do passado foram homens convictos dessa mensagem; eles pregavam com poder e assolavam o reino deste mundo, fazendo-o tremer ante a verdade da mensagem que veio do céu aos homens.
        Por outro lado, não haverá recompensas da parte dos homens ao pregar essa pura e genuína verdade. Não estou falando aqui do ensino dos cinco pontos, porque muitos gostam de ouvir que foram eleitos e que estão seguros para entrar no céu. Qualquer doutrina, dependendo da forma com é exposta, pode se tornar um colchão gostoso para muitos dormir o sono mundano. Estou referindo à pregação dessas verdades, conforme recebemos direto das Escrituras. Essas doutrinas não nos foram dadas para satisfazer nosso ego e preferência teológica. Elas constituem a Espada do Espírito, a fim de desbravar o coração corrompido do homem; para travar a luta contra o velho homem em Adão e mostrar um Deus que opera soberanamente na salvação dos perdidos, porque estão mortos em seus pecados.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

A FÉ QUE NOS FOI ENTREGUE (6)


                               
“Amados, procurando eu escrever-vos com toda diligência  acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos” (JUDAS 3)
O CORPO DA VERDADE PELA QUAL BATALHAMOS
        Realmente, se o homem não foi salvo por Cristo está completamente separado de Deus; ele é um estranho às realidades eternas, está morto e completamente longe das verdades que nos foram dadas em Cristo Jesus. Sem a salvação é claro que a pessoa nem sequer sabe o que significa o termo “salvação”; sem salvação não tem como lutar, porque todo seu ser físico e na alma está entregue ao pecado e paralisado na morte. Como convidá-lo à guerra santa? Ele não sabe nem pode orar. Ele fala frases repetitivas, mas isso qualquer pessoa neste mundo faz. Ele pode participar de uma igreja, de um ambiente religioso onde tem amigos confiáveis, mas nada disso significa salvação. Ele será um peso morto na igreja e será uma pedra no caminho, impedindo que outros possam marchar para a guerra.
        A salvação é algo de Deus que atua na alma; é o Espírito Santo que acende o estopim da fé e essa fé é uma chama que jamais poderá ser apagada. Além disso, na salvação o Senhor vem habitar no salvo, a fim de guia-lo em toda verdade. O não salvo gosta de algumas verdades, mas não de toda verdade. Assim, se a pessoa não recebeu a fé santíssima, a mesma que habita no verdadeiro crente, então como poderá lutar por algo que jamais viu nem entendeu? A fé dele é algo natural, produzido pela natureza carnal; a pessoa entenderá tudo à luz do raciocínio humano; ele pensará e argumentará à luz daquilo que o mundo pensa. Realmente será um ecumênico e forçará essa invasão ecumênica no ambiente religioso onde está.
        Mas quero mostrar o lado positivo, porque os salvos foram convocados para crer e para sofrer em favor dessa santa fé. É a defesa da fé santíssima, mostrada na tão grande redenção feita na cruz que os salvos dão seu testemunho vivo de que foram chamados das trevas para a luz e da morte para a vida. Os que têm vida são os únicos que foram convocados à batalha contra o mal; são eles que podem enfrentar as lutas, provações e são capazes de ver as armadilhas religiosas que satanás põe no caminho. Foi sempre assim. Foi em Jerusalém que os pastores e apóstolos reuniram para enfrentar os perigos do judaísmo, pois muitos queriam encher os crentes gentios dos costumes da lei de Moisés; uma mistura de graça com obras para a salvação.
        O pai da mentira não mudou, nem mudará suas estratégias, a fim de derrotar o povo de Deus. Vivemos dias perigosos, quando as verdades da salvação pela graça estão sendo cercadas de verdadeiro bombardeio vindo dos lábios de falsos mestres. Os crentes não podem calar; o momento é sutil e letal, caso estivermos com medo, querendo que as coisas continuem do jeito que estão.
        Não mencionei tudo sobre a salvação, porque é muito abrangente, mas espero que foi dado o suficiente para que acordemos já! Precisamos de homens e mulheres que não se acovardam ante os perigos; precisamos de homens e mulheres que estão dispostos a orar, andar em santidade e renunciar as propostas mentirosas de satanás, a fim de agradar a Deus. Que Ele em Sua graça tenha compaixão do Seu povo nestes dias tão maus!

terça-feira, 23 de outubro de 2018

A FÉ QUE NOS FOI ENTREGUE (5)



