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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A TERRÍVEL PERSEGUIÇÃO DO PECADO (21)



“Mas se não fizerdes assim, estareis pecando contra o Senhor; e estai certos de que o vosso pecado vos há de achar” (Número 32:23).
                                               A vida de Davi
        Prezado leitor, todo meu labor em expor um tema como esse tem em vista mostrar aos homens, não somente o terror do pecado, a nossa culpa e miséria resultantes de nossa rebelião, como também a plena suficiência da graça para os humildes e quebrantados de coração.
        Na meditação anterior pude mostrar como Davi caminhou paulatinamente para sua drástica queda. Seu erro consistiu em ter Joabe como comandante do exército, e foi exatamente esse homem que Davi aliou-se para a suja e covarde jornada. Quando deveria estar na guerra o rei ficou em casa ocioso. Foi nessa circunstância que o pecado deu o golpe fatal. Notemos bem que naquele momento Davi ficou cercado pelo engano de que era direito seu deitar com aquela bela mulher; naquele instante o pecado fechou o cerco, impedindo-o de ver qualquer escape.
        Naquele momento um homem deixou de ser homem quando quis alimentar suas paixões infames, por isso toda feiúra do pecado, toda punição do pecado, todo resultado mortal do pecado ficou oculto perante seus olhos. Agora seu ego é esnobado e é cercado no orgulho da sua alta posição de rei; agora o pecado elevou-o acima de todos e Davi esqueceu-se de olhar para o Altíssimo, diante de quem não passava de um verme. Agora tudo está pronto para o pecado celebrar sua grande conquista como de fato aconteceu quando Davi mandou buscar a esposa de Urias para deitar-se com ela.
        Na abominação cometida Davi esqueceu que a lei de Deus ordenava sua morte. Mas o engano do pecado afirmava em seu coração que seu ato estava oculto, que ninguém sabia. Ao servir o pecado, imediatamente o homem se torna cego, surdo e mudo em relação a Deus, porque desapareceu da sua frente o temor ao Senhor. Então, segue-se o fato que o pecado tomou a vida daquele homem; toda justiça desapareceu, todo juízo foi banido do seu ser; todo senso de bondade e amor simplesmente desapareceu da vida de Davi. Agora sua iniqüidade fez com que fossem geradas mais iniqüidades, toda providência deverá ser tomada para que não fosse publicada sua infâmia.
        “Sabei que vosso pecado vos há de achar!”. O reino é de Deus e Seu reino é de justiça e de juízo contra o mal. É impossível ficar sem punição neste mundo, especialmente aqueles que carregam em sua vida o maravilhoso Nome do Senhor, como no caso de Davi. Nada há encoberto que não venha a ser revelado, ninguém escapa do furor da Ira de Deus, da Sua punição e “horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10:31). Com os ímpios muitas vezes Deus permite que seus pecados fiquem encobertos por longo tempo, mas com os crentes Deus descobre sua queda imediatamente.
        Não demorou muito para que Davi soubesse que a mulher de Urias estava grávida e que a criança fora o resultado do seu adultério. Agora era o momento de Deus mexer com o sossego no pecado; agora a luz começa irradiar nesse triste cenário para mostrar a todos nós onde podemos chegar com nossas maldades e que estamos prontos a fazer. Toda movimentação de Davi agora era para salvaguardar sua pele e proteger sua reputação. Agora sua condição de adúltero o torna um assassino. Mas como encobrir isso? Os olhos do Senhor tudo presenciava e Davi estava agora sob o comando do juízo, porquanto seu ato foi odioso aos olhos do Santo de Israel.
        Querido amigo é assustador e infernal o resultado do pecado no íntimo! Todas essas verdades foram reveladas para mostrar aos homens o caminho certo da humildade e a necessidade de andar em santo temor na presença desse maravilhoso Deus.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A TERRÍVEL PERSEGUIÇÃO DO PECADO (20)



“Mas se não fizerdes assim, estareis pecando contra o Senhor; e estai certos de que o vosso pecado vos há de achar” (Número 32:23).
