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quinta-feira, 14 de maio de 2020

A PAZ QUE É PERMANENTE (11 de 11)



“ Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27)
A PAZ QUE VEM DO MUNDO. Pode o mundo oferecer paz: “Não dou como a dá o mundo...”
        A perigosa paz que o mundo dá é extremamente perigosa, especialmente porque por detrás de todo esse espetáculo de organização tem a mente incrivelmente habilidosa do anjo maligno, o qual normalmente se transfigura em anjo de luz, quando tem em mente as funções religiosas. Se quisermos conhece-lo melhor temos que envolver-nos com a palavra de Deus. Se sairmos das Escrituras seremos surpreendidos com as programações que o ardiloso inimigo inventa neste mundo. Nosso Senhor em Suas palavras mostra o invisível a Seus atônitos e perplexos discípulos em João 14:30: “Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada ele tem em mim”. Nosso Senhor mostrou que o cabeça de todo aquele esquema destruidor de traição e crimes que seriam culminados na cruz era satanás. Ele parecia eufórico ao ver que estava chegando o momento que destruiria o Senhor.
        O mundo também dá paz porque a natureza humana busca a paz que gosta aqui. O homem mundana tem aqui seu habitat perfeito, como o peixe encontra sua habitação no fundo do oceano ou nos rios. O mundo oferece uma atração que enche o coração, que fascina a carne e que parece ser a felicidade que está acima de tudo. O mundo dá certa calma ao coração porque parece arrancar todo sistema espiritual e tirar todo conceito de eternidade. Notemos o quanto o mundo o mundo não gosta de ouvir sobre a morte e o além, para os mundanos isso é negativismo. A presença da verdade eterna é como se fosse uma praga que tira o sossego. Para o mundo nos dias dos apóstolos, a mensagem que eles pregavam estava deixando todos atordoados. A paz de Deus só cabe dentro de um coração renovado pela graça, enquanto a paz que o mundo dá só cabe em corações fechados e endurecidos pelo pecado.
        O mundo oferece sua paz porque está em pleno acordo com o que os mundanos buscam. Eles acham paz na música, nos esportes, na dança, nos bailes, na religião, etc. porque essa paz mundana combina bem com as mentiras. Tudo no mundo tem a função de servir o gosto e opinião individual. Então, na diversidade é que os homens descobrem aquilo que mais gostam. Também os homens pagam pela paz deste mundo. Eles lutam e trabalham para que tudo o que eles acham bom seja mantido e que venham coisas ainda melhores aqui. Mas a paz sem a verdade absoluta é paz venenosa e letal às almas. Os homens não percebem que na paz mundana eles estão sendo levados como bois para o matadouro e só percebem tarde demais.
        Nessa paz que o mundo dá satanás tem suas profundezas e mistérios da iniquidade. Os homens aos poucos vão sendo desarmados de tudo o que é bom, deixado por Deus em Sua perfeita criação. Aos poucos satanás vai fazendo dos homens os participantes das mais profundas atividades do pecado aqui. Aos poucos o mundo vai mostrando o quanto está propenso a descer às mais horrendas atividades de cometer suas maldades. Aos poucos vai aumentando o egoísmo e com isso fortifica-se o desejo de ter tudo o que os homens querem para seus divertimentos perversos. Diante de tudo isso podemos entender agora a razão que Cristo diz: “não vo-la dou como a dá o mundo...” Qual é a paz que você tem agora? A paz de Cristo ou a paz do mundo? Você tem a paz de Cristo porque houve sincera conversão a Ele, o Salvador bendito. Para as almas arrependidas Ele diz: “Não se turbe...não se atemorize”.
        Ó amigo, renda-se a Cristo agora! Fuja do mundo vil, dessa paz enganosa, porque não traz segurança aqui nem na eternidade. A paz que você tem agora e que foi dada pelo mundo, você poderá perde-la amanhã. Reconheça seu estado de escravo, dominado pelo sistema mundano e caia aos pés do Salvador, reconhecendo seus pecados, confessando a Ele e recebendo agora mesmo a segurança que tanto a alma precisa.


quarta-feira, 13 de maio de 2020

A PAZ QUE É PERMANENTE (9)



“ Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27)
A PAZ QUE VEM DO MUNDO. Pode o mundo oferecer paz: “Não dou como a dá o mundo...”
        Em Suas palavras nosso Senhor mostra como o mundo também possui seu esquema de promover paz a todos: “...como a dá o mundo...”. Temos que pesquisar esse fato, especialmente porque muitas vezes os homens chegam a pensar que a paz que  o mundo dá vem do próprio Deus. Isso mostra o quanto satanás trabalha em função de imitar Deus e seus dons graciosos. É tarefa do pai da mentira buscar consoladores aqui. Satanás imita tudo o que vem de Deus e é nossa tarefa pegar o que vem dele e examinar à luz das Escrituras, a fim de sabermos se é ou não ouro puro que vem do Senhor. Paulo diz para os Corintos que ele não ignorava os ardis do diabo, especialmente em sua arte de enviar pregadores e apóstolos, a fim de confundir a obra de Deus. Esta atual geração experimenta as mais terríveis perversidades religiosas, as quais aparecem bem atraentes aos nossos olhos.
        Mas quero mostrar como o mundo é feito de tal maneira que produz paz certa calma e tranquilidade aos corações e que até mesmo pode confundir os crentes. Já inicio dizendo que o próprio termo “Kosmos” que é traduzido “mundo” no Novo Testamento significa algo que evoca ordem e adorno. Desse termo que vem nosso termo “cosmético”. E o mundo é realmente um sistema organizado, de tal maneira que cria um trajeto que parece ser sustentável e cheio de promessas. Em Efésios Paulo fala do mundo como um curso: “...segundo o curso deste mundo...”. Pela estrada desta vida passageira há muita organização, beleza e satisfação aos corações dos homens. Mas tudo não passa de pintura que atrai os olhos, a carne e ejeta a soberba da vida. O que vemos tem como objetivo encobrir os ardis e maldades de satanás.
        Há no mundo uma organização social, cultural, política, religiosa e esportiva. Tudo é feito de tal maneira que o mundo funciona como um organismo vivo, onde tudo depende de todos. O mundo tem sua agenda pronta e tem sua forma como fazer com que todos fiquem aprisionados e dominados por esse esquema. O mundo não é perfeito, por isso procura se aperfeiçoar, sem que jamais chegue à perfeição. Sempre vemos o mundo trabalhando para melhorar mais, sem que nunca chegue a um ponto final. Esse sistema organizado faz com que os homens sintam certa calma e paz aqui.        Satanás faz brilhar seu sistema financeiro, sempre com promessas de que os homens ficarão ricos, por isso há uma paz mundana que enche os corações de uma esperança que a vida será melhor amanhã. O mundo tem seu programa bem esquematizado com seus entretenimentos. Tudo é agendado para que todos no mundo inteiro desfrutem daquilo que gostam. Tudo é feito para produzir um contexto de alegria e realização e isso dá paz e promove aqui um ambiente de satisfação.
        No sistema político o mundo tem uma força incrível para fazer com que líderes proeminentes tragam esperança e segurança a todos. Esse sistema governamental faz com que todos se sintam felizes e durmam sono tranquilo. Foi buscando esse sistema que Israel, nos dias de Samuel buscou um rei que governasse conforme os costumes de todas as nações. Israel rejeitou Deus e buscou paz no homem, e em resposta veio desgraça à nação. A cultura também parece ser um caminho onde os homens sentem que podem achar paz e segurança. Foram os grandes homens da cultura mundana que promoveram muitas filosofias, sem quaisquer fundamentos, a fim de que os homens pudessem escolher como viver seu estilo de ética.
        Passei rapidamente por esses tópicos, mas o objetivo é mostrar que tudo funciona aqui para promover no mundo um ambiente onde os homens se sintam bem e cheios de felicidade. Mas o Senhor Jesus deixa claro que Ele não dá a paz como o mundo a dá. Essas palavras mostram o quão cautelosos devemos ser, para verificarmos se a paz que temos vem de Deus ou vem do homem.

terça-feira, 12 de maio de 2020

A PAZ QUE É PERMANENTE (8)



“ Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27)
A PAZ QUE O SENHOR OFERECE AOS PECADORES: “A minha paz...”
        É tão dinâmica e poderosa a paz que Cristo dá aos Seus santos que nossas palavras são simplórias e incapazes de explicar. Tudo o que posso fazer aqui é lutar no uso das Escrituras, a fim de expandir essa dinâmica paz, porque sabemos que ela vem de uma totalidade das perfeições da obra salvadora do nosso Senhor. Ninguém pode sobreviver sem paz, especialmente quando a alma se vê nesse conflito e longe de Deus. Devido a ausência do evangelho fortemente bíblico que reflete a glória de Cristo, tudo tem sido feito ultimamente para abrandar homens e mulheres que se dizem crentes, mas que vivem sem paz. É o caso de suicídios de muitos “crentes”. Quem tira sua própria vida é alguém que não tem paz no íntimo, Cristo não reina em seu coração e não passa de um assassino. Deixo o assunto para tratar noutra ocasião.
        “Paz” significa que a pessoa experimenta vitória num mundo conturbado, e a paz de Cristo tem esse objetivo. Como podemos enfrentar este mundo conturbado por guerra e diversos conflitos? Como enfrentar os perigos, os males, as maldades, as atividades impiedosas dos homens neste sistema chefiado pelo cruel príncipe mundano? Ter paz não significa que sairemos do local de batalha; não buscaremos distanciar-nos desse burburinho terreno. Os crentes trabalham, estudam e luta para obter o sustento. “Paz” significa que não há tormenta no íntimo, que há um governo perfeito e justo no coração. Notemos bem que não estou afirmando que há haverá tranquilidade física, na mente e nas emoções. A paz do coração ensina que da parte de fora há alguém que ousaremos buscar em meios as lutas, dores e choro. A paz que vem do glorioso Príncipe da paz há de governar as ações externas. Paulo fala sobre isso em 2 Coríntios em todo capítulo 1, quando testemunha acerca dos sofrimentos e perigos de morte que enfrentavam, mas sabiam que o resultado de todo sofrer era o gozo da consolação. Poderia desenvolver mais esse assunto, mas findarei aqui.
        Também, a paz que Cristo dá aos pecadores os leva à experiência de ter a convicção de ir morar com Ele no céu. Quando os crentes cantam: “Eu salvo das penas eternas já sou” significa que há paz sim. Cristo não deu uma falsa certeza de salvação; Ele não conquistou uma salvação hipotética, mas sim real e segura: “Agora pois já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8:1) e esse assunto é bem desenvolvido e apreciado pelos crentes em todo capítulo 8 dessa bendita carta. Há grupos que creem, “sem qualquer base segura nas Escrituras) que o crente pode perder a salvação. Esse ensino é fruto de um evangelho falso e fundamentado nas obras dos homens. Os que aceitam essa heresia são vistos como pessoas aflitas, que procuram atividades para se sentirem em paz. Quando a salvação é vista como uma experiência do livre-arbítrio, então a salvação bíblica será um tremendo peso para a alma insegura. A paz real nos faz sentir seguros em seguir o Senhor que jamais nos abandonará; que afirma ter Suas ovelhas seguras em Sua mão e na mão do Pai (João 10:28,29) e que Ele não foi preparar em vão um lugar para Seus santos (João 14).
        Finalizo esta página tratando da última lição que trata do fato que a paz dada pelo Senhor leva o pecador à experiência que o Senhor cuida dele. (Fil. 4:6,7). Já falei muito sobre a paz recebida na salvação e a paz conquistada no dia a dia. O que vemos em Filipenses é Paulo tratando dessa conquista contínua. Observemos a letra de um antigo hino: “Vem dar-me paz, ó meu Jesus, dá-me teu braço ó Cristo. Vou perecendo longe da cruz e eu em clamar insisto”. O escritor está falando dessa paz que ele deseja obter no meio das aflições na jornada, na busca por santidade e na vitória contra o mal.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

A PAZ QUE É PERMANENTE (7)



“ Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27)
A PAZ QUE O SENHOR OFERECE AOS PECADORES: “A minha paz...”
        Na última página pude explicar sobre os pilares da paz e tratei sobre o perdão, porque o homem perdoado por Deus pode agora respirar liberdade e desfrutar da alegria, em saber que em nada mais é devedor.  Quero falar também da justificação e acredito que a justiça de Deus produz paz. Em Romanos 5:1 Paulo ensina que a paz é o efeito da justificação. Por que os pecadores não têm sossego na alma? É porque são devedores que jamais terão como pagar a Deus. O pecado nos posicionou numa condição tão triste, pois o homem é condenado já pelo Santo Juiz. Algumas pessoas pensam que serão condenados após a morte, mas nosso Senhor afirma que sem Cristo e sem essa salvação os homens já estão condenados (João 3:18).
        O assunto sobre justiça é, sem dúvida o tema mais tratado nas Escrituras, no que que se refere à obra da salvação. Deus se apresenta na Bíblia como o Deus de justiça; como o Deus que exige justiça perfeita. Ou é cem por cento justo perante o grande Juiz ou está condenado. Muitos pensam que chegarão ao reino celestial porque chegaram a um alto grau de justiça aqui, pois não roubam, não mentem, nem praticam certas abominações que muitos praticam. Muitas pessoas confiam nesses atos de justiça e cercam essa justiça com atos de bondade e religiosidade. Mas o fato é que nada disso dá paz aos homens.
        O homem rico que foi a Jesus com a pergunta do que faria para herdar a vida eterna, trouxe ao Senhor esse alto conceito que tinha acerca de sua religiosidade. Ele parecia tão justo aos olhos de todos, mas não percebia que sua própria pergunta revela o quanto era um homem sem paz. A pergunta: “Que farei para herdar a vida eterna” declara que algo no íntimo está errado. É claro que nosso Senhor, como que tirou foto do coração e mostrou que lá dentro ele guardava seu ídolo favorito no coração – o amor às riquezas (Lucas 18). Notemos bem que o melhor homem da face da terra não tem paz, a paz que Cristo concede somente aos Seus santos. Os homens vão parecer justos, bondosos e religiosos perante os olhos de todos, mas ninguém verá que Deus requer a verdade no íntimo; que lá dentro há uma alma arrasada pelo pecador; que tudo em seu íntimo é completamente tortuoso.
        Ó meu amigo, sem a perfeita justiça, a justiça de Cristo, eis que o pobre pecador é mais leve que uma pena. Então, sendo posto na balança divina, que peso o pecador terá? Nenhum! Pesados na balança dos homens muitos podem ser contados com peso de aprovação e de justiça vista pelos homens. Mas a balança divina não mente. Não adianta ganhar peso com as obras, no esforço de ser religioso ou de boa moral, porque tudo isso na balança divina nenhum efeito surtirá. O que o homem precisa para se tornar inocente e plenamente aceitável perante Deus? Justiça! Sem a justiça perfeita não há como entrar no céu e nem como andar neste mundo. Os caminhos tortuosos dos homens revelam o quanto são caminhos que seguem para todas as direções, mas não para cima.
        Quando o homem se converte a Cristo o único e suficiente Salvador e Senhor, eis que sua alma é inundada de paz. Essa é a mensagem bíblica e o testemunho de todos os salvos: “Mui triste eu andava sem gozo e sem paz, mas eu hoje tenho alegria eficaz. E constantemente bendigo ao meu Deus, e é claro o motivo, pois sou de Jesus!”. Notemos a mensagem o coro de um antigo e maravilhoso hino: “Ao vir Jesus a tempestade cessa; ao vir Jesus as lágrimas se vão. Ele transforma toda nossa vida iluminando a negra escuridão”. O homem rico de Lucas 18 foi a Jesus sem paz e voltou em situação pior. Sua atitude revelou o quanto estava em plena guerra contra Deus.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

A PAZ QUE É PERMANENTE (6)



“ Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27)
A PAZ QUE O SENHOR OFERECE AOS PECADORES: “A minha paz...”
        Quero agora destacar o significado dessa paz que Cristo dá aos perdidos que chegam a Ele de todo coração. Ele dá essa paz aos que chegam a Ele em busca da salvação eterna; aos crentes que estão experimentando lutas e aflições e aos crentes que estão agora pelo vale da dor, chegando ao final de suas vidas terrenas. Precisamos conhecer essa paz que emana somente Dele e também porque Ele mesmo dar Seus santos ensinos em Sua palavra.
        Essa paz é experimentada pelos pecadores que buscam o perdão eterno Dele. Quão terrível é para o homem quando sabe que viveu e vive com terrível e impagável dívida contra Deus. Milhões nem sequer sentem o toque dessas culpas em suas consciências, mas quando são despertados eles se desesperam e correm para o Senhor, assim como fez Davi quando descoberto em seu terrível pecado de adultério e assassinato (Salmo 51). Oh! Como o Senhor tem consigo esse bendito perdão! E Ele concede de forma completamente diferente, da maneira como os homens perdoam seus semelhantes. Nós perdoamos alguém que nos ofende, mas sendo imperfeitos, não raro jogamos na face do outro o que ela nos fez. Mas não é assim com o Senhor, porque Ele perdoa e realmente esquece. Em Miquéias é ilustrada a maneira como Ele faz para esquecer nossa culpa, porque Ele toma nossos pecados e os atira nas profundezas do mar.
        Também nosso Senhor em Seu perdão Ele trata da totalidade dos nossos pecados. Já ouvi muitos crentes orando pedindo perdão dos seus pecados e posso entender a sinceridade deles. Mas o fato é que na salvação o Senhor trata com a soma total das nossas iniquidades, perdoando todas, na excelência da Sua perfeita graça, de tal maneira que o crentes sente-se na liberdade de sobrevoar a vida cristã. É claro que não significa que foi dada a liberdade de viver na prática do pecado. O crente que ofende a Deus sabe da necessidade de chegar-se ao Seu Pai celestial em santa confissão, a fim de poder andar. Confissão é a demonstração de que depende de Deus no viver diário, caso isso não ocorra Deus pode trazer sérios açoites, como forma de disciplinar Seu filho (Hebreus 12).
        Também a paz que deriva-se do perfeito perdão vem nos livrar dos momentos cruéis, quando somos tentados a desistir e entrar em depressão, assim como ocorreu com Elias na caverna e com Josué com a derrota contra o simples povo de Ai (Josué 7). Mas a resposta vem, quando a fé entra em ação e impulsiona o crente a agir, voltando seus pensamentos e emoções para seu Deus: “Bendize, ó minha alma ao Senhor...é Ele quem perdoa todas as tuas iniquidades...” (Salmo 103:1-3). Será que entendemos isso? Na lei diz: “É Ele quem perdoa”. Na graça diz: “É Ele quem perdoou”. Veja como o crente adquire paz e não necessita que ele vá à busca dos meios mundanos, a fim de adquirir vitória no viver diário.
        Notemos bem essas lições que emanam da promessa do Senhor: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou...”. Naquilo que o salvo recebeu do Senhor, por meio da Sua poderosa e eternal conquista na cruz, eis que temos a abundância da paz. É lógico que enfrentaremos as lutas contra as contínuas atividades da carne, do mundo e do diabo, mas nossos inimigos só nos impulsionam às maiores conquistas. Fomos chamados a conquistar as maiores riquezas da paz em meio aos conflitos, na luta por santidade na caminhada rumo ao céu. Deixo com meus leitores a letra de um antigo hino do nosso hinário batista: “Triste procuro refúgio ao Teu lado, volta-me a paz e o descanso me vem. Quando na terra me achar desprezado, glória terei noutra pátria de além”.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

A PAZ QUE É PERMANENTE (5)



“ Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27)
A PAZ QUE O SENHOR OFERECE AOS PECADORES: “A minha paz...”
        Ó meu amigo, a paz que o Salvador oferece aos pecadores é para sempre, porque vem da justiça perfeita de Deus. Significa que não há como perder essa paz, mesmo que satanás e mundo venham com furor tempestuoso; mesmo que o inferno faça subir suas chamas no anseio de tomar o salvo. Quantos santos já enfrentaram turbulência deste mundo cruel; quantos já enfrentaram perigos mortais, mas a paz que ganharam jamais lhes abandonou. Foi nessa confiança que muitos deixaram o mundo espantado, diante de tanta calma para enfrentar os gigantes inimigos.
        Digo mais ao pecador que anseia paz, que o Salvador mesmo experimentou essa doce calma pelo caminho de tão profunda humilhação que atravessou. No Salmo 50 é dito que esse Servo de Jeová confiou em Deus somente para atravessar o terrível vale onde tudo era sombra da morte e foi até encarar a ferocidade inimiga ali na cruz. Então, entendemos que Ele, o Senhor realmente conhece o pecador e sabe os horrores e aflições eles enfrentam nesta peregrinação de aflições e escuridão. Creio que diante dessa verdade podemos assegurar o quanto Ele ama o pecador e é manso, humilde e pronto para entender as aflições do perdido. Pergunte aos crentes, se algum deles ficou decepcionado com a salvação da paz com Deus, a qual lhe foi entregue na salvação.
        Realmente há muitos falsos crentes, os quais foram perto da salvação, perto do reino, mas voltaram. Conheci muitos que chegaram e viram as maravilhas da salvação, mas recusaram porque preferiram voltar para o mundo. Esses são como Demas que abandonou tudo por amar o presente século. Devemos nessa reportagem lidar com os fieis, porque eles sim, eles têm suas almas descansadas nos eternos braços do Deus de toda salvação. Olhe a vida deles, como são sérios, fieis e obedientes; veja como eles caminham firmemente pela estrada estreita da santificação e têm em mira o céu. Ó amigo, não há embaraço no grande Salvador; não há infidelidade nem corrupção em Seu Reino. Nosso Senhor expõe a verdade e tudo revelou em Sua palavra para que os pecadores pudessem crer de todo coração e confiar nessa fidelidade de um Deus que não pode mentir.
        Quão diferente é o mundo! Tudo aqui é mutável. O mundo parece belo e atraente hoje, mas amanhã tudo pode mudar. Paulo fala que cada dia traz consigo o seu mal. Como achar paz num ambiente de guerra? Como achar verdadeira paz num ambiente onde a morte ceifa diariamente a vida de milhares? Como encontrar paz num mundo chefiado por elementos que são normalmente corruptos e indignos de qualquer confiança? Além de tudo isso, o mundo não revela a verdade, porque este sistema lida com as aparências das coisas. Isso mostra a miséria achada aqui. O Senhor Jesus traz as verdades eternas; Ele traz coisas espirituais e não tangíveis, como as coisas deste mundo. Onde devemos firmar nosso coração? Em Hebreus o Autor sagrado afirma que as coisas visíveis vieram das coisas invisíveis. Sendo assim, onde você porá sua confiança? Nas coisas visíveis ou nas invisíveis?
        Tem uma lição a mais para concluir esta página. Nosso Senhor, o Autor da paz está sempre presente. O melhor homem deste mundo é frágil, mortal e completamente incapaz de lidar com os mais poderosos e invisíveis elementos que aparecem para trazer aflições às almas. Cristo dá Sua paz ao perdido e assegura que está presente. Ele mesmo é a paz; Ele mesmo vem habitar no coração; Ele mesmo assegura seu conforto e promessa de que nos guardará de todo mal e que carregará nossos fardos dia após. É esse o Príncipe da paz que oferece ao perdido agora perfeita paz.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

