Mostrando postagens com marcador MINISTÉRIO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MINISTÉRIO. Mostrar todas as postagens

domingo, 7 de julho de 2013

“Irmãos, orai por nós.”



 (1Tessalonicenses 5:25)
Spurgeon
       RESERVAMOS esta manhã do ano para refrescar a memória do leitor sobre o assunto das orações a favor dos pastores, e imploramos muito encarecidamente a cada família cristã que cumpra com o fervente pedido do versículo, formulado primeiro por um apóstolo, e agora repetido por nós.
       Irmãos, a nossa obra é de transcendental importância e implica o bem-estar ou a calamidade de milhares. Nós, em nome de Deus, tratamos com as almas sobre assuntos eternos, e a nossa palavra é cheiro de vida para vida ou cheiro de morte para morte.
       Uma responsabilidade muito pesada descansa sobre nós, e não será uma graça insignificante se finalmente somos achados livres do sangue de todos os homens. Como oficiais do exército de Cristo, nós somos o alvo principal da inimizade dos homens e dos demônios. Estes aguardam a nossa hesitação e afadigam-se por nos tomar pelos calcanhares.
       A nossa sagrada vocação coloca-nos em tentações das quais vós estais isentos; sobretudo, ela aparta-nos muito frequentemente do nosso gozo pessoal da verdade e conduz-nos a uma consideração ministerial e oficial da mesma. Temos de fazer frente a muitos assuntos difíceis, e a nossa razão não sabe o que dizer. Observamos com muita tristeza aos que voltam atrás, e os nossos corações sentem-se feridos; vemos milhões que perecem, e os nossos espíritos abatem-se.
       Desejamos servir-vos com a nossa pregação; queremos ser uma bênção para os vossos filhos; ansiamos ser úteis tanto aos crentes como aos pecadores; portanto, queridos amigos, intercedei por nós perante o nosso Deus. Somos homens miseráveis se não podemos contar com as vossas orações, mas felizes somos se vivemos nas vossas súplicas. Não espereis de nós as bênçãos espirituais, mas do nosso Senhor; embora muitas vezes Ele tenha dado essas bênçãos por intermédio dos seus ministros.
       Pedi, então, frequentemente para que nós possamos ser os vasos de barro nos quais o Senhor possa pôr o tesouro do Evangelho. Nós, toda a companhia dos missionários, pastores, missionários da cidade e os estudantes, suplicamos-vos em nome de Jesus: “IRMÃOS, ORAI POR NÓS.”

Tradução de Carlos Antônio da Rocha

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

AOS PREGADORES

Não se Contente com sua Pregação Medíocre 

Paul Tripp
  
Nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção. 
1 Thess 1.5

Quero examinar um lugar onde há demasiada mediocridade na igreja de Jesus Cristo: a pregação. Por cerca de 40 finais de semana por ano eu estou com alguma parte do corpo de Cristo em algum lugar do mundo. Muitas vezes, não sou capaz de sair no sábado e, por isso, vou assistir ao culto da congregação local (quando não estou programado para pregar). O que estou prestes a dizer provavelmente vai me encrencar, mas estou convencido de que precisa ser dito. Estou triste e angustiado por dizer isso, mas já estou cansado de ouvir palestras teológicas chatas e mal preparadas, dadas por pregadores não inspirados, lendo manuscritos, e tudo isso feito em nome da pregação bíblica.

Não estou surpreso que as mentes das pessoas divaguem. Eu não estou surpreso que as pessoas têm lutado para se manter atentas e despertas. Estou surpreso que mais não têm. Eles têm sido ensinados por alguém que não trouxe as armas apropriadas para o púlpito, a fim de lutar por eles e com eles. A pregação é mais do que regurgitar seu comentário exegético favorito, reformular os sermões de seus pregadores favoritos, ou remodelar as notas de uma de suas aulas favoritas do seminário. É trazer as verdades transformadoras do Evangelho de Jesus Cristo de uma passagem que foi devidamente compreendida, convincentemente e praticamente aplicada, e entregue com a ternura envolvente e a paixão de uma pessoa que foi quebrantada e restaurada pelas verdades que ela irá comunicar. Você simplesmente não pode fazer isso sem a devida preparação, meditação, confissão e adoração.

Simplesmente não dá para você começar a pensar em uma passagem pela primeira vez no sábado à tarde ou à noite e dar o tipo de atenção que ela precisa. Você não será capaz de compreender a passagem, de ser pessoalmente afetado e de estar preparado para dá-la aos outros de uma forma que contribua à contínua transformação deles. Como pastores, temos que lutar pela santidade da pregação, ou ninguém mais o fará. Temos que exigir que os afazeres do nosso trabalho permitam o tempo necessário para se preparar bem. Temos que arranjar tempo em nossas programações para fazer o que for necessário para cada um de nós, considerando nossos dons e nossa maturidade, estejamos preparados como porta-vozes para nosso Rei Salvador. Não podemos acomodar com padrões que denigram a pregação e degradem a nossa capacidade de representar um Deus glorioso de uma graça gloriosa. Não podemos nos permitir estarmos muito ocupados e distraídos. Não podemos estabelecer padrões baixos para nós mesmos e para aqueles a quem servimos. Não podemos nos desculpar e acomodar. Não podemos nos permitir espremer mil reais em preparação em poucos centavos de tempo. Não devemos perder de vista Aquele que é Excelente e a excelente graça que fomos chamados para representar. Não podemos, porque estamos despreparados, deixar Seu esplendor parecer chato e sua maravilhosa graça, ordinária.

A cultura e disciplina que envolve a nossa pregação sempre revelam o verdadeiro caráter de nossos corações. É exatamente aí que a confissão e o arrependimento precisam acontecer. Não podemos culpar as exigências de nosso trabalho ou nossa ocupação. Não podemos apontar o dedo para as coisas inesperadas que aparecem no calendário de cada pastor. Não podemos culpar as demandas da família. Temos que humildemente confessar que a nossa pregação é medíocre e que não está subindo ao patamar para o qual fomos chamados. Nós somos o problema. O problema é que perdemos a nossa admiração, e com essa perda nos acomodamos em apresentar a excelência de Deus de uma forma que não é nada excelente. Qualquer forma de mediocridade no ministério é sempre um problema do coração. Se isso o descreve, então corra ao seu Salvador em humilde confissão e abrace a graça que tem o poder de resgatá-lo de si mesmo, e, ao fazer isso, restaurar a sua admiração.