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sexta-feira, 26 de julho de 2019

DO SENHOR É A GUERRA (11 de 12)



“Toda esta multidão saberá que o Senhor salva, não com espada, nem com lança. Porque do Senhor é a guerra, e ele entregará todos vós nas nossas mãos” (1 Samuel 17:47) SUA INFLUÊNCIA SOBRE NOSSAS MENTES E EMOÇÕES.
                               ESCOLHEMOS SOMENTE AS MELHORES ARMAS
        Escolhamos também as poderosas armas do zelo. Os valentes de Davi eram homens ocupados com a guerra; eles não tinham medo da morte, pois eram ousados e destemidos. Consideremos a vida de Urias, porque bastam suas palavras ditas ao rei Davi (2 Samuel 11), o qual naquele momento não passava de um covarde, para que vejamos o perfil de um homem considerado como valente. Ele veio da guerra, porém seu coração estava na guerra: “...A arca, Israel e Judá ficaram em tendas; e Joabe, meu senhor e os servos de meu senhor estão acampados no campo; e eu hei de entrar na minha casa, para comer e beber, e para me deitar com minha mulher? Pela tua vida e pela vida da tua alma, não farei tal coisa” (2 Samuel 11:11). Eis aí, em poucas palavras o que significa ser um valente naquele tempo. Urias veio como um servo e queria voltar à guerra como servo. Ele não veio descansar um pouco; não veio para matar a saudade da esposa e deitar-se com ela. Não era esse um comportamento de um herói de guerra. Que lição para o rei Davi!
        Nosso Senhor foi o modelo de zeloso. De fato, o zelo pela casa de Deus Lhe consumiu e nosso Senhor não descansava, a fim de que a causa de Deus fosse feita. O zelo faz com que os fieis neguem seu direito de viver, porque foram chamados para uma batalha que poderá custar sua própria vida aqui. Quanto falta de homens zelosos pela causa do Senhor em nossos dias! Faltam homens e mulheres que não estão ocupados em agradar parentes, amigos e até mesmos os pais, porque querem ver a glória de Deus e a obra Dele acontecendo. Homens zelosos procuram o bem da igreja e o bem de todos; os zelosos são pessoas de oração, da palavra; são os que exortam uns aos outros, que admoestam, que procuram a disciplina pessoal e da igreja.
        Escolhamos também a paciência como uma arma de fundamental importância na guerra do Senhor. Não estamos querendo que as coisas aconteçam de qualquer maneira; não nos intimidamos quando tudo parece perdido. Com paciência lutamos, esperando de Deus a vitória. Davi, enquanto era perseguido por Saul, esperou com paciência o tempo da ação de Deus. Nunca ele empunhou espada para matar Saul, pois sabia que na ocasião certa as coisas funcionariam da maneira como Deus queria. Foi nessa paciência que muitos Salmos foram escritos e que ficaram registrados, para o bem do povo de Deus em todos os tempos e em todos os lugares.
        Finalmente, podemos afirmar categoricamente que confiamos na vitória. Na batalha de Deus não há “talvez”. Quando Deus enviou Josué Ele dirigiu-lhe esta pergunta: “Não to mandei eu?...”. Era para aquele moço entender que a batalha era de Deus, por isso a vitória era certa. Quando há derrota é porque algum mal entrou, alguma desobediência da parte do próprio líder. O que parecia vitória para Saul, tudo terminou em terrível derrota. Por quê? Saul fez da guerra do Senhor sua própria guerra e tomou a glória para si. Eis aí sua ruína. Que o Senhor nos encha de Sua misericórdia! Que Ele venha nos tornar homens e mulheres corajoso, fortes e zelosos. “Campeões da pela sagrada, o clarim chama à luta os fieis!”.


quinta-feira, 25 de julho de 2019

DO SENHOR É A GUERRA (10)


                   
“Toda esta multidão saberá que o Senhor salva, não com espada, nem com lança. Porque do Senhor é a guerra, e ele entregará todos vós nas nossas mãos” (1 Samuel 17:47) SUA INFLUÊNCIA SOBRE NOSSAS MENTES E EMOÇÕES.
                               ESCOLHEMOS SOMENTE AS MELHORES ARMAS
        Se a guerra é do Senhor escolheremos as melhores armas. Usaremos a VERDADE, porque não há possibilidade de lutar na causa de Deus com qualquer mentira. Muitos hoje querem combinar um pouco de mentira com muita verdade, mas é o mesmo que colocar uma gota de veneno em muitos litros de agua. Deus é o Deus da verdade e Ele jamais há de aceitar qualquer mentira. Por isso os que batalham as batalhas do Senhor devem prezar, lutar e se armar da verdade conforme nos foi entregue. Temos que continuamente tomar nossa espada e passa-la pelo esmeril do conhecimento bíblico, a fim de mantê-la afiada, caso contrário teremos problemas na guerra. Davi não quis saber dos instrumentos de guerra entregues a ele por ordem de Saul. Noutras palavras ele estava dizendo que já tinha seu próprio meio, tomado pela fé.
        Nosso Senhor sempre falou a verdade, mesmo que o ódio dos judeus se levantasse para tirar-lhe a vida; Aquele que é a própria verdade, nada de compromisso tinha com qualquer mentira. Não havia nele qualquer intuito de agradar a multidão. Os homens que Deus usou grandemente na história do Velho Testamento, eram eles homens da verdade. Foi nesse espírito de coragem e santa ousadia que o velho Micaías encarou o perverso Acabe: “Vive o Senhor, que o que meu Deus me disser, isso falarei” (2 Crônicas 18:13). Foi cheio do Espírito Santo que João Batista encarou a multidão vinda de Jerusalém, para exortá-la ao arrependimento. Os crentes em Cristo no mundo inteiro e de qualquer época podem, juntamente testemunhar que foram salvos, porque ouviram a palavra da verdade (Efésios 1:13). É com tristeza que vemos hoje o cristianismo tentando se arrumar com mentiras religiosas e isso tem feito com que os evangélicos mais pareçam com bolo assado pela metade ou com colcha de retalho.
        Nada mais é definido hoje, tudo é mais ou menos. Não vemos qualquer interesse pelas batalhas do Senhor no viver do dia a dia. Não vemos soldados juntos, lutando em oração pela causa da pregação. Não vemos disposição de vidas piedosas querendo agradar ao Senhor, dando o melhor de si pela causa dele. Não vemos homens liderando a família, conduzindo-a na verdade ou levando aos cultos, a fim de adorar a Deus e ouvir a pregação. A vida dos evangélicos hoje contempla um estilo de vida cômoda e associada com o sistema mundano. A beleza da natureza, a comodidade da época, o luxo à disposição e as maravilhas da tecnologia, tudo isso tende a mostrar uma vida fácil.
        Aliás, o próprio sistema evangélico moderno evoca paz com todos, nada de guerra, nada de armas nas mãos para o combate contra o pecado. Nem sequer um minuto devemos ficar sem a verdade, porque o mundo é ambiente da mentira. Todos os dias os crentes devem alimentar-se da verdade (Salmo 37); devem buscar a palavra da verdade e ensinar a verdade. O povo de Deus deve ter sua boca cheia da verdade: “falando a verdade uns com os outros”. Os pregadores devem subir ao púlpito para pregar a verdade, se quiserem a edificação da igreja e a glória de Deus no ambiente. Só pela verdade silenciamos as trevas, afugentamos os demônios e atrairemos os eleitos à eterna salvação.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

DO SENHOR É A GUERRA (9)



