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quinta-feira, 4 de julho de 2019

O SALVADOR, OBJETO DE DESPREZO (11 de 11)



“Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos”. (SAÍAS 53:2)
MISTÉRIO DESVENDADO.
        Afinal, quem crerá numa pregação dessa? Quem dará crédito a essa exposição? O mundo quer ouvir sobre isso? Claro que não! Não é esta a mensagem que atrairá o sistema mentiroso e ilusório tão bem liderado pelo pai da mentira. O mundo jamais proclamará com júbilo a chegada dessas boas novas. Quando os grandes profetas pregaram para o povo de Israel, eles não foram bem aceitos e muitos foram mortos. A mensagem de um Jeremias será silenciada pelo vozerio dos falsos profetas; Oséias ficará sozinho, vendo Israel como uma mulher adúltera, disposta a abandonar seu Deus, por causa dos ídolos. Não é a mensagem que os pobres deste mundo vão querer ouvir, pois eles têm em seus deuses a confiança firme de que serão recompensados por eles (Jeremias 44). Não há entre os ricos e cultos quem ousará ouvir a mensagem de um Paulo, porque em Atenas cada um procurava resposta em seus ídolos ou numa palavra de sabedoria (Atos 17).
        Que esperança temos, senão na compaixão de Deus? Quando parece que o mundo não quer, eis que entra em ação a poderosa vontade soberana do Senhor, contra a qual ninguém poderá. Impressionante verdade, pois somente os que fazem a vontade de Deus permanecem para sempre. Foi o grande e soberana quem atraiu Saulo para Damasco, a fim de ter aquele majestoso e milagroso encontro (Atos 9); foi o Senhor que despertou o interesse em Lídia, para ouvir a palavra Dele (Atos 16). Estamos lidando com o único que pode fazer maravilhas e cujas obras são inigualáveis. Queremos esse ensino? Pois é, nosso Senhor dinamizou tudo isso em João 6:44: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer...”. Qual a resposta para tudo isso? Onde está o Deus da salvação? O mundo diz: “não o vejo”, mas os salvos respondem: “No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada” (Salmo 115).
        Também, Ele abre os olhos: “E a quem foi revelado o braço do Senhor?”. Não é interesse do Senhor mostrar a figura de um Jesus conforme o mundo ousa mostrar. Deus revela “Seu braço”. O que é isso? Nosso Senhor quer mostrar o quanto Ele, o Salvador é forte para salvar; o quanto Ele é poderoso para tirar homens e mulheres da masmorra do diabo, da terrível sepultura onde jazem mortos e das expectativas do inferno. Esse é o braço do Senhor: “Quem crê no Filho tem a vida eterna...” (João 3:36). Eis aí a visão que Deus dá aos pecadores que Ele mesmo, com Seu poder atrai para Si. É triste, mas é fato que muitos foram embora quando ouviram Sua mensagem. Foram porque seus ouvidos estavam surdos para a verdade e seus olhos cegos, por isso não viam a glória do Cordeiro de Deus diante deles.
        O que acontece quando Deus abre os olhos e os ouvidos dos pecadores? Um Saulo cego perguntará: “Quem és tu Senhor?”; um ladrão com a visão da alma descoberta pedirá humildemente para lembrar dele quando Ele fosse para Seu reino (Lucas 23). Esse objeto de desprezo é agora amado pelo Seu povo, porque Ele está vendo o resultado do penoso trabalho de Sua alma e está satisfeito. Que obra encantadora do Senhor! Tudo isso nos é mostrado na história dessa humilhação, sofrimento, morte e ressurreição do Servo de Jeová. Essa história está encoberta para o mundo odiador de Deus, mas é revelada aos pecadores chamados ao arrependimento. Essa história faz parte da confissão de cada crente: “Cristo morreu pelos meus pecados” e a igreja ergue sua voz em coro para confessar: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras” (1 Coríntios 15:3).








quarta-feira, 3 de julho de 2019

O SALVADOR, OBJETO DE DESPREZO (10 de 11)



“Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos”. (SAÍAS 53:2)
MISTÉRIO DESVENDADO.
        Quem é esse Salvador, objeto de desprezo? Quem é esse tão glorioso mistério de Deus aos homens? O mundo não poderá jamais entender a verdade acerca do Cordeiro; filmes têm sido exibidos acerca desse nome, mas não pode explicar o que somente Deus pode mostrar e que somente a fé pode entender. Como pode isso acontecer? Para isso precisamos ver o quanto o verso 1 nos explica com clareza: “Quem creu em nossa pregação e a quem foi revelado o braço do Senhor?”.
        A primeira lição aparece para nos mostrar que os homens precisam de “ouvido para ouvir”. Vejamos bem o quanto isso é de grande significado. Se buscarmos no mundo, na religião mundo e nos meios produzidos por encenações cinematográficas acerca de Jesus, certamente nada terá de efeito em nosso viver. O Cordeiro é mistério de Deus, por isso o mundo nunca será capaz de entender, nem tampouco de explicar o significado. Por que ouvidos para ouvir? A razão é simples: os homens, devido ao pecado estão completamente surdos para Deus. Eis o Senhor perante os judeus, realizando ali maravilhas, expondo suas obras de bondade e sempre pregando e ensinando a verdade. Mas aquele povo podia ouvir? Claro que não! Eram eles pobres cegos e surdos desde o nascimento. Quando Deus ordenou que Isaías pregasse, o profeta ficou ciente de que pregaria a um povo que jamais iria poder ouvir e entender para ser salvo.
        Se falarmos de Cristo aos ouvidos do homem natural, eles irão compreender tudo à luz da natureza normal deles. Eles verão Jesus como um sofredor; terão dó dele e alimentarão ideias supersticiosas acerca dele. Eles terão de Cristo a mesma mentalidade que têm acerca dos seus ídolos. Notemos como eles fabricam ou pintam seus deuses, como sendo elementos fracos e sofredores, porque acreditam que são esses que proverão “bênçãos”.  Os homens no pecado são idólatras por natureza e se abrirmos o cenário bíblico para mostrar-lhes a verdade, eles se erguerão de ódio. A mentira religiosa produz mente obscura, incrédula e supersticiosa. Os homens não querem a verdade no íntimo, porquanto a reação deles será de perseguição.
        A linguagem interrogativa do verso mostra isso: “Quem creu em nossa pregação...?. Notemos bem que muitos chegam a crer em Jesus, mas como resultado de bênçãos materiais. O crê natural chega até certo ponto e ali para. Em João 12 diz que muitos creram nele creram Nele, mas não O confessavam, por medo dos judeus (versos 42 e 43). Por isso vem a interrogação: “Quem creu em nossa pregação?”. O fato é que não há algo mais maravilhoso na vida de alguém do que crer em Jesus. Estou me referindo ao verdadeiro crer, porque esse é o crer real. O que diz Romanos 10:17: “A fé vem pelo ouvir...”. Que impressionante declaração! Deus jamais mostrará a glória do Filho, a não ser para aquele que Ele mesmo quiser. Em Mateus o Senhor diz: “Ninguém conhece o Filho, senão o Pai (Mateus 11:270).
        Afinal, que tipo de fé é essa? É a fé operada no coração do arrependido. A fé não é mera aceitação mental ou emocional. É algo que atrai o coração. Os que realmente creem Nele querem conhece-Lo. O autor de um antigo diz na estrofe: “Eu O vi, eu o conheço, pois comigo Ele andou”. Não foi por causa dessa manifestação que ardeu os corações dos discípulos quando Jesus apareceu e andou com eles após a ressurreição? (Lucas 24). Foi essa santa visão que despertou o interesse do eunuco (Atos 8), para entender Isaías 53. É essa a obra mais gloriosa feita na alma de alguém que se converte de todo coração.

terça-feira, 2 de julho de 2019

O SALVADOR, OBJETO DE DESPREZO (9)


