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quarta-feira, 31 de julho de 2013

O NOSSO ÚNICO OBJETIVO: GANHAR ALMAS


por 
Horatius Bonar

Muitas vezes nós fazemos pouco do fato de que o objetivo do ministério Cristão é levar pecadores ao arrependimento e edificar o Corpo de Cristo. Não pode existir fidelidade na vida de um ministro cujo padrão esteja em falta quanto ao objetivo maior. Aplausos, fama, popularidade, honra, riquezas — tudo isto é em vão. Se vidas não são ganhas, se os santos não são amadurecidos, o nosso próprio ministério será um fracasso.
A questão, portanto, que cada um de nós tem de responder a si mesmo é, “Tem sido este o objetivo do meu ministério? Tem sido o desejo do meu coração salvar o perdido e guiar aquele que já está salvo? Será este o meu alvo em cada sermão que prego, em cada visita que eu faço? Será que estou continuamente vivendo, andando e falando sob a influência dessa convicção? Será esta a motivação maior que me faz orar e trabalhar e jejuar e chorar? Será esta a razão pela qual me deixo consumir, considerando a minha maior alegria ser um instrumento para a salvação de outros — depois da minha salvação pessoal? Será esta a razão pela qual eu existo? Daria eu a minha vida com alegria, caso fosse necessário para a realização desse objetivo?
Tenho eu visto o prazer do Senhor prosperar nas minhas mãos? Tenho eu visto vidas sendo transformadas através do meu ministério? Tem o povo de Deus recebido refrigério vindo dos meus lábios, resultando em alegria nas suas vidas, ou não terá o meu labor produzido nenhum fruto, e eu ainda me satisfaça com tamanha ausência de bênçãos?
Será que eu ainda me sinto confortável e satisfeito ao pregar sem saber se a mensagem está ou não causando impressões salvadoras na vida dos ouvintes, ou sem saber se há um pecador sendo despertado?
Nada aquém de um trabalhar árduo porém bem sucedido pode satisfazer um verdadeiro ministro de Cristo. Os seus planos podem estar sendo realizados sem dificuldades mas se vidas não estiverem sendo salvas, todas as outras coisas perdem o seu valor. O verdadeiro alvo do ministro deve ser: .”.. meus filhos, por quem de novo sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós” (Gálatas 4:19). E este deve ser o sentimento propulsor que faz dele uma pessoa bem sucedida.
“Os ministros,” disse Owen, “são raramente honrados com sucesso a menos que eles estejam continuamente almejando a conversão de pecadores.” A determinação de que na força e com a bênção de Deus ele nunca descansará sem sucesso irá assegurar isso. O homem que já determinou resolutamente confrontar todo tipo de dificuldade, que já calculou os riscos e, que, tendo fixado os seus olhos sobre o prêmio e já determinado batalhar para consegui-lo — tal é o homem que vence.
A apatia melancólica de dias passados precisa acabar de vez. Satanás está atuando ativamente em quase todo o campo, e é melhor enfrentá-lo frente a frente. Além disso os homens estão no limiar de algo indescritivelmente tenebroso. Parece que Deus está sendo paciente com eles, assim como aconteceu antes do dilúvio. Um sopro de alerta do Espírito Santo tem descido sobre a Terra e consequentemente sobre a nossa época chamando a atenção para a necessidade urgente de restauração enquanto houver tempo.
O verdadeiro e único alvo ou lugar de descanso onde a dúvida e o cansaço, os latejos de uma consciência inquieta, e os desejos de uma vida insatisfeita podem aquietar-se é Cristo somente. Não a igreja, mas Cristo. Não a doutrina, mas Cristo. Não as cerimônias, mas Cristo. Cristo o Deus-Homem, dando a Sua vida por nós, selando a aliança eterna, e trazendo-nos a paz mediante o sangue da Sua cruz; Cristo, o depósito divino de onde provém toda a luz e verdade, “Em Quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos (Cl 2:3); Cristo, o vaso ilimitado cheio do Espírito Santo, o Iluminador, o Mestre, o Unificador, o Confortador “de quem todos nós temos recebido da Sua plenitude e graça sobre graça (João 1:16).” Este, somente Este, é o refúgio de uma vida aflita, necessitada de um fundamento sólido e de uma habitação segura até que o tentador esteja finalmente amarrado e todo o conflito transformado em vitória.