                                               A vida de Davi
        Prezado amigo, como Davi começou sua caminhada rumo à queda? Não esqueçamos o que dissemos na meditação anterior, que se afastarmos orgulhosamente da graça e tomarmos decisões fora da vontade de Deus; se procurarmos lisonjear a carne e alimentar suas paixões, certamente um mal atrairá outro mal maior. No caso de Davi, como ocorreu? Começou quando ele escolheu Joabe para ser o comandante do exército de Israel. Ora, Deus concedeu a Davi pelo menos setenta homens considerados heróis, homens corajosos, valentes e que estavam dispostos a morrer pelo bem do rei e do povo de Israel. Mas Joabe não fazia parte desses valentes. A vida de Joabe foi caracterizada pelo ciúme, inveja e disposição em manter sua posição, mesmo custando a vida de outros, como foi no assassinato de Abner e Amasa.
        A sombra de Joabe no reinado de Davi foi de um astucioso assassino. Percebemos isso na queda de Davi quando adulterou com Bate-Seba (2 Samuel 11). Percebe-se que a paixão de Davi pela mulher de Urias não começou assim que ele a presenciou tomando banho. Por que Davi ficou em Jerusalém, não saindo com seu exército para a guerra? Por que mandar tirar Urias da batalha, fazendo-o vir a Jerusalém trazer notícias da guerra? Por que ao comunicar com Joabe sobre a necessidade de matar Urias pelas mãos dos moabitas, Joabe nem sequer contestou a crueldade do rei contra um de seus melhores homens?  Concluímos, portanto, que houve um plano bem combinado para que o rei pudesse deitar com a mulher de Urias, sem que este soubesse.  
        Caro leitor deu para perceber como foi a caminhada de Davi rumo àquela vertiginosa queda? Ao associar-se com o perverso, simplesmente o rei aliou-se com a iniqüidade, abandonando sua humilde dependência da graça. Quando abrigamo-nos debaixo da sombra do mal, imediatamente somos tomados pela arte enganosa do pecado; ficamos cativados pela influência sedutora do pecado no coração. Naquele momento acende o interesse em buscar os direitos egoístas da carne; naquele momento somos enfeitiçados pela arte da carne em deificar e afagar o ego; naquele momento desaparece o temor ao Senhor que leva o homem a fugir do mal. A iniqüidade chega como uma sucuri aprisionando e dominando inteiramente todo ser, fazendo da pessoa um refém do pecado, diante do qual inevitavelmente cairá.
        Cadê o rei Davi? Onde está o homem segundo o coração de Deus? Agora presenciamos não aquele que fora chamado para guerrear as guerras de Deus; não aquele que fora colocado no trono para trazer justiça e paz ao povo de Deus e assim glorificar o Nome de Jeová perante os olhos das nações vizinhas. O que aparece no cap. 11de 2 Samuel é um covarde, um adúltero, e onde está o adúltero está um assassino, o qual está atraindo a destruição, não somente para uma família, mas também para si, para sua família e para seu reino.
        Amigo leitor considere essa caminhada rumo à destruição. Satanás, ultimamente, tem feito com que milhares caiam nesse abismo. Muitos estão nessa prática maligna achando que nada têm feito de errado. Muitos já entraram na avenida dos prazeres e vão tramitando com a impureza por meio das novelas, de revistas, de filmes imorais e de outros meios. O caminho do abismo é muito atraente, sedutor e aliciador do ego.
        Muitos que são chamados de crentes acham que podem caminhar rumo ao céu sem pautar um viver de santidade. Acham que mesmo alimentando a carne com suas vis paixões, poderão ver a face do Senhor um dia. Quanto engano! A exortação bíblica é bem clara: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). Eis agora o momento propício para um grande avivamento! Para uma profunda manifestação de tristeza e de quebrantamento, a fim de que homens e mulheres conheçam o Deus da bíblia!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A TERRÍVEL PERSEGUIÇÃO DO PECADO (19)



“Mas se não fizerdes assim, estareis pecando contra o Senhor; e estai certos de que o vosso pecado vos há de achar” (Número 32:23).