                        
“”Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos”. (SAÍAS 53:2)
A RAZÃO DO SALVADOR SE TORNAR OBJETO DE DESPREZO. (verso 4).
        Estamos lidando com assuntos bem conhecidos do povo de Deus, pois todos pelos um pouco sabem que o Senhor veio ao mundo porque amou Seu  povo e se entregou por Eles, a fim de tirá-los da miséria do pecado e levar esse povo remido para o céu. Mas nosso entendimento é tão minúsculo e somos incapazes de conceber a grandeza dessa humilhação e identificação do nosso Senhor. Vale a pena estudar o assunto, afinal a história Dele é a nossa história; precisamos saber que fomos realmente amados pelo nosso Amado, conforme a linguagem de Cantares.
        O livro de Levítico é uma exposição em linguagem simbólica do que significou a vinda do Cordeiro aqui. Ao entrar neste mundo, ali estava o puro Cordeiro, isento de qualquer mancha, livre de qualquer contaminação, perfeito em tudo, conforme as exigências de Deus. O que aconteceu foi que o perfeito foi atingido pela nossa imperfeição. O alvo da humilhação do Senhor foi Sua completa identificação com toda igreja, Imediatamente o perfeito Senhor foi totalmente alvejado pelas misérias do pecado e por todas as maldições da lei. Ora, Ele não conheceu pecado, e por que ficou parecendo um pecador? Não foi por minha culpa? Por que teve de sentir nossas dores, nossa miséria e toda desgraça que deveria cair sobre nós, merecedores da ira de Deus?   Meditemos nas enfermidades, porque em Deuteronômio 28, Deus apresenta os horrores das terríveis e mortais enfermidades que viriam sobre um povo desobediente à Sua lei. Não fomos nós amaldiçoados pela lei? Não somos culpados de ter quebrado toda lei perfeita de Deus? Mas ali estava alguém, cujo corpo foi atingido por essas flechas envenenadas de nossas maldades. Por essa razão Ele foi chamado de o “Varão de dores, que sabe o que é padecer”. Nós os pecadores neste mundo sempre achamos um lugar de conforto, mas o Senhor não achou tal lugar. Sempre achamos certo prazer e felicidade carnal aqui no mundo, mas nosso Senhor não achou. O varão perfeito parecia mais com a soma completa de todos os horrores que nos atingiria aqui. Tudo isso foi para que Ele se tornasse perfeita oferta do pecado, e assim pudesse ser exatamente Aquele que entenderia nossa miséria e dor e assim conhecer Seu povo, como de fato conheceu.
        Além disso, o Cordeiro foi completamente aceitável pelo Pai. Por fora tudo era visto como horrível para o mundo e inaceitável aos olhos dos arrogantes seres humanos. Mas por dentro todo seu ser foi examinado na dor e no fogo da ira de Deus. O cordeiro, (à luz do que ocorria com os animais puros), foi em todas as suas partes vistoriadas pelo Pai e nada havia de defeito. Todas as suas entranhas foram reveladas e queimadas no fogo da ira de Deus e Deus o Pai aceitou tal oferta, pois ali estava as impressionantes entranhas de compaixão. Sua cabeça também foi apresentada, e nada houve de mentiras, pois Nele só havia verdade. Suas pernas cortadas e apresentadas como perfeitas na obediência. Que incrível oferta! Como Deus o Pai aspirou tal oferta! Como foi motivo de satisfação e alegria para o Pai, oferecer Seu Cordeiro Amado para ser de fato Oferta do pecado!
        Não podemos nós regozijar nessas verdades? A escolha não foi nossa, pois nada tínhamos para oferecer. O que os eleitos deram para o Senhor? Fuzilamos Ele com nossa miséria; enchemos o Cordeiro com toneladas de peso do pecado; gritamos com a multidão: “Crucifica-O!” Não somos nós culpados? Toda essa história não é motivo para nossa humilhação? Tal fato não desperta pecadores para o quebrantamento e arrependimento?

segunda-feira, 1 de julho de 2019

O SALVADOR, OBJETO DE DESPREZO (8)



“Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos”. (SAÍAS 53:2)
DESPREZO NA APRESENTAÇÃO SOCIAL.         Verso 3
        Não podemos avaliar o sofrimento do nosso Salvador, porquanto, aquele que jamais conheceu pecado estava habitando de uma sociedade corrompida: “Como um de quem os homens escondem o rosto, era...”. O mundo aceita o mundo com seus costumes. O mundo não pode tolerar estranhos em seu ambiente. Os mundanos se adaptam às diferenças, eles riem, zombam, desprezam, mas cada um é aceito dentro dos parâmetros desse ambiente caído. Mas não foi assim no caso do Salvador, porque Ele foi objeto de desprezo. O mundo pode pegar um sofredor ou qualquer que seja digno de dó, a fim de tornar num objeto de idolatria e superstição. O que o mundo produz pode bem servir para os objetivos religiosos e idólatras dos homens. Não fizeram assim com Chico Xavier e outros?
        Nosso Senhor foi o único homem estranho, jamais visto pelo mundo, porque Ele foi único que não nasceu em Adão. Seu título de “Filho do homem” tinha como motivo mostrar Sua humilhação e identificação com o povo caído. Mas Ele, intrinsecamente era diferente em tudo. Sua condição física não foi como a nossa. Nós sofremos em nossos corpos aquilo que nós mesmos semeamos na queda e não há ninguém aqui que possa sentir diferente, mesmo tendo um belo corpo, ou tendo todos os recursos para viver mais comodamente aqui. Os efeitos do pecado estão aí para mostrar que todos têm o mesmo pai e mãe e que todos vieram da mesma queda: “Assim como por UM SÓ HOMEM...” (Romanos 5:12). Tal verdade, entretanto não se aplica ao nosso Senhor, por essa razão Seus traços de glória inerentes revelavam que Ele veio de Deus, que Sua origem é do Pai e não da terra. Ele mesmo repete essa verdade no livro de João.
        Nosso Senhor era o Homem da verdade. Por mais que tentemos ser diferentes, nós somos da mentira. Se houver alguns traços da verdade em nossa maneira de viver, logo esses traços serão tragados pela mentira. Não há um ser humano que consiga segurar a verdade por muito tempo. Nosso Senhor trilhava o caminho da verdade; seus passos seguiam o rumo da obediência a Deus e isso significa que anda o curso contrário aos princípios deste mundo; que Ele era uma completa oposição aos planos do diabo. O mundo segue com prazer o curso deste mundo (Efésios 2:2); os homens vão do nascimento até à morte, sem perceberem que estão indo para o abismo. Nosso Senhor não era cego, Sua visão era a realidade da cruz, Seus planos foram perfeitamente traçados na eternidade e enquanto a multidão descia, eis que Ele subia.
        As palavras do Senhor também mostravam verdade. Nunca houve um instante sequer que o Senhor falou qualquer mentira; jamais qualquer coisa que lisonjeasse os homens; jamais houve malícias e maldades em seus discursos. Os discursos Dele eram talhados de toda verdade, mas não eram meras verdades aceitas pelo mundo. Ele estava engajado na verdade eterna; Suas palavras brilhavam a luz do céu. Por essa razão suas palavras vinham como espada, ferindo o orgulho dos homens e revelando todas corrupções dos seus corações. Foi por essa razão que tentaram matar-lhe antes da cruz.
        Não é essa a verdade acerca do Salvador? O mundo mudou sua atitude em relação a Ele? Não! O mundo é o mesmo e prova o quanto o Salvador ainda é objeto do seu desprezo. O mundo idolatra a história da morte de Jesus, porque quer vê-Lo morto, mas não pode tolerar o fato que Ele ressuscitou e que aparece agora no modo de viver santo e justo do povo de Deus. O Salvador continua sendo objeto do desprezo do homem natural, mostrando isso na forma como atacam os santos de Deus.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

O SALVADOR, OBJETO DE DESPREZO (7)