tradução de Antônio Carlos

domingo, 21 de julho de 2013

OS SÁBIOS



SPURGEON
“Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente.” (Daniel 12:3)

       Aqui há algo de valor que deve despertar-me. Vale a pena viver para isto. O ser entendido é algo nobre em si mesmo: nesta passagem bíblica é referida uma sabedoria divina que só o próprio SENHOR pode conceder.
       Oh, que eu me conheça a mim mesmo, ao meu Deus e ao meu Salvador! Que eu seja tão divinamente ensinado, que possa pôr em prática a verdade celestial e viver à sua luz! Vivo uma vida avisada? Estou buscando o que devo buscar? Estou vivendo como desejaria viver se estivesse para morrer? Só esta sabedoria me pode garantir um resplendor eterno, como aqueles céus iluminados pelo Sol.
            Ser um ganhador de almas é um talento glorioso. Tenho necessidade de ser sábio se tenho de levar alguém à justiça; muito mais ainda, se tiver de levar multidões. Oh, que eu tenha o conhecimento de Deus, dos homens, e da Palavra e de Cristo, que me habilite a converter os meus semelhantes, e a converter um copioso número deles!
       A isto quero entregar-me, e nunca descansar até o haver executado. Isto será melhor do que ganhar insígnias na corte. Isto me fará uma estrela, uma estrela resplandecente, uma estrela que resplandece para todo o sempre; sim, além do mais, far-me-á resplandecer como muitas estrelas. Minha alma, desperta. SENHOR, vivifica-me!

Tradução de Carlos Antônio da Rocha

sexta-feira, 31 de maio de 2013

“EU NUNCA GANHEI UMA ALMA PARA JESUS"




         Verdade! Em cerca de trinta anos de envolvimento com o evangelho, evangelismo. Pastoreando, pregando de congregação em congregação, ensinando em EBDs, contudo, nunca ganhei uma alma para Jesus! Ora, alguns de início podem ficar chocados com essa minha afirmativa, mas, é a pura verdade.
         Vez por outra eu vejo um pregador, um missionário, um evangelista dizendo que já ganhou "x" número de almas para Jesus. Às vezes me perguntam quantas almas eu levei a Cristo em minhas preleções. Quantas pessoas se renderam aceitando Jesus como seu salvador através de uma cruzada evangelística em que eu tenha participado.
Mas, como eu um pecador posso ganhar uma alma; uma só que seja?
         Mas, a Bíblia diz: “O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio”
(Provérbios 11:30) - Isso refere-se a: amizades, relacionamento sólidos de confiança e verdadeira amizade, em que o justo,sábio ganha no sentido de firmar,solidificar um bom relacionamento com o próximo. Observe esse versículo também: Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão (Provérbios 17:17)
         A amizade se solidifica até ser mais chegado, ou seja, mais íntimo que um irmão !
Mas, não somos chamados para ganhar almas para Jesus? Não foi para ganhar almas que a igreja foi comissionada por Jesus ? A igreja foi comissionada para pregar a Palavra de Deus, pregar o arrependimento, falar da obra de Cristo na cruz do Calvário. E, com isso, fazer discípulos de Jesus. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;  Mateus 28:19 O grande problema aqui, é que Jesus nos chamou para pescar os homens - E, de igual modo, também de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. E disse Jesus a Simão: Não temas; de agora em diante serás pescador de homens. Lucas 5:10
         Nossa função entre os perdidos é lançar a rede, ou seja, pregar, anunciar, ensinar a salvação em Cristo. Mas então, quem ganha as almas? A salvação vem do Senhor - Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do SENHOR vem a salvação (Jonas 2:9).
         Somos salvos pela vontade de Deus (Pai)- Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. 1 Coríntios 1:21 Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus (João 1:13). Somos salvos através de Jesus - E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos  (Atos 4:12). Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus (Romanos 3:23-25).
         Somos salvos pelo agir do Espírito Santo - Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não creem em mim; Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado
(João 16:7-1).
         Logo, reitero; A salvação vem do Senhor. O Deus Trino é quem salva. Isso envolvendo a vontade do Pai, através de Jesus e pela intervenção do Espírito Santo em nós.E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados (Efésios 2:1). Veja bem quem de fato ganha almas:
Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.
João 6:37- Observou ? Quem ganhou da parte do Pai foi Jesus. Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. João 6:44- Observe esse texto também- É o Pai quem traz à Jesus. Está claro, ninguém pode vir à Jesus se o Pai não o trouxer.E dizia: Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido (João 6:65). Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste (João 17:2).
         Preste bastante atenção nesse "quantos lhe deste".Jesus ganhou as almas do Pai, e não perdeu os que Ele ganhou. Então, fica claro que quem ganhas almas é Deus; quem salva almas é Deus; quem convence o pecador é Deus. Seria muita pretensão da minha parte dizer que ganhei uma alma para Jesus. No máximo, anunciei a salvação em Cristo, porque Ele me salvou me dando vida em Cristo. Pregue, anuncie o evangelho de Jesus.
Fale da obra de Cristo na cruz do Calvário. Não pregue outro evangelho; como o evangelho da prosperidade e coisas assim. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Romanos 5:8).
         Fale do amor do Pai, da obra de Jesus, e confie no agir do Espírito Santo.
Aponte o Calvário para o pecador, que estarás fazendo um ótimo trabalho! À Deus toda honra, toda glória e todo o louvor. Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!Porque quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. (Romanos 11:33-36)
Pr. Isac Morgado