“Toda esta multidão saberá que o Senhor salva, não com espada, nem com lança. Porque do Senhor é a guerra, e ele entregará todos vós nas nossas mãos” (1 Samuel 17:47) SUA INFLUÊNCIA SOBRE NOSSAS MENTES E EMOÇÕES.
                     ESCOLHEMOS SOMENTE AS MELHORES ARMAS
        Se do Senhor é a guerra, importa que nós os que entramos na batalha escolhamos as melhores armas. Rejeitaremos as batalhas religiosas, feitas pelas cruzadas antigamente. Quanto sangue foi derramado em nome de uma crença! Não! Não estamos engatilhados da forma como o mundo o faz; nossa peleja não tem em vista apontar armas que destruam fisicamente as pessoas. Pensemos em Davi, mesmo que naquela peleja o combate era físico. Façamos uma comparação quanto às armas escolhidas por ele. Ele examinou as armaduras usadas pelos soldados; aquele aparato de segurança não traria louvores ao Deus de Israel, por isso foi ousado em usar as armas que sabia usar. O estilingue e as pedrinhas eram suficientes na mão de Deus para por no pó o inimigo de Deus e de Israel.
        O que nós vamos usar na guerra do Senhor? Certamente tomaremos a arma do amor bíblico; temos em mira o bem estar do homem, mas atiraremos sim no velho homem em Adão. Nosso amor pelos homens perdidos deverá nos levar até a enfrentar a morte aqui; deverá nos levar à presença de Deus, lutando em oração e intercessão pelo bem eterno dos homens. Como ousaremos ser diferentes do Senhor? Ele se tornou perfeito homem e amou os seres humanos. Em Seu amor Ele orou, pedindo ao Pai que perdoasse Seus algozes, porque não sabiam o que faziam. O amor do Senhor fez com que Ele jamais fosse defensivo; nunca se ergueu para atacar seres caídos no pecado.
        Paulo seguiu o modelo do Senhor, pois mesmo sabendo de que o Senhor Deus age soberanamente em salvar quem Ele quiser salvar, mesmo assim colocava-se perante Deus, rogando pela nação de Israel (Romanos 9). Como Moisés amou seu povo! Ali estava um homem que se portou como verdadeiro amigo daquele povo humilde e teimoso; ele não hesitou em se colocar perante Deus, a fim de livrar Israel da fúria do Senhor, devido a adoração ao bezerro de ouro (Êxodo 32). Muitos homens de Deus foram ao campo missionário imbuídos desse tremendo amor; muitos deixaram o conforto de sua nação, a companhia de seus queridos e foram para lugares longínquos, na possibilidade de morrer por lá mesmo. Alguns de fato perderam suas vidas. Por que isso? Porque eles tinham em seus corações um verdadeiro amor em favor dos seus semelhantes, perdidos no pecado.
        Sem dúvida, o amor de Cristo deve nos constranger sempre a entrar na guerra. O conforto deste mundo tem feito com que muitos crentes vivam de forma egoísta, pois se distanciam da igreja, dos cultos e da companhia dos santos. A comunhão com o povo de Deus nos faz destemidos, prontos para uma verdadeira batalha do amor bíblico no contexto de uma igreja local. Fomos chamados a edificar, exortar, consolar, servir e orar uns pelos outros. Fomos chamados à guerra, na batalha contra as forças do mal que militam neste mundo. Vemos como satanás quer destruir tudo e todos com drogas, imoralidades, destruição da família, roubos, homicídios, etc. A igreja não pode distanciar-se dessa situação e passar de largo, ignorando sua tarefa. Os crentes foram chamados à batalha contra o mal.  
       


terça-feira, 23 de julho de 2019

DO SENHOR É A GUERRA (8)



“Toda esta multidão saberá que o Senhor salva, não com espada, nem com lança. Porque do Senhor é a guerra, e ele entregará todos vós nas nossas mãos” (1 Samuel 17:47)
SUA INFLUÊNCIA SOBRE NOSSAS MENTES E EMOÇÕES.
        Outra lição que sobressai desse tema é o fato que não ficamos intimidados em face de nossas fraquezas. O mundo chama os fortes para suas guerras; Deus chama os fracos para que por meio deles possa mostrar Sua força. Todos os servos do Senhor são homens e mulheres fracos, mas pela fé eles arrancam forças no meio da fraqueza. Não foi assim com Davi? Quem era aquele moço? O que ele tinha de forças, comparando à força de Golias? Nenhuma! Tudo aos olhos naturais diria que Davi seria morto imediatamente. Mas a fé não conta com sua força na guerra do Senhor.
        Foi essa a lição impressionante que Deus passou para Paulo, a fim de ensinar Seu servo a depender somente Dele, e assim não cair no enredo de confiar em si mesmo. Satanás sempre lida com os homens do modo natural, do ponto de vista que é compreensível aos homens. E é nisso que o inimigo do Senhor e dos crentes é pego em sua própria desgraça. Nunca Deus faz Sua obra usando o conceito humano, porque todos os feitos Dele são realizados por milagre “Ele é o único que opera maravilhas” (Salmos 106:6). Quando Moisés pensava que era o momento de entrar em ação, Deus o retirou e fê-lo ficar 40 anos longe, a fim de jamais confiar em si mesmo. Para Hollywood Moisés poderia ser bem útil, mas não para Deus. Os crentes devem saber que Deus jamais usará os que confiam em si mesmos, mas sim os fracos, os que põem a confiança inteiramente em Deus, porque é da fraqueza que Ele tira forças.
        Toda nossa força natural será usada para nossos pecados, mas nunca para Deus. Só seremos usados na guerra Dele quando dependemos Dele, caso contrário seremos esmagados e humilhados pelos poderes das trevas: “Fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder” (Efésios 6:12). Sempre Deus se apodera daquilo que nada é, a fim de mostrar o quanto Ele é forte através de Seus instrumentos. Gideão devia saber que se a guerra era do Senhor, então Deus usaria somente aqueles 300 homens chamados por Ele (Juízes 7). Davi sabia disso e experimentou o quanto seu Deus era forte em vitórias esplêndidas, como contra o leão e o urso. Santos de Deus têm experimentado esse poder de Deus em todos os aspectos no decorrer da história. Grandes pregadores foram usados poderosamente pelo Senhor, quando pregaram apenas no poder Dele. Alguns que tentaram pregar confiante em sua capacidade saíram humilhados.
        Deus não precisa de nosso poder, pois Ele é Deus. Suas armas são poderosas e suficientes. Ele não se agrada da força do cavalo, nem dos músculos do guerreiro, mas sim dos humildes, os que realmente se atiram em fortes braços. Por que isso? Porque a guerra é Dele! Impressionante o que Deus fez no reinado de Davi. Este homem devia saber que o reino era do Senhor, por isso Deus apresentou para o exército de Israel homens jamais achados neste mundo; homens com os quais exército nenhum poderia vencê-los; um deles era suficiente para pelejar contra milhares e emplacar grandes derrotas nos inimigos. Qualquer nação que levantasse para pelejar contra Israel seria surpreendida com amarga decepção. Do Senhor é a guerra, tanto na história do Velho Testamento, como é agora na guerra da igreja contra o reino de satanás.
       