                              
“”Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos”. (SAÍAS 53:2)
DESPREZO NA APRESENTAÇÃO SOCIAL.         Verso 3
        Conheçamos nosso Salvador, somente assim poderemos escapar das pervertidas investidas de satanás neste, a fim de apresentar a todos o Seu Cristo. O que vemos no texto são os argumentos que comprovam que Ele em nada é igual àquilo tão apresentável e aceitável neste mundo. No texto vemos que Ele foi “Desprezado e rejeitado”. Hoje veremos a experiência do Senhor num corpo que carregava os efeitos do pecado do Seu povo. Nosso Senhor tinha uma natureza santa num corpo mortal. Ali estava Aquele que jamais conheceu o pecado, mas que bebia aqui o cálice amargo que Seu povo teria de beber; aquele que em nada tinha culpa, mas que carregava em Seu corpo as culpas do Seu povo.
        Nosso Senhor tinha uma natureza santa num corpo tomado pelos poderes da morte. Ele tinha sede, fome e tudo isso Ele experimentou. Ele sentia dores e todas as angústias que uma alma aqui sente, porque veio enfrentar os horrores enfrentados pelo Seu povo aqui. Ele simplesmente se atirou aqui para a aventura do aprendizado, mas tomou o Pai para lhe ensinar e submeteu-Se a Ele, sendo um Filho obediente. Assim Ele aprendeu obediência naquilo que sofreu. Ele não aprendeu obediência porque errou, mas sim porque sofreu. Deixou ser marcado pelo sofrimento em função de Sua submissão e obediência ao Pai e não porque foi um rebelde arrependido. Os crentes aprendem obediência, porque antes foram rebeldes; sofrem aqui porque foram culpados na queda e lutam por santidade devido ao fato que carregam uma natureza pecaminosa. Mas não é o caso do Senhor, porquanto não era culpado do pecado e tudo o que aqui fez foi para mostrar Sua real submissão ao Pai, a fim de ser Ele mesmo o perfeito Cordeiro que seria ali na cruz imolado pelo Pai, para tornar assim o Substituto do Seu povo.
        Notemos mais acerca desse Salvador que foi objeto de desprezo. Ele não foi um mártir, mas sim o Salvador. Um mártir é visto pelo mundo como um herói, para ter sua memória gravada na história. Nosso Senhor veio sofrer no meio de uma sociedade corrompida: “Como um de quem os homens escondem o rosto...”. O mundo admira e promove aquilo que vem do mundo; o mundo cria uma imagem supersticiosa acerca de alguns heróis, especialmente quando eles promovem algum bem que interessa ao mundo. O mundo exalta os homens, porque os homens beneficiam o mundo em algum aspecto. Mas não é o caso do Salvador que foi objeto de desprezo. Não somente tinha Ele uma aparência desagradável, como também Seus atos aqui não tinham em vista melhorar o mundo. Os heróis mundanos se erguem para lutar contra determinados políticos, ou contra injustiças sociais e alguns dão suas próprias vidas. Mas o Salvador vindo do céu em tudo marcou Sua vida e obras com aquilo que trouxe dos princípios eternos. Tudo Ele fazia movido por compaixão de um Deus compassivo; Ele via as almas como ovelhas sem pastor, levadas pelo redemoinho deste mundo, dominadas pelos poderes das trevas e que caminhavam para a destruição.
        Os homens escondiam o rosto Dele, não por causa da aparência, mas porque odiavam Sua vida santa e viam que Suas obras tinham contato com o céu. Seu viver foi marcado pela verdade e nesse caminhar sempre mostrou o quanto odiava a iniquidade, mas amava a justiça. Os homens sempre odeiam o Senhor e vão odiá-Lo até mesmo no inferno. Somente os salvos, porque foram humilhados e trazidos à verdade podem amar o Salvador, objeto de desprezo e provam isso vivendo em santidade para a glória e louvor Dele.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

O SALVADOR, OBJETO DE DESPREZO (6)


                               
“Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos”. (SAÍAS 53:2)
DESPREZO NA APRESENTAÇÃO SOCIAL.         Verso 3
        O Salvador em tudo foi objeto de desprezo no convívio social também: “...desprezado e rejeitado”. Mesmo em Sua família, Ele não foi tão bem aceito. Jesus, em Sua família torna-se o antítipo de José, rejeitado pelos seus irmãos, conforme nos mostra Gênesis 37. Ele não ergue Sua voz para proclamar Sua independência no meio dos Seus irmãos. Ele não precisava fazer isso, porque deixou claro para Maria e José: “Não sabiam que eu tinha de estar na casa de meu Pai?” Não foi desprezo ao casal, mas sim a coerência de Seu ministério na terra. Mais tarde os membros de Sua família reconheceram esse fato, como ocorreu com Judas e Tiago, Seus irmãos. Maria jamais ficou chocada com as palavras do seu filho, pois ela estava convicta de sua missão e sabia quem Ele era.
        Era de se esperar que o Cordeiro de Deus não fosse apreciado pelo mundo. A santidade não é motivo da aproximação de um mundo que odeia Deus. O Salvador tinha todo referencial divino; tinha todo comprovante que veio do céu à terra; era em todos os mínimos e máximos detalhes, perfeito e imaculado. Os judeus desprezavam o Senhor na história, quando levava ao templo animais defeituosos para serem oferecidos no altar. Em Malaquias 1 vemos como Deus repreende o povo, desprezando aquelas ofertas indignas. No caso do Cordeiro de Deus, nada houve Nele qualquer mancha de caráter, falta de justiça e ausência de retidão. Era Ele o Homem perfeito, por isso foi aprovado por Deus para ser o substituto do povo eleito. Ele provou isso em perfeita obediência ao Pai, mostrou em Suas palavras verdadeiras, para que todos soubessem de onde Ele veio e para onde voltaria. Suas palavras denotavam verdade e convicção, nada tendo de mentiras e de qualquer traço de malícia.
        Ele mostrava ser o perfeito Salvador também em Suas obras. Nosso Senhor tomou o rumo da cruz e nem sequer um milímetro desviou-Se de Seus santos objetivos. Seu prazer era agradar o Pai e Seu gozo era conquistador Sua igreja, por isso Sua agenda terrena foi vista em Sua caminhada rumo à cruz. Todos os obstáculos eram repreendidos mediante a verdade. Todos os Seus atos também mostraram o quanto tinha Ele em vista mostrar aos discípulos o que significa trilhar pelo caminho certo rumo ao céu. Ele foi o modelo perfeito da fé, para que pudesse assim encher os corações dos santos de viva confiança. Visto que Ele escondeu Suas prerrogativas da divindade, nosso Senhor se apoderou de grande confiança em Deus e usou Suas palavras para encher os corações de doce confiança: “Credes em Deus, crede também em mim”.
        As obras do Salvador também mostravam o quanto estava cheio de ternura, compaixão e amor pelos seres humanos. Como Homem Ele identificou-Se com os homens, sentindo suas aflições e vivendo aqui como ovelhas sem pastor, no meio de lobos famintos e cruéis. Ele se despontou como um Servo e viveu assim, pois nunca parou de servir. Sempre estava curando, suprindo as necessidades, expulsando demônios e ressuscitando mortos. No Salvador havia ternura e misericórdia, por isso não parava de fazer o bem, em face da miséria do homem na terra. Em tudo Ele se acercou da condição da raça caída e tomou esses sofrimentos em Seu coração tão afetuoso. Mesmo sendo rejeitado, jamais reagiu com ira, pois tudo deixou nas mãos do Pai. Até mesmo perante Seus algozes, nosso Senhor ergueu Sua petição a Deus por eles.
        Tudo isso foi para mostrar que Ele era o Salvador certo, o único que poderia chegar à cruz para ser o perfeito mediador dos perdidos no mundo inteiro.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

O SALVADOR, OBJETO DE DESPREZO (5)


                  
“”Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos”. (SAÍAS 53:2)
A APRESENTAÇÃO PESSOAL
        Temos visto nessa apresentação da Pessoa do Salvador, que Ele é totalmente desprovido de toda expectativa humana, daquilo que os homens esperam aqui de um Salvador. Nosso Senhor veio aqui para ser o Cordeiro de Deus e não uma figura, tipo Absalão, Filho do rei Davi. Ele veio para sofrer em Seu corpo, não somente os pecados do povo eleito, como também sofrer os efeitos desses pecados num corpo de humilhação; veio para ser por fora objeto de desprezo dos Seus e do mundo, por essa razão o texto destaca bem essa presença física do Senhor: “...como raiz de uma terra seca; não tinha  beleza nem formosura...”. Os homens ficam empolgados pela aparência e pela imponência de um líder, mas nosso Senhor se destacou por sua humildade e firme coragem em obedecer a Deus, amar a justiça e odiar a iniquidade. Quando somamos estas coisas, logo percebemos que são elas exatamente aquilo que merece todo desprezo deste mundo.
        Merece destaque também o fato que o Salvador usou Seu corpo como apenas uma tenda temporária: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós...” (João 1:14. O termo “habitou” literalmente significa “abrir uma tenda”, assim como alguém faz como vai acampar, o que significa que ele vai ficar por pouco tempo. Seu corpo de humilhação foi feito para ocultar Sua glória intrínseca Nele. Seu corpo foi feito pelo Pai, a fim de que pudesse passar pelo real sofrimento, como ninguém jamais passou. Seu corpo foi, desde a infância cercado pelos horrores da morte e os efeitos terríveis do pecado, não porque Ele houvesse pecado, mas porque assumiu um corpo assim. Ali estava o perfeito Homem num corpo imperfeito e pode incrivelmente aprender obediência num corpo mobilizado pelas terríveis fraquezas.
        Quando nosso Senhor se apresentou a Abraão (Gênesis 18), Ele apareceu num corpo perfeito, sem pecado. Nele ali havia beleza que agradava; Seu corpo ali foi não foi resultado de nascimento, mas de um aparecimento. Mas não foi o caso visto profeticamente em Isaías 53, tratando do Seu nascimento. Seu corpo foi formado em Maria para ser um corpo do sofrimento; foi feito para sofrer fome, sede, dores cruéis e tantos maus tratos. Em tudo o Cordeiro foi aparecendo no cenário de Israel assim; passou pela escola da graça e aprendeu obediência pelas coisas que sofreu. Quem pode compreender tal mistério? No caso de Abraão, O Senhor apareceu em forma física, mas no caso de Isaías 53 nosso Senhor nasceu, da mesma maneira que eu e você nascemos.
        Outro detalhe que é revestido de grandiosa importância é o fato que nosso Senhor veio para ser apresentado ao mundo como sendo exatamente Aquele que o Pai modelou com os tipos e símbolos em todo Velho Testamento. Em tudo as Escrituras deveriam ser cumpridas Nele. Ele entrou no mundo para ser o “Cordeiro de Deus” e não para assentar-Se num trono aqui. Ele entrou para receber uma coroa feita pelos homens, completamente cheias de espinhos, porque este seria o “prêmio” dado pelo mundo por Aquele que só fez o bem. Ele veio para ser trocado por um assassino – Barrabás. Veio para que o mundo representado ali naquela multidão pudesse mostrar seu intenso ódio e atacasse Seu corpo mortal, infligindo Nele mais sofrimento e dores. Até mesmos os eleitos estavam ali também, a fim de desprezá-Lo e crucificar o Senhor da glória. Quando homens se convertem, eles chegam à conclusão da culpa e podem dizer: “Nós matamos o Senhor; crucificamos o Justo; Oh, quão miseráveis e covardes fomos!”