                                               A vida de Davi
        Prezado leitor, na meditação anterior introduzi o assunto a respeito da vida de um homem tido como “o homem segundo o coração de Deus”. Pudemos ver que os maiores santos de Deus estão sujeitos à queda. Notemos que Deus não colocou em sigilo as fraquezas dos Seus santos, de homens como Abraão, Moisés, Davi e outros. Por quê? Para que o povo de Deus esteja consciente de que são sustentados neste mundo somente pela graça. Sempre foi a graça que fortaleceu os crentes, tanto na história do Velho Testamento, como agora em plena época da graça. Mesmo durante o exercício da lei, os santos de Deus mostraram que precisavam da misericórdia para que não caíssem na lama. É impossível ler os Salmos sem que seja notada essa lição de dependência, de humilhação e de clamor a Deus por causa das investidas do inimigo. É em plena escuridão da lei que a graça brilha ainda mais intensamente.
        O desconhecimento da força sustentadora da graça pode trazer um espírito de orgulho travestido de espiritualidade superficial. As atividades religiosas aparecem para encobrir a verdade a respeito da condição deplorável do coração humana e da maneira como os homens enganam a si mesmos, especialmente dentro das igrejas. Vemos como isso ocorre em nossos dias, como não há mais pecadores, ninguém que invoque o Nome do Senhor; não há mais busca pela justiça de Deus em Cristo, nem há mais qualquer discernimento entre o que é falso e o que é verdadeiro.
        O que ocorreu na vida de Davi? Aquele homem humilde, cujo reinado foi de justiça e exibição do verdadeiro amor de Deus constitui um verdadeiro banquete de bênção para aquele que almeja extrair as maravilhas de Deus. Percebe-se que o reinado de Davi realmente é um precioso tipo do reinado de Cristo. Porém, aprendamos que todos os atos de justiça, retidão, misericórdia, juízo e amor por parte desse brilhante rei de Israel foram obra do Espírito de Deus por meio dele. Eis o que ele mesmo diz: “O Espírito do Senhor fala por mim, e a sua palavra está na minha língua” (2 Samuel 23:2). Deus realiza Sua obra por meio de homens habilitados por Ele e capacitados pelo Seu Espírito, a fim de beneficiar Seu povo e acima de tudo, para que Seu Nome seja glorificado. Não há ninguém que possa fazer a obra de Deus por si mesmo. Fora da graça qualquer obra não passa de ser exercício da carne, não tem em vista a glória de Deus, por isso será queimada como palha seca pela visitação de Deus.
        Um homem como Davi pode sofrer uma queda? Claro! Basta o orgulho invadir o coração e passar a conviver com aquilo que desagrada a Deus. Normalmente cavamos o buraco para nossa queda sem que percebamos. Um simples desvio da verdade; uma pequenina “mosca” de amor ao mundo; um pecado não amortecido no íntimo, etc. podem ser a jornada para uma queda. Obviamente nem todos sofrerão uma queda tão feia como foi o caso de Davi com a mulher de Urias. Mas queda é queda. Uzias sentiu sua derrota fragorosa somente quando ficou leproso (2 Crônicas 26). A vida do crente deve ser de contínua dependência de Deus. Calvino dizia que o viver do crente deve ser de constante arrependimento.