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O NOSSO ÚNICO OBJETIVO: GANHAR ALMAS



Horatius Bonar

         Muitas vezes nós fazemos pouco do fato de que o objetivo do ministério Cristão é levar pecadores ao arrependimento e edificar o Corpo de Cristo. Não pode existir fidelidade na vida de um ministro cujo padrão esteja em falta quanto ao objetivo maior. Aplausos, fama, popularidade, honra, riquezas — tudo isto é em vão. Se vidas não são ganhas, se os santos não são amadurecidos, o nosso próprio ministério será um fracasso.
         A questão, portanto, que cada um de nós tem de responder a si mesmo é, “Tem sido este o objetivo do meu ministério? Tem sido o desejo do meu coração salvar o perdido e guiar aquele que já está salvo? Será este o meu alvo em cada sermão que prego, em cada visita que eu faço? Será que estou continuamente vivendo, andando e falando sob a influência dessa convicção? Será esta a motivação maior que me faz orar e trabalhar e jejuar e chorar? Será esta a razão pela qual me deixo consumir, considerando a minha maior alegria ser um instrumento para a salvação de outros — depois da minha salvação pessoal? Será esta a razão pela qual eu existo? Daria eu a minha vida com alegria, caso fosse necessário para a realização desse objetivo?
         Tenho eu visto o prazer do Senhor prosperar nas minhas mãos? Tenho eu visto vidas sendo transformadas através do meu ministério? Tem o povo de Deus recebido refrigério vindo dos meus lábios, resultando em alegria nas suas vidas, ou não terá o meu labor produzido nenhum fruto, e eu ainda me satisfaça com tamanha ausência de bênçãos?
         Será que eu ainda me sinto confortável e satisfeito ao pregar sem saber se a mensagem está ou não causando impressões salvadoras na vida dos ouvintes, ou sem saber se há um pecador sendo despertado?
         Nada aquém de um trabalhar árduo porém bem sucedido pode satisfazer um verdadeiro ministro de Cristo. Os seus planos podem estar sendo realizados sem dificuldades, mas se vidas não estiverem sendo salvas, todas as outras coisas perdem o seu valor. O verdadeiro alvo do ministro deve ser: .”.. meus filhos, por quem de novo sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós” (Gálatas 4:19). E este deve ser o sentimento propulsor que faz dele uma pessoa bem sucedida.
         “Os ministros,” disse Owen, “são raramente honrados com sucesso a menos que eles estejam continuamente almejando a conversão de pecadores.” A determinação de que na força e com a bênção de Deus ele nunca descansará sem sucesso irá assegurar isso. O homem que já determinou resolutamente confrontar todo tipo de dificuldade, que já calculou os riscos e, que, tendo fixado os seus olhos sobre o prêmio e já determinado batalhar para consegui-lo — tal é o homem que vence.
         A apatia melancólica de dias passados precisa acabar de vez. Satanás está atuando ativamente em quase todo o campo, e é melhor enfrentá-lo frente a frente. Além disso, os homens estão no limiar de algo indescritivelmente tenebroso. Parece que Deus está sendo paciente com eles, assim como aconteceu antes do dilúvio. Um sopro de alerta do Espírito Santo tem descido sobre a Terra e consequentemente sobre a nossa época chamando a atenção para a necessidade urgente de restauração enquanto houver tempo.
         O verdadeiro e único alvo ou lugar de descanso onde a dúvida e o cansaço, os latejos de uma consciência inquieta, e os desejos de uma vida insatisfeita podem aquietar-se é Cristo somente. Não a igreja, mas Cristo. Não a doutrina, mas Cristo. Não as cerimônias, mas Cristo. Cristo o Deus-Homem, dando a Sua vida por nós, selando a aliança eterna, e trazendo-nos a paz mediante o sangue da Sua cruz; Cristo, o depósito divino de onde provém toda a luz e verdade, “Em Quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos (Cl 2:3); Cristo, o vaso ilimitado cheio do Espírito Santo, o Iluminador, o Mestre, o Unificador, o Confortador “de quem todos nós temos recebido da Sua plenitude e graça sobre graça (João 1:16).” Este, somente Este, é o refúgio de uma vida aflita, necessitada de um fundamento sólido e de uma habitação segura até que o tentador esteja finalmente amarrado e todo o conflito transformado em vitória.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