       


segunda-feira, 22 de julho de 2019

DO SENHOR É A GUERRA (7)


                
“Toda esta multidão saberá que o Senhor salva, não com espada, nem com lança. Porque do Senhor é a guerra, e ele entregará todos vós nas nossas mãos” (1 Samuel 17:47)
SUA INFLUÊNCIA SOBRE NOSSAS MENTES E EMOÇÕES.
        Do Senhor é a guerra, e Ele mesmo ordena que lutemos. Para Josué Ele pergunta: “Não to mandei eu?” (Josué 1). Para Gideão Ele ordena: “Vai nessa tua força!” (Juízes 6); foi assim que ordenou Moisés, a fim de que encarasse Faraó sob o poder de Deus. Eu sei o quanto estamos sempre confiados em nós mesmos. Quarenta anos antes Moisés queria libertar seu povo pelo seu próprio poder, mas teve que fugir senão seria morto. Agora era o momento de ir mediante o poder de Deus, mas não queria. Israel ficou com medo de encarar os habitantes de Canaã, quando ouviram o relato dos 10 espias (Números 14). E agora? Mas quando ouviram que não iriam entrar na terra devido a desobediência, logo se dispuseram a ir. Cada crente deve encarar a guerra contra o mal enquanto aqui viver. A vida do cristão é dia a dia enfrentando aqui as hostes inimigas, o mundo e a carne. Não há trégua nessa peleja; satanás não descansa em ferir os santos, amedrontar alguns e desencorajar muitos.
        Visto que a guerra é do Senhor, fazemos pouco da oposição. Não existe uma batalha sequer para Deus que não enfrentaremos oposição. Jerusalém podia ficar do jeito que estava, os muros caídos, o templo destruído e tudo em completa miséria. Nessa condição tudo era paz e os inimigos se sentiam tranquilos. Mas quando Deus ergueu Neemias e que este homem entrou em ação, não demorou em que aparecessem os “Tobias e Sambalás”; a ferocidade do diabo faz com que ele mova multidão e planeje trapaças, armadilhas e mentiras, a fim de estragar a obra do Senhor. Tenho visto o que acontece quando sinceros crentes entram em ação na obra do Senhor. Não estou referindo às atividades religiosas, mas sim àquelas atividades ordenadas pelas Escrituras. Veja o que acontece quando os crentes aparecem para orar; quando se dispõem a ler a bíblia e encarar os cultos na igreja. Veja o que acontece quando os crentes começam a colocar a vida em ordem em seus lares, movendo tudo para a obediência a Deus. Imediatamente satanás entrar em ação para estragar tudo.
        Se quisermos providenciar uma guerra do nosso estilo, exatamente como o mundo quer, nada acontecem em termos de oposição. Aliás, satanás entra nessa “batalha”, porque é dele. Tudo o que vem de forma antibíblica e feita na energia da carne, terá a aprovação do pai da mentira e receberá seus aplausos. Essa não é a guerra do Senhor. Os santos são chamados a uma guerra desconhecida do mundo e da natureza carnal. Quando o Espírito de Deus encheu os apóstolos do Seu poder e eles, cheios do poder de Deus começaram a testemunhar em Jerusalém, não demorou em que as hostes inimigas começaram a rugir do inferno e aqui na terra os homens inimigos do Senhor entraram em ação, a fim de funcionar as prisões, os chicotes, os grilhões e as espadas. Tudo parece estar indo às mil maravilhas no Egito, até que aparecem Moisés e Arão, sob a autoridade de Deus, ordenando que Faraó libertasse o povo de Deus.
        Santos de Deus, o Senhor nos convoca a uma guerra sem trégua. Entremos nessa arena bendita, numa batalha que às vezes nos leva a tremer. Tudo parecia derrota para o exército de Deus, até que Davi entrou e desafiou o poderoso Golias, mostrando aos medrosos que a guerra é do Senhor e não do homem.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

DO SENHOR É A GUERRA (6)



“Toda esta multidão saberá que o Senhor salva, não com espada, nem com lança. Porque do Senhor é a guerra, e ele entregará todos vós nas nossas mãos” (1 Samuel 17:47)
O GRANDE FATO: DO SENHOR É A GUERRA.
        O fato que a guerra é do Senhor, necessário é que combatamos somente pelo Seu poder. Quando Josafá ouviu que um ajuntamento de exércitos viria contra Jerusalém para destruir a cidade e o povo, eis que imediatamente passou ele a clamar com todo povo pelo livramento do Senhor. A resposta de Deus foi que naquela batalha eles nada iriam fazer, senão se ajuntar no Vale das bênçãos para entoar louvores ao Senhor; eles não teriam que usar suas armas, porque aquela batalha era de Deus, e assim a vitória incrível veio, de tal maneira que Josafá e o povo foram pegar os despojos no meio dos mortos (2 Crônicas 20).
        No combate pela causa do Senhor e contra as trevas, Deus requer que creiamos Nele. Saul tinha medo; desconhecia o fato que a guerra de Israel pertencia a Deus. Aquele homem soberbo queria o reinado para si; era um político com intenções perversas no coração. Por essa razão confiava numa armadura que nem ele mesmo, nem os seus soldados queriam usar para enfrentar o poderoso Golias. Davi via a guerra como sendo de Deus; para ele desafiar o exército de Israel era uma atitude arrogante e suicida da parte daquele guerreiro filisteu. Os crentes são chamados para a batalha, mas só podemos enfrentar os hostis e perigosos inimigos no poder de Deus. Nem sequer podemos imaginar o quanto nossos inimigos invisíveis são poderosos.
        Quando Pedro pensou que poderia com seu poder ir com Cristo até à morte, eis que satanás já havia pedido para peneira-lo. E de fato provou que nada era para enfrentar as hostes que o Filho de Deus sozinho enfrentou. Os que pensam que podem derrotar o império das trevas pelo poder humano, estão perigosamente enganados e equivocados. Os que confiam em suas habilidades, poderão ser eficazes quando lidam com os homens. Alguns confiam na cultura e são hábeis em lidar com os homens usando estratégias da psicologia ou outros métodos. Mas nada disso tem qualquer serventia para Deus. Cultos ou incultos devem saber que Deus usa os humilhados e que buscam forças somente no poder da Sua graça. Certamente Deus usará as habilidades naturais dos homens, quando elas vêm consagradas ao Senhor. Nas batalhas do Senhor tudo de nós deve estar inteiramente santificado para o uso exclusivo Dele e todos os crentes deve estar submissos e obedientes ao Rei.
        Não podemos esquecer que sofreremos vexames, se lidarmos contra os poderes das trevas confiando em nós mesmos. Homens e mulheres que não oram constantemente estão desqualificados para isso. Os poderes das trevas pisam os arrogantes e os esmagam como vermes. Homens e mulheres que não se importam com a Palavra de Deus no viver diário não passam de mosquitos no tocante à guerra contra o mal. Deus aprouve usar Davi; era ele o escolhido para que o Nome do Senhor, o Deus de Israel fosse glorificado naquela batalha. Deus aprouve usar homens e mulheres simples; aqueles que realmente confiam no Senhor e dependem Deus. São esses que não correm nem estremecem diante das ameaças. São eles que se ajuntam em oração com os irmãos; são eles quem apoderam da verdade no coração e entram no poder de Deus na guerra diária contra o mal.


terça-feira, 16 de julho de 2019

DO SENHOR É A GUERRA (5)