A PAZ QUE É PERMANENTE (3)



“ Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27)
A PAZ QUE O SENHOR OFERECE AOS PECADORES: “A minha paz...”
        A paz que o Senhor oferece aos pecadores, Ele o faz como dádiva Dele? “A minha paz vos dou...”. Note bem que Ele dá e essa verdade deve encher o coração arrependido de felicidade. Onde neste mundo poderemos achar algo eternamente valioso, chegando a nós de forma gratuita e graciosa? Observe bem que o mundo nada tem para oferecer aos perdidos e quando eles tentam fazer é porque o que oferece é perigoso e ilusório. Quantos elementos perigosos e gananciosos, durante a história têm ocupado a posição de clérigos, a fim de extorquir o povo com ensinos que enganam as almas. É triste ver quantas almas foram feitas herdeiras do inferno, porque colocaram a confiança naqueles vendedores de indulgências.
        Essa história antiga não ficou marcada no passado, porque os amantes das riquezas sempre aproveitarão a ocasião, a fim de vender paz com Deus ao povo. Ainda têm os larápios que aparecem nutridos de piedosos e enviados de Deus. Eles são os amantes dos bens dos outros e a religião é uma porta que leva com facilidade à fonte dos tesouros daqueles que lutam para ganhar seu sustento diário. Normalmente têm os que se agarram às melhores oportunidades que aparecem, a vim de ganhar desonestamente seu sustento e ajuntar riquezas no custo do sofrimento alheio.
        Mas não é assim com o nosso Senhor, pois de seus lábios fieis Ele promete dar Sua paz. Não podemos deixar de lado esse tesouro exposto aos homens. Quem prometeu é fiel, não pode mentir; quem prometeu é Aquele que provou que todo bem, conforto, poder, riquezas e dádivas terrenas e eternais vêm de Suas poderosas mãos. Nunca o Senhor iludiu qualquer pecador. Seus discípulos, mesmo naqueles momentos cruéis, quando as sombras da morte começavam a dissipar toda luz, ainda assim eles enxergavam no Mestre Deles o Salvador e Senhor em quem eles podiam confiar. Suas palavras não foram meras palavras. Aquele que fez o céu e a terra apenas com Suas palavras de ordem, ali inseriu essa paz em seus corações. O que eles precisavam era aquilo que experimentariam nos momentos difíceis.
        Então meu amigo, você pode entender isso agora? Ele está querendo dizer que quando qualquer pecador se achegar a Ele, de todo coração, certamente Ele dará Sua paz. Não foi assim que Esse maravilhoso Salvador fez com aquela mulher adúltera? (Lucas 7). Aquela alma confessa foi aos pés do Senhor levando consigo todo seu inferno de angústia, miséria e culpa, mas ao ouvir Suas palavras de perdão, eis que ela pode ser erguer dali cheia das dádivas celestiais vindas das palavras que ela tanto queria ouvir: “A tua fé te salvou. Vai em paz”. Veja bem que o Senhor concede aos perdidos aquilo que é eficiente e eternamente melhor. É impossível cair aos pés Dele em santo arrependimento e confissão e erguer-se dali com o mesmo fardo que havia levado.
        Digo mais que Suas palavras são suficientes. Os mundanos vivem à busca de coisas aceitáveis à natureza carnal, assim como a multidão foi procurar Jesus por causa do milagre da multiplicação. Bondoso é o Senhor e vezes após vezes Ele concede o que os homens tanto pedem. Ele nenhum bem sonega aos que precisam dessa bondade. Que coração terno e compassivo do Senhor! Mesmo que o mundo inteiro seja uma demonstração clara dos espetáculos de Sua bondade, mesmo assim Ele ainda põe seus bens nas mãos de homens e mulheres que O buscam. Mas para as almas aflitas, as quais buscam Sua paz, basta Sua palavra de ordem; basta o simples: “A minha paz vou dou...”. As almas famintas se sustentam do fato que não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. É isso que serve como completo nutriente aos famintos: “A minha paz vou dou...”