terça-feira, 18 de junho de 2019

O SALVADOR, OBJETO DE DESPREZO (4)


                        
“”Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos”. (SAÍAS 53:2)
A APRESENTAÇÃO PESSOAL
        Ao apresentar o salvador o texto mostra primeiramente Sua procedência: “Como renovo”. A nação de Israel naqueles dias era uma caricatura do que foi a nação nos dias dos grandes reis, como Davi, Salomão, Uzias, Ezequias, etc. Quando Jesus nasceu, Roma era o império mundial, conforme foi mostrado na interpretação de Daniel acerca do sonho de Nabucodonosor (Daniel 2). Roma é a última parte da estátua, a parte inferior. Israel não tinha rei e toda situação política era subordinada às autoridades enviadas por Roma, a qual tinha o César como o augusto, soberano. É isso o que o texto apresenta em Isaías acerca da origem do Senhor. Cristo nasceu numa cidade pobre e numa família pobre.
        Notemos também o quanto nosso Senhor, fisicamente não tinha aparência agradável: “Como raiz de uma terra seca...”. O mundo sempre olha a aparência. Não foi assim com Israel quando escolheu o primeiro rei? Bastou Samuel apresentar um homem de bela aparência, Saul, eles imediatamente o proclamaram rei. Enquanto o mundo olha a beleza, a formosura na aparência física, Deus olha o homem no coração. Ao apresentar Seu Servo, o Senhor desfaz todo conceito que o homem tem acerca daqueles que eles esperam como líder e salvador. Toda ênfase a respeito do Cordeiro de Deus é dada naquilo que é no coração; toda Sua formosura perante os homens é destacada em Seus atos de amor, bondade, compaixão e ternura.
        Noutras palavras, a verdade não está na mera e passageira aparência, mas sim no homem interior. Em nenhum aspecto nosso Senhor representa aquilo que o mundo quer, nem em Sua aparência, nem tampouco naquilo que Ele essencialmente é. O povo judeu gostava dos Seus atos de bondade, mas quando Suas palavras e atos revelavam a verdade acerca Dele, imediatamente havia uma reação de ódio da parte deles. Palavras de graça para o mundo significa que a pessoa está dizendo aquilo que eles gostam de ouvir; significa palavras que seduzem seus corações, que alimentam orgulho próprio e que são traduzidas em bênçãos advindas de superstições. Eles chegavam perto Dele para ver aquilo que para eles era espetáculo, mas se postavam na defesa, quando Suas palavras mexiam com seus corações pervertidos e costumes mentirosos. Se uma aparência não é agradável ao povo, pelo menos as palavras e os atos devem chamar a atenção. No caso do Senhor, Sua beleza interior foi motivo de ofensa, terror e perseguição da parte do povo. A aparência feia, misturada com a religião supersticiosa e mentirosa dos homens resulta em terríveis idolatrias, conforme vemos em ídolos fabricados pelos homens nas nações.
        O Salvador é o Senhor da glória (Tiago 2:1). Mas Ele ocultou Sua glória; Ele manteve sua condição humilde de Servo sofredor perante os homens; Ele jamais recuou de portar-Se como ovelha, pois Se submeteu ao Espírito, a fim de fazer a vontade do Pai. Nosso Senhor jamais reivindicou Seus direitos, porque Sua meta era a cruz; veio para ser sacrificado ali; veio para ser oferta pelo pecado; veio para sofrer a Ira do Todo Poderoso, a fim de que a igreja escapasse dos terrores eternos; veio para não abrir a boca perante os tosquiadores. Mesmo assim fez com que 3 dos Seus discípulos fossem ao Monte com Ele e ali Sua glória apareceu. Foi ali que aqueles 3 homens puderam ver quem era Aquele humilde Servo do Senhor. Foi embasado nessa visão que João confessou: “E vimos a Sua glória, glória como a do Unigênito do Pai”.
        Que humildemente caiamos perante a face gloriosa e santa daquele que um dia veio ao mundo, tendo em vista nossa eterna e gloriosa salvação.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

O SALVADOR, OBJETO DE DESPREZO (3)


                       
“”Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos”. (SAÍAS 53:2)
A APRESENTAÇÃO PESSOAL
        Minha primeira tarefa ao entrar no texto é mostrar a procedência do nosso Salvador. Devemos conhecer o Servo de Jeová como as Escrituras nos ensinam. Se desviarmos um pouco sequer das sagradas letras, seremos envolvidos com os pensamentos supersticiosos que a religião mundana apresenta acerca Salvador. Tudo será feito por satanás, para que miremos Cristo conforme aquilo que chama nossa atenção, assim como ele apresenta seus ídolos. Nós não precisamos do mundo para falar de Jesus, pois toda Escritura é uma apresentação Dele. O alvo de Deus é mostrar ao mundo a gloriosa Pessoa Daquele que é o Cordeiro amado.
        O que o Espírito de Deus fez foi mostrar, especialmente nos escritos de Moisés o que precisamos saber; Ele foi enviado do Pai para ser o Cordeiro mudo perante os tosquiadores; veio para ser queimado, como os sacerdotes queimavam o animal puro no Altar de Holocaustos; veio para ser apunhalado ali na cruz, cortado pela faca da ira de Deus, assim como faziam os sacerdotes com um cordeiro apresentado pelos judeus. O mundo se ocupa em apresentar um homem com bela aparência, mas o que isso tem de valor? Os animais puros, sacrificados no altar representavam Cristo, especialmente quando mostravam as partes do corpo cortados e outras partes queimadas. O valor está revelado em suas entranhas, para mostrar quem Ele era, cheio de misericórdia, de amor, de graça, perfeitamente aceito pelo Pai. Quando João apresentou o Senhor aos seus discípulos, ele fez questão que aqueles homens vissem o Senhor como o “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.
        Asseguro que se desviarmos desse Salvador, objeto de desprezo, simplesmente estaremos desviando da suprema verdade que precisamos saber. Bastou um pouco de fermento de orgulho do humanismo, para que a igreja de Corinto se afastasse da verdade da cruz. O Cordeiro, o Salvador, o Servo de Jeová é e será para o mundo completa loucura. O mundo admira aparência, beleza, cultura, fama, prestígio e coisas do gênero mundano, mas ignora e despreza o Salvador. Em nossos dias vejo o quanto tudo está sendo bem preparado pelo diabo, a fim de desviar a atenção de todos da mensagem certa. Não estou mencionando aqui o que mundo pervertido pensa. Satanás quer estragar a mensagem da cruz; quer desviar o povo do foco que é o Calvário. Tudo é feito para cultuar o homem; para enchê-lo de orgulho; tudo é feito para que os crentes fiquem impressionados com cultura e fama dos religiosos.
        Eis aí o começo da derrota dos que são chamados crentes. A mensagem do Salvador tem em vista nos manter no pó, na dependência completa de Deus. Precisamos de luz para andar neste mundo e a única luz vem da cruz. Precisamos conhecer as maravilhas da nossa eleição e nosso destino na glória eterna, mas somente a luz que emana da cruz nos fornece a visão clara desses santos ensinos. Precisamos caminhar em segurança, num mundo onde somos forasteiros e peregrinos, mas somente a cruz fornece a base que precisamos para saber que foi o Salvador que estendeu Sua compaixão por perdidos e errantes como nós.
        Assim, voltemos para o texto, com nossos corações compungidos, envergonhados porque na nossa ignorância, nós mesmos desprezamos o Salvador. A igreja toda estava ali em Adão, perante a cruz, gritando com a multidão para que Ele fosse crucificado. Pedro falou acerca disso no dia de Pentecostes e o resultado foi uma compunção nos corações daqueles homens, trazendo mais de três mil almas ao arrependimento e salvação.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

O SALVADOR, OBJETO DE DESPREZO (2)