                                               
“Toda esta multidão saberá que o Senhor salva, não com espada, nem com lança. Porque do Senhor é a guerra, e ele entregará todos vós nas nossas mãos” (1 Samuel 17:47)
O GRANDE FATO: DO SENHOR É A GUERRA.
        O nome do Senhor e a glória Dele são os reais objetivos de nossa guerra. Não estamos no mundo lutando por uma causa nossa. Não fomos chamados para batalhar por uma denominação. Se não for a glória de Deus e as honras do Seu grande nome, certamente seremos julgados por estarmos lutando pela mentira e por uma causa humana. Alguns lutam por um nome humano; alguns se empenham por um líder que foi o fundador desta ou daquela denominação. Mas não demora em que aquela entidade logo seja vencida pela idolatria em venerar um homem. Acima da glória de Deus e do nome do Senhor Jesus, nada, nada mesmo pode aparecer. Pela causa da religião dos fariseus Saulo estava disposto até mesmo a matar, mas quando se converteu a Cristo, logo pode perceber que pelo nome do Senhor, tudo o que pensava e que cria inutilmente não passava de esterco (Filipenses 3).
        Cuidemos também, para que nosso nome não venha a ser nossa motivação. Não tem maior motivo de ódio da parte do Senhor quando alguém projeta sua própria e seu próprio nome no trabalho que é Dele. O poder e a liderança é Dele. Quando Moisés quis viver um pouco mais, a fim de entrar com o povo na terra prometida, eis que o Grande Líder logo expressou Sua indignação contra Seu servo: “Não me fale mais nisso!”. Paulo poderia encher-se de orgulho e vaidades devido as grandezas das revelações, por esse fato o Senhor fez com que Seu servo ficasse debilitado diante das fraquezas físicas e das perseguições (2 Coríntios 12). Que grande general do exército do Senhor foi o rei Davi! Mas foi repreendido pelo Senhor, porque confiou em si mesmo e tomou decisões erradas. As batalhas eram de Deus; Davi e o exército eram apenas instrumentos usados pelo Senhor. O nome Dele e a glória Dele eram mais preciosos do que meros homens mortais, sujeitos ao pecado. Quando pecou com Bate-Seba e matou o esposa desta, por meio do profeta o Senhor deixou claro para Seu servo que Ele fez com que Seu nome fosse motivo de zombaria para os gentios.
        Não foi porque o povo de Israel não se ocupou em glorificar Seu nome, que o Senhor usou as nações para castigar Seu povo? Em dois capítulos no livro de Ezequiel Deus mostra o quanto Ele estava zelando pelo Seu nome. Se a glória Dele não aparecer é sinal da presença da famosa idolatria. Não tem meio termo, onde Deus não é glorificado é porque o homem está sendo e por detrás está o invisível e ardiloso pai da mentira querendo glórias para si. Tocar na glória Dele e ofender Seu nome são motivos de Sua santa indignação. Que tenhamos santo temor e que coloquemos nossas bocas no pó, ante a majestade Daquele que faz todas as coisas segundo o conselho de Sua vontade.
        Finalizo esta página, a fim de acordar os crentes. Estamos vivendo os dias mais perigosos; satanás não para em sua arte de imitar a Deus. Nós fomos chamados para a guerra e no trabalho enganador de satanás não há guerra. Em suas táticas e manobras religiosas tudo resulta em conforto e paz com o pecado e com as mentiras. Do Senhor é a guerra, enquanto que de satanás é a trégua. Se Saul não tem um Davi que entra para enfrentar Golias é melhor dar-se por vencido e tornar Israel escravo dos filisteus. Se não formos vencedores é certo que seremos medíocres neste mundo perigoso.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

DO SENHOR É A GUERRA (4)



“Toda esta multidão saberá que o Senhor salva, não com espada, nem com lança. Porque do Senhor é a guerra, e ele entregará todos vós nas nossas mãos” (1 Samuel 17:47)
O GRANDE FATO: DO SENHOR É A GUERRA.
        Na página anterior pude mostrar que a guerra é do Senhor se for travada pela verdade, justiça e santidade. Fora disso não passa de barulho religioso que faz satanás ir e zombar de nós. O mundo é essencialmente o lugar da mentira em todas as suas manifestações. Se não lutarmos pela causa da verdade, certamente não prevaleceremos. Outro detalhe que é de grande importância é o fato que a guerra tem um objetivo: a glória da honra e do nome do Senhor são os objetivos da guerra. Não fomos chamados para elevar o nome de nossa denominação, nem de quaisquer líderes. A bíblia exalta sempre o nome do Senhor e o próprio Senhor Jesus ressaltou essa verdade: “E sereis perseguidos por causa da justiça”. Quando Saulo foi chamado à salvação, o Senhor disse para Ananias que iria mostrar a Saulo o quanto importava sofrer pelo Seu nome (Atos 9).
        Além disso, sabemos o quanto satanás se empenha contra o nome do Senhor; sabemos que ele quer puxar para si a glória que pertence tão somente a Deus. Todos nós temos essa inclinação perigosíssima em lutar por nossa causa. Os santos de Deus devem apagar sua própria luz, a fim de que brilhe a glória de Cristo. Cuidemos porque grandes líderes tendem a ser idolatrados. Estamos vivendo esse período de veneração aos homens e onde a glória de Deus é puxada para os homens, certamente o Senhor não está ali presente. A guerra é do Senhor, então devemos fugir de qualquer atitude de rebelião contra a verdade. Moisés não santificou o nome do Senhor, quando foi mandado falar com a rocha (Números 20) O grande General do exército apareceu para Josué para que se humilhasse perante Ele. Logo Jericó seria destruída mediante o poder de Deus e Josué deveria saber que o poder seria de Deus e não dele ou de Israel.
        Esses detalhes são de grande importância para os crentes. Toda nossa batalha individual ou coletiva tem em vista a honra do Senhor. Cuidemos para que não falhemos nisso. Obediência incondicional à palavra de Deus é o segredo do sucesso. Vejo em nossos dias o quanto os crentes querem fugir dessa batalha diária. O mundo está continuamente chamando os crentes para uma vida confortável, tão atraente em nossos dias. São pouquíssimos os crentes que interessam pela bíblia, pela oração e consequentemente pela santidade de vida. Muitos são aqueles que fogem de encarar a palavra de Deus no viver, porque é forte a atração que este sistema mundano atual tem tido grande poder de atração.
        Pelo nome do Senhor somos chamados à batalha diariamente. Vemos o dinâmico trabalho das trevas, pois satanás não tira folga em arrancar da terra toda verdade bíblica e implantar seu sistema de mentiras e de iniquidades na face da terra. Os santos de Deus avançam para o céu e é nessa jornada que eles são sufocados pela perseguição inimiga. Cada dia somos chamados a negar a carne; somos ordenados a separar do mundo com suas paixões; somos convocados a conhecer nosso Deus na Palavra e tomar a espada do espírito na guerra contra o mal. Medrosos não podem entrar nessas fileiras, porque certamente irão negar o Nome do Senhor.
       



quinta-feira, 11 de julho de 2019

DO SENHOR É A GUERRA (3)



“Toda esta multidão saberá que o Senhor salva, não com espada, nem com lança. Porque do Senhor é a guerra, e ele entregará todos vós nas nossas mãos” (1 Samuel 17:47)
O GRANDE FATO: DO SENHOR É A GUERRA.
        Como podemos saber que do Senhor é a guerra? É qualquer guerra? Não é verdade que muitos ergueram supostas guerras? Há muitas batalhas hoje que parecem ser de Deus, mas que nada tem a ver com Ele. Necessário é que tomemos a Palavra e a analisemos, a fim de considerarmos a guerra do Senhor, à luz da verdade. Posso afirmar que a guerra é do Senhor, desde que ela seja a favor da verdade, direito e santidade (Salmo 45:4). No texto vemos como a oração de um santo é uma petição, rogando que o Senhor venha para batalhar Suas batalhas pela justiça, verdade e santidade.
        Todos os crentes devem saber que foram convocados à guerra (Efésios 6:12), mas precisa avaliar se a guerra onde estão ou querem estar envolvidos é realmente a guerra do Senhor. Saul achava que sua guerra era perseguir Davi e acreditava que Deus estava com ele nessa empreitada. Mas a verdade é que o Senhor havia se afastado daquele rei e tomado posse de Davi suas batalhas. Devemos entrar na guerra ciente que estamos envolvidos com a verdade. Qualquer mentira, mesmo parceirada com pitadas da verdade não é guerra do Senhor. Mesmo que não saibamos de toda verdade; mesmo que lutamos por um conhecimento ainda mais aperfeiçoado do Senhor e de Sua salvação, precisamos saber que lutamos pela causa da verdade, através do evangelho.
        Precisamos estar cientes que cremos na salvação, mas a salvação bíblica. Cuidemos com as filosofias modernas acerca da salvação. Cuidemos com a fé sem arrependimento e com o arrependimento sem a fé bíblica. Cuidemos com a mensagem que não exalta a cruz do Calvário, onde o Cordeiro foi morto em lugar dos perdidos. Essa é a pilastra inabalável da fé que nos garante real certeza. Cuidemos com a fé que estriba noutras coisas, menos nessa verdade solene. Foi essa a verdade que Paulo intensificava quando estava na igreja em Corinto. Ele não queria que ninguém firmasse a fé na sabedoria, mas sim naquilo que para o mundo é loucura, mas que na realidade é a sabedoria de Deus (1 Coríntios 2). Se retirarmos a mensagem da cruz, certamente os inimigos se aproximarão e farão parte de nosso exército, mas o Senhor não estará conosco, caso falhemos nisso.
        Que direito temos nós de encontrar outros meios para os pecadores? O Senhor não modelou outros meios nem dá outras pistas para Seus servos. Sua palavra é a mensagem da cruz, desde Gênesis até Apocalipse, porque intensifica o fato que os homens só podem ser comprados e resgatados pelo sangue da cruz. Abel, Noé, Enoque, Abraão e outros milhões de santos não conheceram outro caminho nem foram despertados por miragens religiosas deste mundo. Essa espada deve estar em nossas mãos; nossa fé está firmada na inabalável Rocha que dá solidez e plena confiança aos mais simples crentes.
        E você meu irmão? Está envolvido nessa santa batalha? Está plenamente engajado na luta contra o mal pelo poder da palavra?