“Amados, procurando eu escrever-vos com toda diligência  acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos” (JUDAS 3)
O CORPO DA VERDADE PELA QUAL BATALHAMOS
        Na página anterior procurei destacar a doutrina da salvação, porque ela é essencial para nossa defesa, inclusive Paulo a toma para nos instruir a usar como “capacete da salvação”, conforme ele ensina em Efésios 6. Mas devemos ter cuidado porque qualquer elemento estranho nessa doutrina será suficiente para destruir nossa fé. Cremos numa salvação baseada na soberana atuação de Deus; cremos que tudo foi feito por Ele e que de nada fomos chamados a participar. Falo isso porque é comum ver as atividades dos homens se intrometendo nessa santa atividade da trindade bendita. A natureza maligna dos homens não tolera dar a Deus a glória e a honra que só pertencem a Ele, pois os homens sempre querem beliscar um pouco dessa glória, tomando-a para si.
        Mas precisamos saber como essa verdade tão bendita deve ser tomada como defesa da nossa fé. Lembro a todos que devemos empunhar nossa espada e mostrar o quanto a salvação veio somente do Cordeiro na cruz; lembramos que tal salvação é eterna, que os santos irão morar no céu. Devemos lembrar que os pecadores arrependidos e confessos que são chamados à essa tão bendita salvação. Cremos também que todos os salvos estão livres para sempre do inferno; que a porta do além foi fechada por Cristo, para que a igreja não caia lá. Cremos que dia a dia somos libertos do poder do pecado; que nosso Senhor nos livra de tentações e tantas armadilhas feitas pelo mundo e pelo pai da mentira. Cremos também que haverá nossa salvação final, quando seremos retirados deste mundo, deixando este corpo do pecado, a fim de habitarmos para sempre com o Senhor no céu.
        Devemos cuidar, porque satanás que espalhar o fermento na igreja e o joio do mal tem proliferado no meio do povo de Deus ultimamente. Satanás quer unir o povo salvo com não salvos num mesmo corpo. Os santos de Deus devem lutar contra todo esse espírito ecumênico que invadiu os arraiais evangélicos em nossos dias. Lutemos pela nossa purificação e separação de tudo aquilo que é estranho ao reino do céu e que é mundano. Cremos que a porta da salvação é e será a porta estreita, mas satanás quer alargar essa porta, a fim de que as multidões entrem. A mensagem do evangelho há de chamar homens e mulheres arrependidos, para que sejam salvos e se tornem partícipes do reino celestial.
        Muitos santos de Deus estão emudecidos e com medo em nossos dias. A festa “evangélica” é linda e cheia de atrativos. Mas o momento agora evoca a participação dos vencedores, daqueles que foram chamados pela graça e que estão caminhando na jornada rumo ao céu. Os salvos não têm medo; os que foram salvos tiveram a verdade queimando todo ego, desfazendo o velho homem, tornando-os valentes na fé. A salvação não foi dada aos arrogantes e soberbos; mesmo que muitos deles afirmam que são salvos, mesmo assim estão fora e provam isso porque prestigiam os homens e são mundanos em seus atos. Os salvos foram chamados à oração, à batalha da compaixão e intercessão em favor deste mundo perdido em seus pecados. Nossa fé é a espada que puxamos para a guerra contra a mentira em todos os aspectos neste mundo vil.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

A FÉ QUE NOS FOI ENTREGUE (4)