        Mas reitero que se o amor ao pecado no íntimo for algo normal; que se não há no coração uma disposição de combate contra o mal, simplesmente tal pessoa não sabe o que significa ser um crente em Cristo. A Bíblia é bem clara ao dizer que “...todo o que vive na prática do pecado não o viu nem o conhece” (1João 3:6). O crente não vive assim, mesmo que sofra uma queda, não o faz deliberadamente; não tenta a Deus com contínuos pedidos de perdão a fim de renovar o contrato com o mal no dia seguinte. O genuíno crente sente a dor da sua queda assim que fica sabendo e está disposto a sofrer as duras conseqüências da sua maldade e insensatez.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A TERRÍVEL PERSEGUIÇÃO DO PECADO (18)



“Mas se não fizerdes assim, estareis pecando contra o Senhor; e estai certos de que o vosso pecado vos há de achar” (Número 32:23). A vida de Davi
       Prezado amigo, se você ama a Palavra de Deus certamente não irá fugir diante dessa verdade de que o pecado é, de fato, um perseguidor implacável. Consideramos à luz da bíblia a vida de vários homens, e Deus deixou esses fatos escritos para que o temor ao Nome Dele estivesse em nosso coração; para que afastássemos do mal e andássemos em santa dependência Dele. Não esqueçamos que o pecado é tremendamente dominador e escravizador, que seu poder de controlar a mente, as emoções e a vontade é algo que está fora do nosso controle. Se a Palavra da verdade não estiver guardada em nossos corações, jamais seremos capazes de julgar e dominar esse tirano inimigo que se manifesta através das obras da carne.
       São muitas as ilustrações bíblicas que podemos tomar aqui, além das inúmeras ilustrações extras bíblicas, até mesmo conhecidas durante nosso viver. O mundo é um verdadeiro mercado de escravos; homens e mulheres estão colhendo nesta vida os frutos amargos de um viver no passado quando semeou tanta maldade. Às vezes pensamos que tudo isso que falamos até agora cabe a homens e mulheres não salvos, a pessoas que estão entregues às ardentes paixões, aproveitando assim a aparente liberdade que este mundo oferece. Mas quão enganados estamos se pensarmos desta maneira. Certamente os crentes são os que devem cuidar para não sofrerem vertiginosa queda, por essa razão a Bíblia reveste-nos de conselhos contra os perigos que nos cercam. Notemos por exemplo o que diz o escritor aos Hebreus: “... deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta” (12:1).
       A Bíblia não adverte os ímpios sobre os perigos de uma queda, porque já estão caídos; a queda da raça foi em Adão. Os crentes estão em pé, por isso devem cuidar para que não venham a sofrer um tombo e assim sentir seus efeitos para o resto da vida, como adverte Paulo: “Aquele, pois, que pensa estar em pé, olhe não caia” (1 Coríntios 10:12). São os crentes que estão sujeitos a sofrerem uma queda, satanás e o mundo trabalham para derrubar os santos de Deus. Também são os crentes que sentem e lamentam suas falhas e que estão prontos a beber o amargo cálice de sua rebeldia contra Deus.
       O amor de Deus pelos Seus filhos não anula a disciplina e as sérias conseqüências. Conheci uma senhora que escapou da morte num acidente, mas as seqüelas físicas deixaram-na em sofrimento para o resto da sua vida. Não é assim com o pecado? Exatamente por sermos crentes em Cristo que a dor resultante de uma rebeldia permanece às vezes pelo resto da nossa vida, dependendo da gravidade do pecado. Onde habita a santidade de Deus é onde habitam os amargos sentimentos de uma ofensa contra essa santidade: “...O Senhor conhece os seus, e: Aparte-se da injustiça todo aquele que profere o nome do Senhor” (2 Timóteo 2:19). Assim como os vasos do templo em Jerusalém eram mantidos em pureza, assim os crentes hoje são os utensílios sagrados do Senhor, por isso devem cuidar em manter sua pureza para que sejam úteis no serviço Dele.
       Amigo leitor cuide em saber se habita em você o Espírito de Deus, porquanto se não houve o selo do Espírito (Efésios 1:13), não pertence ao Senhor. Mesmo que freqüente uma igreja, que trabalha arduamente na obra de Deus, mas se não houve a salvação de sua alma certamente não é um vaso de honra, mas sim de desonra. Está caído desde o Éden, por esse fato nada sente com respeito ao pecado. A vida de um homem começa quando se arrepende de seus pecados e confessa Cristo como Seu Senhor e Salvador (Romanos 10:9). É Cristo quem ergue o caído, morto em seus pecados; é Nele que o homem passa a andar e viver e correr rumo ao lar celestial.