                        
“”Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos”. (SAÍAS 53:2)
INTRODUÇÃO.
        Preciso permanecer um pouco mais na parte introdutória, porque pretendo mostrar as dinâmicas e poderosas lições que aparecem em Isaías, especialmente a partir do capítulo 40. Em Isaías o Grande Deus apresenta ao mudo em tom profético, a salvação e o Salvador. Deus quer mostrar o propósito Dele ao mundo; quer anunciar a tão grande salvação a todas as famílias da terra, conforme a promessa feita a Abraão. Então, necessitamos de conhecer Sua linguagem e a forma como Deus aparece; como a Pessoa de Jeová fala em nome de Jeová. A salvação é uma obra completa de Deus; veio do Seu braço forte e esse “braço” é o próprio Servo Dele, o Senhor Jesus. O nome “Jesus” significa “o Salvador” e esse termo está oculto nos termos “Salvador” e “Salvação”. Sei o quanto sou incapaz de mostrar com precisar uma divisão clara e cristalina desses capítulos, mas espero poder ajudar meus leitores de forma clara.
        Cap.        42. O Salvador e Sua função. Nesse capítulo vemos como Deus está apresentando Seu Servo ao mundo: “Eis aqui o meu Servo, a quem sustenho...” Em seguida Ele fala do que Ele há de fazer ao vir ao mundo.
        Cap.        43. O Salvador e a salvação. É um capítulo impressionante, porque o Salvador fala diretamente com Seu povo, usando uma linguagem de consolo, conforto e de eternas bênçãos: “Mas agora, assim diz o Senhor que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel...”. Impressionante linguagem que os judeus crentes podiam bem entender. Deus lida com Seu povo ligando-o com Jacó e com Israel. Com Jacó ele mostra Sua ação criadora: “...quem te criou...”. Ele leva Seu povo a entender o que Ele mesmo ensina em Romanos 9, como sendo Ele o grande Oleiro, que fez uns como vasos da Sua ira, enquanto outros Ele fez para serem vasos de misericórdia. Foi exatamente assim que ocorreu com Jacó e Esaú. Mas logo Ele chama Seu povo de Israel, dizendo: “...que te formou, ó Israel!”. Por que isso? Porque o interesse de Deus é pelo “Israel” Dele: “Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel, são de fato Israelitas” (Romanos 9:6). Na linguagem típica de Deus dirigindo-Se ao povo crente de Israel é que O vemos falar com todo Seu povo em todos os tempos, para apresentar o grande e glorioso Salvador.
        Cap.        44    O Salvador e a salvação. Nesse capítulo vemos como Deus se ocupa em exaltar-Se a Si mesmo como soberano Salvador. Para isso Ele mostra a inutilidade da idolatria bem como dos ídolos. Todo serviço idólatra dos homens é lançado no fogo, porque é inútil. Foi sempre essa mensagem que Deus trouxe a Israel em todo decorrer da história desse povo, porque Ele mesmo afirma que não dividirá Sua glória com ninguém. Este mundo está carregado de ídolos e especialmente em dias tão perigosos e perversos como nossos dias.
        Cap.        45    O Salvador tipificado em Ciro, rei da Pérsia. Alguns elementos de Deus, operando livramento do povo de Israel podem tipificar o Salvador. No caso aqui aparece o rei da Pérsia. Deus está mostrando a Israel que o poder é Dele em salvar e que Ele ergue quem Ele quiser para grandes obras de salvação, como ocorreu quando um pagão, de outra nação foi erguido por Ele para enviar o povo de Israel de volta, do cativeiro para Jerusalém.
        Cap.        46-48. A salvação anunciada. Cap. 49        A missão do servo. Cap. 50       O perfil do servo. Cap. 51. A tão grande salvação e sua glória. É uma divisão simples e não completa, mas tem como intuito levar meus leitores ao entendimento das maravilhas vistas no capítulo em pauta, o capítulo 53.

terça-feira, 11 de junho de 2019

O SALVADOR, OBJETO DE DESPREZO (1)



“Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos”. (SAÍAS 53:2)
INTRODUÇÃO.
Durante o decorrer dos séculos tudo satanás fez e está fazendo muito mais agora, na tentativa de apregoar ao mundo um Jesus diferente. O pai da mentira jamais desfez de suas intenções em manchar a glória do Filho de Deus, especialmente quando trata do Salvador humilde, que tomou a forma humana e veio aqui para ser levado até à cruz e ser morto em lugar dos perdidos. Cristo foi enviado ao mundo como um Cordeiro e isso significa humildade, disposição de sofrer e jamais reivindicar Sua glória e Seus direitos. O lugar do Seu nascimento, sua jornada enquanto aqui esteve, sem qualquer conforto e desprezado pelos homens. Ele veio e ser tornou perfeito homem, mas Sua postura foi de completa entrega ao domínio do Espírito Santo. Ele entrou aqui para ser o segundo Adão, perfeito em todos os aspectos, mas muito mais para ser submisso a Deus em todos os aspectos.
        Nosso Senhor, mesmo sendo Homem, foi intitulado como Filho de Deus. Os discípulos viram essa verdade, presenciaram Sua glória e foram dinâmicos em confessar essa verdade. Até mesmos os demônios confrontaram com essa verdade e sentiram diante deles o horror de encarar o próprio Deus. Como Filho de Deus Ele encarou seriamente a obediência ao Pai e incrivelmente, sendo Homem aprendeu essa arte em perfeita obediência. Mesmo sendo homem, em nada o Senhor mostrou ser por fora ser agradável ao modo como o mundo ver e aprecia os seres humanos. Nosso Senhor não agradou o povo na questão da aparência. Vemos em no texto acima o quanto nosso Senhor não tinha a beleza física que tanto chama a atenção dos homens.        Também, em nada Ele conformou os homens na questão social ou política. Em nada houve Nele qualquer interesse em glórias, famas, mudanças por um mundo melhor. Ele esteve presente junto com Seu povo Israel; pode ver a miséria deles, sem uma nação própria e completamente entregue ao domínio de Roma. O povo O queria como rei, porque viu o quanto Ele seria capaz de resolver seus problemas aqui. Mas Ele ignorou e se afastou. Ele era sim o Rei, mas sem o uso da coroa e do trono. Ele havia deixado Seu trono de glória no céu, despindo-Se de Suas honras, a fim de descer a este lugar de miséria aqui, a fim de ir até à cruz, para ali ser coroado pela multidão com uma coroa feita de espinhos.
        Ele também, em Suas palavras fieis e verdadeiras mostrou ser um fiel Profeta. Jamais Ele falhou em anunciar ao povo o que era a verdade. Foi diferente sim, de um Elias, Daniel, Isaías ou qualquer outro profeta. Suas palavras eram vindas de Sua própria autoridade; era Deus encarnado falando com poder. Sua autoridade divina é mostrada em Suas palavras, as quais revelavam o quanto Ele tinha afinidade com o Pai: “Todo aquele que o Pai me dá...”. Em Sua oração Ele fala com o Pai e revela o quanto sempre existiu em glória com Ele. Ele é esse Salvador completamente diferente das expectativas daquilo que o mundo pensa e espera.
        Minha esperança é que, embasado dessa visão bíblica, possa explicar o texto acima. Desejo edificar os crentes e ver a salvação de muitos que ainda não acharam essa esperança bendita. O Senhor Jesus é o único Salvador, mas a mensagem acerca Dele não poderá ser entendida, a não ser que o Espírito Santo a leve ao coração. Vemos no texto de Isaías 53 que até mesmo os eleitos tinham uma visão errônea a respeito do glorioso Servo de Jeová. Que o Senhor venha desvendar os corações e que muitos fiquem surpreendidos diante da glória desse que é, de fato, a tão grande e perfeita salvação aos perdidos.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

A MENSAGEM DO FALSO MESTRE (12 de 12)