“Amados, procurando eu escrever-vos com toda diligência  acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos” (JUDAS 3)
O CORPO DA VERDADE PELA QUAL BATALHAMOS
        É lógico que a nossa salvação aparece na lista em primeiro lugar para conhecermos o quanto faz do corpo da verdade que compõe nossa fé. É lógico que um entendimento errôneo acerca desse assunto vai fundir uma fé equivocada. Uma salvação que não é baseada no fundamento firme e inabalável da verdade, realmente fará com que abale todo viver aqui. Estamos vivenciando esse fato em nossos dias, porque comumente vemos pessoas e mais pessoas felizes num sistema religioso errado, porque o fundamento não é proveniente da cruz; tudo é firmado na igreja ou em meros sentimentos. Conversei com um jovem poucos dias atrás sobre sua salvação e ele afirmou que certamente iria morar no céu. Mas seu fundamento era completamente sem base, porque ele confiança em sua honestidade e que ao enfrentar o juízo certamente passaria ileso.
        Por essa razão creio que é de muita importância que esse assunto seja posto aqui com firmeza e convicção da verdade bíblica. A salvação bíblica não é mera salvação; não é algo inventado pelos homens ou por qualquer denominação, mas veio de Deus com um plano feito na eternidade entre as Pessoas da tri unidade. A salvação não é Deus entregando um simples ingresso para que os que Nele creem vão para o céu. É fato que os que Ele salva, de fato vão morar com Ele para sempre na glória eterna; é fato que eles estão livres eternamente do castigo eterno. Mas a salvação é grandiosa e perfeita. O que ocorreu ali na cruz, na entrega do Cordeiro amado foi para dar aos perdidos uma segurança e algo tão preciosas em Cristo que não somos capazes de entender. Muitos crentes vivem na superfície, porque nada entendem sobre a extraordinária beleza e simetria da salvação que há em Cristo.
        Os salvos foram salvos perfeitamente e para sempre. Na salvação em Cristo não há exigência da parte de Deus; não um “talvez” nem um “se”. Quando homens são chamados à salvação, eles são tirados das trevas para a luz, da morte para a vida, da condição de condenados no inferno para herdeiros do céu; de filhos do diabo para se tornarem filhos de Deus. O crente tem certeza disso? Claro que tem! Não é a certeza embutida na mente porque alguém lhe falou que agora ele era um salvo. É uma convicção, porque ele soube da história da cruz, Daquele que ocupou seu lugar ali, pagando o preço para que ele fosse livre da fúria da ira de Deus.
        Ele está seguro para sempre porque tudo foi pago, tudo foi feito perfeitamente, toda sua culpa foi transferida para o Cordeiro puro que foi imolado em nosso lugar. O crente não é salvo com o perigo de amanhã perder essa salvação. Não há qualquer participação dos homens nisso e tal verdade é recebida pela fé na verdade escrita e impressa no coração por obra do Espírito Santo.
        Essa salvação nos foi dada para que a usemos como instrumento de batalha; é o nosso “capacete da salvação” e os salvos devem estar firmados nessa verdade, desfrutando dessa alegria e cheios da esperança daquilo que há de vir.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

A FÉ QUE NOS FOI ENTREGUE (3)



“Amados, procurando eu escrever-vos com toda diligência  acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos” (JUDAS 3)
O CORPO DA VERDADE PELA QUAL BATALHAMOS
        Creio que devemos conhecer toda verdade que nos foi entregue. Não podemos ser negligentes nisso e devemos saber que o quantos as verdades eternas são ouro puro que vem da nossa cidade celestial; precisamos saber que nossa fé precisa de um fundamento firme e inabalável e que corações santificados são chamados à batalha aqui; que precisamos empunhar nossa espada num mundo empenhado em toda forma de mentiras, especialmente as que agora tanto presenciamos. Não seremos condecorados por nossa ignorância nem seremos úteis se formos fracos e sem convicção.
        O que compõe e forma nossa santíssima fé? Não é melhor esquecer disso e aceitar tudo como está? Não é melhor conviver com todos em “santa paz”? Por que guerrear por aquilo que só prejudica nossos relacionamentos aqui? Ora, são muitos que pensam assim e que correm do desafio da batalha que nos foi entregue. A verdadeira teologia e o encanto de batalhar pela causa da verdade no mundo está caindo no descrédito em nossos dias, devido as proposta de um mundo religioso melhor e mais sociável. Mas quero mostrar aqui o quanto esse pensamento é pernicioso e destrutivo à nossa fé, como estamos vendo ao nosso derredor.
        Primeiramente quero tratar aqui dos ensinos que envolvem a nossa salvação, justamente porque a fé começa na salvação: “como está escrito de fé em fé” (Romanos 1:17). Os sinais de que um homem nasceu de novo aparecem quando ele é erguido por Deus para uma tão grande salvação em Cristo. E é dessa obra da nova criação que a fé aparece, cresce, transborda, brilha e manifesta ser vencedora. É triste ver como baratearam a salvação em nossos dias! Spurgeon ilustra essa decadência, porque mais de um século atrás ele presenciou a manifestação de uma fé humanista. Aquele grande pregador mostrou que essa decadência é como um caminhão descendo sem freios numa descida, com terrível tragédia no final.
        Creio que estamos presenciando isso em nossos dias. Com tristeza vemos uma salvação barata, porque baratearam a graça; vemos como negam o arrependimento como as bases de uma fé viva por essa razão muitos que afirmam ser crentes desconhecem o viver real de uma fé que vale a pena lutar por ela. Hoje, qualquer um que paz uma decisão por Cristo é tido como salvo. Diante de tudo isso vemos como há um desprezo pela verdade, por santidade, amor pelas riquezas eternas; vemos uma tremenda indisposição para orar, exercer misericórdia num mundo mergulhado na escuridão; vemos um mundanismo solto nas igrejas e completa indiferença pelos cultos.
        Por que tudo isso? Porque desvalorizaram a fé; ela não tem qualquer valor. Não há o elemento de “comprar sem dinheiro e sem preço”. Com isso satanás encheu o mercado religioso dessas “mercadorias religiosas”, feitas no “fundo do quintal”. Além disso, sendo a fé tão ignóbil assim, todos os homens querem curtir ser de Cristo agora e os falsos pastores correram para aproveitar esse bom mercado para ganhar muito dinheiro. Não é exatamente isso o que vemos ocorrendo em nossos dias?