quarta-feira, 10 de julho de 2019

DO SENHOR É A GUERRA (2)


                                      
“Toda esta multidão saberá que o Senhor salva, não com espada, nem com lança. Porque do Senhor é a guerra, e ele entregará todos vós nas nossas mãos” (1 Samuel 17:47)
        O GRANDE FATO: DO SENHOR É A GUERRA.
        Uma vez dada a introdução, entraremos no texto, a fim de sabermos que nós, os crentes em Cristo como convocados para a mais poderosa guerra do universo; que não somos capazes em nós mesmos para encarar esses inimigos, assim como Davi não tinha poder nele mesmo para encarar Golias. Mas a verdade é que do Senhor é a guerra. Se Ele nos convocou é porque Ele mesmo nos dará diariamente Sua graça para esse intenso combate. Pela fé Davi tomou cinco pedras e usou apenas uma para atingir mortalmente o inimigo afrontador. E nós? Temos em mãos a Espada do Espírito; temos a palavra de Deus gravada em nossos corações; temos habitando em nós o Espírito Santo que nos concede vigor, sabedoria, discernimento e poder.
        Nosso General afirma que a guerra é Dele e nós, o povo salvo, povo santo, povo eleito somos privilegiados para esse combate contra o mal. O que nós precisamos saber? Precisamos nos livrar do indigno e perigoso pensamento de que podemos ser vitoriosos nessa guerra. Seria muita presunção do jovem Davi lutar contra aquele guerreiro filisteu; os soldados de Saul, bem armados não se atreveram a enfrenta-lo. Como poderemos nós lutar contra o mal, contra satanás, o pecado e este mundo nas forças derivadas da carne? Encaremos nossa condição aqui, porque na carne não mudamos nada. Mesmo sendo crentes em Cristo, ainda estamos agregados à essa natureza voraz e famigerada pelo pecado.
        Seria bom que lembrássemos do que éramos no passado, mesmo que na ignorância pensávamos que éramos importantes, fortes e capazes de enfrentar os homens. Quantos de nós confiávamos em nossa valentia! Na cegueira do pecado desconhecíamos nossa miséria e não víamos que nossos maiores e terríveis inimigos nos prendiam no mundo e que éramos marcados para ser jogados no abismo de terrores. Não sabíamos dessas coisas. Desconhecíamos o fato que éramos escravos do pecado e que servíamos o diabo e o mundo com prazer e que éramos inimigos terríveis de Deus, mostrando isso em nosso comportamento.
        Mesmo como crentes agora, somos susceptíveis a cair. Aquele que venceu Golias caiu nos braços de uma mulher alheia (2 Samuel 11) e nós somos melhores? Se deixarmos ser vencidos pelo orgulho num viver independente de Deus, seremos devorados por terríveis pecados que nos consumirão na miséria. O abismo está perante nós e não temos onde segurar aqui, senão nas mãos do Senhor. Ele sabe perfeitamente que somos fracos e inoperantes em nós mesmos para a batalha. Na batalha contra as forças do mal, nada daqui pode ser usado. Nossa inteligência, força, valentia, riquezas e espertezas, etc. tudo isso não passa de cacareco ante o poderio das trevas.
        Nosso Senhor ordenou a Israel, para que o povo santificasse para a batalha contra os moradores de Canaã. A guerra era do Senhor e se tentassem meios humanos, certamente a derrota viria. Não foi assim com Israel por causa de Acã? Um só soldado rebelde foi suficiente para o povo ser derrotado por poucos inimigos. Humildes e submissos, rendamo-nos ao comando do Senhor dos exércitos!

terça-feira, 9 de julho de 2019

DO SENHOR É A GUERRA (1)


                       
“Toda esta multidão saberá que o Senhor salva, não com espada, nem com lança. Porque do Senhor é a guerra, e ele entregará todos vós nas nossas mãos” (1 Samuel 17:47)
INTRODUÇÃO:
        Ali estava o jovem Davi, o único no meio de milhares de soldados treinados para a guerra, mas sem qualquer coragem para enfrentar o poderoso Golias. Do ponto de vista humano não havia ninguém habilitado para esse duelo, até que apareceu o “titan” da fé para enfrentar o “titan” mundano. Foi nessa coragem vinda de Deus que Davi, com calma e santa ousadia se apresentou para enfrentar o duelista. O verso 47 resume tudo o que havia no coração do jovem Davi; ele conhecia o Senhor seu Deus e queria que todos soubessem que o Deus de Israel não opera segundo o modo dos homens. Ele mesmo já havia experimentado o quanto poderosamente o Senhor se manifestou a Ele, enquanto cuidava das frágeis ovelhas. O que Davi contemplou? Ele viu o exército de Israel como o povo de Deus, como frágeis ovelhas; ele considerou Golias como um pobre verme perante o Deus de Israel, por isso não teve qualquer receio em enfrentar aquele mortal, sustentado no poder de Deus.
        Não podemos nós entender que o mesmo Deus de Davi é o nosso Deus hoje? Não podemos encarar o fato que do Senhor é a guerra, tanto antes como agora? Davi enfrentou exércitos humanos, nós hoje enfrentamos um exército muito mais poderoso. A igreja está diante de uma verdadeira batalha que durará até ao fim, quando ela será tirada definitivamente para o céu. Todos os crentes são convocados para essa batalha e cada dia o crente percebe que não há trégua aqui, que o inimigo não desiste de nos perseguir e derrotar. Nossos inimigos são incomparavelmente piores que Golias; nossas armas não são iguais às armas de Davi, nem semelhantes a espada de Golias.
        Tudo hoje está sendo feito pelos inimigos, para que os crentes não encarem a jornada aqui como sendo uma guerra. Satanás tem se apresentado ao mundo como um amigo, sábio, cheio de luzes religiosos, armado de conhecimento bíblico, parecido com Jesus, sem que todos percebam o quanto ele não passa daquela velha serpente, ardilosa e astuta, como desde o princípio. Ele se esconde nas trevas de tal maneira, que nem mesmo alguns crentes consigam vê-lo. Percebemos em nossos dias o quanto esse discernimento está ausente da vida da maioria do povo crente e assim, suas vidas estão condizentes com o sistema mundano. Religiosamente o mundo quer paz; o mundo apregoa um ambiente de sossego e calma num sistema mundialmente odiador de Deus e debaixo da ira de Deus (Salmo 7).
        Enquanto, de satanás é paz com o pecado, do Senhor é a guerra. Ali estava os inimigos filisteus na pessoa de Golias, desafiando o povo de Deus. A vitória daquele inimigo seria uma afronta ao Deus de Israel. Hoje vemos satanás se aparecendo na vida de elementos perigosos, especialmente de falsos mestres e a vitória deles é a derrota dos salvos e ofensa ao Senhor. Para Davi, do Senhor era a guerra. Não era de Saul, nem do exército de homens medrosos. A guerra era Daquele que ergueu Seu povo para representar a glória Dele na face da terra.
        Do Senhor é a guerra hoje e será até a batalha final. Que sejamos fortes e corajosos em encarar esse fato pela fé!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