domingo, 18 de janeiro de 2015

A TERRÍVEL PERSEGUIÇÃO DO PECADO (17)



“Mas se não fizerdes assim, estareis pecando contra o Senhor; e estai certos de que o vosso pecado vos há de achar” (Número 32:23).
        Prezado amigo leitor, não esqueça que todo propósito da mensagem do evangelho tem em mira a humilhação do homem e a glória de Deus. Nossa felicidade nesta vida e na eternidade é viver para a glória de Deus num temor reverente e dedicado a Ele. A essência do pecado é justamente não conceder a Deus a glória que pertence tão somente a Ele.
        A vida de Saul nos fornece um exemplo prático dos resultados da rebelião no coração contra Deus. Hoje veremos como o pecado no íntimo foi um severo perseguidor para esse homem até o final de sua vida. O reino de Israel pertencia a Jeová, por isso o representante terreno teria que ser apontado por Deus; teria que ser um homem segundo o coração de Deus e não segundo as determinações do povo. O reino de Israel deveria ser um reino de justiça, juízo, bondade, misericórdia e temor a Deus, porquanto Israel representava o testemunho de Deus na face da terra e seus representantes humanos deveriam estar ocupados em agrada ao Senhor e obedecer as determinações de Sua Palavra escrita.
        Davi foi esse homem enviado por Deus; Davi seria um modelo a ser seguido doravante pelos reis que viriam; Davi seria nos moldes terrenos o que será o reinado de Cristo sobre a face da terra no milênio, por isso ter Davi como rei era um presente de Deus para Seu povo Israel. Mas, observe bem que Deus não lhe entregou o reino imediatamente, porque Saul tornou-se um cruel inimigo. As constantes fugas de Davi foram providenciais, porque assim Deus estava provendo disciplina, justiça, compreensão e amor genuíno ao Seu servo. Como reinaria em Israel sem esses dispositivos espirituais? Como obter o verdadeiro respeito do povo de Deus?
        Foi nessa escola divina que Davi conheceu o que significa ter ao seu encalço um perseguidor como Saul. Deus simplesmente soltou as “feras” do ódio e da maldade do coração do rei de Israel. Perder o reinado para Davi foi motivo de um ódio carregado de inveja e de um ciúme mortal. O pecado achou Saul, encontrou-o no tempo adequado e agora mostra sua face maligna, a fim de fazer dele um feroz perseguidor da fé. O pecado no íntimo tomou Saul, fazendo dele um agonizante na alma, vencido pela depressão e açoitado pelo infame desejo de ver jorrando o sangue inocente (1Samuel 22). Era como um touro enraivecido; como um leão faminto à procura da caça. A sombra de Davi o aterrorizava e não sabia que toda sua ira era contra Deus, por essa razão foi barrado pelo próprio Deus.
        Como foi que Deus barrou as investidas de Saul contra Davi? Em duas circunstâncias diferentes. Nas duas vezes Deus colocou Saul cercado por Davi e seus homens e ali Saul pode conhecer através de Davi o que significa a misericórdia de Deus (cap.24e 26); Saul esteve duas vezes face a face com um homem de Deus que provou ser seu melhor e mais fiel soldado de guerra. Porém, como sempre acontece, o pecado não solta um homem, a não ser mediante uma transformação de Deus. O arrependimento e o choro de Saul eram emoções momentâneas e não demorava muito para que renovasse o contrato com o pecado e continuasse sua perseguição.
        Estava chegando o fim de Saul. Deus mostrou-lhe seu pecado, a justiça e o juízo. Agora é vez de mostrar o quanto aquele rei estava de mãos dadas com a iniqüidade e isso ocorreu quando foi consultar a feiticeira (cap.28). Agora estava de mãos dadas com uma mulher que a lei de Deus mandou destruir. Mas o final de sua vida mostra Saul no terreiro espírita procurando resposta para sua agonizante situação. Sua morte veio no dia seguinte por um amalequita. Lembra do incidente com os amalequitas?
        “Sabei que o vosso pecado vos há de achar!”. Amigo, agora é o momento precioso para um sincero arrependimento e uma entrega a Cristo, antes que seja tarde demais.