PERDÃO DOS PECADOS



«Meus pecados! Que farei para me livrar deles?»
Uma pobre mulher, morrendo num dos grandes hospitais, tinha sido educada na Igreja Apostólica Católica Romana. Não tinha sido boa Católica nem assídua como membro dessa Igreja e agora os seus pecados estavam a atormentá-la, e gritava angustiosamente:
- Meus pecados! Que farei para me livrar deles?
Uma Irmã de Caridade passava pela enfermaria e, vendo a sua aflição, falou com ela caridosamente.
- Oh! Irmã, disse a mulher, pode chamar um padre para eu lhe confessar os meus muitíssimos pecados, e ficar preparada para a morte?
- Sim, irei chamar o padre da paróquia, mas, no entanto, deixe-me colocar esta escápula à volta do pescoço, pode ser que ajude um pouco até que venha o Sr. Abade.
E lá foi.
Entretanto, segundo a vontade de Deus, uma missionária (cristã evangélica) da cidade passava pela enfermaria e ouvia os gemidos, porque a escápula não tinha dado paz à mulher. A missionária (cristã evangélica) disse:
- Minha pobre senhora, parece estar em grande aflição.
- Oh! Sim, os meus pecados estão a afligir-me e não sei como me hei-de livrar deles.
- Deixe-me ler da Palavra de Deus», e, lendo várias passagens, ela mostrou-lhe a paz de Deus por meio de Jesus somente.
Finalmente a pobre alma moribunda descansou na Palavra «Todo aquele que crê n'Ele receberá a remissão dos pecados», e oh, o gozo que ela sentiu!
Poucos minutos depois o padre chegou. Era um homem muito bondoso que trazia com ele toda a sua parafernália. Ele disse:
- Agora faça uma boa confissão para que eu possa dar-lhe absolvição, para que possa morrer em paz.
Ela já estava muito fraquinha, mas disse:
- Senhor Padre, deixe-me ver sua mão.»
Ele pensou que a sua mente estava confusa e disse:
- Concentre-se porque já tem pouco tempo. Faça a sua confissão para que lhe sejam perdoados os pecados.
- Deixe-me ver sua mão, Senhor Padre, insistia com voz fraca a moribunda.
Pensando ser melhor fazer-lhe a vontade ele levantou a mão, mas os olhos dela já pouco viam. Ela estendeu a mão e sentiu a dele, e então ela disse:
- Não serve, Senhor Padre, esta mão não serve.
- O que quer dizer com isso? Não perca tempo, faça boa confissão para que eu lhe faça tudo quanto posso antes que morra.
Mas ela continuou:
- Não serve. A mão dAquele que perdoa, tem nela a marca do cravo. Não a acho na sua.
"Querido amigo, sabe o que significa confiar nAquele que tem a mão ferida com o cravo? Ele morreu por si, e as Escrituras declaram que todos os que põem nEle a sua confiança recebem a remissão, ou o perdão, dos seus pecados.