ENFRENTANDO NOSSOS ADVERSÁRIOS (9 de 9)



 e que em nada estais atemorizados pelos adversários, o que para eles é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isso da parte de Deus” (Filipenses 1:28)
NÃO INTIMIDAREMOS SE O AMOR DE CRISTO ENCHER NOSSOS CORAÇÕES DE AMOR PELOS PERDIDOS.
        Finalizo esta mensagem firmada no verso acima. Minha esperança é que o despertamento no meio do povo de Deus chegue em nossos dias, pois a situação atual evoca esse despertamento. Quando a igreja do Senhor está isolada e desolada diante da situação dominantemente mentirosa, temos um Deus maravilhoso, o Deus que trabalha pela honra do Seu próprio nome e pelo bem do Seu povo eleito. Não há outro meio para reverter esta situação, senão que os verdadeiros crentes se humilhem e clamem pela visitação compassiva do Senhor. Homens crentes que são cheios de fé e convicções santas da verdade são raros em nossos dias, mas ainda têm e louvamos ao Senhor por isso. Quando Elias pensou que estava sozinho na causa do Deus de Israel, eis que o Senhor apareceu para Seu servo, mostrando-lhe que a atuação soberana era Dele e não de um mero homem com Elias, por isso o Senhor deixou claro que havia reservado sete mil que não se curvaram perante baal.
        Os perdidos neste mundo vil precisam da tarefa misericordiosa do Senhor por veio da nossa vida de fé. Não seguiremos, jamais os princípios socialistas deste mundo no tratamento daqueles que estão em péssima condição. Nós os crentes vemos o mundo inteiro no maligno, assim como Jesus viu a multidão como ovelhas sem pastor. O mundo que nos cerca todos os dias é um mundo escravizado ao mal, não importa se são pobres, ricos, ignorantes, sábios, poderosos ou fracos, etc. A situação é a mesma diante de Deus. Por essa razão não devemos nós encher nossos corações da verdade? Se o mundo jaz nos braços do pai da mentira, não é verdade que devemos encher nosso ser da verdade? O mundo sabe como lidar com comida, roupa e outros recursos que o mundo tem para repartir com os que precisam. Mas o que nós os crentes possuímos ultrapassa qualquer pensamento mundano. O mundo socialista sempre se esbarra em sua própria desgraça, mas os santos têm para dar o que temporário bem como o que é eterno: “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho isso te dou...” (Palavras de Pedro ao paralítico).
        Assim como o Senhor nos tratou com infindável compaixão, não devemos nós tratar com compaixão os perdidos ao nosso derredor? Não devemos nós sofrer por eles? Não devemos nós estar fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder, a fim de levar-lhes a verdade? Não devemos nós estar revestidos da justiça, da luz celestial e de firme convicção daquilo que cremos? Não adotamos o sistema ecumênico; não cremos que devemos dar as nossas mãos em aliança com o sistema idólatra deste mundo. Ficaremos em pé, resistindo o mal, enquanto a multidão se ajoelha perante seus ídolos. Entenderemos que não fomos chamados para lutar contra os homens; eles são pobres escravos do mal, mesmo os que praticam atos perversos.
        Estejamos prontos para orar, quando temos que ficar calados perante os homens. Estejamos prontos a falar, além de manter nosso espírito em santa oração, na dependência de Deus. Estejamos prontos a empunhar a espada do espírito no ataque à mentira. Essa é a nossa função neste mundo e é para nós privilégio participar dessa guerra. Jovens no mundo inteiro podem se apresentar voluntariamente com prazer ao exército para lutar e morrer pelo seu povo. E nós os crentes? Não faremos o mesmo? Não podemos nós nos exercitar no conhecimento da verdade em nosso coração? Não devemos nos consagrar inteiramente para estar na igreja, ler a palavra durante a semana e ensina-la aos nossos filhos? Não é privilégio para nós empunhar a verdade em nosso emprego, escola e noutros lugares, com grande amor, a fim de mostrar a verdade, a fim de calar o inimigo e salvar os perdidos?

         



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

ENFRENTANDO NOSSOS ADVERSÁRIOS (8)



 e que em nada estais atemorizados pelos adversários, o que para eles é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isso da parte de Deus” (Filipenses 1:28)
NÃO INTIMIDAREMOS SE TIVERMOS CONVICÇÃO DAQUILO QUE CREMOS.
        Amado irmão leitor, o que mais precisamos em nossos dias? Não é de homens e mulheres crentes convictos? A fé atual carrega flores e não a espada, por isso nada tem de poder para enfrentar nossos adversários que são muitos e poderosos. Olhemos os crentes do passado, eles têm muito a nos ensinar de coragem, confiança em Deus e da disposição de vencer; eles são gigantes e nós mais parecemos pigmeus no que tange à fé cristã. Qualquer ameaça que parece perturbar o conforto faz com que muitos venham a fugir. Encaremos os homens de fé do passado e vejamos o que eles fizeram pela fé e assim foram de incrível utilidade ao mundo, mesmo não sendo reconhecidos aqui.
        São muitas as manipulações de satanás, em suas manobras e manipulações religiosas. Satanás tem tremendo medo da fé, porque sabe que o crente que teme a Deus há de ser um problemão para ele em seu território de atividades aqui. O fato é que muitos que professam ser cristãos realmente jamais entenderam a realidade da genuína fé, por isso não conseguem enfrentar as adversidades que irmãos em Cristo enfrentaram. Assim, qualquer fé serve; qualquer ensino errado é melhor para a natureza terrena. Não é nada fácil se posicionar neste mundo, a fim de mostrar o que é a verdade do evangelho. O mundo atual tem mostrado suas garras religiosas; o homem moderno não suporta a verdade em sua glória, eles querem tudo de Deus, menos a verdade Dele; querem ouvir do céu, mas não do inferno; querem ouvir de eleição, mas não suportam ouvir da depravação total e da condição que estão, como réus culpados e condenados.
        Sendo assim, a fé que é forte para enfrentar os adversários não se sente amedrontada; não tem medo de ficar sozinha e desapontada. Não foi assim com Estêvão? Ali estava o desdobramento da genuína fé, pois sozinho enfrentou aquela turba assassina, com real amor. A fé que pode enfrentar seus adversários é piedosa e piedade teme a Deus e carrega consigo o verdadeiro amor, a fim de por os homens em suas responsabilidades perante Deus. Hoje, tudo satanás tem erguido em termos religiosos; todas as suas mentiras trajadas de evangélicas têm aparecido aos homens; por todos os lados vemos que há luzes das mentiras vindas das trevas. Hoje tudo é de Deus, todos oram, todos louvam, todos creem e, por incrível que pareça, todos acreditam que vão para o céu. Eis aí o desdobramento das trevas desafiando os crentes. Onde estão aqueles que querem enfrentar a mentira, tendo a verdade gravada em seus corações e a espada do espírito empunhada com poder?
        Mais do que isso vemos como satanás tem levantado homens perigosos, bem disfarçados de pastores e pregadores. Alguns são bons líderes, sabem falar muito bem. O espírito da época evoca a idolatria inerente, por isso os homens estão dispostos a erguer homens assim, como se eles fossem anjos procedentes de Deus. Então, tudo o que eles falam é aceito como se fosse inspirado. Os homens mundanos não perderam as esperanças de um mundo melhor, por isso eles creem em tudo o que significa superstição e usam a bíblia como excelente objeto para práticas supersticiosas.
        Até mesmo as igrejas chamadas tradicionais e bíblicas sofrem com essa invasão do mal. O anseio por ter muita gente faz com que pastores usem todos os meios para atrair a multidão. Para eles não importa o que cremos, o que importa são os homens. Não há mais a fé que encara a situação dos homens e que aguarda de Deus grandes e poderosos resultados.
        O que podemos fazer? Não há dúvida que os fieis estão prontos para a batalha. Nunca Deus ficou nem ficará sem Suas fieis testemunhas na terra. O alvo é a glória Dele e os homens só serão beneficiados se contemplarem homens e mulheres firmes e resolutos no viver, encarando tudo numa esplêndida confiança em Deus.