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

A FÉ QUE NOS FOI ENTREGUE (2)


                               
“Amados, procurando eu escrever-vos com toda diligência  acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos” (JUDAS 3)
O CORPO DA VERDADE PELA QUAL BATALHAMOS
        Vamos checar agora, usando a palavra de Deus, aquilo que é significa o corpo completo de nossa santíssima fé. Em Tito Paulo afirma que essa fé foi entregue aos santos. Creio que é de grande significado porque, não somente habitamos num mundo para o qual isso nada representa e nenhum valor dá para aquilo que para nós é tesouro. A fé não é mera expressão verbal; não é mera concordância com um credo religioso de alguma denominação. A fé é nosso tesouro, por isso Paulo afirmou: “...guardei a fé”. Foi essa fé sublime que habitou nos corações dos verdadeiros santos em toda história; foi essa convicção que inflamou seus corações e que fez deles homens e mulheres que se entregaram aqui, a fim de que a glória de Deus fosse manifestada por meio deles.
        De fato, temos a nossa fé registrada e documentada na palavra de Deus, mas nem todos os santos tiveram em mãos o que temos agora. Mas a verdade Deus sempre registrou no coração dos santos; o homem interior, nascido de novo sempre foi e será inabalável, porque a fé é a visão da alma aberta. Foi com a bíblia registrada no coração que Abraão creu que seu Deus era capaz de ressuscitar mortos; foi pela fé que aquele homem santo pode contemplar a cidade celestial que ele tanto aguardava. Ora, temos como o pai da nossa fé um homem que não teve o Livro santo na mão, mas sim no coração. E isso é válido para nós e nossa responsabilidade aumenta muito mais, uma vez que Deus nos entregou a porção sagrada.
        Digo mais, que nossa fé não é medida por mero conhecimento. Muitos podem conhecer bem as Escrituras, sem, contudo conhecer a fé no coração. É claro que a ignorância mental não tem lugar na fé, mas nem todos os santos conheceram nem conhecem o que muitos outros conhecem. Pastores, formados em teologia profunda podem se tornar lobos vestidos de ovelhas. Membros de denominações fieis podem ser terríveis e profanos no viver, mesmo conhecendo a verdade. Muitos santos de Deus são homens e mulheres simples, mas sinceros crentes em Cristo, porque a fé no Senhor é a visão que eles têm da verdade no coração, e quando são ensinados na verdade eles se exultam e se tornam ainda mais fortes.
        A fé não nos foi dada para encher nosso intelecto e nos tornar mais arrogantes. A fé nos posiciona em temor e nosso conhecimento deve nos tornar hábeis soldados na batalha. Milhares começaram bem na fé, mas apenas abraçaram essa fé, como aconteceu com Simão (Atos 8). O mundo é o lugar certo para provar os que receberam a santíssima fé e que podem empunhá-la com coragem. Outros provam que não tem o peso da verdade no coração, por isso abandonam a causa santa.
        A fé deve nos elevar para cima, para mais perto de Deus. Quando descemos para estar agradando os homens, significa que fomos provados e desaprovados. O que Judas fala em sua pequena carta chega a nós num momento crucial, quando a fé está sendo testada e muitos a têm abandonado. A fé nos foi dada para brilharmos aqui; nossa vida depende dela; nossa família deve estar cercada dessa luz que transmite confiança a todos, e os pecadores precisam ver essa nítida certeza naqueles que professam ser crentes.