sexta-feira, 1 de maio de 2020

A PAZ QUE É PERMANENTE (2)



“ Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27)
A PAZ QUE O SENHOR OFERECE AOS PECADORES: “A minha paz...”
        Homens e mulheres que buscam a verdade da tão grande salvação logo descobrem, mediante a verdade revelada, que estão carecendo de um Salvador completo. Cristo não traz consigo elementos externos, pois Ele mesmo é suficiente em todos os aspectos nessa tão grande salvação. Notemos isso em Suas palavras ditas aos Seus discípulos: “A minha paz vos dou...”. O que os ídolos podem fazer por pobres pecadores neste mundo? O que eles têm para seus fieis tão iludidos? Qual a religião que pode fornecer paz aos pobres pecadores neste mundo? Tudo está sendo feito pelo pai da mentira, a fim de iludir a multidão com uma sensação de bem-estar e de paz consigo mesmo. Todas as palhaçadas do inferno têm vindo à tona, a fim de mergulhar os homens em perigosos tratamentos que, segundo eles fornecem paz à alma.
        Também, qual falso mestre tem concedido paz? Os elementos mentirosos são agitados dentro deles e a maldade domina suas mentes e emoções. É fato que com engenhosidade vil eles fazem com que seus seguidores caminhem na sombra da liderança perigosa deles. Quantas almas já conheci, as quais foram enganadas, roubadas e saqueadas por tais elementos e elas debaixo de suas promessas viviam e vivem numa atmosfera de paz. Como confiar no homem? Quem são os homens neste mundo? Têm eles algum poder de conceder paz aos homens? O que eles fazem é conduzir as almas por caminhos extremamente perigosos. Já lidei com muitos que pensavam que estavam certos, mas se conscientizaram que viviam errados.
        Quando nosso Senhor disse: “...a minha paz vos dou...” é porque Ele é o próprio Autor da paz. Elucidemos essa verdade. Ele é o Autor da paz no sentido que Ele desceu do céu para trazer paz aos pecadores; Sua mensagem foi de paz e foi nessa paz que Ele encaminhou milhares à verdade. Ele sendo o grande Deus não adentrou no meio dos homens para trazer juízo e terríveis punições. Ele manifestou o fato que Ele é poderoso para fazer isso, e fez quando desceu do céu para destruir Sodoma e Gomorra. Mas antes de fazê-lo o Senhor conversou com um homem que conheceu Sua paz – Abraão (Gênesis 18). Ali estava perante Sua face de amor e graça, com Seus ouvidos apurados para ouvir a petição do Seu servo. E Ele ouviu sim, porque libertou o justo Ló da terrível ira que viria assolar toda aquela população, como de fato aconteceu.
        Ele também é o Autor da paz porque em toda história, conforme nos é narrada nas Escrituras vemos um Deus longânimo, suportando os atos perversos dos homens e mesmo assim traçando o caminho para Sua chegada como homem, a fim de ir até à cruz. As centenas de anos mostram o quando Deus é capaz de sustentar este mundo com Seus atos de bondade, nunca deixando faltar todo suprimento para a existência das nações. A morte dos homens e a destruição de poderosas nações ficaram marcadas para mostrar o quão horroroso é o pecado com suas consequências funestas. A história não nos prova o quanto o Salvador é o Deus de toda paz? A história de Seus atos no meio dos homens mostra o fato que Ele está vestido de graça, compaixão, ternura e paciência. Quantas e quantas vezes esse Senhor intercedeu diante do Pai em favor dos homens!
        Veja amigo como esse Salvador é completo! O Autor da paz chega ao coração e diz: “A minha paz vos dou”. Não é isso o que a alma precisa? Essa paz vem habitar no coração cheio de trevas, onde a alma vive aflita e amedrontada, diante de tantos terrores. A paz vem habilitada de perdão, alegria  e segurança eterna que Deus concede aos pecadores que se arrependem e se convertem ao Senhor.