        

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

ENFRENTANDO NOSSOS ADVERSÁRIOS (7)


                               
 e que em nada estais atemorizados pelos adversários, o que para eles é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isso da parte de Deus” (Filipenses 1:28)
NÃO INTIMIDAREMOS SE TIVERMOS CONVICÇÃO DAQUILO QUE CREMOS.
        Se quisermos enfrentar vitoriosamente nossos adversários, para o bem deles e da causa do evangelho é necessário uma convicção firme de santidade de vida. Santidade é um viver de justiça segundo os padrões de Deus em toda nossa maneira de viver. O mundo é acostumado com suas transgressões por quebrar sempre as leis de Deus, por essa razão homens mundanos não conseguem aceitar o padrão de uma vida que agrada a Deus aqui. Para a mulher de Potifar um moço como José não sucumbiria diante de uma tentação sexual chegando a ele de forma tão fácil, mas para José o segredo era não pecar contra Deus, por isso fugiu do mal. Nosso Deus requer que andemos de tal maneira que os mundanos nada terão que dizer contra nós, assim que abrirmos nossas bocas a fim de testemunhar acerca da verdade.
        Santos de Deus, nós somos de fato as luzes que foram postas aqui no mundo por Deus, a fim de brilhar nesse vale escuro onde reina o diabo. Esse foi o plano de Deus em nossas vidas. Quando compreendemos isso e nos dedicamos a isso, veremos o quanto a nossa vida realmente tem valor neste mundo. Somos o povo do céu na terra; nossa morada está na região celestial, nas alturas e não neste lugar baixo, onde dominam o pecado e a morte. Cada crente representa o céu na terra e faz isso em sua linguagem e modo de viver. Qualquer manifestação de mundanismo e práticas injustas em nossas vidas traz tanto prejuízo à causa santa e motiva os perversos à zombaria. Ultimamente tenho percebido o quanto mundo escarnece dos chamados evangélicos. Zombam o nome de Deus nas músicas e fazem chacotas com os cultos. Por que isso? Não é porque os chamados crentes vivem de forma errada? É óbvio que entendemos o fato que muitos nem sequer conheceram a Cristo, mas carregam o nome de evangélicos num viver profano e mundano.
        A vida de santidade dos crentes é de imensa importância neste mundo. Muitos que se dizem crentes e afirmam que são salvos nem percebe o quanto desconhecem o valor da santidade. Suas vidas não têm qualquer base para aconselhar os filhos e mostrar maturidade a fim de orientar os que andam errados. Quase não vemos hoje mulheres sábias, maduras, prontas para aconselharem seus filhos e filhas para andar nos retos caminhos do Senhor. Quase não vemos homens fieis e santos no proceder, capazes de ordenar suas famílias, porque amam o mundo e não são exemplos para as esposas e filhos. Quando a igreja é santa ela tem incrível poder para repreender o mundo desobediente. É a luz brilhando nas trevas; é a cidade construída no monte sendo vista de longe por todos.
        Finalizo esta página para mostrar que nossas convicções firmes de uma fé verdadeira são extremamente necessárias para um confronto com os adversários. O cristianismo atual parece mais uma coxa de retalho. Ninguém realmente sabe no que crê; cada um busca sempre a opinião mais bonita e mais espiritual falada por outro. O cristianismo atual não tem bandeira, porque tudo hoje não passa de “salada religiosa”. Nada definido, nada dogmaticamente bíblica, nada de uma fé sólida e confiança absoluta naquilo que afirmam crê. É uma condição tão triste e o mundo como hienas, fica ao derredor procurando aproveitar da situação. Como venceremos os adversários? Não há soldados! O que vemos é festa mundana e todos dizendo “amém!”. É exatamente isso o que nosso principal inimigo quer.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

ENFRENTANDO NOSSOS ADVERSÁRIOS (6)



 e que em nada estais atemorizados pelos adversários, o que para eles é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isso da parte de Deus” (Filipenses 1:28)
NÃO INTIMIDAREMOS SE TIVERMOS CONVICÇÃO DAQUILO QUE CREMOS.
        A primeira lição que devemos aprender é sobre nossa salvação. Os inimigos do evangelho nada sabem quanto a salvação. Eles podem até sentir que são de Deus e que um dia, após a morte irão morar no céu. Mas a verdade da salvação é totalmente diferente das expectativas dos que não foram salvos, pois eles costumam fundamentar o que pensam tendo como base ou suas emoções religiosas, ou mesmo algo que foi colocado em suas mentes. A salvação é uma convicção arraigada no coração pelo Espírito Santo e que manifesta no viver por uma firme e real confissão de fé. A salvação é mais do que declarar que tem certeza; é algo firmado no coração de alguém que um dia chegou a Cristo buscando Seu perdão e purificação de seus pecados.
        Essa convicção firme torna-se uma poderosa arma na luta contra as trevas neste mundo cheio de incerteza. Os que são salvos têm uma espada afiada para mostrar sua fé em radiante felicidade por saber que irão para o céu. Essa verdade deve estar seguramente sólida no coração do salvo, por isso ele deve enfrentar a guerra com esse santo capacete da salvação para enfrentar os adversário e ajudar com a verdade os que precisam. Os homens no pecado sabem do cruel destino que lhes espera após a morte. Qualquer dúvida no coração abala a alma e traz terror. Vejo hoje o quanto estão segurando numa salvação que mais parece um galho podre. Eles ficam confusos, especialmente quando surge a verdade de um viver pautado em santidade e pureza no propósito de agradar a Deus.     Nunca devemos esquecer que a verdade tem cheiro de morte para os que perecem. Os que são salvos não vivem “empurrando com a barriga” uma certeza de salvação; não creem que são salvos porque alguém um pastor ou missionário pôs essa “certeza” em sua vida. Creio firmemente na segurança eterna; creio porque a salvação é Deus operando algo para sempre na alma e justificando o pecador culpado mediante a justiça de Cristo. Mas o salvo há de mostrar que realmente Cristo lhe salvou; que doravante andará pelo caminho da justiça. Vejo muitos que abraçaram uma certeza de salvação, mas o viver é o mesmo de antigamente, porque continuam amando o mundo e aprisionado em seus pecados de estimação. Então, quando é pregado o evangelho em sua pureza e glória eles ficam amedrontados e tendem a fugir. Se a verdade lhe faz fugir, ao invés de humilhar, significa que há algo errado no viver e que falta segurança no íntimo.
        Pessoas assim não estão equipadas no coração para enfrentar o adversário. Ao contrário, tais pessoas serão amargas perseguidoras quando enfrentam a verdade no íntimo. O evangelho faz a luz brilhar no coração, porque Deus requer a verdade no íntimo, e não na aparência. Os santos têm o firme fundamento daquilo que Cristo fez por eles na cruz; eles são humildes e prontos para encarar a verdade. Eles não recebem a mensagem do evangelho como cheiro de morte, mas sim como o gostoso perfume da vida que há em Cristo.  São pessoas assim que são convocados a encarar os adversários, porque elas não militam com suas armas, mas sim com a fé que foi entregue aos santos.
        Precisamos de pessoas assim. Enquanto os chamados crentes continuam sem qualquer luz no viver, o mundo continua mergulhado em trevas e satanás mantém suas estratégias religiosas e perigosas, usando falsos mestres. A falsa certeza de salvação não inspira confiança e a tendência é levar outros a pensar e viver do mesmo jeito. A incerteza gera incerteza, mas a fé genuína produz outra fé firme. Assim estaremos prontos para o grande combate pela causa do evangelho.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