“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deem ouvidos às palavras dos profetas que profetizam entre vós e que vos enchem de falsas esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor. Dizem continuamente aos que me desprezam: “O Senhor disse: Vós tereis paz; e a todos os que andam segundo a dureza do seu coração dizem: Nenhum mal lhes sobrevirá” (JEREMIAS 23:16-22).
O CAMINHO FÁCIL PARA A MENSAGEM DO FALSO MESTRE: “Não mandei...”
        Entro agora na parte final desta mensagem para mostrar o quanto os falsos mestres aproveitam os períodos de aparente liberdade dada por Deus. Em época de esfriamento na fé, quando há ausência de abundantes chuvas espirituais, eis aí o tempo oportuno para as manifestações vorazes de elementos perigosos. Quando a nação de Israel se achava endurecida no coração, então os falsos profetas apareciam com suas mensagens tão atraentes e ainda mais enganadoras. Eles são instrumentos da ira de Deus, derramadas sobre um povo. Em nossos dias presenciamos o grande número de elementos, agentes de satanás; eles aproveitam as falsificações religiosas e a disposição do povo em acreditar nas crendices e superstições; eles são resultados do afastamento do evangelho bendito, o qual deveria estar sendo pregado nos púlpitos e são eles também o efeito da ausência de homens e mulheres realmente crentes.
        O texto acima nos ensina que aos falsos profetas ou falsos mestres o Senhor não lhes entregou a Palavra da verdade: “...não lhes falei...”. Ouvir um falso mestre é dar ouvidos à voz pervertida e astuciosa do malicioso pai da mentira. As belas palavras enunciadas por eles são carregadas de venenos, ciladas mortais e fazem do caminho largo uma via que parece transportar os homens ao céu. Os falsos mestres são especialistas em falar de Deus; com muita habilidade eles costumam usar a bíblia, falando de textos bem preparados como iscas para atrair os desejos dos homens. As mentiras deles não aparecem como mentiras. Ela vêm pintadas com belas cores da verdade, de tal maneira que ninguém percebe o que está por detrás dessas mensagens.
        Normalmente as palavras dos falsos mestres são doces, suaves e bem agradáveis aos ouvidos. As palavras dos servos do Senhor são as palavras de Deus. É claro que Deus usa personalidades diferentes, mas todos eles falam o que Deus manda falar. O amor de Deus através dos Seus mensageiros é mostrado em bondade e fidelidade. Os falsos mestres escondem bem suas reais intenções. Eles furtam as palavras de Deus; elas são tomadas com propósitos não vistos pelas multidões. Eles tomam a palavra de Deus, tirando a glória do Deus vivo e implantando nelas a glória deles mesmos. Por essa razão os seus fieis veem esses homens como pessoas enviadas por Deus. Suas mensagens resultam em emoções sem raciocínios; em decisões sem base, em superstições e não o firme fundamento de uma fé que sabe o que crê.
        É normal vê nos ouvintes e seguidores dos falsos mestres, pessoas zelosas, mas o zelo deles é sem qualquer discernimento. Eles ficam empolgados, dominados e fascinados por eles. Quando os servos do Senhor pregam, os ouvintes são pessoas que pensam e agem conforme o que Deus diz. Eles têm o temor do Senhor e seguem ao Senhor. Os fieis seguidores da Palavra de Deus reconhecem que os servos do Senhor são homens falíveis, usados por Deus. A mensagem dos servos do Senhor são dirigidas ao povo certo: “Meu povo e eles transmitem a mensagem de arrependimento, tendo a intenção de que eles se arrependam e deixem o mau caminho: “voltar do seu mau caminho”.
        Meu sincero desejo é que os leitores crentes ganhem discernimento. Já vi muitos crentes sinceros voltados aos falsos mestres. Quando isso ocorre, normalmente os crentes abandonam a verdade e se tornam tipos “super espirituais”. Que o Senhor nos livre desses elementos perversos e que nós voltemos de coração para a palavra fiel que nos foi entregue e que é pregada por homens fieis.
       
                                                                                                                                                                                             ;

sexta-feira, 7 de junho de 2019

A MENSAGEM DO FALSO MESTRE (11)


                 
“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deem ouvidos às palavras dos profetas que profetizam entre vós e que vos enchem de falsas esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor. Dizem continuamente aos que me desprezam: “O Senhor disse: Vós tereis paz; e a todos os que andam segundo a dureza do seu coração dizem: Nenhum mal lhes sobrevirá” (JEREMIAS 23:16-22).
O LUGAR DA VERDADEIRA MENSAGEM: “Porque quem esteve no conselho do Senhor...”
        No texto vemos o perfil da mensagem que é entregue aos que Deus envia, no caso vemos Jeremias e outros profetas de então. Notemos pois que a mensagem dos verdadeiros servos do Senhor contém uma justa punição de Deus: “Eis a tempestade do Senhor!”...”. Naqueles aumentou o número de falsos profetas e já pude mostrar o quanto a mensagem que eles tinham eram vinda deles mesmos; eram mensagens que o povo queria ouvir, cheias de adulações e promessas derivadas dos corações daqueles homens mentirosos. Os falsos profetas (ou falsos mestres) são permitidos por Deus, a fim de causar ainda mais endurecimento nos corações dos homens. Eles representam perigo e não bênção, como muitos pensam. Na mensagem pregada pelos servos do Senhor vemos que são homens sérios, comprometidos em avisar ao povo acerca dos juízos de Deus, como o texto acima nos mostra.
        É bom que saibamos que não significa que os mensageiros de Deus vão sempre pregar sobre o inferno, ou sobre a ira de Deus. Tudo depende de como está a situação religiosa no momento. Os tempos de afastamento da verdade, como estes que presenciamos, necessitam que urgentes mensagens as quais tratam dos justos juízos de Deus contra um povo rebelde e religiosamente iludidos sejam pregadas. Era necessário que os profetas pregassem sobre a vingança do Senhor: “...o furor saiu...”. Os falsos profetas anunciavam que tudo estava bem; que o povo que fora levado cativo retornaria em pouco tempo. Eles eram homens perigosos, aparentemente fieis e honestos, mas eram cheios de ardilosas malícias. Os profetas do Senhor eram como trovões e relâmpagos; eles enfrentavam a resistência e hostilidade da população; corações endurecidos e embrutecidos queriam mata-los.
        Os falsos mestres modernos são irmãos dos falsos profetas; são parentes no sangue e na alma. A meta é a mesma, manter os homens iludidos; pregar de um Deus de amor, que ama todo mundo e que entende a situação de todos. O falso mestre parece ser alguém cheio de amor, mas por detrás ele tem planos perversos. Por fora eles falam de amor, de bondade e outros itens tão aceitos pelos homens, mas por dentro ninguém percebe que eles estão saqueando seus fieis e mantendo-os aprisionados em torno deles.
        Os servos enviados por Deus para a pregação da verdade proclamam que virá o terror de Deus e que cairá inevitavelmente sobre a cabeça dos rebeldes, de forma inesperada: “...um redemoinho...”. Enquanto o castigo não chega, os homens se sentem bem; eles não veem qualquer sinal de punição à vista; nenhuma nuvem ameaçadora paira no céu. Em Sodoma e Gomorra, antes da chegada do juízo, o céu estava limpo e não havia qualquer sinal de chuva. Foi assim que as milhares de pessoas pervertidas foram pegas no redemoinho da ira e furor do todo-poderoso (Gênesis 19).
        Ora, milhares de servos da mentira estão espalhados por todo Brasil, e milhares têm seus corações conquistados por eles. As multidões iludidas por tais elementos normalmente os veneram e aceitam tudo o que eles falam. Isso é sinal de que Deus já endureceu o coração de muitos. Louvamos ao Senhor porque ainda há muitos servos fieis, os quais não têm medo de pregar o que Deus manda pregar. A presença dos servos do Senhor pode ser sinal de ainda a misericórdia de Deus pode entrar em ação em nosso meio.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

A MENSAGEM DO FALSO MESTRE (10)