H. A. Ironside

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

AS DOUTRINAS DA GRAÇA E A PAIXÃO PELAS ALMAS



John A. Broadus

“Eu mesmo poderia desejar ser separado de Cristo, por amor de meus irmãos.” (Rm 9:3 ARC1995)

A preocupação com a salvação dos outros não é anulada pela crença naquilo que chamamos “As Doutrinas da Graça.” Tal preocupação não diminui por crermos na soberania divina, na predestinação e na eleição. Muitas pessoas demonstram intensa antipatia pelas ideias expressas nestes últimos vocábulos. Recusam-se a aceitá-las, porque, em suas mentes, tais ideias estão associadas ao conceito de indiferença apática. Estas pessoas dizem que, se a predestinação é verdadeira, conclui-se que um homem não pode fazer nada pela sua própria salvação; se tiver de ser salvo, ele sê-lo-á, não podendo ele fazer coisa alguma para isso, nem ele, nem qualquer outra pessoa precisa importar-se com isso.

Mas isto não é verdade; eu o provarei mediante o fato de que o próprio Paulo, o grande porta-voz dessas doutrinas nas Escrituras, pronunciou essas palavras de interesse e amor ardente, em favor da salvação dos outros, vinculando-as intimamente às passagens em que ele ensinou as doutrinas da graça. Volte os seus olhos para algumas frases anteriores a Romanos 9:3 e encontrará a própria passagem sobre a qual muitos tropeçam. “E aos que predestinou” — muitas pessoas estremecem ao ouvir essas palavras — “a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8:30).

Apenas um pouco depois de Paulo ter proferido essas palavras, das quais muitos pretendem inferir a ideia de que, crendo nelas, o homem não precisa de se preocupar com a sua salvação ou com a salvação dos outros, vieram aquelas palavras cheias de paixão que constituem o nosso versículo texto. E isso não é tudo, pois você encontrará logo em seguida, o texto onde Paulo falou sobre Esaú e Jacob, afirmando que Deus estabeleceu uma diferença entre eles, antes mesmo de nascerem, e onde disse, a respeito de Faraó, que Deus o havia levantado para demonstrar o Seu poder e declarar o Seu nome em toda a terra. “Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz.” Algumas boas pessoas chegam a estremecer diante da inferência que lhes parece inevitável de uma linguagem como esta. Mas eu digo que esta inferência deve estar errada, pois o homem inspirado, que proferiu essas palavras, apenas alguns momentos antes havia pronunciado as palavras de nosso versículo texto.

E, sempre que você perceber que seu coração ou o coração de um amigo está propenso a fugir desses grandes ensinamentos das Escrituras divinas, com relação à soberania e a predestinação, então eu oro para que você não discuta sobre isto, mas que se volte para esse texto bíblico, expresso em linguagem de tão grande preocupação a favor da salvação dos outros, de forma tão intensamente cheia de paixão, que os homens se admirarão e certamente dirão que tais palavras não podem significar o que elas realmente dizem. O problema é que neste caso, e em muitos outros, tiramos inferências sem fundamento dos ensinamentos da Palavra de Deus e deitamos todo o nosso desprezo a essas conclusões sobre as verdades que delas extraímos. Ora, qualquer coisa considerada como verdade, a favor ou contra a doutrina do apóstolo acerca da predestinação e da soberania divina na salvação, eu afirmo que isto não torna um homem indiferente à sua própria salvação e à salvação dos outros; este não foi o efeito sobre Paulo, e entre essas duas grandes passagens encontram-se as maravilhosas palavras de nosso versículo texto.