ENFRENTANDO NOSSOS ADVERSÁRIOS (5)



 e que em nada estais atemorizados pelos adversários, o que para eles é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isso da parte de Deus” (Filipenses 1:28)
NÃO INTIMIDAREMOS SE TIVERMOS CONVICÇÃO DAQUILO QUE CREMOS.
        Os verdadeiros crentes não devem recuar ante seus adversários. Uma vez que fomos feitos justos diante de Deus, pela justiça perfeita do Filho, então é certo que “...o justo é intrépido como leão”. Todo problema com o evangelho atual é que não tem poder qualquer para penetrar o coração e gerar convicção no santuário da alma. As nossas convicções devem tomar nossas mentes e emoções, claro. Mas, sem a fé que nasce no peito por obra do Espírito Santo e da palavra, toda certeza cai por terra quando chegam os adversários. Para Paulo os crentes de Filipos não tinham que temer. Aliás, por que temer?
        Os inimigos do povo de Deus procuram mostrar que são fortes em suas avançadas contra os santos de Deus, e os crentes enfrentam isso dia a dia. Qual é a diferença entre nós e nossos inimigos? Paulo deixa isso bem esclarecido às mentes dos santos: “O que para eles é indício de perdição, para vós de salvação...”. Acho isso notável. Paulo enche os irmãos de um encorajamento marcado pela verdade e não por meras emoções. Eles devem avançar com suas armas da justiça em seus lábios; a verdade para eles deve ser a espada que sai de suas bocas. E é exatamente aí que está a derrota dos nossos inimigos, pois os santos são impulsionados pela verdade.
        Foi isso que fez com que os apóstolos não ficassem intimidados pela ferocidade dos líderes religiosos; para eles era infinitamente melhor obedecer a Deus do que aos homens. Foi com esse espírito de santa ousadia que Estêvão enfrentou aquela súcia de malfeitores religiosos em Jerusalém  (Atos 7); a verdade foi a vitória do servo do Senhor, atraindo a fúria assassina daqueles homens, para levar um inocente à morte. O medo de ficar só, de perder amigos e não obter a simpatia dos amigos, tudo isso pode gerar timidez no crente e leva-los ao desencorajamento. O sistema ecumênico atual gerou um ambiente mundanamente confortável e todos querem entrar nesse ambiente. Toda luta dos inimigos agora é fazer com que os crentes se sintam o mesmo conforto que eles usufruem. Noutras palavras, eles estão como que dizendo: “Vejam, vocês não são felizes; nós temos o mesmo Deus, cremos no mesmo Jesus, etc. Venham e se unam conosco e vocês serão tão felizes quanto nós somos”.
        Meu sincero desejo é que o povo de Deus seja encorajados a encarar seus adversários num clima de guerra, mas munidos santas armas da justiça e do amor. Brilha a verdade nos corações dos crentes e por isso eles são chamados de “mais que vencedores” (Romanos 8). O que é que nossos inimigos trazem consigo? Eles estão perdidos! Eles não têm onde se esconder, pois estão perante a luz da verdade. Eles não têm qualquer amparo, abrigo e o Deus de toda verdade para encher seus corações de ousada fé. É isso o que Paulo quer dizer. Examinando por outro ângulo, podemos dizer que eles estão desarmados, tentando enfrentar elementos armados da verdade. Foi isso o que nosso Senhor disse em Mateus 10, quando nosso Senhor disse aos Seus discípulos para não temer os que matam o corpo, mas que não podem matar a alma.
        Os adversários do povo de Deus estão nessa condição de derrotados. O que eles vão fazer contra a verdade? Quem pode contra a verdade? Assim, toda tentativa é inútil. Os crentes em Cristo entraram no campo de batalha como vencedores. Quando Pedro negou ao Senhor três vezes, aconteceu porque não entrou como um enviado do céu, nem como um soldado do Senhor, mas sim alguém que confiou na carne e enfrentou os inimigos em seu próprio poder. O resultado foi trágico!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

ENFRENTANDO NOSSOS ADVERSÁRIOS (4)


                       
 e que em nada estais atemorizados pelos adversários, o que para eles é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isso da parte de Deus” (Filipenses 1:28)
NÃO INTIMIDAREMOS SE CONHECERMOS NOSSO INIMIGO INVISIVEL.
         Precisamos conhecer nossos adversários, se é que desejamos servir ao Senhor na causa do evangelho. Precisamos conhecer os ardis do nosso arqui-inimigo em suas estratégias para derrubar os santos. Cuidemos porque se ele não nos derrubar com alguma mentira religiosa, poderá sim nos fazer cair moralmente. Satanás conhece as áreas frágeis de nossas vidas, porque quando estávamos ainda em Adão foi ele quem nos guiou no pecado. Ele não nos conhece em Cristo, mas conhece nossos pontos fracos da natureza carnal. Aquilo que era costume nosso quando vivíamos no pecado, poderá ser exatamente o lugar onde ele há de nos atingir. Assim como Noé betumou a arca para que a agua não entrasse, precisamos betumar os “buracos” de nossas vidas com a Palavra de Deus.
         Assim, precisamos como Paulo conhecer os ardis do inimigo. Satanás é muito mais esperto do que pensamos. O que importa para ele é a nossa queda, mesmo que seja através de algo que parece ser inocente aos nossos olhos. Muitos crentes não têm percepção espiritual para perceberem a queda, mas basta perceber o quanto estão levianos e arrogantes para perceber que a queda já aconteceu. Quais são os ardis de satanás contra os santos?
         1.      Ele quer afastar nossos pés dos cultos e usar de mentiras contra Deus. Ultimamente tenho visto muitos que afirmam que são crentes, salvos, mas que nada querem com uma igreja, onde podem servir ao Senhor e terem um pastor para guiar e orientar suas vidas. Visto que multiplicaram o número de organizações evangélicas, muitos escolhem qual tipo de igreja que satisfará suas exigências carnais. Para muitos jovens, eles querem uma igreja onde podem achar o namorado; outros querem a igreja onde têm seu estilo de culto preferido, com suas músicas que lhes agradam. Outros não querem compromisso de servir ao Senhor, por isso escolhem se vão na escola dominical, ou mesmo, no afã de dormir um pouco mais no domingo, preferem ir no culto da noite. Os cultos de oração alguns nem mesmo querem pensar. É lógico que muitos nem sequer conheceram o real significado de conversão, por isso nada têm do temor do Senhor.         
         2.      Nosso adversário faz com que fiquemos tão ocupados com coisas boas, porque assim, sem qualquer percepção espiritual, abandonaremos as coisas excelentes. Paulo orou pela igreja em Filipos, pedindo ao Senhor que eles pudessem discernir e escolher as coisas excelentes. O mundo está cheio de coisas boas, mas quando comparadas às coisas eternas, essas coisas boas se tornam perigosas. Para Josafá era certo unir-se com o rei Acabe, mesmo tendo em vista ajuda=lo espiritualmente. Mas a verdade é que a atitude daquele bondoso e pacífico rei trouxe terrível prejuízo para sua família, o que mais tarde foi visto após sua morte (2 Crônicas 21).
         Alguns crentes acham que estão fazendo grandes coisas porque estão trabalhando, ocupados em ganhar dinheiro, mas negando os cuidados espirituais com a família, com a igreja e outras atividades importantes. Percebo bem em nossos dias o quanto satanás tem ganhado terreno na vida de muitos que afirmam que são crentes. É tempo de profundo orgulho e de independência. Conforme acontecia nos dias dos juízes em Israel, cada um faz o que manda seu coração. Que situação tão grave! Assim não há combatentes pela causa santa; não há interesse para que o evangelho seja anunciado. Não há altruísmo entre os crentes e com isso a causa santa sofre e a igreja de Deus parece solitária e abandonada, como acontecia nos dias do profeta Isaías (1:8).