            
“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deem ouvidos às palavras dos profetas que profetizam entre vós e que vos enchem de falsas esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor. Dizem continuamente aos que me desprezam: “O Senhor disse: Vós tereis paz; e a todos os que andam segundo a dureza do seu coração dizem: Nenhum mal lhes sobrevirá” (JEREMIAS 23:16-22).
O LUGAR DA VERDADEIRA MENSAGEM: “Porque quem esteve no conselho do Senhor...”
        Enquanto a mensagem do falso mestre nada tem da verdade estribada no alicerce da palavra viva, a mensagem do fiel mensageiro provem da experiência da realidade da Palavra: “...viu e ouviu...”. Homens chamados à pregação sabem da seriedade da Palavra, porque atingiu seu próprio viver. Paulo pode dizer com firmeza: “Ai de mim se não pregar o evangelho”. Aqueles homens não brincavam de pregação; não viviam chamando a atenção para eles mesmos. Eles sabiam da responsabilidade que pesava sobre seus ombros; sabiam que eram porta-vozes de Deus aos homens pecadores e mortais. A mensagem que eles tinham valia mais do que a vida deles, por isso muitos foram presos, torturados e assassinados. Foi nesse espírito que Paulo partiu para a obra e até mesmo fez da prisão um lugar de púlpito para a pregação. Foi nesse espírito de fidelidade e ardente amor pelo seu povo que Estêvão encarou a oposição religiosa de Jerusalém para falar-lhe a verdade, mesmo custando sua própria vida.
        Também, o texto acima mostra o quanto a mensagem é entregue por Deus a um coração submisso e obediente: “...quem esteve atento... e a ela atendeu?”. Após ter negado o Senhor três vezes, Pedro voltou humilde e pronto a confessar a mediocridade do seu amor em relação ao Mestre. E ali aquele homem foi encarregado de pastorear o rebanho. Se houver um mensageiro orgulhoso, certamente Deus lidará com ele, até que ele se humilhe. Deus permitiu que Paulo ficasse cercado de problemas físicos, a fim de que Seu servo ficasse livre do orgulho. O orgulhoso corre à frente de Deus, enquanto o humilde para perante o Senhor para expor sua condição e incapacidade. Quem tomar a frente de Deus para pregar, quando Deus não o enviou, certamente terá a mesma missão que têm os falsos mestres.
        Qual é a mensagem que Deus entregou aos Seus servos? A resposta está no próprio texto de Jeremias 23: “Eis a tempestade do Senhor!...”. É exatamente isso o que sai da boca de Deus,  a fim de que Seus profetas proclamem? Claro! Os que são chamados à pregação devem levar a água que recebe, pois ela é pura e cristalina. A palavra de Deus não deve passar pelo nosso julgamento, somos nós que temos de ser julgados, antes de irmos à batalha. Qualquer sinalzinho de medo ou de descontrole emocional significa que não está pronto. Qualquer medo de perder amizades e posição, é sinal que não pode representar o Rei da glória. A mensagem de Deus não pode ser entendida como o mundo quer entender. Para entender o amor de Deus, o pregador deve saber acerca do furor de Deus. A mensagem dada trata do amor Dele, mas também trata do furor Dele: “Eis a tempestade do Senhor! O furor saiu...”.
        Ninguém saberá do amor de Deus, sem saber da Sua fúria, do terror, de uma santidade que foi ofendida por nós. O amor do Senhor só pode ser visto na cruz, onde Seu Filho foi pregado, mas antes disso tem uma lei que foi quebrada e que grita, xingando a todos de “Malditos!”. Afinal, a mensagem dos falsos mestres contem essas coisas? Não! O falso mestre é um humanista, ocupado colocar seus remédios nas feridas dos homens. O falso mestre pega as Escrituras e as torce, a fim de tirar todo conteúdo de “negativismo”, a fim de pegar o que ele acha que é bom para o povo. Mas na realidade, o falso mestre é cruel, egoísta e interesseiro. Não demora para que todos vejam quem é o elemento cheio do poder da mentira de satanás, capaz de induzir outros a maiores erros.

terça-feira, 4 de junho de 2019

A MENSAGEM DO FALSO MESTRE (9)


          
“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deem ouvidos às palavras dos profetas que profetizam entre vós e que vos enchem de falsas esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor. Dizem continuamente aos que me desprezam: “O Senhor disse: Vós tereis paz; e a todos os que andam segundo a dureza do seu coração dizem: Nenhum mal lhes sobrevirá” (JEREMIAS 23:16-22).
O LUGAR DA VERDADEIRA MENSAGEM: “Porque quem esteve no conselho do Senhor...”
       O chamado à pregação da verdade leva o servo do Senhor a viver continuamente nesse santo lugar dos mistérios do evangelho. Paulo diz em Efésios que Deus o chamou para pregar os mistérios e eles estão na palavra de Deus. Os falsos mestres podem ter a bíblia na mão, mas estão fora do santuário; a palavra de Deus será obscura para eles. Nas mãos dos servos de Deus a palavra é a espada do Espírito, nas mãos do falso mestre não passa de um ramalhete de flores. Entrar nos mistérios da palavra é envolver-se no conselho do Senhor; é cercar-se dos santos e eternos pensamentos que envolvem as decisões das três Pessoas da santa triunidade. Deus jamais entregará Seus mistérios a elementos que não foram chamados à pregação; o evangelho bíblico revela a glória de Cristo; são riquezas da verdade jamais vista nem entendida pelos homens.
       Significa que a pregação da verdade requer conhecimento dos planos eternos de Deus. O falso mestre tem a mensagem que envolve a vida aqui; suas promessas estão ligadas ao deus deste mundo; está sempre temperada de humanismo e desperta a atenção daqueles que estão envolvidos com este presente século perverso. Os falsos mestres abrem a bíblia, mas eles tocarão maliciosamente na palavra; eles serão sempre espertos em manejá-la, na tentativa de satisfazer o povo, exatamente naquilo que o povo gosta. Os falsos mestres usam a mentira religiosa, porque desperta a atenção do povo. Os que foram chamados à pregação são os porta-vozes do Senhor. Os servos de Deus costumam gastar tempo na Palavra.
       Os homens que Deus chama não brincam com as Escrituras. A palavra de Deus é temida por eles; eles são mantidos em constante vigilância contra o orgulho. Paulo foi o instrumento de Deus em trazer os mistérios do evangelho que seria pregado aos gentios, mas Deus permitiu que Paulo ficasse em constante fraqueza física, a fim de manter Seu servo humilde e em constante dependência da graça, para que jamais viesse a se orgulhar. Os que são chamados à pregação da verdade não buscam glórias para si mesmos; eles não têm interesses em fama, prestígios, riquezas e bajulação dos homens. A pregação da verdade envolve a vida dos servos de Deus em constante vigilância, eles devem estar sempre perante o trono de misericórdia, sempre em confissão de suas fraquezas e na santa dependência da graça.
       “No conselho do Senhor”, os servos Dele devem estar ativamente envolvidos no conhecimento da palavra. O falso mestre já tirou nota 10 em suas heresias, mas os que são chamados à pregação aprendem sempre. A bíblia deve ser lida constantemente, porque eles estão lidando com a mensagem eterna. Seus corações devem estar lotados da verdade a todo instante, para que eles possam ter o que pregar. Eles não podem ser preguiçosos no uso da palavra, caso contrário estarão fora. Eles devem estar munidos das riquezas eternas; devem estar prontos para pregar todos os dias, por isso devem estar preparados. Não há lugar para canseira; não há lugar para desculpas. Todos os livros que os servos de Deus têm devem estar subordinados à Palavra da verdade. Se os crentes conseguem ler a bíblia uma vez por ano, os homens chamados à pregação devem ler a palavra, pelo menos uma vez por mês.
       Aprouve ao Senhor usar homens para pregar aos homens; usar mortais para pregar aos mortais; usar fieis para pregar aos infiéis; usar homens que foram salvos, a fim de pregar aos perdidos.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

A MENSAGEM DO FALSO MESTRE (8) “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deem ouvidos às palavras dos profetas que profetizam entre vós e que vos enchem de falsas esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor. Dizem continuamente aos que me desprezam: “O Senhor disse: Vós tereis paz; e a todos os que andam segundo a dureza do seu coração dizem: Nenhum mal lhes sobrevirá” (JEREMIAS 23:16-22). O LUGAR DA VERDADEIRA MENSAGEM: “Porque quem esteve no conselho do Senhor...” A pregação da verdade requer o conhecimento dos planos eternos de Deus, conforme nos mostram as Escrituras. Não há maior perigo do que quando os homens buscam soluções extras bíblicas, como sonhos, visão e outras revelações. Quem é chamado por Deus para a pregação da preciosidade do evangelho deve estar munido da autoridade bíblica, casco contrário terá que enfrentar o horror da ira de Deus. Deus não brinca com Sua Palavra; ela é mantida por Ele pura, santa e cheia de glória e assim a fará para sempre. Os chamados à pregação são homens que conheceram a Palavra da verdade quando foram salvos; são homens que amam a Palavra, vivem dela e tem prazer em conhecê-la ainda mais. Posso assegurar que a mensagem que o pregador da verdade traz ela vem da realidade da Palavra, conforme vemos no próprio texto: “...viu e ouviu...”. Ela é mais do que conhecimento intelectual; é mais do que um diploma de um seminário ou instituto, é algo que foi cravado no coração. Foi isso o que João disse acerca do Filho de Deus: “...o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado e as nossas mãos tocaram da palavra da vida” (1 João 1:2). Foi exatamente isso o que disse os apóstolos para os líderes religiosos em Jerusalém: “Como podemos deixar de falar daquilo que vimos e ouvimos”. Eis aí os emissários celestiais. Para pregar a mensagem santa, homens chamados devem subir às alturas da comunhão na verdade e então descer trazendo consigo essas verdades que mudaram e transtornaram suas próprias vidas. Reitero isso porque, quando a apostasia reina neste mundo, é nesse ambiente que elementos correm para dizer a todos: “O Senhor me disse; Deus me revelou; tive uma visão ou mesmo um sonho”. O mundo hoje está cheio disso e nem podemos imaginar o quanto essas coisas trazem à lume um espetáculo de mentiras e destruição. Os falsos mestres trazem consigo maiores perversidades, porque elementos gananciosos, adúlteros e aproveitadores são espantosamente vistos como se fossem homens de Deus e até mesmo mulheres correm, sentindo autoridade de falar o que Deus nunca mandou que elas falassem. A mensagem vem do lugar misterioso, vem de estar “...no conselho do Senhor...”. Deus não entrega Sua mensagem a quem jamais Ele chamou. Verdadeiros crentes sabem disso e muitos santos de Deus nem sequer se atrevem a encarar a pregação, porque não foram chamados para esse serviço. Verdadeiros crentes em Cristo sentem a satisfação de servir ao Senhor em sua igreja, alguns como diáconos, professores na Escola bíblica, ou em qualquer atividade onde se sentem a liberdade em servir. Muitos crentes são assistentes nos cultos e nem parece que têm qualquer participação, mas são homens e mulheres, cujos serviços não são vistos, mas eles secretamente oram pelo pastor, por missões, pelo bem da pregação e tantas outras coisas. O falso mestre, por outro lado se sente muito espiritual, cheio de conhecimento adequado para fazer o que acha que pode. A autoridade vem dele mesmo e não de Deus, e não demora em que suas mentiras encobertas sejam reveladas. O orgulho do falso mestre é repasso para os que o seguem. Ele não é um servo daquele que veio ao mundo para servir. O falso mestre tem interesse em si mesmo, na sua ostentação, seus lucros e em sua posição, de onde logo irá fatalmente cair.