quinta-feira, 30 de abril de 2020

A PAZ QUE É PERMANENTE (1)



“ Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27)
INTRODUÇÃO:
        Já preguei sobre este texto tão precioso, tomando-o à luz do contexto, a fim de consolar os corações dos santos de Deus, assim como o Senhor o fez com Seus perplexos e amedrontados discípulos. Mas o texto também nos fornece o cenário claro de como é o coração do homem sem Deus. Quero pegar a joia preciosa da paz com Deus, a fim de leva-la aos corações que agora desejam esse encontro com o Príncipe da paz. A função do pecado e do diabo é manter os homens iludidos na jornada pelo caminho largo rumo à perdição e milhares chegam a fim dessa jornada e só percebem que caíram nas redes diabólicas quando é tarde demais. Temos conosco o remédio santo que cura definitivamente a alma, por isso temos de levar aos enfermos. Quem sabe, um toque de palavras possa despertar alguma alma dorminhoca. Com tristeza já vi muitos acordados porque foram cutucados pela agulha da lei, mas que logo fugiram amedrontados. Já lidei com muitos que fugiram do abrigo seguro e eterno, achado em Cristo, porque preferiram o caminho perigoso e letal mostrado pelo mundo.
        Não é melhor ouvir de Cristo sobre essa paz? Quem sabe minhas palavras venham ser a linda sinfonia para uma alma aflita; quem sabe algum pecador aflito esteja agora à procura das palavras eternas de Cristo, falando sobre Seu perdão e purificação dos pecados. Será que há? Claro! A luz da graça e o sol da misericórdia continuam acesos; ainda podemos ouvir os sons do martelo, serrote e outras ferramentas usadas por Noé na construção da arca. Significa que a voz salvadora do Senhor está ressoando e a força da misericórdia mostra o quanto ela triunfa sobre o juízo. Podemos olhar em todas as direções desse céu e ainda não vemos sinais de nuvens. Portanto, é preciso que eu fale dessa paz.
        Tenho um pouco mais de argumentos que me inspiram a falar desse verso. Sabemos o quanto o mundo é uma agitação de guerras e rumores de guerra. Por que isso? Onde está o problema? Ora, está no coração tempestuoso do homem no pecado. Mas quando Deus mostra a verdade no íntimo, então homens e mulheres correm à busca da verdadeira paz. Muitos com sinceridade, ardor e justos trabalhos lutam por conquistar aquilo que eles pensam que vão oferecer paz e segurança. Mas como achar isso num mundo conturbado pelo pecado? Anos atrás, na cidade de São Paulo, um homem com sua esposa estavam dormindo em sua casa, aguardando o dia amanhecer para nova jornada de trabalho, mas foram surpreendidos com sua filha e seu namorado batendo neles, até que o casal tiveram suas vidas ceifadas de forma terrível e cruel.
        Não tem lugar aqui, por mais seguro que sejam onde os homens possam achar a segurança e paz que tanto desejam. Os homens neste mundo são peregrinos e forasteiros e mesmo que estejam cercados de conforto e aparente segurança, seus corações se mostram inseguros. Eles percebem que há um vácuo em tudo e que a vida aqui é miserável. Pode ser que alguém esteja andando pelas ruas e praças, à procura de alguém que possa ser exatamente o bem-amado de sua alma. Por fora ele tem comida, casa, carro, amigos, conforto, marido, esposa, filhos e tudo o que esta vida pode oferecer de bom. Mas falta a joia preciosa que venha habitar em seu coração, para lhe dar paz, perdão e segurança eterna. Talvez haja uma alma aflita, sentindo a culpa e angústia devido aos seus pecados, por isso busca essa voz de amor que lhe dê plena certeza de salvação.
        Os discípulos puderam ouvir dos lábios do Príncipe da paz: “A minha paz vos dou...”. Quem é Ele? O Senhor da glória! O texto não é riquíssimo? Não é uma joalheria, onde homens e mulheres chegam para comprar, sem dinheiro e sem preço a tão grande salvação?