“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deem ouvidos às palavras dos profetas que profetizam entre vós e que vos enchem de falsas esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor. Dizem continuamente aos que me desprezam: “O Senhor disse: Vós tereis paz; e a todos os que andam segundo a dureza do seu coração dizem: Nenhum mal lhes sobrevirá” (JEREMIAS 23:16-22).
O LUGAR DA VERDADEIRA MENSAGEM: “Porque quem esteve no conselho do Senhor...”
        A pregação da verdade requer o conhecimento dos planos eternos de Deus, conforme nos mostram as Escrituras. Não há maior perigo do que quando os homens buscam soluções extras bíblicas, como sonhos, visão e outras revelações. Quem é chamado por Deus para a pregação da preciosidade do evangelho deve estar munido da autoridade bíblica, casco contrário terá que enfrentar o horror da ira de Deus. Deus não brinca com Sua Palavra; ela é mantida por Ele pura, santa e cheia de glória e assim a fará para sempre. Os chamados à pregação são homens que conheceram a Palavra da verdade quando foram salvos; são homens que amam a Palavra, vivem dela e tem prazer em conhecê-la ainda mais.
        Posso assegurar que a mensagem que o pregador da verdade traz ela vem da realidade da Palavra, conforme vemos no próprio texto: “...viu e ouviu...”. Ela é mais do que conhecimento intelectual; é mais do que um diploma de um seminário ou instituto, é algo que foi cravado no coração. Foi isso o que João disse acerca do Filho de Deus: “...o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado e as nossas mãos tocaram da palavra da vida” (1 João 1:2). Foi exatamente isso o que disse os apóstolos para os líderes religiosos em Jerusalém: “Como podemos deixar de falar daquilo que vimos e ouvimos”. Eis aí os emissários celestiais. Para pregar a mensagem santa, homens chamados devem subir às alturas da comunhão na verdade e então descer trazendo consigo essas verdades que mudaram e transtornaram suas próprias vidas.
        Reitero isso porque, quando a apostasia reina neste mundo, é nesse ambiente que elementos correm para dizer a todos: “O Senhor me disse; Deus me revelou; tive uma visão ou mesmo um sonho”. O mundo hoje está cheio disso e nem podemos imaginar o quanto essas coisas trazem à lume um espetáculo de mentiras e destruição. Os falsos mestres trazem consigo maiores perversidades, porque elementos gananciosos, adúlteros e aproveitadores são espantosamente vistos como se fossem homens de Deus e até mesmo mulheres correm, sentindo autoridade de falar o que Deus nunca mandou que elas falassem. A mensagem vem do lugar misterioso, vem de estar “...no conselho do Senhor...”. Deus não entrega Sua mensagem a quem jamais Ele chamou.
        Verdadeiros crentes sabem disso e muitos santos de Deus nem sequer se atrevem a encarar a pregação, porque não foram chamados para esse serviço. Verdadeiros crentes em Cristo sentem a satisfação de servir ao Senhor em sua igreja, alguns como diáconos, professores na Escola bíblica, ou em qualquer atividade onde se sentem a liberdade em servir. Muitos crentes são assistentes nos cultos e nem parece que têm qualquer participação, mas são homens e mulheres, cujos serviços não são vistos, mas eles secretamente oram pelo pastor, por missões, pelo bem da pregação e tantas outras coisas.
        O falso mestre, por outro lado se sente muito espiritual, cheio de conhecimento adequado para fazer o que acha que pode. A autoridade vem dele mesmo e não de Deus, e não demora em que suas mentiras encobertas sejam reveladas. O orgulho do falso mestre é repasso para os que o seguem. Ele não é um servo daquele que veio ao mundo para servir. O falso mestre tem interesse em si mesmo, na sua ostentação, seus lucros e em sua posição, de onde logo irá fatalmente cair.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

A MENSAGEM DO FALSO MESTRE (7)


                      
“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deem ouvidos às palavras dos profetas que profetizam entre vós e que vos enchem de falsas esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor. Dizem continuamente aos que me desprezam: “O Senhor disse: Vós tereis paz; e a todos os que andam segundo a dureza do seu coração dizem: Nenhum mal lhes sobrevirá” (JEREMIAS 23:16-22).
O LUGAR DA VERDADEIRA MENSAGEM: “Porque quem esteve no conselho do Senhor...”
        Voltemos ao texto, porque vemos como Deus mostra Seu lugar de glória – o conselho do Senhor? “...quem esteve no conselho do Senhor...?”. Devemos considerar profundamente essas palavras ditas pelo nosso Deus. De onde os falsos mestres tiram suas mensagens? Visto que são mentiras, então é certo que não vem do recinto santo. O pai da mentira é satanás, sendo assim é óbvio que as mensagens deles serão extraídas dele mesmo. Os homens no pecado estão nas mãos de satanás e ele os usa conforme ele precisa. A força do pecado que opera no anjo perverso é a mesma força que opera no ser humano não salvo. É perceptível isso na vida de Elimas, o mágico (Atos 13). Quando Paulo começou falar com o procônsul, ele entra em ação para desviar aquele homem da verdade. Foi preciso uma enérgica intervenção de Paulo, a fim de afastar com juízo aquele elemento.
        Outro detalhe importante é que o falso mestre traz consigo elementos parecidos com a verdade. Os magos de Faraó tentaram fazer os mesmos milagres que Arão e Moisés faziam, mas logo eles viram que em tudo eram superados. O que parece ser verdade vinda dos falsos mestres, não pode suportar a impetuosa força da verdade proveniente da boca de Deus. As mentiras, mesmo parecidas com a verdade não têm alicerce sólido; é uma casa que facilmente tomba. Notemos que os que são persuadidos pelas mentiras dos falsos mestres, eles vão precisar de algo a mais para se manterem de pé. Precisa haver elementos de fermento; precisa de festa, sensacionalismo, músicas, emoções, sonhos, visões, além das espertezas dos falsos mestres. Eles têm que trabalhar muito para descobrir novos meios para manter seus fieis entretidos, por isso, não raro vemos invenções bizarras produzidas pelos falsos mestres, como usar o sopro para fazer as pessoas caírem; até mesmo risos e meios supersticiosos são usados, no afã de manter seus fieis em torno deles. O falso mestre usa bem sua personalidade, seu poder de liderar e assim faz com que o povo o siga facilmente.
        É claro que não toquei em tudo o que podemos esperar de um falso mestre. Quero que vejamos o fato que o mensageiro de Deus é chamado para estar presente no “conselho do Senhor”. O que é isso? Como é que meros homens podem conhecer os mistérios de Deus? Vamos seguir a ordem. Primeiramente, deve ser ele um homem crente, santificado na salvação em Cristo. Deve ser uma pessoa que um dia soube o que significa a misericórdia de Deus em Sua vida; como o Senhor o achou e o livrou do pecado, da condenação e o tornou livre da condenação e herdeiro do céu. Sem essa verdade firmada no coração, não há como fazer uma pessoa capaz de  pregar o evangelho. Se tentar, não passará de um cego tentando guiar os cegos. Conheci pessoas que saíram afoitas para o ministério, mas logo ficou claro que elas nem sequer foram salvas de suas vidas impuras no pecado.
        Pessoas assim só causam mais escândalos do que proveito, porque será mais falsos mestres saindo pelo mundo afora para pregar o que Deus não mandou. Também, nem todos os crentes são chamados para a obra da pregação. Saula e Barnabé estavam na igreja de Antioquia e foi ali que o Espírito Santo disse: “Separai-me Saulo e Barnabé para a obra que eu os tenho chamado”. É essa a forma como Deus lida com aqueles que Ele quer usar no glorioso e sério ministério da pregação da mensagem que veio do Seu santo conselho.